{"id":445,"date":"2013-03-24T21:43:34","date_gmt":"2013-03-25T00:43:34","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=445"},"modified":"2013-05-07T16:30:51","modified_gmt":"2013-05-07T19:30:51","slug":"espiritos-endurecidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/espiritos-endurecidos\/","title":{"rendered":"Esp\u00edritos Endurecidos"},"content":{"rendered":"<p>O CEU E O INFERNO SEGUNDO O ESPIRITISMO<\/p>\n<p>&#8211; CAP\u00cdTULO VII &#8211;<\/p>\n<p>ESP\u00cdRITOS ENDURECIDOS &#8211;<\/p>\n<p>LAPOMMERAY<\/p>\n<p>Castigo pela luz<\/p>\n<p>&#8211; Em uma das sess\u00f5es da Sociedade de Paris, durante a qual se discutira a perturba\u00e7\u00e3o que geralmente acompanha a morte, um Esp\u00edrito, ao qual ningu\u00e9m fizera alus\u00e3o e muito menos se pretendera evocar, manifestou-se espontaneamente pela seguinte comunica\u00e7\u00e3o, que, conquanto n\u00e3o assinada, se reconheceu como sendo de um grande criminoso recentemente atingido pela justi\u00e7a humana: &#8220;Que dizeis da perturba\u00e7\u00e3o? Para que essas palavras ocas? Sois sonhadores e utopistas. Ignorais redondamente o assunto do qual vos ocupais. N\u00e3o, senhores, a per- turba\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe, a n\u00e3o ser nos vossos c\u00e9rebros. Estou bem morto, t\u00e3o morto quanto poss\u00edvel e vejo claro em mim, ao derredor de mim, por toda parte! &#8230; A vida \u00e9 uma com\u00e9dia l\u00fagubre! Insensatos os que se retiram da cena antes que o pano caia. A morte \u00e9 terror, aspira\u00e7\u00e3o ou castigo, conforme a fraqueza ou a for\u00e7a dos que a temem, afrontam ou imploram. Mas \u00e9 tamb\u00e9m para todos amarga irris\u00e3o. &#8220;A luz ofusca-me e penetra, qual flecha aguda, a sutileza do meu ser. Castigaram-me com as trevas do c\u00e1rcere e acreditavam castigar-me ainda com as trevas do t\u00famulo, sen\u00e3o com as sonhadas pelas supersti\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas&#8230;&#8221;Pois bem, sois v\u00f3s que padeceis da obscuridade, enquanto que eu, degredado social, me coloco em plano superior. Eu quero ser o que sou! &#8230; Forte pelo pensamento, desdenhando os conselhos que zumbem aos meus ouvidos&#8230; Vejo claro&#8230; Um crime! \u00c9 uma palavra! O crime existe em toda parte. Quando executado pelas massas, glorificam-no, e, individualizado, consideram-no inf\u00e2mia. Absurdo! &#8220;N\u00e3o quero que me deplorem&#8230; nada pe\u00e7o&#8230; lutarei por mim mesmo, s\u00f3, contra esta luz odiosa. \u00a0&#8211; Aquele que ontem era um homem. &#8221;<\/p>\n<p>Analisada esta comunica\u00e7\u00e3o na assembleia seguinte, reconheceu-se no pr\u00f3prio cinismo da sua linguagem um profundo ensinamento, patenteando na situa\u00e7\u00e3o desse infeliz uma nova fase do castigo que espera o culpado. Efetivamente, enquanto alguns s\u00e3o imersos em trevas ou num absoluto insulamento, outros sofrem por longos anos as ang\u00fastias da extrema hora, ou acreditam-se ainda encarnados. Para estes, a luz brilha, gozando o Esp\u00edrito, e plenamente, das suas faculdades, sabendo-se morto e n\u00e3o se lastimando, antes repelindo qualquer assist\u00eancia e afrontando ainda as leis divinas e humanas. Querer\u00e1 isto dizer que escapassem \u00e0 puni\u00e7\u00e3o? De modo algum; \u00e9 que a justi\u00e7a de Deus completa-se sob todas as formas, e o que a uns