{"id":15803,"date":"2024-10-23T09:14:07","date_gmt":"2024-10-23T12:14:07","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=15803"},"modified":"2024-10-23T09:14:07","modified_gmt":"2024-10-23T12:14:07","slug":"um-papo-aberto-sobre-racismo-e-espiritismo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/um-papo-aberto-sobre-racismo-e-espiritismo-2\/","title":{"rendered":"Um papo aberto sobre racismo e espiritismo"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"BlogItem-title\" data-content-field=\"title\">Um papo aberto sobre racismo e espiritismo<\/h1>\n<div id=\"item-64d2b851b646415e4b1728f5\" class=\"sqs-layout sqs-grid-12 columns-12\" data-layout-label=\"Post Body\" data-type=\"item\" data-updated-on=\"1691531749916\">\n<div id=\"yui_3_17_2_1_1729685263160_74\" class=\"row sqs-row\">\n<div id=\"yui_3_17_2_1_1729685263160_73\" class=\"col sqs-col-12 span-12\">\n<div id=\"block-yui_3_17_2_1_1691624910681_34066\" class=\"sqs-block image-block sqs-block-image sqs-text-ready\" data-block-type=\"5\">\n<div id=\"yui_3_17_2_1_1729685263160_72\" class=\"sqs-block-content\">\n<div id=\"yui_3_17_2_1_1729685263160_71\" class=\"image-block-outer-wrapper layout-caption-below design-layout-inline combination-animation-slide-up individual-animation-none individual-text-animation-none animation-loaded\" data-test=\"image-block-inline-outer-wrapper\">\n<figure id=\"yui_3_17_2_1_1729685263160_70\" class=\"\n              sqs-block-image-figure\n              intrinsic\n            \"><\/p>\n<div id=\"yui_3_17_2_1_1729685263160_69\" class=\"image-block-wrapper\" data-animation-role=\"image\" data-animation-override=\"\">\n<div id=\"yui_3_17_2_1_1729685263160_68\" class=\"sqs-image-shape-container-element\n\n              has-aspect-ratio\n            \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"loaded aligncenter\" src=\"https:\/\/images.squarespace-cdn.com\/content\/v1\/5d30ccca1094830001b9fdb7\/e3fe5355-c104-4562-8eef-3456f9a87dfe\/04-05+cre%CC%81dito+Julia+Nezu%29.jpeg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, (max-width: 767px) 100vw, 100vw\" srcset=\"https:\/\/images.squarespace-cdn.com\/content\/v1\/5d30ccca1094830001b9fdb7\/e3fe5355-c104-4562-8eef-3456f9a87dfe\/04-05+cre%CC%81dito+Julia+Nezu%29.jpeg?format=100w 100w, https:\/\/images.squarespace-cdn.com\/content\/v1\/5d30ccca1094830001b9fdb7\/e3fe5355-c104-4562-8eef-3456f9a87dfe\/04-05+cre%CC%81dito+Julia+Nezu%29.jpeg?format=300w 300w, https:\/\/images.squarespace-cdn.com\/content\/v1\/5d30ccca1094830001b9fdb7\/e3fe5355-c104-4562-8eef-3456f9a87dfe\/04-05+cre%CC%81dito+Julia+Nezu%29.jpeg?format=500w 500w, https:\/\/images.squarespace-cdn.com\/content\/v1\/5d30ccca1094830001b9fdb7\/e3fe5355-c104-4562-8eef-3456f9a87dfe\/04-05+cre%CC%81dito+Julia+Nezu%29.jpeg?format=750w 750w, https:\/\/images.squarespace-cdn.com\/content\/v1\/5d30ccca1094830001b9fdb7\/e3fe5355-c104-4562-8eef-3456f9a87dfe\/04-05+cre%CC%81dito+Julia+Nezu%29.jpeg?format=1000w 1000w, https:\/\/images.squarespace-cdn.com\/content\/v1\/5d30ccca1094830001b9fdb7\/e3fe5355-c104-4562-8eef-3456f9a87dfe\/04-05+cre%CC%81dito+Julia+Nezu%29.jpeg?format=1500w 1500w, https:\/\/images.squarespace-cdn.com\/content\/v1\/5d30ccca1094830001b9fdb7\/e3fe5355-c104-4562-8eef-3456f9a87dfe\/04-05+cre%CC%81dito+Julia+Nezu%29.jpeg?format=2500w 