{"id":13274,"date":"2023-08-03T08:53:00","date_gmt":"2023-08-03T11:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=13274"},"modified":"2023-08-03T08:53:00","modified_gmt":"2023-08-03T11:53:00","slug":"nem-toda-pessoa-que-se-mata-tem-depressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/nem-toda-pessoa-que-se-mata-tem-depressao\/","title":{"rendered":"Nem toda Pessoa que se Mata tem Depress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #000080;\">Nem toda Pessoa que se Mata tem Depress\u00e3o<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><em><span style=\"color: #008000;\">Karina Okajima Fukumitsu<\/span><\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/kardecriopreto.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/retratos-de-karina-okajima-fukumitsu-suicidologista-1509488393586_v2_956x500.jpg\" width=\"401\" height=\"210\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #993300;\">Nem toda pessoa que se mata tem depress\u00e3o \u2013 , diz especialista em suic\u00eddio.<\/span><\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 24 anos, a psic\u00f3loga Karina Okajima Fukumitsu, 43, se dedica a explorar profissionalmente um tabu, o suic\u00eddio. Seu envolvimento com o tema, por\u00e9m, come\u00e7ou na inf\u00e2ncia. Sua m\u00e3e tentou se matar in\u00fameras vezes. Mais tarde, foi ela mesma quem tentou tirar a pr\u00f3pria vida em tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><em>\u201cComecei a estudar psicologia para compreender e poder ajudar pessoas que passam por um sofrimento existencial e, por isso, tentam se matar\u201d<\/em>, conta. Segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), mais de 800 mil pessoas tiram a pr\u00f3pria vida por ano no mundo. <strong><em>No Brasil, acontecem, em m\u00e9dia, 11 mil suic\u00eddios em 12 meses<\/em><\/strong>, de acordo com levantamento do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade.<\/p>\n<p>Em 2016, foram registradas no pa\u00eds <strong><em>30 mil tentativas de mulheres e 15 mil de homens<\/em><\/strong>. Para Karina, os altos n\u00fameros refletem tamb\u00e9m tentativas de comunica\u00e7\u00e3o. Apesar de homens tentarem menos, eles s\u00e3o as maiores v\u00edtimas letais, por usarem m\u00e9todos mais agressivos.<\/p>\n<p><em>\u201cSuic\u00eddio \u00e9 a concretiza\u00e7\u00e3o da falta de sentido da vida, \u00e9 o \u00e1pice de um processo de \u2018morr\u00eancia\u2019. Ele costuma ser cometido por algu\u00e9m que est\u00e1 definhando existencialmente, que deixou de acreditar em sua pr\u00f3pria capacidade, como ser humano, de transformar a dor em amor\u201d<\/em>, explica Karina.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga recebeu a reportagem em seu consult\u00f3rio, em S\u00e3o Paulo, onde atende de adolescentes a idosos que tentaram ou cogitam o suic\u00eddio, para desmistificar essa morte violenta.<\/p>\n<p><strong><em>Como come\u00e7ou seu envolvimento com a quest\u00e3o do suic\u00eddio?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Karina Okajima Fukumitsu<\/em><\/strong>: Eu tinha 8 anos quando come\u00e7aram as crises suicidas da minha m\u00e3e. Aos 10 anos, me lembro claramente de ir ao pronto-socorro, tentando socorr\u00ea-la das v\u00e1rias tentativas de se matar. Em 1989, entrei no curso de psicologia para compreender esse fen\u00f4meno, ajudar quem queria se matar e acolher quem estivesse passando por sofrimentos existenciais.<\/p>\n<p><strong><em>Essa foi a causa da morte da sua m\u00e3e?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. A \u00faltima vez que ela tentou o suic\u00eddio foi em 2006, quando me declarei como suicidologista. Eu estava gr\u00e1vida do meu primeiro filho, o telefone tocou e ela disse que estava pensando em se matar novamente. A gente falava abertamente do processo de \u2018morr\u00eancia\u2019 dela. Pedi que tivesse calma, porque a morte viria para todo mundo, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o do ser humano. Durante a conversa, tive um aborto espont\u00e2neo e vi minha m\u00e3e renascer das cinzas, dizendo que eu a tinha convencido sobre ter uma miss\u00e3o de vida. Foi um verdadeiro paradoxo. Coincid\u00eancia ou n\u00e3o, ela acabou desenvolvendo a doen\u00e7a do \u2018cora\u00e7\u00e3o grande\u2019, uma miocardiopatia grave. Foram 18 interna\u00e7\u00f5es at\u00e9 2013, quando ela foi vencida pela doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong><em>De que maneira essa experi\u00eancia ajudou voc\u00ea a seguir adiante?