{"id":5913,"date":"2018-08-05T07:16:07","date_gmt":"2018-08-05T10:16:07","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=5913"},"modified":"2018-08-05T07:19:13","modified_gmt":"2018-08-05T10:19:13","slug":"o-que-nos-ensina-a-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-que-nos-ensina-a-crise\/","title":{"rendered":"O que nos ensina a crise?"},"content":{"rendered":"<div class=\"xg_theme\" data-layout-pack=\"benedick\">\n<div id=\"xg_themebody\">\n<div id=\"xg\" class=\"xg_widget_profiles xg_widget_profiles_blog xg_widget_profiles_blog_show\">\n<div id=\"xg_body\">\n<div id=\"column1\" class=\"xg_column xg_span-16\">\n<div id=\"xg_canvas\" class=\"xj_canvas\">\n<div class=\"xg_module xg_blog xg_blog_detail xg_blog_mypage xg_module_with_dialog\">\n<div class=\"xg_headline xg_headline-img xg_headline-2l\">\n<div class=\"tb\">\n<h1>O que nos ensina a crise?<\/h1>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"xg_module_body\">\n<div class=\"postbody\">\n<div class=\"xg_user_generated\">\n<p><a href=\"http:\/\/api.ning.com\/files\/f2I3bAfng7awIUuqsn0KPpo-wtQZuMWaeR9aPsEQIvY1vYPtQTEdlrWB-iZ1CgN-Kalfp6jqrg3L0vYLzyRYf8wEE17r8mcq\/38248819_1898809133508994_8216984340962213888_n.png\" target=\"_self\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align-full alignright\" src=\"http:\/\/api.ning.com\/files\/f2I3bAfng7awIUuqsn0KPpo-wtQZuMWaeR9aPsEQIvY1vYPtQTEdlrWB-iZ1CgN-Kalfp6jqrg3L0vYLzyRYf8wEE17r8mcq\/38248819_1898809133508994_8216984340962213888_n.png?width=750\" width=\"236\" height=\"112\" \/><\/a><\/p>\n<div id=\"id_5b663385203e64235562921\" class=\"text_exposed_root text_exposed\">\n<p><strong><em>A crise econ\u00f4mica em nosso Brasil, assunto que em todos os instantes consta na pauta da imprensa, e do qual n\u00e3o se pode furtar, porquanto influencia diretamente em nossa vida, n\u00e3o \u00e9 tema novo.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>O s\u00e9culo XX, por exemplo, produziu algumas crises econ\u00f4micas. Na chamada Grande Depress\u00e3o, no ano de 1929, muitos bancos e empresas estadunidenses foram \u00e0 fal\u00eancia. Ocorre que na \u00e9poca da Primeira Guerra Mundial os Estados Unidos exportavam muitos produtos \u00e0 Europa. Contudo, conforme a reabilita\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses europeus, as exporta\u00e7\u00f5es foram cessando, o que causou forte impacto na economia do pa\u00eds. Esta crise produziu um grande n\u00famero de suic\u00eddios. Ali\u00e1s, as crises econ\u00f4micas, de forma geral, trazem o desespero ao homem imediatista que v\u00ea no suic\u00eddio a porta de sa\u00edda para seus problemas. Ledo engano.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>O Brasil, que na ocasi\u00e3o exportava grande quantidade de caf\u00e9 aos EUA tamb\u00e9m foi afetado pela crise, porque seu parceiro comercial diminuiu drasticamente suas importa\u00e7\u00f5es, o que fez o pre\u00e7o do caf\u00e9 brasileiro cair um bocado.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Entretanto, esta crise no setor do caf\u00e9 teve seu ponto positivo, pois os cafeicultores brasileiros tiveram que, a partir desta situa\u00e7\u00e3o, investir no setor industrial, gerando bons reflexos na ind\u00fastria brasileira.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>N\u00e3o faz muito tempo, na d\u00e9cada de 1980, viv\u00edamos um Brasil imerso em crise. Infla\u00e7\u00e3o galopante que corro\u00eda o j\u00e1 pequeno sal\u00e1rio do trabalhador. Os pre\u00e7os eram alterados numa velocidade vertiginosa, instabilidade total.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Tivemos, tamb\u00e9m, a crise de 2008 que se iniciou nos EUA e contaminou o Brasil, al\u00e9m de outros pa\u00edses.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Poder\u00edamos ficar aqui por p\u00e1ginas a fio, passeando pelo mundo e suas crises, causas, protagonistas e consequ\u00eancias. Entretanto, urge abordarmos um pouco a crise que no ano de 2015 tomou conta de nosso pa\u00eds e, pelo caminhar dos fatos, estender-se-\u00e1 pelos anos vindouros, exigindo de n\u00f3s, brasileiros, reflex\u00e3o e atitude.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Uma das consequ\u00eancias da crise \u00e9 o desemprego. Com a retra\u00e7\u00e3o da economia as empresas tendem a inibir contrata\u00e7\u00f5es e agilizar demiss\u00f5es. \u00c9 sabido que muitas (\u00f3bvio que n\u00e3o todas) empresas v\u00e3o no embalo da crise e suas especula\u00e7\u00f5es para diminuir o quadro de funcion\u00e1rios. Como s\u00f3 se fala em crise, a empresa que demite nesta \u00e9poca n\u00e3o fica mal perante o p\u00fablico. N\u00e3o precisam demitir, mas o fazem. A conta \u00e9 simples: menos funcion\u00e1rios, mais lucro.