{"id":345,"date":"2013-03-11T21:33:45","date_gmt":"2013-03-12T00:33:45","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=345"},"modified":"2013-05-07T16:34:47","modified_gmt":"2013-05-07T19:34:47","slug":"a-passagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-passagem\/","title":{"rendered":"A Passagem"},"content":{"rendered":"<p>O CEU E O INFERNO SEGUNDO O ESPIRITISMO<\/p>\n<p>II PARTE &#8211;\u00a0 CAP\u00cdTULO 1<\/p>\n<p>O PASSAMENTO<\/p>\n<p>1. &#8211; A certeza da vida futura n\u00e3o exclui as apreens\u00f5es quanto \u00e0 passagem desta para a outra vida. H\u00e1 muita gente que teme n\u00e3o a morte, em si, mas o momento da transi\u00e7\u00e3o. Sofremos ou n\u00e3o nessa passagem? Por isso se inquietam, e com raz\u00e3o, visto que ningu\u00e9m foge \u00e0 lei fatal dessa transi\u00e7\u00e3o. Podemos dispensar-nos de uma viagem neste mundo, menos essa. Ricos e pobres, devem todos faz\u00ea-la, e, por dolorosa que seja a franquia, nem posi\u00e7\u00e3o nem fortuna poderiam suaviz\u00e1-la<\/p>\n<p>2. &#8211; Vendo-se a calma de alguns moribundos e as convuls\u00f5es terr\u00edveis de outros, pode-se previamente julgar que as sensa\u00e7\u00f5es experimentadas nem sempre s\u00e3o as mesmas. Quem poder\u00e1 no entanto esclarecer-nos a tal respeito? Quem nos descrever\u00e1 o fen\u00f4meno fisiol\u00f3gico da separa\u00e7\u00e3o entre a alma e o corpo? Quem nos contar\u00e1 as impress\u00f5es desse instante supremo quando a Ci\u00eancia e a Religi\u00e3o se calam? E calam-se porque lhes falta o conhecimento das leis que regem as rela\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito e da mat\u00e9ria, parando uma nos umbrais da vida espiritual e a outra nos d\u00e1 vida material. O Espiritismo \u00e9 o tra\u00e7o de uni\u00e3o entre as duas, e s\u00f3 ele pode dizer-nos como se opera a transi\u00e7\u00e3o, quer pelas no\u00e7\u00f5es mais positivas da natureza da alma, quer pela descri\u00e7\u00e3o dos que deixaram este mundo. O conhecimento do la\u00e7o flu\u00eddico que une a alma ao corpo \u00e9 a chave desse e de muitos outros fen\u00f4menos.<\/p>\n<p>3. &#8211; A insensibilidade da mat\u00e9ria inerte \u00e9 um fato, e s\u00f3 a alma experimenta sensa\u00e7\u00f5es de dor e de prazer. Durante a vida, toda a desagrega\u00e7\u00e3o material repercute na alma, que por este motivo recebe uma impress\u00e3o mais ou menos dolorosa. \u00c9 a alma e n\u00e3o o corpo quem sofre, pois este n\u00e3o \u00e9 mais que instrumento da dor: &#8211; aquela \u00e9 o paciente. Ap\u00f3s a morte, separada a alma, o corpo pode ser impunemente mutilado que nada sentir\u00e1; aquela, por insulada, nada experimenta da destrui\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. A alma tem sensa\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias cuja fonte n\u00e3o reside na mat\u00e9ria tang\u00edvel. O per\u00edspirito \u00e9 o envolt\u00f3rio da alma e n\u00e3o se separa dela nem antes nem depois da morte. Ele n\u00e3o forma com ela mais que uma s\u00f3 entidade, e nem mesmo se pode conceber uma sem outro. Durante a vida o fluido perispir\u00edtico penetra o corpo em todas as suas partes e serve de ve\u00edculo \u00e0s sensa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas da alma, do mesmo modo como esta, por seu interm\u00e9dio, atua sobre o corpo e dirige-lhe os movimentos.