{"id":255,"date":"2013-03-03T19:44:46","date_gmt":"2013-03-03T22:44:46","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=255"},"modified":"2013-03-03T19:50:24","modified_gmt":"2013-03-03T22:50:24","slug":"qualidade-de-vida-e-espiritismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/qualidade-de-vida-e-espiritismo\/","title":{"rendered":"Qualidade de Vida e Espiritismo"},"content":{"rendered":"<p><b><i>Qualidade de Vida e Espiritismo &#8211; Jos\u00e9 Carlos Leal &#8211;\u00a0<\/i><\/b><\/p>\n<p>O povo costuma dizer que \u00e9 melhor dar que receber, contudo, temos que ter muito cuidado com esse ato. Vejamos as palavras do Ap\u00f3stolo dos gentios:\u00a01. Ainda que eu falasse as l\u00ednguas dos homens e dos anjos, se n\u00e3o tivesse\u00a0amor, seria como o metal que soa ou como um c\u00edmbalo que tine.\u00a02. Ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mist\u00e9rios e\u00a0toda a ci\u00eancia, e ainda que tivesse toda a f\u00e9 de maneira tal que transportasse montanhas,\u00a0se n\u00e3o tivesse amor, eu nada seria.\u00a03. Ainda que eu distribu\u00edsse toda a minha fortuna para o sustento dos pobres\u00a0e entregasse meu corpo para ser queimado, se n\u00e3o tivesse amor, isso nada me\u00a0valeria.&#8221;(Paulo. Primeira Ep\u00edstola aos Cor\u00edntios, cap. XIII: 1-3)<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos, ouvi a seguinte hist\u00f3ria: Em uma cidade do interior, um padre\u00a0estava na parte superior de sua igreja examinando o campan\u00e1rio. O dia morria, e o sol,\u00a0como um p\u00e1ssaro de fogo, aninhava-se entre as nuvens da tarde. Naquela hora, o padre\u00a0observou l\u00e1 embaixo, na pracinha deserta, dois homens que discutiam. De repente, um\u00a0deles sacou uma faca e, r\u00e1pido, cravou-a no peito do outro e saiu correndo. O padre j\u00e1 ia\u00a0descer para ver se podia prestar uma ajuda ao homem ferido quando viu chegar um\u00a0outro homem. O rec\u00e9m-chegado se aproximou e, provavelmente, pensando que\u00a0estivesse auxiliando, tirou a faca do ferimento quando, infelizmente para ele, chegaram\u00a0algumas pessoas e o encontraram naquela situa\u00e7\u00e3o suspeita. O homem, embora\u00a0proclamasse inoc\u00eancia, foi preso e levado para a delegacia.\u00a0O padre achou que, por um dever de justi\u00e7a, deveria ir \u00e0 delegacia e dizer o que\u00a0havia avisto. Desceu os degraus da igreja e foi at\u00e9 o lugar onde o homem estava preso.\u00a0Ali chegando, disse ao delegado:\u00a0&#8211; Senhor, eu vim aqui interceder pelo homem que acaba de ser preso.\u00a0&#8211; Sim. Como pretende fazer isso?\u00a0&#8211; Eu vi o assassino e n\u00e3o eram homem que se encontra preso.\u00a0&#8211; E quem era ent\u00e3o?\u00a0&#8211; N\u00e3o sei. N\u00e3o o conhe\u00e7o. Al\u00e9m disso, j\u00e1 estava escurecendo e o homem estava\u00a0de costas para mim.\u00a0&#8211; Padre, n\u00e3o sei o que se passa. Tenho um homem apanhado em flagrante delito,\u00a0com a arma do crime na m\u00e3o, e o senhor quer que eu o solte, apenas porque o senhor diz\u00a0que ele n\u00e3o matou. A pol\u00edcia precisa de mais coisas al\u00e9m de sua palavra, vig\u00e1rio. Por\u00a0enquanto, ele \u00e9 o acusado e n\u00e3o vamos solt\u00e1-lo.\u00a0O padre saiu da delegacia bastante aborrecido. Na igreja, veio-lhe \u00e0 mente um\u00a0pensamento e falou consigo mesmo: &#8220;Apenas eu e Deus sabemos a verdade sobre\u00a0aquele homem.