{"id":417,"date":"2013-03-18T20:24:57","date_gmt":"2013-03-18T23:24:57","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=417"},"modified":"2013-05-07T16:32:28","modified_gmt":"2013-05-07T19:32:28","slug":"criminosos-arrependidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/criminosos-arrependidos\/","title":{"rendered":"Criminosos Arrependidos"},"content":{"rendered":"<p>O C\u00c9U E O INFERNO SEGUNDO O ESPIRITISMO &#8211; CAP\u00cdTULO VI &#8211;<\/p>\n<p>CRIMINOSOS ARREPENDIDOS &#8211;<\/p>\n<p>VERGER<\/p>\n<p>(Assassino do arcebispo de Paris)<\/p>\n<p>&#8211; A 3 de janeiro de 1857, Mons. Sibour, arcebispo de Paris, ao sair da Igreja de Saint-\u00c9tienne-du-Mont, foi mortalmente ferido por um jovem padre chamado Verger. O criminoso foi condenado \u00e0 morte e executado a 30 de janeiro. At\u00e9 o \u00faltimo instante n\u00e3o manifestou qualquer sentimento de pesar, de arrependimento, ou de sensibilidade. Evocado no mesmo dia da execu\u00e7\u00e3o, deu as seguintes respostas:<\/p>\n<p>1. Evoca\u00e7\u00e3o. &#8211; R. Ainda estou preso ao corpo.<\/p>\n<p>2. &#8211; Ent\u00e3o a vossa alma n\u00e3o est\u00e1 inteiramente liberta? &#8211; R. N\u00e3o&#8230; tenho medo&#8230; n\u00e3o sei&#8230; Esperai que torne a mim. N\u00e3o estou morto, n\u00e3o \u00e9 assim?<\/p>\n<p>3. &#8211; Arrependei-vos do que fizestes? &#8211; R. Fiz mal em matar, mas a isso fui levado pelo meu car\u00e1ter, que n\u00e3o podia tolerar humilha\u00e7\u00f5es&#8230; Evocar-me-eis de outra vez.<\/p>\n<p>4. &#8211; Por que vos retirais? &#8211; R. Se o visse, muito me atemorizaria, pelo receio de que me fizesse outro tanto.<\/p>\n<p>5. &#8211; Mas nada tendes a temer, uma vez que a vossa alma est\u00e1 separada do corpo. Renunciai a qualquer inquieta\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel agora. &#8211; R. Que quereis? Acaso sois senhor das vossas impress\u00f5es? Quanto a mim, n\u00e3o sei onde estou&#8230; estou doido.<\/p>\n<p>6. Esfor\u00e7ai-vos por ser calmo. &#8211; R. N\u00e3o posso, porque estou louco&#8230; Esperai, que vou invocar toda a minha lucidez.<\/p>\n<p>7. &#8211; Se or\u00e1sseis, talvez pud\u00e9sseis concentrar os vossos pensamentos&#8230; &#8211; R. Intimido-me&#8230; n\u00e3o me atrevo a orar.<\/p>\n<p>8. &#8211; Orai, que grande \u00e9 a miseric\u00f3rdia de Deus! Oraremos convosco. &#8211; R. Sim; eu sempre acreditei na infinita miseric\u00f3rdia de Deus.<\/p>\n<p>9. &#8211; Compreendeis melhor, agora, a vossa situa\u00e7\u00e3o? &#8211; R. Ela \u00e9 t\u00e3o extraordin\u00e1ria que ainda n\u00e3o posso apreend\u00ea-la.<\/p>\n<p>10. &#8211; Vedes a vossa v\u00edtima? &#8211; R. Parece-me ouvir uma voz semelhante \u00e0 sua, dizendo-me: &#8216;N\u00e3o mais te quero&#8230;&#8221; Ser\u00e1, talvez, um efeito da imagina\u00e7\u00e3o! &#8230; Estou doido, vo-lo asseguro, pois que vejo meu corpo de um lado e a cabe\u00e7a de outro&#8230; afigurando-se-me, por\u00e9m, que vivo no Espa\u00e7o, entre a Terra e o que denominais c\u00e9u&#8230; . Sinto como o frio de uma faca prestes a decepar-me o pesco\u00e7o, mas isso ser\u00e1 talvez o terror da morte&#8230; Tamb\u00e9m me parece ver uma multid\u00e3o de Esp\u00edritos a rodear-me, olhando-me compadecidos&#8230; E falam-me, mas n\u00e3o os compreendo.