{"id":148,"date":"2013-02-19T19:26:04","date_gmt":"2013-02-19T22:26:04","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=148"},"modified":"2013-05-07T16:45:14","modified_gmt":"2013-05-07T19:45:14","slug":"o-ceu-e-o-inferno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-ceu-e-o-inferno\/","title":{"rendered":"C\u00f3digo penal da vida futura"},"content":{"rendered":"<p><b>O C\u00c9U E O INFERNO SEGUNDO O ESPIRITISMO<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>PRIMEIRA PARTE \u2013 CAP\u00cdTULO VII<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>AS PENAS FUTURAS SEGUNDO O ESPIRITISMO<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>C\u00f3digo penal da vida futura<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>O Espiritismo n\u00e3o vem, pois, com sua autoridade privada, formular um c\u00f3digo de fantasia; a sua lei, no que respeita ao futuro da alma, deduzida das observa\u00e7\u00f5es do\u00a0<\/b><b>fato, pode resumir-se nos seguintes pontos:<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>1\u00ba &#8211; A alma ou Esp\u00edrito sofre na vida espiritual as conseq\u00fc\u00eancias de todas as imperfei\u00e7\u00f5es que n\u00e3o conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgra\u00e7ado, \u00e9 inerente ao seu grau de pureza ou impureza.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>2\u00ba A completa felicidade prende-se \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, \u00e0 purifica\u00e7\u00e3o completa do Esp\u00edrito. Toda imperfei\u00e7\u00e3o \u00e9, por sua vez, causa de sofrimento e de priva\u00e7\u00e3o de gozo, do mesmo modo que toda perfei\u00e7\u00e3o adquirida \u00e9 fonte de gozo e atenuante de sofrimentos.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>3\u00ba &#8211; N\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica imperfei\u00e7\u00e3o da alma que n\u00e3o importe funestas e inevit\u00e1veis conseq\u00fc\u00eancias, como n\u00e3o h\u00e1 uma s\u00f3 qualidade boa que n\u00e3o seja fonte de um gozo. A soma das penas \u00e9, assim, proporcionada \u00e0 soma das imperfei\u00e7\u00f5es, como a dos gozos \u00e0 das qualidades.\u00a0 A alma que tem dez imperfei\u00e7\u00f5es, por exemplo, sofre mais do que a que tem tr\u00eas ou quatro; e quando dessas dez imperfei\u00e7\u00f5es n\u00e3o lhe restar mais que metade ou um quarto, menos sofrer\u00e1. De todo extintas, ent\u00e3o a alma ser\u00e1 perfeitamente feliz. Tamb\u00e9m na Terra, quem tem muitas mol\u00e9stias, sofre mais do que quem tenha apenas uma ou nenhuma. Pela mesma raz\u00e3o, a alma que possui dez perfei\u00e7\u00f5es, tem mais gozos do que outra menos rica de boas qualidades.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>4\u00ba &#8211; Em virtude da lei do progresso que d\u00e1 a toda alma a possibilidade de adquirir o bem que lhe falta, como de despojar-se do que tem de mau, conforme o esfor\u00e7o e vontade pr\u00f3prios, temos que o futuro \u00e9 aberto a todas as criaturas. Deus n\u00e3o repudia nenhum de seus filhos, antes recebe-os em seu seio \u00e0 medida que atingem a perfei\u00e7\u00e3o, deixando a cada qual o m\u00e9rito das suas obras.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>5\u00ba &#8211; Dependendo o sofrimento da imperfei\u00e7\u00e3o, como o gozo da perfei\u00e7\u00e3o, a alma traz consigo o pr\u00f3prio castigo ou pr\u00eamio, onde quer que se encontre, sem necessidade de lugar circunscrito. O inferno est\u00e1 por toda parte em que haja almas sofredoras, e o c\u00e9u igualmente onde houver almas felizes.