{"id":5146,"date":"2017-07-12T07:29:50","date_gmt":"2017-07-12T10:29:50","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=5146"},"modified":"2017-07-12T07:29:50","modified_gmt":"2017-07-12T10:29:50","slug":"o-espirita-no-velorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-espirita-no-velorio\/","title":{"rendered":"O Esp\u00edrita no vel\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<div class=\"xg_theme\" data-layout-pack=\"benedick\">\n<div id=\"xg_themebody\">\n<div id=\"xg\" class=\"xg_widget_profiles xg_widget_profiles_blog xg_widget_profiles_blog_show\">\n<div id=\"xg_body\">\n<div id=\"column1\" class=\"xg_column xg_span-16\">\n<div id=\"xg_canvas\" class=\"xj_canvas\">\n<div class=\"xg_module xg_blog xg_blog_detail xg_blog_mypage xg_module_with_dialog\">\n<div class=\"xg_headline xg_headline-img xg_headline-2l\">\n<div class=\"tb\">\n<h2>O Esp\u00edrita no vel\u00f3rio, cerim\u00f4nia do \u201cat\u00e9 j\u00e1\u201d,\u201cat\u00e9 logo\u201d, \u201cnos veremos em breve\u201d<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"xg_module_body\">\n<div class=\"postbody\">\n<div class=\"xg_user_generated\">\n<p><a href=\"http:\/\/api.ning.com\/files\/D7gEjfTzLQjwi3Cu8ZHGY6TQGJSzFjLOdzJpy1x5GEX-5Sb9buOEDtuuqfSs9aDj4cqv7mT-eSoXmVHWpDdJhTpcfcF0p9Ps\/VELAO0000001.jpg\" target=\"_self\"><img decoding=\"async\" class=\"align-left alignleft\" src=\"http:\/\/api.ning.com\/files\/D7gEjfTzLQjwi3Cu8ZHGY6TQGJSzFjLOdzJpy1x5GEX-5Sb9buOEDtuuqfSs9aDj4cqv7mT-eSoXmVHWpDdJhTpcfcF0p9Ps\/VELAO0000001.jpg\" width=\"259\" \/><\/a><\/p>\n<p>Jorge Hessen<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jorgehessen@gmail.com\" rel=\"nofollow\">jorgehessen@gmail.com<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Certa vez, um confrade segredou-me que n\u00e3o permitir\u00e1 vel\u00f3rios no sepultamento de seus familiares mais pr\u00f3ximos, porque \u00e9 totalmente contra tal tradi\u00e7\u00e3o mortu\u00e1ria. N\u00e3o v\u00ea l\u00f3gica doutrin\u00e1ria nesse tipo de cerimonial. Cr\u00ea que ap\u00f3s constatada a desencarna\u00e7\u00e3o, em no m\u00e1ximo algumas poucas horas, deveriam ser feitos os preparativos para o sepultamento, sem rituais religiosos.<\/p>\n<p>Busquei esclarec\u00ea-lo de que vel\u00f3rio ou \u201cvela\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o \u00e9 necessariamente um ritual religioso\u201d, portanto n\u00e3o est\u00e1 associado a religi\u00f5es, at\u00e9 porque seu in\u00edcio d\u00e1-se quando a pessoa est\u00e1 doente e precisa de ser velada, cuidada, vigiada. Pois \u00e9! A origem da palavra velar que d\u00e1 origem a vel\u00f3rio vem do latim &#8220;vigilare&#8221;, que d\u00e1 significado de vigil\u00e2ncia. E mais: o termo velar n\u00e3o se refere \u00e0s &#8220;velas&#8221;, flores, missas, cultos, mas (repito) ao verbo &#8220;velar&#8221; (de cuidar, zelar).<\/p>\n<p>O dicionarista define o verbo velar como &#8220;ficar acordado ao lado de (algu\u00e9m)&#8221;, &#8220;ficar acordado durante (um tempo)&#8221; e ainda &#8220;manter-se de guarda, vigia&#8221; dentre outras defini\u00e7\u00f5es. O termo tem uma conota\u00e7\u00e3o exata se de fato as pessoas que v\u00e3o &#8220;velar&#8221; o falecido, realmente o fazem com atitude de zelo, vig\u00edlia, respeito e de despedida do corpo que serviu ao esp\u00edrito durante a experi\u00eancia que se encerra.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que velar o defunto \u00e9 atitude respeit\u00e1vel. No vel\u00f3rio devemos orar respeitosamente ao amigo que se despoja do corpo f\u00edsico, dirigindo-lhe por exemplo (como sugest\u00e3o) a prece indicada por Allan Kardec contida no cap. XXVIII, item 59 do Evangelho Segundo o Espiritismo, intitulado \u201cPelos rec\u00e9m-falecidos\u201d. [1] Protocolarmente ou n\u00e3o, no vel\u00f3rio nos solidarizamos com os parentes e amigos do \u201cmorto\u201d, auxiliando no que for preciso, seja ofertando um abra\u00e7o fraterno ou apenas a presen\u00e7a serena, numa empatia repleta de miseric\u00f3rdia, na base da paci\u00eancia e do est\u00edmulo, da consola\u00e7\u00e3o e do amor, como nos instrui Emmanuel. [2]<\/p>\n<p>Em contrapartida, em muitos casos essa celebra\u00e7\u00e3o se desviou, e muito, do sentido \u00e9tico, pois acima das emo\u00e7\u00f5es justific\u00e1veis por parte