{"id":2070,"date":"2014-02-05T07:15:28","date_gmt":"2014-02-05T09:15:28","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=2070"},"modified":"2014-02-05T07:15:28","modified_gmt":"2014-02-05T09:15:28","slug":"sindrome-de-alienacao-parental-sap-um-olhar-espirita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/sindrome-de-alienacao-parental-sap-um-olhar-espirita\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome de Aliena\u00e7\u00e3o Parental (SAP) &#8211; um olhar esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"<div data-category-id=\"\">\n<p align=\"center\"><strong><a href=\"http:\/\/api.ning.com\/files\/mhrng7eeJg0Hv9XvrfnKRGZNpJEPCIgYngG9edsnu5wOLOv6OwqxclfhJH0i2cGnUVyfXwB35HCjWSdx-kQsz0H-Suk27KoB\/Alienaoparental.jpg\" target=\"_self\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/api.ning.com\/files\/mhrng7eeJg0Hv9XvrfnKRGZNpJEPCIgYngG9edsnu5wOLOv6OwqxclfhJH0i2cGnUVyfXwB35HCjWSdx-kQsz0H-Suk27KoB\/Alienaoparental.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"line-height: 1.5em;\">Marcos Paterra<\/span><a style=\"line-height: 1.5em;\" title=\"\"><sup><sup>[1]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p>Dentro de diversas institui\u00e7\u00f5es nos deparamos com a chamada \u201cCrian\u00e7a problema\u201d, que est\u00e3o desde as mais acanhadas e omissas at\u00e9 a explosivas e hiperativas e dentro dos centros esp\u00edritas n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Muitas das crian\u00e7as trazem problemas familiares para \u00a0meio em que vivem, \u00a0em sua maioria s\u00e3o filhos de pais separados e relatam uma vivencia\u00a0 o qual\u00a0 s\u00e3o\u00a0 sujeitos a adquirirem\u00a0 a\u00a0 \u201cS\u00edndrome de aliena\u00e7\u00e3o parental (SAP)\u201d<sup>[i]<\/sup>; e demonstram de forma reflexa a DA.<\/p>\n<p><i>\u201c[&#8230;] um transtorno que surge principalmente no contexto da disputa da guarda e cust\u00f3dia das crian\u00e7as. A primeira manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 a campanha de difama\u00e7\u00e3o contra um dos pais, por parte do filho, campanha sem justifica\u00e7\u00e3o. O fen\u00f4meno resulta da combina\u00e7\u00e3o de um sistem\u00e1tico doutrinamento (lavagem ao c\u00e9rebro) por parte de um dos progenitores, e das pr\u00f3prias contribui\u00e7\u00f5es da crian\u00e7a, destinadas a denegrir o progenitor objeto desta campanha [&#8230;]\u201d<\/i> (GARDNER<sup>[ii]<\/sup>1987; p.4).<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno inicia-se com a campanha difamat\u00f3ria do pai ou da m\u00e3e contra o outro genitor, transformando a consci\u00eancia de seus filhos, atrav\u00e9s de diferentes formas de atua\u00e7\u00e3o, mas sempre se valendo de falsas premissas, at\u00e9 que a crian\u00e7a que foi programada comece, por ela mesma, a acreditar nos fatos narrados e a hostilizar o denominado c\u00f4njuge alienado.<\/p>\n<p><i>\u201c[&#8230;] a aliena\u00e7\u00e3o parental nada mais \u00e9 do que <span style=\"text-decoration: underline;\">uma lavagem cerebral feita pelo guardi\u00e3o, de modo a comprometer a imagem do outro genitor<\/span>, narrando maliciosamente fatos que n\u00e3o ocorreram ou n\u00e3o aconteceram conforme a descri\u00e7\u00e3o feita pelo alienador. Assim, o infante passa aos poucos a se convencer da vers\u00e3o que lhe foi implantada, gerando a n\u00edtida sensa\u00e7\u00e3o de que essas lembran\u00e7as de fato ocorreram. Isso gera contradi\u00e7\u00e3o de sentimentos e destrui\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo entre o genitor e o filho. Restando \u00f3rf\u00e3o do genitor alienado, acaba o filho se identificando com o genitor patol\u00f3gico, aceitando como verdadeiro tudo o que lhe \u00e9 informado\u201d.<b>[iii]<\/b><\/i><\/p>\n<p>Conforme Marco Ant\u00f4nio Garcia de Pinho, pesquisas informam que 90% dos filhos de pais divorciados ou em processo de separa\u00e7\u00e3o j\u00e1 sofreram algum tipo de aliena\u00e7\u00e3o parental e que, hoje, mais de 25 milh\u00f5es de crian\u00e7as sofrem este tipo de viol\u00eancia. No Brasil, o n\u00famero de \u2018\u00d3rf\u00e3os de Pais Vivos\u2019 \u00e9 proporcionalmente o maior do mundo, fruto de m\u00e3es (e pais), que, pouco a pouco, apagam a figura do pai (ou m\u00e3e) da vida e imagin\u00e1rio da crian\u00e7a.