{"id":13379,"date":"2023-09-11T08:59:48","date_gmt":"2023-09-11T11:59:48","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=13379"},"modified":"2023-09-11T08:59:48","modified_gmt":"2023-09-11T11:59:48","slug":"o-luto-e-seus-desafios-na-visao-espirita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-luto-e-seus-desafios-na-visao-espirita\/","title":{"rendered":"O luto e seus desafios na vis\u00e3o Esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #000080;\">O luto e seus desafios na vis\u00e3o Esp\u00edrita<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><em><span style=\"color: #008000;\">Jana\u00edna Magalh\u00e3es<\/span><\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/9a8ad3_42f33e2f43b64964be865e8029c6770a~mv2.png\/v1\/fill\/w_538,h_451,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_auto\/9a8ad3_42f33e2f43b64964be865e8029c6770a~mv2.png\" width=\"367\" height=\"308\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #993300;\">\u201cAqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de n\u00f3s\u201d (Amado Nervo)<\/span><\/em><\/p>\n<p>Uma certeza que todos temos \u00e9 a de que em algum momento iremos morrer. Apesar disso, o tema morte ainda \u00e9 considerado tabu e \u00e9 evitado sempre que poss\u00edvel. A escritora norte-americana Judith Viorst, em seu livro Perdas necess\u00e1rias, ressalta:<\/p>\n<p>\u201cA morte \u00e9 um dos fatos da vida que reconhecemos mais com a mente do que com o cora\u00e7\u00e3o. E geralmente, enquanto nosso intelecto reconhece a perda, o resto de n\u00f3s continua tentando arduamente negar o fato\u201d (VIORST, 2004, p. 245).<\/p>\n<p>Quando passamos pela dor da perda de um ente querido, ou seja, o luto, \u00e9 que nos damos conta de que a morte existe e, apesar de n\u00e3o aguard\u00e1-la, ela chega e nos pega, na maior parte das vezes, de surpresa. N\u00e3o estamos preparados para ela. Mesmo nas mortes causadas por doen\u00e7as, nas quais existe a possibilidade de se despedir do ser amado, ainda assim, a rea\u00e7\u00e3o de inconformismo ou revolta vem \u00e0 tona.<\/p>\n<p>De acordo com Elisabeth K\u00fcbler-Ross, psiquiatra su\u00ed\u00e7a, s\u00e3o cinco os est\u00e1gios da dor pelas quais o enlutado passa: nega\u00e7\u00e3o, raiva, barganha, depress\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o. (ROSS, 1996, p. 51-125) Durante esse per\u00edodo, que pode durar semanas, meses ou at\u00e9 anos, quando as pessoas n\u00e3o lidam com esses sentimentos, a dor n\u00e3o passa. Ao contr\u00e1rio, fica estagnada e corre o risco de se transformar em um luto patol\u00f3gico, ou seja, aquele que impede \u00e0 pessoa de retornar \u00e0s suas atividades cotidianas. (CARVALHO, 2014, p. 61-62)<\/p>\n<p>Sentir saudades \u00e9 compreens\u00edvel, mas esse sentimento deve ser trabalhado de forma a evitar que o ser fique preso, fechado em sua dor interna. Com o aux\u00edlio de uma terapia ou, se necess\u00e1rio, o tratamento psiqui\u00e1trico, o enlutado poder\u00e1 falar sobre a pessoa que partiu, sobre sua hist\u00f3ria e refletir sobre o que a perda lhe trouxe de ensinamento, sobre quest\u00f5es como o desprendimento e mesmo sobre temas existenciais como: qual o significado da vida? A morte \u00e9 o fim? A vida continua ap\u00f3s a morte?<\/p>\n<p>Quando passamos pelo luto essas quest\u00f5es surgem frequentemente em nossa mente como uma forma de buscarmos explica\u00e7\u00e3o para o que aconteceu. E uma das maneiras de encontrarmos for\u00e7a para superarmos essa dor \u00e9 atrav\u00e9s da f\u00e9. Kardec, por meio da Codifica\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita, traz al\u00edvio e consolo para os que est\u00e3o passando por esse processo de perda. Para os Esp\u00edritas, a morte n\u00e3o existe, \u00e9 apenas a transi\u00e7\u00e3o de uma faixa vibrat\u00f3ria para outra, sendo o Esp\u00edrito um ser imortal. Essa seguran\u00e7a na continuidade da vida promove a certeza de que em determinado momento todos ir\u00e3o se reencontrar.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos e a cren\u00e7a na reencarna\u00e7\u00e3o fazem do Espiritismo uma fonte de alento e de esperan\u00e7a, permitindo compreender melhor o porqu\u00ea dos mais diversos tipos de perdas e entender que a Justi\u00e7a Divina est\u00e1 presente em tudo. Nada \u00e9 por acaso, tudo tem sua raz\u00e3o de ser e, mesmo que n\u00e3o entendamos de pronto, existe uma causa anterior \u00e0s afli\u00e7\u00f5es que podem ter origem nesta ou em vidas passadas.