dos parentes e amigos, ostenta-se um funeral por despesas excessivas com coroas de flores, santinhos, escapul\u00e1rios, velas que podem ser usados em doa\u00e7\u00f5es a institui\u00e7\u00f5es assistenciais, conforme instrui Andr\u00e9 Luiz. Ou\u00e7amo-lo: Os esp\u00edritas devem dispensar, nos funerais, as honrarias materiais exageradas e as encena\u00e7\u00f5es, pois considerando que &#8220;nem todo Esp\u00edrito se desliga prontamente do corpo&#8221;, importa, por\u00e9m, que lhe enviemos cargas mentais favor\u00e1veis de b\u00ean\u00e7\u00e3os e de paz, atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o sincera, principalmente nos \u00faltimos momentos que antecedem ao enterramento ou \u00e0 crema\u00e7\u00e3o. Oferenda de coroas e flores deve transformar-se &#8220;em donativos \u00e0s institui\u00e7\u00f5es assistenciais, sem esp\u00edrito sect\u00e1rio&#8221;. [3]<\/p>\n<p>Social, moral e espiritualmente, quando comparecemos a um vel\u00f3rio exercemos aben\u00e7oado dever de solidariedade, proporcionando consola\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia. Infelizmente, tendemos a faz\u00ea-lo por desencargo de consci\u00eancia formal, com a presen\u00e7a f\u00edsica, ignorando o decoro espiritual, a exprimir-se no respeito pelo recinto e no esfor\u00e7o de auxiliar o desencarnado com pensamentos elevados.<\/p>\n<p>Ora, o desencarnado precisa de vibra\u00e7\u00f5es de harmonia, que s\u00f3 se formam atrav\u00e9s da prece sincera e de ondas mentais positivas. Em o livro Conduta Esp\u00edrita, o Esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz mais uma vez adverte-nos para &#8220;procedermos corretamente nos vel\u00f3rios, calando anedot\u00e1rio e galhofa em torno da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impr\u00f3prios ao p\u00e9 do corpo inerte. O rec\u00e9m-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da prece ou do sil\u00eancio que o ajudem a refazer-se. \u201c\u00c9 importante expulsar de n\u00f3s quaisquer conversa\u00e7\u00f5es ociosas, tratos comerciais ou coment\u00e1rios impr\u00f3prios nos enterros a que comparecermos&#8221;. At\u00e9 porque a &#8220;solenidade mortu\u00e1ria \u00e9 ato de respeito e dignidade humana&#8221;. [4]<\/p>\n<p>Deploravelmente, poucos se d\u00e3o ao cuidado de conversar baixinho, principalmente no momento da remo\u00e7\u00e3o do cad\u00e1ver do recinto para a \u201ccatacumba\u201d, quando se amontoam maior n\u00famero de pessoas. Temos motivos de sobra para a modera\u00e7\u00e3o, cultivemos o sil\u00eancio, conversando, se necess\u00e1rio, em voz baixa, de forma edificante.<\/p>\n<p>Podemos fazer refer\u00eancias ao finado com discri\u00e7\u00e3o, evitando pression\u00e1-lo com lembran\u00e7as e emo\u00e7\u00f5es pass\u00edveis de perturb\u00e1-lo, principalmente se forem tr\u00e1gicas as circunst\u00e2ncias do seu falecimento. Oremos em seu benef\u00edcio, porque \u201cmorre-se\u201d como \u201cse vive\u201d. Se n\u00e3o conseguirmos manter semelhante comportamento, melhor ser\u00e1 que nem compare\u00e7amos ou nos retiremos do ambiente, evitando alargar o estrepitoso coro de vozes e vibra\u00e7\u00f5es desrespeitosas que afligem o rec\u00e9m-desencarnado, at\u00e9 porque o \u201cmorrer\u201d nem sempre \u00e9 o \u201cdesencarnar\u201d.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/p>\n<p>[1] Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, item 59, RJ: Ed. FEB, 1939 [2] \u00a0 Xavier, Francisco C\u00e2ndido. Servidores no Al\u00e9m, SP: Editora \u2013 IDE, 1989 \u00a0 \u00a0[3] \u00a0Vieira, Waldo. Conduta Esp\u00edrita, RJ: Ed FEB, 1999 [4] Idem<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.redeamigoespirita.com.br\/profiles\/blogs\/o-esp-rita-no-vel-rio-cerim-nia-do-at-j-at-logo-nos-veremos-em\">Rede Amigo Esp\u00edrita<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Esp\u00edrita no vel\u00f3rio, cerim\u00f4nia do \u201cat\u00e9 j\u00e1\u201d,\u201cat\u00e9 logo\u201d, \u201cnos veremos em breve\u201d Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com Certa vez, um confrade segredou-me que n\u00e3o permitir\u00e1 vel\u00f3rios no sepultamento de seus familiares mais pr\u00f3ximos, porque \u00e9 totalmente contra tal tradi\u00e7\u00e3o mortu\u00e1ria. 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