{"id":261,"date":"2013-03-04T10:51:55","date_gmt":"2013-03-04T13:51:55","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=261"},"modified":"2013-03-04T10:51:55","modified_gmt":"2013-03-04T13:51:55","slug":"fatalidade-e-destino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/fatalidade-e-destino\/","title":{"rendered":"Fatalidade e Destino"},"content":{"rendered":"<p><b>FATALIDADE E DESTINO &#8211; \u00a0ALGUNS APONTAMENTOS ANTE A LEI DE A\u00c7\u00c3O E REA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Na vida humana, tudo tem uma raz\u00e3o de ser, nada ocorre por acaso, ainda mesmo quando as situa\u00e7\u00f5es se nos afigurem tr\u00e1gicas. O recente acidente a\u00e9reo, ocorrido com o Airbus da TAM, que se chocou contra um pr\u00e9dio da empresa, ao lado do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de S\u00e3o Paulo, no dia 17 de julho de 2007, parece-nos um evidente epis\u00f3dio de resgate coletivo.<\/p>\n<p>Muitos desses acertos de contas s\u00e3o demonstrados pelos Esp\u00edritos, em diversas obras da literatura esp\u00edrita. Andr\u00e9 Luiz narra um desastre a\u00e9reo, em que o piloto, confuso pelo denso nevoeiro, n\u00e3o p\u00f4de evitar o choque da grande aeronave, espatifando-se contra a montanha. Neste caso, um instrutor espiritual comenta que &#8220;as v\u00edtimas certamente cometeram faltas em outras \u00e9pocas, atirando irm\u00e3os indefesos da parte superior de torres alt\u00edssimas para que seus corpos se espatifassem no ch\u00e3o; suicidas que lan\u00e7aram-se de altos picos ou edif\u00edcios, que por enquanto s\u00f3 encontraram recursos em t\u00e3o angustiante epis\u00f3dio para transformarem a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o&#8221;. (1)<\/p>\n<p>Quanto aos parentes mais pr\u00f3ximos das v\u00edtimas, como inseri-los no contexto dos fatos? Pela l\u00f3gica da vida, eles (os parentes, sobretudo os pais), muitas vezes, foram c\u00famplices de delitos lament\u00e1veis no passado, e, por isso, necessitam passar por essas penas, entronizando-se, aqui, a id\u00e9ia de que o acaso n\u00e3o existe na concep\u00e7\u00e3o esp\u00edrita.<\/p>\n<p>Como entender a magnanimidade da Bondade de Deus e o ensinamento do Cristo, ante as mortes coletivas, ocorridas em l961, naquele pat\u00e9tico inc\u00eandio do &#8220;Gran Circus Norte-Americano&#8221;, em Niter\u00f3i? Como compreender os \u00f3bitos registrados no terremoto que atingiu a cidade hist\u00f3rica de Bam, no Ir\u00e3, no final de 2003?<\/p>\n<p>Como explicar o acidente com o Boeing da Flash Airlines, que ocorreu no Egito, provocando a morte de 148 pessoas que estavam a bordo daquela aeronave, em 3 de janeiro de 2004? Qual o significado dos que foram tragados pelas \u00e1guas do Tsunami, trag\u00e9dia, cujas dimens\u00f5es deixaram o mundo inteiro consternado? O que pensar, ainda, sobre o naufr\u00e1gio do Titanic, transatl\u00e2ntico que transportava cerca de 2.200 pessoas? O que dizer das quase 3.000 v\u00edtimas decorrentes do ataque \u00e0s Torres G\u00eameas do World Trade Center, em Nova York, a 11 de setembro de 2001? Como interpretar esses destinos?<\/p>\n<p>Para as trag\u00e9dias coletivas, somente o Espiritismo tem as respostas l\u00f3gicas, profundas e claras, que explicam, esclarecem e, por via de conseq\u00fc\u00eancia, consolam os cora\u00e7\u00f5es humanos, perante os ressaibos amargosos dessas situa\u00e7\u00f5es. O fato \u00e9 que n\u00f3s criamos a culpa, e n\u00f3s mesmos formatamos os processos para extinguir os efeitos. Ante as situa\u00e7\u00f5es tr\u00e1gicas da Terra, o ser humano adquire mais experi\u00eancia e mais energias iluminativas no c\u00e9rebro e no cora\u00e7\u00e3o, para defender-se e valorizar cada instante de sua vida. Com as verdades reveladas pelo Espiritismo, compreende-se, hoje, a justi\u00e7a das prova\u00e7\u00f5es, entendendo-as como sendo uma amortiza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos de vidas pregressas.