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>6\u00ba &#8211; O bem e o mal que fazemos decorrem das qualidades que possu\u00edmos. N\u00e3o fazer o bem quando podemos e, portanto, o resultado de uma imperfei\u00e7\u00e3o. Se toda imperfei\u00e7\u00e3o\u00a0<\/b><b>\u00e9 fonte de sofrimento, o Esp\u00edrito deve sofrer n\u00e3o somente pelo mal que fez como pelo bem que deixou de fazer na vida terrestre.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>7\u00ba &#8211; O Esp\u00edrito sofre pelo mal que fez, de maneira que, sendo a sua aten\u00e7\u00e3o constantemente dirigida para as conseq\u00fc\u00eancias desse mal, melhor compreende os\u00a0<\/b><b>seus inconvenientes e trata de corrigir-se.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>8\u00ba &#8211; Sendo infinita a justi\u00e7a de Deus, o bem e o mal s\u00e3o rigorosamente considerados, n\u00e3o havendo uma s\u00f3 a\u00e7\u00e3o, um s\u00f3 pensamento mau que n\u00e3o tenha conseq\u00fc\u00eancias fatais, como n\u00e3o na uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o merit\u00f3ria. um s\u00f3 bom movimento da alma que se perca, mesmo para os mais perversos, por isso que constituem tais a\u00e7\u00f5es um come\u00e7o de progresso.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>9\u00ba &#8211; Toda falta cometida, todo mal realizado \u00e9 uma d\u00edvida contra\u00edda que dever\u00e1 ser paga; se o n\u00e3o for em urna exist\u00eancia, s\u00ea-lo-\u00e1 na seguinte ou seguintes, porque todas as exist\u00eancias s\u00e3o solid\u00e1rias entre si. Aquele que se quita numa exist\u00eancia n\u00e3o ter\u00e1 necessidade de pagar segunda vez.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>10\u00ba &#8211; O Esp\u00edrito sofre, quer no mundo corporal, quer no espiritual, a conseq\u00fc\u00eancia das suas imperfei\u00e7\u00f5es. As mis\u00e9rias, as vicissitudes padecidas na vida corp\u00f3rea, s\u00e3o oriundas das nossas imperfei\u00e7\u00f5es, s\u00e3o expia\u00e7\u00f5es de faltas cometidas na presente ou em precedentes exist\u00eancias. Pela natureza dos sofrimentos e vicissitudes da vida corp\u00f3rea, pode julgar-se a natureza das faltas cometidas em anterior exist\u00eancia, e das imperfei\u00e7\u00f5es que as originaram.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>11\u00ba &#8211; A expia\u00e7\u00e3o varia segundo a natureza e gravidade da falta, podendo, portanto, a mesma falta determinar expia\u00e7\u00f5es diversas, conforme as circunst\u00e2ncias, atenuantes ou agravantes, em que for cometida.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>12\u00ba &#8211; N\u00e3o h\u00e1 regra absoluta nem uniforme quanto \u00e0 natureza e dura\u00e7\u00e3o do castigo: &#8211; a \u00fanica lei geral \u00e9 que toda falta ter\u00e1 puni\u00e7\u00e3o, e ter\u00e1 recompensa todo ato merit\u00f3rio, segundo o seu valor.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>13\u00ba &#8211; A dura\u00e7\u00e3o do castigo depende da melhoria do Esp\u00edrito culpado. Nenhuma condena\u00e7\u00e3o por tempo determinado lhe \u00e9 prescrita. O que Deus exige por termo de sofrimentos \u00e9 um melhoramento s\u00e9rio, efetivo, sincero, de volta ao bem. Deste modo o Esp\u00edrito \u00e9 sempre o \u00e1rbitro da pr\u00f3pria sorte, podendo prolongar os sofrimentos pela pertin\u00e1cia no mal, ou suaviz\u00e1-los e anul\u00e1-los pela pr\u00e1tica do bem. Uma condena\u00e7\u00e3o por tempo predeterminado teria o duplo inconveniente de continuar o mart\u00edrio do Esp\u00edrito renegado, ou de libert\u00e1-lo do sofrimento quando ainda permanecesse no mal. Ora, Deus, que \u00e9 justo, s\u00f3 pune o mal enquanto existe, e deixa de o punir quando n\u00e3o existe mais (1); por outra, o mal moral, sendo por si mesmo causa de sofrimento, far\u00e1 este durar enquanto subsistir aquele, ou diminuir\u00e1 de intensidade \u00e0 medida que ele decres\u00e7a.