{"id":4563,"date":"2016-09-29T08:42:54","date_gmt":"2016-09-29T11:42:54","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=4563"},"modified":"2016-09-29T08:42:54","modified_gmt":"2016-09-29T11:42:54","slug":"os-periodos-de-luta-do-espiritismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/os-periodos-de-luta-do-espiritismo\/","title":{"rendered":"Os Per\u00edodos de Luta do Espiritismo"},"content":{"rendered":"<p>PER\u00cdODO DE LUTA<\/p>\n<p>(Revista Esp\u00edrita de Dezembro de 1863)<\/p>\n<p>O primeiro per\u00edodo do Espiritismo, caracterizado pelas mesas girantes, foi o da curiosidade. O segundo foi o per\u00edodo filos\u00f3fico, marcado pelo aparecimento de O Livro dos Esp\u00edritos. A partir deste momento o espiritismo tomou um car\u00e1ter completamente diverso.<\/p>\n<p>Entreviram-lhe o objetivo e o alcance e nele hauriram f\u00e9 e consola\u00e7\u00e3o, sendo tal a rapidez de seu progresso que nenhuma outra doutrina filos\u00f3fica ou religiosa oferece exemplo semelhante.<\/p>\n<p>Mas, como todas as id\u00e9ias novas, teve advers\u00e1rios tanto mais obstinados quanto maior era a id\u00e9ia, porque nenhuma id\u00e9ia grandepode estabelecer-se sem ferir interesses. \u00c9 preciso que ocupe um lugar e as pessoas deslocadas n\u00e3o podem v\u00ea-la com bons olhos.<\/p>\n<p>Depois, ao lado das pessoas interessadas est\u00e3o os que, por esp\u00edrito de sistema e sem raz\u00f5es precisas, s\u00e3o advers\u00e1rios natos de tudo quanto \u00e9 novo.<\/p>\n<p>Nos primeiros anos, muitos duvidaram de sua vitalidade, raz\u00e3o por que lhe deram pouca aten\u00e7\u00e3o. Mas quando o viram crescer, a despeito de tudo, propagar-se em todas as fileiras da sociedade e em todas as partes do mundo, tomar o seu lugar entre as cren\u00e7as e tornar-se uma pot\u00eancia pelo n\u00famero de seus aderentes, os interessados na manuten\u00e7\u00e3o das id\u00e9ias antigas alarmaram-se seriamente. Ent\u00e3o uma verdadeira cruzada foi dirigida contra ele, dando in\u00edcio ao per\u00edodo da luta, de que o autode-f\u00e9 de Barcelona, de 9 de outubro de 1861, de certo modo foi o sinal. At\u00e9 ent\u00e3o ele tinha sido alvo dos sarcasmos da incredulidade, que ri de tudo, principalmente do que n\u00e3o compreende, mesmo das coisas mais santas, e aos quais nenhuma id\u00e9ia nova pode escapar: \u00e9 o seu batismo de fogo. Mas os outros n\u00e3o riem: fitam-no com c\u00f3lera, sinal evidente e caracter\u00edstico da import\u00e2ncia do Espiritismo. Desde ent\u00e3o os ataques assumiram um car\u00e1ter de viol\u00eancia inaudita. Foi dada a palavra de ordem: serm\u00f5es furibundos, pastorais, an\u00e1temas, excomunh\u00f5es, persegui\u00e7\u00f5es individuais, livros, brochuras, artigos de jornais, nada foi poupado, nem mesmo a cal\u00fania.<\/p>\n<p>Estamos, pois, em pleno per\u00edodo de luta, mas este n\u00e3o terminou. Vendo a inutilidade dos ataques a c\u00e9u aberto, v\u00e3o ensaiar a guerra subterr\u00e2nea, que se organiza e j\u00e1 come\u00e7a. Uma calma aparente vai ser sentida, mas \u00e9 a calma precursora da tempestade; n\u00e3o obstante, \u00e0 tempestade sucede a bonan\u00e7a.<\/p>\n<p>Esp\u00edritas, n\u00e3o vos inquieteis, porque a sa\u00edda n\u00e3o \u00e9 duvidosa; a luta \u00e9 necess\u00e1ria e o triunfo ser\u00e1 mais retumbante. Disse e repito: vejo o fim; sei como e quando ser\u00e1 alcan\u00e7ado. Se vos falo com tal seguran\u00e7a \u00e9 que para tanto tenho raz\u00f5es, sobre as quais a prud\u00eancia manda que me cale, mas v\u00f3s as conhecereis um dia.