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Naturalmente que n\u00e3o est\u00e1 neste rol a empresa que passa verdadeiramente pela crise, pois para estas as demiss\u00f5es s\u00e3o, infelizmente, um caminho para a recupera\u00e7\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>A caridade como ferramenta para supera\u00e7\u00e3o da crise<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Em \u201cO Evangelho segundo o Espiritismo\u201d h\u00e1 uma mensagem do Esp\u00edrito Pascal, no ano de 1862, em que aborda tema ego\u00edsmo. Diz o benfeitor para o homem libertar-se do sentimento de indiferen\u00e7a e ser mais sens\u00edvel ao sofrimento alheio, pois \u00e9 a indiferen\u00e7a que aniquila os bons sentimentos.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Se colocarmos a ideia de sermos mais sens\u00edveis ao sofrimento alheio no mundo corporativo n\u00e3o desempregaremos algu\u00e9m sem necessidade. N\u00e3o demitiremos por especula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deixaremos um pai de fam\u00edlia sem a honra de poder levar para sua casa o p\u00e3o de cada dia santificado pelo suor de seu rosto.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Repetindo para que n\u00e3o haja ru\u00eddo na comunica\u00e7\u00e3o. Refiro-me aqui \u00e0s empresas que demitem apenas porque v\u00e3o no embalo da crise, ou seja, demitem sem necessidade, t\u00e3o somente com o objetivo de lucrar mais, mesmo que este pre\u00e7o seja o das demiss\u00f5es.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Recentemente estive proferindo palestras pelo interior de S\u00e3o Paulo, e em conversa com um confrade sobre o tema crise ele, que tamb\u00e9m \u00e9 empres\u00e1rio, disse-me:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>N\u00e3o demitirei meus funcion\u00e1rios. Tenho 60 pessoas em minha empresa e, n\u00e3o obstante a queda no faturamento estamos operando no azul, as contas est\u00e3o sendo pagas, portanto aguardarei esta fase passar. O que n\u00e3o farei no momento \u00e9 abrir postos de trabalho, pois n\u00e3o se justifica, mas n\u00e3o demitirei. Tenho f\u00e9 no futuro, as coisas melhorar\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Fiquei muito feliz com a vis\u00e3o deste amigo empres\u00e1rio. N\u00e3o est\u00e1 se aproveitando da crise para promover um desmonte em sua equipe, antes, por\u00e9m, sendo sens\u00edvel a situa\u00e7\u00e3o de seus colaboradores.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Eis, na pr\u00e1tica, a caridade como ferramenta de supera\u00e7\u00e3o da crise, pois quando eu me coloco no lugar do outro, aumento as chances de ser mais sens\u00edvel a sua situa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Reflex\u00e3o: o que as crises querem me ensinar?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Diz o ditado que mar calmo n\u00e3o faz bom marinheiro. O progresso vem, quase sempre, quando estamos pressionados e necessitamos criar uma solu\u00e7\u00e3o para este ou aquele caso. A\u00ed mobilizamos as for\u00e7as da alma, refletimos e agimos para ficarmos liberados da quest\u00e3o que nos aflige.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>S\u00e3o nas agita\u00e7\u00f5es do dia a dia, s\u00e3o nas crises, sejam de um pa\u00eds, de uma fam\u00edlia ou segmento que sa\u00edmos da zona de conforto e modificamos nosso comportamento.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>No est\u00e1gio evolutivo em que nos encontramos, as crises t\u00eam, dentre algumas fun\u00e7\u00f5es, a de trazer para n\u00f3s algumas indaga\u00e7\u00f5es.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Por que isto est\u00e1 ocorrendo?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>O que esta crise quer me ensinar?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>O que eu posso fazer para sair desta situa\u00e7\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>As crises n\u00e3o s\u00e3o, portanto, puni\u00e7\u00f5es de Deus a um pa\u00eds, mas uma ferramenta de educa\u00e7\u00e3o para um povo.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Em nosso caso, por exemplo, est\u00e1 n\u00edtido que a crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica \u00e9 apenas o reflexo de uma crise bem mais profunda e s\u00e9ria: a moral.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Pouco afeitos a respeitar regras, criamos o famoso \u201cjeitinho brasileiro\u201d, em que sem nenhum pudor desrespeitamos regulamentos e normas para atender nossas conveni\u00eancias.