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Com a hist\u00f3ria dela entendi que \u00e9 poss\u00edvel resignificar a vida, ter alguma esperan\u00e7a. Em 2012, durante o lan\u00e7amento do meu primeiro livro, \u2018Suic\u00eddio e Gestalt-Terapia\u2019 (ed. Digital Publish &amp; Print), ela ficou do meu lado. Eu dizia que ela era minha coautora e ela se apresentava dizendo: \u2018Oi, eu sou a kamikaze\u201d. Ela \u00e9 a prova de que o acompanhamento cura.<\/p>\n<p><strong><em>Voc\u00ea j\u00e1 tentou o suic\u00eddio?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Sim, tr\u00eas vezes. A primeira aos 12 anos, meu pais tinham se separado e eu estava exausta de tantas brigas. Lembro de estar na cozinha e ter tomado medicamentos da minha m\u00e3e. Eu n\u00e3o queria mais viver. Quando ela me viu, perguntou o que eu estava fazendo. Respondi: \u201cExatamente aquilo que voc\u00ea sempre faz\u201d. Ela me fez vomitar e nada aconteceu. Mas foi o mais pr\u00f3ximo que cheguei do ato. Nunca mais falamos sobre isso. Depois, aos 20 anos, descobri que um namorado de longa data me tra\u00eda. Pensei na possibilidade da morte, mas n\u00e3o agi. A terceira vez foi em 2014, quando recebi o diagn\u00f3stico equivocado de esclerose m\u00faltipla. Fiquei internada por 13 dias, parei de andar, esqueci a ordem alfab\u00e9tica, os n\u00fameros e fatos da minha vida. No \u00e1pice do meu desespero, pensei novamente em suic\u00eddio. Mas me agarrei na certeza de que a vida n\u00e3o \u00e9 do jeito que a gente quer. Me recuperei completamente.<\/p>\n<p><strong><em>Suic\u00eddio \u00e9 heredit\u00e1rio?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, o suic\u00eddio n\u00e3o corre nas veias. S\u00f3 que existem modelos de repeti\u00e7\u00e3o de enfrentamento que s\u00e3o prejudiciais, \u00e9 o que a gente chama de \u201ctransmiss\u00e3o ps\u00edquica geracional familiar\u201d. Alguns comportamentos t\u00f3xicos da fam\u00edlia se repetem. Se a gente n\u00e3o tiver plena aten\u00e7\u00e3o, entra num c\u00edrculo vicioso. Cabe a cada um construir novas modalidades de responder \u00e0s adversidades da vida.<\/p>\n<p><strong><em>Por que ainda \u00e9 um tabu?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Porque \u00e9 uma morte violenta, repentina e que confronta exatamente o sentido de instinto de sobreviv\u00eancia que aprendemos. \u00c9 quando a pessoa come\u00e7a a acreditar que a morte \u00e9 mais interessante que a vida. \u00c0s vezes, a pessoa n\u00e3o quer morrer, ela s\u00f3 quer matar uma parte dela que est\u00e1 causando sofrimento. Viver sem sofrer \u00e9 uma utopia. Por isso, precisamos trabalhar a toler\u00e2ncia existencial.<\/p>\n<p><strong><em>Por que suic\u00eddio \u00e9 visto como algo abomin\u00e1vel?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o temos tempo e espa\u00e7o para lidar com a vulnerabilidade humana. Isso que o torna abomin\u00e1vel. Ele escancara aquilo que mais se quer esconder, sentimentos indesej\u00e1veis, como tristeza, raiva, fraqueza. N\u00e3o cabe a ningu\u00e9m julgar o outro. Suic\u00eddio n\u00e3o \u00e9 loucura, fraqueza, covardia ou coragem. O suicidologista norte-americano Edwin S. Shneidman, refer\u00eancia no assunto, o definiu como um ato definitivo para um problema que deveria ser tempor\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong><em>\u00c9 irrespons\u00e1vel defini-lo como uma escolha pessoal?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. Se a gente pensar que cabe a cada um sua pr\u00f3pria vida, o mesmo vale para a morte. Mas o ideal \u00e9 que ela seja natural. Ent\u00e3o, cada ser humano deve se apropriar e zelar pelos seus sentimentos, e pedir colo quando eles estiverem borbulhando. Costumo dizer que suic\u00eddio \u00e9 uma dor sentida, mas n\u00e3o consentida. Criei um mantra que \u00e9: se tem vida, tem jeito.