<\/p>\n<p><i>\u201cLevando-se em considera\u00e7\u00e3o que as Varas de Fam\u00edlia de todo o Brasil atribuem \u00e0 m\u00e3e a guarda da crian\u00e7a em 91% dos casos (IBGE\/2002), ressalta-se que a maioria dos casos de aliena\u00e7\u00e3o parental ocorrem pela atitude negativa da m\u00e3e como genitor alienador, sendo causado pelo pai nos 9% restantes<\/i>.\u201d[iv]<\/p>\n<p>Os efeitos mal\u00e9ficos que a SAP provoca variam de acordo com a idade, personalidade, temperamento e grau de maturidade psicol\u00f3gica da crian\u00e7a, e tamb\u00e9m no maior ou menor grau de influ\u00eancia emocional que o genitor patol\u00f3gico exerce sobre ela.<\/p>\n<p>As enfermidades causadas pela SAP revelam-se em termos de conflitos emocionais e doen\u00e7as psicossom\u00e1ticas, tais como, medo, ansiedade, inseguran\u00e7a, agressividade, baixa auto-estima, frustra\u00e7\u00e3o, irritabilidade, ang\u00fastia, baixo desempenho escolar, dificuldade de socializa\u00e7\u00e3o, timidez, culpa, dupla personalidade, depress\u00e3o, baixo limiar de frustra\u00e7\u00e3o, inclina\u00e7\u00e3o ao \u00e1lcool e drogas, tend\u00eancias suicidas, dentre outros.<\/p>\n<p><i>\u201c[&#8230;] essa aliena\u00e7\u00e3o pode perdurar anos seguidos, com grav\u00edssimas consequ\u00eancias de ordem comportamental e ps\u00edquica, e geralmente s\u00f3 \u00e9 superada quando o filho consegue alcan\u00e7ar certa independ\u00eancia do genitor guardi\u00e3o, o que lhe permite entrever a irrazoabilidade do distanciamento a que foi induzido\u201d<b>[v]<\/b><\/i><\/p>\n<p>Rosane Mantilla de Souza[vi] em uma pesquisa entrevistou quinze adolescentes que vivenciaram a separa\u00e7\u00e3o dos pais durante a inf\u00e2ncia. Em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo em que o evento ocorreu, dez participantes relataram que identificaram o conflito conjugal, e cinco, que n\u00e3o o fizeram. O marco da separa\u00e7\u00e3o para as crian\u00e7as foi \u00e0 sa\u00edda do pai de casa. Os sentimentos recorrentes entre eles foram de tristeza, ang\u00fastia, raiva e medo do que poderia acontecer. No entanto, reconheceram que a separa\u00e7\u00e3o foi uma solu\u00e7\u00e3o para as dificuldades da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Podemos questionar como o espiritismo v\u00ea essa s\u00edndrome, em resposta Chico Xavier\u00a0 pelo\u00a0 esp\u00edrito de Emmanuel de maneira brilhante nos diz :<\/p>\n<p><i>\u201cQuando existam crian\u00e7as nesses processos de desvincula\u00e7\u00e3o, \u00e9 justo nos voltemos para elas, estendendo-lhes a prote\u00e7\u00e3o que se nos torne poss\u00edvel, ainda mesmo quando estejam, por for\u00e7a das circunst\u00e2ncias, junto ao parente indireto, com o qual os familiares que amamos estejam em oposi\u00e7\u00e3o. Os pequeninos s\u00e3o as v\u00edtimas, quase sempre indefesas, de nossos desajustes e, em qualquer caso, \u00e9 imperioso permanecermos acordados para a responsabilidade de auxili\u00e1-los, considerando o futuro, de modo a que se sobreponham aos nossos desastres afetivos e \u00e0s nossas indecis\u00f5es.\u201d<b>[vii]<\/b><\/i><\/p>\n<p>O espiritismo entende que a desenlace dos pais tornou-se algo do agora, onde a fam\u00edlia devido a uma s\u00e9rie de fatores desde estruturais at\u00e9\u00a0 emocionais acaba se dissolvendo, independente da religi\u00e3o, mas&#8230; Ele reafirma a necessidade de adequar a crian\u00e7a as realidades sem as alienar, sem as envolver nas brigas dos conjugues,\u00a0 teoricamente uma fam\u00edlia esp\u00edrita, deve (ou deveria) entender que somos todos esp\u00edritos encarnados, somos todos irm\u00e3os e assim independente da raiva, dos bens materiais que v\u00e3o ser motivo de disputa, existem outros envolvidos.