{"id":1966,"date":"2013-12-21T21:37:30","date_gmt":"2013-12-21T23:37:30","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=1966"},"modified":"2013-12-21T21:46:14","modified_gmt":"2013-12-21T23:46:14","slug":"minuta-o-egoismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/minuta-o-egoismo\/","title":{"rendered":"Minuta do ego\u00edsmo."},"content":{"rendered":"<p><b style=\"line-height: 1.5em;\">Introdu\u00e7\u00e3o.<\/b><\/p>\n<p>Nada melhor para se iniciar um estudo do que buscar socorro nas palavras de Joanna de Angelis.<\/p>\n<p>Em seu livro 0 Ser Consciente, psicografado por Divaldo Pereira Franco, Joanna comenta sobre a situa\u00e7\u00e3o do Homem moderno submetido a conflitos que parecem n\u00e3o amainar. utiliza-se de mecanismos escapistas na v\u00e3 tentativa de fugir as afli\u00e7\u00f5es, transferindo-se para os setores do \u00eaxito exterior, do aplauso e da admira\u00e7\u00e3o social, mas com os sentimentos presos pela ang\u00fastia e pela insatisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 impressionante a capacidade que esta querida Irm\u00e3 tem de com poucas palavras atingir nossa consci\u00eancia no que tem de essencial, tocar no ponto preciso que nos desperta para verdades que outros autores sem a sua evolu\u00e7\u00e3o, quer intelectual quer moral, consomem livros sem fim e ficamos perdidos em terminologias especializadas ou se tornam parcialmente expl\u00edcitos para somente alguns.<\/p>\n<p>Estamos vivendo uma era onde a <b>superficialidade dos sentimentos <\/b>\u00e9 imensa, a valoriza\u00e7\u00e3o das apar\u00eancias.<\/p>\n<p>Os mecanismos escapistas que Joanna se refere no livro s\u00e3o alvo, os aplausos e admira\u00e7\u00e3o s\u00e3o buscados, e os que assim procedem, ou promovidos pela m\u00eddia ou aplaudindo irrefletidamente, participam do \u00f4nus, direta ou indiretamente, que estas atitudes acarretar\u00e3o inapelavelmente do futuro, pr\u00f3ximo ou distante.<\/p>\n<p>A <b>anestesia mental, <\/b>a falta de uma an\u00e1lise ainda que superficial do que valorizamos, do que aplaudimos, do que corremos atr\u00e1s, impressiona.<\/p>\n<p><b>Os objetivos materialistas <\/b>parecem recrudescer, muito mais potentes do que no passado pr\u00f3ximo ou distante, com a camuflagem de que n\u00e3o se definem ideologicamente, materialista ou n\u00e3o, mas m\u00f3s, como insetos nos deslumbramos com a apar\u00eancia do sucesso alheio.<\/p>\n<p>A <b>propaganda enganosa da felicidade <\/b>via visibilidade, termo que define bem a situa\u00e7\u00e3o, ser vis\u00edvel, o c\u00e9lebre falem mal mas falem de mim, j\u00e1 nem se preocupa com a integridade moral, e grita \u2014 sucesso ! mesmo nas atitudes mais deprimentes, visivelmente erradas, com um &#8220;desculpismo` esquisito de que &#8220;n\u00e3o me interessa a vida particular do que exemplifica, isto me atende no que preciso&#8221; e o que se &#8220;precisa&#8221; \u00e9 quase sempre algum tipo de LUCRO !<\/p>\n<p><b>A responsabilidade solid\u00e1ria, <\/b>da audi\u00eancia concedida, mesmo buscando esconder-se atr\u00e1s da afirmativa de que a decis\u00e3o de fazer ou n\u00e3o \u00e9 do outro, n\u00e3o \u00e9 descartada, e s\u00e3o milhares os que se lan\u00e7am na corredeira infeliz da busca do sucesso e muito poucos chegam ao menos l\u00e1, no que \u00e9 chamado de sucesso, ficando a grande maioria na infelicidade an\u00f4nima, esquecidos, corrompendo-se no desespero de ver escapar um sonho, que de verdade seria um pesadelo.<\/p>\n<p>A Doutrina dos Esp\u00edritos afirma que no ego\u00edsmo e no orgulho est\u00e3o as ra\u00edzes de todas as mazelas da humanidade.