{"id":1552,"date":"2013-09-08T22:41:11","date_gmt":"2013-09-09T01:41:11","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=1552"},"modified":"2013-09-08T22:43:15","modified_gmt":"2013-09-09T01:43:15","slug":"complexos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/complexos\/","title":{"rendered":"Complexos"},"content":{"rendered":"<p><b><i><\/i><\/b><b><i>Adennauer Novaes<\/i><\/b><\/p>\n<p><b><i>\u00a0<\/i><\/b>\u00d8 <b><i>Complexo<\/i><\/b><b><i>1 <\/i><\/b>&#8211; S\u00e3o conte\u00fados ps\u00edquicos carregados de afetividade, agrupados pelo tom emocional comum. S\u00e3o, segundo Nise da Silveira, (2) \u00a0<i>\u2018temas emocionais reprimidos capazes de provocar dist\u00farbios psicol\u00f3gicos permanentes\u2019<\/i>, e que <i>\u2018reagem mais rapidamente aos est\u00edmulos externos\u2019. \u2018S\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es vitais da psique, feixes de for\u00e7as contendo potencialidades evolutivas que, todavia, ainda n\u00e3o alcan\u00e7aram o limiar da consci\u00eancia e, realizadas, exercem press\u00e3o para vir \u00e0 tona.\u2019 <\/i>S\u00e3o unidades vivas dentro da <i>psique <\/i>inconsciente e que gozam de relativa autonomia. Eles se formam no inconsciente, de forma involunt\u00e1ria e a partir das v\u00e1rias experi\u00eancias da vida.<\/p>\n<p>Por vezes somos dirigidos pelos <i>complexos<\/i>. Eles n\u00e3o s\u00e3o elementos patol\u00f3gicos, salvo quando atraem para si excessiva quantidade de <i>energia ps\u00edquica<\/i>, manifestando-se como conflito perturbador da personalidade. Os <i>complexos <\/i>t\u00eam a facilidade de alterar nosso estado de esp\u00edrito, sem que nos apercebamos de sua presen\u00e7a constelada na consci\u00eancia. \u00c0 semelhan\u00e7a de um campo magn\u00e9tico, n\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de ser observados diretamente, mas por meio da aglutina\u00e7\u00e3o de conte\u00fados que lhes constituem. No \u00e2mago de um <i>complexo <\/i>sempre encontramos um n\u00facleo arquet\u00edpico. Nossos <i>complexos <\/i>s\u00e3o elementos presentes nas obsess\u00f5es espirituais.<\/p>\n<p><b><i>Complexos<\/i><\/b><b><i>3<\/i><\/b><\/p>\n<p>Autodescobrir-se \u00e9 conscientizar-se de quais s\u00e3o os <i>complexos <\/i>inconscientes que o movem e que direcionam a vida para al\u00e9m daquilo que se determina. A conscientiza\u00e7\u00e3o dos <i>complexos <\/i>\u00e9 fundamental para o equil\u00edbrio da personalidade e para a autonomia e independ\u00eancia do Esp\u00edrito. Eles s\u00e3o decorrentes da n\u00e3o assimila\u00e7\u00e3o devida de experi\u00eancias vividas pelo <i>ego<\/i>. Muitas vezes n\u00e3o aceitamos a forma como algumas experi\u00eancias ocorreram, ou por repress\u00e3o ou por outra estrat\u00e9gia do <i>ego<\/i>. Essa inaceita\u00e7\u00e3o recalca o conte\u00fado da experi\u00eancia para o inconsciente pessoal, promovendo, por semelhan\u00e7a emocional, a forma\u00e7\u00e3o de <i>complexos<\/i>. Geralmente essas repress\u00f5es e respectivos recalques decorrem do receio do <i>ego <\/i>em lidar com as conseq\u00fc\u00eancias da aceita\u00e7\u00e3o consciente da atitude ou fato externo. A quest\u00e3o moral surge na inaceita\u00e7\u00e3o como justificativa consciente. O <i>complexo <\/i>\u00e9 uma parte cindida da totalidade ps\u00edquica em conseq\u00fc\u00eancia de um afeto intenso. O <i>ego <\/i>nem sempre \u00e9 capaz de absorver a intensidade afetiva relacionada \u00e0 determinada viv\u00eancia, criando-se um <i>complexo<\/i>, que, como um im\u00e3, atrai para si uma rede de experi\u00eancias similares, transformando-se num n\u00facleo energ\u00e9tico no psiquismo inconsciente. O <i>ego <\/i>n\u00e3o possui estrutura adequada para integrar \u00e0 consci\u00eancia certos tipos de experi\u00eancias.