{"id":15978,"date":"2025-09-18T11:51:05","date_gmt":"2025-09-18T14:51:05","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=15978"},"modified":"2025-09-18T11:51:05","modified_gmt":"2025-09-18T14:51:05","slug":"mente-alem-do-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/mente-alem-do-cerebro\/","title":{"rendered":"Mente al\u00e9m do c\u00e9rebro"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"color: #000080;\">Mente al\u00e9m do c\u00e9rebro: evid\u00eancias, hip\u00f3teses a serem testadas e propostas de pesquisa<\/span><\/h2>\n<p>Acaba de sair o editorial que o Professor Alexander Moreira-Almeida, Marianna de Abreu Costa e Humberto Schubert Coelho escreveram para o n\u00famero especial \u201cMente Alem do C\u00e9rebro\u201d, publicado pela International Review of Psychiatry!<\/p>\n<p>O editorial d\u00e1 uma panorama dos 12 artigos, escritos por 16 autores de 6 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Entre eles, muitos dos principais pesquisadores no mundo em EQM, experi\u00eancias de final de vida, mediunidade, alegadas mem\u00f3rias de vidas passadas e experi\u00eancias an\u00f4malas, bem como suas investiga\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas e hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>Bruce Greyson, van Lommel, Etzel Carde\u00f1a, Jim Tucker, Chris Kerr, Andreas Sommer, Gregory Shushan e v\u00e1rios outros.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m conta com os brasileiros Tais Oliveira (@tosilva83), Bruno (@bruno_researcher), Marina Weiler (@marinaweiler2).<\/p>\n<p><span class=\"titulomaior\"><a class=\"titnot\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2025.2518721\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Acesse<\/strong><\/a><\/span><a class=\"titnot\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2025.2518721\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0&#8211; InternatIonal revIew of PsychIatry &#8211;\u00a0<u>https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2025.2518721<\/u><\/a><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">Artigo:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">O que \u00e9 a mente e qual \u00e9 a sua rela\u00e7\u00e3o com o c\u00e9rebro? A mente \u00e9 um produto da atividade eletroqu\u00edmica do c\u00e9rebro, ou o c\u00e9rebro \u00e9 uma ferramenta para a manifesta\u00e7\u00e3o da mente, uma mente que existe al\u00e9m do c\u00e9rebro? (Penfield et al., Citation 1978). Esta \u00e9 provavelmente a faceta mais crucial do problema mente-c\u00e9rebro (MBP), com implica\u00e7\u00f5es cr\u00edticas para a teoria, pesquisa e pr\u00e1tica cl\u00ednica em psiquiatria e psicologia (Coelho, Citation 2024a ; Costa &amp; Moreira-Almeida, Citation 2025 ; Jaspers, Citation 1963 ; Kendler, Citation 2001). De fato, as consequ\u00eancias ontol\u00f3gicas da decis\u00e3o se nossa consci\u00eancia e car\u00e1ter s\u00e3o produtos da fisiologia e do ambiente do c\u00e9rebro, ou se s\u00e3o algo (pelo menos parcialmente) independente dele, \u00e9 mais relevante para a vis\u00e3o de mundo, a\u00e7\u00f5es e preocupa\u00e7\u00f5es existenciais do que qualquer outra quest\u00e3o. No entanto, a quest\u00e3o crucial do MBP \u00e9 muitas vezes negligenciada ou assumida como j\u00e1 resolvida em uma perspectiva reducionista fisicalista (ou seja, a mente \u00e9 um produto cerebral) (Moreira-Almeida et al., Citation 2018), uma quest\u00e3o como esta quest\u00e3o pretende enfatizar, de uma s\u00e9ria falta de educa\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica por muitos cientistas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">No entanto, como esta quest\u00e3o mostra, o MBP est\u00e1 longe de ser uma quest\u00e3o resolvida. A resposta fisicalista ao MBP n\u00e3o foi aceita por muitos pais fundadores da neuroci\u00eancia (por exemplo, Sir Charles Sherrington e Wilder Penfield) e da psicologia cient\u00edfica (Wilhelm Wundt e William James) \u2013 para n\u00e3o mencionar os fil\u00f3sofos em geral, que t\u00eam desenvolvido argumentos a favor do espiritismo \/ idealismo desde o nascimento do pensamento racional \u2013 e ainda n\u00e3o \u00e9 por uma parte substancial de psiquiatras contempor\u00e2neos e pesquisadores de sa\u00fade mental (Bourget &amp; Chalmers, Citation 2014; Costa &amp; Moreira-Almeida, Citation 2025Citation2024). Al\u00e9m disso, e mais importante, um corpo robusto de evid\u00eancias desafia diretamente a ideia da mente como um produto do c\u00e9rebro. Essa evid\u00eancia vem de estudos cient\u00edficos de uma ampla gama de experi\u00eancias humanas, muitas vezes chamadas de \u201can\u00f4malas\u201d, como telepatia, experi\u00eancias fora do corpo e quase-morte, relatos de percep\u00e7\u00f5es de pessoas mortas e supostas mem\u00f3rias de vidas passadas. Essas experi\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o an\u00f4malas no sentido de serem incomuns. Na verdade, a maioria dos seres humanos tem essas experi\u00eancias, que s\u00e3o \u201can\u00f4malas\u201d apenas no sentido de estar em desacordo com as perspectivas fisicalistas da natureza humana e do MBP (Cardenha et al., Citation 2014).