{"id":426,"date":"2013-03-20T20:23:02","date_gmt":"2013-03-20T23:23:02","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=426"},"modified":"2013-03-20T20:23:02","modified_gmt":"2013-03-20T23:23:02","slug":"obsessao-nem-sempre-e-alucinacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/obsessao-nem-sempre-e-alucinacao\/","title":{"rendered":"Obsess\u00e3o &#8211; Nem sempre \u00e9 alucina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>NEM SEMPRE \u00c9 ALUCINA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>(Mat\u00e9ria publicada na Folha Esp\u00edrita em junho de 2004) &#8211; Mat\u00e9ria reproduzida do site da AME.<\/p>\n<p>A Folha Esp\u00edrita transcreve entrevista da Dra Marlene Nobre (Presidente da AME-Brasil e AME-Internacional) \u00e0 revista Psychic World e realiza entrevista com o Dr. S\u00e9rgio Felipe Oliveira (AME-SP), psiquiatra<\/p>\n<p>Psychic World \u2013 Dra. Marlene, gostaria de colocar uma quest\u00e3o crucial para voc\u00ea, sobre o que \u00e9 comumente chamado de esquizofrenia. Hoje, quando algu\u00e9m ouve vozes \u00e9 tido como esquizofr\u00eanico, recebe fortes sedativos e, freq\u00fcentemente, \u00e9 internado em hospitais de unidades psiqui\u00e1tricas, registrado como mentalmente inst\u00e1vel. Uma defini\u00e7\u00e3o praticamente irrevers\u00edvel e para o resto de sua vida. De fato, freq\u00fcentemente, n\u00e3o o \u00e9 de verdade e n\u00e3o recebe tratamento&#8230; mas recebe, por per\u00edodos indefinidos, sedativos que fazem estragos. Acho isso uma situa\u00e7\u00e3o intoler\u00e1vel&#8230; O que voc\u00ea me diz sobre isso?<\/p>\n<p>Marlene Nobre \u2013 Bem, o que ocorre, infelizmente, no curso m\u00e9dico, na pr\u00e1tica m\u00e9dica, \u00e9 algo que realmente n\u00e3o se compreende muito bem. Por qu\u00ea? Porque a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) afirma que sa\u00fade \u00e9 o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biol\u00f3gico, social, ecol\u00f3gico e espiritual. Ent\u00e3o, sa\u00fade \u00e9 definida pela OMS como sendo o equil\u00edbrio entre fen\u00f4menos org\u00e2nicos, ps\u00edquicos, sociais e espirituais. No entanto, na pr\u00e1tica, os m\u00e9dicos n\u00e3o consideram todos esses fen\u00f4menos, mas t\u00e3o somente os org\u00e2nicos ou biol\u00f3gicos. Podemos perguntar, em qualquer pa\u00eds, o que ensinam as escolas de medicina e constataremos que os m\u00e9dicos n\u00e3o s\u00e3o alertados para os problemas psicol\u00f3gicos e espirituais do paciente, eles restringem-se \u00e0s rea\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas, como se o ser humano fosse reduzido t\u00e3o somente ao corpo f\u00edsico. Embora o C\u00f3digo Internacional de Doen\u00e7as (CID), que \u00e9 conhecido no mundo todo, no n\u00famero 10, quest\u00e3o F 44.3, contemple a exist\u00eancia dos estados de transe, fazendo a distin\u00e7\u00e3o entre os normais, os que acontecem por incorpora\u00e7\u00e3o ou atua\u00e7\u00e3o dos esp\u00edritos, dos que s\u00e3o patol\u00f3gicos, provocados por doen\u00e7a, a maioria dos m\u00e9dicos n\u00e3o leva isso em considera\u00e7\u00e3o. No Tratado de Psiquiatria de Kaplan e Sadock, um dos mais consultados pelos psiquiatras, no cap\u00edtulo dedicado ao estudo das personalidades, h\u00e1 tamb\u00e9m a distin\u00e7\u00e3o entre as personalidades que recebem a atua\u00e7\u00e3o de esp\u00edritos e as dos outros que s\u00e3o doentes. A Psiquiatria j\u00e1 faz, portanto, a distin\u00e7\u00e3o entre o estado de transe normal e o dos psic\u00f3ticos que seriam anormais ou doentios. Isso, portanto, precisaria ser mais discutido com os colegas, principalmente, com aqueles que n\u00e3o consideram a possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o dos esp\u00edritos com os encarnados. Por qu\u00ea? Porque j\u00e1 h\u00e1 a contempla\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3prios comp\u00eandios da Medicina a respeito da possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o dos