<\/p>\n<p>A inaceita\u00e7\u00e3o, bem como as experi\u00eancias, v\u00eam se alicer\u00e7ando nas v\u00e1rias exist\u00eancias, n\u00e3o sendo fruto de uma \u00fanica. O esp\u00edrito vai sedimentando os <i>complexos <\/i>a cada etapa sem se dar conta de que, situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o resolvidas numa exist\u00eancia, acabam n\u00e3o s\u00f3 interferindo nas seguintes, como tamb\u00e9m se enraizando psiquicamente.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00f5es de forte carga emocional n\u00e3o trabalhadas e n\u00e3o resolvidas numa encarna\u00e7\u00e3o poder\u00e3o desabrochar na forma de insatisfa\u00e7\u00f5es, tristezas, instabilidades afetivas, saudades n\u00e3o explicadas, depress\u00f5es, etc., nas exist\u00eancias seguintes. S\u00e3o afetos n\u00e3o resolvidos que poder\u00e3o gerar n\u00facleos ps\u00edquicos de <i>complexos <\/i>exigindo solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os <i>complexos<\/i>, por sua caracter\u00edstica afetiva e face ao esquecimento do passado, proposital ou n\u00e3o, se tornam motiva\u00e7\u00f5es inconscientes aut\u00f4nomas. Sua autonomia adv\u00e9m n\u00e3o s\u00f3 da n\u00e3o solu\u00e7\u00e3o no devido tempo, como tamb\u00e9m da dificuldade em se encontrar uma sa\u00edda para as situa\u00e7\u00f5es em que se devem enfrentar as imperfei\u00e7\u00f5es (limites, impot\u00eancias, defeitos de car\u00e1ter, etc.).<\/p>\n<p>Os <i>complexos <\/i>n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos ve\u00edculos ps\u00edquicos desses conflitos, como tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas estruturas que se formam diante das inaceita\u00e7\u00f5es e frustra\u00e7\u00f5es da vida, pois no psiquismo humano existem os componentes das liga\u00e7\u00f5es afetivas, ou seja, aquilo que em n\u00f3s se encontra n\u00e3o conclu\u00eddo no mundo ps\u00edquico ou em aberto, sem se constitu\u00edrem em n\u00facleos afetivos.<\/p>\n<p><b>Os <i>complexos <\/i>aut\u00f4nomos e a mediunidade<\/b><b>4<\/b><\/p>\n<p><i>Complexos <\/i>s\u00e3o n\u00facleos de pensamentos, id\u00e9ias e emo\u00e7\u00f5es, geradas a partir das v\u00e1rias experi\u00eancias do Esp\u00edrito, que se estruturam na <i>psiqu\u00ea <\/i>pelas associa\u00e7\u00f5es inconscientes. Todos temos <i>complexos <\/i>e, a cada momento estamos gerando outros.<\/p>\n<p>Alguns, por for\u00e7a da energia ps\u00edquica que adicionamos \u00e0s experi\u00eancias, se tornam suficientemente aut\u00f4nomos e com isso influenciam o <i>ego <\/i>de tal forma que passam a dirigi-lo. Outros, apenas influenciam o <i>ego <\/i>sem contudo o dominarem. O conceito de <i>complexo <\/i>n\u00e3o \u00e9 aqui aplicado no sentido restrito patol\u00f3gico, mas sim em sua amplitude como n\u00facleo agregado de pensamentos, id\u00e9ias e emo\u00e7\u00f5es, resultante de experi\u00eancias, sem necessariamente provocarem transtornos ps\u00edquicos. A consci\u00eancia n\u00e3o possui dom\u00ednio sobre as associa\u00e7\u00f5es, pois elas s\u00e3o autom\u00e1ticas e v\u00e3o se realizando a cada nova experi\u00eancia do Esp\u00edrito. Experi\u00eancias de encarna\u00e7\u00f5es distintas podem ser instantaneamente conectadas