{"id":3622,"date":"2015-11-21T07:14:20","date_gmt":"2015-11-21T09:14:20","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=3622"},"modified":"2015-11-21T07:15:52","modified_gmt":"2015-11-21T09:15:52","slug":"espiritismo-nao-e-umbanda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/espiritismo-nao-e-umbanda\/","title":{"rendered":"Espiritismo e Umbanda"},"content":{"rendered":"<p>UMBANDA E ESPIRITISMO CRIST\u00c3O NUMA AVALIA\u00c7\u00c3O OPORTUNA (Jorge Hessen)<\/p>\n<p>Jorge Hessen<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br\/2014\/08\/colecao-de-livros-e-books-gratuitos.html\">COLE\u00c7\u00c3O-DE-LIVROS-E-BOOKS-GRATUITOS<\/a><\/p>\n<p>Confrades solicitaram-me comentar novamente sobre a tend\u00eancia umbandista nas institui\u00e7\u00f5es esp\u00edritas crist\u00e3s. Disseram-me que muitos centros \u201cesp\u00edritas\u201d, localizados no planalto central, possuem dirigentes, trabalhadores e frequentadores que ainda n\u00e3o se desataviaram dos ritos umbandizantes. S\u00e3o frequentadores, m\u00e9diuns e doutrinadores que n\u00e3o conseguem se livrar das entidades de \u201cterreiro\u201d. Como se n\u00e3o bastasse, h\u00e1 os que elegem na institui\u00e7\u00e3o esp\u00edrita crist\u00e3 \u201cmentores ou mentoras\u201d de esp\u00edritos impregnados dos atavismos psicol\u00f3gicos de \u201cvov\u00f3s sicranas\u201d ou \u201cvov\u00f4s beltranas\u201d, ou veneram \u201cex\u201d \u201cpreto(as) velhos(as)\u201d etc., como se tais \u201centidades\u201d fossem campe\u00e3s da humildade. Nada mais inconsistente! E n\u00e3o se podem comparar tais \u201centes\u201d com os sensatos esp\u00edritos que se apresentaram como \u201cex-padres\u201d e \u201cex-freiras\u201d na concep\u00e7\u00e3o da Codifica\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita.<\/p>\n<p>A rigor, os cognominados \u201cv\u00f3s fulanas\u201d, \u201cv\u00f4s fulanos\u201d, \u201cpretos(as) velhos(as)\u201d, \u201c\u00edndios\u201d, \u201ccaboclos\u201d e semelhados, quando desencarnados, n\u00e3o mais pertencem a quaisquer das distintas ra\u00e7as humanas terrenas. No al\u00e9m-t\u00famulo, o esp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 amarelo, nem vermelho, nem negro, nem branco, embora possa apresentar em seu perisp\u00edrito distin\u00e7\u00f5es de alguma ra\u00e7a, idade, se ainda assim se sentir em face da limita\u00e7\u00e3o moral e intelectual e ou assim se conceber, como sucedeu numa das reuni\u00f5es realizadas na Sociedade Parisiense de Estudos Esp\u00edritas, em que Allan Kardec dialogou com um Esp\u00edrito de um \u201cvelhinho\u201d (Pai C\u00e9sar), epis\u00f3dio narrado na \u201cRevista Esp\u00edrita\u201d de junho de 1859.<\/p>\n<p>A entidade disse a Kardec que havia desencarnado em 8 de fevereiro de 1859, com 138 anos de idade. Tal fato [idade] chamou a aten\u00e7\u00e3o do Codificador, que logo se interessou em obter, da Espiritualidade, mais informa\u00e7\u00f5es sobre o falecido. O \u201cvelhinho\u201d disse que havia nascido na \u00c1frica e tinha sido levado para Louisiana [EUA] quando tinha apenas 15 anos. Desabafou, expondo a todos as m\u00e1goas guardadas em seu cora\u00e7\u00e3o, fruto dos sofrimentos por que passara na Terra em fun\u00e7\u00e3o do preconceito da \u00e9poca. E tamanhas eram as feridas que trazia no peito que chegou a dizer a Kardec que n\u00e3o gostaria de voltar \u00e0 Terra novamente como negro.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que um \u201cvov\u00f4\u201d, uma \u201cvov\u00f3\u201d, um(a) preto(a) velho(a), pode ser mentor(a) espiritual de uma casa esp\u00edrita crist\u00e3? Em que pese considerar estranh\u00edssima essa situa\u00e7\u00e3o, talvez sim! Quem sabe possa uma dessas entidades, atrav\u00e9s de suas palavras e atos, mostrar que \u00e9 digna desse t\u00edtulo, se demonstrar conhecimentos doutrin\u00e1rios superiores aos nossos a fim de nos orientar e manifesto amor para nos exemplificar. Por\u00e9m, n\u00e3o! se evidenciar insuficiente cultura, pouca evolu\u00e7\u00e3o espiritual e muito apego ainda \u00e0s sensa\u00e7\u00f5es materiais (exigir os t\u00edtulos de \u201cvov\u00f4\u201d, \u201cvov\u00f3\u201d, preto(a) velho(a), linguajar prim\u00e1rio, argumentos infantis, racioc\u00ednio vagaroso, etc.