\u00a0Se ele for condenado, haver\u00e1 clara injusti\u00e7a; eu n\u00e3o posso fazer nada, mas Deus\u00a0pode.&#8221; Assim pensando, o padre esperou o desfecho dos acontecimentos, acreditando\u00a0que, em algum momento, Deus faria a verdade vir \u00e0 tona, contudo, nada aconteceu. O\u00a0homem foi julgado e condenado. O padre entrou em forte crise de f\u00e9 e decidiu deixar a\u00a0batina porque n\u00e3o poderia servir a um Deus injusto ou mesmo a uma fantasia criada\u00a0pela imagina\u00e7\u00e3o humana.\u00a0No dia seguinte, disposto a deixar a igreja, ao sair para o seu passeio matinal,\u00a0bem na porta da igreja, encontrou um rapaz desconhecido que lhe falou com autoridade:\u00a0&#8220;Vig\u00e1rio, v\u00e1 l\u00e1 nos fundos da igreja, pegue uma enxada e venha comigo.&#8221; O\u00a0padre achou tudo aquilo muito esquisito e o mais estranho \u00e9 que n\u00e3o podia deixar de\u00a0obedecer ao rapaz. Foi ao local onde guardava as ferramentas, pegou a enxada e\u00a0acompanhou o desconhecido. Cerca de uns quinhentos metros, em um terreno vazio, ele\u00a0disse ao padre: &#8220;Vig\u00e1rio, cave aqui.&#8221; O padre cavou e desenterrou alguns ossos muito\u00a0velhos. O rapaz insistiu: &#8220;Cave aqui tamb\u00e9m.&#8221; E\u00a0assim, o padre foi cavando e desenterrando ossos. Por fim, o rapaz falou:\u00a0&#8211; Est\u00e1 vendo esses ossos?\u00a0-Sim, estou.\u00a0&#8211; Pois bem. Lembra-se do homem que foi preso e condenado por um crime que\u00a0n\u00e3o praticou.\u00a0-Claro que me lembro.\u00a0&#8211; Muito bem. Ele n\u00e3o praticou aquele crime, mas praticou estes. Na \u00e9poca em\u00a0que os fez, por ser um homem muito poderoso, escapou aos rigores da lei e agora est\u00e1\u00a0acertando contas. &#8211; Padre, volte para a sua igreja e continue servindo a Deus, pois\u00a0Deus \u00e9 justo. O que vemos na Terra, e que nos parece injusti\u00e7a, resulta de nossa\u00a0ignor\u00e2ncia da vida espiritual.&#8221;<\/p>\n<p>Essa hist\u00f3ria revela, com clareza, a lei de causa e efeito.\u00a0Nada do que fazemos neste mundo, e que perturba a nossa evolu\u00e7\u00e3o, pode ser\u00a0deixado para l\u00e1. Julgo que \u00e9 disso que Jesus est\u00e1 falando ao dizer:\u00a0&#8220;N\u00e3o saireis daqui sem terdes pago o \u00faltimo ceitil.&#8221;<\/p>\n<p>Um professor do Estado contou-me uma hist\u00f3ria muito interessante que passo \u00a0a\u00a0voc\u00eas do modo como a ouvi. Disse-me ele que seu pai era um homem muito sens\u00edvel e\u00a0caridoso.\u00a0Gostava de ajudar, sem nada receber em troca. Havia, no bairro onde ele\u00a0morava, um rapaz que mendigava pelas ruas, dormindo sob as marquises e se\u00a0alimentando dos restos que as pessoas davam a ele. O pai do meu amigo ficou com tanta\u00a0pena do rapaz que resolveu dar-lhe uma ajuda.\u00a0Certa manh\u00e3, chamou o mendigo e lhe ofereceu uma oportunidade de trabalho:\u00a0ele tinha uma casa de praia que havia sido praticamente abandonada porque \u00a0seus filhos,\u00a0crescendo, n\u00e3o mais se interessaram por ela. Ele a ofereceu ao mendigo para que fosse\u00a0morar l\u00e1, tomar conta da casa, cuidar da limpeza do lugar e fazer pequenos servi\u00e7os de\u00a0conserva\u00e7\u00e3o. Para auxilia-lo ainda mais, deu-lhe um sal\u00e1rio que era um pouco mais do\u00a0que o m\u00ednimo.