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">No entanto, a maioria das pessoas (incluindo as do ambiente acad\u00eamico) n\u00e3o sabem que essas experi\u00eancias n\u00e3o comuns (muitas vezes tamb\u00e9m chamadas espirituais, an\u00f4malas, ps\u00edquicas, paranormais, etc.) foram rigorosamente investigadas cientificamente por mais de 150 anos. Al\u00e9m disso, ao contr\u00e1rio das expectativas de muitos, n\u00e3o \u00e9 claro que essas experi\u00eancias possam ser adequadamente explicadas por hip\u00f3teses convencionais como fraude, dist\u00farbios perceptivos ou cognitivos, estudos de baixa qualidade, etc. Pelo contr\u00e1rio, muitos estudiosos (incluindo os editores e os autores desta edi\u00e7\u00e3o) consideram que este longo esfor\u00e7o de pesquisa produziu evid\u00eancias robustas de que falsifica vis\u00f5es fisicalistas do MBP e sugere uma mente al\u00e9m do c\u00e9rebro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Finalmente, os elementos de capital da PAM s\u00e3o filos\u00f3ficos e n\u00e3o podem ser abordados sem um envolvimento mais s\u00e9rio com o pensamento abstrato, o escrut\u00ednio metodol\u00f3gico e as defini\u00e7\u00f5es menos instrumentais. Infelizmente, mesmo as \u00e1reas cient\u00edficas que exigem especificamente defini\u00e7\u00f5es abstratas e conceitua\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica, como o florescimento humano, os estudos da consci\u00eancia, a psiquiatria, a psicologia ou a espiritualidade e a sa\u00fade, ficam aqu\u00e9m das defini\u00e7\u00f5es adequadas para os objetos que eles deveriam abordar (mente, consci\u00eancia, personalidade, florescimento, espiritual e tal). Como consequ\u00eancia, \u201cum par\u00e1grafo ou menos\u201d, defini\u00e7\u00f5es instrumentais e muitas vezes ing\u00eanuas distraem os leitores do fato de que a pr\u00f3pria base para o que \u00e9 apresentado em um artigo cient\u00edfico \u00e9 vaga ou obscura. Alguns dos artigos nesta edi\u00e7\u00e3o mostrar\u00e3o exatamente como essa superfluidade dos conceitos fundamentais prejudica as ci\u00eancias da sa\u00fade em geral.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Considerando a lacuna existente significativa na tradu\u00e7\u00e3o desse conhecimento para cl\u00ednicos e pesquisadores em todo o mundo, o objetivo principal desta quest\u00e3o \u00e9 apresentar uma breve, mas abrangente vis\u00e3o geral do estado da arte do estudo cient\u00edfico dessas experi\u00eancias sugestivas de uma mente al\u00e9m do c\u00e9rebro, e por que as disputas \/ posi\u00e7\u00f5es culturais ou filos\u00f3ficas (ou a falta delas) podem definir a maneira como muitos pesquisadores preferem evitar o assunto. A comunidade cient\u00edfica dominante tem manifestado um interesse crescente neste t\u00f3pico. Recentemente, a Springer Nature publicou o livro \u2018Ci\u00eancia de vida ap\u00f3s a morte\u2019, escrito pelos editores da presente edi\u00e7\u00e3o (Moreira-Almeida, Costa, Coelho, Citation 2022). At\u00e9 onde sabemos, esta foi a primeira vez que uma editora cient\u00edfica l\u00edder mundial publicou um livro discutindo as evid\u00eancias cient\u00edficas para a sobreviv\u00eancia da consci\u00eancia ap\u00f3s a morte corporal. Logo depois, a Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psicologia publicou um livro sobre o mesmo tema (Baru&#8217;s, Citation 2024). Ambos os livros conclu\u00edram que a evid\u00eancia apoia fortemente o conceito de uma mente al\u00e9m do c\u00e9rebro que sobrevive \u00e0 morte corporal. A quest\u00e3o atual \u00e9 um passo \u00e0 frente na discuss\u00e3o das evid\u00eancias para a mente al\u00e9m do c\u00e9rebro, diagnosticando causas conceituais e culturais para mal-entendidos-chave sobre o assunto, propondo hip\u00f3teses a serem testadas e diretrizes para estudos futuros para avan\u00e7ar nossa compreens\u00e3o do MBP. At\u00e9 onde sabemos, \u00e9 a primeira vez que um peri\u00f3dico de psiquiatria dedica uma quest\u00e3o inteira a esse t\u00f3pico. Estamos honrados com esta oportunidade concedida pelos editores da revista, os professores Dinesh Bhugra e Matthew Peters. Estamos entusiasmados com o fato de muitos dos principais l\u00edderes acad\u00eamicos da \u00e1rea aceitarem nosso convite para colaborar em trabalhos sobre esse assunto, escrevendo sobre seus t\u00f3picos espec\u00edficos de especializa\u00e7\u00e3o. Assim, nossos leitores ter\u00e3o acesso ao melhor que foi produzido sobre a fundamenta\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica e metodol\u00f3gica do debate, sobre as evid\u00eancias e as implica\u00e7\u00f5es de experi\u00eancias n\u00e3o comuns para o MBP.