{"id":4998,"date":"2017-04-24T08:39:37","date_gmt":"2017-04-24T11:39:37","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=4998"},"modified":"2017-04-24T08:41:05","modified_gmt":"2017-04-24T11:41:05","slug":"a-psicologia-da-culpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-psicologia-da-culpa\/","title":{"rendered":"A Psicologia da Culpa"},"content":{"rendered":"<h1>A Psicologia da Culpa<\/h1>\n<p><a class=\"nolink\">Postado por <\/a><a href=\"http:\/\/www.redeamigoespirita.com.br\/profile\/JoaoMarcos\">Joao Marcos<\/a><a class=\"nolink\">\u00a0 &#8211; \u00a0<\/a><a class=\"xg_sprite xg_sprite-view\" href=\"http:\/\/www.redeamigoespirita.com.br\/profiles\/blog\/list?user=0c8cnbnhuepjx\">Exibir blog<\/a><\/p>\n<div class=\"xg_theme\" data-layout-pack=\"benedick\">\n<div id=\"xg_themebody\">\n<div id=\"xg\" class=\"xg_widget_profiles xg_widget_profiles_blog xg_widget_profiles_blog_show\">\n<div id=\"xg_body\">\n<div id=\"column1\" class=\"xg_column xg_span-16\">\n<div id=\"xg_canvas\" class=\"xj_canvas\">\n<div class=\"xg_module xg_blog xg_blog_detail xg_blog_mypage xg_module_with_dialog\">\n<div class=\"xg_module_body\">\n<div class=\"postbody\">\n<div class=\"xg_user_generated\">\n<p><em><a href=\"http:\/\/api.ning.com\/files\/1ygck9z1r4COFjvx9VyWpU8ut1mpMT1UeHh7Sc3S-oH6v-MsUKmzB9lQAHP9Vdxc0-E0tMkPXsfT2UbpkjoJ7a6URVxUQPEE\/993789_483656551709337_760129742_n.jpg\" target=\"_self\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align-center alignleft\" src=\"http:\/\/api.ning.com\/files\/1ygck9z1r4COFjvx9VyWpU8ut1mpMT1UeHh7Sc3S-oH6v-MsUKmzB9lQAHP9Vdxc0-E0tMkPXsfT2UbpkjoJ7a6URVxUQPEE\/993789_483656551709337_760129742_n.jpg?width=750\" width=\"440\" height=\"162\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Texto de Joanna de Angelis, do livro \u201cConflitos Existenciais\u201d, psicografado por Divaldo Franco<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"xg_user_generated\">\n<p>Duas s\u00e3o as causas psicol\u00f3gicas da culpa: a que procede da sombra escura do passado, da consci\u00eancia que se sente respons\u00e1vel por males que haja praticado em rela\u00e7\u00e3o a outrem e a que tem sua origem na inf\u00e2ncia, como decorr\u00eancia da educa\u00e7\u00e3o que \u00e9 ministrada.<\/p>\n<p>A culpa \u00e9 resultado da raiva que algu\u00e9m sente contra si mesmo, voltada para dentro, em forma de sensa\u00e7\u00e3o de algo que foi feito erradamente.<\/p>\n<p>Este procedimento preexiste \u00e0 vida f\u00edsica, porque origin\u00e1rio, na sua primeira proposta, como gravame cometido contra o pr\u00f3ximo, que gerou conflito de consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Quando a a\u00e7\u00e3o foi desencadeada, a raiva, o \u00f3dio ou o desejo de vingan\u00e7a, ou mesmo a inconsequ\u00eancia moral, n\u00e3o se permitiram avalia\u00e7\u00e3o do desatino, atendendo ao impulso nascido na mesquinhez ou no primarismo pessoal. Lentamente, por\u00e9m, o remorso gerou o fen\u00f4meno de identifica\u00e7\u00e3o do erro, mas n\u00e3o se fez acompanhar de coragem para a conveniente repara\u00e7\u00e3o, transferindo para os arquivos do Esp\u00edrito o conflito em forma de culpa, que ressuma facilmente ante o desencadear de qualquer ocorr\u00eancia produzida pela associa\u00e7\u00e3o de ideias condutora da lembran\u00e7a inconsciente.<\/p>\n<p>Quando isto ocorre, o indiv\u00edduo experimenta insopit\u00e1vel ang\u00fastia, e procura recurso de autopuni\u00e7\u00e3o como mecanismo libertador para a consci\u00eancia respons\u00e1vel pelo delito que ningu\u00e9m conhece, mas se lhe encontra \u00ednsito no mapa das realiza\u00e7\u00f5es pessoais, portanto, intransfer\u00edvel.<\/p>\n<p>Apresenta-se como uma forte impregna\u00e7\u00e3o emocional, em forma de representa\u00e7\u00f5es ou id\u00e9ias (lembran\u00e7as inconscientes), parcial ou totalmente reprimidas, que ressurgem no comportamento, nos sonhos, com fortes tintas de conflito psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Na segunda hip\u00f3tese, a m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o educacional, especialmente quando impede a crian\u00e7a de desenvolver a identidade, conspira para a instala\u00e7\u00e3o da culpa.