{"id":6287,"date":"2019-02-11T10:43:12","date_gmt":"2019-02-11T12:43:12","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=6287"},"modified":"2019-02-11T10:43:12","modified_gmt":"2019-02-11T12:43:12","slug":"jeito-de-falar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/jeito-de-falar\/","title":{"rendered":"Jeito de Falar"},"content":{"rendered":"<div class=\"xg_theme\" data-layout-pack=\"benedick\">\n<div id=\"xg_themebody\">\n<div id=\"xg\" class=\"xg_widget_profiles xg_widget_profiles_blog xg_widget_profiles_blog_show\">\n<div id=\"xg_body\">\n<div id=\"column1\" class=\"xg_column xg_span-16\">\n<div id=\"xg_canvas\" class=\"xj_canvas\">\n<div class=\"xg_module xg_blog xg_blog_detail xg_blog_mypage xg_module_with_dialog\">\n<div class=\"xg_headline xg_headline-img xg_headline-2l\">\n<div class=\"tb\">\n<h1>Jeito de Falar<\/h1>\n<h1><a class=\"nolink\" style=\"font-size: 16px;\">Postado por <\/a><a style=\"font-size: 16px;\" href=\"http:\/\/www.redeamigoespirita.com.br\/profile\/PatriziaGardona\">PATRIZIA GARDONA<\/a><\/h1>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"xg_module_body\">\n<div class=\"postbody\">\n<div class=\"xg_user_generated\">\n<p><a href=\"https:\/\/storage.ning.com\/topology\/rest\/1.0\/file\/get\/1017897918?profile=original\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align-center alignright\" src=\"https:\/\/storage.ning.com\/topology\/rest\/1.0\/file\/get\/1017897918?profile=RESIZE_710x\" width=\"363\" height=\"182\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><em>Jeito de Falar <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u2013 Orson Peter Carrara<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>O escritor Rubem Alves (www.rubemalves.com.br) publicou no Correio Popular, de Campinas, caderno C, p\u00e1gina C-2, de 18 de julho de 2004, uma bela cr\u00f4nica intitulada O que \u00e9 que voc\u00ea faria? Considerei-a muito oportuna. Embora longa (quase uma p\u00e1gina), destaco ao leitor o teor principal. Ele traz uma est\u00f3ria no artigo e usa um exemplo m\u00e9dico, desculpando-se pela compara\u00e7\u00e3o, para citar como \u00e9 importante a maneira de dizer as coisas ou se quisermos, como dizemos e a quem. Pois esta maneira pode destruir vidas e sonhos.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>A hist\u00f3ria citada pelo escritor comenta o relacionamento de um casal que muito se ama. Ela desenvolveu um c\u00e2ncer no seio e teve que extra\u00ed-lo, mas isso n\u00e3o abalou o relacionamento do casal, apesar das dores e afli\u00e7\u00f5es. Em cinco anos, o outro seio tamb\u00e9m foi afetado, mas o bom e amigo m\u00e9dico que antes a atendera j\u00e1 havia morrido.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Procuraram outro m\u00e9dico, mas este, completamente insens\u00edvel \u00e0s dores do casal e especialmente da mulher, ao v\u00ea-la sem um seio, j\u00e1 exclamou friamente: \u201cMas a senhora j\u00e1 n\u00e3o tem um seio\u2026 Seu caso \u00e9 muito mais grave do que eu imaginava\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>E o escritor, comentando a pr\u00f3pria est\u00f3ria, colocou em seu texto: \u201cFico a me perguntar. Por que \u00e9 que ele falou o que falou? N\u00e3o falou para informar mulher e marido de uma coisa que n\u00e3o soubessem. Eles sabiam que ela n\u00e3o tinha um seio. Tamb\u00e9m n\u00e3o falou para certificar-se de algo que estava vendo, mas n\u00e3o via bem, por ser ruim dos olhos, pois ele enxergava muito bem. E qual a raz\u00e3o do seu frio, imediato e cruel diagn\u00f3stico. Para que falou isso? Era necess\u00e1rio? N\u00e3o, n\u00e3o era necess\u00e1rio. Seu diagn\u00f3stico em nada contribuiu para o tratamento daquela mulher. Ou ser\u00e1 que ele falou assim por inoc\u00eancia? N\u00e3o imaginava o veneno que suas palavras carregavam? N\u00e3o imaginava o efeito de suas palavras sobre aquela mulher despida, sem um seio, humilhada, amedrontada. Se falou por inoc\u00eancia digo que o dito m\u00e9dico s\u00f3 pode ser um idiota que nada conhece sobre os seres humanos.