{"id":1467,"date":"2013-08-14T21:41:08","date_gmt":"2013-08-15T00:41:08","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=1467"},"modified":"2013-08-14T21:41:08","modified_gmt":"2013-08-15T00:41:08","slug":"perdao-e-esquecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/perdao-e-esquecimento\/","title":{"rendered":"Perd\u00e3o e Esquecimento"},"content":{"rendered":"<p><i>Freddy Brandi<\/i><\/p>\n<p><b>Perdoar \u00e9 esquecer?<\/b><\/p>\n<p><b>R: N\u00e3o. <\/b>Perdoar \u00e9 <b>independe <\/b>de esquecer. Uma coisa nada tem a ver com a outra, s\u00e3o coisas distintas \u2013 at\u00e9 porque n\u00e3o somos alienados. Temos no c\u00e9rebro uma mem\u00f3ria que registra todos os fatos, por isto quem perdoa <b>n\u00e3o tem <\/b>que, necessariamente, esquecer do agravo sofrido. O que \u00e9 preciso, na verdade, \u00e9 esquecer no sentido de <b>diluir <\/b>a m\u00e1goa, a raiva ou o ressentimento que o fato gerou, caso contr\u00e1rio o perd\u00e3o \u00e9 <b>superficial <\/b>ou at\u00e9 mesmo <b>ilus\u00f3rio.<\/b><\/p>\n<p>Esse tipo de esquecimento \u00e9 extremamente <b>ben\u00e9fico <\/b>para quem sofreu algum tipo de agress\u00e3o, porque a <b>energia <\/b>gerada, a cada instante em que se revive o fato infeliz, aumenta a ferida que se formou e numa verdadeira roda viva acumula novo e desnecess\u00e1rio sofrimento. Tanto isto \u00e9 uma verdade que a pr\u00f3pria ci\u00eancia da psicologia diz a todo instante, atestando que o esquecimento da m\u00e1goa por si s\u00f3 vale como uma excelente psicoterapia, pois que&#8230; O <b>apego <\/b>\u00e0 ofensa propicia ao ofendido a oportunidade de carregar <b>sozinho <\/b>a chaga em que ela se constitui.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a est\u00e1 naquele que realmente perdoa e consegue liberta-se daquela parte pesada da lembran\u00e7a a ponto de n\u00e3o mais sofrer ao relembr\u00e1-la<b>.\u201d<\/b><\/p>\n<p><b>Perdoar \u00e9 bom para quem perdoa.\u201d, <\/b>ou seja, quem perdoa <b>livra-se <\/b>do fardo triste que carregava e quem foi perdoado <b>nem <\/b>sempre alcan\u00e7a a mesma gra\u00e7a de vez que assumiu um \u00f4nus pelo qual responder\u00e1, ainda que perdoado.<\/p>\n<p>A vinda de <b>Jesus <\/b>trouxe ao nosso Planeta uma nova concep\u00e7\u00e3o no que se refere ao perd\u00e3o. Uma das partes mais <b>lindas <\/b>de sua miss\u00e3o foi justamente <b>mudar <\/b>a concep\u00e7\u00e3o de um Deus t\u00e3o b\u00e1rbaro quanto o homem, ensinando sobre um Deus <b>justo<\/b>&#8230; Mas infinitamente bom. Severo&#8230; mas <b>infinitamente <\/b>misericordioso. Um Deus que a tudo <b>perdoa, <\/b>mas que deixa ao sabor do <b>livre arb\u00edtrio <\/b>de cada um a responsabilidade de suas atitudes e o aprendizado que elas possam trazer. Lembramos que Jesus disse; perdoar <b>n\u00e3o <\/b>sete vezes mais setenta vezes sete vezes, isto \u00e9 perdoar <b>quantas <\/b>vezes forem necess\u00e1rio. Al\u00e9m disso entre outras par\u00e1bolas Jesus disse; <b>amar o seu inimigo.