{"id":13316,"date":"2023-08-15T07:29:13","date_gmt":"2023-08-15T10:29:13","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=13316"},"modified":"2023-08-15T07:29:13","modified_gmt":"2023-08-15T10:29:13","slug":"preciosidade-esquecida-em-a-genese-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/preciosidade-esquecida-em-a-genese-2\/","title":{"rendered":"Preciosidade esquecida em A G\u00eanese"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #000080;\">Preciosidade esquecida em A G\u00eanese<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><em><span style=\"color: #008000;\">Orson Peter Carrara<\/span><\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/a\/AVvXsEjn2g8PYzEnV_rn87D6A_zz6RhdWHCGk34uCtyqzJxYur-PlbDq3HZ9AmLbo2LOsFh066DVN030shlsnK7k-ICLNtELqeqDlTb1HLG4--CsvvuxA2TqHpzxTeJMbx8Jje7dOpb3EfrGm7QgmBfJ_o-sFdsnh4ttEmxYURazss6EyYyNEaFF8xu-lyvH2ITq=w400-h224\" \/><\/p>\n<p>Convenhamos com honestidade. Ficamos nos batendo em tantas quest\u00f5es absolutamente dispens\u00e1veis e med\u00edocres e esquecemos o essencial. O conhecimento esp\u00edrita, sempre dispon\u00edvel e com ampla facilidade de consulta \u2013 ressaltando-se a qualidade expressiva de muitos conte\u00fados \u2013 remete-nos naturalmente a uma intensa alegria e gratid\u00e3o \u00e0 vida por tantas oportunidades de aprendizado.<\/p>\n<p>Um texto esquecido, como tantos outros, est\u00e1 em A G\u00eanese, no cap\u00edtulo VI \u2013 Uranografia Geral, exatamente no item 2, abordando a velha quest\u00e3o do tempo. Transcrevo na \u00edntegra (o texto n\u00e3o \u00e9 longo), estimulando o leitor \u00e0 leitura, dada a grandeza do texto e a reflex\u00e3o de entusiasmo a que remete. Sugiro leitura atenta. O texto \u00e9 muito precioso.<\/p>\n<p>\u201c2. Como a palavra espa\u00e7o, tempo \u00e9 tamb\u00e9m um termo j\u00e1 por si mesmo definido. Dele se faz ideia mais exata, relacionando-o com o todo infinito. O tempo \u00e9 a sucess\u00e3o das coisas. Est\u00e1 ligado \u00e0 eternidade, do mesmo modo que as coisas est\u00e3o ligadas ao infinito. Suponhamo-nos na origem do nosso mundo, na \u00e9poca primitiva em que a Terra ainda n\u00e3o se movia sob a divina impuls\u00e3o; numa palavra: no come\u00e7o da g\u00eanese. O tempo ent\u00e3o ainda n\u00e3o sa\u00edra do misterioso ber\u00e7o da natureza e ningu\u00e9m pode dizer em que \u00e9poca de s\u00e9culos nos achamos, porquanto o balancim dos s\u00e9culos ainda n\u00e3o foi posto em movimento.<\/p>\n<p>Mas, sil\u00eancio! soa na sineta eterna a primeira hora de uma Terra insulada, o planeta se move no espa\u00e7o e desde ent\u00e3o h\u00e1 tarde e manh\u00e3. Para l\u00e1 da Terra, a eternidade permanece impass\u00edvel e im\u00f3vel, embora o tempo marche com rela\u00e7\u00e3o a muitos outros mundos. Para a Terra, o tempo a substitui e durante uma determinada s\u00e9rie de gera\u00e7\u00f5es contar-se-\u00e3o os anos e os s\u00e9culos. Transportemo-nos agora ao \u00faltimo dia desse mundo, \u00e0 hora em que, curvado sob o peso da vetustez, ele se apagar\u00e1 do livro da vida para a\u00ed n\u00e3o mais reaparecer. Interrompe-se ent\u00e3o a sucess\u00e3o dos eventos; cessam os movimentos terrestres que mediam o tempo e o tempo acaba com eles. Esta simples exposi\u00e7\u00e3o das coisas que d\u00e3o nascimento ao tempo, que o alimentam e deixam que ele se extinga, basta para mostrar que, visto do ponto em que houvemos de colocar-nos para os nossos estudos, o tempo \u00e9 uma gota d\u2019\u00e1gua que cai da nuvem no mar e cuja queda \u00e9 medida.