<\/p>\n<p>11. &#8211; Entretanto, entre esses Esp\u00edritos h\u00e1 talvez um cuja presen\u00e7a vos humilha por causa do vosso crime. &#8211; R. Dir-vos-ei que h\u00e1 apenas um que me apavora &#8211; o daquele a quem matei.<\/p>\n<p>12. &#8211; Lembrai-vos das anteriores exist\u00eancias? &#8211; R. N\u00e3o; estou indeciso, acreditando sonhar&#8230; Ainda uma vez, preciso tornar a mim.<\/p>\n<p>13. &#8211; (Tr\u00eas dias depois.) &#8211; Reconhecei-vos melhor agora? &#8211; R. J\u00e1 sei que n\u00e3o mais perten\u00e7o a esse mundo, e n\u00e3o o deploro. Pesa-me o que fiz, por\u00e9m meu Esp\u00edrito est\u00e1 mais livre. Sei a mais que h\u00e1 uma s\u00e9rie de encarna\u00e7\u00f5es que nos d\u00e3o conhecimentos \u00fateis, a fim de nos tornarmos t\u00e3o perfeitos quanto poss\u00edvel \u00e0 criatura humana.<\/p>\n<p>14. &#8211; Sois punido pelo crime que cometestes? &#8211; R. Sim; lamento o que fiz e isso faz-me sofrer.<\/p>\n<p>15. &#8211; Qual a vossa puni\u00e7\u00e3o? &#8211; R. Sou punido porque tenho consci\u00eancia da minha falta, e para ela pe\u00e7o perd\u00e3o a Deus; sou punido porque reconhe\u00e7o a minha descren\u00e7a nesse Deus, sabendo agora que n\u00e3o devemos abreviar os dias de vida de nossos irm\u00e3os; sou punido pelo remorso de haver adiado o meu progresso, envere- dando por caminho errado, sem ouvir o grito da pr\u00f3pria consci\u00eancia que me dizia n\u00e3o ser pelo assass\u00ednio que alcan\u00e7aria o meu desiderato. Deixei-me dominar pela inveja e pelo orgulho; enganei-me e arrependo-me, pois o homem deve esfor\u00e7ar-se sempre por dominar as m\u00e1s paix\u00f5es &#8211; o que ali\u00e1s n\u00e3o fiz.<\/p>\n<p>16. &#8211; Qual a vossa sensa\u00e7\u00e3o quando vos evocamos? &#8211; R. De prazer e de temor, por isso que n\u00e3o sou mau.<\/p>\n<p>17. &#8211; Em que consiste tal prazer e tal temor? &#8211; R. Prazer de conversar com os homens e poder em parte reparar as minhas faltas, confessando-as; e temor, que n\u00e3o posso definir &#8211; um qu\u00ea de vergonha por ter sido um assassino.<\/p>\n<p>18. &#8211; Desejais reencarnar na Terra? &#8211; R. At\u00e9 o pe\u00e7o e desejo achar-me constantemente exposto ao assass\u00ednio, provando-lhe o temor. Nota &#8211; Monsenhor Sibour, evocado, disse que perdoava ao assassino e orava para que ele se arrependesse. Disse mais que, posto estivesse presente \u00e0 sua evoca\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se lhe tinha mostrado para lhe n\u00e3o aumentar os sofrimentos, porquanto o receio de o ver j\u00e1 era um sintoma de remorso, era j\u00e1 um castigo.