<\/p>\n<p>Normalmente exige-se que o educando seja parcial e adulador, concordando com as ideias dos adultos \u2013 pais e educadores \u2013 que estabelecem os par\u00e2metros da sua conduta, sem terem em vista a sua espontaneidade, a sua liberdade de pensamento, a sua vis\u00e3o da exist\u00eancia humana em desenvolvimento e forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 de lamentar-se que as crian\u00e7as sejam manipuladas por genitores e professores, quando frustrados, que lhes transmitem a pr\u00f3pria inseguran\u00e7a, insculpindo-lhes comportamentos que a si mesmos se agradam em detrimento do que \u00e9 de melhor para o aprendiz.<\/p>\n<p>Precipita-se-lhe a fase do desenvolvimento adulto com express\u00f5es pieguistas, nas quais se afirmam: \u201cj\u00e1 \u00e9 uma mocinha\u201d, \u201ctrata-se de um rapazinho\u201d, inculcando-lhes condutas extravagantes, sem que deixem de ser realmente crian\u00e7as.<\/p>\n<p>A vida infantil \u00e9 relevante na forma\u00e7\u00e3o da personalidade, na constru\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia do Si, na defini\u00e7\u00e3o dos rumos existenciais.<\/p>\n<p>A conduta dos adultos grava no educando a forma de ser ou de parecer, de conviver ou de agradar, de conquistar ou de utilizar-se, dando surgimento, quase sempre, quando n\u00e3o correta, a in\u00fameros conflitos, a diversas culpas.<\/p>\n<p>Constrangida a ocultar a sua realidade, a fim de n\u00e3o ser punida, sentindo-se obrigada a agradar os seus orientadores, a crian\u00e7a comp\u00f5e um quadro de apar\u00eancia como forma de conveni\u00eancia, frustrando-se profundamente e perturbando o car\u00e1ter moral que perde as diretrizes de dignidade, os referenciais do que \u00e9 certo e do que \u00e9 errado.<\/p>\n<p>Essa m\u00e1-educa\u00e7\u00e3o \u00e9 imposta para que os educandos sejam bons meninos e boas meninas, o que equivale dizer, que atendam sempre aos interesses dos adultos, n\u00e3o os contrariando, n\u00e3o os desobedecendo. Bem poucas vezes pensa-se no bem estar da crian\u00e7a, no que lhe apraz, naquilo que lhe \u00e9 compat\u00edvel com o entendimento.<\/p>\n<p>Vezes outras, como forma escapista da pr\u00f3pria consci\u00eancia os pais cumulam os filhos com brinquedos e jogos, em atitude igualmente infantil de suborno emocional, a fim de os distrair, em realidade, no entanto, para fugirem ao dever da sua companhia, dos di\u00e1logos indispens\u00e1veis, da conviv\u00eancia educativa mais pelos atos do que pelas palavras.<\/p>\n<p>Apesar de pretender-se tornar independente o educando, invariavelmente ele cresce co-dependente, isto \u00e9, sem liberdade de a\u00e7\u00e3o, de satisfa\u00e7\u00e3o, culpando-se toda vez que se permite o prazer pessoal fora dos padr\u00f5es estabelecidos e das imposi\u00e7\u00f5es programadas.<\/p>\n<p>Para poupar-se a problemas, perde a capacidade de dizer n\u00e3o, a espontaneidade de ser coerente com o que pensa, com o que sente, com o que deseja.<\/p>\n<p>N\u00e3o poucas vezes, a crian\u00e7a \u00e9 punida quando se op\u00f5e, quando externa o seu pensamento, quando se nega, alterando a maneira de ser, a fim e evitar-se os sofrimentos.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma necessidade psicol\u00f3gica de negar-se, de dizer-se n\u00e3o, sempre que se fa\u00e7a pr\u00f3prio, sem a utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos escapistas que induzem \u00e0 pusilanimidade, \u00e0 incoer\u00eancia de natureza moral<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode concordar com tudo, e,\u00a0<i>ipso facto<\/i>, omitir-se de dizer-se o que se pensa, de negar-se, de ser-se aut\u00eantico. Certamente a maneira de expressar a opini\u00e3o \u00e9 que se torna relevante, evitando-se a agressividade na resposta negativa, a prepot\u00eancia na maneira de traduzir o pensamento oposto. Torna-se expressivo, de certo modo, n\u00e3o exatamente o que se diz, mas a maneira como se enuncia a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse h\u00e1bito, por\u00e9m, deve ser iniciado na inf\u00e2ncia, embutindo-se no comportamento do educando a coragem de ser honesto, mesmo que a pre\u00e7o de algum \u00f4nus.