<\/b><\/p>\n<p>Emmanuel em \u201cO Consolador\u201d, quest\u00e3o 337: \u201cConcilia-te <b>depressa <\/b>com o teu advers\u00e1rio\u201d \u2013 essa \u00e9 a palavra do Evangelho, mas se o advers\u00e1rio <b>n\u00e3o <\/b>estiver de acordo com o bom desejo de fraternidade<b>, como <\/b>efetuar semelhante concilia\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8211; Cumpra cada qual o seu dever evang\u00e9lico, buscando o advers\u00e1rio para a reconcilia\u00e7\u00e3o precisa, olvidando a ofensa recebida. Perseverando a atitude rancorosa daquele, seja a quest\u00e3o esquecida pela fraternidade sincera, porque o prop\u00f3sito de repres\u00e1lia, em si mesmo, j\u00e1 constitui uma <b>chaga <\/b>viva para quantos o conservam no cora\u00e7\u00e3o. \u201c\u00b7Vemos a\u00ed, embutida nas palavras de Emmanuel mais um <b>alerta <\/b>a considerar; aquele que busca <b>sinceramente <\/b>o perd\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 fazendo <b>dignamente <\/b>a sua parte, ainda que o ofendido se recuse. Quando aquele que concede o perd\u00e3o n\u00e3o deve se ater ferrenhamente ao que vai ser feito do perd\u00e3o que concedeu, pois <b>j\u00e1 <\/b>fez a sua parte, tamb\u00e9m a\u00ed, o que se seguir \u00e9 problema do perdoado\u201d.<\/p>\n<p>Para concluir lembramo-nos de que&#8230; esquecendo ou n\u00e3o, se o perd\u00e3o \u00e9 algo muito <b>importante <\/b>para o perdoado, \u00e9 ainda muito mais para aquele que tem a felicidade de conseguir perdoar, porque&#8230;<b>Quem <\/b>perdoa j\u00e1 cresceu no amor&#8230; Quem humilde e sinceramente pede perd\u00e3o&#8230; <b>Caminha <\/b>para o mesmo crescimento.<\/p>\n<p><b>O perd\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Todos n\u00f3s, crist\u00e3os, sabemos que devemos perdoar <b>sempre <\/b>que formos magoados, feridos, ofendidos, sob quaisquer circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p><b>Por qu\u00ea ent\u00e3o, \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil perdoar?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil sim, porque somos seres ainda muito <b>imperfeitos<\/b>, com muito orgulho e ego\u00edsmo, que nos dificultam o relacionamento entre as pessoas.<\/p>\n<p>Temos grande <b>dificuldade <\/b>em colocarmo-nos no lugar do outro, procurando perceber os sentimentos e emo\u00e7\u00f5es que o levam \u00e0 ofensa. Muitas pessoas <b>nem <\/b>se conscientizaram da import\u00e2ncia e da necessidade dessa a\u00e7\u00e3o para o conhecimento de si mesmas e dos outros.<\/p>\n<p>Temos dificuldades imensas em <b>comunicarmo-nos<\/b>, uns com os outros, de forma clara, expressando objetivamente nossos pensamentos e id\u00e9ias.<\/p>\n<p>Quantas vezes ofendemos e somos ofendidos pela <b>m\u00e1 <\/b>express\u00e3o das nossas frases, por n\u00e3o nos fazermos entendidos.<\/p>\n<p>N\u00e3o sabemos tamb\u00e9m e n\u00e3o nos <b>esfor\u00e7amos <\/b>para interpretar, corretamente, o que o outro tenta nos dizer.<\/p>\n<p>Como trazemos ainda, o mal <b>dentro <\/b>de n\u00f3s, percebemos nos <b>outros<\/b>, com muito mais facilidade, os defeitos, o que nos impede de compreend\u00ea-los. Habituamo-nos a julg\u00e1-los, preconceituosamente, com exig\u00eancias que n\u00e3o temos para conosco.<\/p>\n<p>Vivemos durante in\u00fameras <b>reencarna\u00e7\u00f5es <\/b>considerando o perd\u00e3o, a indulg\u00eancia, a bondade como express\u00f5es de fraqueza, de covardia.<\/p>\n<p>Entend\u00edamos um dever vingarmo-nos sempre que nos julg\u00e1ssemos ofendidos.