<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">Esta edi\u00e7\u00e3o cont\u00e9m 12 artigos de 16 autores de seis pa\u00edses.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Come\u00e7amos com trabalhos que fornecem antecedentes hist\u00f3ricos e filos\u00f3ficos para uma discuss\u00e3o m\u00e9dica e cient\u00edfica bem informada sobre experi\u00eancias espirituais \/ an\u00f4malas, e as implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e cl\u00ednicas pr\u00e1ticas das diferentes vis\u00f5es sobre o MBP, bem como algumas observa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas sobre erros metodol\u00f3gicos e conceituais fundamentais comuns aos esfor\u00e7os m\u00e9dicos e psicol\u00f3gicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">O historiador da ci\u00eancia <strong>Sommer<\/strong> (Cita\u00e7\u00e3o 2024) limpa o campo, desconstruindo os mitos hist\u00f3ricos mais amplamente difundidos sobre as investiga\u00e7\u00f5es cient\u00edficas das experi\u00eancias espirituais, especialmente mediunidade. Muitas vezes \u00e9 mantida e espalhada como um fato claro que, desde o Iluminismo, foi cientificamente comprovado que a mente \u00e9 um produto da atividade cerebral, por isso n\u00e3o pode sobreviver \u00e0 morte corporal. Essa vis\u00e3o seria um consenso cient\u00edfico negado apenas por aqueles cientificamente analfabetos, mentalmente perturbados ou de car\u00e1ter fraco, motivados por wishful thinking. Esses mitos, apesar de serem claramente refutados pelo melhor da hist\u00f3ria atual da ci\u00eancia, ainda s\u00e3o muito prevalentes tanto no p\u00fablico geral quanto no acad\u00eamico. Esperamos que este artigo contribua para traduzir essas principais descobertas hist\u00f3ricas al\u00e9m dos c\u00edrculos dos historiadores da ci\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Tamb\u00e9m \u00e9 muitas vezes assumido que experi\u00eancias espirituais, como experi\u00eancias de quase morte (EQM), s\u00e3o basicamente constru\u00e7\u00f5es culturais enraizadas nas cren\u00e7as predominantes do ambiente de uma pessoa. No entanto, o antrop\u00f3logo e estudioso da religi\u00e3o <strong>Shushan<\/strong> (Cita\u00e7\u00e3o 2024) investigou semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as transculturais ao longo dos relat\u00f3rios da EQM por d\u00e9cadas. Eles mostram muitas semelhan\u00e7as fenomenol\u00f3gicas, como o sentido de ir para outro reino, encontrar parentes falecidos ou outros seres espirituais, e um sentimento de paz. Tamb\u00e9m \u00e9 quase universal que as EQMs tenham um profundo impacto nas cren\u00e7as e vidas dos experimentadores, uma vez que eles interpretam maci\u00e7amente essas experi\u00eancias em termos espirituais, como um vislumbre real da vida ap\u00f3s a morte. Por outro lado, h\u00e1 varia\u00e7\u00f5es transculturais em algumas caracter\u00edsticas e interpreta\u00e7\u00f5es das EQMs. Shushan discute as implica\u00e7\u00f5es dessas semelhan\u00e7as e discrep\u00e2ncias para interpreta\u00e7\u00f5es materialistas e n\u00e3o-fisicamenteistas de EQMs e outras experi\u00eancias espirituais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Do ponto de vista l\u00f3gico, a maioria das pesquisas sobre o PAM nem sequer alcan\u00e7a a coer\u00eancia conceitual, uma vez que erros fundamentais e usos indevidos de conceitos metaf\u00edsicos levam cientistas e cl\u00ednicos a discursos que s\u00e3o contradit\u00f3rios desde suas ra\u00edzes. Em seu artigo, o fil\u00f3sofo e estudioso das religi\u00f5es <strong>Humberto S. Coelho<\/strong> (Cita\u00e7\u00e3o 2024a) desenvolve uma an\u00e1lise dos erros conceituais centrais e mais prejudiciais da medicina. Como \u00e9 geralmente o caso em qualquer campo, esses erros envolvem ambiguidade e\/ou imprecis\u00e3o de conceitos metaf\u00edsicos, os respons\u00e1veis por descrever a pr\u00f3pria natureza dos objetos analisados pela pesquisa cient\u00edfica. O autor identifica as tr\u00eas concep\u00e7\u00f5es de MBP: materialismo (a mat\u00e9ria \u00e9 anterior \u00e0 mente\/esp\u00edrito); dualismo (mat\u00e9ria e mente s\u00e3o iguais); e o espiritismo\/idealismo (mind\/esp\u00edrito \u00e9 anterior \u00e0 mat\u00e9ria), argumentando que o dualismo \u00e9 a op\u00e7\u00e3o menos racional, e que seu principal objetivo no discurso cient\u00edfico \u00e9 dignificar o materialismo. Consequentemente, a encena\u00e7\u00e3o de um debate entre o materialismo e o dualismo serve como uma fal\u00e1cia de palha na qual as posi\u00e7\u00f5es materialistas s\u00e3o favorecidas pela disputa com