no inconsciente quando geram id\u00eanticas emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os <i>complexos<\/i>, como todo o inconsciente, se encontra no perisp\u00edrito. Eles n\u00e3o s\u00e3o os <i>chakras<\/i>, pois estes s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas do perisp\u00edrito, percept\u00edveis fisicamente e que se encontram na superf\u00edcie do corpo espiritual, tal como a pele no corpo f\u00edsico. Com isso quero dizer que o perisp\u00edrito \u00e9 ps\u00edquico e energ\u00e9tico simultaneamente.<\/p>\n<p>O inconsciente, o qual, como disse, se encontra no perisp\u00edrito, como boa parte da <i>psiqu\u00ea <\/i>ou mente, cont\u00e9m uma vasta rede especialmente constitu\u00edda, cujos n\u00f3s se interligam pela semelhan\u00e7a vibracional de emo\u00e7\u00f5es. Essa rede foi constitu\u00edda no perisp\u00edrito pelas experi\u00eancias do Esp\u00edrito a cada encarna\u00e7\u00e3o. Ela vem sendo arquetipicamente elaborada ao longo da evolu\u00e7\u00e3o espiritual. As tend\u00eancias comportamentais coletivas proporcionam experi\u00eancias que promovem a internaliza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados emocionais, os quais v\u00e3o se constituindo na parte pessoal do inconsciente. O livre arb\u00edtrio em contato com as tend\u00eancias arquet\u00edpicas vai estruturar os aspectos singulares da personalidade no indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias de uma pessoa s\u00e3o preenchidas de motiva\u00e7\u00f5es conscientes, motiva\u00e7\u00f5es inconscientes, id\u00e9ias l\u00f3gicas, emo\u00e7\u00f5es conscientes, emo\u00e7\u00f5es inconscientes, sensa\u00e7\u00f5es corporais, est\u00edmulos externos n\u00e3o percebidos, atitudes ativas, atitudes inativas e o resultante racional e emocional de cada viv\u00eancia. Esses componentes, interagindo instantaneamente, geram um conjunto, de um lado coeso e de outro conectado em suas partes, a outras emo\u00e7\u00f5es de antigas experi\u00eancias que se assemelham. A conex\u00e3o de partes dessas experi\u00eancias com a energia ps\u00edquica vinculada num t\u00f4nus emocional a um ou mais arqu\u00e9tipos, caracteriza um <i>complexo<\/i>.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias, nas quais ocorreram um contato com o sagrado, o transcendente, o m\u00edstico, a morte ou a divindade, ao se associarem no inconsciente, formam <i>complexos <\/i>que se conectam a fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do perisp\u00edrito respons\u00e1veis pela mediunidade. S\u00e3o aquelas experi\u00eancias que contribuem para as altera\u00e7\u00f5es nas capacidades medi\u00fanicas do indiv\u00edduo. Algumas experi\u00eancias as desenvolvem e ampliam-nas, outras as bloqueiam ou atrofiam-nas.<\/p>\n<p>Quanto mais consideramos o medi\u00fanico como algo sobrenatural, ou mesmo como um contato com o sagrado, mais estaremos contribuindo para a consolida\u00e7\u00e3o dos <i>complexos <\/i>que cont\u00e9m experi\u00eancias aversivas a ele ligadas. \u00c9 necess\u00e1rio que consideremos a mediunidade como um fen\u00f4meno natural e funcional para a vida do esp\u00edrito encarnado ou desencarnado. Quanto mais assim procedermos, mais reduziremos as influ\u00eancias dos <i>complexos <\/i>estruturados ligados ao medi\u00fanico.