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>E continua: \u201cCrueldade n\u00e3o \u00e9 algo que somente existe nas c\u00e2maras de tortura. Ela se faz tamb\u00e9m com palavras. H\u00e1 palavras cru\u00e9is que apagam a t\u00eanue chama da esperan\u00e7a. (\u2026)\u201d E pergunta em seguida: \u201c(\u2026) qual \u00e9 o lugar, nos curr\u00edculos de medicina, onde tanta coisa complicada se ensina, para uma medita\u00e7\u00e3o sobre a compaix\u00e3o? \u00c9 na compaix\u00e3o que a \u00e9tica se inicia e n\u00e3o nos livros de \u00e9tica m\u00e9dica. Ah! Dir\u00e3o os respons\u00e1veis pelos curr\u00edculos \u2013 compaix\u00e3o n\u00e3o \u00e9 coisa cient\u00edfica. N\u00e3o entra na descri\u00e7\u00e3o dos casos cl\u00ednicos. N\u00e3o pode ser comunicada em congressos. Portanto, n\u00e3o tem dignidade acad\u00eamica. Certo. Mas acontece que n\u00e3o somos autom\u00f3veis a serem consertados por mec\u00e2nicos competentes. Somos seres humanos. Amamos a vida, queremos viver. Sofremos de dores f\u00edsicas e de dores da alma: o medo, a solid\u00e3o, a impot\u00eancia, a morte. O que esse m\u00e9dico fez n\u00e3o tem conserto. Uma vez feito a ferida sangra. Palavras n\u00e3o podem ser recolhidas. O sofrimento foi plantado.(\u2026)\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>E como indagou o autor em seu texto, deixo a pergunta para n\u00f3s mesmos: o que \u00e9 que far\u00edamos na mesma situa\u00e7\u00e3o? Claro que n\u00e3o especificamente como m\u00e9dico, pois o exemplo se aplica a qualquer outra ocorr\u00eancia de relacionamentos humanos.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>A situa\u00e7\u00e3o traz \u00e0 lembran\u00e7a o cap\u00edtulo X de O Evangelho Segundo o Espiritismo, intitulado Bem-aventurados os misericordiosos. No subt\u00edtulo O argueiro e a trave no olho, em l\u00facido texto, pondera o Codificador: \u201cUm dos defeitos da Humanidade \u00e9 ver o mal de outrem antes de ver o que est\u00e1 em n\u00f3s. (\u2026) Que pensaria eu se viesse algu\u00e9m fazendo o que fa\u00e7o? Incontestavelmente \u00e9 o orgulho que leva o homem a se dissimular os pr\u00f3prios defeitos, tanto ao moral como ao f\u00edsico. Esse defeito \u00e9 essencialmente contr\u00e1rio \u00e0 caridade, porque a verdadeira caridade \u00e9 modesta, simples e indulgente (\u2026). Se o orgulho \u00e9 o pai de muitos v\u00edcios, \u00e9 tamb\u00e9m a nega\u00e7\u00e3o de muitas virtudes; encontramo-lo no fundo e como m\u00f3vel de quase todas as a\u00e7\u00f5es (\u2026)\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Nessa \u00faltima palavra, podemos enquadrar as situa\u00e7\u00f5es do exemplo acima, na quest\u00e3o m\u00e9dica e que pode ser transferida para qualquer outra situa\u00e7\u00e3o, onde nos permitimos desprezar, discriminar, maltratar com palavras ou acentuar o sofrimento de algu\u00e9m com nossa maneira de dizer\u2026<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Afinal, nada justifica a crueldade, ainda que em palavras.<\/em><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"left-panel\">\n<p class=\"share-links clear\"><a href=\"http:\/\/www.redeamigoespirita.com.br\/profiles\/blogs\/jeito-de-falar-orson-peter-carrara\">Rede Amigo Esp\u00edrita<\/a><\/p>\n<div id=\"___plusone_0\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jeito de Falar Postado por PATRIZIA GARDONA Jeito de Falar \u2013 Orson Peter Carrara O escritor Rubem Alves (www.rubemalves.com.br) publicou no Correio Popular, de Campinas, caderno C, p\u00e1gina C-2, de 18 de julho de 2004, uma bela cr\u00f4nica intitulada O &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/jeito-de-falar\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,16,19],"tags":[],"class_list":["post-6287","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-espiritismo","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6287"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6287\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6288,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6287\/revisions\/6288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}