{"id":15573,"date":"2023-12-16T07:17:46","date_gmt":"2023-12-16T10:17:46","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=15573"},"modified":"2023-12-16T07:17:46","modified_gmt":"2023-12-16T10:17:46","slug":"a-visao-espirita-do-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-visao-espirita-do-natal\/","title":{"rendered":"A vis\u00e3o esp\u00edrita do Natal"},"content":{"rendered":"<div class=\"item-title\">\n<h2 class=\"uk-margin-remove\"><strong><span style=\"color: #000080;\">A vis\u00e3o esp\u00edrita do Natal<\/span><\/strong><\/h2>\n<\/div>\n<dl class=\"article-meta-info uk-text-meta\" data-uk-margin=\"\">\n<dd class=\"createdby uk-first-column\"><em><span style=\"color: #008000;\">Cl\u00e1udio Fajardo<\/span><\/em><\/dd>\n<\/dl>\n<figure class=\"text-left entry-image full-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-fluid aligncenter\" src=\"https:\/\/www.geae.net.br\/images\/Artigos-Gerais\/Natal.jpg#joomlaImage:\/\/local-images\/Artigos-Gerais\/Natal.jpg?width=900&amp;height=562\" alt=\"\" width=\"407\" height=\"254\" \/><\/figure>\n<div>\n<p>Embora associemos o Natal ao nascimento de Jesus, a tradi\u00e7\u00e3o da festividade remonta a mil\u00eanios. As origens do Natal v\u00eam desde dois mil anos antes de Cristo. Tudo come\u00e7ou com um antigo festival mesopot\u00e2mico que simbolizava a passagem de um ano para o outro, o Zagmuk. Para os mesopot\u00e2micos, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido \u00e0 chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos se enfureciam e Marduk, seu principal deus, precisava derrot\u00e1-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha.<\/p>\n<p>A mesopot\u00e2mia inspirou a cultura de muitos povos, como a dos gregos, que assimilaram as ra\u00edzes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o tit\u00e3 Cronos. Mais tarde, por interm\u00e9dio da Gr\u00e9cia, costume alcan\u00e7ou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturn\u00e1lia, pois era em homenagem a Saturno. A festa come\u00e7ava no dia 17 de dezembro e ia at\u00e9 o 1\u00ba de janeiro, comemorando o solst\u00edcio do inverno. De acordo com seus c\u00e1lculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, por\u00e9m pronto para recome\u00e7ar seu crescimento e espalhar vida por toda a Terra.<\/p>\n<p>Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ningu\u00e9m trabalhava. Eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos, e \u00e1rvores verdes \u2013 ornamentados por muitas velas \u2013 enfeitavam as salas para espantar os maus esp\u00edritos da escurid\u00e3o. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.<\/p>\n<p><strong>Depois de Cristo<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Nos primeiros anos do Cristianismo, a P\u00e1scoa era o feriado principal. O nascimento de Jesus n\u00e3o era celebrado.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo IV, a Igreja decidiu instituir o nascimento de Jesus com um feriado. Mas havia um problema: a B\u00edblia n\u00e3o menciona a data de seu nascimento. Ent\u00e3o, apesar de algumas evid\u00eancias sugerirem que o nascimento de Jesus ocorreu na primavera, o Papa J\u00falio I escolheu 25 de dezembro. Alguns estudiosos acreditam que esta data foi adotada num esfor\u00e7o de absorver as tradi\u00e7\u00f5es pag\u00e3s da Saturn\u00e1lia.<\/p>\n<p>A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal, como conhecemos hoje, foi celebrado no ano 336 d.C. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos tr\u00eas reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais tamb\u00e9m foram adaptados.<\/p>\n<p>Hoje, as Igrejas Ortodoxas grega e russa, celebram o Natal no dia 6 de janeiro, tamb\u00e9m referido como o \u201cDia dos Tr\u00eas Reis\u201d, que seria o dia em que os tr\u00eas magos teriam encontrado Jesus na manjedoura.