<\/p>\n<p>Autores espirituais explicam, a respeito desse assunto, que indiv\u00edduos envolvidos em crimes violentos, no passado e, tamb\u00e9m, no presente, a lei os traz de volta, por terem descuidado da \u00e9tica evang\u00e9lica. Retornam e se agrupam em determinado tempo e local, sofrendo mortes acidentais de v\u00e1rias naturezas, inclusive nas calamidades naturais. Assim, antes de reencarnarmos, sob o peso de d\u00e9bitos coletivos, somos informados, no al\u00e9m-t\u00famulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a d\u00edvida, por\u00e9m, o fato, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 determin\u00edstico, at\u00e9, porque, dependem de circunst\u00e2ncias v\u00e1rias em nossas vidas a sua consuma\u00e7\u00e3o, uma vez que a lei c\u00e1rmica admite flexibilidade, quando o amor rege a vida e &#8220;o amor cobre uma multid\u00e3o de pecados.&#8221; (2)<\/p>\n<p>Nossos registros hist\u00f3ricos pelas vias reencarnat\u00f3rias, muitas vezes acusam o nosso envolvimento em tristes epis\u00f3dios, nos quais causamos dor e sofrimento ao nosso pr\u00f3ximo. Muitas vezes, em nome do Cristo, ateamos fogo \u00e0s pessoas, nos campos, nas embarca\u00e7\u00f5es e nas cidades, num processo cego de persegui\u00e7\u00e3o aos &#8220;infi\u00e9is&#8221;. Com o tempo, ante os a\u00e7oites da consci\u00eancia, deparando-nos com o remorso, rogamos o retorno \u00e0 Terra pelo renascimento f\u00edsico, com pr\u00e9via programa\u00e7\u00e3o, para a desencarna\u00e7\u00e3o coletiva, em dolorosas experi\u00eancias de inc\u00eandios, afogamentos e outras tantas situa\u00e7\u00f5es traum\u00e1ticas para aliviar o tormento que nos comprime a mente.<\/p>\n<p>Ao reencarnarmos, atra\u00eddos por uma for\u00e7a magn\u00e9tica (sintonia vibrat\u00f3ria), consequente dos crimes praticados coletivamente, reunimo-nos circunstancialmente e, por meio de situa\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas, colhemos o mesmo mal que perpetramos contra nossas v\u00edtimas indefesas de antanho. Portanto, as faltas coletivamente cometidas pelas pessoas (que retornam \u00e0 vida f\u00edsica) s\u00e3o expiadas solidariamente, em raz\u00e3o dos v\u00ednculos espirituais entre elas existentes. Destarte, explica Emmanuel: &#8220;na prova\u00e7\u00e3o coletiva verifica-se a convoca\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos encarnados, participantes do mesmo d\u00e9bito, com refer\u00eancia ao passado delituoso e obscuro. O mecanismo da justi\u00e7a, na lei das compensa\u00e7\u00f5es, funciona ent\u00e3o espontaneamente, atrav\u00e9s dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas na d\u00edvida do pret\u00e9rito para os resgates em comum, raz\u00e3o por que, muitas vezes, intitulais \u2013 doloroso acaso &#8211; \u00e0s circunst\u00e2ncias que re\u00fanem as criaturas mais d\u00edspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo f\u00edsico ou as mais variadas mutila\u00e7\u00f5es, no quadro dos seus compromissos individuais.&#8221; (3)<\/p>\n<p>Embora muitos acidentes nos comovam profundamente, seriam as trag\u00e9dias suficientes para o resgate de crimes cru\u00e9is praticados no pret\u00e9rito remoto? Estamos convencidos de que n\u00e3o, muito embora as situa\u00e7\u00f5es &#8211; como essa vivenciada no dia 17 de julho de 2007 \u2013 nos levam a questionar, como, por exemplo: Por que esses acontecimentos funestos que despertam tanta compaix\u00e3o? Seria uma Fatalidade? Coisa do destino? Que conceitos est\u00e3o nos desenhos sem\u00e2nticos dessas palavras?<\/p>\n<p>Para o esp\u00edrita &#8220;fatal, no verdadeiro sentido da palavra, s\u00f3 o instante da morte&#8221; (4), pois, como disseram os Esp\u00edritos a Kardec : &#8220;quando \u00e9 chegado o momento de retorno para o Plano Espiritual, nada &#8220;te livrar\u00e1&#8221; e frequentemente o Esp\u00edrito tamb\u00e9m sabe o g\u00eanero de morte por que partir\u00e1 da terra&#8221;, &#8220;pois isso lhe foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela exist\u00eancia&#8221;. (5)<\/p>\n<p>Mais, ainda: &#8220;Gra\u00e7as \u00e0 Lei de A\u00e7\u00e3o e Rea\u00e7\u00e3o e ao Livre-Arb\u00edtrio, o homem pode evitar acontecimentos que deveriam realizar-se, como tamb\u00e9m permitir outros que n\u00e3o estavam previstos&#8221;. (6)<\/p>\n<p>A fatalidade s\u00f3 existe como algo tempor\u00e1rio, frente \u00e0 nossa condi\u00e7\u00e3o de imortais, com a finalidade de &#8220;retomada de rumo&#8221;. Fatalidade e destino inflex\u00edvel n\u00e3o se coadunam com os preceitos kardecianos. Quem cr\u00ea ser &#8220;v\u00edtima da fatalidade&#8221;, culpa somente o mundo exterior pelos seus erros e se recusa a admitir a conex\u00e3o que existe entre eles.