<\/p>\n<p>4. &#8211; A extin\u00e7\u00e3o da vida org\u00e2nica acarreta a separa\u00e7\u00e3o da alma em consequ\u00eancia do rompimento do la\u00e7o flu\u00eddico que a une ao corpo, mas essa separa\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 brusca. O fluido perispiritual s\u00f3 pouco a pouco se desprende de todos os \u00f3rg\u00e3os, de sorte que a separa\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 completa e absoluta quando n\u00e3o mais reste um \u00e1tomo do perisp\u00edrito ligado a uma mol\u00e9cula do corpo. &#8220;A sensa\u00e7\u00e3o dolorosa da alma, por ocasi\u00e3o da morte, est\u00e1 na raz\u00e3o direta da soma dos pontos de contato existentes entre o corpo e o perisp\u00edrito, e, por conseguinte, tamb\u00e9m da maior ou menor dificuldade que apresenta o rompimento.&#8221; N\u00e3o \u00e9 preciso portanto dizer que, conforme as circunst\u00e2ncias, a morte pode ser mais ou menos penosa. Estas circunst\u00e2ncias \u00e9 que nos cumpre examinar.<\/p>\n<p>5. &#8211; Estabele\u00e7amos em primeiro lugar, e como princ\u00edpio, os quatro seguintes casos, que podemos reputar situa\u00e7\u00f5es extremas dentro de cujos limites h\u00e1 uma infinidade de variantes: 1\u00b0 &#8211; Se no momento em que se extingue a vida org\u00e2nica o desprendimento do perisp\u00edrito fosse completo, a alma nada sentiria absolutamente. 2\u00b0 &#8211; Se nesse momento a coes\u00e3o dos dois elementos estiver no auge de sua for\u00e7a, produz-se uma esp\u00e9cie de ruptura que reage dolorosamente sobre a alma. 3\u00b0 &#8211; Se a coes\u00e3o for fraca, a separa\u00e7\u00e3o torna-se f\u00e1cil e opera-se sem abalo. 4\u00b0 &#8211; Se ap\u00f3s a cessa\u00e7\u00e3o completa da vida org\u00e2nica existirem ainda numerosos pontos de contato entre o corpo e o perisp\u00edrito, a alma poder\u00e1 ressentir-se dos efeitos da decomposi\u00e7\u00e3o do corpo, at\u00e9 que o la\u00e7o inteiramente se desfa\u00e7a. Da\u00ed resulta que o sofrimento, que acompanha a morte, est\u00e1 subordinado \u00e0 for\u00e7a adesiva que une o corpo ao perisp\u00edrito; que tudo o que puder atenuar essa for\u00e7a, e acelerar a rapidez do desprendimento, torna a passagem menos penosa; e, finalmente, que, se o desprendimento se operar sem dificuldade, a alma deixar\u00e1 de experimentar qualquer sentimento desagrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>6. &#8211; Na transi\u00e7\u00e3o da vida corporal para a espiritual, produz-se ainda um outro fen\u00f4meno de import\u00e2ncia capital &#8211; a perturba\u00e7\u00e3o. Nesse instante a alma experimenta um torpor que paralisa momentaneamente as suas faculdades, neutralizando, ao menos em parte, as sensa\u00e7\u00f5es. \u00c9 como se diss\u00e9ssemos um estado de catalepsia, de modo que a alma quase nunca testemunha conscientemente o derradeiro suspiro. Dizemos quase nunca, porque h\u00e1 casos em que a alma pode contemplar conscientemente o desprendimento, como em breve veremos. A perturba\u00e7\u00e3o pode, pois, ser considerada o estado normal no instante da morte e perdurar por tempo indeterminado, variando de algumas horas a alguns anos. A pro- por\u00e7\u00e3o que se liberta, a alma encontra-se numa situa\u00e7\u00e3o compar\u00e1vel \u00e0 de um homem que desperta de profundo sono; as ideias s\u00e3o confusas, vagas, incertas; a vista apenas distingue como que atrav\u00e9s de um nevoeiro, mas pouco a pouco se aclara, desperta-se-lhe a mem\u00f3ria e o conhecimento de si mesma. Bem diverso \u00e9, contudo, esse despertar; calmo, para uns, acorda-lhes sensa\u00e7\u00f5es deliciosas; t\u00e9trico, aterrador e ansioso, para outros, \u00e9 qual horrendo pesadelo.