{"id":2785,"date":"2014-11-13T19:57:10","date_gmt":"2014-11-13T21:57:10","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=2785"},"modified":"2014-11-13T19:58:32","modified_gmt":"2014-11-13T21:58:32","slug":"a-resiliencia-na-visao-espirita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-resiliencia-na-visao-espirita\/","title":{"rendered":"A Resili\u00eancia na Vis\u00e3o Esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"<div class=\"xg_theme\" data-layout-pack=\"benedick\">\n<div id=\"xg_themebody\">\n<div id=\"xg\" class=\"xg_widget_profiles xg_widget_profiles_blog xg_widget_profiles_blog_show\">\n<div id=\"xg_body\">\n<div id=\"column1\" class=\"xg_column xg_span-16\">\n<div id=\"xg_canvas\" class=\"xj_canvas\">\n<div class=\"xg_module xg_blog xg_blog_detail xg_blog_mypage xg_module_with_dialog\">\n<div class=\"xg_headline xg_headline-img xg_headline-2l\">\n<div class=\"tb\">\n<p><a class=\"irc_mutl\" href=\"http:\/\/www.google.com.br\/url?sa=i&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;frm=1&amp;source=images&amp;cd=&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0CAcQjRw&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.vladman.net%2Fblog%2Fingredientes-da-resili%25C3%25AAncia&amp;ei=NkJlVPyaMYOfNs7Rg6gI&amp;bvm=bv.79142246,d.cWc&amp;psig=AFQjCNHRok4I9zoEvCIYEDVZpwA6X5vhKg&amp;ust=1416008605325891\" data-ved=\"0CAcQjRw\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"irc_mut\" src=\"https:\/\/encrypted-tbn3.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcTY0vrczU8JVUWR-ksoLvPk-iY42HqXmixZ3uC6D2eCh3iDa_6T\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"312\" \/><\/a><\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o 1852 da Revista VEJA1 , de 5 de maio de 2004, na se\u00e7\u00e3o P\u00e1ginas Amarelas, entrevista a professora Andr\u00e9a Salgado que, no fim do ano passado, teve suas duas pernas decepadas com a colis\u00e3o de uma lancha com o banana boat em que passeava em uma praia do litoral fluminense. O acidente por si s\u00f3 uma trag\u00e9dia, agrava-se pela impunidade j\u00e1 que os respons\u00e1veis at\u00e9 hoje n\u00e3o respondem pelo crime de les\u00e3o corporal grave. Acrescente-se a tudo isso a transforma\u00e7\u00e3o radical a que foi sujeita, aos 33 anos, casada e m\u00e3e de 2 filhos de 4 e 7 anos. Hoje est\u00e1 treinando para andar com as pernas artificiais. Conta ainda a reportagem que seis meses ap\u00f3s o acidente, a professora mant\u00e9m o otimismo. Perguntada sobre a origem desse \u00e2nimo ela confessa n\u00e3o saber que tinha essa for\u00e7a toda. Atribui a Deus e ao apoio da fam\u00edlia e que no in\u00edcio foi ela quem deu for\u00e7a para o marido e os filhos. Decidira n\u00e3o viver lamentando o que perdera e sim o que ganhara, ou seja, a vida. Estar viva para ela foi uma vit\u00f3ria, ainda que sem as pernas.<\/p>\n<p>Mas o que esse fato tem a ver com a resili\u00eancia do t\u00edtulo? A imprensa leiga est\u00e1 timidamente abordando esse tema. Recentemente a revista Cl\u00e1udia (abril 2004) fez uma boa mat\u00e9ria sobre o assunto e o encarte da Folha, Sinapse, de 27 de Abril de 2004, tamb\u00e9m fez algumas refer\u00eancias, ainda que pequenas. Tive meu contato com a resili\u00eancia ao estudar o estresse docente, para minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, buscando entender por que alguns professores sabiam lidar com as adversidades da profiss\u00e3o enquanto outros sucumbiam diante das mesmas. Na tentativa de entender essa varia\u00e7\u00e3o de comportamento, aprendi que existe um fator importante que faz a diferen\u00e7a. Atribuem os estudiosos \u00e0 personalidade mais resistente ou n\u00e3o ao estresse. Os professores que n\u00e3o se deixavam abater apresentavam certas caracter\u00edsticas que compunham a personalidade resiliente.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"xg_module_body\">\n<div class=\"postbody\">\n<div class=\"xg_user_generated\">\n<p>A resili\u00eancia \u00e9 caracterizada por um conjunto de atitudes adotadas pelo ser humano para resistir aos embates da vida. O termo vem de uma propriedade da F\u00edsica sobre a capacidade que os corpos t\u00eam de voltar \u00e0 sua forma original, depois de submetidos a um esfor\u00e7o intenso. Fazer a simples transposi\u00e7\u00e3o da F\u00edsica para a Psicologia n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel porque, aplicado aos seres humanos, o conceito se destaca exatamente pela capacidade do indiv\u00edduo dar a volta por cima das situa\u00e7\u00f5es de risco e voltar TRANSFORMADO, crescendo com a experi\u00eancia.