{"id":2681,"date":"2014-09-23T22:30:54","date_gmt":"2014-09-24T01:30:54","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=2681"},"modified":"2014-09-23T22:30:54","modified_gmt":"2014-09-24T01:30:54","slug":"a-fatalidade-e-os-pressentimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-fatalidade-e-os-pressentimentos\/","title":{"rendered":"A Fatalidade e os Pressentimentos"},"content":{"rendered":"<div class=\"xg_theme\" data-layout-pack=\"benedick\">\n<div id=\"xg_themebody\">\n<div id=\"xg\" class=\"xg_widget_profiles xg_widget_profiles_blog xg_widget_profiles_blog_show\">\n<div id=\"xg_body\">\n<div id=\"column1\" class=\"xg_column xg_span-16\">\n<div id=\"xg_canvas\" class=\"xj_canvas\">\n<div class=\"xg_module xg_blog xg_blog_detail xg_blog_mypage xg_module_with_dialog\">\n<div class=\"xg_module_body\">\n<div class=\"postbody\">\n<div class=\"xg_user_generated\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.institutoandreluiz.org\/fatalidade_pressentimentos.JPG\" alt=\"\" width=\"396\" height=\"266\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><a id=\"topo\" rel=\"nofollow\" name=\"topo\"><\/a><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.institutoandreluiz.org\/allan-kardec.JPG\" alt=\"\" width=\"185\" height=\"35\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\"><b>Revista Esp\u00edrita, mar\u00e7o de 1858<br \/>\nINSTRU\u00c7\u00d5ES DADAS POR S\u00c3O LU\u00cdS<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">Um dos nossos correspondentes nos escreveu o que segue: &#8220;<i>No m\u00eas de setembro \u00faltimo, uma embarca\u00e7\u00e3o leve, fazendo a travessia de Dunkerque \u00e0 Ostende, foi surpreendida por um tempo agitado e pela noite; o barquinho so\u00e7obra, e das oito pessoas que o tripulavam, quatro perecem; as outras quatro, entre as quais me encontrava, conseguiram se manter sobre a quilha. Permanecemos toda a noite nessa horr\u00edvel posi\u00e7\u00e3o, sem outra perspectiva do que a morte, que nos parecia inevit\u00e1vel e da qual experimentamos todas as ang\u00fastias. Ao amanhecer, tendo o vento nos levado \u00e0 costa, pudemos ganhar a terra a nado.<br \/>\n&#8220;Por que nesse perigo, igual para todos, s\u00f3 quatro pessoas sucumbiram? Anotai que, por minha parte, \u00e9 a sexta ou s\u00e9tima vez que escapo de um perigo t\u00e3o iminente, e quase nas mesmas circunst\u00e2ncias. Sou verdadeiramente levado a crer que m\u00e3o invis\u00edvel me protege. Que fiz para isso? N\u00e3o sei muito; sou sem import\u00e2ncia e sem utilidade neste mundo, e n\u00e3o me gabo de valer mais do que os outros; longe disso: havia, entre as v\u00edtimas do acidente, um digno eclesi\u00e1stico, modelo de virtudes evang\u00e9licas, e uma vener\u00e1vel irm\u00e3 de S\u00e3o Vicente de Paulo, que iam cumprir uma santa miss\u00e3o de caridade crist\u00e3. A fatalidade me parece ter um grande papel no meu destino. Os Esp\u00edritos, nela n\u00e3o estariam para alguma coisa? Seria poss\u00edvel ter, por eles, uma explica\u00e7\u00e3o a esse respeito, perguntando-lhes, por exemplo, se s\u00e3o eles que provocam ou afastam os perigos que nos amea\u00e7am?<\/i>&#8220;<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">Conforme o desejo de nosso correspondente, dirigimos as perguntas seguintes ao Esp\u00edrito de S\u00e3o Lu\u00eds que gosta de se comunicar conosco todas as vezes que h\u00e1 uma instru\u00e7\u00e3o \u00fatil para dar:<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">1. Quando um perigo iminente amea\u00e7a algu\u00e9m, \u00e9 um Esp\u00edrito que dirige o perigo, e quando dele escapa, \u00e9 um outro Esp\u00edrito que o afasta?