<\/p>\n<p>Tantos mundos na vasta amplid\u00e3o, quantos tempos diversos e incompat\u00edveis. Fora dos mundos, somente a eternidade substitui essas ef\u00eameras sucess\u00f5es e enche tranquilamente da sua luz im\u00f3vel a imensidade dos c\u00e9us. Imensidade sem limites e eternidade sem limites, tais as duas grandes propriedades da natureza universal.<\/p>\n<p>O olhar do observador, que atravessa, sem jamais encontrar o que o detenha, as incomensur\u00e1veis dist\u00e2ncias do espa\u00e7o, e o do ge\u00f3logo, que remonta al\u00e9m dos limites das idades, ou que desce \u00e0s profundezas da eternidade de faces escancaradas, onde ambos um dia se perder\u00e3o, atuam em concord\u00e2ncia, cada um na sua dire\u00e7\u00e3o, para adquirir esta dupla no\u00e7\u00e3o do infinito: extens\u00e3o e dura\u00e7\u00e3o. Dentro desta ordem de ideias, f\u00e1cil nos ser\u00e1 conceber que, sendo o tempo apenas a rela\u00e7\u00e3o das coisas transit\u00f3rias e dependendo unicamente das coisas que se medem, se tom\u00e1ssemos os s\u00e9culos terrestres por unidade e os empilh\u00e1ssemos aos milheiros, para formar um n\u00famero colossal, esse n\u00famero nunca representaria mais que um ponto na eternidade, do mesmo modo que milhares de l\u00e9guas adicionadas a milhares de l\u00e9guas n\u00e3o d\u00e3o mais que um ponto na extens\u00e3o. Assim, por exemplo, estando os s\u00e9culos fora da vida et\u00e9rea da alma, poder\u00edamos escrever um n\u00famero t\u00e3o longo quanto o equador terrestre e supor-nos envelhecidos desse n\u00famero de s\u00e9culos, sem que na realidade nossa alma conte um dia a mais. E juntando, a esse n\u00famero indefin\u00edvel de s\u00e9culos, uma s\u00e9rie de n\u00fameros semelhantes, longa como daqui ao Sol, ou ainda mais consider\u00e1veis, se imagin\u00e1ssemos viver durante uma sucess\u00e3o prodigiosa de per\u00edodos seculares representados pela adi\u00e7\u00e3o de tais n\u00fameros, quando cheg\u00e1ssemos ao termo, o inconceb\u00edvel amontoado de s\u00e9culos que nos passaria sobre a cabe\u00e7a seria como se n\u00e3o existisse: diante de n\u00f3s estaria sempre toda a eternidade.<\/p>\n<p>O tempo \u00e9 apenas uma medida relativa da sucess\u00e3o das coisas transit\u00f3rias; a eternidade n\u00e3o \u00e9 suscet\u00edvel de medida alguma, do ponto de vista da dura\u00e7\u00e3o; para ela, n\u00e3o h\u00e1 come\u00e7o, nem fim: tudo lhe \u00e9 presente. Se s\u00e9culos de s\u00e9culos s\u00e3o menos que um segundo, relativamente \u00e0 eternidade, que vem a ser a dura\u00e7\u00e3o da vida humana?!\u201d<\/p>\n<p>Que reflex\u00e3o bel\u00edssima! D\u00e1 mesmo para continuar batendo a cabe\u00e7a com preocupa\u00e7\u00f5es ou pretens\u00f5es v\u00e3s? N\u00e3o \u00e9 melhor concentrar os interesses no que realmente importa?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #008000;\">Orson Peter Carrara<\/span><\/em><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/marcoaureliorocha5.blogspot.com\/2023\/08\/preciosidade-esquecida-em-genese.html\">Espiritismo na Rede<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preciosidade esquecida em A G\u00eanese Orson Peter Carrara Convenhamos com honestidade. Ficamos nos batendo em tantas quest\u00f5es absolutamente dispens\u00e1veis e med\u00edocres e esquecemos o essencial. 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