<\/p>\n<p>Francisco C\u00e2ndido Xavier, tamb\u00e9m conhecido como Chico Xavier, psicografava cartas de filhos que desencarnaram endere\u00e7adas \u00e0s suas m\u00e3es, com detalhes sobre o desencarne e sobre o ente querido que s\u00f3 a fam\u00edlia sabia, trazendo a certeza da vida ap\u00f3s a morte. As comunica\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas s\u00e3o uma das formas de contato com os que j\u00e1 morreram, mas n\u00e3o devemos nos esquecer que \u201co telefone toca de l\u00e1 pra c\u00e1 e n\u00e3o o contr\u00e1rio\u201d, ou seja, as manifesta\u00e7\u00f5es acontecem atendendo a necessidade de interc\u00e2mbio dos Esp\u00edritos e n\u00e3o dos encarnados.<\/p>\n<p>Outra forma de nos comunicarmos e auxiliarmos o ente que desencarnou \u00e9 pela prece. Atrav\u00e9s dela, os amigos e familiares poder\u00e3o sintonizar com o ser que se foi e endere\u00e7ar-lhe votos de paz e serenidade onde ele estiver. Essa prece, quando feita sem revolta, ou sentimentos negativos chega ao ser desencarnado como uma chuva de b\u00ean\u00e7\u00e3os que alivia as dores e alimenta o Esp\u00edrito levando \u00e2nimo e f\u00e9 para a continuidade da caminhada evolutiva.<\/p>\n<p>Pela quest\u00e3o 936 de O Livro dos Esp\u00edritos podemos entender melhor como o sofrimento dos familiares e amigos afetam o ser desencarnado:<\/p>\n<p>Como \u00e9 que as dores inconsol\u00e1veis dos que sobrevivem se refletem nos Esp\u00edritos que as causam?<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito \u00e9 sens\u00edvel \u00e0 lembran\u00e7a e \u00e0s saudades dos que lhe eram caros na Terra, mas uma dor incessante e desarrazoada o toca penosamente, porque, nesta dor excessiva, ele v\u00ea falta de f\u00e9 no futuro e de confian\u00e7a em Deus e, por conseguinte, um obst\u00e1culo ao adiantamento dos que o choram e talvez \u00e0 sua reuni\u00e3o com estes (KARDEC, 2022, p. 338).<\/p>\n<p>A ressignifica\u00e7\u00e3o da perda, quando transformamos a dor em for\u00e7a, \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de processarmos o luto de maneira positiva. Podemos deixar de focar naquilo que perdemos e come\u00e7armos a olhar em dire\u00e7\u00e3o aos nossos pr\u00f3prios potenciais e utiliz\u00e1-los em prol do outro, encontrando novo sentido para a vida. Um exemplo dessa elabora\u00e7\u00e3o \u00e9 a do cantor e compositor Eric Clapton, que, ao perder seu filho de 4 anos, trabalhou seu luto e comp\u00f4s o maior sucesso de sua carreira: \u201cTears in heaven\u201d. Quando aceitamos a separa\u00e7\u00e3o do nosso ser amado (\u00faltimo est\u00e1gio do luto), que pela f\u00e9 Esp\u00edrita se faz moment\u00e2nea, tudo se torna mais leve. Aceitar a morte n\u00e3o significa desistir da vida, mas com a aceita\u00e7\u00e3o h\u00e1 um amadurecimento na confian\u00e7a. N\u00e3o h\u00e1 luta, mas uma abertura; todas as nossas resist\u00eancias s\u00e3o abandonadas (CARVALHO, 2014, p. 66-68).<\/p>\n<p>Ao acreditarmos em Deus e na sua infinita sabedoria ficamos mais resignados diante da vontade Dele, sem nos revoltarmos ou enraivecermos perante os fatos. Cada um ter\u00e1 sua hora de desencarnar e ao aceitarmos e nos prepararmos para isso, o momento do desenlace ser\u00e1 mais f\u00e1cil e menos sofrido, tanto para os que v\u00e3o como para os que ficam.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 propor\u00e7\u00e3o que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui; uma vez esclarecida a sua miss\u00e3o terrena, aguarda-lhe o fim calmo, resignado e serenamente\u201d (KARDEC, 2013, p.19, cap\u00edtulo II, item 3).<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.letraespirita.blog.br\/single-post\/olutoeseusdesafiosnavisaoespirita\">Letra Esp\u00edrita<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #993300;\">==========<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">Refer\u00eancias<\/span><\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\n<h6>CARVALHO, T\u00e2nia Fernandes de. Deixe-me Partir. 1.ed. S\u00e3o Paulo: Petit, 2014.<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos, tradu\u00e7\u00e3o de Guillon Ribeiro. 2022. Campos dos Goytacazes: Editora Letra Esp\u00edrita.<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>KARDEC, Allan. O C\u00e9u e o Inferno. 61. ed. Bras\u00edlia: FEB, 2013.<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>K\u00dcBLER-ROSS, Elisabeth. Sobre a Morte e o Morrer. 7.ed. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1996.<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>VIORST, Judith. Perdas necess\u00e1rias. 28. ed. S\u00e3o Paulo: Melhoramentos Ltda,\u00a0 2004.<\/h6>\n<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O luto e seus desafios na vis\u00e3o Esp\u00edrita Jana\u00edna Magalh\u00e3es \u201cAqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de n\u00f3s\u201d (Amado Nervo) Uma certeza que todos temos \u00e9 a de que em algum momento iremos morrer. 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