<br \/>\nResposta:\u00a0<i>Quando um Esp\u00edrito se encarna, escolhe uma prova; escolhendo-a se faz uma esp\u00e9cie de destino, que n\u00e3o pode mais conjurar, uma vez que a ele est\u00e1 submetido; falo de provas f\u00edsicas. Conservando o Esp\u00edrito no seu livre arb\u00edtrio, sobre o bem e o mal, \u00e9 sempre o senhor para suportar ou repelir a prova; um bom Esp\u00edrito, vendo-o enfraquecer, pode vir em sua ajuda, mas n\u00e3o pode influir, sobre ele, de maneira a dominar a sua vontade. Um Esp\u00edrito mau, quer dizer, inferior, mostrando-lhe, exagerando-lhe um perigo f\u00edsico, pode abal\u00e1-lo e amedront\u00e1-lo, mas, a vontade do Esp\u00edrito encarnado n\u00e3o fica menos livre de todo entrave.<\/i><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">2. Quando um homem est\u00e1 no ponto de perecer por acidente, me parece que o livre arb\u00edtrio nisso n\u00e3o vale nada. Pergunto, pois, se \u00e9 um mau Esp\u00edrito que provoca esse acidente, que dele \u00e9, de algum modo, o agente; e, no caso em que se livra do perigo, se um bom Esp\u00edrito veio em sua ajuda.<br \/>\nResposta:\u00a0<i>O bom Esp\u00edrito ou o mau Esp\u00edrito n\u00e3o pode sen\u00e3o sugerir bons ou maus pensamentos, segundo a sua natureza. O acidente est\u00e1 marcado no destino do homem. Quando a tua vida \u00e9 posta em perigo, trata-se de uma advert\u00eancia que tu mesmo a desejaste, a fim de te desviares do mal e de te tomares melhor. Quando tu escapas desse perigo, ainda sob a influ\u00eancia do perigo que correste, pensas mais ou menos fortemente, segundo a a\u00e7\u00e3o mais ou menos forte dos bons Esp\u00edritos, em te tomares melhor. O mau Esp\u00edrito sobrevindo (digo mau subentendendo que o mal ainda est\u00e1 nele), pensas que escapar\u00e1s do mesmo modo de outros perigos e deixas, de novo, tuas paix\u00f5es se desencadearem.<\/i><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">3. A fatalidade que parece presidir aos destinos materiais de nossas vidas seria, pois, ainda o efeito do nosso livre arb\u00edtrio?\u00a0<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">Resposta:\u00a0<i>Tu mesmo escolheste tua prova: quanto mais ela \u00e9 rude, melhor tu a suportes, mais tu te elevas. Aqueles que passam sua vida em abund\u00e2ncia e na felicidade humana, s\u00e3o Esp\u00edritos frouxos que permanecem estacion\u00e1rios. Assim, o n\u00famero dos infortunados sobrepuja em muito o dos felizes desse mundo, tendo em vista que os Esp\u00edritos procuram, em maior parte, a prova que lhes ser\u00e1 a mais frut\u00edfera. Eles v\u00eaem muito bem a futilidade de vossas grandezas e de vossas alegrias. Ali\u00e1s, a vida mais feliz \u00e9 sempre agitada, sempre perturbada, n\u00e3o seria isso sen\u00e3o pela aus\u00eancia da dor.<\/i><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">4. Compreendemos perfeitamente essa doutrina, mas isso n\u00e3o nos explica se certos Esp\u00edritos t\u00eam uma a\u00e7\u00e3o direta sobre a causa material do acidente. Suponhamos que no momento em que um homem passa sobre uma ponte, essa ponte se desmorona. Que impeliu o homem a passar nessa ponte?<br \/>\nResposta:\u00a0<i>Quando um homem passa sobre uma ponte que deve se romper, n\u00e3o \u00e9 um Esp\u00edrito que o conduz a passar nessa ponte, \u00e9 o instinto do seu destino que para l\u00e1 o leva.<\/i><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">5. O que fez desmoronar a ponte?