<\/p>\n<p><strong>Data Prov\u00e1vel do Natal<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Lemos no Evangelho de Lucas:\u00a0<em><span style=\"color: #993300;\">\u201cE aconteceu, naqueles dias, que saiu um decreto da parte de C\u00e9sar Augusto, para que todo o mundo se alistasse. Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino governador da S\u00edria.\u201d<\/span><a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em>\u00a0C\u00e9sar Augusto reinou de 30 a.C a 14 d.C.<\/p>\n<p>Mas o censo ocorreu em 6 d.C., o que permite ver que a determina\u00e7\u00e3o da data est\u00e1 historicamente imprecisa. H\u00e1, no entanto, uma tradu\u00e7\u00e3o proposta, segundo a B\u00edblia de Jerusal\u00e9m<em>: <span style=\"color: #993300;\">\u201cEsse recenseamento foi anterior \u00e0quele realizado quando Quirino era governador da S\u00edria.\u201d<\/span><\/em><\/p>\n<p>Jesus nasceu antes da morte de Herodes, morte esta que aconteceu em 4 a.C., provavelmente entre 8 e 5 a.C. A chamada Era Crist\u00e3 foi estabelecida por Dion\u00edsio, o pequeno, apenas no s\u00e9culo 6 e \u00e9 fruto de um erro de c\u00e1lculo.<\/p>\n<p>Quando Jesus iniciou o seu minist\u00e9rio ele tinha provavelmente 33 anos, ou at\u00e9 36. E Dion\u00edsio, o pequeno, considerou como se ele tivesse 30 anos, embora Lucas (3:23) fale\u00a0<span style=\"color: #993300;\"><em>em \u201cmais ou menos 30 anos\u201d.<\/em><\/span><\/p>\n<p>Neste ponto a revela\u00e7\u00e3o esp\u00edrita pode, como em tantos outros, contribuir com os historiadores.<\/p>\n<p>Humberto de Campos, em mensagem psicografia por Chico Xavier e publicada em Cr\u00f4nicas de Al\u00e9m-t\u00famulo, aponta o ano 749 da era romana como sendo o ano do nascimento de Jesus, o que corresponderia ao ano 5 a.C.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, Emmanuel informa-nos em H\u00e1 2000 Anos que o ano da crucifica\u00e7\u00e3o de Jesus foi o 33 a.C. Sendo assim, portanto, Jesus iniciou o seu minist\u00e9rio com 34 ou 35 anos e desencarnou com 37 ou 38.<\/p>\n<p><strong>Um Significado Espiritual<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Diz, ent\u00e3o, a sequ\u00eancia do Evangelho de Lucas<em>: <span style=\"color: #993300;\">\u201cE todos iam alistar-se, cada um \u00e0 sua pr\u00f3pria cidade. E subiu da Galileia tamb\u00e9m Jos\u00e9, da cidade de Nazar\u00e9, \u00e0 Judeia, \u00e0 cidade de Davi chamada Bel\u00e9m (porque era da casa e fam\u00edlia de Davi)\u201d<\/span><a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>Bel\u00e9m situa-se a 6 quil\u00f4metros de Jerusal\u00e9m e a 800 metros de altitude, nos montes da Judeia. Por isso a express\u00e3o \u201csubiu da Galileia \u00e0 Judeia\u201d.<\/p>\n<p>Buscando o sentido espiritual do Evangelho, podemos entender Nazar\u00e9 como sendo nossas viv\u00eancias na \u00e1rea da raz\u00e3o. \u00c9 o racional que hoje, no dia a dia, fala mais alto em nossos procedimentos.<\/p>\n<p>Bel\u00e9m seria assim, a representa\u00e7\u00e3o de nosso encaminhamento levando em conta o sentimento equilibrado, a intui\u00e7\u00e3o, ou o amadurecimento da pr\u00f3pria raz\u00e3o pelo equil\u00edbrio desta, atrav\u00e9s da viv\u00eancia, com o emocional.<\/p>\n<p>O nascimento de Jesus em Bel\u00e9m significaria, assim, o in\u00edcio de uma nova era em que a justi\u00e7a se converte em amor, e o racional \u00e9 espiritualizado atrav\u00e9s de seu perfeito equil\u00edbrio com o emocional.<\/p>\n<p>Historicamente, n\u00e3o h\u00e1 certeza sobre Jesus ter nascido em Bel\u00e9m ou Nazar\u00e9. O que realmente importa, por\u00e9m, \u00e9 apropriarmos de seu sentido reeducativo, \u00e9 saber que, para que o Cristo nas\u00e7a em nossa intimidade \u00e9 necess\u00e1rio agir equilibrando sentimento e raz\u00e3o, intelecto e moral, conhecimento e aplica\u00e7\u00e3o. Pois, se no plano horizontal necessitamos da ci\u00eancia em nossas movimenta\u00e7\u00f5es cotidianas, para verticalizarmos nossas conquistas n\u00e3o podemos prescindir de uma moral elevada consoante os ensinamentos contidos no Evangelho.