um oponente excepcionalmente fraco. O autor defende que qualquer tentativa s\u00e9ria de abordar a PAM deve lidar com os pressupostos metaf\u00edsicos que definem a maior parte da discuss\u00e3o a seguir, incluindo a discuss\u00e3o sobre a possibilidade e relev\u00e2ncia das evid\u00eancias dispon\u00edveis que impactam nossos modelos da rela\u00e7\u00e3o mente-c\u00e9rebro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Mas quais s\u00e3o, se houver, as implica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para os diferentes pontos de vista sobre o MBP? Muitos m\u00e9dicos e cientistas pensam que esta \u00e9 uma discuss\u00e3o puramente te\u00f3rica e muitas vezes in\u00fatil. No entanto, os psiquiatras <strong>Costa e Moreira-Almeida<\/strong> (Cita\u00e7\u00e3o 2025) revisam as evid\u00eancias que apontam para uma ampla gama de \u00e9tica (liberdade pessoal, responsabilidade, capacidade de resistir a impulsos antissociais, etc.) e implica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas para a psiquiatria (busca por causas e escolha de tratamentos para transtornos mentais, atitude e estigma dos pacientes). Evid\u00eancias mostram que o dualismo \u00e9 mais prevalente (mesmo entre os acad\u00eamicos) do que muitas vezes assumido e que os alegados fisicalistas frequentemente pensam de maneira dualista quando se lida com situa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. Um ponto importante \u00e9 que muitos cl\u00ednicos e pesquisadores n\u00e3o est\u00e3o cientes de sua pr\u00f3pria perspectiva sobre o MBP, uma perspectiva que molda sua percep\u00e7\u00e3o e comportamento. Esses achados destacam a necessidade de mais discuss\u00e3o direta e pesquisa sobre as diferentes perspectivas sobre o PAM. Esperamos que esta quest\u00e3o contribua para resolver esta lacuna.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Depois de apresentar o contexto hist\u00f3rico e filos\u00f3fico, bem como as implica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas da PAM, a quest\u00e3o traz seis artigos que fornecem um resumo bastante abrangente do estado da arte da evid\u00eancia para as principais experi\u00eancias humanas que foram cientificamente investigadas para a possibilidade de indicar a a\u00e7\u00e3o mental ou sobreviv\u00eancia al\u00e9m do c\u00e9rebro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Cardea<\/strong> (Cita\u00e7\u00e3o 2025) revisa as amplas evid\u00eancias fornecidas por v\u00e1rias meta-an\u00e1lises de estudos controlados que apoiam a exist\u00eancia de fen\u00f4menos psi (parapsicol\u00f3gicos), como telepatia, clarivid\u00eancia e precogni\u00e7\u00e3o. Os tamanhos de efeito foram semelhantes aos fatores de psicologia, medicina e neuroimagem bem estabelecidos. Essas descobertas n\u00e3o podem ser descartadas com base em relat\u00f3rios seletivos ou baixa qualidade metodol\u00f3gica. Ele conclui pela realidade dos fen\u00f4menos psi, mas reconhece que estamos longe de entender sua natureza e o que ela revela sobre o MBP.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Experi\u00eancias fora do corpo (OBE) s\u00e3o outra experi\u00eancia muito prevalente que ocorre em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es, como espontaneamente, durante a medita\u00e7\u00e3o, ou em pacientes gravemente doentes. No entanto, \u00e9 not\u00e1vel o qu\u00e3o pouca pesquisa sistem\u00e1tica tem sido feita sobre essa experi\u00eancia frequente. <strong>Weiler e Acunzo<\/strong> (Cita\u00e7\u00e3o 2024) revisam as poss\u00edveis implica\u00e7\u00f5es da OBE para o MBP. Eles come\u00e7am a discutir a hip\u00f3tese de que essas implica\u00e7\u00f5es s\u00e3o menores e OBE seria apenas um produto de disfun\u00e7\u00e3o neural ou sensorial. Em seguida, eles revisam v\u00e1rias evid\u00eancias que desafiam essa vis\u00e3o, sugerindo que a OBE pode indicar que a mente pode n\u00e3o estar confinada ao c\u00e9rebro, sendo capaz de acessar informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o passam por ela e at\u00e9 persistir ap\u00f3s a morte do c\u00e9rebro. Embora com algumas inconsist\u00eancias e limita\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas, evid\u00eancias aned\u00f3ticas e experimentais sugerem que a mente pode perceber informa\u00e7\u00f5es em locais distantes. Al\u00e9m disso, os experimentadores muitas vezes relatam um forte sentimento subjetivo de ter \u201cexperimentado diretamente estar vivo e consciente sem o seu f\u00edsico\u201d, o que \u00e9 fenomenologicamente muito distinto dos sonhos e fantasias usuais. Portanto, as EFCs precisam ser melhor investigadas, e as hip\u00f3teses explicativas fisicalistas e n\u00e3o-fisicamente-fisanha devem ser consideradas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Se as percep\u00e7\u00f5es