<\/p>\n<p>7. &#8211; O \u00faltimo alento quase nunca \u00e9 doloroso, uma vez que ordinariamente ocorre em momento de inconsci\u00eancia, mas a alma sofre antes dele a desagrega\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria, nos estertores da agonia, e, depois, as ang\u00fastias da perturba\u00e7\u00e3o. Demo-nos pressa em afirmar que esse estado n\u00e3o \u00e9 geral, porquanto a intensidade e dura\u00e7\u00e3o do sofrimento est\u00e3o na raz\u00e3o direta da afinidade existente entre corpo e perisp\u00edrito. Assim, quanto maior for essa afinidade, tanto mais penosos e prolongados ser\u00e3o os esfor\u00e7os da alma para desprender-se. H\u00e1 pessoas nas quais a coes\u00e3o \u00e9 t\u00e3o fraca que o desprendimento se opera por si mesmo, como que naturalmente; \u00e9 como se um fruto maduro se desprendesse do seu caule, e \u00e9 o caso das mortes calmas, de pac\u00edfico despertar.<\/p>\n<p>8. &#8211; A causa principal da maior ou menor facilidade de desprendimento \u00e9 o estado moral da alma. A afinidade entre o corpo e o perisp\u00edrito \u00e9 proporcional ao apego \u00e0 mat\u00e9ria, que atinge o seu m\u00e1ximo no homem cujas preocupa\u00e7\u00f5es dizem respeito exclusiva e unicamente \u00e0 vida e gozos materiais. Ao contr\u00e1rio, nas almas puras, que antecipadamente se identificam com a vida espiritual, o apego \u00e9 quase nulo. E desde que a lentid\u00e3o e a dificuldade do desprendimento est\u00e3o na raz\u00e3o do grau de pureza e desmaterializa\u00e7\u00e3o da alma, de n\u00f3s somente depende o tornar f\u00e1cil ou penoso, agrad\u00e1vel ou doloroso, esse desprendimento. Posto isto, quer como teoria, quer como resultado de observa\u00e7\u00f5es, resta-nos examinar a influ\u00eancia do g\u00eanero de morte sobre as sensa\u00e7\u00f5es da alma nos \u00faltimos transes.<\/p>\n<p>9. &#8211; Em se tratando de morte natural resultante da extin\u00e7\u00e3o das for\u00e7as vitais por velhice ou doen\u00e7a, o desprendimento opera-se gradualmente; para o homem cuja alma se desmaterializou e cujos pensamentos se destacam das coisas terrenas, o desprendimento quase se completa antes da morte real, isto \u00e9, ao passo que o corpo ainda tem vida org\u00e2nica, j\u00e1 o Esp\u00edrito penetra a vida espiritual, apenas ligado por elo t\u00e3o fr\u00e1gil que se rompe com a \u00faltima pancada do cora\u00e7\u00e3o. Nesta conting\u00eancia o Esp\u00edrito pode ter j\u00e1 recuperado a sua lucidez, de molde a tornar-se testemunha consciente da extin\u00e7\u00e3o da vida do corpo, considerando-se feliz por t\u00ea-lo deixado. Para esse a perturba\u00e7\u00e3o \u00e9 quase nula, ou antes, n\u00e3o passa de ligeiro sono calmo, do qual desperta com indiz\u00edvel impress\u00e3o de esperan\u00e7a e ventura. No homem materializado e sensual, que mais viveu do corpo que do Esp\u00edrito, e para o qual a vida espiritual nada significa, nem sequer lhe toca o pensamento, tudo contribui para estreitar os la\u00e7os materiais, e, quando a morte se aproxima, o desprendimento, conquanto se opere gradualmente tamb\u00e9m, demanda cont\u00ednuos esfor\u00e7os. As convuls\u00f5es da agonia s\u00e3o ind\u00edcios da luta do Esp\u00edrito, que \u00e0s vezes procura romper os elos resistentes, e outras se agarra ao corpo do qual uma for\u00e7a irresist\u00edvel o arrebata com viol\u00eancia, mol\u00e9cula por mol\u00e9cula.