<\/p>\n<p>A maioria absoluta das comunica\u00e7\u00f5es de pretos-velhos como \u201cmentores espirituais\u201d de uma institui\u00e7\u00e3o genuinamente espirita crist\u00e3 \u00e9 resultado da insipiente sugest\u00e3o medi\u00fanica, do incab\u00edvel animismo, ou dos ardis psicol\u00f3gicos e das teimosas mistifica\u00e7\u00f5es. Pessoalmente n\u00e3o aprovo nem compreendo a manifesta\u00e7\u00e3o de um \u201cBezerra de Menezes\u201d travestido de velhinho caqu\u00e9tico com voz de \u201cdefunto\u201d. Creio que h\u00e1 animismo nesse \u201ctranse\u201d ou v\u00edcio psicol\u00f3gico do \u201cintermedi\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o desconhecemos que houve, seguramente, esp\u00edritos bondosos que encarnaram entre os negros africanos para inspirar aquele povo sofrido, de modo s\u00e1bio e amoroso, durante o seu cativeiro. Alguns deles, ap\u00f3s a morte, certamente tenham podido regressar \u00e0 retaguarda terrena, por amor ao pr\u00f3prio crescimento espiritual no servi\u00e7o do bem. Mas n\u00e3o foram numerosos tais esp\u00edritos \u201cbonzinhos\u201d, \u201chumildezinhos\u201d; pela l\u00f3gica, foram raros, porque quase a totalidade dos escravos eram como n\u00f3s: esp\u00edritos de mediana ou pouqu\u00edssima evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 obsessores (e n\u00e3o s\u00e3o poucos) que fingem essa apar\u00eancia e linguajar (de entes de \u201cterreiros\u201d) com o objetivo de iludir e manter sob hipnose os esp\u00edritas ignorantes. Diante desses perspicazes seres do al\u00e9m (\u00e0s vezes t\u00e3o-somente produto da mente do \u201cm\u00e9dium\u201d), procuramos adverti-los, alert\u00e1-los para a responsabilidade pelos seus atos. Se n\u00e3o acolherem nossas advert\u00eancias apelamos ao expediente da austeridade verbal e da seguran\u00e7a moral para que se arredem do local, exorando, por nossa vez, o amparo dos diretores espirituais da sess\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas sess\u00f5es medi\u00fanicas que dirijo h\u00e1 4 d\u00e9cadas, se ocasionalmente h\u00e1 manifesta\u00e7\u00e3o de tais esp\u00edritos (\u201cv\u00f3s\u201d, \u201cv\u00f4s\u201d, \u201cpretos(as) velhos(as)\u201d, caboclos e correlatos), se for permitida pela espiritualidade diretora da sess\u00e3o, tais esp\u00edritos s\u00e3o orientados adequadamente. N\u00e3o permitimos qualquer intoler\u00e2ncia ou preconceito contra eles. Entretanto, analisamos atentamente sua natureza e o conte\u00fado de suas comunica\u00e7\u00f5es, como fazemos com qualquer esp\u00edrito que se manifeste no grupo. Tais esp\u00edritos, para se comunicarem mediunicamente, n\u00e3o precisam e nem estimulamos o uso de linguajar bizarro, incompreens\u00edvel aos m\u00e9diuns e aos participantes da reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>O bom senso recomenda que se um desses desencarnados insistir na apar\u00eancia ou linguajar momentaneamente de suas personagens do passado e deseja evidenciar sua identidade, a manifesta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 admiss\u00edvel, se houver quem o possa identificar. Caso contr\u00e1rio ser\u00e1 uma comunica\u00e7\u00e3o improdutiva. Se tais entidades se apresentam com atavismos da \u00faltima encarna\u00e7\u00e3o (ex-escravos \u201cvelhos ou novos\u201d, \u00edndios etc.) buscamos orient\u00e1-los, a fim de se libertarem desse atavismo. Assim, buscamos esclarec\u00ea-los quanto \u00e0 sua real natureza de esp\u00edritos em evolu\u00e7\u00e3o. Na doutrina\u00e7\u00e3o nos esfor\u00e7amos para advertir-lhes que j\u00e1 reencarnaram diversas vezes em diferentes condi\u00e7\u00f5es e, portanto, t\u00eam patrim\u00f4nio espiritual mais vasto que um simples \u201cvelho\u201d ou correlato de uma ra\u00e7a sofrida.