{"id":629,"date":"2013-04-14T21:30:59","date_gmt":"2013-04-15T00:30:59","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=629"},"modified":"2013-05-07T16:54:55","modified_gmt":"2013-05-07T19:54:55","slug":"629","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/629\/","title":{"rendered":"O Corpo Mental"},"content":{"rendered":"<p>O &#8220;CORPO MENTAL&#8221; COMO EXPRESS\u00c3O CL\u00cdNICA DA MENTE<\/p>\n<p>Uma hip\u00f3tese alternativa para o estudo da mente.<\/p>\n<p>Dr. Nubor Orlando Facure*<\/p>\n<p>RESUMO<\/p>\n<p>O autor apresenta o \u201ccorpo mental\u201d como uma hip\u00f3tese alternativa para a abordagem da mente. Na atualidade a mente \u00e9 vista como um conjunto particular de fun\u00e7\u00f5es desempenhadas pelo c\u00e9rebro. Esse modelo parece n\u00e3o dar \u00e0 mente uma no\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com o organismo como um todo.<\/p>\n<p>Usando como m\u00e9todo a semiologia neurol\u00f3gica, procuramos demonstrar a exist\u00eancia de um \u201ccorpo mental\u201d que se revela em diversas situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas como na histeria, na hipnose, na narcolepsia, no membro fantasma e nas chamadas experi\u00eancias fora do corpo.<\/p>\n<p>Essa forma de estudar a mente sob a perspectiva de um corpo que se identifica semiologicamente, pode abrir um vasto campo de experimenta\u00e7\u00e3o, e de interpreta\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos tanto psicol\u00f3gicos como neurol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Termos de indexa\u00e7\u00e3o : Mente, corpo mental, histeria, hipnose, narcolepsia, membro fantasma, experi\u00eancias fora do corpo.<\/p>\n<p>*Ex-Professor Titular de Neurocirurgia UNICAMP. Diretor do Instituto do C\u00e9rebro Prof. Dr. Nubor Orlando Facure (Campinas,SP)<\/p>\n<p>Nubor Orlando Facure &#8211; Rua Padre Vieira 1093.<\/p>\n<p>Campinas SP &#8211; Cep: 13015-301<\/p>\n<p>E-mail: lfacure@uol.com.br<\/p>\n<p>Homepage www.geocities.com\/nubor_facure<\/p>\n<p>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>A matem\u00e1tica nos ensina que os elementos de um conjunto n\u00e3o conseguem explicar a natureza inteira desse conjunto. O conceito do todo escapa ao que cada uma das partes isoladamente possa representar (Bertrand Russell 1,2 ). Considerando os neur\u00f4nios cerebrais como elementos de um conjunto que se pressup\u00f5e conter a mente, poderemos questionar se ser\u00e1 poss\u00edvel uma compreens\u00e3o completa do conceito de mente baseado nas fun\u00e7\u00f5es dos neur\u00f4nios. Essa interroga\u00e7\u00e3o nos autoriza, pelo menos teoricamente, colocarmos a mente, como situada, tanto fora quanto dentro do conjunto dos neur\u00f4nios cerebrais.<\/p>\n<p>Por outro lado, novas teorias (Ilya Prigogine in Del Nero 3), sugerem que \u201cSistemas de alta complexidade\u201d t\u00eam capacidade de se auto-organizarem. O sistema nervoso, al\u00e9m da sua estrutura f\u00edsica, pode ser visto como um biossistema altamente complexo, dotado de particularidades e propriedades espec\u00edficas dos seres vivos. Uma \u201cTeoria da mente\u201d 4, tida como monista, materialista e \u201cemergentista\u201d, identifica os \u201cestados mentais\u201d como sendo um subconjunto distinto dos \u201cestados cerebrais\u201d que s\u00e3o claramente de natureza f\u00edsica, e que seriam, por sua vez, um subconjunto de estados do sistema nervoso. Segundo essa teoria, as atividades dos neur\u00f4nios nas suas trocas eletroqu\u00edmicas produziriam uma nova qualidade de fen\u00f4menos que \u201cemergem\u201d como fun\u00e7\u00e3o mental, semelhante \u00e0 ordem que resulta nos Sistemas de alta complexidade.