<\/p>\n<p>&#8211; P. O homem que mata sabe que, ao escolher nova exist\u00eancia, nela se tornar\u00e1 assassino? &#8211; R. N\u00e3o; ele sabe que, escolhendo uma vida de luta, tem probabilidades de matar um semelhante, ignorando por\u00e9m se o far\u00e1, pois est\u00e1 quase sempre em luta consigo mesmo. Nota &#8211; A situa\u00e7\u00e3o de Verger, ao morrer, \u00e9 a de quase todos os que sucumbem violentamente. N\u00e3o se verificando bruscamente a separa\u00e7\u00e3o, eles ficam como aturdidos, sem saber se est\u00e3o mortos ou vivos. A vis\u00e3o do arcebispo foi-lhe poupada por desnecess\u00e1ria ao seu remorso; mas outros Esp\u00edritos, em circunst\u00e2ncias id\u00eanticas, s\u00e3o constantemente acossados pelo olhar das suas v\u00edtimas. \u00c0 enormidade do delito, Verger acrescentara a agravante de se n\u00e3o ter arrependido ainda em vida, estando, pois, nas condi\u00e7\u00f5es requeridas para a eterna condena\u00e7\u00e3o. Mas, logo que deixou a Terra, o arrependimento invadiu-lhe a alma e, repudiando o passado, deseja sinceramente repar\u00e1-lo. A isso n\u00e3o o impele a demasia do sofrimento, visto como nem mesmo teve tempo para sofrer, mas o alarme dessa consci\u00eancia desprezada durante a vida, e que ora se lhe faz ouvir. Por que n\u00e3o considerar valioso esse arrependimento? Por que admiti-lo dias antes corno salvante do inferno, e depois n\u00e3o&#8217;? E por que, finalmente, o Deus misericordioso para o penitente, em vida, deixaria de o ser, por quest\u00e3o de horas, mais tarde? Fora para causar admira\u00e7\u00e3o a r\u00e1pida mudan\u00e7a algumas vezes operada nas ideias de um criminoso, endurecido e impenitente at\u00e9 \u00e3 morte, se o trespasse lhe n\u00e3o fosse tamb\u00e9m bastante, \u00e0s vezes, para reconhecer toda a iniquidade da sua conduta. Contudo, esse resultado est\u00e1 longe de ser geral &#8211; o que daria em consequ\u00eancia o n\u00e3o haver Esp\u00edritos maus. O arrependimento \u00e9 muita vez tardio, e da\u00ed a dila\u00e7\u00e3o do castigo. A obstina\u00e7\u00e3o no mal, em vida, prov\u00e9m \u00e0s vezes do orgulho de quem recusa submeter-se e confessar os pr\u00f3prios erros, visto estar o homem sujeito \u00e0 influ\u00eancia da mat\u00e9ria, que, lan\u00e7ando-lhe um v\u00e9u sobre as percep\u00e7\u00f5es espirituais, o fascina e desvaira. Roto esse v\u00e9u, s\u00fabita luz o aclara, e ele se encontra senhor da sua raz\u00e3o. A manifesta\u00e7\u00e3o imediata de melhores sentimentos \u00e9 sempre indicio de um progresso moral realizado, que apenas aguarda uma circunst\u00e2ncia favor\u00e1vel para se revelar, ao passo que a persist\u00eancia mais ou menos longa no mal, depois da morte, \u00e9 incontestavelmente a prova de atraso do Esp\u00edrito, no qual os instintos materiais atrofiam o g\u00e9rmen do bem, de modo a lhe serem precisas novas prova\u00e7\u00f5es para se corrigir.<\/p>\n<p>LEMAIRE<\/p>\n<p>Condenado \u00e0 pena \u00faltima pelo j\u00fari de Aisne, e executado a 31 de dezembro de 1857. Evocado em 29 de janeiro de 1858.<\/p>\n<p>1. &#8211; Evoca\u00e7\u00e3o. &#8211; R. Aqui estou.<\/p>\n<p>2. &#8211; Vendo-nos, que sensa\u00e7\u00e3o experimentais? &#8211; R. A da vergonha.<\/p>\n<p>3. &#8211; Retivestes os sentidos at\u00e9 o \u00faltimo momento? R. Sim.