<\/p>\n<p>10. &#8211; Quanto menos v\u00ea o Esp\u00edrito al\u00e9m da vida corporal, tanto mais se lhe apega, e, assim, sente que ela lhe foge e quer ret\u00ea-la; em vez de se abandonar ao movi- mento que o empolga, resiste com todas as for\u00e7as e pode mesmo prolongar a luta por dias, semanas e meses inteiros. Certo, nesse momento o Esp\u00edrito n\u00e3o possui toda a lucidez, visto como a perturba\u00e7\u00e3o de muito se antecipou \u00e0 morte; mas nem por isso sofre menos, e o v\u00e1cuo em que se acha, e a incerteza do que lhe suceder\u00e1, agravam-lhe as ang\u00fastias. D\u00e1-se por fim a morte, e nem por isso est\u00e1 tudo terminado; a perturba\u00e7\u00e3o continua, ele sente que vive, mas n\u00e3o define se material, se espiritualmente, luta, e luta ainda, at\u00e9 que as \u00faltimas liga\u00e7\u00f5es do perisp\u00edrito se tenham de todo rompido. A morte p\u00f4s termo a mol\u00e9stia efetiva, por\u00e9m, n\u00e3o lhe sustou as consequ\u00eancias, e, enquanto existirem pontos de contato do perisp\u00edrito com o corpo, o Esp\u00edrito ressente-se e sofre com as suas impress\u00f5es.<\/p>\n<p>11. &#8211; Qu\u00e3o diversa \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito desmaterializado, mesmo nas enfermidades mais cru\u00e9is! Sendo fr\u00e1geis os la\u00e7os flu\u00eddicos que o prendem ao corpo, rompem-se suavemente; depois, a confian\u00e7a do futuro entrevisto em pensamento ou na realidade, como sucede algumas vezes, f\u00e1-lo encarar a morte qual reden\u00e7\u00e3o e as suas consequ\u00eancias como prova, advindo-lhe dai uma calma resignada, que lhe ameniza o sofrimento. Ap\u00f3s a morte, rotos os la\u00e7os, nem uma s\u00f3 rea\u00e7\u00e3o dolorosa que o afete; o despertar \u00e9 l\u00e9pido, desembara\u00e7ado; por sensa\u00e7\u00f5es \u00fanicas: o al\u00edvio, a alegria!<\/p>\n<p>12. &#8211; Na morte violenta as sensa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o precisamente as mesmas. Nenhuma desagrega\u00e7\u00e3o inicial h\u00e1 come\u00e7ado previamente a separa\u00e7\u00e3o do perisp\u00edrito; a vida org\u00e2nica em plena exuber\u00e2ncia de for\u00e7a \u00e9 subitamente aniquilada. Nestas condi\u00e7\u00f5es, o desprendimento s\u00f3 come\u00e7a depois da morte e n\u00e3o pode completar-se rapidamente. O Esp\u00edrito, colhido de improviso, fica como que aturdido e sente, e pensa, e acredita-se vivo, prolongando-se esta ilus\u00e3o at\u00e9 que compreenda o seu estado. Este estado intermedi\u00e1rio entre a vida corporal e a espiritual \u00e9 dos mais interessantes para ser estudado, porque apresenta o espet\u00e1culo singular de um Esp\u00edrito que julga material o seu corpo flu\u00eddico, experimentando ao mesmo tempo todas as sensa\u00e7\u00f5es da vida org\u00e2nica. H\u00e1, al\u00e9m disso, dentro desse caso, uma s\u00e9rie infinita de modalidades que variam segundo os conhecimentos e progressos morais do Esp\u00edrito. Para aqueles cuja alma est\u00e1 purificada, a situa\u00e7\u00e3o pouco dura, porque j\u00e1 possuem em si como que um desprendimento antecipado, cujo termo a morte mais s\u00fabita n\u00e3o faz sen\u00e3o apressar. Outros h\u00e1, para os quais a situa\u00e7\u00e3o se prolonga por anos inteiros. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o essa muito frequente at\u00e9 nos casos de morte comum, que nada tendo de penosa para Esp\u00edritos adiantados, se torna horr\u00edvel para os atrasados. No suicida, principalmente, excede a toda expectativa. Preso ao corpo por todas as suas fibras, o perisp\u00edrito faz repercutir na alma todas as sensa\u00e7\u00f5es daquele, com sofrimentos cruciantes.<\/p>\n<p>13. &#8211; O estado do Esp\u00edrito por ocasi\u00e3o da morte pode ser assim resumido: Tanto maior \u00e9 o sofrimento, quanto mais lento for o desprendimento do perisp\u00edrito; a presteza deste desprendimento est\u00e1 na raz\u00e3o direta do adiantamento moral do Esp\u00edrito; para o Esp\u00edrito desmaterializado, de consci\u00eancia pura, a morte \u00e9 qual um sono breve, isento de agonia, e cujo despertar \u00e9 suav\u00edssimo.