2500w\" alt=\"\" width=\"409\" height=\"307\" data-stretch=\"false\" data-src=\"https:\/\/images.squarespace-cdn.com\/content\/v1\/5d30ccca1094830001b9fdb7\/e3fe5355-c104-4562-8eef-3456f9a87dfe\/04-05+cre%CC%81dito+Julia+Nezu%29.jpeg\" data-image=\"https:\/\/images.squarespace-cdn.com\/content\/v1\/5d30ccca1094830001b9fdb7\/e3fe5355-c104-4562-8eef-3456f9a87dfe\/04-05+cre%CC%81dito+Julia+Nezu%29.jpeg\" data-image-dimensions=\"1600x1200\" data-image-focal-point=\"0.5,0.5\" data-load=\"false\" data-loader=\"sqs\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"block-9244171b700787b11012\" class=\"sqs-block html-block sqs-block-html\" data-block-type=\"2\" data-border-radii=\"{&quot;topLeft&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;value&quot;:0.0},&quot;topRight&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;value&quot;:0.0},&quot;bottomLeft&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;value&quot;:0.0},&quot;bottomRight&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;value&quot;:0.0}}\">\n<div class=\"sqs-block-content\">\n<div class=\"sqs-html-content\">\n<p class=\"\">Por <strong>Eliana Haddad<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"block-yui_3_17_2_1_1691530608502_67802\" class=\"sqs-block markdown-block sqs-block-markdown\" data-block-type=\"44\">\n<div class=\"sqs-block-content\">\n<p><strong>Adolfo de Mendon\u00e7a J\u00fanior<\/strong>, 54 anos, \u00e9 historiador e especialista em l\u00edngua portuguesa. Natural de Franca, SP, tem atuado no movimento esp\u00edrita como articulista e palestrante. \u00c9 pesquisador e tem participado de encontros da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Hist\u00f3ria Oral e da Liga de Pesquisadores do Espiritismo.<\/p>\n<p>Trabalhador do Grupo Esp\u00edrita Luz e Amor, Adolfo \u00e9 membro do N\u00facleo de Pesquisadores Esp\u00edritas Agnelo Morato, grupo fundado em 2017 e que tem por finalidade aproximar estudiosos e interessados no desenvolvimento de pesquisas sobre a tem\u00e1tica esp\u00edrita em uma perspectiva acad\u00eamica, tendo como referencial te\u00f3rico a obra de Allan Kardec.<\/p>\n<p>Com artigos publicados no Jornal de Estudos Esp\u00edritas (JEE), Adolfo tem se debru\u00e7ado sobre a quest\u00e3o do racismo. Seu artigo &#8220;Allan Kardec, a ci\u00eancia e o racismo&#8221; tamb\u00e9m foi traduzido para o franc\u00eas e publicado na Revista Esp\u00edrita do primeiro trimestre de 2019.<\/p>\n<p>Convidado pelo Correio Fraterno, Adolfo concedeu-nos a seguinte entrevista:<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"block-yui_3_17_2_1_1691530608502_67929\" class=\"sqs-block html-block sqs-block-html\" data-block-type=\"2\" data-border-radii=\"{&quot;topLeft&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;value&quot;:0.0},&quot;topRight&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;value&quot;:0.0},&quot;bottomLeft&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;value&quot;:0.0},&quot;bottomRight&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;value&quot;:0.0}}\">\n<div class=\"sqs-block-content\">\n<div class=\"sqs-html-content\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"\"><strong>Como analisa a pauta atual sobre racismo no Brasil e no mundo?