<br \/>\nResposta:\u00a0<i>As circunst\u00e2ncias naturais. A mat\u00e9ria tem nelas suas causas de destrui\u00e7\u00e3o. No caso do qual se trata o Esp\u00edrito, tendo necessidade de recorrer a um elemento estranho \u00e0 sua natureza para mover as forcas naturais, recorrer\u00e1 antes \u00e0 intui\u00e7\u00e3o espiritual. Assim tal ponte adiante se rompe, a \u00e1gua tendo desconjuntado as pedras que a comp\u00f5e, a ferrugem tendo corro\u00eddo a corrente que a suspenda, o Esp\u00edrito, digo eu, ensinar\u00e1 antes ao homem para que passe por essa ponte do que fazer romper uma outra sob seus passos. Ali\u00e1s, tendes uma prova material do que eu adianto: qualquer acidente que chegue sempre naturalmente, quer dizer, de causas que se ligam umas as outras, e se conduzem insensivelmente.<\/i><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">6. Tomemos um outro caso no qual a destrui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria n\u00e3o seja a causa do acidente. Um homem mal intencionado atira sobre mim, a bala me ro\u00e7a, n\u00e3o me atinge. Um Esp\u00edrito benevolente pode t\u00ea-la desviado?<br \/>\nResposta:\u00a0<i>N\u00e3o<\/i>.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">7. Os Esp\u00edritos podem nos advertir diretamente de um perigo? Eis um fato que parece confirm\u00e1-lo: uma mulher sa\u00eda de sua casa e seguia pela avenida. Uma voz \u00edntima lhe diz: Vai-te; retorna para tua casa. Ela hesita. A mesma voz se faz ouvir v\u00e1rias vezes; ent\u00e3o, ela volta sobre seus passos; mas, reconsiderando-se, ela se diz: que vou fazer em minha casa? Dela sa\u00ed; \u00e9 sem d\u00favida um efeito de minha imagina\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, ela continua o seu caminho. A alguns passos dali, uma viga que se soltou de uma casa, atinge-lhe a cabe\u00e7a e a derruba inconsciente. Qual era essa voz? N\u00e3o foi um pressentimento do que ia acontecer a essa mulher?<br \/>\nResposta:\u00a0\u00a0<i>A do instinto; ali\u00e1s, nenhum pressentimento tem tais caracteres: sempre s\u00e3o vagos<\/i>.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">8. Que entendeis pela voz do instinto?<br \/>\nResposta:\u00a0\u00a0<i>Entendo que o Esp\u00edrito, antes de se encarnar, tem conhecimento de todas as fases de sua exist\u00eancia; quando estas t\u00eam um car\u00e1ter saliente, delas conserva uma esp\u00e9cie de impress\u00e3o no foro \u00edntimo, e essa impress\u00e3o, despertando quando o momento se aproxima, torna-se pressentimento.\u00a0<\/i><br \/>\nNota. As explica\u00e7\u00f5es acima reportam-se \u00e0 fatalidade dos acontecimentos materiais. A fatalidade morai est\u00e1 tratada, de modo completo, em O Livro dos Esp\u00edritos. (A.K.)<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Esp\u00edrita, mar\u00e7o de 1858 INSTRU\u00c7\u00d5ES DADAS POR S\u00c3O LU\u00cdS Um dos nossos correspondentes nos escreveu o que segue: &#8220;No m\u00eas de setembro \u00faltimo, uma embarca\u00e7\u00e3o leve, fazendo a travessia de Dunkerque \u00e0 Ostende, foi surpreendida por um tempo agitado &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-fatalidade-e-os-pressentimentos\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,16],"tags":[],"class_list":["post-2681","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-espiritismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2681","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2681"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2681\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2682,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2681\/revisions\/2682"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}