<\/p>\n<p>14. &#8211; Para que cada qual trabalhe na sua purifica\u00e7\u00e3o, reprima as m\u00e1s tend\u00eancias e domine as paix\u00f5es, preciso se faz que abdique das vantagens imediatas em prol do futuro, visto como, para identificar-se com a vida espiritual, encaminhando para ela todas as aspira\u00e7\u00f5es e preferindo-a \u00e0 vida terrena, n\u00e3o basta crer, mas compreender. Devemos considerar essa vida debaixo de um ponto de vista que satisfa\u00e7a ao mesmo tempo \u00e0 raz\u00e3o, \u00e0 l\u00f3gica, ao bom senso e ao conceito em que temos a grandeza, a bondade e a justi\u00e7a de Deus. Considerado deste ponto de vista, o Espiritismo, pela f\u00e9 inabal\u00e1vel que proporciona, \u00e9, de quantas doutrinas filos\u00f3ficas que conhecemos, a que exerce mais poderosa influ\u00eancia. O esp\u00edrita s\u00e9rio n\u00e3o se limita a crer, porque compreende, e compreende, porque raciocina; a vida futura \u00e9 uma realidade que se desenrola incessantemente a seus olhos; uma realidade que ele toca e v\u00ea, por assim dizer, a cada passo e de modo que a d\u00favida n\u00e3o pode empolg\u00e1-lo, ou ter guarida em sua alma. A vida corporal, t\u00e3o limitada, amesquinha-se diante da vida espiritual, da verdadeira vida. Que lhe importam os incidentes da jornada se ele compreende a causa e utilidade das vicissitudes humanas, quando suportadas com resigna\u00e7\u00e3o? A alma eleva-se-lhe nas rela\u00e7\u00f5es com o mundo vis\u00edvel; os la\u00e7os flu\u00eddicos que o ligam \u00e0 mat\u00e9ria enfraquecem-se, operando-se por antecipa\u00e7\u00e3o um desprendimento parcial que facilita a passagem para a outra vida. A perturba\u00e7\u00e3o consequente \u00e0 transi\u00e7\u00e3o pouco perdura, porque, uma vez franqueado o passo, para logo se reconhece, nada estranhando, antes compreendendo, a sua nova situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>15. &#8211; Com certeza n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o Espiritismo que nos assegura t\u00e3o auspicioso resultado, nem ele tem a pretens\u00e3o de ser o meio exclusivo, a garantia \u00fanica de salva\u00e7\u00e3o para as almas. For\u00e7a \u00e9 confessar, por\u00e9m, que pelos conhecimentos que fornece, pelos sentimentos que inspira, como pelas disposi\u00e7\u00f5es em que coloca o Esp\u00edrito, fazendo-lhe compreender a necessidade de melhorar-se, facilita enormemente a salva\u00e7\u00e3o. Ele d\u00e1 a mais, e a cada um, os meios de auxiliar o desprendimento doutros Esp\u00edritos ao deixarem o inv\u00f3lucro material, abreviando-lhes a perturba\u00e7\u00e3o pela evoca\u00e7\u00e3o e pela prece. Pela prece sincera, que \u00e9 uma magnetiza\u00e7\u00e3o espiritual, provoca-se a desagrega\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida do fluido perispiritual; pela evoca\u00e7\u00e3o conduzida com sabedoria e prud\u00eancia, com palavras de benevol\u00eancia e conforto, combate-se o entorpecimento do Esp\u00edrito, ajudando-o a reconhecer-se mais cedo, e, se \u00e9 sofredor, incute-se-lhe o arrependimento &#8211; \u00fanico meio de abreviar seus sofrimentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O CEU E O INFERNO SEGUNDO O ESPIRITISMO II PARTE &#8211;\u00a0 CAP\u00cdTULO 1 O PASSAMENTO 1. &#8211; A certeza da vida futura n\u00e3o exclui as apreens\u00f5es quanto \u00e0 passagem desta para a outra vida. 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