{"id":15570,"date":"2023-12-15T10:35:10","date_gmt":"2023-12-15T13:35:10","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=15570"},"modified":"2023-12-15T10:35:10","modified_gmt":"2023-12-15T13:35:10","slug":"o-sinal-de-identidade-do-cristao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-sinal-de-identidade-do-cristao\/","title":{"rendered":"O SINAL DE IDENTIDADE DO CRIST\u00c3O"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #003366;\">O SINAL DE IDENTIDADE DO CRIST\u00c3O<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>Floril\u00e9gios Espirituais \u00e9 um livrinho escrito pelo esp\u00edrito Francisco do Monte Alverne, pela psicografia de Divaldo Franco, no ano de 1980. Tenho em m\u00e3os o exemplar da Editora IDE, Araras, S\u00e3o Paulo, 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o, 1993.\u00a0 Digo &#8220;livrinho&#8221; n\u00e3o no sentido depreciativo, pois o que desejo \u00e9 exaltar a qualidade do conte\u00fado. \u00c9 livrinho em rela\u00e7\u00e3o apenas ao seu tamanho. Internamente se aproveita a totalidade do escrito do eminente sermonista cat\u00f3lico que retorna com pensamento renovado pelo conhecimento do Espiritismo. Ali\u00e1s, muitos cat\u00f3licos desencarnados est\u00e3o trazendo sua mensagem pela mediunidade antes combatida ou desconsiderada. Apesar de terem professado a religi\u00e3o cat\u00f3lica durante as suas \u00faltimas encarna\u00e7\u00f5es, voltam defendendo o Espiritismo, demonstrando dessa maneira que foram bons crist\u00e3os, homens que defenderam com dignidade as id\u00e9ias que agasalhavam, mas tamb\u00e9m verdadeiros ao ponto de reconhecerem que, na atualidade o Espiritismo representa, do ponto de vista \u00e9tico, a restaura\u00e7\u00e3o do cristianismo de Jesus.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-Xeu7dgTvBrQ\/TuYzdp7nloI\/AAAAAAAAARM\/Xg0-R5hYDxw\/s1600\/Francisco+do+Monte+Alverne.jpg\" \/><\/p>\n<p>Frei Francisco do Monte Alverne<\/p>\n<p>De acordo com a Wikip\u00e9dia, <strong>Francisco do Monte Alverne<\/strong> \u00e9 o cognome de Francisco Jos\u00e9 de Carvalho. O autor nasceu no Rio de Janeiro em 1783. Estudou filosofia e teologia durante quatro anos, junto a uma turma de 11 brasileiros e 11 portugueses, gra\u00e7as \u00e0 institui\u00e7\u00e3o pela qual o mesmo n\u00famero de brasileiros e portugueses deveriam ter acesso aos estudos religiosos no Brasil. Apresentou-se em 1800 ao Convento de Santo Ant\u00f4nio, no Rio de Janeiro. Em 1802 chegou ao Convento de S\u00e3o Francisco de Assis em S\u00e3o Paulo, e em 1008 tornou-se presb\u00edtero pela Ordem dos Franciscanos. Neste convento, Frei Francisco do Monte Alverne se tornou pregador itinerante e lente de filosofia. Em 1816 Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde alcan\u00e7ou o posto de Pregador Real. Lecionou Ret\u00f3rica e outras disciplinas no Col\u00e9gio S\u00e3o Jos\u00e9\/Rio de Janeiro. Em 1836, tomado pela cegueira, recolheu-se e veio a falecer na casa de amigos em Niter\u00f3i (1858). o cognome &#8220;Monte Alverne&#8221;, escolhido pela ordem, remete a um per\u00edodo de reflex\u00e3o. O Monte Alverne foi o local para onde Francisco de Assis dirigiu-se a fim de refletir sua religiosidade e retornou com a perspectiva da ren\u00fancia aos prazeres mundanos e da solidariedade em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Frei Francisco foi considerado por Gon\u00e7alves de Magalh\u00e3es como precursor das id\u00e9ias rom\u00e2nticas no Brasil. Foi pregador da Real Capela e do Imp\u00e9rio do Brasil. Publicou as seguintes obras: Obras Orat\u00f3rias (1833), em 4 volumes e &#8220;Comp\u00eandio de Filosofia&#8221; (1859), em que defende o ecletismo dos pensadores franceses e as doutrinas de Locke e Condillac, e combate o tomismo e a escol\u00e1stica. \u00b4a sua \u00e9poca foi expoente do g\u00eanero liter\u00e1rio sermon\u00edstico, juntamente com outros como o Padre Antonio Vieira.