causa alegria \u00e9 para outros um tormento. A luz faz o supl\u00edcio desse Esp\u00edrito, e \u00e9 ele pr\u00f3prio que o confessa, em que pese ao seu orgulho, quando diz que lutar\u00e1 por si mesmo, s\u00f3, contra essa luz odiosa. E ainda nesta frase: &#8211; &#8220;a luz ofusca-me e penetra, qual flecha aguda, a sutileza do meu ser&#8221;. Essas palavras: &#8211; &#8220;sutileza do meu ser&#8221;, s\u00e3o caracter\u00edsticas, dando a entender que sabe que o seu corpo e flu\u00eddico e penetr\u00e1vel \u00e0 luz, \u00e0 qual n\u00e3o pode escapar, luz que o penetra qual aguda flecha. Este Esp\u00edrito aqui est\u00e1 colocado entre os endurecidos, em raz\u00e3o do muito tempo que levou, antes que manifestasse arrependimento &#8211; o que \u00e9 tamb\u00e9m um exemplo a mais para provar que o progresso moral nem sempre acompanha o progresso intelectual. Entretanto, pouco a pouco se foi corrigindo, e deu mais tarde ditados instrutivos e sensatos. Hoje, ele poder\u00e1 ser colocado entre os Esp\u00edritos arrependidos. Convidados a emitirem a sua aprecia\u00e7\u00e3o a respeito, os nossos guias espirituais ditaram as tr\u00eas seguintes comunica\u00e7\u00f5es, ali\u00e1s dignas da mais s\u00e9ria aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>I<\/p>\n<p>Sob o ponto de vista das exist\u00eancias, os Esp\u00edritos na erraticidade podem considerar-se inativos e na expectativa; mas, ainda assim, podem expiar, uma vez que o orgulho e a tenacidade formid\u00e1vel dos seus erros n\u00e3o os tolham no momento da progressiva ascens\u00e3o. Tivestes disso um exemplo terr\u00edvel na \u00faltima comunica\u00e7\u00e3o desse criminoso impenitente, debatendo-se com a justi\u00e7a divina a constringi-lo depois da dos homens. Neste caso a expia\u00e7\u00e3o ou, antes, o sofrimento fatal que os oprime, ao inv\u00e9s de lhes ser \u00fatil, inculcando-lhes a profunda significa\u00e7\u00e3o de suas penas, exacerba-os na rebeldia, e d\u00e1 azo \u00e0s murmura\u00e7\u00f5es que a Escritura em sua po\u00e9tica eloqu\u00eancia denomina ranger de dentes. Esta frase, simb\u00f3lica por excel\u00eancia, \u00e9 o sinal do sofredor abatido, por\u00e9m insubmisso, isolado na pr\u00f3pria dor, mas bastante forte ainda para recusar a verdade do castigo e da recompensa! Os grandes erros perduram no mundo espiritual quase sempre, assim como as consci\u00eancias grandemente criminosas. Lutar, apesar de tudo, e desafiar o infinito, pode comparar-se \u00e0 cegueira do homem que, contemplando as estrelas, as tivesse por arabescos de um teto, tal como acreditavam os gauleses do tempo de Alexandre. O infinito moral existe! E miser\u00e1vel e mesquinho \u00e9 quem, a pretexto de continuar as lutas e imposturas abjetas da Terra, n\u00e3o v\u00ea mais longe no outro mundo, do que neste.<\/p>\n<p>Para esse a cegueira, o desprezo alheio, o ego\u00edstico sentimento da personalidade, s\u00e3o empecilhos ao seu progresso. Homem! \u00e9 bem verdade que existe um acordo secreto entre a imortalidade de um nome puro, legado \u00e0 Terra, e a imortalidade realmente conservada pelos Esp\u00edritos nas suas sucessivas prova\u00e7\u00f5es. Lamennais.