<\/p>\n<p>A mediunidade, por favorecer uma maior conex\u00e3o da consci\u00eancia com o inconsciente, permite que o m\u00e9dium fique mais vulner\u00e1vel \u00e0s influ\u00eancias dos <i>complexos<\/i>. A consci\u00eancia da exist\u00eancia dos pr\u00f3prios <i>complexos <\/i>bem como sua dissolu\u00e7\u00e3o efetiva \u00e9 fundamental para que o m\u00e9dium reduza a possibilidade de ser tomado por qualquer deles. Os <i>complexos <\/i>de culpa e de poder s\u00e3o facilmente assimilados pelos m\u00e9diuns em face de seu n\u00edvel de evolu\u00e7\u00e3o e das experi\u00eancias pregressas que o levaram ao exerc\u00edcio institucional da mediunidade. O <i>complexo <\/i>de culpa se deve \u00e0 repress\u00e3o religiosa e cultural da sociedade na qual o m\u00e9dium vive.<\/p>\n<p>Tal culpa provoca-lhe a necessidade de um al\u00edvio por via da atividade consolat\u00f3ria mission\u00e1ria. Essa atitude pode conect\u00e1-lo tamb\u00e9m ao <i>complexo <\/i>de poder que lhe poder\u00e1 estimular a vaidade. O contato com o sagrado e o transcendente, tanto quanto com o medi\u00fanico, contribui para o desenvolvimento e a amplia\u00e7\u00e3o das faculdades medi\u00fanicas, \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que o fizermos plenamente conscientes do aprendizado que estaremos realizando. Para reduzir as influ\u00eancias dos <i>complexos <\/i>estruturados em vidas passadas, adquiridos no contato com o sagrado, devemos considerar que nada est\u00e1 fora do divino e que n\u00f3s tamb\u00e9m o somos.<\/p>\n<p><b>Os complexos e a depress\u00e3o <\/b><b>5<\/b><\/p>\n<p>Um <i>complexo <\/i>\u00e9 uma estrutura ps\u00edquica constitu\u00edda de emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que se assemelham por uma vibra\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. \u00c9 um conjunto resultante de experi\u00eancias que se conectaram no inconsciente e que interferem na consci\u00eancia como se fosse uma motiva\u00e7\u00e3o. Direciona a personalidade para tend\u00eancias e comportamentos \u00e0 revelia do <i>ego<\/i>. N\u00e3o \u00e9 patol\u00f3gico em si, mas contamina a atividade do eu como se fosse uma outra personalidade. As emo\u00e7\u00f5es componentes do <i>complexo <\/i>expressam vibra\u00e7\u00f5es que podem ser percebidas por outras mentes e que, por sua vez, tamb\u00e9m as emitem de acordo com est\u00edmulos caracter\u00edsticos. Os pensamentos, id\u00e9ias e emo\u00e7\u00f5es, que se associam no inconsciente, mas que n\u00e3o seriam definidos como <i>complexos<\/i>, tamb\u00e9m emitem vibra\u00e7\u00f5es t\u00edpicas que podem ser alcan\u00e7adas.<\/p>\n<p>Experi\u00eancias de uma pessoa, que resultaram em fracassos, decep\u00e7\u00f5es, malogros ou preju\u00edzos de qualquer natureza, podem abalar a confian\u00e7a em si mesmo, podem resultar em sentimentos que se conectam no inconsciente gerando um <i>complexo<\/i>. Tais experi\u00eancias podem ter acontecido em distintas \u00e9pocas de uma ou de v\u00e1rias encarna\u00e7\u00f5es. No inconsciente, o processo de arquivamento do resultante dessas experi\u00eancias n\u00e3o \u00e9 cronol\u00f3gico, mas se d\u00e1 por semelhan\u00e7a emocional.<\/p>\n<p>Uma personalidade fr\u00e1gil, insegura ou sintonizada com um <i>complexo<\/i>, poder\u00e1 sucumbir e manifestar uma depress\u00e3o ao viver certas experi\u00eancias dif\u00edceis da vida.<\/p>\n<p>Pode-se dizer que se trata do <i>complexo <\/i>de \u201cinsucesso\u201d, que provoca o medo de enfrentar a vida. C. G. Jung, ao definir <i>complexo<\/i>, diz que se trata da \u201c<i>imagem de uma determinada situa\u00e7\u00e3o ps\u00edquica de forte carga emocional e, al\u00e9m disso, incompat\u00edvel com as disposi\u00e7\u00f5es ou atitude habitual da consci\u00eancia.