<\/p>\n<p>Segundo Maria Renata da Cruz Duran, em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.intellectus.uerj.br\/Textos\/Ano3n2\/Texto%20de%20Maria%20Renata%20da%20Cruz%20Duran.pdf\">http:\/\/www.intellectus.uerj.br\/Textos\/Ano3n2\/Texto%20de%20Maria%20Renata%20da%20Cruz%20Duran.pdf<\/a>, ele:<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">Foi responsabilizado por Gon\u00e7alves de Magalh\u00e3es como precursor das id\u00e9ias rom\u00e2nticas no Brasil. Como estas id\u00e9ias consistem, no dizer de autores como Antonio Candido (1969), Silvio Romero (1902) e S\u00e9rgio Buarque de Holanda (195), nas letras de funda\u00e7\u00e3o da identidade nacional e, ao cabo, na inven\u00e7\u00e3o de uma intelectualidade brasileira, [&#8230;].<\/span><\/em><\/p>\n<p>Monte Alverne, ent\u00e3o, deu a sua contribui\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o da cultura e da identidade nacional brasileira. Neste mesmo trabalho a autora afirma que Afr\u00e2nio Coutinho detectou na obra de Monte Alverne a instrumentaliza\u00e7\u00e3o religiosa da moralidade pol\u00edtica. Para as nossas finalidades isso \u00e9 o que basta para apresentar o autor.<\/p>\n<p><strong>Logo na Introdu\u00e7\u00e3o alerta:<\/strong><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">N\u00e3o travamos conhecimento direto com as Obras esp\u00edritas, enquanto no corpo som\u00e1tico, j\u00e1 que retornamos, quando &#8220;O Livro dos Esp\u00edritos&#8221; estava sendo divulgado em Fran\u00e7a. Todavia, ap\u00f3s o despertar, recuperando os dons preciosos da vis\u00e3o e do discernimento. tomamos conhecimento da Nova Revela\u00e7\u00e3o que se espraiava na Terra, dando cumprimento \u00e0 promessa de Jesus sobre o Consolador.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">Ap\u00f3s agradecer \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica por ter direcionado seus passos, guiando-o para o Bem, ele continua:<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">Abordando temas sob angula\u00e7\u00e3o mais feliz do que antes fiz\u00e9ramos, muitos cr\u00edticos sinceros ir\u00e3o tentar fazer paralelos de estilo procurando o orador do passado, cuja vaidade intelectual desapareceu com as cinzas do corpo&#8230;<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">Outros cr\u00edticos, os que se comprazem em acionar os camartelos da destrui\u00e7\u00e3o, sempre armados para a agress\u00e3o \u00e1cida e a censura perniciosa, encontrar\u00e3o bons argumentos para os seus tentames e atua\u00e7\u00f5es, [&#8230;].<\/span><\/em><\/p>\n<p>Do eminente sermonista, todas as disserta\u00e7\u00f5es que constam do &#8220;floril\u00e9gios&#8221;, captadas pela mediunidade de Divaldo Franco, s\u00e3o totalmente aproveit\u00e1veis. Cada frase, cada per\u00edodo, cada ora\u00e7\u00e3o, cada senten\u00e7a, cont\u00e9m um apelo, um aviso, uma recomenda\u00e7\u00e3o aos esp\u00edritas. Uma delas atraiu-me a aten\u00e7\u00e3o, foi &#8220;Sacrif\u00edcios&#8221;. Passemos a analis\u00e1-la, em partes.<\/p>\n<p>Logo no par\u00e1grafo de introdu\u00e7\u00e3o da disserta\u00e7\u00e3o Monte Alverne estabelece uma diferen\u00e7a essencial entre o cristianismo de Jesus e o dos homens. Esta diferencia\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o pare\u00e7a, \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia. Muitos esp\u00edritas recusam a identidade do Espiritismo com o Cristianismo por considerarem que o cristianismo, isto \u00e9, o movimento que se institucionalizou, criando hierarquias baseadas em subordina\u00e7\u00e3o e tendo por modelo o Imp\u00e9rio e o ex\u00e9rcito romano, contrariando o modelo organizacional proposto pelo ap\u00f3stolo Paulo, principalmente. Este movimento, aliando-se ao Estado, deturpou os ensinamentos originais de Jesus, modificou seus objetivos, que eram de liberta\u00e7\u00e3o das conscienciais para a domina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, e inclusive transformou Jesus num mito.