<\/p>\n<p>II<\/p>\n<p>Precipitar um homem nas trevas ou em ondas de luz n\u00e3o dar\u00e1 o mesmo resultado? Num como noutro caso, esse homem nada v\u00ea do que o cerca, e habituar-se- \u00e1 mesmo mais facilmente \u00e0 sombra do que \u00e0 mon\u00f3tona claridade el\u00e9trica, na qual pode estar submerso. O Esp\u00edrito manifestado na \u00faltima sess\u00e3o exprime bem a verdade quando diz: &#8220;Oh! eu saberei libertar-me dessa odiosa luz.&#8221; De fato, essa luz \u00e9 tanto mais terr\u00edvel, horrorosa, quanto ela o penetra completamente e lhe devassa os pensamentos mais rec\u00f4nditos. A\u00ed est\u00e1 uma das circunst\u00e2ncias mais rudes de tal castigo espiritual. O Esp\u00edrito encontra-se, por assim dizer, na casa de vidro pedida por S\u00f3crates. Disso decorre ainda um ensinamento, visto como o que seria alegria e consolo para o s\u00e1bio, transforma-se em puni\u00e7\u00e3o infamante e cont\u00ednua para o perverso, para o criminoso, para o parricida, sobressaltado em sua pr\u00f3pria personalidade. Meus filhos, calculai o sofrimento, o terror dos hip\u00f3critas que se compraziam em toda uma exist\u00eancia sinistra a planejar, a combinar os mais hediondos crimes no seu foro \u00edntimo, quais feras refugiadas no seu antro, e que hoje, expulsas desse covil \u00edntimo, n\u00e3o se podem furtar \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o dos seus pares&#8230; Arrancada que lhe seja a m\u00e1scara da impassibilidade, todos os pensamentos se lhe estampam na fronte! Sim, e al\u00e9m de tudo nenhum repouso, nada de asilo para esse formidando criminoso. Todo pensamento mau &#8211; e Deus sabe se a sua alma o exprime &#8211; se lhe trai por fora e por dentro, como impelido por choque el\u00e9trico irresist\u00edvel. Procura esquivar-se \u00e0 multid\u00e3o, e a luz odiosa o devassa continuamente. Quer fugir, e desanda numa carreira infrene, desesperada, atrav\u00e9s dos espa\u00e7os incomensur\u00e1veis, e por toda a parte luz, olhares que o observam. E corre, e voa novamente em busca da sombra, em busca da noite, e sombra e noite n\u00e3o mais existem para ele! Chama pela morte&#8230; Mas a morte n\u00e3o \u00e9 mais que palavra sem sentido. E o infeliz foge sempre, a caminho da loucura espiritual &#8211; castigo tremendo, dor horr\u00edvel, a debater-se consigo para se desembara\u00e7ar de si mesmo, porque tal \u00e9 a lei suprema para al\u00e9m da Terra, isto \u00e9: o culpado busca por si mesmo o seu mais inexor\u00e1vel castigo. Quanto tempo durar\u00e1 esse estado? At\u00e9 o momento em que a vontade, por fim vencida, se curve constrangida pelo remorso, humilhada a fronte altiva ante os Esp\u00edritos de justi\u00e7a e ante as suas v\u00edtimas apaziguadas. Notai a l\u00f3gica profunda das leis imut\u00e1veis; com isso o Esp\u00edrito realizar\u00e1 o que escrevia nessa altaneira comunica\u00e7\u00e3o t\u00e3o clara, t\u00e3o l\u00facida, t\u00e3o desconsoladoramente ego\u00edstica, comunica\u00e7\u00e3o que vos deu na sexta-feira passada, redigindo-a por um ato da sua pr\u00f3pria vontade. \u00c9raste.