<\/p>\n<p>Essa inseguran\u00e7a na forma de proceder e a dubiedade de conduta, a que agrada aos outros e aquela que a si mesmo satisfaz, quase sempre desencadeiam processos sutis de culpa, que passam a zurzir o indiv\u00edduo na maioria das vezes em que \u00e9 convidado a definir rumos de comportamento.<\/p>\n<p>A culpa pode apresentar-se a partir do momento em que se deseja viver a independ\u00eancia, como se isso constitu\u00edsse uma trai\u00e7\u00e3o, um desrespeito \u00e0queles que contribu\u00edram para o desenvolvimento da exist\u00eancia, que deram orienta\u00e7\u00e3o, que se esfor\u00e7aram pela educa\u00e7\u00e3o recebida. Entretanto, merece considerar que, se o esfor\u00e7o foi realizado com o objetivo de dar felicidade, a mesma come\u00e7a a partir do instante em que o indiv\u00edduo afirma-se como criatura, em que tem capacidade para decidir, para realizar, para fazer-se independente.<\/p>\n<p>Os adultos imaturos, no entanto, diante desse comportamento cobram o pagamento pelo que fizeram, dizendo-se abandonados, queixando-se de ingratid\u00e3o, provocando sentimentos injustific\u00e1veis de culpa, conduta essa manipuladora e infeliz.<\/p>\n<p>Esse m\u00e9todo abusivo \u00e9 normalmente imposto \u00e0 inf\u00e2ncia, propiciando que a culpa se instale, quando a crian\u00e7a d\u00e1-se conta de que pensa diferente dos seus pais, exigindo desses educadores sabedoria para poderem dilu\u00ed-la e apoiarem o que seja correto, modificando o que n\u00e3o esteja compat\u00edvel com a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A culpa \u00e9 algoz persistente e perigoso, que merece orienta\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica urgente.<\/p>\n<p><b>As Consequ\u00eancias da Culpa n\u00e3o Liberada<\/b><\/p>\n<p>A culpa encontra sintonia com as paisagens mais escuras da personalidade humana em que se homizia.<\/p>\n<p>Os conflitos e as mesquinhezes dos sentimentos nutrem-se da presen\u00e7a da culpa, levando a estertores ag\u00f4nicos aquele que lhe sofre a injun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Acabrunha e desarticula os mecanismos da fraternidade, tornando o paciente arredio e triste, quando n\u00e3o infeliz e desmotivado.<\/p>\n<p>As suas a\u00e7\u00f5es tornam-se policiadas pelo medo de cometer novos desatinos e quase sempre \u00e9 empurrado para a depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Vezes, por\u00e9m, outras, apresenta-se com nuan\u00e7as muito especiais, mediante as quais h\u00e1 uma forma de escamote\u00e1-la atrav\u00e9s de escusas e de justifica\u00e7\u00f5es indevidas.<\/p>\n<p>Assevera-se, nessa conduta, que \u00e9 normal errar, e, sem d\u00favida, o \u00e9, mas n\u00e3o permanecendo em cont\u00ednua postura de equ\u00edvocos, prejudicando outras pessoas, sem o reconhecimento das atitudes infelizes que devem sempre ser recuperadas.<\/p>\n<p>Tormentosa \u00e9 a exist\u00eancia de quem se nutre de culpa, sustentando-a com a sua inseguran\u00e7a. Tudo quanto lhe acontece de negativo, mesmo as ocorr\u00eancias banais, \u00e9 absorvido como sentimentos necess\u00e1rios \u00e0 repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A inf\u00e2ncia conflituosa, n\u00e3o poucas vezes induz o educando \u00e0 raiva, ao desejo de vingan\u00e7a, \u00e0 morte dos pais ou dos mestres. Isto ocorre como catarse liberadora do desgosto. Quando, mais tarde, ocorre algo de infelicitador com aquele a quem foram dirigidos a ira e o desejo de desfor\u00e7o, a culpa instala-se, automaticamente, no enfermo, provocando arrependimento e dor.