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>14\u00ba &#8211; Dependendo da melhoria do Esp\u00edrito a dura\u00e7\u00e3o do castigo, o culpado que jamais melhorasse sofreria sempre, e, para ele, a pena seria eterna.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>15\u00ba &#8211; Uma condi\u00e7\u00e3o inerente \u00e0 inferioridade dos Esp\u00edritos \u00e9 n\u00e3o lobrigarem o termo da prova\u00e7\u00e3o, acreditando-a eterna, como eterno lhes parece deva ser um tal castigo. (2)<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>16\u00ba &#8211; O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regenera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o basta por si s\u00f3; s\u00e3o precisas a expia\u00e7\u00e3o e a repara\u00e7\u00e3o. Arrependimento, expia\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o constituem, portanto, as tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para apagar os tra\u00e7os de uma falta e suas conseq\u00fc\u00eancias. O arrependimento suaviza os travos da expia\u00e7\u00e3o, abrindo pela esperan\u00e7a o caminho da reabilita\u00e7\u00e3o; s\u00f3 a repara\u00e7\u00e3o, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contr\u00e1rio, o perd\u00e3o seria uma gra\u00e7a, n\u00e3o uma anula\u00e7\u00e3o.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>17\u00ba &#8211; O arrependimento pode dar-se por toda parte e em qualquer tempo; se for tarde, por\u00e9m, o culpado sofre por mais tempo. At\u00e9 que os \u00faltimos vest\u00edgios da falta desapare\u00e7am, a expia\u00e7\u00e3o consiste nos sofrimentos f\u00edsicos e morais que lhe s\u00e3o conseq\u00fcentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual ap\u00f3s a morte, ou ainda em nova exist\u00eancia corporal. A repara\u00e7\u00e3o consiste em fazer o bem \u00e0queles a quem se havia feito o mal. Quem n\u00e3o repara os seus erros numa nova exist\u00eancia, por fraqueza ou m\u00e1-vontade, achar-se-\u00e1 numa exist\u00eancia ulterior em contato com as mesmas pessoas que de si tiverem queixas, e em condi\u00e7\u00f5es voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes reconhecimento e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito. Nem todas as faltas acarretam preju\u00edzo direto e efetivo; em tais casos a repara\u00e7\u00e3o se opera, fazendo-se o que se deveria fazer e foi descurado; cumprindo os deveres desprezados, as miss\u00f5es n\u00e3o preenchidas; praticando o bem em compensa\u00e7\u00e3o ao mal praticado, isto \u00e9, tornando-se humilde se se tem sido orgulhoso, am\u00e1vel se se foi austero, caridoso se se tem sido ego\u00edsta, benigno se se tem sido perverso, laborioso se se tem sido ocioso, \u00fatil se se tem sido in\u00fatil, frugal se se tem sido intemperante, trocando em suma por bons os maus exemplos perpetrados. E desse modo progride o Esp\u00edrito, aproveitando-se do pr\u00f3prio passado.<\/b><\/p>\n<p><b>(1) Vede cap. VI, n\u00ba 25, cita\u00e7\u00e3o de Ezequiel.