{"id":15532,"date":"2023-12-03T09:06:32","date_gmt":"2023-12-03T12:06:32","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=15532"},"modified":"2023-12-03T09:06:32","modified_gmt":"2023-12-03T12:06:32","slug":"ressentimento-doentio-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ressentimento-doentio-2\/","title":{"rendered":"Ressentimento doentio"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #003366;\">Ressentimento doentio<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><em><span style=\"color: #008000;\">Joanna de \u00c2ngelis<\/span><\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/a\/AVvXsEieMQtaqvuXCpaByGYoelRWP84u7Gtnu8xeyyV4ki8PWAr7xRzmQlhywKh7uussT7MqUfJsxQisBqeGfij5Pcn93JAaYWWeF5OfQ202wjKSvCpuhqgfJ8PJO5qoSMTl33VAVv4OQWhReGUL0REPCZovFnX2c4gQAr5S7P1oJQrzwPUuC2__h3xDvJEzpSI1\" \/><\/p>\n<p>A queixa contumaz procede, na sua ess\u00eancia, das fixa\u00e7\u00f5es ecoicas que predominam no comportamento do ser humano.<\/p>\n<p>Quando o ego deseja fortalecer-se trabalha para chamar a aten\u00e7\u00e3o dos circunstantes, muitas vezes de maneira agressiva, revitalizando-se com a energia que lhe \u00e9 direcionada.<\/p>\n<p>H\u00e1bil, na dissimula\u00e7\u00e3o, oculta-se em condutas especiais que disfar\u00e7am as suas inten\u00e7\u00f5es de predom\u00ednio.<\/p>\n<p>Nesse sentido, apresenta-se relativo, reclamando de tudo e de todos, de forma que os louros do bem e do bom exornem-no, exibindo-se como modelo digno de louvor e de coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em face desse comportamento, acumula toxinas emocionais nas paisagens \u00edntimas, avan\u00e7ando para a manuten\u00e7\u00e3o do ressentimento.<\/p>\n<p>Ressentir constitui uma forma de chamar a aten\u00e7\u00e3o dos outros em torno da sua morbidade. O ego\u00edsta sente necessidade de reviver, de reexperimentar as emo\u00e7\u00f5es perturbadoras das situa\u00e7\u00f5es, mesmo as desagrad\u00e1veis que lhe s\u00e3o impostas pelas circunst\u00e2ncias, dessa maneira vestindo-se de v\u00edtima, que deve ser homenageada pela sua infelicidade&#8230;<\/p>\n<p>\u00c0 medida, por\u00e9m, que o ressentimento acumula res\u00edduos psicol\u00f3gicos de amargura, transforma-se em rancor.<\/p>\n<p>Nessa fase, a quebreira se instala e o resultado nefasto surge, atingindo aquele que se permitiu derrapar no engodo personalista.<\/p>\n<p>O ressentimento \u00e9 est\u00e1gio de censura contra a conduta do pr\u00f3ximo, apontando-lhe os desvarios e os erros que, em hip\u00f3tese \u00faltima, trata-se da proje\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios conflitos.<\/p>\n<p>N\u00e3o tendo coragem de proceder a uma autoan\u00e1lise libertadora, muito f\u00e1cil se torna a atitude censur\u00e1vel, rica de observa\u00e7\u00f5es deprimentes, sempre l\u00facida no seu aspecto perverso, semeando dissens\u00e3o e desencanto em torno de si, de alguma forma tornando-se centro da ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p>O ressentimento demorado transforma-se num bafio pestilento que invade as \u00e1reas nobres do c\u00e9rebro, perturbando-lhe as neurocomunica\u00e7\u00f5es, por consequ\u00eancia, dando origem a transtornos de variada cataloga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A mente saud\u00e1vel sempre emite ondas de harmonia ps\u00edquica, enquanto aquela que se desvia das finalidades do bem produz energias para anular as ideias dignificantes, comprazendo-se em albergar as constru\u00e7\u00f5es morb\u00edgenas que a enfermam.<\/p>\n<p>Quando o ego n\u00e3o consegue exaltar-se atrav\u00e9s da fatuidade e da presun\u00e7\u00e3o, sente-se ferido, ataca e faz-se mais agressivo quando n\u00e3o encontra resist\u00eancia, oposi\u00e7\u00e3o, de que necessita para nutrir-se.<\/p>\n<p>N\u00e3o reagir ao mal do rancoroso, ao inv\u00e9s de ser uma atitude significativa de fraqueza moral, constitui uma verdadeira fortaleza espiritual daquele que padece os esp\u00edculos disparados pela inferioridade de quem se lhe volta contra.<\/p>\n<p>Carregar um sentimento semelhante, revidando acusa\u00e7\u00f5es, entrando em debate in\u00fatil, constitui uma forma de armar-se e perder a serenidade.<\/p>\n<p>Somente porque algu\u00e9m se transforma em inimigo de outrem, esse n\u00e3o tem por que preocupar-se com a sua ins\u00e2nia, devendo prosseguir em paz.<\/p>\n<p>H\u00e1, no entanto, eficiente ant\u00eddoto, que n\u00e3o deve ser olvido, sempre que o ressentimento ensaie instalar-se nas paisagens mentais&#8230;<\/p>\n<p>Trata-se do perd\u00e3o incondicional, irrestrito.<\/p>\n<p>O perd\u00e3o \u00e9 valioso recurso psicoterap\u00eautico para as insinua\u00e7\u00f5es melindrosas do ressentimento.