<\/p>\n<p>Tudo quanto vos posso dizer \u00e9 que vir\u00e3o poderosos auxiliares para fechar a boca de mais de um detrator. Contudo a luta ser\u00e1 viva e se, no conflito, houver algumas v\u00edtimas de sua f\u00e9, que estas se rejubilem, como o faziam os primeiros m\u00e1rtires crist\u00e3os, dos quais muitos est\u00e3o entre v\u00f3s, para vos encorajar e dar o exemplo; que se lembrem destas palavras do Cristo: \u201cBem-aventurados os que sofrem persegui\u00e7\u00e3o por causa da justi\u00e7a, porque deles \u00e9 o Reino dos c\u00e9us. Bem-aventurados sois v\u00f3s quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra v\u00f3s, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, pois grande \u00e9 o vosso galard\u00e3o nos c\u00e9us; porque assim perseguiram os profetas que vieram antes de v\u00f3s.\u201d [S\u00e3o Mateus, cap\u00edtulo V, vers\u00edculos 10, 11 e 12]40.<\/p>\n<p>Estas palavras n\u00e3o parecem ter sido ditas para os esp\u00edritas de hoje, como para os ap\u00f3stolos de ent\u00e3o? \u00c9 que as palavras do Cristo t\u00eam isto de particular: s\u00e3o para todos os tempos, porque sua miss\u00e3o era para o futuro, como para o presente.<\/p>\n<p>A luta determinar\u00e1 uma nova fase do Espiritismo e levar\u00e1 ao quarto per\u00edodo, que ser\u00e1 o per\u00edodo religioso; depois vir\u00e1 o quinto, per\u00edodo intermedi\u00e1rio, conseq\u00fc\u00eancia natural do precedente, e que mais tarde receber\u00e1 sua denomina\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica. O sexto e \u00faltimo per\u00edodo ser\u00e1 o da regenera\u00e7\u00e3o social, que abrir\u00e1 a era do s\u00e9culo vinte. Nessa \u00e9poca, todos os obst\u00e1culos \u00e0 nova ordem de coisas determinadas por Deus para a transforma\u00e7\u00e3o da Terra ter\u00e3o desaparecido. A gera\u00e7\u00e3o que surge, imbu\u00edda das id\u00e9ias novas, estar\u00e1 em toda a sua for\u00e7a e preparar\u00e1 o caminho da que h\u00e1 de inaugurar o triunfo definitivo da uni\u00e3o, da paz e da fraternidade entre os homens, confundidos numa mesma cren\u00e7a, pela pr\u00e1tica da lei evang\u00e9lica. Assim ser\u00e3o confirmadas as palavras do Cristo, j\u00e1 que todas devem ter cumprimento e muitas se realizam neste momento, porque os tempos preditos s\u00e3o chegados. Mas \u00e9 em v\u00e3o que, tomando a figura pela realidade, procurais sinais no c\u00e9u: esses sinais est\u00e3o ao vosso lado e surgem de todas as partes. \u00c9 not\u00e1vel que as comunica\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos tenham tido um car\u00e1ter especial em cada per\u00edodo: no primeiro eram fr\u00edvolas e levianas; no segundo foram graves e instrutivas; a partir do terceiro eles pressentiram a luta e suas diferentes perip\u00e9cias. A maior parte das que se obt\u00e9m hoje nos diversos centros tem por objetivo prevenir os adeptos contra as intrigas de seus advers\u00e1rios.<\/p>\n<p>Assim, por toda parte s\u00e3o dadas instru\u00e7\u00f5es a este respeito, como por toda parte \u00e9 anunciado um resultado id\u00eantico. Tal coincid\u00eancia, sobre este como sobre muitos outros pontos de vista, n\u00e3o \u00e9 um dos fatos menos significativos. A situa\u00e7\u00e3o se acha completamente resumida nas duas comunica\u00e7\u00f5es seguintes, cuja veracidade j\u00e1 foi reconhecida por muitos esp\u00edritas.<\/p>\n<p>Instru\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos<\/p>\n<p>A GUERRA SURDA<\/p>\n<p>(Paris, 14 de agosto de 1863)<\/p>\n<p>\u201cA luta vos espera, meus caros filhos; eis por que convido a todos a imitar os antigos lutadores, isto \u00e9, a cingir os rins.<\/p>\n<p>Os anos que v\u00e3o seguir est\u00e3o plenos de promessas, mas, tamb\u00e9m, de ansiedades. N\u00e3o venho dizer: Amanh\u00e3 ser\u00e1 o dia da batalha! n\u00e3o, porque a hora do combate ainda n\u00e3o est\u00e1 fixada; mas venho vos advertir, a fim de que estejais prontos para qualquer eventualidade.