<\/p>\n<p>Determinados acontecimentos t\u00eam lugar, n\u00e3o porque sejam desejados, mas porque sucedem dentro dos fen\u00f4menos humanos. Entretanto, a consci\u00eancia aturdida aflige-se e procura mecanismo de autopuni\u00e7\u00e3o, encontrando na culpa a melhor forma de descarregar o conflito.<\/p>\n<p>Quando, num acidente, algu\u00e9m morre ao lado de outrem que sobreviveu, em caso de este n\u00e3o possuir estabilidade emocional, logo se refugia na culpa de haver tomado o lugar na vida que pertencia ao que sucumbiu, sem dar-se conta de que sempre teve igualmente direito \u00e0 exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Tal comportamento m\u00f3rbido castra muitas iniciativas e desencadeia outros processos autopunitivos de que a v\u00edtima n\u00e3o se d\u00e1 conta.<\/p>\n<p>O arrependimento, que deve ser um fen\u00f4meno normal de avalia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es, mediante os resultados decorrentes, torna-se, na consci\u00eancia de culpa, uma chaga a purgar mal-estar e desconfian\u00e7a.<\/p>\n<p>Como forma de esconder o conflito, surge a autocomisera\u00e7\u00e3o, a autocompaix\u00e3o, quando seria mais correto a libera\u00e7\u00e3o do estado emocional, mediante a repara\u00e7\u00e3o, se e quando poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Reprimir a culpa, tentar ignor\u00e1-la \u00e9 t\u00e3o negativo quando aceit\u00e1-la como ocorr\u00eancia natural, sem o discernimento da gravidade das a\u00e7\u00f5es praticadas.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que \u00e9 introjetada, por\u00e9m, a culpa assenhoreia-se da emo\u00e7\u00e3o e torna-se punitiva, castradora e perversa.<\/p>\n<p>Gerando perturba\u00e7\u00f5es emocionais, pode induzir a comportamentos doentios e atitudes criminosas, em face de repress\u00f5es da agressividade, de sentimentos negativos incapazes de enfrentamentos claros e honestos que empurram para a trai\u00e7\u00e3o, para os abismos sombrios da personalidade.<\/p>\n<p>Porque se nutre dos pensamentos atormentadores, o indiv\u00edduo sente-se desvalorizado e aflige-se com ideias pessimistas e desagrad\u00e1veis. Acreditando-se desprez\u00edveis, algumas personalidades de constru\u00e7\u00e3o fr\u00e1gil escorregam para a\u00e7\u00f5es mais conflitivas.<\/p>\n<p>Nos criminosos seriais, por exemplo, a culpa inconsciente propele-os a novos cometimentos homicidas, al\u00e9m do inato impulso psicopata e destrutivo que lhes anula os sentimentos e a lucidez em torno das atrocidades cometidas. Portadores de uma fragmenta\u00e7\u00e3o da mente, permanecem incapazes de uma avalia\u00e7\u00e3o em torno dos pr\u00f3prios atos.<\/p>\n<p>Podem apresentar-se gentis e atraentes, conseguindo, dessa forma, conquistar as suas futuras v\u00edtimas, antegozando, no entanto, a satisfa\u00e7\u00e3o da armadilha que lhes prepara, estimulando-0s ao golpe final.<\/p>\n<p>Bloqueando a culpa, saciam-se, por breve tempo, na afli\u00e7\u00e3o e no desespero de quem leva \u00e0 consump\u00e7\u00e3o. Quanto maior for o pavor de que o outro d\u00ea mostra, mais est\u00edmulo para golpear experimenta o agressor. A f\u00faria s\u00e1dica explode em prazer m\u00f3rbido e cessa at\u00e9 nova irrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Processos de Liberta\u00e7\u00e3o da Culpa<\/b><\/p>\n<p>H\u00e1 uma culpa saud\u00e1vel que deve acompanhar os atos humanos quando os mesmos n\u00e3o correspondem aos padr\u00f5es do equil\u00edbrio e da \u00e9tica. Esse sentimento, por\u00e9m, deve ser encarado como um sentido de responsabilidade.<\/p>\n<p>Sem ela, perder-se-ia o controle da situa\u00e7\u00e3o, permitindo que os indiv\u00edduos agissem irresponsavelmente.<\/p>\n<p>Todas as criaturas cometem erros, alguns de natureza grave. No entanto, n\u00e3o tem por que desanimar na luta ou abandonar os compromissos de eleva\u00e7\u00e3o moral.<\/p>\n<p>O ant\u00eddoto para a culpa \u00e9 o perd\u00e3o. Esse perd\u00e3o poder\u00e1 ser direcionado a si mesmo, a quem foi a v\u00edtima, \u00e0 comunidade, \u00e0 Natureza.