<\/b><\/p>\n<p><b>(2) Perp\u00e9tuo \u00e9 sin\u00f4nimo de eterno. Diz-se o limite das neves perp\u00e9tuas; o\u00a0<\/b><b>eterno gelo dos p\u00f3los; tamb\u00e9m se diz o secret\u00e1rio)<\/b><\/p>\n<p><b>18\u00ba &#8211; Os Esp\u00edritos imperfeitos s\u00e3o exclu\u00eddos dos mundos felizes, cuja harmonia\u00a0<\/b><b>perturbariam. Ficam nos mundos inferiores a expiarem as suas faltas pelas tribula\u00e7\u00f5es\u00a0<\/b><b>da vida, e purificando-se das suas imperfei\u00e7\u00f5es at\u00e9 que mere\u00e7am a encarna\u00e7\u00e3o em\u00a0<\/b><b>mundos mais elevados, mais adiantados moral e fisicamente. Se se pode conceber um\u00a0<\/b><b>lugar circunscrito de castigo, tal lugar \u00e9, sem d\u00favida, nesses mundos de expia\u00e7\u00e3o, em\u00a0<\/b><b>torno dos quais pululam Esp\u00edritos imperfeitos, desencarnados \u00e0 espera de novas\u00a0<\/b><b>exist\u00eancias que lhes permitam reparar o mal, auxiliando-os no progresso perp\u00e9tuo em seu adiantamento.<\/b><\/p>\n<p><b>(1) A necessidade da repara\u00e7\u00e3o \u00e9 um princ\u00edpio de rigorosa justi\u00e7a. que se pode\u00a0<\/b><b>considerar verdadeira lei de reabilita\u00e7\u00e3o morai dos Esp\u00edritos. Entretanto, essa doutrina\u00a0<\/b><b>religi\u00e3o alguma ainda a proclamou. Algumas pessoas repelem-na porque acham mais\u00a0<\/b><b>c\u00f4modo o poder quitarem-se das m\u00e1s a\u00e7\u00f5es por um simples arrependimento que n\u00e3o custa sen\u00e3o palavras, e com a ajuda de algumas f\u00f3rmulas; permita-lhes crerem quites; ver\u00e3o, mais tarde, se isto lhes basta. Poder-se-ia perguntar se esse princ\u00edpio n\u00e3o \u00e9 consagrado pela lei humana, e se a Justi\u00e7a de Deus pode ser inferior a dos homens. Se se dariam por satisfeitos com um indiv\u00edduo que tendo-o arruinado por abuso de confian\u00e7a, se limitasse a dizer-lhe que o lamenta infinitamente. Por que recuariam diante de uma obriga\u00e7\u00e3o que todo homem honesto far-se-ia um dever cumpri-la, na medida das suas for\u00e7as? Quando essa perspectiva da repara\u00e7\u00e3o estiver inculcada na cren\u00e7a das massas, ser\u00e1 um freio bem\u00a0 mais poderoso do que o do inferno e das penas eternas, porque diz respeito a atualidade da vida, e o homem compreender\u00e1 a raz\u00e3o de ser das circunst\u00e2ncias penosas em que est\u00e1 colocado.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>19\u00ba &#8211; Como o Esp\u00edrito tem sempre o livre-arb\u00edtrio, o progresso por vezes se lhe torna lento, e tenaz a sua obstina\u00e7\u00e3o no mal. Nesse estado pode persistir anos e s\u00e9culos, vindo por fim um momento em que a sua contum\u00e1cia se modifica pelo sofrimento, e, a despeito da sua jact\u00e2ncia, reconhece o poder superior que o domina. Ent\u00e3o, desde que se manifestam os primeiros vislumbres de arrependimento, Deus lhe faz entrever a esperan\u00e7a. Nem h\u00e1 Esp\u00edrito incapaz de nunca progredir, votado a eterna inferioridade, o que seria a nega\u00e7\u00e3o da lei de progresso, que providencialmente rege todas as criaturas.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>20\u00ba &#8211; Quaisquer que sejam a inferioridade e perversidade dos Esp\u00edritos, Deus jamais os abandona. Todos t\u00eam seu anjo de guarda (guia) que por eles vela, na persuas\u00e3o de suscitar-lhes bons pensamentos, desejos de progredir e, bem assim, de espreitar-lhes os movimentos da alma, com o que se esfor\u00e7am por reparar em uma nova exist\u00eancia o mal que praticaram. Contudo, essa interfer\u00eancia do guia faz-se quase sempre ocultamente e de modo a n\u00e3o haver press\u00e3o, pois que o Esp\u00edrito deve progredir por impulso da pr\u00f3pria vontade, nunca por qualquer sujei\u00e7\u00e3o. arrependimento, que n\u00e3o custa mais que palavras, por meio