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise dos comportamentos leva \u00e0 id\u00e9ia de que todo ser humano traz dentro de si essa capacidade inata. Alguns a estimulam por si mesmos sobrepujando guerras, maus tratos, conflitos diversos. Outros precisam de ajuda externa, seja de comunidades religiosas ou n\u00e3o, da fam\u00edlia ou de terapeutas para ajud\u00e1-los a criar os fatores de prote\u00e7\u00e3o que suavizam os fatores de risco. Ou seja, s\u00e3o as for\u00e7as internas e externas que contribuem para minorar esses fatores de risco. E a essa for\u00e7a chama-se resili\u00eancia. Assim diz-se que um indiv\u00edduo \u00e9 resiliente quando consegue superar (e n\u00e3o necessariamente eliminar) as adversidades, encontrando for\u00e7as para aprender com elas.<\/p>\n<p>A forma como lidamos com os agentes estressores \u00e9 que determinaria o grau de resili\u00eancia alcan\u00e7ado. O ser resiliente n\u00e3o foge das opress\u00f5es e consegue neutralizar seus efeitos sem que necessariamente as mesmas sejam afastadas ou diminu\u00eddas. Como exemplo, citamos os sobreviventes dos campos de concentra\u00e7\u00e3o que, apesar de todas as adversidades, ainda encontraram dentro de si mesmos for\u00e7a para resistir, sem que tenha havido redu\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o ao risco.<\/p>\n<p>Voltando ao comportamento da jovem e bonita professora percebemos sua atitude resiliente quando demonstra uma for\u00e7a, uma coragem que, como dissemos, existe latente no ser humano e que emerge diante das situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. Ora cria seus pr\u00f3prios fatores de prote\u00e7\u00e3o, ora utiliza os externos (Deus e a fam\u00edlia). Destaque-se aqui o elo com a religi\u00e3o n\u00e3o para servir de fuga psicol\u00f3gica mas para ajudar no enfrentamento dos conflitos.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o esp\u00edrita, o conceito de resili\u00eancia se alarga porque ao depararmos com as diferen\u00e7as de personalidade para justificar a maneira mais f\u00e1cil ou dif\u00edcil, de lidar com as adversidades, vamos ao encontro do conceito do esp\u00edrito eterno, milenar, que atravessa as eras em aprendizado cont\u00ednuo.<\/p>\n<p>Conhecedores de que nosso planeta abriga seres em diversas escalas de evolu\u00e7\u00e3o e que os mais adiantados servem-nos de exemplo para nosso pr\u00f3prio crescimento, fica mais f\u00e1cil entender porque alguns s\u00e3o mais fortes e descobrem em si mesmos a for\u00e7a para lutar. Jesus j\u00e1 n\u00e3o dizia que s\u00f3 ter\u00edamos o fardo que ag\u00fcentamos suportar? Por isso, a professora, apesar de toda luta, serve de exemplo para tantos outros:\u00a0\u201cMuita gente me procura para dizer que recuperou a vontade de viver depois de conhecer minha hist\u00f3ria. Isso me deixa contente e me d\u00e1 mais for\u00e7a ainda para prosseguir.\u201d<\/p>\n<p>Joanna de \u00c2ngelis, no profundo livro O Despertar do Esp\u00edrito2 (p.173) nos esclarece que \u201cessa for\u00e7a para o crescimento, haure-a ele (o esp\u00edrito) na realidade de si mesmo, \u00ednsita nos pain\u00e9is profundos da sua essencialidade\u201d.<\/p>\n<p>Andr\u00e9a Salgado, a professora, revela como encontra for\u00e7as (p.13):<br \/>\n\u201cComo n\u00e3o posso voltar atr\u00e1s, tenho de dar a volta por cima. Quando vejo que estou ficando triste, digo a mim mesma: levanta essa cabe\u00e7a!\u201d<\/p>\n<p>Esse comportamento exemplifica como o sofrimento pode ser modificado \u201cmediante a coragem de os defrontar e trabalh\u00e1-los corajosamente com os instrumentos da realidade\u201d. 3<\/p>\n<p>A teoria da resili\u00eancia defende a capacidade individual do ser humano de aprender a trabalhar comportamentos que reduzam a a\u00e7\u00e3o dos agentes estressores, admitindo que a personalidade pode mudar sua maneira de ser, se a ela forem dadas as ferramentas adequadas para a constru\u00e7\u00e3o do novo indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Ao entender que o ser humano pode ser modificado para melhor, a teoria da resili\u00eancia se aproxima do conceito esp\u00edrita de evolu\u00e7\u00e3o espiritual.<\/p>\n<p>Ser resiliente tamb\u00e9m implica em aceitar as coisas como s\u00e3o, se n\u00e3o puderem ser modificadas. A ang\u00fastia leva algumas pessoas ao desespero enquanto outras procuram consolo e resposta para os acontecimentos.