<\/p>\n<p>Deste modo, procuramos revelar-lhes que n\u00e3o precisam se fixar no psiquismo da exist\u00eancia que conclu\u00edram, e que na vida espiritual podem continuar progredindo em todos os aspectos, at\u00e9 mesmo no modo de se vestir e falar. H\u00e1 os que usam sutis subterf\u00fagios, dizendo que se apresentam assim porque tal ou qual encarna\u00e7\u00e3o lhes foi muito grata por lhes haver permitido adquirir \u201cvirtudes\u201d, especialmente a \u201chumildade\u201d e da\u00ed seu desejo em exemplificar. \u00d3bvio que esse argumento \u00e9 astucioso, pois quem conquistou a virtude da humildade n\u00e3o precisa trombetear e ou ostentar trejeitos de falsas mod\u00e9stias. Por essa raz\u00e3o orientamos tais \u201cvelhinhos\u201d que a humildade n\u00e3o consiste em express\u00f5es verbais e apar\u00eancias exteriores nem em atitudes subservientes.<\/p>\n<p>Muitas pessoas sup\u00f5em que pretos-velhos, \u00edndios e caboclos sejam servi\u00e7ais para lhes atenderem aos pedidos. Outras acreditam que eles tenham poderes misteriosos, capazes de resolver de modo m\u00e1gico os problemas dos consulentes. Parecem tamb\u00e9m julg\u00e1-los suborn\u00e1veis, j\u00e1 que aceitariam agir em troca de algum \u201cpagamento\u201d ou compensa\u00e7\u00e3o. Em verdade, uma evoca\u00e7\u00e3o por rituais espec\u00edficos convidam e condicionam certos esp\u00edritos a se apresentarem como preto-velhos, \u00edndios ou caboclos. E alguns esp\u00edritos, \u00e0s vezes at\u00e9 os bonzinhos, adotam essa apar\u00eancia para que assim as pessoas do meio em que se v\u00e3o manifestar (\u201cterreiro\u201d) acolher\u00e3o mais espontaneamente a sua apresenta\u00e7\u00e3o e recomenda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Enfatizamos por\u00e9m, que se n\u00e3o estimularmos esse condicionamento, muitos esp\u00edritos deixar\u00e3o de se apresentar como vermelhos, pretos, brancos, velhos, novos etc. etc. etc., passando a se comunicar em seu modo pr\u00f3prio e natural. Muitos entendem que os \u201cvov\u00f4s\u201d, \u201cvov\u00f3s\u201d, \u201ccaboclos\u201d e \u201cpretos-velhos\u201d s\u00e3o mais eficazes. Creem que as prote\u00e7\u00f5es que os Esp\u00edritos normais n\u00e3o obt\u00eam os tais m\u00e1gicos \u201cvelhinhos\u201d e \u201c\u00edndios\u201d conseguem. Nada mais bisonho!<\/p>\n<p>Sobre o linguajar de tais entes, observamos que a fala de \u201cpretos velhos\u201d n\u00e3o costuma corresponder aos leg\u00edtimos dialetos africanos ou aportuguesamento deles de \u00e9pocas remotas. \u00c9 mais uma tagarelice, uma enrola\u00e7\u00e3o, uma confus\u00e3o de vozes sem significado ou liga\u00e7\u00e3o com o que os africanos falavam. A isso classifico de mistifica\u00e7\u00e3o. Sobre os tais caboclos, \u00e9 \u00f3bvio que \u00edndios brasileiros n\u00e3o poderiam jamais se denominarem por exemplo \u201ccaboclos 7 flechas\u201d (n\u00e3o tinham no\u00e7\u00e3o de n\u00famero), n\u00e3o se autodenominariam \u201cflecha ligeira\u201d, \u201cnuvem branca\u201d etc., como o fazem os \u00edndios norte-americanos, os quais as academias de hollywood popularizaram nos filme de \u201cbang bang\u201d.<\/p>\n<p>Em suma, somos esp\u00edritas crist\u00e3os, e como tais devemos nos comportar e agir no dia a dia, especialmente nas sess\u00f5es medi\u00fanicas. Em boa l\u00f3gica, quem n\u00e3o acolha ou n\u00e3o se encaixe nos conceitos e pr\u00e1ticas espiritas crist\u00e3s precisa procurar diferentes recintos afins, at\u00e9 porque nenhuma pessoa \u00e9 constrangida a ser esp\u00edrita crist\u00e3.<br \/>\nSEMIN\u00c1RIO: Manifesta\u00e7\u00e3o de fundo umbandista no meio espirita<\/p>\n<p>Parte 1<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=J4EU2kWM1ZQ\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=J4EU2kWM1ZQ<\/a><\/p>\n<p>Parte 2<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=oKclnnLfRyk\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=oKclnnLfRyk<\/a><\/p>\n<p>Parte 3<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=kpiu_e9NF3w\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=kpiu_e9NF3w<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br\/2015\/10\/umbanda-e-espiritismo-cristao-numa.html\">Jorge Hessen<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UMBANDA E ESPIRITISMO CRIST\u00c3O NUMA AVALIA\u00c7\u00c3O OPORTUNA (Jorge Hessen) Jorge Hessen COLE\u00c7\u00c3O-DE-LIVROS-E-BOOKS-GRATUITOS Confrades solicitaram-me comentar novamente sobre a tend\u00eancia umbandista nas institui\u00e7\u00f5es esp\u00edritas crist\u00e3s. 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