<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">O Cristianismo \u00e9 a pedra de toque, que rompe o arcabou\u00e7o escuro da mentira para que fulgure a verdade lumin\u00edfera. Toda a sua a\u00e7\u00e3o se dirige para a transforma\u00e7\u00e3o moral do homem, [&#8230;].<\/span><\/em><\/p>\n<p>Com isso ele diz que a domina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 objetivo do Cristianismo verdadeiro. E, ainda no mesmo par\u00e1grafo, continua:<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">(O Cristianismo) N\u00e3o \u00e9 um movimento isolado na hist\u00f3ria da humanidade, antes significa o mais audacioso de que se tem not\u00edcia atrav\u00e9s dos tempos. Medrando numa \u00e9poca de semibarb\u00e1rie, \u00e9 a sublime alian\u00e7a da Divindade com a criatura humana, a fim de extrair o homem das paix\u00f5es dissolventes e i\u00e7\u00e1-lo \u00e0 grandiosidade das nebulosas siderais.<\/span><\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um movimento isolado porquanto n\u00e3o surgiu em consequ\u00eancia de fatores econ\u00f4micos e pol\u00edticos, simplesmente. Mais do que uma rea\u00e7\u00e3o puramente material a uma situa\u00e7\u00e3o de extrema viol\u00eancia, o Cristianismo \u00e9 uma Alian\u00e7a, um pacto, entre a &#8220;divindade&#8221; e a humanidade. A a\u00e7\u00e3o planejada do plano espiritual \u00e9 sugerida como a for\u00e7a que move, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, os homens na busca da sua humaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Disso ressalta-se a nossa responsabilidade, como crist\u00e3os e esp\u00edritas, na tarefa de cooperadores dos esp\u00edritos que dirigem a evolu\u00e7\u00e3o do planeta.<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">O Cristianismo, ao inverso dos privil\u00e9gios concedidos a um povo em detrimento de outro, deu um car\u00e1ter de generalidade ao ensino, dizendo que s\u00e3o irm\u00e3s todas as criaturas sem distin\u00e7\u00e3o de credo, de ra\u00e7a, de cor, de posi\u00e7\u00e3o social.<\/span><\/em><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do Juda\u00edsmo, que colocava uma na\u00e7\u00e3o como superior a todas as outras, o Cristianismo prop\u00f5e a derrubada de qualquer barreira, de qualquer fronteira de separa\u00e7\u00e3o entre as criaturas.<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">Aqueles que aderem aos Seu pensamento (de Jesus) tornam-se m\u00e1rtires, her\u00f3is que j\u00e1 nascem feitos, gra\u00e7as \u00e0 ard\u00eancia das motiva\u00e7\u00f5es que pulsam nas paisagens dos seus sentimentos, convidados pelo Governador da Terra para modificar-lhe as estruturas sociais e filos\u00f3ficas.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">O sacrif\u00edcio constitui, no Cristianismo, o sinal de identidade entre a criatura e o l\u00eddimo ideal que abra\u00e7a.<\/span><\/em><\/p>\n<p>Como as culturas at\u00e1vicas n\u00e3o podem ser dissolvidas num passe de m\u00e1gica h\u00e1 necessidade daqueles que vivam os seus ideais para fomentar uma nova maneira de entender e viver no mundo. As dificuldades para essa transforma\u00e7\u00e3o s\u00e3o imensas, o que exige esfor\u00e7os extremos daqueles que foram convidados \u00e0 tarefa redentora. Por isso n\u00e3o se pode dizer esp\u00edrita ou crist\u00e3o aquele que n\u00e3o se identifique com este ideal e o n\u00e3o aplique e viva at\u00e9 as entranhas. As estruturas sociais e filos\u00f3ficas de que fala Monte Alverne s\u00e3o os planos do pensamento e da pr\u00e1tica enraizados no cotidiano de todos n\u00f3s. Desenvolvendo o par\u00e1grafo, Monte Alverne assevera:<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">Foi pelo testemunho do martirol\u00f3gico que a grandeza desta for\u00e7a cicl\u00f3pica se insculpiu nas p\u00e1ginas serenas e ao mesmo tempo convulsionadas da hist\u00f3ria universal. <strong>Mesmo hoje, o Cristianismo ainda n\u00e3o perdeu o impositivo do ideal sacrificial que devem manter os que se lhe vinculam, por uma necessidade de trocarem o fastio do s\u00e9culo pela ard\u00eancia da f\u00e9, da imortalidade.