de algumas f\u00f3rmulas; contudo, crendo-se, assim, quites, ver\u00e3o mais tarde se isso lhes bastava. N\u00f3s poder\u00edamos perguntar se esse principio n\u00e3o \u00e9 consagrado pela lei humana, e se a justi\u00e7a divina pode ser inferior \u00e0 dos homens? E mais, se essas leis se dariam por desafrontadas desde que o indiv\u00edduo que as transgredisse, por abuso de confian\u00e7a, se limitasse a dizer que as respeita infinitamente. Por que h\u00e3o de vacilar tais pessoas perante uma obriga\u00e7\u00e3o que todo homem honesto se imp\u00f5e como dever, segundo o grau de suas for\u00e7as? Quando esta perspectiva de repara\u00e7\u00e3o for inculcada na cren\u00e7a das massas, ser\u00e1 um outro freio aos seus desmandos, e bem mais poderoso que o inferno e respectivas penas eternas, visto como interessa a vida em sua plena atualidade, podendo o homem compreender a proced\u00eancia das circunst\u00e3ncias que a tornam penosa, ou a sua verdadeira situa\u00e7\u00e3o.O bem e o mal s\u00e3o praticados em virtude do livre-arb\u00edtrio, e, conseguintemente, sem que o Esp\u00edrito seja fatalmente impelido para um ou outro sentido. Persistindo no mal, sofrer\u00e1 as conseq\u00fc\u00eancias por tanto tempo quanto durar a persist\u00eancia, do mesmo modo que, dando um passo para o bem, sente imediatamente ben\u00e9ficos efeitos.<\/b><\/p>\n<p><b>OBSERVA\u00c7\u00c3O &#8211; Erro seria supor que, por efeito da lei de progresso, a certeza de atingir cedo ou tarde a perfei\u00e7\u00e3o e a felicidade pode estimular a perseveran\u00e7a no mal, sob a \u00a0condi\u00e7\u00e3o do ulterior arrependimento: primeiro porque o Esp\u00edrito inferior n\u00e3o se apercebe do termo da sua situa\u00e7\u00e3o; e segundo porque, sendo ele o autor da pr\u00f3pria infelicidade, acaba por compreender que de si depende o faz\u00ea-la cessar; que por tanto tempo quanto perseverar no mal ser\u00e1 infeliz; finalmente, que o sofrimento ser\u00e1 int\u00e9rmino se ele pr\u00f3prio n\u00e3o lhe der fim. Seria, pois, um c\u00e1lculo negativo, cujas conseq\u00fc\u00eancias o Esp\u00edrito seria o primeiro a reconhecer. Com o dogma das penas irremiss\u00edveis \u00e9 que se verifica, precisamente, tal hip\u00f3tese, visto como \u00e9 para sempre interdita qualquer id\u00e9ia de esperan\u00e7a, n\u00e3o tendo pois o homem interesse em converter-se ao bem, para ele sem proveito. Diante dessa lei, cai tamb\u00e9m a obje\u00e7\u00e3o extra\u00edda da presci\u00eancia divina, pois Deus, criando uma alma, sabe efetivamente se, em virtude do seu livre-arb\u00edtrio, ela tomar\u00e1 a boa ou a m\u00e1 estrada; sabe que ela ser\u00e1 punida se fizer o mal; mas sabe tamb\u00e9m que tal castigo tempor\u00e1rio \u00e9 um meio de faz\u00ea-la compreender o erro, cedo ou tarde entrando no bom caminho. Pela doutrina das penas eternas conclui-se que Deus sabe que essa alma falir\u00e1 e, portanto, que est\u00e1 previamente condenada a torturas infinitas.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>21\u00ba &#8211; A responsabilidade das faltas \u00e9 toda pessoal, ningu\u00e9m sofre por erros\u00a0 alheios, salvo se a eles deu origem, quer provocando-os pelo exemplo, quer n\u00e3o os impedindo\u00a0<\/b><b>quando poderia faz\u00ea-lo. Assim, o suicida \u00e9 sempre punido; mas aquele que por maldade impele outro a comet\u00ea-lo, esse sofre ainda maior pena.