<\/p>\n<p>III<\/p>\n<p>A justi\u00e7a humana n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o de individualidades, quanto aos seres que castiga; medindo o crime pelo pr\u00f3prio crime, fere indistintamente os infratores, e a mesma pena atinge o paciente sem distin\u00e7\u00e3o de sexo, qualquer que seja a sua educa\u00e7\u00e3o. De modo diverso procede a justi\u00e7a divina, cujas puni\u00e7\u00f5es correspondem ao progresso dos seres aos quais elas s\u00e3o infligidas. Igualdade de crimes n\u00e3o importa, de fato, igualdade individual, visto como dois homens culpados, sob o mesmo ponto de vista, podem separar-se pela dessemelhan\u00e7a de prova\u00e7\u00f5es, imergindo um deles na opacidade intelectiva dos primeiros c\u00edrculos iniciadores, enquanto que o outro disp\u00f5e, por haver ultrapassado esses c\u00edrculos, da lucidez que isenta o Esp\u00edrito da perturba\u00e7\u00e3o. E nesse caso n\u00e3o s\u00e3o mais as trevas a puni-lo, mas a agudeza da luz espiritual que vara a intelig\u00eancia terrena e lhe faz sentir as dores de uma chaga viva. Os seres desencarnados que presenciam a representa\u00e7\u00e3o material dos seus crimes, sofrem o choque da eletricidade f\u00edsica: padecem pelos sentidos. E aqueles que pelo Esp\u00edrito estejam desmaterializados sofrem uma dor muito superior que lhes aniquila, por assim dizer, em seus amargores, a lembran\u00e7a dos fatos, deixando subsistir a no\u00e7\u00e3o de suas respectivas causas. Assim, pode o homem, a despeito da sua criminalidade, possuir um progresso interno e elevar-se acima da espessa atmosfera das baixas camadas, isto pelas faculdades intelectuais sutilizadas, embora tivesse, sob o jugo das paix\u00f5es, procedido como um bruto. A aus\u00eancia de pondera\u00e7\u00e3o, o desequil\u00edbrio entre o progresso moral e o intelectual, produzem essas t\u00e3o frequentes anomalias nas \u00e9pocas de materialismo e transi\u00e7\u00e3o. A luz que tortura o Esp\u00edrito \u00e9, portanto e precisamente, o raio espiritual inundando de claridades os secretos recessos do seu orgulho e descobrindo-lhe a inanidade do seu fragment\u00e1rio ser. A\u00ed est\u00e3o os primeiros sintomas, as primeiras ang\u00fastias da agonia espiritual, e que prenunciam a dissolu\u00e7\u00e3o dos elementos intelectuais e materiais componentes da primitiva dualidade humana, e que devem desaparecer na unidade grandiosa do ser acabado. Jean Reynaud.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de se completarem reciprocamente, estas tr\u00eas comunica\u00e7\u00f5es, obtidas simultaneamente, apresentam o castigo debaixo de um novo prisma, ali\u00e1s eminentemente filos\u00f3fico e racional. \u00c9 prov\u00e1vel que os Esp\u00edritos, querendo tratar do assunto de acordo com um exemplo, tivessem provocado a manifesta\u00e7\u00e3o do culpado.<\/p>\n<p>Ao lado deste quadro vivo, baseado sobre um fato, eis, para estabelecer um paralelo, este que um pregador de Montreuil-sur-Mer, em 1864, por ocasi\u00e3o da quaresma, tra\u00e7ou do inferno: &#8220;O fogo do inferno \u00e9 milh\u00f5es de vezes mais intenso que o da Terra, e se acaso um dos corpos que l\u00e1 se queimam, sem se consumirem, fosse lan\u00e7ado ao planeta, empest\u00e1-lo-ia de um a outro extremo! O inferno \u00e9 vasta e sombria caverna, eri\u00e7ada de agudas pontas de l\u00e2minas de espadas aceradas, de l\u00e2minas de navalhas afiad\u00edssimas, nas quais s\u00e3o precipitadas as almas dos condenados.&#8221; (Ver a Revue Spirite, julho de 1864, p\u00e1g. 199.)<\/p>\n<p>ANG\u00c8LE, nulidade sobre a Terra<\/p>\n<p>(Bord\u00e9us, 1862)<\/p>\n<p>Com este nome, um Esp\u00edrito se apresentou espontaneamente ao m\u00e9dium.