<\/p>\n<p>Tratar do ego\u00edsmo, o v\u00edcio radical, \u00e9 sempre oportuno, mas pede sempre a luz da intui\u00e7\u00e3o do Mundo Maior para os que desenvolvem o estudo e para os que participam para que transpasse as camadas superficiais da persona atual e possa acessar as fontes de sabedoria que repousa em todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Vamos apresentar umas hist\u00f3rias ou situa\u00e7\u00f5es que podem nos despertar id\u00e9ias.<\/p>\n<p>1) 0 <b>p\u00e1ssaro de rapina <\/b>que reclama com Deus que a resist\u00eancia do ar reduzia sua velocidade e que por isto tinha uma vida dif\u00edcil na ca\u00e7a para sustentar sua fam\u00edlia &#8211; Deus atende sua s\u00faplica e ao tentar levantar v\u00e3o n\u00e3o consegue por n\u00e3o haver resist\u00eancia do ar para sustenta-lo.<\/p>\n<p>Moral. N\u00e3o reclamemos das dificuldades da vida pois elas, al\u00e9m de serem conseq\u00fc\u00eancias de nossos atos s\u00e3o propriedades que nos permitir\u00e3o v\u00f4os mais altos.<\/p>\n<p>2) A situa\u00e7\u00e3o geral do homem assemelha-se <b>a armadilha<\/b>, na qual entrou por sua livre vontade e que, como nos filmes de aventura, o teto desce a as paredes se aproximam. H\u00e1 uma porta que d\u00e1 para uma \u00e1rea de trabalho e novidades mas sofremos o constrangimento e at\u00e9 a dor por n\u00e3o optarmos pela reforma moral que \u00e9 a porta de sa\u00edda para a vida verdadeira.<\/p>\n<p>Moral &#8211; nosso sofrimento \u00e9 diretamente proporcional a nossa negativa de reforma \u00edntima.<\/p>\n<p>3) <b>Lei da atra\u00e7\u00e3o dos corpos<\/b>, da f\u00edsica. Mat\u00e9ria atrai mat\u00e9ria na raz\u00e3o direta das massas e na raz\u00e3o inversa do quadrado das dist\u00e2ncias. Pensemos no perisp\u00edrito que \u00e9 mat\u00e9ria mesmo que muito et\u00e9rea, e que o ego\u00edsmo, submetido as leis da natureza sob a for\u00e7a de gravidade fixando o perispirito e por conseq\u00fc\u00eancia o esp\u00edrito ao Orbe e atrai para si o que \u00e9 denso, carregando-se de ganga ( mat\u00e9ria in\u00fatil ) que o imobiliza.<\/p>\n<p>Moral &#8211; quanto mais nos aferramos aos bens materiais menos elevamos v\u00f4os \u00e0 espiritualidade Maior,<\/p>\n<p>4) A conceitua\u00e7\u00e3o de ideal humano desde os fil\u00f3sofos gregos que estabeleciam a beleza. Esta palavra, beleza, como muitas j\u00e1 colocadas por pensadores de escol, foi tomada pela forma mais prim\u00e1ria e materialista como sendo a da forma f\u00edsica, mas todo aquele quer ler, s\u00f3 um, pouco os fil\u00f3sofos encontrar\u00e3o o sentido da beleza como o da Verdade que em \u00faltimo sentido era o criador de todo o universo, belo porque harm\u00f4nico. Interessante que o Esp\u00edrito que Jesus promete mandar tamb\u00e9m se anuncia como Esp\u00edrito de Verdade.<\/p>\n<p>Moral &#8211; a Beleza que importa \u00e9 a Verdade, onde Somos o que Parecemos, e a\u00ed vale buscar ser Belo.<\/p>\n<p><b>Entremos no tema &#8211; Ego\u00edsmo, v\u00edcio radical.<\/b><\/p>\n<p>Vejamos o dicion\u00e1rio,<\/p>\n<p>Ego. Latim, pron. Pes. Eu<\/p>\n<p><b>Ismo, <\/b>sufixo que denota culto.<\/p>\n<p><b>Ego\u00edsmo, <\/b>subst. (Psic.) Dist\u00farbio da personalidade daquele que se tem como centro do mundo e que tudo submete ao pr\u00f3prio interesse. Qualidade daquele que se acha dominado e envolvido pelo pr\u00f3prio EU. Narcisismo prim\u00e1rio ou interesse exclusivo por si mesmo<\/p>\n<p><b>Ego\u00edsta. <\/b>adj. e subst. 0 que tem o v\u00edcio do ego\u00edsmo e que tudo sacrifica ao pr\u00f3prio proveito.