<\/p>\n<p>Para que o Cristo nascesse, Maria e Jos\u00e9 tiveram que subir da Galileia, da cidade de Nazar\u00e9, \u00e0 Judeia, \u00e0 cidade de Davi chamada Bel\u00e9m, significando assim a necessidade de subirmos espiritualmente para refletirmos o Cristo em toda sua grandeza.<\/p>\n<p><strong>Prossegue a Narrativa<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>O Evangelho de Lucas nos conta, ent\u00e3o, que\u00a0<em><span style=\"color: #993300;\">\u201c&#8230;a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava gr\u00e1vida. E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar \u00e0 luz. E deu \u00e0 luz o seu filho primog\u00eanito, e envolveu-o em panos e deitou-se numa manjedoura, porque n\u00e3o havia lugar para eles na estalagem.\u201d<\/span><a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><strong>[3]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>Jesus vem \u00e0 luz por meio de Maria. Assim narra o evangelista<em>: <span style=\"color: #993300;\">\u201cE, no sexto m\u00eas, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazar\u00e9, a uma virgem desposada com um var\u00e3o cujo nome era Jos\u00e9, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.\u201d<\/span><a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><em>\u201cVirgem\u201d<\/em>\u00a0<\/span>aqui se refere a n\u00fabil (mulher em idade para se casar), ou mulher jovem que, em hebraico \u00e9\u00a0<span style=\"color: #993300;\"><em>almah<\/em><\/span>. Era um termo usado quando se referia a uma donzela ou jovem casada recentemente, n\u00e3o havendo nenhuma refer\u00eancia em particular \u00e0 virgindade como entendemos hoje.<\/p>\n<p>Gabriel, ent\u00e3o, disse<em>:<span style=\"color: #993300;\"> \u201cE eis que em teu ventre conceber\u00e1s, e dar\u00e1 \u00e0 luz um filho, e p\u00f4r-lhe-\u00e1s o nome de Jesus.<a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><strong>[5]<\/strong><\/a>\u201d<\/span><\/em>\u00a0Maria estava preparada, por isso p\u00f4de conceber Jesus em seu ventre, isto \u00e9, dentro de si.<\/p>\n<p>E n\u00f3s, o que estamos cultivando, o que estamos construindo dentro de n\u00f3s mesmos? Quando estaremos preparados para trazer \u00e0 luz o Cristo imanente em n\u00f3s? Aquele que, segundo o texto evang\u00e9lico,\u00a0<span style=\"color: #993300;\"><em>\u201cser\u00e1 grande e ser\u00e1 chamado Filho do Alt\u00edssimo; e o Senhor Deus lhe dar\u00e1 o trono de Davi, seu pai, e reinar\u00e1 eternamente na casa de Jac\u00f3, e o seu Reino n\u00e3o ter\u00e1 fim.<a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><strong>[6]<\/strong><\/a>\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<p>No entanto, Maria indaga<em>: <span style=\"color: #993300;\">\u201cComo se far\u00e1 isso, visto que n\u00e3o conhe\u00e7o var\u00e3o<\/span><\/em><span style=\"color: #993300;\">?\u201d<\/span> E respondendo o anjo, disse-lhe:\u00a0<span style=\"color: #993300;\"><em>\u201cDescer\u00e1 sobre ti o Esp\u00edrito Santo, e a virtude do Alt\u00edssimo te cobrir\u00e1 com a sua sombra; pelo que tamb\u00e9m o Santo, que de ti h\u00e1 de nascer, ser\u00e1 chamado Filho de Deus.