<\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<p>Quando escreveu estas palavras, no in\u00edcio da d\u00e9cada de oitenta, do s\u00e9culo vinte, \u00e9 poss\u00edvel que Frei Francisco do Monte Alverne estivesse visualizando o futuro, nosso presente, quando muitos que se dizem crist\u00e3o est\u00e3o acomodados. Quem de alguma forma se vincula ao Cristianismo de Jesus necessariamente deve considerar o sacrificio como algo comum em sua vida. Como enfrentar e mudar o mundo atual, no sentido da implanta\u00e7\u00e3o do reinado do bem na Terra, sem essa for\u00e7a interior que leva os crist\u00e3os verdadeiros a renunciarem \u00e0s benesses do mundo para promover o bem? Se o Cristianismo ainda n\u00e3o perdeu o impositivo do ideal sacrifical, porque tantos crist\u00e3os e tantos esp\u00edritas se amolentaram na coniv\u00eancia com o mal? Ser\u00e1 que o Cristianismo que dizem professar \u00e9 apenas superficial? Ser\u00e1 que eles interpretam o Cristianismo de uma maneira muito peculiar? Ser\u00e1 que eles querem um evangelho fofo, um evangelho sobre almofadas de cetim?<\/p>\n<p>Jesus sabia que isso aconteceria. Ele previu que os seus disc\u00edpulos se calariam diante do mal, assim como Pedro o negou e diversos amigos o abandonaram na hora das dificuldades. Se os disc\u00edpulos da primeira hora o abandonaram por medo j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o mesmo o que ocorre agora. Hoje, muitos o abandonam para conquistar facilidades transit\u00f3rias.<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\"><strong>&#8220;Quando os meus disc\u00edpulos se calarem, as pedras falar\u00e3o&#8221;<\/strong> &#8211; esclareceu Jesus, por compreender que a pusilanimidade humana teria ensejo, um dia, de aderir \u00e0s quest\u00f5es circunstanciais da governan\u00e7a terrestre.<\/span><\/em><\/p>\n<p>O reconhecimento e a\u00e7\u00e3o no bem para debelar o mal acontece e acontecer\u00e1 sempre, mesmo que aqueles designados para implantar o reinado do bem na Terra esque\u00e7am dos seus compromissos. Na express\u00e3o de Jesus, se estes se calarem at\u00e9 os seres inanimados acusar\u00e3o e mostrar\u00e3o o que aqueles n\u00e3o querem ver.<\/p>\n<p><strong>Continuando:<\/strong><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">Ainda aqui, neste renascer dos ideais crist\u00e3os (o Espiritismo), o sacrif\u00edcio tem regime de urg\u00eancia, porque foi no sacrif\u00edcio dos m\u00e1rtires dos primeiros tempos que a semente do bem fecundou e a \u00e1rvore generosa desdobrou galhadas para albergar a humildade, a f\u00e9 e a caridade e para fazer que, contrapondo-se \u00e0 domina\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria do mundo, homens extraordin\u00e1rios como Vicente de Paulo, aos dezoito anos, organizasse uma Ordem Religiosa para sair a pregar a verdadeira fraternidade e a palavra de Deus. [&#8230;].<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">Luiz Gonzaga, [&#8230;], deu sua vida para atender os pestosos, auxiliando os portadores de c\u00f3lera quando enfermidade dizimadora se espalhava em clamorosa vit\u00f3ria.<\/span><\/em><\/p>\n<p>O autor de &#8220;Floril\u00e9gios Espirituais&#8221;, na continuidade, faz uma an\u00e1lise do impacto das diversas tecnologias nos comportamentos humanos, e como estes efeitos est\u00e3o modificando o conceito crist\u00e3o de sacrif\u00edcio.<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\"><strong>A tecnologia moderna<\/strong>, aliada \u00e0s ci\u00eancias da inform\u00e1tica, <strong>est\u00e1 mudando o conceito do sacrif\u00edcio dos crist\u00e3os novos, que se amolentam no prazer<\/strong>, em desprest\u00edgio das austeridades que forjam os verdadeiros her\u00f3is e que fazem os l\u00eddimos ganhadores do reino dos c\u00e9us.