\u201d<\/i><i>6 <\/i>Portanto, n\u00e3o h\u00e1 compatibilidade com a consci\u00eancia, que n\u00e3o suporta viver de novo o resultante esperado para aquela experi\u00eancia. O medo de sofrer de novo estar\u00e1 presente, influenciando na fuga para a depress\u00e3o. A inconsci\u00eancia do <i>ego <\/i>em rela\u00e7\u00e3o ao <i>complexo <\/i>confere a este uma certa autonomia, o que prejudica sua dissolu\u00e7\u00e3o. A personalidade se modifica pela assimila\u00e7\u00e3o do <i>ego <\/i>que se identifica com um <i>complexo<\/i>.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia que certos esp\u00edritos obt\u00eam sobre as pessoas deve-se aos <i>complexos <\/i>que assimilam o <i>ego<\/i>, alterando-lhes o comportamento, \u00e0 sua revelia. Pessoas que s\u00e3o tomadas pelos seus pr\u00f3prios <i>complexos <\/i>se assemelham \u00e0quelas que s\u00e3o influenciadas por entidades espirituais, perturbadas ou n\u00e3o. A distin\u00e7\u00e3o entre esses dois fen\u00f4menos n\u00e3o \u00e9 muito simples, inclusive porque, muitas vezes, eles ocorrem simultaneamente. Em ambos os casos, as id\u00e9ias na consci\u00eancia, contaminadas pela vibra\u00e7\u00e3o emocional, sejam oriundas de um <i>complexo <\/i>inconsciente ou provenientes de uma entidade espiritual, parecem coerentes e l\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Os <i>complexos <\/i>precisam ser conscientizados e melhor compreendidos para que n\u00e3o se tornem patol\u00f3gicos. Nesse sentido, a pessoa deve se conhecer mais, descobrir seus conte\u00fados inconscientes e transformar-se.<\/p>\n<p><b>Complexos<\/b><b>7<\/b><\/p>\n<p><b><i>Complexos <\/i><\/b>s\u00e3o o conjunto de experi\u00eancias nucleadas no inconsciente, sustentadas por uma emo\u00e7\u00e3o comum. S\u00e3o influenciadores e motivadores da consci\u00eancia, contaminando atitudes e id\u00e9ias, de forma aut\u00f4noma, sem o consentimento consciente da pessoa. Sua interfer\u00eancia na consci\u00eancia provoca mal estar e a sensa\u00e7\u00e3o de ter sido tomado por algo estranho a si mesmo. Os <i>complexos <\/i>conseguem alterar a disposi\u00e7\u00e3o do ego, levando-o a atitudes nem sempre conscientes, que dirigem a a\u00e7\u00e3o para uma finalidade relacionada \u00e0 <i>sombra <\/i>do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o dos <i>complexos <\/i>se d\u00e1 pela associa\u00e7\u00e3o inconsciente de emo\u00e7\u00f5es e avalia\u00e7\u00f5es resultantes das experi\u00eancias da vida. Tais associa\u00e7\u00f5es decorrem de mecanismos autom\u00e1ticos oriundos de fun\u00e7\u00f5es da <i>psiqu\u00ea <\/i>humana. Eles s\u00e3o elementos constituintes do inconsciente pessoal e influenciadores naturais da vida consciente.<\/p>\n<p>S\u00e3o unidades b\u00e1sicas da <i>psiqu\u00ea <\/i>e est\u00e3o em constante modifica\u00e7\u00e3o, de acordo com as experi\u00eancias vividas e com os processos ps\u00edquicos a que est\u00e3o submetidos.<\/p>\n<p>Nosso mundo interior \u00e9 preenchido por <i>complexos <\/i>que se refundem, impulsionando o ser humano para al\u00e9m de si mesmo.<\/p>\n<p>Os <i>complexos <\/i>podem se situar tanto na consci\u00eancia quanto no inconsciente. Os primeiros s\u00e3o mais f\u00e1ceis de serem dissolvidos e os \u00faltimos se demoram at\u00e9 que possam se tornar conscientizados. Quando nos conscientizamos dos <i>complexos<\/i>, nos damos conta do quanto influenciaram nossa personalidade e determinaram atitudes, as quais nem sempre gostar\u00edamos de ter tomado. Sua influ\u00eancia \u00e9 exercida de forma sutil, \u00e0 semelhan\u00e7a de algu\u00e9m que, exposto ao sol n\u00e3o nota, sen\u00e3o ap\u00f3s certo tempo, a pr\u00f3pria pele bronzear-se, mudando gradativamente de cor.