{"id":4096,"date":"2016-05-12T08:07:08","date_gmt":"2016-05-12T11:07:08","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=4096"},"modified":"2016-05-12T08:07:08","modified_gmt":"2016-05-12T11:07:08","slug":"licantropia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/licantropia\/","title":{"rendered":"Licantropia"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u201cLICANTROPIA\u201d Quando nos tornamos \u201cFERAS\u201d<\/strong><\/p>\n<div class=\"xg_theme\" data-layout-pack=\"benedick\">\n<div id=\"xg_themebody\">\n<div id=\"xg\" class=\"xg_widget_forum xg_widget_forum_topic xg_widget_forum_topic_show\">\n<div id=\"xg_body\">\n<div id=\"column1\" class=\"xg_column xg_span-16\">\n<div id=\"xg_canvas\" class=\"xj_canvas\">\n<div class=\"xg_module xg_module_with_dialog\">\n<div class=\"xg_module_body\">\n<div class=\"discussion\" data-category-id=\"\">\n<div class=\"description\">\n<div class=\"xg_user_generated\">\n<p><a href=\"http:\/\/api.ning.com\/files\/tMWtmTCS3NJ4Llz3DmgqyojI33oEgYQlLCnDNVpLkdmcvjlKevrmkKzc*3FW6JfSpCvopTHtHsikwfZaRHwjCf33qlKz5*4p\/licantropia.jpg\" target=\"_self\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align-center alignright\" src=\"http:\/\/api.ning.com\/files\/tMWtmTCS3NJ4Llz3DmgqyojI33oEgYQlLCnDNVpLkdmcvjlKevrmkKzc*3FW6JfSpCvopTHtHsikwfZaRHwjCf33qlKz5*4p\/licantropia.jpg\" width=\"215\" height=\"206\" \/><\/a><\/p>\n<p>Dentro da doutrina esp\u00edrita, muitas vezes nos deparamos com livros ou coment\u00e1rios a respeito de esp\u00edritos que se transformam em seres horr\u00edveis, alguns com aspecto de animais outros de monstros.<\/p>\n<p>Esse artigo visa esclarecer um pouco sobre esses seres enfatizando a\u00a0 \u201cLICANTROPIA\u201d\u00a0\u00a0 cujo a proced\u00eancia do nome\u00a0 vem do\u00a0 \u00a0grego \u201cLykanthropia\u201d = \u00a0(lykos, lobo; anthropus, homem) ou seja \u201cLobisomem\u201d; e n\u00e3o \u00e9\u00a0\u00a0 apenas um \u00a0exclusividade\u00a0 do ou no espiritismo essa \u201ctransforma\u00e7\u00e3o\u201d, na Gr\u00e9cia antiga j\u00e1 se ouviam diversas \u00a0est\u00f3rias sobre \u201cLic\u00e1on\u201d<a title=\"\" rel=\"nofollow\">[1]<\/a> \u00a0o qual tinha convidado Zeus para jantar, mas para ter certeza que aquele era Zeus e testar seus poderes ofereceu carne humana na refei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ofendido, Zeus matou os filhos de Lic\u00e1on e o transformou em lobo. Por esse mesmo\u00a0 motivo os lobisomens seriam chamados de\u00a0licantropos, por causa do nome de Lic\u00e1on; outro mito interessante surgiu na Fran\u00e7a, onde dizem que os lobisomens s\u00e3o seres que existem desde a cria\u00e7\u00e3o, seres malignos que conseguiram inclusive sobreviver ao dil\u00favio&#8230;Passagens b\u00edblicas tamb\u00e9m relatam a transforma\u00e7\u00e3o em lobo, como foi o caso do Rei Nabucodonosor<a title=\"\" rel=\"nofollow\">[2]<\/a> que foi castigado a vagar em forma de lobo por Deus.<a title=\"\" rel=\"nofollow\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Mudando o foco, a medicina encontrou casos e definiu\u00a0 como :\u00a0 Hipertricose,<a title=\"\" rel=\"nofollow\">[4]<\/a> uma doen\u00e7a a qual pessoas com esta condi\u00e7\u00e3o podem se parecer fisicamente com lobisomens, mas \u00e9 algo extremamente raro.<\/p>\n<p>Na psiquiatria a \u201cLicantropia\u201d \u00e9 um dist\u00farbio psiqui\u00e1trico, \u00a0o qual acredita-se que exista um transtorno do senso de identidade pr\u00f3pria. \u00c9 encontrado principalmente em transtornos afetivos e esquizofrenia, mas pode ser encontrado em outras psicopatias.<\/p>\n<p>Pode ser interpretado como uma tentativa de exprimir emo\u00e7\u00f5es suprimidas, especialmente de ordem agressiva ou sexual, atrav\u00e9s da figura do animal, ou seja a licantropia \u00e9 t\u00e3o somente uma doen\u00e7a mental, um estado alucin\u00f3geno em que o paciente atacado acredita que est\u00e1 transformado em lobo.