<\/p>\n<p>Hoje, que a luz dos ensinos de <b>Jesus <\/b>iluminaram nossos cora\u00e7\u00f5es e nossas mentes; hoje que a l\u00f3gica da doutrina esp\u00edrita nos mostra os elementos justificativos da <b>necessidade <\/b>do perd\u00e3o, queremos ser <b>bons<\/b>, perdoar, incondicionalmente, como exemplificou Jesus. Todavia, <b>sentimos dificuldade <\/b>de libertarmo-nos dos h\u00e1bitos &#8220;de defesa da honra e da dignidade&#8221;, do &#8220;ter vergonha na cara&#8221;, &#8220;ter sangue nas veias&#8221;, do &#8220;n\u00e3o levar desaforo pra casa&#8221;, porque &#8220;dif\u00edcil n\u00e3o \u00e9 aprender coisas novas, <b>dif\u00edcil \u00e9 desaprender h\u00e1bitos antigos&#8221;.<\/b><\/p>\n<p>Melindramo-nos, t\u00e3o facilmente, por t\u00e3o pequenas coisas, com as pessoas com as quais convivemos e at\u00e9 com as que amamos! &#8230; Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>Penso por estarmos, no presente, tentando desenvolver em n\u00f3s as virtudes exemplificadas por Jesus, <b>esfor\u00e7ando-nos <\/b>para vivenciar o bem, mas, ainda, muito distantes dessa conquista, irritamo-nos, facilmente, com aqueles que, volunt\u00e1ria ou involuntariamente, nos apontam nossos erros e enganos.<\/p>\n<p>Gostar\u00edamos que todos nos <b>julgassem <\/b>pelas nossas <b>boas <\/b>inten\u00e7\u00f5es e n\u00e3o pelas nossas atitudes e a\u00e7\u00f5es equivocadas. Por\u00e9m, n\u00f3s tamb\u00e9m, em rela\u00e7\u00e3o aos outros, n\u00e3o nos esfor\u00e7amos em <b>compreender <\/b>as suas dificuldades, os seus sentimentos e, queremos deles atitudes e a\u00e7\u00f5es que consideramos ideais, mas que ainda est\u00e3o distantes de ser desenvolvidas <b>por n\u00f3s, em n\u00f3s.<\/b><\/p>\n<p>Por que devemos perdoar?<\/p>\n<p>Por muitas raz\u00f5es. <b>Devemos <\/b>perdoar para facilitar a conviv\u00eancia, o relacionamento entre n\u00f3s e os outros. Todos <b>desejamos <\/b>ser felizes, viver e trabalhar em ambientes agrad\u00e1veis, harmoniosos que proporcionem prazer, satisfa\u00e7\u00e3o, paz e o perd\u00e3o rec\u00edproco, fraterno, de quem compreende que todos <b>cometemos <\/b>erros e, portanto, precisamos de indulg\u00eancia, este perd\u00e3o \u00e9 o elemento capaz de <b>transformar <\/b>qualquer ambiente conturbado em ambiente prazeroso.<\/p>\n<p><b>Devemos <\/b>perdoar <b>sempre <\/b>que acontecerem grandes ou pequenas ofensas, porque o perd\u00e3o <b>desfaz <\/b>as vibra\u00e7\u00f5es negativas advindas do ofensor e de que se sente ofendido, proporcionando a <b>limpeza ps\u00edquica, <\/b>levando \u00e0 confian\u00e7a rec\u00edproca que, por sua vez, liberta-nos do medo de mostramo-nos tal qual somos, com nossos defeitos e qualidades, de <b>&#8220;soltarmo-nos&#8221; <\/b>das amarras da inseguran\u00e7a, da amargura, do preconceito&#8230; E essa confian\u00e7a rec\u00edproca, provocada pelo perd\u00e3o, estimula-nos para a confian\u00e7a no homem em geral, em n\u00f3s pr\u00f3prios, em Deus e nas suas leis, abrindo-nos para o <b>bem, <\/b>para a alegria!<\/p>\n<p>Vivemos em um mundo de <b>ondas e vibra\u00e7\u00f5es <\/b>que se cruzam, se atraem, se repelem conforme suas <b>semelhan\u00e7as <\/b>e diferen\u00e7as. Todo sentimento negativo, da tristeza ao \u00f3dio, pelas vibra\u00e7\u00f5es tensas e opressas que emitem, <b>atraem <\/b>outras semelhantes, de encarnados e desencarnados.