{"id":13455,"date":"2023-10-07T11:03:42","date_gmt":"2023-10-07T14:03:42","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=13455"},"modified":"2023-10-07T11:05:12","modified_gmt":"2023-10-07T14:05:12","slug":"faculdade-mediunica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/faculdade-mediunica\/","title":{"rendered":"Faculdade medi\u00fanica"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #000080;\">Faculdade medi\u00fanica<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/a\/AVvXsEjYPqSBCZaTcT_nzBCNzNord78RnqrkbGAWU2YVs50nsyEDYNTa6YbJPkISvKYgFYob6CNK-ZIEEqedsMQCJrS4skhUVHB0CVnOCpiKOIl9m4rdwWHN4y863v2y7aOgCzPXdMSwBOx8DzOdlFmK-KYGH3li3Aqi_Pf-EFfy-ehFoP4wa6xqwCOHxYe6S7-r=w400-h244\" \/><\/p>\n<p>Mediunidade n\u00e3o \u00e9 patrim\u00f4nio especial de grupos nem privil\u00e9gios de castas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #993300;\"><em>\u201c(&#8230;) N\u00e3o s\u00e3o os que gozam de sa\u00fade que precisam de m\u00e9dico.&#8221; &#8211; Jesus. (Mt., 9:12)<\/em><\/span><\/p>\n<p>Essa resposta de Jesus, que \u00e9 ao mesmo tempo uma afirmativa, prende-se \u00e0 interpela\u00e7\u00e3o eivada de perplexidade feita pelos fariseus aos disc\u00edpulos de Jesus ao flagrarem o Mestre \u00e0 mesa com publicanos e gente de m\u00e1 vida. Causava-lhes espanto ver um homem virtuoso compartilhar a intimidade de homens indignos. Da\u00ed a resposta do Mestre. Mas, hoje, a pergunta dos fariseus ainda est\u00e1 no ar. Ela se dirige com as mesmas caracter\u00edsticas de espanto e perplexidade quando se observa a mediunidade vicejar em terreno indigno, ou seja: pessoas de m\u00e1 vida, portadoras de potencial medi\u00fanico. Ora, Kardec j\u00e1 esclareceu, oportunamente, que a mediunidade<strong><span style=\"color: #993300;\"> [1]<\/span> <\/strong>&#8220;(&#8230;) antes de tudo, \u00e9 inerente a uma disposi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, de que qualquer pessoa pode ser dotada&#8221;, como \u00e9 dotada de vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o e voz&#8230;<\/p>\n<p>Como s\u00e3o raras as pessoas virtuosas, a grande maioria das criaturas seriam mudas se Deus s\u00f3 desse a faculdade da fala aos virtuosos; da mesma forma, se Ele concedesse somente aos mais dignos o dom da mediunidade, quem ousaria pretend\u00ea-lo? Pode parecer que t\u00e3o preciosa faculdade dever\u00e1 ser atributo exclusivo dos de maior merecimento. Mas, na realidade, n\u00e3o \u00e9 o que se d\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>Coerentemente com o Mestre Lion\u00eas, Joanna de \u00c2ngelis<strong><span style=\"color: #993300;\">[2]<\/span> <\/strong>conceitua a mediunidade como \u201cfaculdade org\u00e2nica&#8221;, que se encontra em quase todos os indiv\u00edduos, n\u00e3o constituindo patrim\u00f4nio especial de grupos nem privil\u00e9gios de castas; \u00e9 inerente ao Esp\u00edrito que dela se utiliza, encarnado ou desencarnado, para o minist\u00e9rio do interc\u00e2mbio entre diferentes esferas de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A mediunidade tem caracter\u00edsticas pr\u00f3prias por meio das quais, quando acentuadas, facultam vigoroso interc\u00e2mbio entre os Esp\u00edritos encarnados e os desencarnados, entre as criaturas reciprocamente, bem como entre os pr\u00f3prios m\u00e9diuns\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o \u00ednclito Mestre Lion\u00eas1, &#8220;(&#8230;) a mediunidade \u00e9 conferida sem distin\u00e7\u00e3o, a fim de que os Esp\u00edritos possam trazer a luz a todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico; aos retos para fortific\u00e1-los no bem; aos viciosos para corrigi-los. N\u00e3o s\u00e3o esses \u00faltimos os doentes que necessitam de m\u00e9dico? Por que o privaria Deus, que n\u00e3o quer a morte do pecador, do socorro que o pode arrancar ao lameiro?! Os bons Esp\u00edritos lhe v\u00eam em aux\u00edlio e seus conselhos, dados diretamente, s\u00e3o de natureza a