<\/p>\n<p><strong><em>Como voc\u00ea avalia o cen\u00e1rio brasileiro?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente, estamos entre os dez pa\u00edses com as maiores taxas de suic\u00eddio do mundo. Est\u00e1 mais perto do que imaginamos. \u00c9 muito comum conhecer algu\u00e9m que se matou, s\u00f3 que preferimos fingir que n\u00e3o existe. Lamento que seja um problema de sa\u00fade p\u00fablica, mas n\u00e3o existam planos de preven\u00e7\u00e3o efetivos. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade trouxe uma possibilidade de diminuir os n\u00fameros at\u00e9 2020. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, nada est\u00e1 sendo feito para isso.<\/p>\n<p><strong><em>H\u00e1 poucos profissionais dedicados a isso?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Vejo poucos profissionais treinados para acolher o sofrimento humano. Quando uma pessoa est\u00e1 desesperan\u00e7osa, desamparada e\/ou desesperada \u2013 o DDD da cartilha da psiquiatria -, precisamos encontrar uma maneira de mostrar a ela um sentido para sua vida. J\u00e1 ouvi muito m\u00e9dico dizendo que quem tenta o suic\u00eddio atrapalha o tempo deles. Quando eu levava a minha m\u00e3e ao hospital, lembro das enfermeiras dizendo: \u201cDona Yoko, a senhora n\u00e3o tem o que fazer a n\u00e3o ser tentar se matar? N\u00e3o tem d\u00f3 dessas meninas que te trazem aqui h\u00e1 tanto tempo? De pessoas que est\u00e3o querendo viver?\u201d. Esses coment\u00e1rios machucam ainda mais a pessoa que est\u00e1 em sofrimento. Se n\u00e3o houver resignifica\u00e7\u00e3o, vai acontecer novamente. Quando h\u00e1 diagn\u00f3stico de transtorno mental, a reincid\u00eancia acontece entre 40% e 50% dos casos.<\/p>\n<p><strong><em>Existem grupos de vulnerabilidade?\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Sim. A comunidade LGBT, as v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e aqueles diagnosticados com doen\u00e7as mentais. Ou seja, grupos que n\u00e3o t\u00eam suas dores legitimadas nem espa\u00e7o para expor suas vozes e se defenderem.<\/p>\n<p><strong><em>Quais s\u00e3o os sinais de alerta de quem pensa em se matar?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Isolamento, abuso de \u00e1lcool e drogas, e qualquer mudan\u00e7a abrupta de comportamento. H\u00e1 sinais indiretos tamb\u00e9m. \u00c9 preciso estar atendo a quem come\u00e7a a se desfazer de coisas importantes, a declara\u00e7\u00f5es de amor inesperadas e quando a pessoa usa express\u00f5es como \u201cpode ser tarde\u201d, \u201cn\u00e3o vou dar mais trabalho\u201d. Tem ainda a \u201cfalsa calmaria\u201d, que \u00e9 o caso de quem sempre falou que ia se matar e parou de comunicar de uma hora para outra. Isso \u00e9 uma pegadinha. Ela fica quieta para n\u00e3o ser interrompida. Prevenir \u00e9 olhar para esses sinais e tentar criar espa\u00e7os de di\u00e1logo.<\/p>\n<p><strong><em>A depress\u00e3o \u00e9 um fator comum aos suicidas?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, acho reducionismo pensar assim. N\u00e3o necessariamente uma pessoa que se mata \u00e9 deprimida, apesar de existirem v\u00e1rios casos de pessoas que tinham depress\u00e3o e se mataram. Quando isso acontece, \u00e9 que elas perderam o sentido de viver.<\/p>\n<p><strong><em>Quais s\u00e3o os maiores mitos sobre suic\u00eddio?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O principal \u00e9 achar que se vai provocar o suic\u00eddio ao perguntar diretamente para a pessoa se ela est\u00e1 pensando em se matar. O suic\u00eddio \u00e9 um ato de comunica\u00e7\u00e3o. E a pessoa, na maioria das vezes, tenta comunicar em morte o que ela gostaria de comunicar em vida. Precisamos falar abertamente sobre isso. Os sinais de alerta s\u00e3o pedidos de acolhimento.<\/p>\n<p><strong><em>E se a pessoa nos disser que quer se matar?