extra-sensoriais e a OBE discutidas acima indicam que a mente pode agir al\u00e9m do c\u00e9rebro, as experi\u00eancias analisadas nos pr\u00f3ximos quatro artigos sugerem que a mente pode funcionar e persistir apesar de um c\u00e9rebro muito disfuncional ou n\u00e3o funcional ou mesmo ap\u00f3s a morte corporal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Angeli-Faez, Greyson e van Lommel<\/strong> (Cita\u00e7\u00e3o 2025) revisaram as evid\u00eancias sobre as experi\u00eancias de quase morte (EQM) durante a parada card\u00edaca, indicando que elas provavelmente ocorrem durante a parada card\u00edaca (n\u00e3o antes ou depois). Eles tamb\u00e9m apresentam estudos mostrando que a atividade el\u00e9trica do c\u00e9rebro diminui acentuadamente alguns segundos ap\u00f3s a parada card\u00edaca, e o EEG torna-se isoel\u00e9ctrico em cerca de 30 segundos. Em dezenas de relat\u00f3rios publicados de EQMs, os pacientes descreveram com precis\u00e3o eventos que ocorreram durante a parada card\u00edaca, um per\u00edodo em que o c\u00e9rebro n\u00e3o \u00e9 funcional ou, pelo menos, quando os correlatos neurais aceitos da consci\u00eancia n\u00e3o est\u00e3o presentes. Na \u00faltima d\u00e9cada, foi alegado que alguns estudos encontraram um c\u00e9rebro hiperexcitante durante a parada card\u00edaca, e poderia fornecer uma explica\u00e7\u00e3o cerebral para as EQMs. No entanto, o artigo questionou essa afirma\u00e7\u00e3o, considerando que esses estudos n\u00e3o encontraram aumentos na atividade cerebral ou experi\u00eancia consciente ap\u00f3s parada card\u00edaca. Eles concluem que as EQMs em parada card\u00edaca colocam em quest\u00e3o a vis\u00e3o de que o c\u00e9rebro produz consci\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Embora tais experi\u00eancias desafiadoras n\u00e3o sejam incomuns nos casos em que os indiv\u00edduos se aproximam da morte \u2013 ou s\u00e3o brevemente mortos clinicamente, como em parada card\u00edaca \u2013 eles s\u00e3o ainda mais frequentes entre os pacientes que est\u00e3o realmente em seus \u00faltimos dias ou horas de vida. Estas s\u00e3o chamadas de experi\u00eancias de fim de vida (ELE) e parecem ser experimentadas por pelo menos metade dos pacientes que morrem. <strong>Silva, Levy e Kerr<\/strong> (Citation 2025) realizaram uma revis\u00e3o de escopo das caracter\u00edsticas e implica\u00e7\u00f5es do ELE para o MBP. Embora escassas, as evid\u00eancias dispon\u00edveis sugerem \u201cuma poss\u00edvel dissocia\u00e7\u00e3o mente-c\u00e9rebro no processo de morrer\u201d. Apesar do decl\u00ednio f\u00edsico acentuado, pacientes gravemente doentes e terminais relatam, em consci\u00eancia clara, experi\u00eancias v\u00edvidas, como conhecer parentes falecidos e outras experi\u00eancias profundamente significativas que proporcionam paz interior e aceita\u00e7\u00e3o da morte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Embora menos comuns, mais de cem casos de lucidez paradoxal ou terminal s\u00e3o ainda mais intrigantes. Refere-se a um ressurgimento s\u00fabito e inesperado da lucidez transit\u00f3ria, mem\u00f3ria e habilidades de comunica\u00e7\u00e3o em pacientes gravemente prejudicados negativamente, geralmente nos \u00faltimos dias ou horas de vida. Uma situa\u00e7\u00e3o comum est\u00e1 entre pacientes com estados finais de dem\u00eancia que n\u00e3o conseguiram reconhecer parentes pr\u00f3ximos e n\u00e3o respondem por meses ou anos. Os autores terminam com diretrizes pr\u00e1ticas cl\u00ednicas e de pesquisa para melhor abordar pacientes com ELE e entender a natureza da experi\u00eancia e as implica\u00e7\u00f5es para o PAM.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Ambos os trabalhos a seguir discutem estudos sobre experi\u00eancias sugestivas de persist\u00eancia mental ap\u00f3s morte corporal permanente: mediunidade e casos do tipo de reencarna\u00e7\u00e3o. <strong>Costa e Moreira-Almeida<\/strong> (Cita\u00e7\u00e3o 2024) resumem as evid\u00eancias fornecidas por estudos qualitativos e quantitativos controlados (usando protocolos cegos) sobre mediunidade, especificamente as experi\u00eancias de suposta comunica\u00e7\u00e3o com uma pessoa falecida. Esta \u00e9 uma experi\u00eancia muito prevalente. Pesquisas nacionais nos EUA e no Brasil descobriram que cerca de metade da popula\u00e7\u00e3o em geral relatou ter tido pelo menos uma experi\u00eancia de contato com algu\u00e9m que morreu. Os autores discutem e concluem que as informa\u00e7\u00f5es precisas fornecidas pelos m\u00e9diuns em estudos controlados n\u00e3o podem ser totalmente explicadas pelas explica\u00e7\u00f5es convencionais: fraude, leitura fria, creche e ilus\u00f3ria do sitter, acaso, transtorno mental do meio ou personifica\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria da mente inconsciente. Eles concluem que \u201co m\u00e9dio alinhamento com as teorias que prop\u00f5em que o c\u00e9rebro pode ser uma ferramenta para a manifesta\u00e7\u00e3o da mente e n\u00e3o para o seu gerador\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">No \u00faltimo artigo sobre experi\u00eancias que sugerem uma mente al\u00e9m do c\u00e9rebro, <strong>Tucker<\/strong> (Cita\u00e7\u00e3o 2025) revisa a evid\u00eancia de casos do tipo de reencarna\u00e7\u00e3o. Existem mais de 2.500 casos investigados em todo o mundo, e eles t\u00eam caracter\u00edsticas transculturalmente consistentes: tipicamente, uma crian\u00e7a muito pequena (2 a 3 anos) come\u00e7a a afirmar ter tido uma vida anterior. Em 70% dos casos, as supostas mem\u00f3rias de uma vida passada correspondem a detalhes de uma pessoa falecida, muitas vezes desconhecidas da crian\u00e7a e de sua fam\u00edlia. Al\u00e9m disso, essas crian\u00e7as frequentemente t\u00eam marcas de nascen\u00e7a e rea\u00e7\u00f5es emocionais (por exemplo, medos, fobias, philias ou brincadeiras incomuns) que correspondem \u00e0 suposta vida anterior, especialmente o modo de morte. Tucker descreve cinco casos ilustrativos (dos EUA, \u00edndia e Sri Lanka) que foram investigados em profundidade e conclui que as explica\u00e7\u00f5es convencionais (por exemplo, fraude, fantasia ou influ\u00eancia dos pais sobre as crian\u00e7as) n\u00e3o podem explicar adequadamente a maioria desses casos. Ent\u00e3o, eles sugerem que a mente pode sobreviver e existir independentemente do c\u00e9rebro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">A evid\u00eancia apresentada nesta quest\u00e3o sugere fortemente que a mente n\u00e3o \u00e9 um mero produto do funcionamento do c\u00e9rebro, mas pode existir al\u00e9m do c\u00e9rebro, mesmo quando o c\u00e9rebro n\u00e3o est\u00e1 funcionando ou morto. Assim, os modelos reducionistas da mente parecem ser falsificados pelas experi\u00eancias humanas aqui discutidas. O pr\u00f3ximo passo \u00e9 tentar dar sentido a essas experi\u00eancias com hip\u00f3teses que podem explicar ambas as experi\u00eancias: o comum na vida cotidiana e os \u201can\u00f4malos\u201d discutidos aqui. Este \u00e9 o objetivo dos dois \u00faltimos trabalhos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Woollacott e Weiler<\/strong> (Citation 2025) revisam evid\u00eancias que sugerem que o c\u00e9rebro, em vez de produzir a mente, funciona como um filtro para a percep\u00e7\u00e3o da mente sobre a realidade. Eles mostram uma converg\u00eancia impressionante dos achados de estudos neurofuncionais de uma s\u00e9rie de experi\u00eancias n\u00e3o ordin\u00e1rias (medita\u00e7\u00e3o profunda, m\u00e9dia, experi\u00eancias psicod\u00e9licas e quase morte): redu\u00e7\u00e3o nas principais regi\u00f5es cerebrais relacionadas \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o de filtragem, como o c\u00f3rtex cingulado posterior, o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal medial, e outros ligados \u00e0 Rede de Modo Padr\u00e3o, linguagem e cogni\u00e7\u00e3o. Eles prop\u00f5em uma hip\u00f3tese digna de ser testada, que esses mecanismos cerebrais filtram o acesso a um espectro mais amplo de consci\u00eancia, e essas redu\u00e7\u00f5es regionais de funcionamento durante experi\u00eancias n\u00e3o comuns permitiriam o acesso a uma realidade ampliada que geralmente n\u00e3o \u00e9 percebida por causa desses filtros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">A maioria das evid\u00eancias dispon\u00edveis coletadas at\u00e9 o momento foi obtida por estudos descritivos n\u00e3o orientados por um referencial te\u00f3rico. Este grande corpo de evid\u00eancias robustas desafia uma vis\u00e3o reducionista da mente. S\u00e3o anomalias para o paradigma fisita para o MBP, na linguagem da Estrutura das Revolu\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas de Thomas Kuhn (Kuhn, Citation 1970). Com base nessa perspectiva, Moreira-Almeida (Cita\u00e7\u00e3o 2024) prop\u00f5e um candidato a paradigma, uma estrutura interacionista pragm\u00e1tica centrada em uma mente al\u00e9m do c\u00e9rebro. Ajudaria a dar sentido a experi\u00eancias \u201can\u00f4malas\u201d (que s\u00e3o \u201can\u00f4malas\u201d apenas em rela\u00e7\u00e3o a um paradigma fisicalista) e promover a detec\u00e7\u00e3o, a investiga\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento te\u00f3rico. Este modelo te\u00f3rico inclui o c\u00e9rebro como uma hip\u00f3tese de filtro, a independ\u00eancia da mente do c\u00e9rebro, mas em um modelo interacionista mente-c\u00e9rebro profundamente entrela\u00e7ado. O artigo termina com diretrizes metodol\u00f3gicas e uma lista de fen\u00f4menos humanos desafiadores a serem investigados para testar, melhorar ou substituir o modelo proposto. Por exemplo, experi\u00eancias como percep\u00e7\u00e3o ver\u00eddica em EFC, EQM ou mediunidade, diferen\u00e7as de personalidade marcadas entre g\u00eameos monozig\u00f3ticos, placebo e efeitos nocebo, livre arb\u00edtrio apesar e al\u00e9m de fatores sociais e biol\u00f3gicos extremos, e casos em que o paralelismo mente-c\u00e9rebro \u00e9 quebrado (ou seja, o funcionamento da mente preservado ou melhorado quando o c\u00e9rebro severamente disfuncional, como a EQM durante a parada card\u00edaca, a lucidezidade terminal em dem\u00eancia terminal e preservada).