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>22\u00ba &#8211; Conquanto infinita a diversidade de puni\u00e7\u00f5es, algumas h\u00e1 inerentes \u00e0 inferioridade dos Esp\u00edritos, e cujas conseq\u00fc\u00eancias, salvo pormenores, s\u00e3o pouco mais ou menos id\u00eanticas. A puni\u00e7\u00e3o mais imediata, sobretudo entre os que se acham ligados \u00e0 vida\u00a0<\/b><b>material em detrimento do progresso espiritual, faz-se sentir pela lentid\u00e3o do \u00a0desprendimento da alma; nas ang\u00fastias que acompanham a morte e o despertar na outra vida, na conseq\u00fcente perturba\u00e7\u00e3o que pode dilatar-se por meses e anos. Naqueles que, ao contr\u00e1rio, t\u00eam pura a consci\u00eancia e na vida material j\u00e1 se acham identificados com a vida espiritual, o trespasse \u00e9 r\u00e1pido, sem abalos, quase nula a turba\u00e7\u00e3o de um pac\u00edfico despertar.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>23\u00ba &#8211; Um fen\u00f4meno mui freq\u00fcente entre os Esp\u00edritos de certa inferioridade moral \u00e9 o acreditarem-se ainda vivos, podendo esta ilus\u00e3o prolongar-se por muitos anos, durante os quais eles experimentar\u00e3o todas as necessidades, todos os tormentos e perplexidades da vida.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>24\u00ba &#8211; Para o criminoso, a presen\u00e7a incessante das vitimas e das circunst\u00e2ncias do crime \u00e9 um supl\u00edcio cruel.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>25\u00ba &#8211; Esp\u00edritos h\u00e1 mergulhados em densa treva; outros se encontram em absoluto insulamento no Espa\u00e7o, atormentados pela ignor\u00e2ncia da pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o, como da sorte que os aguarda. Os mais culpados padecem torturas muito mais pungentes por n\u00e3o lhes entreverem um termo. Alguns s\u00e3o privados de ver os seres queridos, e todos, geralmente, passam com intensidade relativa pelos males, pelas dores e priva\u00e7\u00f5es que a outrem ocasionaram. Esta situa\u00e7\u00e3o perdura at\u00e9 que o desejo de repara\u00e7\u00e3o pelo arrependimento lhes traga a calma para entrever a possibilidade de, por eles mesmos, p\u00f4r um termo \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>26\u00ba &#8211; Para o orgulhoso relegado \u00e0s classes inferiores. \u00e9 supl\u00edcio ver acima dele olocados, cheios de gl\u00f3ria e bem-estar, os que na Terra desprezara. O hip\u00f3crita v\u00ea desvendados, penetrados e lidos por todo o mundo os seus mais secretos pensamentos, sem que os possa ocultar ou dissimular; o s\u00e1tiro, na impot\u00eancia de os saciar, tem na exalta\u00e7\u00e3o dos bestiais desejos o mais atroz tormento; v\u00ea o avaro o esbanjamento inevit\u00e1vel do seu tesouro, enquanto que o ego\u00edsta, desamparado de todos, sofre as conseq\u00fc\u00eancias da sua atitude terrena; nem a sede nem a fome lhe ser\u00e3o mitigadas, nem amigas m\u00e3os se lhe estender\u00e3o \u00e0s suas m\u00e3os s\u00faplices; e pois que em vida s\u00f3 de si cuidara, ningu\u00e9m dele se\u00a0<\/b><b>compadecer\u00e1 na morte.<\/b><\/p>\n<p><b>27\u00ba &#8211; O \u00fanico meio de evitar ou atenuar as conseq\u00fc\u00eancias futuras de uma falta, est\u00e1 no repar\u00e1-la, desfazendo-a no presente. Quanto mais nos demorarmos na repara\u00e7\u00e3o de uma falta, tanto mais penosas e rigorosas ser\u00e3o, no futuro, as suas conseq\u00fc\u00eancias.