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora o Espiritismo s\u00f3 encontrou uma rota f\u00e1cil e quase florida, porque as inj\u00farias e as zombarias que vos dirigem n\u00e3o t\u00eam nenhum alcance s\u00e9rio e ficaram sem efeito, ao passo que, doravante, os ataques que forem dirigidos contra v\u00f3s ter\u00e3o um car\u00e1ter totalmente diverso: eis que \u00e9 chegada a hora em que Deus vai fazer apelo a todos os devotamentos, em que vai julgar seus servidores fi\u00e9is, para dar a cada um a parte que tiver merecido. N\u00e3o vos martirizar\u00e3o corporalmente, como nos primeiros tempos da Igreja; n\u00e3o erguer\u00e3o fogueiras homicidas, como na Idade M\u00e9dia, mas vos torturar\u00e3o moralmente; armar\u00e3o ciladas, armadilhas tanto mais perigosas quanto usar\u00e3o m\u00e3os amigas; agir\u00e3o na sombra; recebereis golpes, sem que saibais de onde partem, e sereis feridos em pleno peito pelas setas envenenadas da cal\u00fania. Nada faltar\u00e1 \u00e0s vossas dores; suscitar\u00e3o defec\u00e7\u00f5es em vossas fileiras e os pretensos esp\u00edritas, perdidos pelo orgulho e pela vaidade, se prevalecer\u00e3o de sua independ\u00eancia, exclamando: \u201cSomos n\u00f3s que estamos no reto caminho!\u201d, a fim de que os vossos advers\u00e1rios natos possam dizer: \u201cVede como s\u00e3o unidos!\u201d Tentar\u00e3o semear o joio entre os grupos, provocando a forma\u00e7\u00e3o de grupos dissidentes; cooptar\u00e3o os vossos m\u00e9diuns para faz\u00ea-los entrar no mau caminho ou para os desviar dos grupos s\u00e9rios; empregar\u00e3o a intimida\u00e7\u00e3o para uns, a capta\u00e7\u00e3o para os outros; explorar\u00e3o todas as fraquezas. Depois, n\u00e3o esque\u00e7ais que alguns viram no Espiritismo um papel a desempenhar, e um papel de primazia, que hoje experimentam mais de uma desilus\u00e3o em sua ambi\u00e7\u00e3o. Prometer-lhes-\u00e3o de um lado o que n\u00e3o puderem achar no outro. Depois, enfim, com dinheiro, t\u00e3o poderoso em vosso s\u00e9culo atrasado, n\u00e3o poder\u00e3o encontrar comparsas para representar indignas com\u00e9dias, visando a lan\u00e7ar o descr\u00e9dito e o rid\u00edculo sobre a doutrina?<\/p>\n<p>\u201cEis as provas que vos esperam, meus filhos, mas das quais saireis vitoriosos, se implorardes, do \u00e2mago do cora\u00e7\u00e3o, o socorro do Todo-Poderoso. Eis por que eu vo-lo repito, de toda a minha alma: meus filhos, cerrai fileiras, permanecei alertas, porque \u00e9 o vosso G\u00f3lgota que se ergue; e se nele n\u00e3o fordes crucificados em carne e osso, s\u00ea-lo-eis nos vossos interesses, nas vossas afei\u00e7\u00f5es, na vossa honra!<\/p>\n<p>\u201cA hora \u00e9 grave e solene; para tr\u00e1s, ent\u00e3o, todas as mesquinhas discuss\u00f5es, todas as preocupa\u00e7\u00f5es pueris, todas as quest\u00f5es ociosas e todas as v\u00e3s pretens\u00f5es de preemin\u00eancia e de amor-pr\u00f3prio; ocupai-vos dos grandes interesses que est\u00e3o em vossas m\u00e3os e cujas contas o Senhor vos pedir\u00e1. Uni-vos para que o inimigo encontre vossas fileiras compactas e cerradas; tendes uma contra-senha sem equ\u00edvoco, pedra de toque com o aux\u00edlio da qual podeis reconhecer os verdadeiros irm\u00e3os, pois esta f\u00f3rmula implica abnega\u00e7\u00e3o e devotamento e resume todos os deveres do verdadeiro esp\u00edrita.<\/p>\n<p>\u201cCoragem e perseveran\u00e7a, meus filhos! pensai que Deus vos olha e vos julga; lembrai-vos tamb\u00e9m de que os vossos guias espirituais n\u00e3o vos abandonar\u00e3o enquanto vos acharem no caminho certo. Ali\u00e1s, toda esta guerra s\u00f3 ter\u00e1 um tempo e se voltar\u00e1 contra os que julgavam criar armas contra a doutrina. O triunfo, e n\u00e3o mais o holocausto sangrento, irradiar\u00e1 do G\u00f3lgota esp\u00edrita.