\u00a0O homem ficou feliz em ter dado aquela oportunidade ao antigo mendigo que\u00a0ele pr\u00f3prio transportou em seu carro at\u00e9 a casa de praia. Alguns meses depois, para a\u00a0sua tristeza, soube que a sua casa havia se transformado em um centro de venda de\u00a0drogas em que o antigo mendigo estava trabalhando como gerente. E o pior \u00e9 que ele\u00a0tomou conhecimento disso por meio da pol\u00edcia que havia estourado o lugar. Para se\u00a0defender, o ex-mendigo declarou \u00e0 pol\u00edcia que o pai do meu amigo sabia daquela\u00a0atividade na casa.\u00a0Aquele mendigo era um esp\u00edrito muito fr\u00e1gil e a sua situa\u00e7\u00e3o social era boa para\u00a0ele, uma vez que n\u00e3o tinha ainda condi\u00e7\u00f5es morais para viver de outro modo. O estado\u00a0de mendic\u00e2ncia era, muito provavelmente, um freio para que ele n\u00e3o desenvolvesse as\u00a0suas m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es. Permitam-me uma compara\u00e7\u00e3o. H\u00e1 algum tempo, fui professor\u00a0de um col\u00e9gio estadual em Marechal Hermes. O meu hor\u00e1rio era bastante imprensado\u00a0e eu era obrigado a almo\u00e7ar em um restaurante perto da escola. Um dia, eu estava\u00a0almo\u00e7ando em uma parte do restaurante que dava para a cal\u00e7ada, quando se aproximou\u00a0um mendigo e me pediu restos da minha comida. Fiquei tocado e pedi a ele que\u00a0entrasse e sentasse comigo \u00e0 mesa. Ele ficou meio confuso, mas, como eu insistisse,\u00a0entrou e se acomodou. Disse a ele que escolhesse no menu o que desejava,\u00a0novamente ficou perturbado, ent\u00e3o, pedi ao gar\u00e7om que servisse a ele o mesmo que eu\u00a0estava comendo. O homem come\u00e7ou a comer com vontade, mas, de repente, pegou o\u00a0garfo e separou metade da comida, colocando a de lado. Perguntei a ele:\u00a0&#8211; O que foi? N\u00e3o gostou?\u00a0&#8211; Gostei sim senhor.\u00a0&#8211; N\u00e3o vai comer essa parte?\u00a0&#8211; N\u00e3o senhor, vou botar neste saquinho de pl\u00e1stico e leva para a minha mulher.\u00a0Aquela fala mexeu comigo. Pedi ao gar\u00e7om uma outra refei\u00e7\u00e3o em uma\u00a0quentinha para ele levar \u00e0 sua esposa.\u00a0Nunca me esqueci daquele mendigo que demonstrou tanta solidariedade para\u00a0com a esposa. Outra coisa me impressionou bastante: ele n\u00e3o pediu comida para a sua\u00a0mulher, simplesmente renunciou parte de sua comida em favor dela. Nesse caso, a prova\u00a0desse homem estava sendo \u00fatil a ele como crescimento.<\/p>\n<p>Um companheiro de Doutrina Esp\u00edrita contou-me uma hist\u00f3ria muito\u00a0interessante que se encaixa aqui perfeitamente. Disse ele que, de uma certa feita, com\u00a0outros companheiros, viajava em uma kombi pelo interior do Estado de S\u00e3o Paulo.\u00a0Ao passarem por um descampado, tiveram sede, e pararam o ve\u00edculo ao\u00a0avistarem uma casa humilde na beira do caminho. O grupo saltou do carro e foi at\u00e9 a\u00a0pequena casa. Ali foram atendidos por uma senhora que, pedindo muitas desculpas,\u00a0disse a eles que entrassem para beber \u00e1gua. No interior da casa havia um c\u00f4modo no\u00a0qual estava uma pessoa deitada. Um dos membros do grupo perguntou a mulher quem\u00a0era o doente. A mulher explicou que era um seu sobrinho, que havia sido abandonado\u00a0por sua irm\u00e3 porque nascera sem bra\u00e7os nem pernas e inteiramente mudo.\u00a0Um outro companheiro perguntou \u00e0 mulher se ela se importava que se fizesse\u00a0uma prece por ele. A mulher concordou. O grupo entrou no quarto e come\u00e7ou a prece.