<\/p>\n<p>No espiritismo a Licantropia \u00e9 uma vertente da \u201cZoantropia\u201d,\u00a0 a qual tem origem do latim (zoo= animal e anthropos= homem) e \u00e9 o fen\u00f4meno em que esp\u00edritos desencarnados devotados ao mal se tornam vis\u00edveis aos homens sob formas de animais, demonstrando assim sua degrada\u00e7\u00e3o tanto moral, quanto espiritual.<\/p>\n<p>No caso da Licantropia\u00a0 a sua defini\u00e7\u00e3o seria : Metamorfose perispir\u00edtica, processada atrav\u00e9s de indu\u00e7\u00e3o hipn\u00f3tica, do desencarnado inferiorizado em suas culpas, que ganha a forma e passa a agir como um lobo; nessa mesma linha de pensamentos e transforma\u00e7\u00f5es encontramos a cinantropia \u00a0que \u00e9 uma esp\u00e9cie da zoantropia onde o fen\u00f4meno em quest\u00e3o \u00e9 igual a da Licantropia, mas o animal em que a pessoa se transforma \u00e9 semelhante a um cachorro. N\u00e3o constam muitos dados na literatura sobre o assunto.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Luiz, no livro Liberta\u00e7\u00e3o<a title=\"\" rel=\"nofollow\">[i]<\/a> no capitulo \u201cOpera\u00e7\u00f5es seletivas\u201d, narra a visita de Andr\u00e9 Luiz e G\u00fabio a um edif\u00edcio onde ocorria julgamentos e conta a \u00a0hist\u00f3ria de uma mulher que, diante dos ju\u00edzes, confessou que matou quatro filhos ainda pequenos e contratou o assassinato do marido, entregando-se depois \u00e0s \u201cbebidas de prazer\u201d, todavia \u00a0nunca p\u00f4de fugir da pr\u00f3pria consci\u00eancia. O juiz ent\u00e3o fixou sobre ela as irradia\u00e7\u00f5es que lhe emanavam do tem\u00edvel olhar, e disse que a senten\u00e7a foi lavrada por ela mesma e que ela n\u00e3o passava de uma loba. Conforme a afirma\u00e7\u00e3o era repetida, a mulher, profundamente influenci\u00e1vel, passou a se modificar, chegando ao resultado final da licantropia. Andr\u00e9 Luiz constatou, naquela exibi\u00e7\u00e3o de poder, o efeito do hipnotismo sobre o per\u00edspirito. Conforme elucida\u00e7\u00f5es espirituais, ela n\u00e3o passaria por essa humilha\u00e7\u00e3o se n\u00e3o a merecesse.<\/p>\n<p>Na Obra \u201cDi\u00e1logo com as sombras\u201d<a title=\"\" rel=\"nofollow\">[ii]<\/a> de \u2013 Herm\u00ednio C. Miranda, \u00e9 narrado\u00a0 o caso de um m\u00e9dium que se apresentou incorporado de um Esp\u00edrito que n\u00e3o conseguia dizer nenhuma palavra e como estava totalmente animalizado, somente sabia rosnar e queria morder o Orientador. Mantinha as m\u00e3os fechadas como se fossem patas.<\/p>\n<p>Carlos Torres Pastorino em sua obra \u201cT\u00e9cnica da Mediunidade\u201d<a title=\"\" rel=\"nofollow\">[iii]<\/a>\u00a0 no Cap. \u201cLocaliza\u00e7\u00f5es\u201d no t\u00f3pico n\u00ba1\u00a0 nos informa de uma dimens\u00e3o com a seguinte descri\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><i>\u201c[&#8230;] Regi\u00e3o de horror e escurid\u00e3o, onde permanecem todos os que ainda s\u00e3o escravos de paix\u00f5es violentas e desordenadas. A\u00ed reina fero animalismo, de tal forma que, por vezes, o esp\u00edrito desencarnado\u00a0 assume formas de animais (licantropia) causadas pela pr\u00f3pria mente da criatura embrutecida ou hipnotizada por \u201celementos perversos. Era isso que ensinavam os mestres antigos, quando diziam que os encarnados que se degradavam em v\u00edcios, tomavam formas de\u00a0 animais. Os disc\u00edpulos pensavam que era na pr\u00f3xima encarna\u00e7\u00e3o. Na realidade, era no\u00a0 mundo astral, ap\u00f3s o desencarne. Tudo isso, por\u00e9m, que ai se passa, n\u00e3o \u00e9 \u201ccastigo\u201d mas\u00a0 puro efeito das causas que cada um p\u00f5e em movimento durante a perman\u00eancia na mat\u00e9ria.