<\/p>\n<p><b>Radical. <\/b>Adj. Relativo a raiz. Fundamental, essencial, relativo a origem.<\/p>\n<p>Divaga\u00e7\u00e3o sem pretens\u00e3o.<\/p>\n<p>0 Ego est\u00e1 ligado a vida presente, ao consciente, e se Freud coloca como mola propulsora de nossa atitudes o prazer, n\u00e3o estava errado (quem sou eu para dizer isto ?), apesar de limitar seu cen\u00e1rio a vida entre o nascimento e a desencarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se expandirmos o cen\u00e1rio e projetarmos uma vida futura espiritualizada, com a reforma \u00edntima e novas fontes de prazer diferentes da maioria das atuais, as apontadas por Freud, ainda assim agiremos pelo que nos agrada. &#8220;Onde est\u00e1 seu cora\u00e7\u00e3o, I\u00e1 est\u00e1 o seu tesouro&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>0 para\u00edso \u00e9 um lugar onde podemos tudo porque s\u00f3 queremos o que podemos, o que de fato \u00e9 bom para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Vejamos uma coloca\u00e7\u00e3o da Doutrina para substanciar nosso desenvolvimento do tema.<\/p>\n<p>LE. Pg 917. <i>Qual o meio de destruir-se o ego\u00edsmo?<\/i><\/p>\n<p>&#8220;De todas as imperfei\u00e7\u00f5es humanas, o ego\u00edsmo \u00e9 a mais dif\u00edcil de <b>desenraizar-se <\/b>porque deriva da <b>influ\u00eancia da mat\u00e9ria<\/b>, influ\u00eancia de que o homem, <b>ainda muito pr\u00f3ximo de sua origem<\/b><i>, <\/i>n\u00e3o p\u00f4de libertar-se e para cujo entretenimento tudo concorre, suas leis, sua organiza\u00e7\u00e3o social, sua educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com j\u00e1 se disse muitas vezes, a Doutrina dos Esp\u00edritos \u00e9 uma regra de vida, uma filosofia a ser exercitada por ser essencialmente pr\u00e1tica e o Livro dos Esp\u00edritos \u00e9 para ser lido e meditado, pois l\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 palavra que tenha o objetivo de mero enfeite de texto ou embelezamento de estilo. Tudo tem finalidade e deve ser lido e pensado.<\/p>\n<p>Outrossim a Doutrina nos d\u00e1 caminhos certeiros para o acesso ao bem estar do esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Do ego\u00edsmo fala de desenraizar-se, de influ\u00eancia da mat\u00e9ria, e da proximidade de nossa origem (animal por certo),<\/p>\n<p>A natureza nada tem de mal.<\/p>\n<p>Tudo se encadeia com precis\u00e3o e propriedade num todo harm\u00f4nico e belo, onde os cicios de vida de cada ser tem objetivos de utilidade pr\u00f3pria ao bem comum.<\/p>\n<p>Cada a\u00e7\u00e3o, seja do vegetal ou do animal, serve a um prop\u00f3sito geral de manter o equil\u00edbrio da natureza, e cada vida se extingue em holocausto a sobreviv\u00eancia do outra.<\/p>\n<p>A solidariedade que nos reinos animal e vegetal j\u00e1 inicia a integra\u00e7\u00e3o, despontando nos comportamentos instintivos e inconscientes, onde por diversas formas uns protegem, alimentam e semeiam os outros, j\u00e1 l\u00e1 nos registram, no cerne, a necessidade de que haja um todo harm\u00f4nico entre os reinos naturais.<\/p>\n<p>\u00c9 a generosidade que come\u00e7a a se fixar em nossos automatismos comportamentais.<\/p>\n<p>A necessidade de sobreviver tamb\u00e9m desenvolve um comportamento onde os mais capazes de bem perpetuar a esp\u00e9cie, imp\u00f5em supremacia sobre os demais e tem prioridades, desde o acasalamento at\u00e9 na alimenta\u00e7\u00e3o e no descanso.<\/p>\n<p>Esta raiz se transfere, tal e qual, para a fase hominal por ser ainda necess\u00e1ria nos prim\u00f3rdios da humanidade, e justamente no transformar estas caracter\u00edsticas \u00e9 que reside o processo de evolu\u00e7\u00e3o do Homem.