<\/p>\n<p>As diversas Teorias da mente 4 dispon\u00edveis na atualidade n\u00e3o conseguem, entretanto, passar de hip\u00f3teses com boa estrutura\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, sem que possam dar conta de toda uma s\u00e9rie de fen\u00f4menos conhecidos que a atividade mental expressa. Nenhuma Teoria conseguiu at\u00e9 agora efetuar predi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas sobre os fen\u00f4menos mentais e muito menos nos garantiu a possibilidade de test\u00e1-la na cl\u00ednica ou no laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>OBJETIVO E METODO<\/p>\n<p>\u00c9 exatamente pela possibilidade de testar a hip\u00f3tese tanto do ponto de vista cl\u00ednico como laboratorial, que estou sugerindo o conceito de \u201ccorpo mental\u201d em substitui\u00e7\u00e3o ao de mente. Apresento diversas situa\u00e7\u00f5es onde a semiologia neurol\u00f3gica pode confirmar essa hip\u00f3tese como compat\u00edvel com as express\u00f5es cl\u00ednicas. Nesse trabalho, considero o corpo mental como um modelo que tem uma identidade cl\u00ednica, que pode ser revelada pelos instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o que a semiologia neurol\u00f3gica oferece.<\/p>\n<p>MODELOS SEMIOL\u00d3GICOS<\/p>\n<p>Histeria \u2013 Pacientes hist\u00e9ricos que apresentam dist\u00farbios sensitivos ou motores revelam um padr\u00e3o semiol\u00f3gico t\u00edpico, notando-se, antes de mais nada, que eles n\u00e3o obedecem as distribui\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas adequadas \u00e0s diversas vias de inerva\u00e7\u00e3o do sistema nervoso.<\/p>\n<p>Por outro lado, nas les\u00f5es org\u00e2nicas do c\u00e9rebro, o mapa das anestesias revela distribui\u00e7\u00f5es muito conhecidas dos neurologistas, que aprenderam a constatar os n\u00edveis de anestesia metam\u00e9ricos ou halom\u00e9ricos e as s\u00edndromes chamadas de alternas, caracterizadas pelo comprometimento anest\u00e9sico na hemiface de um lado e do tronco e membros no hemicorpo contralateral.<\/p>\n<p>Os estudos semiol\u00f3gicos mostram que o paciente hist\u00e9rico faz um padr\u00e3o de anestesia diferente, comprometendo, \u00e0s vezes, todo seu corpo; ele n\u00e3o sabe que a inerva\u00e7\u00e3o sensitiva da face percorre o nervo trig\u00eameo, enquanto as regi\u00f5es posteriores do couro cabeludo, na nuca, seguem inerva\u00e7\u00f5es muito distantes, situadas ao n\u00edvel da medula cervical. As anestesias nos membros do hist\u00e9rico n\u00e3o poupam nenhuma forma de sensibilidade, havendo comprometimento global das sensibilidades superficiais e profundas. A organiza\u00e7\u00e3o dessa \u201canatomia\u201d elaborada pelo hist\u00e9rico \u00e9 produto da concep\u00e7\u00e3o mental que ele faz do seu corpo. O hist\u00e9rico se expressa semiologicamente como se possuindo um \u201ccorpo\u201d organizado por sua mente e n\u00e3o pelo seu c\u00e9rebro. Essa atitude \u00e9 conhecida na hist\u00f3ria da histeria e, sem d\u00favida \u00e9 universal, como se pode ler num dos tratados cl\u00e1ssicos da neurologia, o \u201cS\u00e9miologie des affections du syst\u00e8me nerveux\u201d de J. Dejerine (1914) 5 .Na avalia\u00e7\u00e3o semiol\u00f3gica do hist\u00e9rico podemos identificar como ele expressa seu corpo mental.