<\/b><\/p>\n<p><b>28\u00ba &#8211; A situa\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, no mundo espiritual, n\u00e3o \u00e9 outra sen\u00e3o a por si mesmo preparada na vida corp\u00f3rea. Mais tarde, outra encarna\u00e7\u00e3o se lhe faculta para novas provas de expia\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o, com maior ou menor proveito, dependentes do seu livre-arb\u00edtrio; e se ele n\u00e3o se corrige, ter\u00e1 sempre uma miss\u00e3o a recome\u00e7ar, sempre e sempre mais acerba, de sorte que pode dizer-se que aquele que muito sofre na Terra, muito tinha a expiar; e os que gozam uma felicidade aparente, em que pesem aos seus v\u00edcios e inutilidades, pag\u00e1-la-\u00e3o mui caro em ulterior exist\u00eancia. Nesse sentido foi que Jesus disse: &#8211; \u00a0Bem aventurados os aflitos, porque ser\u00e3o consolados,&#8221; (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V.)<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>29\u00ba &#8211; Certo, a miseric\u00f3rdia de Deus \u00e9 infinita, mas n\u00e3o \u00e9 cega. O culpado que ela\u00a0 atinge n\u00e3o fica exonerado, e, enquanto n\u00e3o houver satisfeito \u00e0 justi\u00e7a, sofre a consequ\u00eancia dos seus erros. Por infinita miseric\u00f3rdia, devemos ter que Deus n\u00e3o \u00e9 inexor\u00e1vel, deixando sempre vi\u00e1vel o caminho da reden\u00e7\u00e3o.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>30\u00ba &#8211; Subordinadas ao arrependimento e repara\u00e7\u00e3o dependentes da vontade humana, as penas, por tempor\u00e1rias, constituem concomitantemente castigos e rem\u00e9dios auxiliares \u00e0 cura do mal. Os Esp\u00edritos, em prova, n\u00e3o s\u00e3o, pois, quais gal\u00e9s por certo tempo cfondenados, mas como doentes de hospital sofrendo de mol\u00e9stias resultantes\u00a0<\/b><b>da pr\u00f3pria inc\u00faria, a compadecerem-se com meios curativos mais ou menos\u00a0<\/b><b>dolorosos que a mol\u00e9stia reclama, esperando alta tanto mais pronta quanto mais estritamente observadas as prescri\u00e7\u00f5es do sol\u00edcito m\u00e9dico assistente. Se os doentes, pelo pr\u00f3prio descuido de si mesmos, prolongam a enfermidade, o m\u00e9dico nada tem que ver com isso.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>31\u00ba &#8211; As penas que o Esp\u00edrito experimenta na vida espiritual ajuntam-se as da vida corp\u00f3rea, que s\u00e3o conseq\u00fcentes \u00e0s imperfei\u00e7\u00f5es do homem, \u00e0s suas paix\u00f5es, ao mau uso das suas faculdades e \u00e0 expia\u00e7\u00e3o de presentes e passadas faltas. z na vida corp\u00f3rea que o Esp\u00edrito repara o mal de anteriores exist\u00eancias, pondo em pr\u00e1tica resolu\u00e7\u00f5es tomadas na vida espiritual. Assim se explicam as mis\u00e9rias e vicissitudes mundanas que, \u00e0 primeira vista, parecem n\u00e3o ter raz\u00e3o de ser. Justas s\u00e3o elas, no entanto, como esp\u00f3lio do passado &#8211; heran\u00e7a que serve \u00e0 nossa romagem para a perfectibilidade. (1) (1) Vede 1\u00aa&#8217; Parte, cap. V, &#8220;O purgat\u00f3rio&#8221;, n\u00ba 3 e seguintes; e, ap\u00f3s, 2\u00aa Parte, cap. VIII, &#8220;Expia\u00e7\u00f5es terrestres&#8221;. Vede, tamb\u00e9m, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, &#8220;Bem-aventurados os aflitos&#8221;.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>32\u00ba &#8211; Deus, diz-se, n\u00e3o daria prova maior de amor \u00e0s suas criaturas, criando-as\u00a0<\/b><b>infal\u00edveis e, por conseguinte, isentas dos v\u00edcios inerentes \u00e0 imperfei\u00e7\u00e3o? Para tanto\u00a0<\/b><b>fora preciso que Ele criasse seres perfeitos, nada mais tendo a adquirir, quer em\u00a0<\/b><b>conhecimentos, quer em moralidade. Certo, por\u00e9m, Deus poderia faz\u00ea-lo, e se o n\u00e3o fez\u00a0<\/b><b>\u00e9 que em sua sabedoria quis que o progresso constitu\u00edsse lei geral. Os