<\/p>\n<p>Com o despontar da raz\u00e3o, que se estabelece junto com o livre arb\u00edtrio ao entrar no reino hominal, o agora chamado esp\u00edrito, individualiza\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio inteligente, tem a liberdade de trabalhar com estas ra\u00edzes e decidir que caminhos tomar a cada momento.<\/p>\n<p><b>Na introdu\u00e7\u00e3o do Livro dos Esp\u00edritos, cap\u00edtulo VI encontramos<\/b><\/p>\n<p>&#8220;A moral dos Esp\u00edritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta m\u00e1xima &#8220;evang\u00e9lica: Fazer aos outros o que querer\u00edamos que os outros rios fizessem, isto \u00e9, fazer o &#8220;bem e n\u00e3o o mal.<\/p>\n<p>Neste princ\u00edpio encontra o homem uma regra universal de proceder, mesmo para as suas menores a\u00e7\u00f5es. &#8221;<\/p>\n<p>Ensinam-nos que o ego\u00edsmo, o orgulho, a sensualidade s\u00e3o paix\u00f5es que nos &#8220;aproximam da natureza animal, prendendo-nos \u00e0 mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Que o homem que, j\u00e1 neste mundo, &#8220;se desliga da mat\u00e9ria, desprezando as futilidades mundanas e amando o pr\u00f3ximo, se &#8220;avizinha da natureza espiritual, que cada um deve tornar-se \u00fatil, de acordo com as faculdades e os meios que Deus lhe p\u00f4s nas m\u00e3os para experiment\u00e1-lo&#8230;<\/p>\n<p>0 homem em sua complexidade \u00e9 ser instintivo e racional, como dito na introdu\u00e7\u00e3o do Livro dos Esp\u00edritos, tem duas naturezas, a alma, espiritual, e a mat\u00e9ria, animal, e a medida que incorpora ao seu acervo as pr\u00e1ticas fraternas, renovando seus instintos, galga degraus evolutivos que n\u00e3o mais s\u00e3o perdidos.<\/p>\n<p>No processo de crescimento, enquanto ainda n\u00e3o fixou os novos valores ele flutua, ora melhor ora pior, mas ao fixar pela racionaliza\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica constante dos atos, n\u00e3o mais regride.<\/p>\n<p><b>Diz o Livro dos Esp\u00edritos<\/b><\/p>\n<p><i>74. Pode estabelecer-se uma linha de separa\u00e7\u00e3o entre o instinto e a intelig\u00eancia, isto \u00e9, precisar onde um acaba e come\u00e7a a outra? <\/i>&#8220;N\u00e3o, porque muitas vezes se confundem. Mas, muito bem se podem distinguir os atos que decorrem do instinto dos que s\u00e3o da intelig\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p><i>75. \u00c9 acertado dizer-se que as faculdades instintivas diminuem \u00e0 medida que crescem as intelectuais? <\/i>&#8220;N\u00e3o; o instinto existe sempre, mas o homem o despreza. 0 instinto tamb\u00e9m pode conduzir ao bem. Ele quase sempre nos guia e algumas vezes com mais seguran\u00e7a do que a raz\u00e3o. Nunca se transvia.`<\/p>\n<p>a) &#8211; Por <i>que nem sempre \u00e9 guia infal\u00edvel a raz\u00e3o? <\/i>&#8220;Seria infal\u00edvel, se n\u00e3o fosse falseada pela m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o, pelo orgulho e pelo ego\u00edsmo. 0 instinto n\u00e3o raciocina; a raz\u00e3o permite a escolha e d\u00e1 ao homem o livre-arb\u00edtrio &#8220;&#8230;<\/p>\n<p>&#8220;&#8230;0 instinto varia em suas manifesta\u00e7\u00f5es, conforme \u00e0s esp\u00e9cies e \u00e0s suas necessidades. Nos seres que t\u00eam a consci\u00eancia e a percep\u00e7\u00e3o das coisas exteriores, ele se alia \u00e0 intelig\u00eancia, isto \u00e9, \u00e0 vontade e \u00e0 liberdade.