<\/p>\n<p>Nossa mente funciona como um vaso alqu\u00edmico, no qual os elementos se misturam para formar novas subst\u00e2ncias. Aqueles elementos s\u00e3o as emo\u00e7\u00f5es, id\u00e9ias e julgamentos resultantes das experi\u00eancias a que o ser humano est\u00e1 submetido, al\u00e9m daqueles residentes na pr\u00f3pria estrutura ps\u00edquica.<\/p>\n<p>H\u00e1 pessoas que s\u00e3o visivelmente tomadas por seus <i>complexos<\/i>, os quais determinam os aspectos externos de sua personalidade. Vivem em total sintonia com eles, de tal forma que parecem ser guiados por uma outra personalidade. S\u00f3 uma grande discrep\u00e2ncia entre o que s\u00e3o e o que passaram a ser pode provocar uma ruptura da simbiose existente.<\/p>\n<p>S\u00e3o exemplos de <i>complexos <\/i>que atuam no direcionamento da personalidade: de culpa, de inferioridade, de superioridade, de her\u00f3i, de poder, materno, paterno, de <i>puer<\/i>, de orfandade, religioso, er\u00f3tico, dentre outros. S\u00e3o tantos os <i>complexos <\/i>quantos sejam os comportamentos estereotipados do ser humano.<\/p>\n<p>O <i>complexo <\/i>de culpa, formado pela confronta\u00e7\u00e3o entre o que \u00e9 aceito como bem e o que \u00e9 considerado um mal, via de regra, exige uma reden\u00e7\u00e3o. Por for\u00e7a da cultura do sofrimento como meio de eleva\u00e7\u00e3o, a escolha recai sobre a viv\u00eancia de experi\u00eancias geradoras de dor co mo meio de reden\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio ato cometido. Em alguns casos, para se ver livre da ang\u00fastia da culpa, o indiv\u00edduo, de forma inconsciente, atrai uma doen\u00e7a a fim de se ver livre do <i>complexo<\/i>, ainda n\u00e3o conscientizado.<\/p>\n<p>Experi\u00eancias assimiladas, n\u00e3o suficientemente digeridas como pertinentes e adequadas ao eu, podem levar a estados inconscientes de inferioridade ou de superioridade. Tais estados, em grau elevado, provocam tens\u00f5es inconscientes que v\u00e3o incomodar a consci\u00eancia, promovendo desejos de rea\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias ao <i>complexo<\/i>. Pessoas que passaram por experi\u00eancias geradoras de julgamentos de inferioridade a respeito de si mesmos, desenvolver\u00e3o tend\u00eancias contr\u00e1rias. Poder\u00e3o tornar-se arrogantes, prepotentes, esnobes, colocando-se em posi\u00e7\u00e3o de franca superioridade perante os outros.<\/p>\n<p>Experi\u00eancias da vida, refor\u00e7adoras de <i>personas<\/i><i>8 <\/i>positivas e de grande aceita\u00e7\u00e3o popular, tendem a levar o indiv\u00edduo a valorizar aquela manifesta\u00e7\u00e3o externa de si mesmo, em detrimento de sua pr\u00f3pria individualidade. Neste caso, o eu \u00e9 tomado por um outro <i>complexo<\/i>, que avan\u00e7a sobre a personalidade, enviesando as atitudes da vida em geral. Pessoas que dedicam boa parte de suas vidas a algu\u00e9m em especial ou a um grupo familiar, agem como her\u00f3is, preferindo uma imagem abnegada e magn\u00e2nima, ao inv\u00e9s de se portarem em sua totalidade. Tais pessoas tendem a cobrar reciprocidade quando n\u00e3o mais conseguem suportar a press\u00e3o interna de sua pr\u00f3pria <i>sombra<\/i>, sobre a personalidade distanciada do <i>Si-Mesmo<\/i>.