\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<p>A outra poss\u00edvel tradu\u00e7\u00e3o para \u201cEsp\u00edrito Santo\u201d \u00e9 \u201csopro sagrado\u201d, dando a entender a presen\u00e7a de Deus em n\u00f3s quando a Ele estamos ajustados. \u00c0quele tempo a presen\u00e7a de Deus (IHVH) era manifesta por uma nuvem, por isso o uso da express\u00e3o \u201ccobrir\u00e1 com sua sombra\u201d<\/p>\n<p><strong>Nasce a Virtude nos Cora\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A descida do \u201csopro sagrado\u201d representa bem o momento de fecunda\u00e7\u00e3o da virtude em n\u00f3s. O valor vem do alto por meio da revela\u00e7\u00e3o superior, necessitando ser por n\u00f3s absorvido e vivenciado para fixa\u00e7\u00e3o, que se d\u00e1 com o nascimento do novo ser em que nos transformamos a partir de ent\u00e3o. Por isso, o Cristo \u00e9 sempre fecundado pelo Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><em>\u201cDisse, ent\u00e3o, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela<a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><strong>[7]<\/strong><\/a>\u201d.<\/em><\/span>\u00a0Perfeitamente ajustada aos Des\u00edgnios Superiores, Maria se entrega totalmente a eles. \u00c9 aquele momento em que h\u00e1 perfeito entendimento do mecanismo da vida, quando o Esp\u00edrito sabe que o mais importante \u00e9 atender a Vontade do Pai e, ent\u00e3o cumpre-a fielmente. \u00c9 a liberdade-obedi\u00eancia. Encontramos assim em Maria as tr\u00eas qualidades b\u00e1sicas para que o Cristo possa nascer: confian\u00e7a, consci\u00eancia e obedi\u00eancia, sintetizadas na f\u00e9.<\/p>\n<p><strong>Mais Li\u00e7\u00f5es a Serem Aprendidas<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Jesus envolvido em panos nos ensina a li\u00e7\u00e3o de simplicidade: enquanto nos preocupamos tanto com os acess\u00f3rios em nossa vida do dia a dia, os Esp\u00edritos superiores ocupam-se com o que verdadeiramente \u00e9 importante para a vida imortal.<\/p>\n<p>A manjedoura \u00e9 o tabuleiro em que se deposita comida para vacas, cavalos etc. em est\u00e1bulos. Segundo Emmanuel em A Caminho da Luz<em>, <span style=\"color: #993300;\">\u201ca manjedoura assinalava o ponto inicial da li\u00e7\u00e3o salvadora do Cristo, como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes.\u201d<\/span><\/em><\/p>\n<p>Por meio de Jesus colocado em um tabuleiro como alimento para animais, o Evangelho ensina-nos que, se quisermos deixar a condi\u00e7\u00e3o de animalidade em favor de uma espiritualidade mais aut\u00eantica, \u00e9 preciso que tenhamos o Cristo, ou a Boa Nova, por ele proposta, como alimento definitivo de nossas almas. Condi\u00e7\u00e3o esta confirmada por ele mesmo quando mais adiante nos afirma<em>: <span style=\"color: #993300;\">\u201cEu sou o p\u00e3o da vida<a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><strong>[8]<\/strong><\/a>.\u201d\u00a0<\/span><\/em>Este \u00e9 o p\u00e3o que desce do c\u00e9u, para que o que dele comer n\u00e3o morra.<\/p>\n<p>Outra li\u00e7\u00e3o encontrada \u00e9 a da resigna\u00e7\u00e3o,<span style=\"color: #993300;\">\u00a0<em><span style=\"color: #993300;\">\u201c&#8230;porque n\u00e3o havia lugar para eles na estalagem<a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><strong>[9]<\/strong><\/a>\u201c<\/span>.<\/em><\/span>\u00a0\u00c9 muito comum este fato, quando nos ajustamos aos des\u00edgnios superiores e agimos em favor do amor e da fraternidade, n\u00e3o h\u00e1 para n\u00f3s lugar onde se instala o interesse imediatista do mundo material.<\/p>\n<p><strong>A Visita dos Magos<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Narrada no Evangelho de Mateus, a visita dos magos e suas d\u00e1divas originaram as tradi\u00e7\u00f5es de presentes no Natal. No entanto, d\u00e1divas seriam doa\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas de algo valioso, material ou n\u00e3o, a algu\u00e9m; presente, oferta, mimo, brinde. N\u00e3o \u00e9 o que acontece atualmente no Natal.