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvia a indica\u00e7\u00e3o de que no \u00edntimo de cada um h\u00e1 registros que apontam para a solidariedade, a necessidade de ser \u00fatil, mas a decis\u00e3o racional \u00e9 de cada um a cada instante.<\/p>\n<p>0 instinto n\u00e3o termina, altera-se, enriquece-se, como que se espiritualiza-se em dire\u00e7\u00e3o o pr\u00e1tica do amor puro.<\/p>\n<p>Vemos que, decidindo certo, nada devia mudar em termos de conviv\u00eancia harm\u00f4nica entre os reinos da natureza, s\u00f3 aparecendo a consci\u00eancia dos atos, n\u00e3o mais puramente instintivos mas agora intencionais, mas decis\u00f5es nossas nos desviaram deste rumo.<\/p>\n<p>0 Ser espiritual se estabelece a medida que toma consci\u00eancia de que \u00e9 parte insepar\u00e1vel do Reino de Deus e que c\u00f3-criar\u00e1 com o Pai.<\/p>\n<p>S\u00e3o valores elevados que devem ser despertados e praticados para se fixarem em forma de novos autornatismos, ou de instinto. 0 ato instintivo n\u00e3o pede explica\u00e7\u00e3o, acontece, e n\u00e3o se confunda instinto com reflexo adquirido, pois este \u00e9 mec\u00e2nico e superficial, pode ainda ser perdido pela aus\u00eancia da pr\u00e1tica, enquanto o instinto \u00e9 parte do ser, j\u00e1 apropriada e indissol\u00favel.<\/p>\n<p><b>0 ego\u00edsmo assim se estabelece no Ser, por decis\u00e3o pr\u00f3pria e usando a raz\u00e3o, que deseja \u00a0istinguir-se da coletividade e colocar-se a parte, acima ou n\u00e3o, dos demais.<\/b><\/p>\n<p>Isolar-se \u00e9 por defini\u00e7\u00e3o praticar o ego\u00edsmo pois nega a sinergia da coletividade a sua atividade de equil\u00edbrio, Nega, e de forma tola, pois n\u00e3o recebe o impulso que tomaria dos que em velocidade maior de evolu\u00e7\u00e3o lhe transmitiriam, e perde a oportunidade de transformar, pelo amor ao pr\u00f3ximo, as suas esc\u00f3rias em diamantes espirituais, ou seja, parou enquanto os demais evolu\u00edam e talvez da\u00ed uma sensa\u00e7\u00e3o de que andou para tr\u00e1s, <b>Na atualidade, como comentamos com a obra de Joanna de \u00c3ngelis, temos um cen\u00e1rio preocupante, mas outra vez o Livro dos Esp\u00edritos nos socorre&#8230;<\/b><\/p>\n<p><i>Pergunta 916. Longe de diminuir, o ego\u00edsmo cresce com a civiliza\u00e7\u00e3o, que, at\u00e9, parece, o excita e mant\u00e9m. Como poder\u00e1 a causa destruir o efeito?<\/i><\/p>\n<p><i>Resposta <\/i>&#8220;Quanto maior \u00e9 o mal, mais hediondo se torna. Era preciso que o ego\u00edsmo produzisse muito mal, para que compreens\u00edvel se fizesse a necessidade de extirp\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Percebe-se que o mundo come\u00e7a a se preocupar de fato, n\u00e3o ainda por amor, mas pelo desconforto que a situa\u00e7\u00e3o geral est\u00e1 criando, o quarto da armadilha em que entramos est\u00e1 ficando apertado, h\u00e1 instabilidade de mercado, fermenta\u00e7\u00e3o social, preju\u00edzos ecol\u00f3gicos etc. que demandam grandes espesas para controle e corre\u00e7\u00e3o, e medidas de melhor justi\u00e7a come\u00e7am a se tornarem indispens\u00e1veis, e por isto discute-se e implementa-se. \u00c9 um passo a frente.<\/p>\n<p>Vimos isto recentemente acontecer nos protestos populares na reuni\u00e3o dos pa\u00edses poderosos no com\u00e9rcio, tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra.<\/p>\n<p><b>Nos informa ainda o Livro dos Esp\u00edritos nosso estagio evolutivo geral.<\/b><\/p>\n<p><b>Terceira ordem. <\/b>&#8211; <b>Esp\u00edritos imperfeitos<\/b><\/p>\n<p>101. CARACTERES GERAIS. &#8211; Predomin\u00e2ncia da mat\u00e9ria sobre o Esp\u00edrito. Propens\u00e3o para o mal. Ignor\u00e2ncia, orgulho, <b>ego\u00edsmo <\/b>e todas as paix\u00f5es que lhes s\u00e3o conseq\u00fcentes.