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Pergunte de volta como pode ajudar. \u00c9 muito equivocado achar que quem tenta se matar est\u00e1 querendo s\u00f3 chamar aten\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s, acho \u00f3timo que eles chamem aten\u00e7\u00e3o. Prejudicial \u00e9 tratar com desprezo. Se voc\u00ea n\u00e3o der aten\u00e7\u00e3o agora, vai se sentir culpado mais tarde por n\u00e3o ter atendido ao chamado de um ente querido.<\/p>\n<p><strong><em>O que voc\u00ea mais ouve de quem quer se matar?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o vou aguentar se algo acontecer\u201d. \u201cSe eu fracassar, n\u00e3o vou suportar.\u201d Ela come\u00e7a a antecipar tudo o que ela imagina que de pior vai acontecer, porque n\u00e3o sabe lidar com situa\u00e7\u00f5es de fracasso. Diante do desespero, num ato impulsivo, ela tenta o suic\u00eddio.<\/p>\n<p><strong><em>\u00c9 um processo?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Salvo os casos de impulsividade, que acontecem em menores propor\u00e7\u00f5es, o comportamento suicida passa pelo pensamento, idea\u00e7\u00e3o, planejamento e s\u00f3 ent\u00e3o chega ao ato.<\/p>\n<p><strong><em>\u00c9 perverso buscar as motiva\u00e7\u00f5es daqueles que tentam se matar?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Acho que \u00e9 elucubra\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o existe uma \u00fanica causa para o suic\u00eddio. Mas \u00e9 importante entender a fantasia da pessoa na tentativa. O que ela queria matar? O que ela queria que morresse? J\u00e1 quando a morte \u00e9 consumada, ela leva toda a verdade.<\/p>\n<p><strong><em>O que buscam os sobreviventes do suic\u00eddio?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Existem dois grupos de sobreviventes: aquele dos que tentaram, mas n\u00e3o tiveram a morte consumada, e os enlutados pela morte de algu\u00e9m pr\u00f3ximo. Os dois buscam a mesma coisa, um acolhimento para os seus sofrimentos. O problema \u00e9 que ainda existe um forte julgamento, quem tentou ou se matou \u00e9 visto como louco. N\u00e3o quero normalizar o suic\u00eddio, quero deixar claro que disfuncionalidade acontece com todo mundo.<\/p>\n<p><strong><em>Procurar culpados \u00e9 um caminho positivo?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>De jeito nenhum. Como diz o fil\u00f3sofo Jean-Paul Sartre, \u201cn\u00f3s somos aquilo que n\u00f3s fazemos com o que o outro faz da gente\u201d. E esse foi um dos grandes problemas da s\u00e9rie \u201c13 Reasons Why\u201d. A personagem principal fica culpando os outros por suas escolhas erradas e em nenhum momento exercitou a capacidade de enfrentamento. Mais grave ainda foi mostrar a maneira como ela se matou. Isso \u00e9 grave.<\/p>\n<p><strong><em>Onde buscar ajuda?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o existe uma \u00fanica f\u00f3rmula. Vale procurar desde algu\u00e9m pr\u00f3ximo, at\u00e9 especialistas. O Centro de Valoriza\u00e7\u00e3o \u00e0 Vida \u00e9 um \u00f3timo caminho. O que digo sempre para as pessoas em sofrimento \u00e9: acredita que voc\u00ea merece receber amor e ajuda.<\/p>\n<p><strong><em>O qu\u00e3o pesado \u00e9 lidar com a morte t\u00e3o de perto?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Acho que a gente lida muito mal com aquilo que \u00e9 mais nosso. A \u00fanica certeza que temos \u00e9 a de que morreremos. Precisamos falar mais sobre isso. Ela faz parte do nosso desenvolvimento. S\u00f3 que, no intervalo entre nascer e morrer naturalmente, precisamos aprender a viver com qualidade.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/universa\/noticias\/redacao\/2017\/11\/15\/viver-sem-sofrer-e-uma-utopia-diz-especialista-em-suicidio.htm\">&#8216;Nem toda pessoa que se mata tem depress\u00e3o&#8217;, diz especialista em suic\u00eddio &#8211; 15\/11\/2017 &#8211; UOL Universa<\/a><\/p>\n<p>Reproduzido a partir de <a href=\"https:\/\/kardecriopreto.com.br\/nem-toda-pessoa-que-se-mata-tem-depressao\/\">kardecriopreto.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem toda Pessoa que se Mata tem Depress\u00e3o Karina Okajima Fukumitsu Nem toda pessoa que se mata tem depress\u00e3o \u2013 , diz especialista em suic\u00eddio. 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