<\/span><\/em><\/p>\n<p>Quando os esp\u00edritos falam em inform\u00e1tica acredito que a maioria de n\u00f3s remeta o pensamento para os hoje onipresentes computadores. Mas n\u00e3o \u00e9 somente isso. Eles incluem neste conceito todos os sistemas e equipamentos que produzem ou auxiliam a transmiss\u00e3o autom\u00e1tica da informa\u00e7\u00e3o, como o r\u00e1dio, a televis\u00e3o, a telefonia fixa ou m\u00f3vel, a internet e etc. Com efeito, inform\u00e1tica \u00e9 uma palavra justaposta que quer dizer informa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica. Com o advento dos microprocessadores foi poss\u00edvel a cria\u00e7\u00e3o de uma infinidade de aparelhos que fazem com grande rapidez e perfei\u00e7\u00e3o o trabalho humano. Ela produz desemprego, \u00e9 verdade, mas tamb\u00e9m tiram uma carga enorme dos ombros humanos. O problema \u00e9 que nos acostumamos com a vida f\u00e1cil e da\u00ed para n\u00e3o querer nenhum tipo de esfor\u00e7o o intervalo \u00e9 muito curto.<\/p>\n<p><em><strong><span style=\"color: #993300;\">A mecaniza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica, o automatismo arbitr\u00e1rio vem fazendo que o crist\u00e3o novo se isole do exerc\u00edcio da solidariedade, da verdadeira fraternidade, matando a seiva da caridade que, n\u00e3o obstante dispense as moedas n\u00e3o pode perder o vigor, pela falta de vitalidade emocional, na participa\u00e7\u00e3o das lides socorristas.<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p>Hoje praticamos &#8220;caridade&#8221; por procura\u00e7\u00e3o; proliferam nos meios de comunica\u00e7\u00e3o as campanhas para arrecada\u00e7\u00e3o de fundos, e n\u00f3s, como &#8220;bons crist\u00e3os&#8221; metemos a m\u00e3o no mouse para acessar e clicar em nossas contas banc\u00e1rias fazendo a fac\u00edlima transfer\u00eancia de fundos. Com este ato nos sentimos tranquilos, acreditando ter cumprido com um dever. Mas, Monte Alverne alerta que estes comportamentos, na verdade, nos desvitalizam do essencial combust\u00edvel emocional.<\/p>\n<p>O Evangelho Segundo o Espiritismo ensina que quando maior a dificuldade para praticar um bem mais merit\u00f3rio ele \u00e9. Mas preferimos o caminho mole, f\u00e1cil, &#8220;tranquilo&#8221;. Nos esquecemos que a caridade \u00e9 um exerc\u00edcio que n\u00e3o necessita da presen\u00e7a do amor para ser concretizada. Ela visa, isso sim, despertar aquele potencial poderoso que todos sem exce\u00e7\u00e3o carregamos dentro de n\u00f3s. H\u00e1, sem d\u00favida que pratique a caridade abrasado pelo &#8220;sol de mil faces&#8221;, o amor. N\u00e3o \u00e9 o caso da maioria de n\u00f3s. Ainda temos necessidade de praticar a caridade como exerc\u00edcio de despertamento desse germe vivaz.\u00a0 A pratica da caridade \u00e9 a fa\u00edsca que acende a fogueira do amor, esse sol interior.<\/p>\n<p><strong>O antigo sermonista n\u00e3o poderia deixar de nos alertar:<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong><em>O conforto exagerado, a comodidade superlativa vem fazendo que os crist\u00e3os se apresentem modorrentos, cansados, sem terem a din\u00e2mica que tipificava os lidadores do passado.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Alguns esclarecimentos se fazem necess\u00e1rios. J\u00e1 fui acusado, ou melhor, alertado, certamente por pessoas que desejam o meu bem, sobre a utiliza\u00e7\u00e3o de palavras fortes quando me refiro aos comportamentos vigentes em nosso movimento. Mas, veja o leitor que essas palavras &#8220;fortes&#8221; n\u00e3o s\u00e3o exclusividades minha. Esp\u00edritos de escol as utilizam. Se fizermos uma pesquisa atenta veremos que Joana de Angelis faz uso constante dessas palavras, ditas fortes. Emmanuel \u00e9 rico em express\u00f5es &#8220;fortes&#8221;. O pr\u00f3prio codificador as utilizou. \u00c9 verdade que Kardec, em &#8220;O Livro dos M\u00e9diuns&#8221; chamou algumas de pessoas de burras, mas com tanta eleg\u00e2ncia que a maioria nem notou. Por exemplo, quando diz [&#8230;] \u00e9 preciso se seja dotado de muito obtuso ju\u00edzo, para confundir a exagera\u00e7\u00e3o de uma coisa com a coisa mesma. (cap. IV. item 39). Em resumo, em palavras rebuscadas, o que ele diz \u00e9 que \u00e9 presico ser muito burro para confundir uma coisa com a outra. Caso tenha alguma d\u00favida, consulte um dicion\u00e1rio para verificar o significado da express\u00e3o utilizada pelo codificador.