<\/p>\n<p>O homem comum, nos seus interesses mesquinhos, n\u00e3o considera a dor sen\u00e3o como resgate e pagamento, desconhecendo o gozo de padecer por cooperar, sinceramente, na edifica\u00e7\u00e3o do Reino do Cristo.<\/p>\n<p>Aquele que se compraz na caminhada pelos atalhos do mal, a pr\u00f3pria Lei se incumbir\u00e1 de traz\u00ea-lo de retorno \u00e0s vias do bem. O passado, muitas vezes, determina o presente que, por sua vez, determina o futuro. &#8220;Quem com ferro fere, com ferro ser\u00e1 ferido&#8221; (7), disse o Mestre. Por\u00e9m , cabe uma ressalva, nem todo sofrimento \u00e9 expia\u00e7\u00e3o. No item 9, cap. V, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec assinala: &#8220;N\u00e3o se deve crer, entretanto, que todo sofrimento porque se passa neste mundo seja, necessariamente, o ind\u00edcio de uma determinada falta: trata-se, freq\u00fcentemente, de simples provas escolhidas pelo Esp\u00edrito para sua purifica\u00e7\u00e3o, para acelerar o seu adiantamento&#8221;.(8). S\u00e3o claras as palavras do Codificador.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e3o corretos aqueles que generalizam e afirmam que todo sofrimento \u00e9 resultado de erros praticados no passado. O desenvolvimento das potencialidades, a subida evolutiva, requer trabalho, esfor\u00e7o, superar desafios. Neste caso \u00e9 a prova\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o, a expia\u00e7\u00e3o, ou seja, s\u00e3o as tarefas a que o Esp\u00edrito se submete, a seu pr\u00f3prio pedido, com vistas ao seu progresso, \u00e0 conquista de um futuro melhor.<\/p>\n<p>Dentro do princ\u00edpio de Causa e Efeito, quem, em conjunto com outras pessoas, agrediu o pr\u00f3ximo n\u00e3o teria que ressarcir o d\u00e9bito em conjunto? \u00c9 esse o chamado &#8220;carma coletivo&#8221;. (9)<\/p>\n<p>Toda a\u00e7\u00e3o que praticamos, boa ou m\u00e1, recebemos de volta. Nosso passado determina nosso presente n\u00e3o existindo, pois, favoritismos, predestina\u00e7\u00f5es ou arb\u00edtrios divinos. A doutrina esp\u00edrita n\u00e3o prega o fatalismo e nem o conformismo cego diante das trag\u00e9dias da vida, mesmo das chamadas trag\u00e9dias coletivas. O que o Espiritismo ensina \u00e9 que a lei \u00e9 uma s\u00f3: para cada a\u00e7\u00e3o que praticamos, colheremos a rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O importante para os que ficam por aqui , na Terra, para que tenham o avan\u00e7o espiritual devido, \u00e9 n\u00e3o falir pela lamenta\u00e7\u00e3o, pela revolta pois &#8220;as grandes provas s\u00e3o quase sempre um ind\u00edcio de um fim de sofrimento e de aperfei\u00e7oamento do Esp\u00edrito, desde que sejam aceitas por amor a Deus&#8221;.(10)<\/p>\n<p>Diante do exposto, afirmamos que a fun\u00e7\u00e3o da dor \u00e9 ampliar horizontes, para realmente vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equil\u00edbrio. Por isto, diante dos compromissos c\u00e1rmicos, em expia\u00e7\u00f5es coletivas ou individuais, lembremo-nos sempre de que a finalidade da Lei de Deus \u00e9 a perfei\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, e que estamos, a cada dia, caminhando nesta destina\u00e7\u00e3o, onde o nosso esfor\u00e7o pessoal e a busca da paz estar\u00e3o agindo a nosso favor, minimizando ao m\u00e1ximo o peso dos d\u00e9bitos do ontem.<\/p>\n<p>J. Hessen<\/p>\n<p>jorgehessen@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FATALIDADE E DESTINO &#8211; \u00a0ALGUNS APONTAMENTOS ANTE A LEI DE A\u00c7\u00c3O E REA\u00c7\u00c3O Na vida humana, tudo tem uma raz\u00e3o de ser, nada ocorre por acaso, ainda mesmo quando as situa\u00e7\u00f5es se nos afigurem tr\u00e1gicas. 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