<\/p>\n<p>A paralisia hist\u00e9rica tamb\u00e9m revela contrastes com a semiologia das s\u00edndromes lesionais org\u00e2nicas. A flacidez \u00e9 extravagante, a hipertonia costuma ser difusa em toda musculatura, n\u00e3o respeitando a distribui\u00e7\u00e3o entre agonistas e antagonistas que o sistema gama exige. A perna deste paciente oferecer\u00e1 resist\u00eancia tanto para ser flexionada como para ser estendida. O hemipl\u00e9gico ou o parapl\u00e9gico hist\u00e9rico constr\u00f3i uma defici\u00eancia dentro de um modelo imagin\u00e1rio obedecendo a uma constru\u00e7\u00e3o mental e n\u00e3o a uma perda de vias nervosas.<\/p>\n<p>Hipnose \u2013 indiv\u00edduos que assimilam as sugest\u00f5es que induzem \u00e0 hipnose podem produzir tanto paralisias como anestesias. A experi\u00eancia m\u00e9dica, vasta nessa \u00e1rea 6 , tem demonstrado que as paralisias e as anestesias seguem o mesmo padr\u00e3o dos quadros hist\u00e9ricos 7,8,9 . Em um e outro quadro, podemos perceber que o \u201ccorpo\u201d constru\u00eddo pelo hist\u00e9rico e pelo hipnotizado tem origem nos seus \u201cmodelos mentais\u201d e n\u00e3o obedece a sistematiza\u00e7\u00e3o das vias neurais.<\/p>\n<p>As mem\u00f3rias do hipnotizado \u2013 Na experi\u00eancia comum do transe hipn\u00f3tico sabemos que ao despertar, o hipnotizado n\u00e3o ret\u00e9m as lembran\u00e7as do que ele ouviu ou desempenhou durante o transe. Uma segunda indu\u00e7\u00e3o feita logo a seguir o faz resgatar essas mem\u00f3rias retornando \u00e0 cena do primeiro transe, sem se dar conta agora do que ouviu ou fez no intervalo entre os dois transes. Essa experi\u00eancia parece nos revelar dois arquivos distintos de memoriza\u00e7\u00e3o. Eu diria que um deles se localiza no c\u00e9rebro f\u00edsico, quando ele est\u00e1 desperto, e outro no corpo mental quando ele est\u00e1 em transe. Essa situa\u00e7\u00e3o pode ser comparada ao que fazemos no computador: um arquivo que criamos para determinado texto, n\u00e3o abre o texto de outro. Para que isso aconte\u00e7a, \u00e9 preciso copiar e colar um no outro para se proceder a essa leitura. No caso da hipnose, podemos usar a sugest\u00e3o hipn\u00f3tica para transferirmos as mem\u00f3rias de um ambiente para outro, o que se consegue com certa facilidade.<\/p>\n<p>Narcolepsia \u2013 A narcolepsia \u00e9 um dist\u00farbio do sono no qual o paciente entra subitamente em um estado de sonol\u00eancia que ele n\u00e3o consegue controlar. Os epis\u00f3dios se repetem com freq\u00fc\u00eancia inc\u00f4moda perturbando as atividades di\u00e1rias do paciente. A dura\u00e7\u00e3o dos epis\u00f3dios costuma ser variada podendo ser de alguns minutos ou horas. Ao despertar, esses pacientes fazem relatos curiosos. Podem permanecer aparentemente l\u00facidos durante a sonol\u00eancia realizando nesse per\u00edodo atividades complexas. Sentem sua sa\u00edda do corpo f\u00edsico e convivem com cen\u00e1rios e personagens diversos. Alguns relatam uma experi\u00eancia atemporal, podem ser testemunhas de epis\u00f3dios passados ou que venham a se confirmar no futuro. De qualquer forma, eles parecem ser possuidores de um corpo com o qual vivenciam suas experi\u00eancias. Os cl\u00e1ssicos da neurologia rotulam esses quadros de alucina\u00e7\u00f5es hipnag\u00f3gicas. Aqui estariam tamb\u00e9m inclu\u00eddos os chamados sonhos l\u00facidos que indiv\u00edduos normais relatam. Parece-nos, por\u00e9m, que na narcolepsia a experi\u00eancia \u00e9 mais \u201cconsciente\u201d e menos simb\u00f3lica que as viv\u00eancias on\u00edricas de todos n\u00f3s. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil para estes pacientes descreverem as caracter\u00edsticas f\u00edsicas e funcionais desse corpo mental que lhes permite transitar pelos seus \u201csonhos\u201d.<\/p>\n<p>Membro fantasma \u2013 amputa\u00e7\u00f5es quase sempre ocorridas em acidentes violentos podem produzir no paciente a percep\u00e7\u00e3o da continuidade da exist\u00eancia do seu membro amputado (amputa\u00e7\u00f5es em outras partes do corpo como mama, nariz, l\u00edngua, escroto e p\u00eanis, podem produzir sintomas semelhantes ao membro fantasma) 10 . Melzack 11, 12 acredita na exist\u00eancia, no c\u00e9rebro, de uma imagem do corpo inteiro numa matriz neural. Ela seria composta por uma rede de interconex\u00f5es neurais, organizada geneticamente e a partir de est\u00edmulos sensoriais, criando um padr\u00e3o de identifica\u00e7\u00e3o do eu que Melzack 10 chama de \u201cneuro-assinatura\u201d. Mesmo crian\u00e7as que nascem sem membros podem revelar a exist\u00eancia dessa matriz corporal 11 . Em que pese as hip\u00f3teses neurofisiol\u00f3gicas que tentam justificar os sintomas do membro fantasma, sua manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica pode complementar os exemplos de corpo mental que queremos estudar. O membro fantasma d\u00e1 ao paciente toda sensa\u00e7\u00e3o de um membro real (sentiment du realit\u00e9 concr\u00e8te, segundo Lhermitte) 10 onde ele sente dor, c\u00f3cegas, movimentos espont\u00e2neos e rea\u00e7\u00f5es de evitamento como bater em um m\u00f3vel. Considerando esse membro como parte do corpo mental veremos que a consci\u00eancia do paciente n\u00e3o exerce controle sobre suas fun\u00e7\u00f5es, quer motoras ou sensitivas. Podemos dizer que essa falta de controle \u00e9 pertinente aos quadros de histeria e hipnose que anotamos.<\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de outros fen\u00f4menos cl\u00ednicos parece sugerir a exist\u00eancia dessa representa\u00e7\u00e3o corporificada da mente que estamos analisando. A constru\u00e7\u00e3o da imagem corporal e as s\u00edndromes de neglig\u00eancia, s\u00e3o bons exemplos. A literatura leiga e neuropsiqui\u00e1trica produziu de uns tempos para c\u00e1 uma enormidade de textos referindo-se a experi\u00eancias fora do corpo e experi\u00eancias de quase morte. N\u00f3s neurologistas encontramos com freq\u00fc\u00eancia, entre as manifesta\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas dos epil\u00e9pticos, a chamada \u201cno\u00e7\u00e3o de uma presen\u00e7a\u201d, onde uma \u201centidade\u201d parece acompanhar como testemunha o desenrolar da crise epil\u00e9ptica.<\/p>\n<p>COMENT\u00c1RIOS<\/p>\n<p>N\u00e3o temos d\u00favida de que o dilema c\u00e9rebro\/mente \u00e9 inesgot\u00e1vel, contradit\u00f3rio e \u00e0s vezes irreconcili\u00e1vel. Ao propor discutir o tema em termos de corpo mental, sabemos da dificuldade de se introduzir uma id\u00e9ia nova num contexto de tamanha complexidade. Lembramos, por\u00e9m, de uma afirma\u00e7\u00e3o do evolucionista Stephen Jay Gould 13 que prop\u00f4s a evolu\u00e7\u00e3o pontual das esp\u00e9cies. \u201cNovos fatos, coletados \u00e0 moda antiga, sob a tutela de velhas teorias, raramente