<\/p>\n<p>Os presentes nem sempre s\u00e3o espont\u00e2neos, mas fruto de interesses outros. O que n\u00e3o tem valor material n\u00e3o \u00e9 bem aceito como presente, mostrando assim a faixa de interesses a que estamos ajustados. A express\u00e3o<span style=\"color: #993300;\">\u00a0<em>\u201cseus tesouros<a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><strong>[10]<\/strong><\/a>\u201d<\/em><\/span>\u00a0que se refere aos presentes ofertados, d\u00e1 a entender que estes j\u00e1 lhes pertenciam, ou seja, que j\u00e1 tinham sido por eles conquistados. Ent\u00e3o dever\u00edamos dar valores que j\u00e1 s\u00e3o nossos, nossas conquistas individuais, de n\u00f3s mesmos e espontaneamente.<\/p>\n<p>Os presentes tamb\u00e9m cont\u00eam significados. O\u00a0<span style=\"color: #993300;\"><em>ouro<\/em><\/span>\u00a0refere-se \u00e0 autoridade sobre as coisas materiais; o\u00a0<em>incenso<\/em>, \u00e0 autoridade sobre as quest\u00f5es espirituais. A\u00a0<span style=\"color: #993300;\"><em>mirra<\/em><\/span>\u00a0\u00e9 uma planta de cuja casca sai uma resina arom\u00e1tica. De aroma agrad\u00e1vel e gosto amargo, na Antiguidade, segundo o Dicion\u00e1rio Houaiss, ela era usada como incenso e rem\u00e9dio.<\/p>\n<p>Pode revelar, desta forma, dois significados. Foi dado a Jesus o poder sobre as enfermidades:<span style=\"color: #993300;\">\u00a0<em>\u201cVerdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si\u2026\u201c<\/em>,<\/span> diz Isaias, 53:4. E representa tamb\u00e9m a necessidade do testemunho (\u201dgosto amargo\u201d), testemunho este que d\u00e1 o poder e autoridade sobre as enfermidades e sobre as quest\u00f5es materiais e espirituais.<\/p>\n<p><strong>O Personagem Principal<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Se historicamente n\u00e3o podemos precisar com certeza onde e quando se deu a noite do nascimento de nosso Mestre Maior, \u00e9 certo que ela aconteceu. Emmanuel assim a descreve em A Caminho da Luz<em>: <span style=\"color: #993300;\">\u201cHarmonias divinas cantavam um hino de sublimadas esperan\u00e7as no cora\u00e7\u00e3o dos homens e da Natureza. A manjedoura \u00e9 o teatro de todas as glorifica\u00e7\u00f5es da luz e da humildade, e, enquanto alvorecia uma nova era para o globo terrestre, nunca mais se esqueceria o Natal, a noite silenciosa, noite santa\u201d.<\/span><\/em><\/p>\n<p>Como j\u00e1 dissemos, o nascimento de Jesus representa o in\u00edcio de uma nova era em que a justi\u00e7a se converte em amor, e a fraternidade pura atrav\u00e9s de sua exemplifica\u00e7\u00e3o, meta a ser alicer\u00e7ada em nossos cora\u00e7\u00f5es. Antes era o homem biol\u00f3gico, depois, o homem espiritual.<\/p>\n<p>Na festa que preparamos ao final de cada ano, Jesus deveria ser personagem principal. Assim, como devemos nos preparar para ela, qual a melhor vestimenta a usar?<\/p>\n<p>Aqui deixamos duas passagens evang\u00e9licas para refletirmos sobre estes temas: uma de Mateus:\u00a0<span style=\"color: #993300;\"><em>\u201cEnt\u00e3o, dir\u00e1 o Rei aos que estiverem \u00e0 sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possu\u00ed por heran\u00e7a o Reino que vos est\u00e1 preparado desde a funda\u00e7\u00e3o do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer, tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na pris\u00e3o, e fostes ver-me. Ent\u00e3o, os justos lhe responder\u00e3o, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E, quando te vimos enfermo ou na pris\u00e3o e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dir\u00e1: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irm\u00e3os, a mim o fizestes<a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><strong>[11]<\/strong><\/a>.