<\/p>\n<p>Desde que a paz e a culpa n\u00e3o podem conviver juntas, porque uma elimina a presen\u00e7a da outra, torna-se necess\u00e1rio o exerc\u00edcio da compreens\u00e3o da pr\u00f3pria fraqueza, para que possa a criatura libertar-se da dolorosa injun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A coragem de pedir perd\u00e3o e a capacidade de perdoar s\u00e3o dois mecanismos terap\u00eauticos liberadores da culpa.<\/p>\n<p>Consciente do erro, torna-se exequ\u00edvel que se busque uma forma de repara\u00e7\u00e3o, e nenhuma \u00e9 mais eficiente do que a de auxiliar aquele a quem se ofendeu ou prejudicou, ensejando-lhe a recomposi\u00e7\u00e3o do que foi danificado.<\/p>\n<p>Tratando-se de culpa que remanesce no inconsciente, procedente de exist\u00eancia passada, a mudan\u00e7a de atitude em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida e aos relacionamentos, ensejando-se trabalho de edifica\u00e7\u00e3o, torna-se o mais produtivo recurso propiciador do equil\u00edbrio e libertador da carga conflitiva.<\/p>\n<p>Ignorando-se-lhe a proced\u00eancia, n\u00e3o se lhe impede a presen\u00e7a em forma de ang\u00fastia, de inseguran\u00e7a, de insatisfa\u00e7\u00e3o, de aus\u00eancia de merecimento a respeito de tudo de bom e de \u00fatil quanto sucede&#8230; Assim mesmo, o esfor\u00e7o em favor da solidariedade e da compaix\u00e3o, elabora mecanismos de dilui\u00e7\u00e3o do processo afligente.<\/p>\n<p>\u00c9 comum que o sentimento de vergonha se instale no per\u00edodo infantil, quando ainda n\u00e3o se tem ideia de responsabilidade de deveres, mas se sabe o que \u00e9 correto ou n\u00e3o para praticar. N\u00e3o resistindo ao impulso agressivo ou \u00e0 a\u00e7\u00e3o ileg\u00edtima, logo adv\u00e9m a vergonha pelo que foi feito, empurrando para fugas psicol\u00f3gicas autom\u00e1ticas que ir\u00e3o repercutir na idade adulta, embora ignorando-se a raz\u00e3o, o porqu\u00ea.<\/p>\n<p>A culpa tem a ver com o que foi feito de errado, enquanto que o sentimento de vergonha denota a consci\u00eancia da irresponsabilidade, o conhecimento da a\u00e7\u00e3o negativa que foi praticada.<\/p>\n<p>Somente a decis\u00e3o de permitir-se heran\u00e7a perturbadora, que remanesce do per\u00edodo infantil, superando-a, torna poss\u00edvel a conquista do equil\u00edbrio, da auto-seguran\u00e7a, da paz.<\/p>\n<p>A sa\u00fade mental e comportamental imp\u00f5e a libera\u00e7\u00e3o da culpa, utilizando-se do contributo valioso do discernimento que avalia a qualidade das a\u00e7\u00f5es e permite as repara\u00e7\u00f5es quando equivocadas e o prosseguimento delas quando acertadas.<\/p>\n<p>Texto obtido de:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cacef.info\/news\/a-psicologia-da-culpa\/?utm_source=copy&amp;utm_medium=paste&amp;utm_campaign=copypaste&amp;utm_content=http%3A%2F%2Fwww.cacef.info%2Fnews%2Fa-psicologia-da-culpa%2F\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.cacef.info\/news<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Psicologia da Culpa Postado por Joao Marcos\u00a0 &#8211; \u00a0Exibir blog &nbsp; &nbsp; Texto de Joanna de Angelis, do livro \u201cConflitos Existenciais\u201d, psicografado por Divaldo Franco &nbsp; Duas s\u00e3o as causas psicol\u00f3gicas da culpa: a que procede da sombra escura &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-psicologia-da-culpa\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,22,16,19],"tags":[],"class_list":["post-4998","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-dependencia-quimica","category-espiritismo","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4998","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4998"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4998\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5001,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4998\/revisions\/5001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}