<\/p>\n<p>Modorra, em bom portugu\u00eas quer dizer sonol\u00eancia, pregui\u00e7a. Para vencer essa essa pregui\u00e7a, ele recomenda:<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\"><strong>Ponde sacrif\u00edcio nas vossas a\u00e7\u00f5es. Colocai o esfor\u00e7o da vossa contribui\u00e7\u00e3o pessoal, o vosso suor, nas atividades evang\u00e9licas para que n\u00e3o a descaracterizem<\/strong>, dando a vossa contribui\u00e7\u00e3o pessoal intransfer\u00edvel, a dita dos vossos valores intr\u00ednsecos.<\/span><\/em><\/p>\n<p>Parece que Monte Alverne est\u00e1 gritando em nossos ouvidos a necessidade de nos mexermos, se quisermos realmente modificar esse mundo que est\u00e1 em ru\u00ednas morais. Observe que ele fala da necessidade de dar a nossa contribui\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7o pessoal para que o movimento esp\u00edrita n\u00e3o seja descaracterizado. Sem esfor\u00e7o, sem sacrif\u00edcios, n\u00e3o haver\u00e1 nenhuma regenera\u00e7\u00e3o. Somos cooperadores da provid\u00eancia e devemos assumir nossas responsabilidades.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem pense que sacrif\u00edcio o \u00e9 somente o que provoque dor. O conceito de sacrif\u00edcio est\u00e1 incluso num outro mais abrangente e de fundamental import\u00e2ncia para a compreens\u00e3o do verdadeiro significado de caridade. \u00c9 o de abnega\u00e7\u00e3o. Esta virtude, elemento primacial da caridade, significa o esfor\u00e7o, a ren\u00fancia de algo que nos seja agrad\u00e1vel, para beneficiar a outrem. Mesmo nas hostes esp\u00edritas, pretensos renovadores dos ideais crist\u00e3os, essa virtude est\u00e1 muito esquecida. Tente o leitor reunir um grupo de esp\u00edritas para trabalhar em prol dos necessitados num dia ensolarado e convidativo para a praia. Muitos se prontificar\u00e3o, alguns comparecer\u00e3o e um grupo reduz\u00edssimo permanecer\u00e1 at\u00e9 o final da tarefa. Afinal, temos muitos compromissos importantes, como assistir ao jogo do nosso time, lavar o carro, ler um bom livro numa rede. Se este convite acontecer no sul do Brasil, no per\u00edodo do frio, ent\u00e3o teremos compromissos inadi\u00e1veis, como preparar uma boa e gorda picanha, tomar alguns copos de vinho com os amigos diante da lareira para esquentar o corpo&#8230; As desculpas s\u00e3o muito mais criativas do que estas que apresentei. A verdade \u00e9 que sacrif\u00edcio, hoje, para os crist\u00e3os novos, como diz Francisco do Monte Alverne, \u00e9 um belo de um palavr\u00e3o.<\/p>\n<p>A pergunta que cutuca a minha mente \u00e9 a seguinte: se tudo isto est\u00e1 acontecendo n\u00e3o ser\u00e1 porque os centros esp\u00edritas est\u00e3o mal organizados para formar uma leg\u00edtima consci\u00eancia esp\u00edrita? Ser\u00e1 que n\u00e3o est\u00e3o se perdendo em mil tarefas divergentes enquanto os sistemas de forma\u00e7\u00e3o permanecem prec\u00e1rios?<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/centroemovimento.blogspot.com\/2011\/12\/o-sinal-de-identidade-do-cristao.html?view=timeslide\">Espiritismo: Centros e Movimento<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O SINAL DE IDENTIDADE DO CRIST\u00c3O Floril\u00e9gios Espirituais \u00e9 um livrinho escrito pelo esp\u00edrito Francisco do Monte Alverne, pela psicografia de Divaldo Franco, no ano de 1980. 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