homens s\u00e3o\u00a0<\/b><b>imperfeitos, e, como tais,\u00a0 sujeitos a vicissitudes mais ou menos penosas. E pois que o fato existe, devemos aceit\u00e1-lo. Inferir dele que Deus n\u00e3o \u00e9 bom nem justo, fora insensata revolta contra a lei. Injusti\u00e7a haveria, sim, na cria\u00e7\u00e3o de seres privilegiados, mais ou menos favorecidos, fruindo gozos que outros porventura n\u00e3o atingem sen\u00e3o pelo trabalho, ou que jamais pudessem atingir. Ao contr\u00e1rio, a justi\u00e7a divina patenteia-se na igualdade absoluta que preside \u00e0 cria\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos; todos t\u00eam o mesmo ponto de partida e nenhum se distingue em sua forma\u00e7\u00e3o por melhor aquinhoado; nenhum cuja marcha progressiva se facilite por exce\u00e7\u00e3o: os que chegam ao fim, t\u00eam passado, como quaisquer outros, pelas fases de inferioridade e respectivas provas. Isto posto, nada mais justo que a liberdade de a\u00e7\u00e3o a cada qual concedida. O caminho da felicidade a todos se abre amplo, como a todos as mesmas condi\u00e7\u00f5es para atingi-la. A lei, gravada em todas as consci\u00eancias, a todos \u00e9 ensinada. Deus fez da felicidade o pr\u00eamio do trabalho e n\u00e3o do favoritismo, para que cada qual tivesse seu m\u00e9rito. Todos somos livres no trabalho do pr\u00f3prio progresso, e o que muito e depressa trabalha, mais cedo recebe a recompensa. O romeiro que se desgarra, ou em caminho perde tempo, retarda a marcha e n\u00e3o pode queixar-se sen\u00e3o de si mesmo. O bem como o mal s\u00e3o volunt\u00e1rios e facultativos: livre, o homem n\u00e3o \u00e9 fatalmente impelido para um nem para outro.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>33\u00ba &#8211; Em que pese \u00e0 diversidade de g\u00eaneros e graus de sofrimentos dos Esp\u00edritos imperfeitos, o c\u00f3digo penal da vida futura pode resumir-se nestes tr\u00eas princ\u00edpios:<\/b><\/p>\n<p><b>1\u00ba &#8211; O sofrimento \u00e9 inerente \u00e0 imperfei\u00e7\u00e3o. <\/b><\/p>\n<p><b>2\u00ba &#8211; Toda imperfei\u00e7\u00e3o, assim como toda falta dela promanada, traz\u00a0<\/b><b>consigo o pr\u00f3prio castigo nas conseq\u00fc\u00eancias naturais e inevit\u00e1veis: assim, a mol\u00e9stia pune os excessos e da ociosidade\u00a0<\/b><b>nasce o t\u00e9dio, sem que haja mister de uma condena\u00e7\u00e3o especial para cada falta ou\u00a0<\/b><b>indiv\u00edduo.<\/b><\/p>\n<p><b>3\u00ba &#8211; Podendo todo homem libertar-se das imperfei\u00e7\u00f5es por efeito da vontade, pode igualmente anular os males consecutivos e assegurar a futura felicidade.\u00a0<\/b><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>A<\/b><b>\u00a0cada um segundo as suas obras, no C\u00e9u como na Terra: &#8211; tal \u00e9 a lei da Justi\u00e7a\u00a0<\/b><b>Divina.<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O C\u00c9U E O INFERNO SEGUNDO O ESPIRITISMO \u00a0PRIMEIRA PARTE \u2013 CAP\u00cdTULO VII \u00a0AS PENAS FUTURAS SEGUNDO O ESPIRITISMO \u00a0C\u00f3digo penal da vida futura \u00a0O Espiritismo n\u00e3o vem, pois, com sua autoridade privada, formular um c\u00f3digo de fantasia; a sua &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-ceu-e-o-inferno\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-148","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=148"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=148"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=148"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=148"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}