<\/p>\n<p>Pessoas que perdem sua capacidade criativa e tentam superar outras, inferiorizando-as, alimentam o desejo de poder sobre elas. Fazem de tudo para alcan\u00e7ar o lugar de comando, sem se preocupar com os meios, nem tampouco (8 Imagem idealizada de si mesmo, que melhor se adapta ao mundo. \u00c9 um complexo funcional que permite ao ego se apresentar externamente de forma a se adaptar ao meio.) vislumbram algo que n\u00e3o seja o status que pretendem ocupar. Em geral t\u00eam rela\u00e7\u00f5es amorosas superficiais e v\u00ednculos afetivos pobres. Constituem fam\u00edlia, por\u00e9m esta n\u00e3o \u00e9 o seu porto seguro, mas apenas algo que fazem por ser usual e socialmente t\u00edpico. Esse comportamento, oriundo do <i>complexo <\/i>de poder, pode levar o indiv\u00edduo a construir uma vida distanciada de seu prop\u00f3sito essencial, desconhecendo sua real natureza.<\/p>\n<p>O <i>complexo de puer <\/i>(pueril, imaturo) \u00e9 facilmente identific\u00e1vel quando a pessoa permanece com condutas incompat\u00edveis \u00e0 sua idade, isto \u00e9, n\u00e3o sabem envelhecer, ou postergam demasiadamente a entrada na fase seguinte de sua vida.<\/p>\n<p>S\u00e3o homens ou mulheres que j\u00e1 passaram da meia-idade, mas teimam em parecer jovens em seu comportamento e at\u00e9 na forma de se vestir e adornar o corpo.<\/p>\n<p>Facilmente se deprimem ao menor sinal de envelhecimento. Geralmente procura parceiros muito mais jovens para conviv\u00eancia. Este <i>complexo <\/i>pode ter surgido do medo de envelhecer ou da excessiva vaidade com o corpo.<\/p>\n<p>Um outro <i>complexo <\/i>\u00e9 o de \u00f3rf\u00e3o, que leva o indiv\u00edduo a n\u00e3o querer ser rejeitado ou exclu\u00eddo da vida de algu\u00e9m. Tal <i>complexo <\/i>n\u00e3o decorre da orfandade de fato, mas de um sentimento interno de abandono. Para evitar estar na situa\u00e7\u00e3o de \u00f3rf\u00e3o, a pessoa passa a ter dificuldade de romper v\u00ednculos de natureza afetiva, mesmo que a rela\u00e7\u00e3o seja prec\u00e1ria. Os portadores desse <i>complexo <\/i>demonstram uma grande car\u00eancia afetiva e forte depend\u00eancia \u00e0s pessoas. S\u00e3o possessivos em seus relacionamentos, chegando \u00e0s vezes a chantagens que p\u00f5em em risco a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>N\u00e3o se apercebem da influ\u00eancia do <i>complexo <\/i>em suas vidas e, quando tomam parcial consci\u00eancia do mesmo, n\u00e3o sabem como modificar sua atua\u00e7\u00e3o. A consci\u00eancia e dissolu\u00e7\u00e3o de um <i>complexo <\/i>\u00e9 algo dif\u00edcil e requer consider\u00e1vel investimento de <i>energia ps\u00edquica<\/i>. O \u00f3rf\u00e3o necessita se tornar seu pr\u00f3prio pai e sua pr\u00f3pria m\u00e3e, para sair da depend\u00eancia de algu\u00e9m que, externamente, deva cumprir tais pap\u00e9is.<\/p>\n<p>O <i>complexo <\/i>religioso \u00e9 aquele que torna o indiv\u00edduo salvador da humanidade ou redentor das afli\u00e7\u00f5es alheias. Para ele, h\u00e1 um chamado mission\u00e1rio a ser cumprido, no qual ele \u00e9 o representante das potestades divinas na Terra. Ele encarna a mais elevada representa\u00e7\u00e3o da divindade, tornando-se o mestre espiritual, o guru ou o fiel e leg\u00edtimo disc\u00edpulo. Por vezes, se sentir\u00e1 o pr\u00f3prio profeta divino, que deve restabelecer o bem no mundo. Invariavelmente ele estar\u00e1 atendendo a um anseio oculto de salva\u00e7\u00e3o pessoal, diante de uma grave e complexa culpa que carrega