<\/p>\n<p>Andr\u00e9a, apesar de cat\u00f3lica, depois do acidente encontrou muitas respostas no Espiritismo, tendo aprendido que nada acontece por acaso. Comenta tamb\u00e9m que tem lido muitos livros kardecistas, livros com mensagens de otimismo. Certamente esse contato com uma nova realidade \u00e9 que tem suprido sua necessidade de conforto espiritual, fazendo nascer a vontade de lutar e a esperan\u00e7a por dias melhores, observado quando assim se expressa: \u201cComo \u00e9 certo que n\u00e3o terei minhas pernas de volta, n\u00e3o adianta ficar na cama chorando. Tenho de ficar boa para cuidar da minha fam\u00edlia. Tento usar minha energia para mudar o enredo dessa hist\u00f3ria.\u201d<\/p>\n<p>S\u00e3o comportamentos como o de Andr\u00e9a que nos levam a analisar as diversas rea\u00e7\u00f5es dos indiv\u00edduos. Ao se fazer um exame do sofrimento, observamos que, conforme esclarece o Espiritismo, cada um passa pelas experi\u00eancias que necessita para evoluir. E que essas experi\u00eancias podem vir carregadas de um sofrimento intenso. J\u00e1 a forma de lidar com a dor vai variar de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo. Joanna de \u00c2ngelis complementa dizendo que \u201ca sensibilidade \u00e0 dor depende do grau de evolu\u00e7\u00e3o do ser, do seu n\u00edvel de consci\u00eancia\u201d. Diz ainda, a nobre mentora que\u00a0\u201c\u00e0 medida que progride, que sai do mecanismo dos fen\u00f4menos e adquire responsabilidade como decorr\u00eancia da conscientiza\u00e7\u00e3o da sua realidade, ele se torna mais perceptivo ao sofrimento, embora, simultaneamente, mais resistente.\u201d4<\/p>\n<p>\u00c9 a lucidez da consci\u00eancia que equipa o indiv\u00edduo na supera\u00e7\u00e3o da amargura, do desespero, da infelicidade, esclarece Joanna. Segundo a s\u00e1bia mensageira de Cristo, em virtude da compreens\u00e3o que o ser demonstra em torno dos objetivos espirituais de sua exist\u00eancia, fica mais f\u00e1cil entender e aceitar o sofrimento e a necessidade de ainda se encontrar nas faixas mais \u00e1speras do mecanismo evolutivo.<\/p>\n<p>Essa aceita\u00e7\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o dos desafios que a vida terrena nos oferece \u00e9 que demonstram atitudes resilientes. Mais uma vez a Psicologia Esp\u00edrita se aproxima da ci\u00eancia, no caso, da Psicologia Social, quando mostra e explica as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as do comportamento dos esp\u00edritos encarnados aqui na Terra.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<br \/>\n1 Revista VEJA \u2013 P\u00e1ginas Amarelas &#8211; Entrevista Prof\u00aa Andr\u00e9a Salgado. Por Ariel Kostman. &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 1852 &#8211; 5 de maio de 2004 P. 13,16-17.<br \/>\n2 \u00c2NGELIS, Joanna de. O Despertar do Esp\u00edrito. Psicografia: Divaldo Pereira Franco. Salvador: LEAL, 2000 \u2013 2a. ed.<br \/>\n3 \u00c2NGELIS, Joanna de. Triunfo Pessoal. Psicografia: Divaldo Pereira Franco. Salvador: LEAL, 2000, 2a. ed.<br \/>\n4 \u00c2NGELIS, Joanna de. Autodescobrimento. Psicografia: Divaldo Pereira Franco. Salvador: LEAL, 1995.<\/p>\n<p>F\u00e1tima Ara\u00fajo de Carvalho &#8211; RIE<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.redeamigoespirita.com.br\/profiles\/blogs\/a-resili-ncia-na-vis-o-esp-rita\">redeamigoespirita<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A edi\u00e7\u00e3o 1852 da Revista VEJA1 , de 5 de maio de 2004, na se\u00e7\u00e3o P\u00e1ginas Amarelas, entrevista a professora Andr\u00e9a Salgado que, no fim do ano passado, teve suas duas pernas decepadas com a colis\u00e3o de uma lancha com &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-resiliencia-na-visao-espirita\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,16],"tags":[],"class_list":["post-2785","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-espiritismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2785","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2785"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2785\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2787,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2785\/revisions\/2787"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2785"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2785"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2785"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}