<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">A agenda racista, tanto no Brasil quanto no mundo, \u00e9 ampla, multifacetada e n\u00e3o tem sido totalmente discutida. Ela \u00e9 fruto da escravid\u00e3o e de uma narrativa racista<\/p>\n<p class=\"\">que coloca os brancos como superiores, respons\u00e1veis \u200b\u200bpor trazer \u2018progresso\u2019 para suas col\u00f4nias. Para se compreender melhor essa pauta, \u00e9 necess\u00e1rio analisar a hist\u00f3ria e a forma\u00e7\u00e3o estrutural das col\u00f4nias europeias no s\u00e9culo 16. Tamb\u00e9m \u00e9 importante examinar as estruturas hist\u00f3ricas dos pa\u00edses africanos, asi\u00e1ticos, americanos e da Oceania, que ainda sofrem as consequ\u00eancias da explora\u00e7\u00e3o imposta pelos estados capitalistas no contexto do neocolonialismo no s\u00e9culo 19. A suposta superioridade da ra\u00e7a branca foi usada para justificar a explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o dos povos coloniais, o que explica as ra\u00edzes do desenvolvimento do racismo estrutural. A explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, os sistemas opressores e as pr\u00e1ticas discriminat\u00f3rias marcaram profundamente as estruturas sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas das \u00e1reas colonizadas. Abordar essa hist\u00f3ria e a forma\u00e7\u00e3o estrutural dos pa\u00edses colonizados \u00e9 fundamental para entender as bases do racismo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p class=\"\">No Brasil, o debate e a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o racismo aumentaram nos \u00faltimos anos, ganhando destaque em \u00e1reas como ativismo, academia e m\u00eddia. Movimentos sociais, coletivos, figuras p\u00fablicas e independentes t\u00eam feito campanhas contra a discrimina\u00e7\u00e3o racial.<\/p>\n<p class=\"\">O debate internacional sobre o racismo intensificou-se, impulsionado por movimentos como o\u00a0<em>Black Lives Matter<\/em>\u00a0(<em>Vidas negras importam<\/em>) nos EUA, que combatem a brutalidade policial e a desigualdade racial. Pa\u00edses est\u00e3o formando suas for\u00e7as policiais para lidar com o uso excessivo de for\u00e7a. Empresas e organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m est\u00e3o sendo convidadas a examinar suas pr\u00e1ticas internas para promover a igualdade.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>E no espiritismo? Afinal, como os esp\u00edritas devem se posicionar com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es de que Kardec era racista?<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">O anacronismo \u00e9 um conceito hist\u00f3rico importante que devemos considerar ao analisar as sociedades do passado. Aplicar conhecimentos e valores atuais a essas sociedades distorce nossa compreens\u00e3o. Cada sociedade tem sua pr\u00f3pria din\u00e2mica e evolui com base em diferentes fatores. Antes de tirar conclus\u00f5es ou fazer julgamentos, \u00e9 necess\u00e1rio ter um conhecimento mais aprofundado da cultura e do ambiente em que vivem essas sociedades.<\/p>\n<p class=\"\">O racismo \u00e9 o \u00f3dio e o desprezo dirigidos a algu\u00e9m ou a um grupo \u00e9tnico considerado inferior. \u00c9 tamb\u00e9m uma ideologia da classe dominante, capitalista e predominantemente branca, que pode ser expressa por meio de linguagem ofensiva, insultos, agress\u00f5es f\u00edsicas, exclus\u00e3o social, segrega\u00e7\u00e3o, etc. O racismo n\u00e3o \u00e9 apenas \u00f3dio pessoal, mas um sistema complexo de opress\u00e3o e desigualdade que afeta muitos aspectos da vida. As manifesta\u00e7\u00f5es de racismo podem ocorrer por meio de atitudes abertamente racistas, ou mais sutilmente, por meio de estere\u00f3tipos, vi\u00e9s inconsciente e discrimina\u00e7\u00e3o velada.