<\/p>\n<p>Em nosso pr\u00f3prio benef\u00edcio, pois, precisamos <b>cultivar <\/b>sentimentos nobres para, ao irradi\u00e1-los, atrairmos as irradia\u00e7\u00f5es boas. A m\u00e1goa, o rancor, a raiva, o desejo de vingan\u00e7a, que nos impedem de perdoar, nos priva tamb\u00e9m de atrair energias boas e agrad\u00e1veis.<\/p>\n<p>Quando algu\u00e9m nos magoa, nos agride, nos fere, o perd\u00e3o \u00e9 a nossa <b>prote\u00e7\u00e3o <\/b>contra o ass\u00e9dio das energias negativas.<\/p>\n<p>Se <b>estivermos <\/b>atentos ao que sentimos quando n\u00e3o aceitamos a agress\u00e3o alheia, procurando desculpar, na compreens\u00e3o do momento infeliz do outro, comparando com o que sentimos quando deixamos penetrar em n\u00f3s essas energias negativas que se casam com as nossas, teremos a comprova\u00e7\u00e3o dos efeitos sublimes e <b>balsamizantes <\/b>do perd\u00e3o.<\/p>\n<p>Devemos perdoar sempre porque o perd\u00e3o, mesmo quando <b>unilateral, <\/b>desfaz o sentimento de animosidade. E no decorrer do tempo, na conviv\u00eancia nesta exist\u00eancia ou em futuras, atrav\u00e9s dos la\u00e7os que se entrela\u00e7am, o perd\u00e3o ter\u00e1 sido a chave que abriu a porta do cora\u00e7\u00e3o \u00e0 amizade, ao relacionamento afetuoso, transformando advers\u00e1rios em amigos.<\/p>\n<p><b>Quem necessita de perd\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><b>Todos n\u00f3s, <\/b>Esp\u00edritos eternos, imperfeitos ainda como demonstram a complexidade de sentimentos e emo\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rios que se agitam dentro de n\u00f3s, levando-nos a erros e enganos.<\/p>\n<p>Precisamos conseguir a consci\u00eancia da necessidade do <b>amparo m\u00fatuo <\/b>e o perd\u00e3o no dia-a-dia oferece ao que perdoa e ao perdoado a oportunidade de refletir sobre quem \u00e9, porque est\u00e1 aqui e para onde vai. O perd\u00e3o no dia-a-dia leva-nos \u00e0 <b>humildad<\/b>e de reconhecermo-nos todos iguais, na origem e na destina\u00e7\u00e3o, nas possibilidades do desenvolvimento do nosso potencial, com as <b>mesmas dificuldades <\/b>de aprendizado.<\/p>\n<p>Por qu\u00ea ent\u00e3o, sermos duros, exigentes, rigorosos com os outros e indulgentes conosco?<\/p>\n<p><b>Como aprender a perdoar?<\/b><\/p>\n<p><b>Perdoar \u00e9 desculpar<\/b>, n\u00e3o valorizando a ofensa, minimizando-a; \u00e9 esquecer o mal recebido; \u00e9 n\u00e3o sentir no ofensor um <b>inimigo<\/b>, mas uma pessoa com dificuldades pessoais.<\/p>\n<p>Mas acima de tudo, em um grau elevado de evolu\u00e7\u00e3o, perdoar \u00e9 n\u00e3o <b>se sentir <\/b>ofendido, magoado, ferido pelo outro. Esse ideal a ser perseguido \u00e9 n\u00e3o necessitar de perdoar porque v\u00ea no ofensor um irm\u00e3o <b>necessitado <\/b>de ajuda, de compreens\u00e3o, de amor. Nessa viv\u00eancia, o exemplo maior \u00e9 o de Jesus: <b>&#8220;Perdoai-lhes Pai, porque n\u00e3o sabem o que fazem&#8221;. <\/b>Veja este grande exemplo de fraternidade, humildade, amor ao pr\u00f3ximo, amor aos seus algozes, <b>Jesus <\/b>mesmo sendo humilhado, mesmo sendo perseguido, mesmo acusado, mesmo julgado, condenado, sem direito \u00e1 um julgamento justo, nos seus <b>\u00faltimos <\/b>momentos, perdoou incondicionalmente a todos sem distin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 conseguirmos alcan\u00e7ar esse ideal \u00e9 preciso ter essa meta como ponto de chegada, como fim a ser atingido. Um dia, n\u00e3o