<\/p>\n<p>1. &#8211; Arrependei-vos das vossas faltas? &#8211; R. N\u00e3o. &#8211; P. Ent\u00e3o por que me procurais? &#8211; R. Para experimentar. &#8211; P. Acaso n\u00e3o sois feliz? &#8211; R. N\u00e3o. &#8211; P. Sofreis? &#8211; R. N\u00e3o. &#8211; P. Que vos falta, pois? &#8211; R. A paz. Nota &#8211; Certos Esp\u00edritos s\u00f3 consideram sofrimento o que lhes lembra as suas dores f\u00edsicas, convindo, n\u00e3o obstante, ser intoler\u00e1vel o seu estado moral.<\/p>\n<p>2. &#8211; Como pode faltar-vos a paz na vida espiritual? &#8211; R. Uma m\u00e1goa do passado. &#8211; P. A m\u00e1goa do passado \u00e9 remorso; estareis, pois, arrependida? &#8211; R. N\u00e3o; temor do futuro \u00e9 o que experimento. &#8211; P. Que temeis? &#8211; R. O desconhecido.<\/p>\n<p>3. &#8211; Estais disposta a dizer-me o que fizestes na \u00faltima encarna\u00e7\u00e3o? Isso talvez me facilite a orientar-vos. &#8211; R. Nada.<\/p>\n<p>4. &#8211; Qual a vossa posi\u00e7\u00e3o social? &#8211; R. Mediana. &#8211; P. Fostes casada? &#8211; R. Sim; fui esposa e m\u00e3e. &#8211; P. E cumpristes zelosa os deveres decorrentes desse duplo encargo? &#8211; R. N\u00e3o; meu marido entediava-me, bem como meus filhos.<\/p>\n<p>5. &#8211; E de que modo preenchestes a exist\u00eancia? &#8211; R. Divertindo-me em solteira e enfadando-me como mulher. &#8211; P. Quais eram as vossas ocupa\u00e7\u00f5es? &#8211; R. Nenhuma. &#8211; P. E quem cuidava da vossa casa? &#8211; R. A criada.<\/p>\n<p>6. &#8211; N\u00e3o ser\u00e1 cab\u00edvel atribuir a essa in\u00e9rcia a causa dos vossos pesares e temores? &#8211; R. Talvez tenhais raz\u00e3o. Mas n\u00e3o basta concordar. &#8211; P. Quereis reparar a inutilidade dessa exist\u00eancia e auxiliar os Esp\u00edritos sofredores que nos cercam? &#8211; R. Como? &#8211; P. Ajudando-os a aperfei\u00e7oarem-se pelos vossos conselhos e pelas vossas preces. &#8211; R. Eu n\u00e3o sei orar. &#8211; P. F\u00e1-lo-emos juntos e aprendereis. Sim? &#8211; R. N\u00e3o. &#8211; P. Mas por qu\u00ea? &#8211; R. Cansa.<\/p>\n<p>Instru\u00e7\u00f5es do guia do m\u00e9dium<\/p>\n<p>Damos-te instru\u00e7\u00e3o, facultando-te o conhecimento pr\u00e1tico dos diversos estados de sofrimento, bem como da situa\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos condenados \u00e0 expia\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias faltas. Ang\u00e8le era uma dessas criaturas sem iniciativa, cuja exist\u00eancia \u00e9 t\u00e3o in\u00fatil a si como ao pr\u00f3ximo. Amando apenas o prazer, incapaz de procurar no estudo, no cumprimento dos deveres dom\u00e9sticos e sociais as \u00fanicas satisfa\u00e7\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o, que fazem o encanto da vida, porque s\u00e3o de todas as \u00e9pocas, ela n\u00e3o p\u00f4de empregar a juventude sen\u00e3o em distra\u00e7\u00f5es fr\u00edvolas; e quando deveres mais s\u00e9rios se lhe impuseram, j\u00e1 o mundo se lhe havia feito um v\u00e1cuo, porque vazio tamb\u00e9m estava o seu cora\u00e7\u00e3o. Sem faltas graves, mas tamb\u00e9m sem m\u00e9ritos, ela fez a infelicidade do marido, comprometendo pela sua inc\u00faria e desleixo o futuro dos pr\u00f3prios filhos. Deturpou-lhes o cora\u00e7\u00e3o e os sentimentos, j\u00e1 por seu exemplo, j\u00e1 pelo abandono em que os deixou, entregues a f\u00e2mulos, que ela nem sequer se dava ao trabalho de escolher. A sua exist\u00eancia foi improf\u00edcua e, por isso mesmo, culposa, visto que o mal \u00e9 oriundo da neglig\u00eancia do bem. Ficai bem certos de que n\u00e3o basta