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 logo, meus filhos; sa\u00fade a todos. Erasto, disc\u00edpulo de S\u00e3o Paulo, ap\u00f3stolo.\u201d<\/p>\n<p>Uma das manobras previstas na comunica\u00e7\u00e3o acima, ao que nos informam, acaba de se realizar. Escrevem-nos que uma jovem, que tinha sido levada uma \u00fanica vez a uma reuni\u00e3o, deixou a fam\u00edlia sem motivo e retirou-se para a casa de uma pessoa estranha, de onde foi conduzida para um hosp\u00edcio de alienados, como acometida de loucura esp\u00edrita, \u00e0 revelia de seus pais, que s\u00f3 foram informados depois que a coisa estava feita. Ao cabo de vinte dias, tendo estes obtido autoriza\u00e7\u00e3o para ir v\u00ea-la, censuraram-na por os haver deixado. Ent\u00e3o ela confessou que lhe haviam prometido dinheiro para simular a loucura. At\u00e9 este momento foram infrut\u00edferas as dilig\u00eancias para faz\u00ea-la sair.<\/p>\n<p>Se \u00e9 assim que recrutam os loucos esp\u00edritas, o meio \u00e9 mais perigoso para os que o empregam do que para o Espiritismo. Reduzir-se a semelhantes expedientes para defender a pr\u00f3pria causa \u00e9 fornecer a mais evidente prova de que se est\u00e1 exausto de boas raz\u00f5es. Diremos, pois, aos esp\u00edritas: Quando virdes semelhantes coisas, rejubilai-vos, em vez de vos inquietar, pois sinalizam um triunfo pr\u00f3ximo. Ali\u00e1s, uma outra circunst\u00e2ncia vos deve ser motivo de encorajamento: \u00e9 que nossas fileiras aumentam, n\u00e3o s\u00f3 em n\u00famero, mas, tamb\u00e9m, em for\u00e7a moral; j\u00e1 vedes mais de um homem de talento tomar resolutamente a defesa do Espiritismo e, com m\u00e3o vigorosa, levantar a luva atirada por nossos advers\u00e1rios.<\/p>\n<p>Escritos de l\u00f3gica irresist\u00edvel diariamente lhes mostram que nem todos os esp\u00edritas s\u00e3o loucos. Nossos leitores conhecem a excelente refuta\u00e7\u00e3o dos serm\u00f5es do reverendo padre Letierce, por um esp\u00edrita de Metz. Eis agora a n\u00e3o menos interessante, dos esp\u00edritas de Villenave de Rions (Gironde), sobre os serm\u00f5es do padre Nicom\u00e8de. O V\u00e9rit\u00e9 de Lyon \u00e9 conhecido por seus profundos artigos; o n\u00famero de 22 de novembro, sobretudo, merece especial aten\u00e7\u00e3o. A Ruche de Bordeaux se enriquece de novos colaboradores, t\u00e3o capazes qu\u00e3o zelosos. Enfim, se os agressores s\u00e3o numerosos, os defensores n\u00e3o o s\u00e3o menos. Assim, pois, esp\u00edritas, coragem, confian\u00e7a e perseveran\u00e7a, porque tudo vai bem, conforme foi previsto.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o a seguir desenvolve uma das fases da grave quest\u00e3o de que acabamos de tratar e n\u00e3o pode deixar de prevenir os esp\u00edritas sobre as dificuldades que v\u00e3o acumular-se neste per\u00edodo.<\/p>\n<p>OS CONFLITOS<\/p>\n<p>(Reuni\u00e3o particular, 25 de fevereiro de 1863 \u2013 M\u00e9dium: Sr. d\u2019Ambel)<\/p>\n<p>Atualmente h\u00e1 uma recrudesc\u00eancia da obsess\u00e3o, resultado da luta que, inevitavelmente, devem sustentar as id\u00e9ias novas contra seus advers\u00e1rios encarnados e desencarnados. A obsess\u00e3o, habilmente explorada pelos inimigos do Espiritismo, \u00e9 uma das provas mais perigosas que ele ter\u00e1 de sofrer, antes de se assentar de maneira est\u00e1vel no esp\u00edrito das popula\u00e7\u00f5es; assim, deve ser combatida por todos os meios poss\u00edveis e, sobretudo, pela prud\u00eancia e pela energia de vossos guias, espirituais e terrestres.