<\/p>\n<p>182 &#8211; Da purifica\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito decorre o aperfei\u00e7oamento moral, para os seres que eles constituem, quando encarnados. As paix\u00f5es animais se enfraquecem e o <b>ego\u00edsmo <\/b>cede lugar ao sentimento da fraternidade, Parte 11 cap.VI da vida esp\u00edrita.<\/p>\n<p>Ora, est\u00e1 nas suas m\u00e3os libertar-se de tal influ\u00eancia desde a vida atual. Ele tem o livre-arb\u00edtrio, tem, por conseguinte, a faculdade de escolha entre o fazer e o n\u00e3o fazer. Dome suas paix\u00f5es animais; n\u00e3o alimente, \u00f3dio, nem inveja, nem ci\u00fame, nem orgulho&#8221; <b>n\u00e3o se deixe dominar pelo ego\u00edsmo;<\/b><\/p>\n<p>Impressiona, e muito, o conte\u00fado prof\u00e9tico do Livro dos Esp\u00edritos, que longe dos futuristas bem mais recentes que tanto erraram, acerta em cheio em suas previs\u00f5es.<\/p>\n<p>Vejamos as perguntas abaixo;<\/p>\n<p>775. Qual seria, para, a sociedade, o resultado do relaxamento dos la\u00e7os de fam\u00edlia? &#8220;Uma recrudesc\u00eancia do <b>ego\u00edsmo,&#8221;\u00a0<\/b>0 que constatamos hoje ?<\/p>\n<p>785. Qual o maior obst\u00e1culo ao progresso? &#8220;0 orgulho e o <b>ego\u00edsmo. <\/b>Refiro-me ao progresso moral, porquanto o intelectual se efetua sempre&#8230;.<\/p>\n<p>Os fatos est\u00e3o ai, \u00e9 s\u00f3 conferir &#8230;<\/p>\n<p>806. \u00c9 lei da Natureza a desigualdade das condi\u00e7\u00f5es sociais?<\/p>\n<p>\u00abN\u00e3o, \u00e9 obra do homem e n\u00e3o de Deus.&#8221;<\/p>\n<p>a) &#8211; Algum dia essa desigualdade desaparecer\u00e1?<\/p>\n<p>&#8220;Eternas somente as leis de Deus o s\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o v\u00eas que dia da dia ela gradualmente se apaga?<\/p>\n<p>Desaparecer\u00e1 quando o <b>ego\u00edsmo e o orgulho <\/b>deixarem de predominar.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o mapa do tesouro<\/p>\n<p>Vamos ainda nos socorrer em Joanna de \u00c2ngelis no livro &#8220;0 Ser Consciente`<\/p>\n<p>Joanna mostra neste livro os processos de matura\u00e7\u00e3o do Ser, suas dificuldades e procedimentos de cura.<\/p>\n<p>Aponta com <b>primeira fase <\/b>o despontar da maturidade afetiva, quando deixa de ser captativo por atavismo para ser ablativo onde busca complementar-se ampliando o c\u00edrculo de rela\u00e7\u00f5es, deixando o ego\u00edsmo e o narcisisrno que s\u00f3 trazem autodestrui\u00e7\u00e3o e perturba\u00e7\u00e3o..<\/p>\n<p><b>0 pr\u00f3ximo passo <\/b>\u00e9 o amadurecimento mental, gra\u00e7as a compreens\u00e3o de que a vida \u00e9 rica de significados e o seu sentido \u00e9 a imortalidade.<\/p>\n<p><b>0 pr\u00f3ximo <\/b>\u00e9 o amadurecimento Moral, respons\u00e1vel pela supera\u00e7\u00e3o dos instintos ( animais por certo * ), das sensa\u00e7\u00f5es grosseiras, imediatistas,<\/p>\n<p><b>0 pr\u00f3ximo <\/b>\u00e9 o amadurecimento social, onde j\u00e1 intelectualizado e moralizado, torna-se harm\u00f4nico no grupo, \u00e9 aglutinador, compreensivo, l\u00edder natural proporcionando alegria e bem estar a sua volta.<\/p>\n<p><b>0 ser imaturo, ambicioso, apaixonado, frusta-se, irr\u00edta-se sempre, mata e mata-se, porque o significado da sua vida \u00e9 o ego perturbador e finito, circular \u2014 estreito e sem metas.