\u00a0 Fam\u00edlia n\u00e3o se resume s\u00f3 aos dois que se separam, as crian\u00e7as que at\u00e9 pouco tempo via os pais se abra\u00e7ando, beijando e trocando juras, passam a os ver atacando e agredindo um ao outro, \u00e9 necess\u00e1rio poupar as crian\u00e7as dessa desaven\u00e7a, de fazer com entendam que o envolvimento amoroso entre os pais acabou, mas ainda s\u00e3o seus filhos e amados da mesma forma, e mais importante&#8230; Os pais t\u00eam de ter consci\u00eancia disso.<\/p>\n<p>Muitos pais desprezam a pureza infantil de seus filhos e de forma alienat\u00f3ria tentam os transformar em cumplices de seus atos, sobre esse aspecto lembramos que o desenvolvimento f\u00edsico, mental, moral, espiritual e social das crian\u00e7as e adolescentes, em condi\u00e7\u00f5es de liberdade e de dignidade \u00e9 assegurado pelo art. 3\u00ba do ECA[viii]\u00a0 e tamb\u00e9m pelo\u00a0 art. 227 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u00a0 e que este fen\u00f4meno \u201c<b>Aliena\u00e7\u00e3o Parental\u201d,<\/b> <span style=\"text-decoration: underline;\">passou a ser crime<\/span> com a aprova\u00e7\u00e3o\u00a0 da Lei 12.318 de 2010[ix].<\/p>\n<p><i>\u201cA natureza, quer que as crian\u00e7as sejam crian\u00e7as antes de serem homens. Se quisermos perturbar essa ordem, produziremos frutos prematuros que n\u00e3o ter\u00e3o nem madureza nem sabor, e n\u00e3o tardar\u00e3o a se corromper; teremos doutores infantis e crian\u00e7as velhas. A inf\u00e2ncia tem maneiras de ver, de pensar, de sentir que lhe s\u00e3o pr\u00f3prias.\u201d<b>[x]<\/b><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">[1] Psicopedagogo, articulista, diretor cientifico da AME\/PB.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">[i] O termo foi sugerido, em 1985, pelo psiquiatra infantil, Richard Gardner. Quando uma crian\u00e7a, por influ\u00eancia de um dos genitores constr\u00f3i uma m\u00e1 imagem do outro genitor.<\/span><\/p>\n<p>[ii] GARDNER, Richard. <b>O DSM-IV tem equivalente para o diagn\u00f3stico de S\u00edndrome de Aliena\u00e7\u00e3o Parental (SAP)?<\/b><\/p>\n<p>[iii] DIAS, Maria Berenice. <b>Manual de Direito das Fam\u00edlias<\/b>. P.463. S\u00e3o Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011.<\/p>\n<p>[iv] PINHO, Marco Ant\u00f4nio Garcia de. <b>Aliena\u00e7\u00e3o parental<\/b>. Jus Navigandi, Teresina, ano 14, n. 2221, 31 jul. 2009.<\/p>\n<p>[v] FONSECA, Priscila Maria Pereira Corr\u00eaa da. <b>S\u00edndrome de aliena\u00e7\u00e3o parental<\/b>. Pediatria, S\u00e3o Paulo, n. 28(3), 2006.<\/p>\n<p>[vi] SOUZA, R. M. <b>Depois que papai e mam\u00e3e se separaram: Um relato dos filhos<\/b>. In Revista Psicologia: Teoria e\u00a0 Pesquisa, Volume 16. pag. 203-211.2000.<\/p>\n<p>[vii] XAVIER, Francisco Candido. <b>Urg\u00eancia<\/b>. Pag.114<b>.<\/b> Rio de Janeiro.\u00a0 Ed. GEEM. 1980<\/p>\n<p>[viii] ECA: Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente<\/p>\n<p>[ix] Presidente Lu\u00eds In\u00e1cio da Silva no dia 26 de agosto de 2010, aprovou a lei (12.318) que combate a \u201cAliena\u00e7\u00e3o\u00a0 Parental\u201d<\/p>\n<p>[x] ROUSSEAU, Jean Jacques. <b>Ensaios Pedag\u00f3gicos<\/b>. P. 76. Bragan\u00e7a Paulista: Editora Comenius, 2004<\/p>\n<p><b>\u00a0Autor:<\/b><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/amigoespirita.ning.com\/profile\/MarcosPaterra?xg_source=profiles_memberList\" target=\"_self\"><b>Marcos Paterra<\/b><\/a><b>\u00a0(Jo\u00e3o Pessoa\/PB)\u00a0<\/b>\u00e9 membro da Rede Amigo Esp\u00edrita<\/p>\n<p><i>\u00e9 articulista e membro do movimento esp\u00edrita paraibano,\u00a0<\/i><i>colaborador de diversos sites e jornais esp\u00edritas<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><b><a href=\"mailto:marcos.paterra@gmail.com\">marcos.paterra@gmail.com<\/a><\/b><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcos Paterra[1] Dentro de diversas institui\u00e7\u00f5es nos deparamos com a chamada \u201cCrian\u00e7a problema\u201d, que est\u00e3o desde as mais acanhadas e omissas at\u00e9 a explosivas e hiperativas e dentro dos centros esp\u00edritas n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. 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