<\/p>\n<p>De todos os lados surgem m\u00e9diuns com supostas miss\u00f5es, dizendo-se chamados a empunhar a bandeira do Espiritismo e plant\u00e1-la sobre as ru\u00ednas do velho mundo, como se vi\u00e9ssemos destruir, logo n\u00f3s que viemos para construir. N\u00e3o h\u00e1 individualidade, por med\u00edocre que seja, que n\u00e3o tenha encontrado, como Macbeth, um Esp\u00edrito para lhe dizer: \u201cTu tamb\u00e9m ser\u00e1s rei\u201d, e que n\u00e3o se julgue escolhida para um apostolado muito particular.<\/p>\n<p>H\u00e1 poucas reuni\u00f5es \u00edntimas, e at\u00e9 mesmo grupos familiares, que n\u00e3o tenham contado entre os seus m\u00e9diuns ou seus simples crentes, uma alma bastante envaidecida para se julgar indispens\u00e1vel ao sucesso da grande causa, demasiado presun\u00e7osa para se contentar com o modesto papel de obreiro, trazendo a sua pedra ao edif\u00edcio. Ah! meus amigos, quantas pessoas discutem e nada fazem!<\/p>\n<p>Quase todos os m\u00e9diuns iniciantes est\u00e3o sujeitos a essa perigosa tenta\u00e7\u00e3o. Alguns resistem, mas muitos sucumbem, ao menos por algum tempo, at\u00e9 que malogros sucessivos venham desiludi-los. Por que permite Deus uma prova t\u00e3o dif\u00edcil, a n\u00e3o ser para provar que o bem e o progresso jamais se estabelecem sem trabalho e sem luta, a fim de tornar o triunfo da verdade mais brilhante pelas dificuldades da peleja? E que querem certos Esp\u00edritos da erraticidade, fomentando a exalta\u00e7\u00e3o do amor-pr\u00f3prio e do orgulho entre as mediocridades encarnadas, sen\u00e3o entravar o progresso? Sem o querer, s\u00e3o os instrumentos da prova que por\u00e1 em evid\u00eancia os bons e os maus servos de Deus. A este, tal Esp\u00edrito promete o segredo da transmuta\u00e7\u00e3o dos metais, como a um m\u00e9dium de R&#8230;; a outro, como a M&#8230;, um Esp\u00edrito revela pretensos acontecimentos que v\u00e3o realizar-se, fixa as \u00e9pocas, precisa as datas, nomeia os atores que devem concorrer ao drama anunciado; a um terceiro, um Esp\u00edrito mistificador ensina a incuba\u00e7\u00e3o dos diamantes; finalmente, a outros s\u00e3o indicados tesouros ocultos, prometem fortuna f\u00e1cil, descobertas maravilhosas, gl\u00f3ria, honrarias, etc.; numa palavra, todas as ambi\u00e7\u00f5es e todas as cobi\u00e7as dos homens s\u00e3o habilmente exploradas por Esp\u00edritos perversos. Eis por que, de todos os lados, vedes esses pobres obsidiados, preparando-se para subir ao Capit\u00f3lio, com uma gravidade e uma import\u00e2ncia que entristecem o observador imparcial. Qual o resultado de todas essas promessas falaciosas? As decep\u00e7\u00f5es, os dissabores, o rid\u00edculo, por vezes a ru\u00edna, justa puni\u00e7\u00e3o do orgulho presun\u00e7oso, que se julga chamado a fazer melhor que todo o mundo, desdenha os conselhos e desconhece os verdadeiros princ\u00edpios do Espiritismo.<\/p>\n<p>Tanto \u00e9 a mod\u00e9stia o apan\u00e1gio dos m\u00e9diuns escolhidos pelos Esp\u00edritos bons, quanto o orgulho, o amor-pr\u00f3prio e, digamos, a mediocridade s\u00e3o os distintivos dos m\u00e9diuns inspirados pelos Esp\u00edritos inferiores; tanto os primeiros n\u00e3o se preocupam com as comunica\u00e7\u00f5es que recebem, quando estas se afastam da verdade, quanto os segundos mant\u00eam contra todos a superioridade do que lhes \u00e9 ditado, ainda que absurdos. Da\u00ed resulta que, conforme as palavras pronunciadas na Sociedade de Paris por seu presidente espiritual, S\u00e3o Lu\u00eds, uma verdadeira Torre de Babel est\u00e1 prestes a edificar-se entre v\u00f3s. Ali\u00e1s, fora preciso ser cego ou iludido para n\u00e3o reconhecer que, \u00e0 cruzada dirigida contra o Espiritismo pelos advers\u00e1rios