\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<p>Que fa\u00e7amos em nome do Cristo um Natal diferente. Que saiamos de n\u00f3s mesmos, de nossos caprichos e desejos pueris, buscando atender as necessidades de nossos semelhantes mais carentes. Reclamamos do \u201cpouco\u201d que temos, mas qu\u00e3o muito \u00e9 esse pouco se comparado ao enorme percentual da humanidade que muito menos tem, chegando a faltar at\u00e9 o b\u00e1sico necess\u00e1rio? Lembremos destas palavras<em>: \u201cEm verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irm\u00e3os, a mim o fizestes\u2026\u201d<\/em><\/p>\n<p>Em outra passagem narrada por Mateus, lemos:\u00a0<span style=\"color: #993300;\"><em>\u201cE, quanto ao vestu\u00e1rio, por que andais sol\u00edcitos? Olhai para os l\u00edrios do campo\u2026<a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><strong>[12]<\/strong><\/a>\u201d<\/em>\u00a0<\/span>Para que possamos estar vestidos com a <span style=\"color: #993300;\">\u201ct\u00fanica nupcial<a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>\u201d<\/span> \u00e9 preciso estarmos ajustados ao fluxo da vida que \u00e9 a Lei Superior, que \u00e9 Amor. Os l\u00edrios\u00a0<em>\u201cn\u00e3o trabalham e nem fiam\u201d<\/em>, mas cumprem a sua miss\u00e3o de enfeitar mesmo tendo nascido em condi\u00e7\u00f5es adversas (brejo, lodo etc.).<\/p>\n<p>Ao dizer que nem mesmo o Rei Salom\u00e3o em toda a sua exuber\u00e2ncia se vestiu como qualquer deles, a beleza que Jesus observa \u00e9 a que vem de dentro, aquela gerada pela consci\u00eancia tranquila do dever cumprido e do ajuste aos Prop\u00f3sitos Superiores.<\/p>\n<p>Nada d\u00e1 mais seguran\u00e7a e firmeza do que o Evangelho vivenciado. Assim, firmemo-nos em seus ensinamentos de moral superior e estaremos preparados para que o Cristo nas\u00e7a em n\u00f3s, e pelos frutos de nossas a\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m possamos ser chamados de Filhos do Alt\u00edssimo ou Filho de Deus, por quem quer que seja.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Lucas, 2: 1 e 2 &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Idem, 3 e 4 &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Lucas, 2: 5 a 7 &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Idem, 1: 26 e 27 &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Idem, 1: 31 &#8211;\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a>\u00a0<em>Idem, 1: 32 e 33 &#8211;\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Idem, 1: 38 &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Jo\u00e3o, 6: 35 &#8211; <a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Lucas, 2: 7 &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Mateus, 2: 11\u00a0<a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Mateus, 25: 34 a 40 &#8211;\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Mateus, 28 e 29\u00a0 &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a>\u00a0Mateus, 22: 11<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/publicacoes-espiritas\/artigos-gerais\/a-visao-espirita-do-natal\">Grupo de Estudos Avan\u00e7ados Esp\u00edritas<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vis\u00e3o esp\u00edrita do Natal Cl\u00e1udio Fajardo Embora associemos o Natal ao nascimento de Jesus, a tradi\u00e7\u00e3o da festividade remonta a mil\u00eanios. As origens do Natal v\u00eam desde dois mil anos antes de Cristo. Tudo come\u00e7ou com um antigo festival &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-visao-espirita-do-natal\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,16,27,19],"tags":[],"class_list":["post-15573","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-espiritismo","category-sociedade","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15573","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15573"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15573\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15574,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15573\/revisions\/15574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15573"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}