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Esperamos que esta quest\u00e3o contribua para disseminar as descobertas de estudos cient\u00edficos de ponta e an\u00e1lises filos\u00f3ficas sobre a PQM e ajudar os m\u00e9dicos e cientistas a perceber e estudar uma ampla gama de experi\u00eancias humanas n\u00e3o comuns e problemas metodol\u00f3gicos fundamentais em suas pesquisas que n\u00e3o se encaixam facilmente em uma perspectiva fisicalista. N\u00e3o devemos descartar essas experi\u00eancias \u201can\u00f4malas\u201d nem necessariamente explic\u00e1-las como meras fantasias, distor\u00e7\u00f5es cognitivas ou disfun\u00e7\u00f5es neurofisiol\u00f3gicas. Al\u00e9m disso, a an\u00e1lise filos\u00f3fica mostra que as perspectivas fisencialistas podem deixar de abordar as preocupa\u00e7\u00f5es existenciais e \u00e9ticas mais essenciais, impedindo que os indiv\u00edduos tenham uma explica\u00e7\u00e3o plenamente racional da realidade (Coelho, Citation 2024b). As hip\u00f3teses fiticistas devem ser consideradas, mas \u00e9 vital lembrar que elas n\u00e3o esgotam todas as possibilidades a serem testadas, e podem at\u00e9 faltar consist\u00eancia l\u00f3gica e conceitual. N\u00e3o devemos ter medo de levantar e testar hip\u00f3teses n\u00e3o-fissioneiras para o MBP explicar essas experi\u00eancias humanas desafiadoras. Esperamos que a explora\u00e7\u00e3o ousada das fronteiras do conhecimento ajude a avan\u00e7ar nossa compreens\u00e3o da mente e sua rela\u00e7\u00e3o com o c\u00e9rebro, especialmente melhorando a preven\u00e7\u00e3o e o tratamento de transtornos mentais e promovendo o florescimento humano.<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">Alexander Moreira-Almeida<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Centro de Pesquisa em Espiritualidade e Sa\u00fade (NUPES), Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Brasil<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">Marianna de Abreu Costa<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Centro de Pesquisa em Espiritualidade e Sa\u00fade (NUPES), Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Brasil<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">Humberto Schubert Coelho<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Centro de Pesquisa em Espiritualidade e Sa\u00fade (NUPES), Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Brasil<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>References<\/strong><\/h2>\n<p>Angeli-Faez, B., Greyson, G., &amp; van Lommel, P. (2025). Near-death experience during cardiac arrest and consciousness beyond the brain: A narrative review. International Review of Psychiatry. https:\/\/dx.doi.org\/10.1080\/09540261.2025.2503729<\/p>\n<p>Baru\u0161s, I. (2024). Death as an altered state of consciousness: A scientific approach. American Psychological Association.<\/p>\n<p>(Open in a new window)<\/p>\n<p>Bourget, D., &amp; Chalmers, D. J. (2014). What do philosophers believe? Philosophical Studies, 170(3), 465\u2013500. https:\/\/doi.org\/10.1007\/s11098-013-0259-7<\/p>\n<p>Carde\u00f1a, E., Lynn, S. J., &amp; Krippner, S. (2014). Varieties of anomalous experience: Examining the scientific evidence (2nd ed.). American Psychological Association.<\/p>\n<p>Carde\u00f1a, E. (2025). What psi research can \u2013 and cannot \u2013 say about \u2018mind beyond the brain\u2019. International Review of Psychiatry, 2025, 1\u20135. https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2025.2466485<\/p>\n<p>Coelho, H. S. (2024a). How metaphysical ignorance shapes the discussion on the nature of the mind. International Review of Psychiatry, 36, 1\u201310. https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2024.2427042<\/p>\n<p>Coelho, H. S. (2024b). A Defence of the Need for the Postulates of the Existence of God and Immortality of the Soul in Kant\u2019s Ethics. Brazilian Journal for Philosophy of Religion, 10, 59\u201369. https:\/\/doi.org\/10.26512\/2358-82842023e53726<\/p>\n<p>Costa, M. A., &amp; Moreira-Almeida, A. (2025). Views on the mind-brain problem do matter: Assumptions and practical implications among psychiatrists and mental health researchers in Brazil. Consciousness and Cognition, 131, 103855. https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.concog.2025.103855<\/p>\n<p>Costa, M. D A., &amp; Moreira-Almeida, A. (2024). What does mediumship tell us about the mind beyond the brain? International Review of Psychiatry, 2024, 1\u201310. https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2024.2422482<\/p>\n<p>Costa, M. D A., &amp; Moreira-Almeida, A. (2025). The mind-brain problem: Ethical and clinical implications for psychiatry. International Review of Psychiatry, 2025, 1\u201313. https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2025.2474965<\/p>\n<p>Jaspers, K. (1963). General psychopathology. Tr. from the German 7th ed. University of Chicago Press.