natos de toda doutrina progressista e emancipadora, junta-se uma cruzada espiritual, dirigida por todos os Esp\u00edritos pseudo-s\u00e1bios, falsos grandes homens, falsos religiosos e falsos irm\u00e3os da erraticidade, fazendo causa comum com os inimigos terrenos, por meio dessa multid\u00e3o de m\u00e9diuns por eles fanatizados, e aos quais ditam tantas elucubra\u00e7\u00f5es mentirosas. Mas vede o que resta de todas essas edifica\u00e7\u00f5es, erigidas pela ambi\u00e7\u00e3o, pelo amorpr\u00f3prio e pela inveja; quantas n\u00e3o vistes desmoronar-se e quantas n\u00e3o o vereis ainda! Eu vo-lo digo, todo edif\u00edcio que n\u00e3o se assenta sobre a base s\u00f3lida da verdade cair\u00e1, porque s\u00f3 a verdade pode desafiar o tempo e triunfar de todas as utopias.<\/p>\n<p>Esp\u00edritas sinceros, n\u00e3o vos amedronteis com esse caos moment\u00e2neo. N\u00e3o est\u00e1 longe o tempo em que a verdade, desembara\u00e7ada dos v\u00e9us com que a querem cobrir, sair\u00e1 mais radiosa que nunca, e em que a sua claridade, inundando o mundo, far\u00e1 entrar na sombra seus obscuros detratores, postos em evid\u00eancia durante alguns instantes para a sua pr\u00f3pria confus\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, pois, meus amigos, tereis de vos defender n\u00e3o s\u00f3 contra os ataques e cal\u00fanias dos vossos advers\u00e1rios vivos, mas, tamb\u00e9m, contra as manobras ainda mais perigosas dos advers\u00e1rios da erraticidade. Fortalecei-vos em estudos sadios e, acima de tudo, pela pr\u00e1tica do amor e da caridade, e retemperai-vos na prece. Deus sempre esclarece os que se consagram \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o da verdade, quando agem de boa-f\u00e9 e est\u00e3o desprovidos de toda ambi\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n<p>Quanto ao mais, esp\u00edritas, que vos importam os m\u00e9diuns que, apesar de tudo, n\u00e3o passam de instrumentos? O que deveis considerar \u00e9 o valor e o alcance dos ensinamentos que vos s\u00e3o dados; \u00e9 a pureza da moral que vos \u00e9 ensinada; \u00e9 a clareza e a precis\u00e3o das verdades que vos s\u00e3o reveladas; \u00e9, enfim, ver se as instru\u00e7\u00f5es que vos d\u00e3o correspondem \u00e0s leg\u00edtimas aspira\u00e7\u00f5es das almas de escol e se s\u00e3o conformes \u00e0s leis gerais e imut\u00e1veis da l\u00f3gica e da harmonia universais.<\/p>\n<p>Como sabeis, os Esp\u00edritos imperfeitos, que representam um papel de ap\u00f3stolo junto a seus obsidiados, n\u00e3o t\u00eam o menor escr\u00fapulo em se fazerem passar pelos mais venerados nomes; assim, seria um contra-senso se eu, que sou um dos \u00faltimos e mais obscuros disc\u00edpulos do Esp\u00edrito da Verdade, me queixasse do abuso que alguns fizeram de meu modesto nome; repetirei, pois, incessantemente o que disse a meu m\u00e9dium, dois anos atr\u00e1s:<\/p>\n<p>\u201cJamais julgueis uma comunica\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o do nome pela qual \u00e9 assinada, mas apenas por seu valor intr\u00ednseco.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 urgente que vos resguardeis contra todas as publica\u00e7\u00f5es de origem suspeita, que pare\u00e7am ou possam parecer contr\u00e1rias a todas as que n\u00e3o tiverem um estilo franco e claro, e tende por certo que algumas s\u00e3o elaboradas nos campos inimigos dos mundos vis\u00edvel ou invis\u00edvel, visando a lan\u00e7ar entre v\u00f3s os pomos de disc\u00f3rdia. Cabe a v\u00f3s n\u00e3o vos deixar apanhar; tendes todos os elementos necess\u00e1rios para as apreciar. Mas tende igualmente como certo que todo Esp\u00edrito que a si mesmo se anuncia como um ser superior e, sobretudo, como