importa o <b>tempo que levar <\/b>&#8211; ali\u00e1s, tempo \u00e9 o que n\u00e3o nos falta: <b>temos a eternidade <\/b>&#8211; conseguimos. Como toda chegada tem seu ponto de partida, precisamos <b>iniciar <\/b>j\u00e1, agora, o fortalecimento de nossa vontade no <b>esfor\u00e7o <\/b>de perdoar seja quem for, em qualquer situa\u00e7\u00e3o ou circunst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Estimulado pela vontade de desenvolver, em n\u00f3s, a <b>virtude <\/b>do perd\u00e3o, devemos nos propor, perseverantemente, o <b>exerc\u00edcio <\/b>do perd\u00e3o, sempre que surgir a oportunidade, sem alarde, no \u00edntimo de n\u00f3s pr\u00f3prios, da maneira que pudermos, em situa\u00e7\u00e3o simples ou complexa, porque somente no exerc\u00edcio <b>constante <\/b>no dia-a-dia, a pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o de perdoar se constitui no refor\u00e7o da <b>vontade de perdoar.<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 uma luta interna, invis\u00edvel aos olhos alheios, por vezes muito <b>dif\u00edceis <\/b>e tanto mais dif\u00edcil se torna para a pessoa dominada pelo orgulho e ego\u00edsmo.<\/p>\n<p>Aquele por\u00e9m, que <b>compreende <\/b>e aceita que somos todos iguais na origem e no destino, como dissemos acima, que todos somos perfect\u00edveis, que a vida n\u00e3o se limita a esta exist\u00eancia, tem os princ\u00edpios b\u00e1sicos que justificam a necessidade e a capacidade de cada um de n\u00f3s em perdoar sempre.<\/p>\n<p>Busquemos perdoarmo-nos sempre para que a vida social, &#8220;a pedra de toque das boas ou m\u00e1s qualidades&#8221;, como escreveu Allan Kardec no livro <b>&#8220;C\u00e9u e Inferno&#8221;, <\/b>cap. III item 8, possa propiciar, em n\u00f3s, o desenvolvimento das qualidades morais que Jesus nos ensinou e exemplificou.<\/p>\n<p>Todos n\u00f3s temos que aprender e cultivar o perd\u00e3o. <b>Perdoar \u00e9 <\/b>a compreens\u00e3o do momento do outro, das suas defici\u00eancias, do distanciamento do seu esp\u00edrito em rela\u00e7\u00e3o ao centro de todo o Universo, da manifesta\u00e7\u00e3o pura que brota silenciosamente em seu ser.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 porque <b>temer, <\/b>muito menos questionar nossas atitudes quando perdoamos \u00e0queles que nos ofendem. Simplesmente, devemos nos <b>opor <\/b>\u00e0 disc\u00f3rdia com o que h\u00e1 de mais sublime em cada um de n\u00f3s. Perdoar \u00e9 sentir o amor <b>invadir <\/b>nosso interior, o amor que conduz \u00e0 harmonia e \u00e0 paz do Universo, que d\u00e1 vida e grandeza.<\/p>\n<p>Perdoar n\u00e3o \u00e9 uma atitude humilhante, \u00e9 o <b>reconhecimento <\/b>da pr\u00f3pria Luz que est\u00e1 em nosso cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 o desejo que o pr\u00f3ximo reencontre sua verdadeira natureza.<\/p>\n<p><b>Perdoar \u00e9 amar <\/b>a vida, amar a si mesmo, amar o pr\u00f3ximo, pois nossa origem \u00e9 simplesmente o amor.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, maio de 2005<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Freddy Brandi Perdoar \u00e9 esquecer? R: N\u00e3o. Perdoar \u00e9 independe de esquecer. Uma coisa nada tem a ver com a outra, s\u00e3o coisas distintas \u2013 at\u00e9 porque n\u00e3o somos alienados. 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