abster- vos de faltas: \u00e9 preciso praticar as virtudes que lhes s\u00e3o opostas. Estudai os ensinamentos do Senhor; meditai-os e compenetrai-vos de que eles, se vos fazem estacar na senda do mal, tamb\u00e9m vos imp\u00f5em voltar atr\u00e1s, a fim de tomardes o caminho oposto que conduz ao bem. O mal \u00e9 a ant\u00edtese do bem; logo, quem quiser evitar o primeiro deve seguir o segundo, sem o qual a vida se torna nula, mortas as suas obras, e Deus, nosso pai, n\u00e3o \u00e9 o Deus dos mortos, mas dos vivos.<\/p>\n<p>&#8211; P. Ser-me-\u00e1 permitido saber qual teria sido a pen\u00faltima exist\u00eancia de Ang\u00e8le? A \u00faltima deveria ter sido consequ\u00eancia dela, isto \u00e9, da pen\u00faltima.<\/p>\n<p>&#8211; R. Ela viveu na indol\u00eancia beat\u00edfica, na inutilidade da vida mon\u00e1stica. Pregui\u00e7osa e ego\u00edsta por gosto, quis experimentar a vida dom\u00e9stica, mas seu Esp\u00edrito pouco progrediu. Sempre repeliu a voz \u00edntima que lhe apontava o perigo, e, como a propens\u00e3o era suave, preferiu abandonar-se a ela, a fazer um esfor\u00e7o para sust\u00e1-la em come\u00e7o. Hoje ainda compreende o perigo dessa neutralidade, mas n\u00e3o se sente com for\u00e7as para tentar o m\u00ednimo esfor\u00e7o. Orai por ela, procurai despert\u00e1-la e fazer que seus olhos se abram \u00e0 luz. \u00c9 um dever, e dever algum se despreza. O homem foi criado para a atividade; a atividade do Esp\u00edrito \u00e9 da sua pr\u00f3pria ess\u00eancia; e a do corpo, uma necessidade. Cumpri, portanto, as prescri\u00e7\u00f5es da exist\u00eancia, como Esp\u00edrito votado \u00e0 paz eterna. A servi\u00e7o do Esp\u00edrito, o corpo mais n\u00e3o \u00e9 que m\u00e1quina submetida \u00e0 intelig\u00eancia: trabalhai, cultivai, portanto, a intelig\u00eancia, para que d\u00ea salutar impulso ao instrumento que deve auxili\u00e1-la no cumprimento de sua miss\u00e3o. N\u00e3o lhe concedais tr\u00e9guas nem repouso, tendo em mente que essa paz a que aspirais n\u00e3o vos ser\u00e1 concedida sen\u00e3o pelo trabalho. Assim, quanto mais protelardes este, tanto mais durar\u00e1 para v\u00f3s a ansiedade de espera. Trabalhai, trabalhai incessantemente; cumpri todos os deveres sem exce\u00e7\u00e3o, isto com zelo, com coragem, com perseveran\u00e7a. A f\u00e9 vos alentar\u00e1. Todo aquele que desempenha conscientemente o papel mais ingrato e vil da vossa sociedade, \u00e9 cem vezes mais elevado aos olhos do Onipotente do que aquele que, impondo esse papel aos outros, despreza o seu. Tudo \u00e9 degrau que d\u00e1 acesso ao c\u00e9u: n\u00e3o quebreis a l\u00e1pide sob os p\u00e9s e contai com o concurso de amigos que vos estendem a m\u00e3o, sustent\u00e1culos que s\u00e3o dos que v\u00e3o haurir suas for\u00e7as na cren\u00e7a do Senhor. Monod.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O CEU E O INFERNO SEGUNDO O ESPIRITISMO &#8211; CAP\u00cdTULO VII &#8211; ESP\u00cdRITOS ENDURECIDOS &#8211; LAPOMMERAY Castigo pela luz &#8211; Em uma das sess\u00f5es da Sociedade de Paris, durante a qual se discutira a perturba\u00e7\u00e3o que geralmente acompanha a morte, &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/espiritos-endurecidos\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-445","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=445"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}