<\/p>\n<p>4. &#8211; Ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o tivestes imediata no\u00e7\u00e3o dessa nova exist\u00eancia? &#8211; R. Eu estava imerso em grande perturba\u00e7\u00e3o, da qual, ali\u00e1s, ainda me n\u00e3o libertei. Senti uma dor imensa, afigurando-se-me ser o cora\u00e7\u00e3o quem a sofria. Vi rolar n\u00e3o sei que aos p\u00e9s do cadafalso; vi o sangue que corria e mais pungente se me tornou a minha dor. &#8211; P. Era uma dor puramente f\u00edsica, an\u00e1loga \u00e0 que proviria de um grande ferimento, pela amputa\u00e7\u00e3o de um membro, por exemplo? &#8211; R. N\u00e3o; figurai-vos antes um remorso, uma grande dor moral.<\/p>\n<p>5. &#8211; Mas a dor f\u00edsica do supl\u00edcio, quem a experimentava: o corpo ou o Esp\u00edrito? &#8211; R. A dor moral estava em meu Esp\u00edrito, sentindo o corpo a dor f\u00edsica; mas o Esp\u00edrito desligado tamb\u00e9m dela se ressentia.<\/p>\n<p>6. &#8211; Vistes o corpo mutilado? &#8211; R. Vi qualquer coisa informe, \u00e0 qual me parecia integrado; entretanto, reconhecia-me intacto, isto \u00e9, que eu era eu mesmo&#8230; &#8211; P. Que impress\u00f5es vos advieram desse fato? &#8211; R. Eu sentia muito a minha dor, estava completamente ligado a ela.<\/p>\n<p>7. &#8211; Ser\u00e1 verdade que o corpo viva ainda alguns instantes depois da decapita\u00e7\u00e3o, tendo o supliciado a consci\u00eancia das suas ideias? &#8211; R. O Esp\u00edrito retira-se pouco a pouco; quanto mais o ret\u00eam os la\u00e7os materiais, menos pronta \u00e9 a separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>8. &#8211; Dizem que se h\u00e1 notado a express\u00e3o da c\u00f3lera e movimentos na fisionomia de certos supliciados, como se estes quisessem falar; ser\u00e1 isso efeito de contra\u00e7\u00f5es nervosas, ou um ato da vontade? &#8211; R. Da vontade, visto como o Esp\u00edrito n\u00e3o se tem desligado.<\/p>\n<p>9. &#8211; Qual o primeiro sentimento que experimentastes ao penetrar na vossa nova exist\u00eancia? &#8211; R. Um sofrimento intoler\u00e1vel, uma esp\u00e9cie de remorso pungente cuja causa ignorava.<\/p>\n<p>10. &#8211; Acaso vos achastes reunido aos vossos c\u00famplices concomitantemente supliciados? &#8211; R. Infelizmente, sim, por desgra\u00e7a nossa, pois essa vis\u00e3o rec\u00edproca \u00e9 um supl\u00edcio cont\u00ednuo, exprobrando-se uns aos outros os seus crimes.<\/p>\n<p>11. &#8211; Tendes encontrado as vossas v\u00edtimas? &#8211; R. Vejo-as&#8230; s\u00e3o felizes; seus olhares perseguem-me&#8230; sinto que me varam o ser e debalde tento fugir-lhes. &#8211; P. Que impress\u00e3o vos causam esses olhares? &#8211; R. Vergonha e remorso. Ocasionei-os voluntariamente e ainda os abomino.<\/p>\n<p>&#8211; P. E qual a impress\u00e3o que lhes causais v\u00f3s? &#8211; R. Piedade, \u00e9 sentimento que lhes apreendo a meu respeito.<\/p>\n<p>12. &#8211; Ter\u00e3o por sua vez o \u00f3dio e o desejo de vingan\u00e7a? &#8211; R. N\u00e3o; os olhares que volvem lembram-me a minha expia\u00e7\u00e3o. V\u00f3s n\u00e3o podeis avaliar o supl\u00edcio horr\u00edvel de tudo devermos \u00e0queles a quem odiamos.