de uma infalibilidade a toda a prova, \u00e9, ao contr\u00e1rio, o oposto do que anuncia t\u00e3o pomposamente. Desde que o piedoso Esp\u00edrito Fran\u00e7ois-Nicolas Madeleine houve por bem aliviar-me de uma parte de meu fardo espiritual, pude considerar o conjunto da obra esp\u00edrita e fazer a estat\u00edstica moral dos obreiros que trabalham na vinha do Senhor. Ah! se tantos Esp\u00edritos imperfeitos se imiscuem na obra que perseguimos, tenho um pesar muito maior ao constatar que, entre os nossos melhores auxiliares da Terra, muitos vergaram ao peso da tarefa e, pouco a pouco, retomaram os atalhos de suas antigas fraquezas, de tal sorte que as grandes almas et\u00e9reas que os aconselhavam, foram, a partir de ent\u00e3o, substitu\u00eddas por Esp\u00edritos menos puros e menos perfeitos. Ah! sei que a virtude \u00e9 dif\u00edcil; mas n\u00e3o queremos, nem pedimos o imposs\u00edvel. Basta-nos a boa vontade, quando acompanhada do desejo de fazer o melhor. Em tudo, meus amigos, o relaxamento \u00e9 pernicioso, porquanto muito ser\u00e1 pedido aos que, depois de se terem elevado, por uma ren\u00fancia generosa \u00e0 sua pr\u00f3pria individualidade, ca\u00edrem no culto da mat\u00e9ria e ainda se deixarem invadir pelo ego\u00edsmo e pelo amor de si mesmos. A despeito disto, oramos por eles e a ningu\u00e9m condenamos, pois sempre devemos ter presente na mem\u00f3ria este magn\u00edfico ensinamento do Cristo: \u201cQue aquele que estiver sem pecado lhe atire a primeira pedra.\u201d<\/p>\n<p>Hoje vossas falanges crescem a olhos vistos e vossos partid\u00e1rios se contam aos milh\u00f5es. Ora, em raz\u00e3o do n\u00famero de adeptos, se insinuam sob falsas m\u00e1scaras os falsos irm\u00e3os, do qual vos falou ultimamente o vosso irm\u00e3o presidente. N\u00e3o que eu vos venha recomendar para s\u00f3 abrirdes vossas fileiras aos cordeiros sem m\u00e1cula e \u00e0s novilhas brancas. N\u00e3o; porque, mais que todos os outros, os pecadores t\u00eam direito de encontrar entre v\u00f3s um ref\u00fagio contra suas pr\u00f3prias imperfei\u00e7\u00f5es. Mas aqueles a quem eu vos aconselho que desconfieis s\u00e3o os hip\u00f3critas perigosos, aos quais, \u00e0 primeira vista, se \u00e9 tentado a conceder toda a confian\u00e7a. Auxiliados por uma postura r\u00edgida, sob o olho observador das massas, conservam esse ar s\u00e9rio e digno, que leva os outros a dizerem deles: \u201cQue criaturas respeit\u00e1veis!\u201d, ao passo que, sob essa respeitabilidade aparente, por vezes se dissimulam a perf\u00eddia e a imoralidade. S\u00e3o af\u00e1veis, obsequiosos, cheios de amenidades; insinuam-se nos interiores; exploram com prazer a vida privada; escutam atr\u00e1s das portas e se fazem de surdos para melhor ouvir; pressentem as inimizades, ati\u00e7am-nas e as alimentam; v\u00e3o aos campos opostos, questionando e interrogando sobre cada um. Que faz este? De que vive aquele? Quem \u00e9 aquela pessoa? Conheceis sua fam\u00edlia? Depois os vereis secretamente destilar na sombra as pequenas maledic\u00eancias que puderam recolher, tendo o cuidado de as envenenar por mel\u00edfluas cal\u00fanias. \u201cS\u00e3o rumores \u2013 dizem \u2013 nos quais a gente n\u00e3o acredita\u201d; mas acrescentam: \u201cN\u00e3o h\u00e1 fuma\u00e7a sem fogo, etc., etc.\u201d<\/p>\n<p>A esses tartufos da encarna\u00e7\u00e3o, reuni os hip\u00f3critas da erraticidade e vereis, meus caros amigos, quanto tenho raz\u00e3o de vos aconselhar a agir, doravante, com extrema reserva e de vos guardar de toda imprud\u00eancia e de todo entusiasmo irrefletido. Eu vo-lo disse, estais num momento de crise, dificultado pela malevol\u00eancia, mas do qual saireis mais fortes com firmeza e perseveran\u00e7a.