inconscientemente. O exerc\u00edcio de sua religiosidade se confunde com o fanatismo de principiantes e com a insanidade alienante de radicais. Em v\u00e3o, ele tenta arrastar outros para seu rebanho de \u201csalvos\u201d. Seu <i>complexo <\/i>\u00e9 tiranizante e de dif\u00edcil percep\u00e7\u00e3o. Sua vida ser\u00e1 pautada pela culpa, qual uma ferida sempre aberta \u00e0 espera de rem\u00e9dio. Estar\u00e1 na posi\u00e7\u00e3o de mediador entre o bem e o mal, estabelecendo um e outro, via de regra, projetando nas pessoas suas pr\u00f3prias iniq\u00fcidades. Enxergar\u00e1 maldade em tudo, principalmente naquilo que se aproxima do que considera ter sido inconseq\u00fcente ou insano no seu passado. Morrer\u00e1 acreditando ter feito o bem ao pr\u00f3ximo, por\u00e9m n\u00e3o conseguir\u00e1 curar a pr\u00f3pria ferida.<\/p>\n<p>Aquele <i>complexo <\/i>enviesar\u00e1 sua vida e n\u00e3o lhe levar\u00e1 a se perceber na totalidade.<\/p>\n<p>O <i>complexo <\/i>er\u00f3tico \u00e9 um daqueles que pode levar o indiv\u00edduo a duas polaridades distintas. De um lado, a guiar-se exclusivamente pelos est\u00edmulos er\u00f3ticos, desenvolvendo uma hipersensibilidade ao prazer sexual, buscando-o intensamente e, do outro, \u00e0 evita\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de qualquer forma de prazer sensual. S\u00e3o duas polaridades distintas, oriundas de um mesmo <i>complexo<\/i>: a libera\u00e7\u00e3o excessiva ou a repress\u00e3o da libido sexual. Essas duas polaridades s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es no mundo concreto de algo interno intensamente ativo. Podem ser compreendidos simbolicamente como resultantes de grande insatisfa\u00e7\u00e3o interna n\u00e3o resolvida. Tendem a levar o indiv\u00edduo a uma restri\u00e7\u00e3o de sua realiza\u00e7\u00e3o no mundo, pois limita sua <i>energia ps\u00edquica <\/i>ao uso sexual ou \u00e0 sua proibi\u00e7\u00e3o. Geralmente representa algo ligado \u00e0 afetividade mal resolvida. A incompet\u00eancia afetiva leva a uma exacerba\u00e7\u00e3o da sexualidade em seu uso desenfreado para obter o prazer. Por outro lado, a repress\u00e3o da libido sexual proporciona um bloqueio na afetividade, mesmo que a capacidade em estabelecer v\u00ednculos afetivos exista.<\/p>\n<p>Os <i>complexos <\/i>podem influenciar no mito pessoal muito mais do que se possa conceber. Uma pessoa pode levar a encarna\u00e7\u00e3o inteira na tentativa de realizar algo dirigido por um ou mais <i>complexos<\/i>. Um <i>complexo <\/i>pode determinar certas caracter\u00edsticas na personalidade de uma pessoa, tornando-a limitada sob v\u00e1rios aspectos, enviesando sua vida e seu destino.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental a an\u00e1lise da personalidade no intuito de descobrirem-se os principais <i>complexos <\/i>que se encontram ativados, a fim de dissolv\u00ea-los, para que a pessoa possa seguir seu mito pessoal de forma consciente.<\/p>\n<p>Nem sempre os <i>complexos <\/i>s\u00e3o patol\u00f3gicos. Eles naturalmente se estruturam na <i>psiqu\u00ea <\/i>e influenciam a consci\u00eancia a servi\u00e7o da <i>individua\u00e7\u00e3o<\/i>. S\u00e3o motivadores da din\u00e2mica ps\u00edquica, a fim de que a vida siga seu curso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adennauer Novaes \u00a0\u00d8 Complexo1 &#8211; S\u00e3o conte\u00fados ps\u00edquicos carregados de afetividade, agrupados pelo tom emocional comum. 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