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Natural que, sendo parte do povo e envolvidos em sua cultura e costumes, os pol\u00edticos repetir\u00e3o no poder as tend\u00eancias da popula\u00e7\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Em \u201cO Evangelho segundo o Espiritismo\u201d, numa mensagem regada \u00e0 beleza e grandiosidade, denominada: O dever, L\u00e1zaro \u2013 Esp\u00edrito \u2013 ensina que o dever reflete todas as virtudes morais. O dever \u00e9 severo e d\u00f3cil e est\u00e1 sempre pronto a submeter-se \u00e0s situa\u00e7\u00f5es permanecendo firme diante das tenta\u00e7\u00f5es.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Qual o dever de um homem p\u00fablico?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Qual o dever de um cidad\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Ora, todos sabemos quais s\u00e3o nossos deveres. Mas, por que mesmo sabendo de nossos deveres n\u00e3o os cumprimos? Por qual raz\u00e3o, mesmo conscientes, tombamos ante \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Cumprir com o dever, portanto, \u00e9 trabalhar em nossa autoilumina\u00e7\u00e3o que, por sua vez, resultar\u00e1 num total e irrestrito respeito pelas regras, pela valoriza\u00e7\u00e3o do que \u00e9 bom para o coletivo, enfim, pela busca constante em superar as nossas m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es, pois quando nossas m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es vencem, o dever n\u00e3o se cumpre e todos perdem, n\u00f3s e a sociedade.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Tempo de analisar nosso estilo de vida<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Um outro ponto a abordar no assunto crise \u00e9 nosso estilo de vida.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Como estamos levando nossa exist\u00eancia? Somos consumistas contumazes? Criamos necessidades a todo tempo? Nossos desejos s\u00e3o insaci\u00e1veis? Ficamos infelizes quando n\u00e3o conseguimos comprar?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Junto com estas quest\u00f5es proponho outra:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Ser\u00e1 que esta crise veio para mostrar-me como pode ser interessante e poss\u00edvel viver de uma outra forma, mais simples?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>H\u00e1, em \u201cO Livro dos Esp\u00edritos\u201d, na resposta da quest\u00e3o 926, uma afirma\u00e7\u00e3o de impacto dos Esp\u00edritos: aquele que sabe limitar seus desejos e v\u00ea sem inveja o que est\u00e1 acima de si poupa-se de muitos dissabores.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Uma convoca\u00e7\u00e3o para uma vida mais simples, mais calma e tranquila, baseada na conquista dos valores do esp\u00edrito imortal e n\u00e3o apenas no desejo desenfreado, que alimenta o consumismo irracional e faz, com frequ\u00eancia, os estardalha\u00e7os econ\u00f4micos.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>H\u00e1 alguns anos, ouvi do economista Reinaldo Caffeo que um dos motivos para o alto endividamento das fam\u00edlias brasileiras \u00e9 a inveja. Mas, como assim? Como a inveja pode endividar algu\u00e9m?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Simples: a inveja faz-nos cometer loucuras e extrapolar o or\u00e7amento dom\u00e9stico. Aquele t\u00eanis que o vizinho comprou eu quero mas n\u00e3o tenho condi\u00e7\u00f5es financeiras para adquirir, por\u00e9m, passo ao largo do bom senso e, ainda assim, compro o bem, mas endivido-me.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Eis a inveja como elemento de endividamento.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>E ensinam os Esp\u00edritos: limitar os desejos e ver sem inveja os que est\u00e3o acima de n\u00f3s poupa-nos de dissabores.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Assim somos poupados de cobran\u00e7as, nome negativado, dores de cabe\u00e7a, e nesses tempos de crise o que n\u00e3o precisamos \u00e9 de dor de cabe\u00e7a.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Mas, como diz Allan Kardec:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Quase sempre \u00e9 o homem o construtor de sua infelicidade.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Por l\u00f3gica, se o homem constr\u00f3i a infelicidade poder\u00e1 construir a felicidade.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Basta refletir e aproveitar a crise para repensar sua conduta, seu comportamento e seu estilo de vida.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Tudo passa, e a crise passar\u00e1, por\u00e9m, que fique para n\u00f3s a experi\u00eancia.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Pensemos nisto.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Fonte: Wellington Balbo<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.redeamigoespirita.com.br\/profiles\/blogs\/o-que-nos-ensina-a-crise-2\">Rede Amigo Esp\u00edrita<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que nos ensina a crise? 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