<\/p>\n<p>13. &#8211; Lamentais a perda da vida corporal? &#8211; R. Apenas lamento os meus crimes. Se o fato ainda dependesse de mim, n\u00e3o mais sucumbiria.<\/p>\n<p>14. &#8211; O pendor para o mal estava na vossa natureza, ou fostes ainda influenciado pelo meio em que vivestes? &#8211; R. Sendo eu um Esp\u00edrito inferior, a tend\u00eancia para o mal estava na minha pr\u00f3pria natureza. Quis elevar-me rapidamente, mas pedi mais do que comportavam as minhas for\u00e7as. Acreditando-me forte, escolhi uma rude prova e acabei por ceder \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es do mal.<\/p>\n<p>15. &#8211; Se tiv\u00e9sseis recebido s\u00e3os princ\u00edpios de educa\u00e7\u00e3o, ter-vos-\u00edeis desviado da senda criminosa? &#8211; R. Sim, mas eu havia escolhido a condi\u00e7\u00e3o do nascimento. &#8211; P. Acaso n\u00e3o vos poder\u00edeis ter feito homem de bem? &#8211; R. Um homem fraco \u00e9 incapaz, tanto para o bem como para o mal. Poderia, talvez, corrigir na vida o mal inerente \u00e0 minha natureza, mas nunca me elevar \u00e0 pr\u00e1tica do bem.<\/p>\n<p>16. &#8211; Quando encarnado acredit\u00e1veis em Deus? &#8211; R. N\u00e3o. &#8211; P. Mas dizem que \u00e0 \u00faltima hora vos arrependeste&#8230;. &#8211; R. Porque acreditei num Deus vingativo, era natural que o temesse&#8230; &#8211; P. E agora o vosso arrependimento \u00e9 mais sincero? &#8211; R. Pudera! Eu vejo o que fiz&#8230; &#8211; P. Que pensais de Deus ent\u00e3o? &#8211; R. Sinto-o e n\u00e3o o compreendo.<\/p>\n<p>17. &#8211; Parece-vos justo o castigo que vos infligiram na Terra? &#8211; R. Sim.<\/p>\n<p>18. &#8211; Esperais obter o perd\u00e3o dos vossos crimes? -R. N\u00e3o sei. &#8211; P. Como pretendeis repar\u00e1-los? Por novas prova\u00e7\u00f5es, conquanto me pare\u00e7a que uma eternidade existe entre elas e mim.<\/p>\n<p>19. &#8211; Onde vos achais agora? &#8211; R. Estou no meu sofrimento. &#8211; P. Perguntamos qual o lugar em que vos encontrais&#8230; &#8211; R. Perto da m\u00e9dium.<\/p>\n<p>20. &#8211; Uma vez que assim \u00e9, sob que forma vos ver\u00edamos, se tal nos fosse poss\u00edvel? &#8211; R. Ver-me-\u00edeis sob a minha forma corp\u00f3rea: a cabe\u00e7a separada do tronco. &#8211; P. Podereis aparecer-nos? &#8211; R. N\u00e3o; deixai-me.<\/p>\n<p>21. &#8211; Poder\u00edeis dizer-nos como vos evadistes da pris\u00e3o de Montdidier? &#8211; R. Nada mais sei&#8230; \u00e9 t\u00e3o grande o meu sofrimento, que apenas guardo a lembran\u00e7a do crime&#8230; Deixai-me.<\/p>\n<p>22. &#8211; Poder\u00edamos concorrer para vos aliviar desse sofrimento? &#8211; R. Fazei votos para que sobrevenha a expia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O C\u00c9U E O INFERNO SEGUNDO O ESPIRITISMO &#8211; CAP\u00cdTULO VI &#8211; CRIMINOSOS ARREPENDIDOS &#8211; VERGER (Assassino do arcebispo de Paris) &#8211; A 3 de janeiro de 1857, Mons. 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