<\/p>\n<p>O n\u00famero dos m\u00e9diuns \u00e9 hoje incalcul\u00e1vel e \u00e9 deplor\u00e1vel ver que alguns se julgam os \u00fanicos chamados a distribuir a verdade ao mundo e se extasiam ante banalidades que consideram monumentos. Pobres iludidos, que se abaixam passando sob arcos triunfais, como se a verdade devesse esperar sua vinda para ser anunciada! Nem o forte, nem o fraco, nem o instru\u00eddo, nem o ignorante tiveram esse privil\u00e9gio exclusivo; foi por mil vozes desconhecidas que a verdade se espalhou, e \u00e9 justamente por essa unanimidade que ela se fez reconhecida. Contai essas vozes, contai os que as escutam; contai, sobretudo, as que tocam o cora\u00e7\u00e3o, se quiserdes saber de que lado est\u00e1 a verdade. Ah! se todos os m\u00e9diuns tivessem f\u00e9, eu seria o primeiro a me inclinar diante deles; mas eles n\u00e3o t\u00eam, na maior parte do tempo, sen\u00e3o f\u00e9 em si mesmos, t\u00e3o grande \u00e9 o orgulho na Terra! N\u00e3o, sua f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 a que transporta montanhas e que faz andar sobre as \u00e1guas! \u00c9 o caso de repetir aqui esta m\u00e1xima evang\u00e9lica, que me serviu de tema, quando me fiz ouvir em meu come\u00e7o entre v\u00f3s: muitos os chamados e poucos os escolhidos.<\/p>\n<p>Em suma, publica\u00e7\u00f5es \u00e0 direita, publica\u00e7\u00f5es \u00e0 esquerda, publica\u00e7\u00f5es por toda parte, pr\u00f3 e contra o Espiritismo, em todos os sentidos, sob todas as formas; cr\u00edticas excessivas da parte de gente que dele nada sabe; serm\u00f5es inflamados de pessoas que o temem; em suma, digo eu, o Espiritismo est\u00e1 na ordem do dia; revolve todo o c\u00e9rebro, agita todas as consci\u00eancias, privil\u00e9gio exclusivo das grandes coisas; cada um pressente que ele traz em si o princ\u00edpio de uma renova\u00e7\u00e3o, que uns chamam de suas promessas e outros temem. Mas, de tudo isto, que restar\u00e1? Desta Torre de Babel que surgir\u00e1? Uma coisa imensa: a vulgariza\u00e7\u00e3o da id\u00e9ia esp\u00edrita, e como doutrina, o que ser\u00e1 verdadeiramente doutrinal!<\/p>\n<p>Esse conflito \u00e9 inevit\u00e1vel, porque o homem \u00e9 manchado de muito orgulho e ego\u00edsmo para aceitar, sem oposi\u00e7\u00e3o, uma verdade nova qualquer; digo mesmo que esse conflito \u00e9 necess\u00e1rio, porque \u00e9 o atrito que consome as id\u00e9ias falsas e faz ressaltar a for\u00e7a das que resistem. Em meio a esta avalanche de mediocridades, de impossibilidades e de utopias irrealiz\u00e1veis, a verdade espl\u00eandida desabrochar\u00e1 na sua grandeza e majestade.<\/p>\n<p>Erasto<\/p>\n<p>(Revista Esp\u00edrita de Dezembro de 1863)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PER\u00cdODO DE LUTA (Revista Esp\u00edrita de Dezembro de 1863) O primeiro per\u00edodo do Espiritismo, caracterizado pelas mesas girantes, foi o da curiosidade. O segundo foi o per\u00edodo filos\u00f3fico, marcado pelo aparecimento de O Livro dos Esp\u00edritos. A partir deste momento &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/os-periodos-de-luta-do-espiritismo\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,23,16,19],"tags":[],"class_list":["post-4563","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-artigos","category-ciencia","category-espiritismo","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4563","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4563"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4563\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4564,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4563\/revisions\/4564"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}