impression\u00e1-lo de modo mais vivo do que se os recebesse indiretamente. Deus, em Sua Bondade, para lhe poupar o trabalho de ir busc\u00e1-la longe, nas m\u00e3os lhe coloca a luz. N\u00e3o ser\u00e1 ele bem mais culpado, se n\u00e3o a quiser ver? Poder\u00e1 desculpar-se com a sua ignor\u00e2ncia, quando ele mesmo haja escrito com suas m\u00e3os, visto com seus pr\u00f3prios olhos e pronunciado com a pr\u00f3pria boca a sua condena\u00e7\u00e3o? Se n\u00e3o aproveitar, ser\u00e1 ent\u00e3o punido pela perda ou pela pervers\u00e3o da faculdade que lhe fora outorgada e da qual, nesse caso, se aproveitam os maus Esp\u00edritos para o obsidiarem e enganarem, sem preju\u00edzo das afli\u00e7\u00f5es reais com que Deus castiga os servidores indignos e os cora\u00e7\u00f5es que o orgulho e o ego\u00edsmo endureceram.<\/p>\n<p>A mediunidade n\u00e3o implica necessariamente rela\u00e7\u00f5es habituais com os Esp\u00edritos Superiores. \u00c9 apenas uma aptid\u00e3o para servir de instrumento mais ou menos \u00fatil aos Esp\u00edritos, em geral. O bom m\u00e9dium, pois, n\u00e3o \u00e9 aquele que se comunica facilmente com os Esp\u00edritos, mas aquele que \u00e9 simp\u00e1tico aos bons Esp\u00edritos e somente deles tem assist\u00eancia. Unicamente neste sentido \u00e9 que a excel\u00eancia das qualidades morais se torna onipotente sobre a mediunidade\u201d.<\/p>\n<p>Manoel Philomeno de Miranda esclarece <strong><span style=\"color: #993300;\">[3]<\/span><\/strong>: &#8220;(&#8230;) a mediunidade \u00e9 express\u00e3o inerente ao homem, por cujo meio lhe \u00e9 poss\u00edvel entrar em contato com outras faixas vibrat\u00f3rias, al\u00e9m e aqu\u00e9m daquelas que s\u00e3o captadas pelos seus equipamentos sensoriais.<\/p>\n<p>(&#8230;) A mediunidade lutou e ainda luta contra as v\u00e3s tentativas de negar a veracidade do interc\u00e2mbio entre os encarnados e desencarnados. (&#8230;) A hip\u00f3tese de que o subconsciente \u00e9 o respons\u00e1vel pelas personifica\u00e7\u00f5es parasit\u00e1rias e an\u00f4malas foi a primeira levantada contra a mediunidade, dando surgimento \u00e0s conceitua\u00e7\u00f5es negativas apressadas, como patologias inerentes ao indiv\u00edduo, por cujo interm\u00e9dio pareciam comunicar-se as almas dos mortos. A histeria, por sua vez, foi posta para coadjuvar t\u00e3o aberrante diagn\u00f3stico, que teria fundamento fisiol\u00f3gico no pol\u00edgono cerebral, de Wundt, encarregado de arquivar os conflitos e as frustra\u00e7\u00f5es que se corporificariam como estados de aliena\u00e7\u00e3o, credora de tratamento especializado, em detrimento da possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o espiritual.<\/p>\n<p>Mais tarde o inconsciente de Freud, assumiu a responsabilidade por tal degrada\u00e7\u00e3o da personalidade, que ocultava na sua g\u00eanese, qualquer tipo de dist\u00farbio da libido. (&#8230;) N\u00e3o afirmamos que sejam totalmente destitu\u00eddas de respeito tais possibilidades, porquanto o fen\u00f4meno an\u00edmico \u00e9 uma ocorr\u00eancia presente, como se pode depreender, na estrutura do medi\u00fanico, sem preju\u00edzo para este. Todavia, sobrepondo-se a toda a gama de mecanismos automatistas do inconsciente e das interfer\u00eancias ps\u00edquicas outras, flui cristalina a mensagem dos Imortais, confirmando a sua realidade e oferecendo largo campo de estudos a respeito da vida e do homem em si mesmo. (&#8230;) N\u00e3o procedem, desse modo, as alega\u00e7\u00f5es a respeito de que a mediunidade \u00e9 mis\u00e9ria psicol\u00f3gica ou respons\u00e1vel pelos danos que afligem aquelas pessoas dotadas.<\/p>\n<p>O conhecimento de t\u00e3o peregrina fun\u00e7\u00e3o ou dom da vida auxilia o crescimento moral e o desenvolvimento ps\u00edquico, criando um clima de paz invej\u00e1vel, que passa a desfrutar aquele que a respeita e a utiliza corretamente.