<\/p>\n<p class=\"\">Portanto, seria injusto e desonesto dizer que Allan Kardec odeia certas pessoas ou grupos. Seria perder de vista a ess\u00eancia de seu ensinamento, pois seu trabalho est\u00e1 intrinsecamente ligado \u00e0 pr\u00e1tica do amor e da caridade, transcendendo qualquer forma de preconceito ou discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>Como historiador, o que voc\u00ea pode nos esclarecer sobre os trechos considerados racistas nas obras de Kardec?<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">\u00a0Allan Kardec era um homem de seu tempo. Ele se utilizou do conceito de racialismo, ou racismo cient\u00edfico, que estava em voga e que apresenta a ideia de desenvolvimento das ra\u00e7as. Em meu entendimento, conforme o estado evolutivo, os esp\u00edritos simples e ignorantes tendem a reencarnar em corpos mais grosseiros ou menos grosseiros, enquanto os esp\u00edritos mais adiantados reencarnam em corpos supostamente superiores. \u00c9 por isso que ele chegou a afirmar: &#8220;Um chin\u00eas, por exemplo, que progredisse suficientemente e n\u00e3o encontrasse mais em sua ra\u00e7a um meio correspondente ao grau que atingiu, encarnar\u00e1 entre um povo mais adiantado&#8221; (<em>O que \u00e9 o espiritismo<\/em>, cap. III \u2013 \u201cSolu\u00e7\u00e3o de alguns problemas pela doutrina esp\u00edrita\u201d, item 143: O homem durante a vida terrena). Fazendo uma analogia com o perisp\u00edrito, que \u00e9 mais grosseiro ou menos grosseiro conforme o estado evolutivo do ser, assim Kardec preconizava o conceito de ra\u00e7a, uma categoriza\u00e7\u00e3o que pretende classificar o corpo humano, pautando-se em caracter\u00edsticas f\u00edsicas e heredit\u00e1rias, como a cor da pele, a forma do \u00e2ngulo facial, do cr\u00e2nio, dos l\u00e1bios, do nariz, do queixo etc. Kardec se referia \u00e0 ra\u00e7a ou ao corpo carnal e n\u00e3o ao esp\u00edrito. Como historiador n\u00e3o uso anacronismos, ou seja, o conceito de ra\u00e7a preconizado por Kardec era cientificamente aceito em sua \u00e9poca e, se ele for considerado racista, todo pesquisador do s\u00e9culo 19 tamb\u00e9m \u00e9 racista.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 de opini\u00e3o que a obra de Kardec necessite de revis\u00e3o nesse sentido?<\/strong><\/p>\n<p class=\"\"><em>O livro dos esp\u00edritos<\/em>\u00a0tem mais de 160 anos. Desde ent\u00e3o, muita coisa mudou e a humanidade avan\u00e7ou cient\u00edfica, cultural, econ\u00f4mica, pol\u00edtica e socialmente. Conceitos como &#8220;povos selvagens&#8221; e &#8220;civilizados&#8221; foram revistos pela academia. Devemos considerar os avan\u00e7os da ci\u00eancia e atualizar pontos que por demonstra\u00e7\u00e3o j\u00e1 foram ultrapassados, continuando o trabalho de Kardec de desenvolvimento da ci\u00eancia esp\u00edrita.<\/p>\n<p class=\"\">N\u00e3o podemos alterar o texto de um autor, mas podemos, por exemplo, acrescentar notas de rodap\u00e9 e comentar as atualiza\u00e7\u00f5es feitas pela ci\u00eancia. Segundo Kardec, o espiritismo n\u00e3o se afastar\u00e1 da verdade e n\u00e3o tem nada a temer, desde que sua teoria continue sendo baseada na observa\u00e7\u00e3o dos fatos. O espiritismo ainda tem muito a dizer sobre suas consequ\u00eancias, mas sua base \u00e9 inquebrant\u00e1vel por estar fundamentada nos fatos, conforme coment\u00e1rios na\u00a0<em>Revista Esp\u00edrita<\/em>\u00a0de fevereiro de 1865, sobre a perpetuidade do espiritismo.