\u00a0Entre eles, havia um que era m\u00e9dium de incorpora\u00e7\u00e3o. Em uma certa passagem da\u00a0prece, esse m\u00e9dium foi tomado por um esp\u00edrito que disse com profunda tristeza: &#8220;Foi a\u00a0\u00fanica maneira que tivemos para que o meu filho pudesse ouvir o Evangelho.&#8221; O esp\u00edrito\u00a0s\u00f3 disse isso e mais nada. A tia, ainda emocionada falou: &#8220;\u00c9 \u00a0engra\u00e7ado, costuma vir\u00a0aqui uma pessoa da igreja rezar para ele e ler a B\u00edblia. Ele at\u00e9 que gosta, n\u00e3o \u00e9,\u00a0Toninho? Voc\u00ea n\u00e3o gosta?&#8221; O rapaz nada respondeu, apenas olhou para todos os\u00a0presentes e no olhar dele havia muita dor, mas n\u00e3o revolta.\u00a0Ensinam os esp\u00edritos que a nossas exist\u00eancias em corpos f\u00edsicos n\u00e3o se d\u00e3o\u00a0apenas na Terra, mas tamb\u00e9m em outros mundos habitados. As encarna\u00e7\u00f5es que temos\u00a0na Terra n\u00e3o ser\u00e3o as primeiras nem ser\u00e3o as \u00faltimas, trata-se, entretanto, das mais\u00a0inferiores e distantes da perfei\u00e7\u00e3o. As esferas habitadas que giram no espa\u00e7o infinito\u00a0assemelham-se a escolas por que passam os esp\u00edritos na sua caminhada evolutiva. Desse\u00a0modo de ver, somos cidad\u00e3os do Cosmo, viajantes do Universo, e a nossa import\u00e2ncia\u00a0cresce consideravelmente. Assim, os esp\u00edritos que tenham dificuldade em avan\u00e7ar\u00a0podem permanecer em um determinado mundo at\u00e9 que tenham superado as condi\u00e7\u00f5es\u00a0de progresso daquele globo e possam encarnar em outro com melhor n\u00edvel de\u00a0adiantamento. Foi por esse motivo, muito provavelmente, que Jesus disse um dia: &#8220;Na\u00a0casa de meu Pai, h\u00e1 muitas moradas.&#8221; Sendo assim, podemos, reencarnar na Terra\u00a0muitas vezes, passando por aqui uma grande quantidade de tempo, caso n\u00e3o consigamos\u00a0arregimentar for\u00e7as para avan\u00e7armos mais.\u00a0Os esp\u00edritos, a rigor, n\u00e3o pertencem a um mundo espec\u00edfico. Um esp\u00edrito vindo\u00a0de outro planeta pode encarnar na Terra, assim como um de n\u00f3s poder\u00e1 encarnar em\u00a0outro mundo, naturalmente compat\u00edvel com a nossa evolu\u00e7\u00e3o. Tudo isso, entretanto, se\u00a0d\u00e1 dentro de uma ordem r\u00edgida e segundo leis estabelecidas por Deus. Viver na Terra,\u00a0contudo, n\u00e3o \u00e9 uma necessidade essencial dos esp\u00edritos. O que eles t\u00eam \u00e9 que passar\u00a0pelas condi\u00e7\u00f5es morais e intelectuais da Terra, e existem outros planetas que se\u00a0encontram mais ou menos nas mesmas condi\u00e7\u00f5es que o nosso. Desse modo, n\u00e3o h\u00e1\u00a0vantagem ou privil\u00e9gios em se encarnar na Terra. Em geral, pode-se dizer que se\u00a0progride na Terra como se pode progredir em outro planeta qualquer.<\/p>\n<p>A pergunta 176 de O Livro dos Esp\u00edritos aborda um tema interessante. Ali se l\u00ea: \u00a0\u00a0&#8220;Depois de haverem encarnado em outros planetas, podem os esp\u00edritos \u00a0encarnar\u00a0neste, sem que jamais a\u00ed tenham estado?\u201d<\/p>\n<p>R. Sim, do mesmo modo que v\u00f3s em outros. Todos os mundos s\u00e3o solid\u00e1rios: o\u00a0que n\u00e3o se faz em um, faz-se em outro.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qualidade de Vida e Espiritismo &#8211; Jos\u00e9 Carlos Leal &#8211;\u00a0 O povo costuma dizer que \u00e9 melhor dar que receber, contudo, temos que ter muito cuidado com esse ato. Vejamos as palavras do Ap\u00f3stolo dos gentios:\u00a01. 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