<\/p>\n<p>Evitar-se a reclama\u00e7\u00e3o e a queixa contumazes \u00e9 evid\u00eancia de equil\u00edbrio, de respeito pelo conjunto social. No entanto, ocasi\u00e3o surge em que se n\u00e3o pode conivir com o erro, deixando-se de advertir o equivocado quando a circunst\u00e2ncia assim o ensejar, de chamar a aten\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que se encontra em desalinho comportamental, no entanto, sem derramar fel na advert\u00eancia nem chibatear com o verbo aquele que se apresenta leviano ou irrespons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Muitas pessoas ego\u00edstas e insensatas, embora se encontrem na ignor\u00e2ncia em torno da realidade, comportem-se de maneira reproch\u00e1vel, n\u00e3o admitem ser admoestadas, como se tudo devesse estar submetido \u00e0 sua conduta enfermi\u00e7a.<\/p>\n<p>Desse modo, cumpre ao cidad\u00e3o ordeiro n\u00e3o permitir que o desequil\u00edbrio tome conta do grupo social, receando sensibilizar esses indiv\u00edduos perturbadores do bem-estar dos outros, portadores de tal ego\u00edsmo que de olvidam dos demais para comportar-se inadequadamente lhe apraz.<\/p>\n<p>Contribuir para a manuten\u00e7\u00e3o da harmonia \u00e9 dever de todos, porque somente assim \u00e9 poss\u00edvel fomentar-se o progresso, n\u00e3o se tornando, em consequ\u00eancia, um fiscal do comportamento alheio, um novo dono de tudo&#8230;<\/p>\n<p>Diante, por\u00e9m, dos ressentidos, a atitude de perd\u00e3o para com eles deve expressar-se como toler\u00e2ncia e bondade, mantendo a compreens\u00e3o em torno da sua dificuldade de agir corretamente, assim entendendo a sua incapacidade moment\u00e2nea de manter-se em equil\u00edbrio, abrindo espa\u00e7o interior para a compaix\u00e3o fraternal.<\/p>\n<p>Dando-se direito de o outro, o seu pr\u00f3ximo, estagiar em n\u00edvel evolutivo mais atrasado, apresenta-se o interesse de o ajudar a crescer, n\u00e3o lhe exigindo conquista al\u00e9m das possibilidades de que se encontre possu\u00eddo.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o fraternal enseja incompar\u00e1vel bem-estar, uma sensa\u00e7\u00e3o de encontrar-se em harmonia, n\u00e3o se exaltando com os arroubos do entusiasmo em considera\u00e7\u00f5es de ser melhor do que os outros, assim como n\u00e3o se aturdindo ante as injun\u00e7\u00f5es negativas e perniciosas.<\/p>\n<p>O perd\u00e3o, o que equivale \u00e0 compreens\u00e3o do outro na sua situa\u00e7\u00e3o ainda deplor\u00e1vel, exterioriza o equil\u00edbrio interior, a harmonia existente entre o f\u00edsico, o ps\u00edquico e o emocional.<\/p>\n<p>N\u00e3o se permitas, pois, acolher os miasmas do ressentimento que d\u00e1 azo \u00e0 antipatia e \u00e0 animosidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o te sintas discriminado, mal-amado, injusti\u00e7ado, sempre amado&#8230;<\/p>\n<p>As acusa\u00e7\u00f5es que fazes, informando que os outros est\u00e3o contra ti s\u00e3o s\u00edndromes doentias do ego dominador, desejando submeter as outras ao seu talante, conforme j\u00e1 o conseguiu em rela\u00e7\u00e3o a ti.<\/p>\n<p>Mant\u00e9m-te jovial, mesmo nas circunst\u00e2ncias adversas, n\u00e3o permitindo que os desvarios de fora, os petardos mentais venenosos que s\u00e3o dirigidos contra ti desajustem os equipamentos eletr\u00f4nicos da tua casa mental e do teu sistema emocional.<\/p>\n<p>Quando cogitas que os outros s\u00e3o opositores teus, desvelas o teu conflito em rela\u00e7\u00e3o a eles.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o existe motivo real para que as demais pessoas apresentem-se indispostas ou indiferentes \u00e0 tua exist\u00eancia, por que manteriam atitudes inamistosas?<\/p>\n<p>Como depreender\u00e1s facilmente, o teu mau-humor e indisposi\u00e7\u00e3o constante, assim como o teu temperamento rebelde s\u00e3o s\u00f3 respons\u00e1veis pelas suspeitas infundidas, geradoras do ressentimento.<\/p>\n<p>Se buscas urze na seara, mesmo o trigo generoso te parecer\u00e1 terr\u00edvel escalracho.<\/p>\n<p>Se a tua \u00f3ptica est\u00e1 voltada para a censura, o c\u00e9u que contemplas sempre se apresentar\u00e1 nebuloso e amea\u00e7ador.<\/p>\n<p>Se esperas aplauso e entendimento, todo o reconhecimento e a afei\u00e7\u00e3o que te sejam doados, parecer\u00e3o insuficientes para a tua exalta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim sendo, ama, s\u00ea o irm\u00e3o do caminho, o samaritano da par\u00e1bola, o cireneu gentil, e descobrir\u00e1s que o ressentimento \u00e9 morbidez que j\u00e1 n\u00e3o existe na tua conduta crist\u00e3 e espirita, ou, genericamente, na tua cidadania.<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #008000;\">Joanna de \u00c2ngelis<\/span><\/em><\/p>\n<p>Pscicografia de Divaldo Franco, livro &#8220;Atitudes Renovadas&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ressentimento doentio Joanna de \u00c2ngelis A queixa contumaz procede, na sua ess\u00eancia, das fixa\u00e7\u00f5es ecoicas que predominam no comportamento do ser humano. 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