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>Como lidar atualmente com teorias cient\u00edficas do passado que s\u00e3o contestadas pela ci\u00eancia contempor\u00e2nea?<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">O espiritismo n\u00e3o tem nada a temer. A ci\u00eancia se transforma com os avan\u00e7os do progresso, estando em constante evolu\u00e7\u00e3o e buscando validar e aprimorar suas teorias e descobertas por meio de m\u00e9todos cient\u00edficos rigorosos. \u00c9 comum no meio cient\u00edfico que uma nova descoberta ou revela\u00e7\u00e3o precise ser validada pela comunidade cient\u00edfica antes de ser amplamente aceita. Nesse sentido, considerando que n\u00e3o cabe \u00e0 comunidade cient\u00edfica contestar os princ\u00edpios fundamentais do espiritismo, posto que o objeto de estudo da ci\u00eancia \u00e9 o princ\u00edpio material e o objeto de estudo do espiritismo \u00e9 o princ\u00edpio espiritual, cabe a n\u00f3s, esp\u00edritas, utilizar eventos e peri\u00f3dicos esp\u00edritas de natureza cient\u00edfica, como o Enlihpe e o JEE, para estabelecer um mainstream esp\u00edrita e promover a ci\u00eancia esp\u00edrita, realizando estudos consistentes, testando e comprovando as novas revela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>E preconceito no movimento esp\u00edrita? Existe ou n\u00e3o? Qual sua vis\u00e3o sobre as minorias nas atividades\u00a0esp\u00edritas?<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">Sim, h\u00e1 preconceito no movimento esp\u00edrita, assim como h\u00e1 desigualdade social e econ\u00f4mica entre diferentes etnias. H\u00e1 poucos pretos em cargos administrativos em centros esp\u00edritas ou em \u00f3rg\u00e3os federativos e poucos palestrantes pretos esp\u00edritas. Tenho a sensa\u00e7\u00e3o de ser visto como algu\u00e9m que &#8220;conquistou&#8221; seu espa\u00e7o por meritocracia, mas n\u00e3o acredito nessa ideia. Muitos amigos pretos n\u00e3o tiveram as mesmas oportunidades e deixaram de frequentar centros esp\u00edritas por causa dos gastos com eventos e palestras. \u00c9 preciso avan\u00e7ar neste debate. Sou defensor do movimento de unifica\u00e7\u00e3o e acredito que os dirigentes esp\u00edritas precisam considerar as desigualdades sociais ao organizar suas atividades. Apesar das restri\u00e7\u00f5es financeiras das federativas esp\u00edritas, \u00e9 preciso incluir os exclu\u00eddos e dar oportunidades aos que desejam conhecimento, mas n\u00e3o disp\u00f5em de recursos financeiros. Devemos envolver as minorias nas atividades esp\u00edritas. Elas enfrentam diferentes formas de discrimina\u00e7\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante combater o racismo e o preconceito de todos os tipos, promover a igualdade, o respeito m\u00fatuo e valorizar a diversidade. Isso requer conscientiza\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, pol\u00edticas antirracistas e engajamento em discuss\u00f5es construtivas para promover a dignidade humana e a justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/correio.news\/entrevista\/um-papo-aberto-sobre-racismo-e-espiritismo\">correio.news<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um papo aberto sobre racismo e espiritismo Por Eliana Haddad Adolfo de Mendon\u00e7a J\u00fanior, 54 anos, \u00e9 historiador e especialista em l\u00edngua portuguesa. 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