<\/p>\n<p>Kendler, K. S. (2001). A psychiatric dialogue on the mind-body problem. The American Journal of Psychiatry, 158(7), 989\u20131000. https:\/\/doi.org\/10.1176\/appi.ajp.158.7.989<\/p>\n<p>Kuhn, T. S. (1970). The structure of scientific revolutions (Second edition, enlarged. ed.). University of Chicago Press.<\/p>\n<p>Moreira-Almeida, A. (2024). Mind beyond the brain: Proposal of a pragmatic interactionist framework. International Review of Psychiatry, 2024, 1\u201312. https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2024.2436597<\/p>\n<p>Moreira-Almeida, A., Araujo, S. F., &amp; Cloninger, C. R. (2018). The presentation of the mind-brain problem in leading psychiatry journals. Brazilian Journal of Psychiatry, 40(3), 335\u2013342. https:\/\/doi.org\/10.1590\/1516-4446-2017-2342<\/p>\n<p>Moreira-Almeida, A., Costa, M. A., &amp; Coelho, H. S. (2022). Science of Life After Death. Springer.<\/p>\n<p>Penfield, W., Hendel, C. W., Feindel, W., &amp; Symonds, C. (1978). The mystery of the mind: A critical study of consciousness and the human brain. Princeton University Press.<\/p>\n<p>Silva, T. O., Levy, K., &amp; Kerr, C. W. (2025). End-of-Life Experiences in Patients: A Scoping Review of Types, Characteristics, and Implications for the Mind-Brain Relationship. International Review of Psychiatry. https:\/\/dx.doi.org\/10.1080\/09540261.2025.2503726<\/p>\n<p>Shushan, G. (2024). Diversity and similarity of near-death experiences across cultures and history: Implications for the survival hypothesis. International Review of Psychiatry, 2024, 1\u20137. https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2024.2402429<\/p>\n<p>Sommer, A. (2024). Hidden histories of science and medicine: Spirit mediumship and the \u2018psychology without a soul\u2019. International Review of Psychiatry, 2024, 1\u201313. https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2024.2421403<\/p>\n<p>Tucker, J. B. (2025). What do the cases of the reincarnation type tell us about the mind beyond the brain? International Review of Psychiatry, 2025, 1\u20137. https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2025.2466484<\/p>\n<p>Weiler, M., &amp; Acunzo, D. J. (2024). What out-of-body experiences may tell us about the mind beyond the brain. International Review of Psychiatry, 2024, 1\u201310. https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2024.2436598<\/p>\n<p>Woollacott, M., &amp; Weiler, M. (2025). Neural filters to conscious awareness and the phenomena that reduce their impact. International Review of Psychiatry, 4, 1\u201315. https:\/\/doi.org\/10.1080\/09540261.2025.2478907<\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0<a class=\"titnot\" href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/09540261.2025.2518721\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/09540261.2025.2518721<\/a><\/p>\n<p>Extra\u00eddo de: <a href=\"https:\/\/espiritualidades.com.br\/NOT\/Not_2025\/2025_06_22_artigo_Alexander.htm\">Mente al\u00e9m do c\u00e9rebro: evid\u00eancias, hip\u00f3teses a serem testadas e propostas de pesquisa &gt; Not\u00edcias &#8230; Espiritualidade e Sociedade &#8230;:::<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mente al\u00e9m do c\u00e9rebro: evid\u00eancias, hip\u00f3teses a serem testadas e propostas de pesquisa Acaba de sair o editorial que o Professor Alexander Moreira-Almeida, Marianna de Abreu Costa e Humberto Schubert Coelho escreveram para o n\u00famero especial \u201cMente Alem do C\u00e9rebro\u201d, &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/mente-alem-do-cerebro\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,22,16,19],"tags":[],"class_list":["post-15978","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-dependencia-quimica","category-espiritismo","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15978"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15978\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15979,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15978\/revisions\/15979"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}