<\/b><\/p>\n<p>Nos mecanismos de fuga do Ego, Joanna apresenta uma s\u00e9rie de comportamentos, inclusive alguns que j\u00e1 foram confundidos como o bom proceder e onde podemos encontrar um espelho para descobrirmos nossa faceta ego\u00edsta e nos tratarmos,<\/p>\n<p>Abrindo urna linha de observa\u00e7\u00e3o nossa vemos o ego\u00edsmo escondido; nos pais que abafam o crescimento dos filhos com o medo de sofrerem eles pr\u00f3prios, sem piedade pela personalidade que est\u00e1 sendo esmagada.<\/p>\n<p>Nos filhos que buscando seu prazer e n\u00e3o titubeiam em descarregar sobre os pais toda uma s\u00e9rie de responsabilidades que de fato s\u00e3o suas.<\/p>\n<p>No amor onde fantasiado de ci\u00fame revela uma id\u00e9ia de posse do outro ou de uma super valoriza\u00e7\u00e3o de seus &#8220;direitos&#8221; exigindo dedica\u00e7\u00e3o exclusiva e subservi\u00eancia total.<\/p>\n<p>Onde buscamos <b>&#8220;algu\u00e9m que nos fa\u00e7a feliz&#8221; <\/b>e n\u00e3o onde integrados, sejamos todos felizes.<\/p>\n<p>No dirigente de qualquer atividade que se julga mais competente que seus colaboradores e dita as normas em vez de agregar valores facilitando a sinergia e o despontar de novas cria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na autoridade que desacredita na capacidade de discernimento do povo e constrange as informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o permitindo o julgamento livre das atitudes a tomar, ou ainda que as esconde por receio, por considerar o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na transfer\u00eancia de responsabilidades, onde por simplicidade e comodidade se elege uma causa falsa para uma determinada mazela social e desenvolve-se todo um sistema para combate-la, oprimindo irm\u00e3os como solu\u00e7\u00e3o para nossas dificuldades.<\/p>\n<p>Nos auto &#8211; isolamos, cada vez mais, em guetos para n\u00e3o ter contato com as arestas da sociedade em geral que nos ferem gritando \u2014 &#8220;h\u00e1 algo errado !&#8221;<\/p>\n<p>Enfim em tantos procedimentos onde o ego\u00edsmo campeia e que, justamente por isto ainda estamos envoltos em viol\u00eancia e desamor.<\/p>\n<p>Na reforma \u00edntima, nos novos valores, na solidariedade, na dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 instru\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o dos novos encarnados est\u00e1 o rem\u00e9dio salutar para o novo Orbe de Regenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>FECHO<\/b><\/p>\n<p>Se n\u00e3o temos capacidade de aconselhar, podemos buscar quem tem, e na resposta a pergunta 913 do Livro dos Esp\u00edritos achamos.<\/p>\n<p><i>913. Dentre os v\u00edcios, qual o que se pode considerar mais radical? <\/i>&#8220;Temo &#8211; lo dito muitas vezes <i>o ego\u00edsmo. <\/i>Da\u00ed deriva todo mal.<\/p>\n<p>Estudai todos os v\u00edcios e vereis que no fundo de todos h\u00e1 ego\u00edsmo. Por mais que lhes deis combate, n\u00e3o chegareis a extirp\u00e1-los, enquanto n\u00e3o atacardes o mal pela raiz, enquanto n\u00e3o lhe houverdes destru\u00eddo a causa. <b>Tendam, pois, todos os esfor\u00e7os para esse efeito, porquanto a\u00ed \u00e9 que est\u00e1 a verdadeira chaga da sociedade. <\/b>Quem quiser, desde esta vida, ir aproximando-se da perfei\u00e7\u00e3o moral, deve expurgar o seu cora\u00e7\u00e3o de todo sentimento de ego\u00edsmo, visto ser o ego\u00edsmo incompat\u00edvel com a justi\u00e7a, o amor e a caridade. <b>Ele neutraliza todas as outras qualidades<\/b>.`<\/p>\n<p>Que Deus nos aben\u00e7oe !<\/p>\n<p>* Nota do autor do presente estudo<\/p>\n<p>(Autoria desconhecida)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o. Nada melhor para se iniciar um estudo do que buscar socorro nas palavras de Joanna de Angelis. 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