\u201d<\/i><\/p>\n<p>Na Obra \u00a0\u201cNos dom\u00ednios da mediunidade\u201d<a title=\"\" rel=\"nofollow\">[iv]<\/a> no Cap. 23\u00a0 o instrutor G\u00fabio explica: <i>\u201cMuitos esp\u00edritos,\u00a0<\/i><i>pervertidos no crime, abusam dos poderes da intelig\u00eancia, fazendo pesar tigrina crueldade sobre quantos ainda sintonizam com eles pelos d\u00e9bitos do passado. A semelhantes vampiros devemos muitos quadros dolorosos da patologia mental nos manic\u00f4mios, em que numerosos pacientes, sob intensiva a\u00e7\u00e3o hipn\u00f3tica, imitam costumes, posi\u00e7\u00f5es e atitudes de animais diversos\u201d.<\/i><\/p>\n<p>Martins Peralva na obra \u201cEstudando a Mediunidade\u201d<a title=\"\" rel=\"nofollow\">[v]<\/a>, nos esclarece sobre tratamento da licantropia:<\/p>\n<p><i>\u00a0 \u00a0\u201cSolucionar\u00e1 o Espiritismo, atrav\u00e9s dos seus milhares de grupos medi\u00fanicos e das dezenas de suas Casas de Sa\u00fade, todos os casos de Licantropia?<\/i><\/p>\n<p><i>Responder afirmativamente seria rematada leviandade. Todavia, al\u00e9m de lhe ser poss\u00edvel equacionar alguns casos, menos entranhados no passado, levar\u00e1 ao cora\u00e7\u00e3o de perseguidos e perseguidores a semente de luz do perd\u00e3o, para germina\u00e7\u00e3o, crescimento, florescimento e frutifica\u00e7\u00e3o oportunos.\u201d<\/i><\/p>\n<p><a class=\"nolink\">(Publicado por <\/a><a href=\"http:\/\/www.redeamigoespirita.com.br\/profile\/MarcosPaterra\">Marcos Paterra<\/a><a class=\"nolink\">\u00a0em <\/a><a href=\"http:\/\/www.redeamigoespirita.com.br\/group\/artigosespiritas\">Artigos Esp\u00edritas<\/a>)<\/p>\n<div>\u00a0<span class=\"font-size-2\"><b>\u00a0<\/b><\/span><span class=\"font-size-2\"><b><a href=\"http:\/\/amigoespirita.ning.com\/profile\/MarcosPaterra?xg_source=profiles_memberList\" target=\"_self\">Marcos Paterra<\/a>\u00a0<\/b><\/span><\/div>\n<div>\n<p>[1]\u00a0<strong>Lic\u00e1on<\/strong>\u00a0ou\u00a0<strong>Licaonte<\/strong>\u00a0(do grego \u039b\u03c5\u03ba\u03ac\u03c9\u03bd) na mitologia grega era filho de Pelasgo, primeiro rei m\u00edtico da Arc\u00e1dia. Segundo Paus\u00e2nias (ge\u00f3grafo), Lic\u00e1on foi rei da Arc\u00e1dia no tempo que C\u00e9crope I foi rei de Atenas. &#8211;\u00a0<strong>[2]<\/strong>\u00a0<strong>Nabucodonosor<\/strong>\u00a0(Nebuchadrezzar) foi o t\u00edtulo assumido pelo rebelde babil\u00f4nio Nidintu-Bel, que se revoltou contra Dario I declarando-se rei da Babil\u00f4nia &#8211;\u00a0[3]\u00a0<strong>Daniel<\/strong>, cap\u00edtulo 4, vers\u00edculo 25 a 34. &#8211;\u00a0[4]\u00a0<strong>Hipertricose<\/strong>\u00a0: \u00a0doen\u00e7a gen\u00e9tica ligada ao cromossomo X que pode provocar o crescimento de cabelo espesso na face e no corpo das pessoas. &#8211;<\/p>\n<p>[i]\u00a0 XAVIER Francisco C\u00e2ndido<strong>. Liberta\u00e7\u00e3o.<\/strong>\u00a0Ed. FEB. Rio de Janeiro. 1999. &#8211;\u00a0[ii]\u00a0MIRANDA Herm\u00ednio C.\u00a0<strong>Di\u00e1logo com as Sombras<\/strong>. Ed. FEB. Rio de Janeiro. 1992.-\u00a0[iii]\u00a0PASTORINO Carlos Torres.\u00a0<strong>T\u00e9cnica da Mediunidade.<\/strong>\u00a0Ed.\u00a0 Sabedoria Rio de Janeiro. 1973.-\u00a0[iv]\u00a0XAVIER Francisco C\u00e2ndido<strong>. Nos Dom\u00ednios da Mediunidade.<\/strong>\u00a0Ed. FEB. Rio de Janeiro. 2000.-\u00a0[v]\u00a0&#8211; PERALVA Martins.\u00a0<strong>Estudando a Mediunidade<\/strong>; Ed. FEB. Rio de Janeiro. 1989.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cLICANTROPIA\u201d Quando nos tornamos \u201cFERAS\u201d Dentro da doutrina esp\u00edrita, muitas vezes nos deparamos com livros ou coment\u00e1rios a respeito de esp\u00edritos que se transformam em seres horr\u00edveis, alguns com aspecto de animais outros de monstros. 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