esp\u00edritos. Outro aspecto tamb\u00e9m \u00e9 a obra de Carl Gustav Jung, que estudou o caso de uma m\u00e9dium que recebia esp\u00edritos por incorpora\u00e7\u00e3o nas sess\u00f5es esp\u00edritas. Desse modo, constatamos que j\u00e1 existe uma abertura para o estudo do esp\u00edrito dentro do curr\u00edculo da Psicologia e da pr\u00f3pria Medicina. O que ocorre \u00e9 que a prepara\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos ainda \u00e9 extremamente reducionista e, com essa vis\u00e3o estreita, s\u00e3o levados a considerar apenas e t\u00e3o somente os fen\u00f4menos org\u00e2nicos. Quanto ao exemplo referido por voc\u00ea, n\u00f3s realmente nos constrangemos ou ficamos tristes com a conduta dos colegas que, habitualmente, rotulam todas as pessoas que dizem ouvir vozes como psic\u00f3ticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas. Ficamos penalizados com uma situa\u00e7\u00e3o como essa, porque existe uma porcentagem de pessoas que s\u00e3o consideradas psic\u00f3ticas por ouvirem esp\u00edritos e que, na realidade, s\u00e3o m\u00e9diuns. Cremos que, na Hist\u00f3ria da Mol\u00e9stia Atual do paciente, deveriam constar tamb\u00e9m, al\u00e9m dos sintomas org\u00e2nicos, os psicol\u00f3gicos e espirituais, a fim de que pud\u00e9ssemos fazer a distin\u00e7\u00e3o, evitando, assim, que os m\u00e9diuns sejam taxados de psic\u00f3ticos para o resto de suas vidas. Muitos deles poderiam encontrar um caminho mais f\u00e1cil para a cura, a partir do momento em que \u00e9 diagnosticado um caso de obsess\u00e3o ou de comunica\u00e7\u00e3o espir\u00edtica. Acredito que s\u00f3 quando tivermos uma Medicina que leva em considera\u00e7\u00e3o o ser integral, esp\u00edrito\/corpo, \u00e9 que teremos possibilidade de abertura para entender quando se trata de um ou de outro caso.<\/p>\n<p>PW \u2013 Para a quantidade de pessoas que come\u00e7am a ouvir vozes, qual \u00e9 o seu conselho?<\/p>\n<p>Marlene \u2013 \u00c9 dif\u00edcil dizer, quando voc\u00ea est\u00e1 em outro pa\u00eds, onde n\u00e3o se conhece muito bem o procedimento, tanto do lado m\u00e9dico quanto espiritual. Mas \u00e9 preciso ir, pouco a pouco, oferecendo material de estudo, livros, para que a popula\u00e7\u00e3o se informe tamb\u00e9m a respeito da obsess\u00e3o, da possibilidade de se ouvir esp\u00edritos. Esse \u00e9 um fen\u00f4meno corriqueiro, banal, comum a muitas pessoas. Ent\u00e3o, \u00e0 medida que a divulga\u00e7\u00e3o vai sendo feita, atrav\u00e9s de livros ou de palestras e cursos, h\u00e1 a possibilidade de se informar mais \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. E as fam\u00edlias passam a conhecer mais o problema. N\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil, porque em um pa\u00eds como este que respeitamos tanto, de tantas tradi\u00e7\u00f5es, de tanto progresso, o Espiritismo \u00e9 praticamente ignorado, mas j\u00e1 h\u00e1 por parte de alguns m\u00e9dicos e psic\u00f3logos um entendimento do que seja a mediunidade, no caso mais espec\u00edfico, a obsess\u00e3o. Talvez, ent\u00e3o, fosse interessante que houvesse troca de impress\u00f5es e de id\u00e9ias entre o movimento esp\u00edrita e os profissionais que j\u00e1 aceitam a mediunidade, de modo a oferecer aos obsedados os recursos terap\u00eauticos espirituais indicados para esses casos.<\/p>\n<p>Folha Esp\u00edrita \u2013 Como distinguir alucina\u00e7\u00e3o por transtorno mental da que ocorre no processo obsessivo?<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Felipe de Oliveira \u2013 A obsess\u00e3o espiritual oficialmente \u00e9 conhecida em Medicina como possess\u00e3o e estado de transe. O C\u00f3digo Internacional de Doen\u00e7as \u2013 CID 10, item F 44.3 \u2013 qualifica estado de transe e possess\u00e3o como a perda transit\u00f3ria da identidade com manuten\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia do meio ambiente. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada doen\u00e7a quando a pessoa n\u00e3o tem controle. Os casos em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sess\u00f5es medi\u00fanicas n\u00e3o s\u00e3o considerados doen\u00e7a. A alucina\u00e7\u00e3o \u00e9 um sintoma que pode surgir tanto no transtorno mental an\u00edmico, a partir de neuroses graves que marcam o subconsciente, quanto na interfer\u00eancia de fatores externos. Esses fatores externos podem ser qu\u00edmicos e org\u00e2nicos, como na ingest\u00e3o de drogas ou nas desordens org\u00e2nicas \u2013 febre muito alta, uremia, desordens cerebrais, etc. \u2013 ou espirituais. A interfer\u00eancia de uma personalidade intrusa, a obsess\u00e3o espiritual, pode desajustar a percep\u00e7\u00e3o da realidade levando a alucina\u00e7\u00f5es. A pessoa pode ter alucina\u00e7\u00f5es e ainda assim sustentar a cr\u00edtica da raz\u00e3o \u2013 ela sabe que est\u00e1 alucinando ou pode perder a cr\u00edtica da raz\u00e3o julgando ser verdadeira aquela falsa realidade. Um dia, um paciente mergulhou no rio Tiet\u00ea diante da alucina\u00e7\u00e3o de que estaria numa bela praia. Nesse caso, temos o transtorno dissociativo psic\u00f3tico ou o que popularmente se chama de loucura. O m\u00e9dico deve inicialmente fazer o diagn\u00f3stico da condi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica para depois estabelecer diagn\u00f3stico diferencial entre o transtorno dissociativo por estado de transe ou possess\u00e3o, de um caso de transtorno dissociativo psic\u00f3tico. O manual de estat\u00edstica de desordens mentais da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria \u2013 DSM IV \u2013 alerta que o cl\u00ednico deve tomar cuidado para diagnosticar erradamente como alucina\u00e7\u00e3o ou psicose casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir esp\u00edritos de pessoas mortas porque isso pode n\u00e3o significar uma alucina\u00e7\u00e3o ou psicose. A distin\u00e7\u00e3o entre alucina\u00e7\u00e3o, clarivid\u00eancia ou clariaudi\u00eancia \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o bastante complexa.<\/p>\n<p>FE \u2013 Como distinguir esquizofrenia da obsess\u00e3o?<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Felipe de Oliveira \u2013 Na verdade, temos de discriminar no diagn\u00f3stico qual o papel da obsess\u00e3o espiritual na doen\u00e7a que a pessoa est\u00e1 vivendo, j\u00e1 que todo transtorno psic\u00f3tico como a esquizofrenia possui o componente obsessivo-espiritual.<\/p>\n<p>FE \u2013 \u00c9 poss\u00edvel saber em que propor\u00e7\u00e3o o processo obsessivo permeia os transtornos psic\u00f3ticos, como, por exemplo, no caso das esquizofrenias?<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Felipe de Oliveira \u2013 Nesse caso, a melhor forma \u00e9 a prova terap\u00eautica. Uma vez acertado o tratamento medicamentoso e psicoter\u00e1pico, a associa\u00e7\u00e3o do tratamento espiritual, sobretudo a magnetiza\u00e7\u00e3o e a desobsess\u00e3o, nos dar\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o do envolvimento espiritual. Casos em que h\u00e1 uma predomin\u00e2ncia do fator obsessivo-espiritual, a melhora com a magnetiza\u00e7\u00e3o e desobsess\u00e3o chega a ser espetacular, trazendo novos horizontes para a Psiquiatria. Nos casos em que h\u00e1 a predomin\u00e2ncia an\u00edmica ou org\u00e2nica, a melhora est\u00e1 mais associada \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o da pessoa ou seu estado org\u00e2nico de forma bem caracterizada. Julgamos importante que o m\u00e9dico e o psic\u00f3logo que acompanham casos nessa profundidade passem pelo processo de magnetiza\u00e7\u00e3o e desobsess\u00e3o a fim de se desvencilhar de poss\u00edveis envolvimentos com as energias e os obsessores que acompanham o caso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NEM SEMPRE \u00c9 ALUCINA\u00c7\u00c3O (Mat\u00e9ria publicada na Folha Esp\u00edrita em junho de 2004) &#8211; Mat\u00e9ria reproduzida do site da AME. 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