<\/p>\n<p>Allan Kardec afirmou com altas raz\u00f5es que ela \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o an\u00f4mala, \u00e0s vezes, na personalidade humana, porque especial; jamais, por\u00e9m, de natureza patol\u00f3gica, visto que &#8220;h\u00e1 m\u00e9diuns de sa\u00fade robusta; os doentes o s\u00e3o por outras causas\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a dire\u00e7\u00e3o que se lhe d\u00ea, pode a mediunidade converter-se em motivo de aprimoramento espiritual ou motivo de perturba\u00e7\u00e3o ou enfermidade. Se conduzido a precioso labor, o instrumento medi\u00fanico, mediante segura constri\u00e7\u00e3o, ir\u00e1 adquirir vasto patrim\u00f4nio de equil\u00edbrio e ilumina\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo em que ir\u00e1 resgatando os compromissos negativos a que se encontra vinculado pelas pret\u00e9ritas defec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Se a mediunidade, por outro lado, surge como impositivo provacional, ainda assim, o m\u00e9dium que lhe experimenta os efeitos, poder\u00e1 granjear considera\u00e7\u00e3o e t\u00edtulos benem\u00e9ritos que lhe conferir\u00e3o paz, desde que dilate o exerc\u00edcio da nobilitada miss\u00e3o a que se dedica.<\/p>\n<p>\u201c(&#8230;) Ap\u00f3s a documenta\u00e7\u00e3o Kardequiana que comp\u00f5e a Codifica\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita, a mediunidade abandonou as lendas e fic\u00e7\u00f5es, os floril\u00e9gios do sobrenatural e do miraculoso, superando as difama\u00e7\u00f5es de que foi v\u00edtima, para ocupar o seu leg\u00edtimo lugar, recebendo das modernas ci\u00eancias ps\u00edquicas, psicol\u00f3gicas e parapsicol\u00f3gicas o respeito e o estudo que lhe desdobram os meios, contribuindo com aben\u00e7oados recursos de que a Psiquiatria se pode utilizar, como outros ramos das Ci\u00eancias, para solucionar um sem-n\u00famero de problemas f\u00edsicos, emocionais, ps\u00edquicos e sociais que afligem a moderna e atormentada sociedade hodierna.<\/p>\n<p>Os exerc\u00edcios da mediunidade com Jesus, isto \u00e9, na perfeita aplica\u00e7\u00e3o dos seus valores a benef\u00edcio da criatura, em nome da Caridade, \u00e9 que o ser atinge a plenitude das suas fun\u00e7\u00f5es e faculdades, convertendo-se em celeiro de b\u00ean\u00e7\u00e3os, semeador da sa\u00fade espiritual e da paz nos diversos terrenos da vida humana na Terra\u201d.<\/p>\n<p>Kardec adverte<strong><span style=\"color: #993300;\">[4]<\/span><\/strong>: <em><span style=\"color: #993300;\">&#8220;a mediunidade \u00e9 coisa santa, e deve ser praticada santamente, religiosamente\u201d.<\/span><\/em><\/p>\n<p>Assim procedendo, a faculdade medi\u00fanica tornar-se-\u00e1 fator de equil\u00edbrio, esparzindo paz e harmonia onde quer que viceje, alterando sobremaneira as escuras paisagens do Planeta, fazendo raiar o Sol da esperan\u00e7a e do amor onde antes s\u00f3 havia desespero e trevas.<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #008000;\">Rog\u00e9rio Coelho<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">[1] &#8211; KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. 125.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. XXIV-12.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">[2] &#8211; FRANCO, Divaldo. Estudos esp\u00edritas. Rio [de Janeiro]: FEB, 1982, cap. 18.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">[3] &#8211; FRANCO, Divaldo. Temas da vida e da morte. 3.ed. Rio: FEB, 1981, cap. \u201cPsiquismo medi\u00fanico\u201d.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">[4] &#8211; KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. 125.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. XXVI-10.<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faculdade medi\u00fanica Mediunidade n\u00e3o \u00e9 patrim\u00f4nio especial de grupos nem privil\u00e9gios de castas. \u201c(&#8230;) N\u00e3o s\u00e3o os que gozam de sa\u00fade que precisam de m\u00e9dico.&#8221; &#8211; Jesus. 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