levam a qualquer revis\u00e3o substancial do pensamento. Os fatos n\u00e3o \u201cfalam por si s\u00f3\u201d; s\u00e3o lidos \u00e0 luz da teoria. O pensamento criativo, tanto na ci\u00eancia quanto nas artes, \u00e9 o motor para a mudan\u00e7a de opini\u00e3o\u201d<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o da mente parece se esgotar entre a Filosofia e a Ci\u00eancia sem chegar a um fim. O \u201ccorpo mental\u201d parece-me que tem o m\u00e9rito de especificar um objeto de estudo mais adequado devido seu comportamento cl\u00ednico e experimental.<\/p>\n<p>Esperamos que estudos subseq\u00fcentes possam comprovar a validade da nossa proposta. Ainda precisamos aprofundar as caracter\u00edsticas semiol\u00f3gicos sobre o corpo mental e identificarmos suas caracter\u00edsticas anat\u00f4micas e funcionais fundamentais, j\u00e1 que ele pode ser avaliado clinicamente na histeria, testado experimentalmente na hipnose, reconhecido no membro fantasma, confirmado na narcolepsia e nas experi\u00eancias fora do corpo conforme exemplificamos.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS:<\/p>\n<p>1 \u2013 Russel B. Hist\u00f3ria do pensamento ocidental: a aventura dos pr\u00e9-socr\u00e1ticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro &#8211; Ediouro 2001<\/p>\n<p>2 \u2013 Macrone M. Eureka! Um livro sobre id\u00e9ias \u2013S\u00e3o Paulo Ed. R\u00f3tterdan 1997 pag. 121 e 122.<\/p>\n<p>3 \u2013 Del Nero H.S. O s\u00edtio da mente: pensamento, emo\u00e7\u00e3o e vontade no c\u00e9rebro humano. S\u00e3o Paulo: Collegium Cognitio, 1977 Pag 193.<\/p>\n<p>4 &#8211; Tripicchio A, Tripicchio AC. Teorias da mente &#8211; Ribeir\u00e3o Preto, S.P. Ed Tecmedd 2003 Pag 72 a 77<\/p>\n<p>5 &#8211; Dejerine J. S\u00e9miologie d\u00eas affections du Systeme nerveux 12 ed &#8211; Masson et Cie \u00c9diteurs Paris 1914 pag 540 a 549 e 927.<\/p>\n<p>6 &#8211; Ferreira MV. Hipnose na pr\u00e1tica cl\u00ednica S\u00e3o Paulo Ed Atheneu 2003<\/p>\n<p>7 &#8211; Halligan PW, Athwal, BS Oakley, DA, Franckowiak, RSJ. Imaging hipnotic paralysis: Implications for conversion hysteria. The Lancet, 2000; 355:986-987<\/p>\n<p>8 &#8211; Halligan PW. New approaches to conversion hysteria. BMJ 2000; 320: 1488-1489 (3june)<\/p>\n<p>9 &#8211; Marshall JC, Halligan PW, Fink GR, Wade DT, Frackwdak, RSJ. The functional anatomy of a hysterical paralysis. Cognition 1997; 64(1) Pag. B1B8<\/p>\n<p>10 &#8211; Jensen TS, Rasmussen P. Amputation. Pag 402-412. Textbook of pain Ed. Patrick D. Wall, Ronald Melzack (Churchill Livingstone) Londres 1984<\/p>\n<p>11 &#8211; Melzack R, Israel R, Lacroix R, Schultz G. Phantom limbs in people with congenital limb deficiency or amputation in early childhood. Brain 1997; 120 (9) 1603-1620<\/p>\n<p>12 &#8211; Melzack R. Phantom limbs. Sci Am April 1992; 266: 120-126<\/p>\n<p>13 &#8211; Gould S. J. Darwin e os grandes enigmas da vida. Tradu\u00e7\u00e3o de Maria Elizabeth Martinez 2 a Ed. S\u00e3o Paulo &#8211; Martins Fontes 1999 Pag. 158<\/p>\n<p>Agradecimento: `A K\u00e1tia Gomes Facure Giaretta pela colabora\u00e7\u00e3o e apoio.<\/p>\n<p>Este artigo est\u00e1 publicado na &#8211; Revista de Ci\u00eancias M\u00e9dicas de Campinas, 14(1):97-101,jan\/fev.,2005<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O &#8220;CORPO MENTAL&#8221; COMO EXPRESS\u00c3O CL\u00cdNICA DA MENTE Uma hip\u00f3tese alternativa para o estudo da mente. Dr. Nubor Orlando Facure* RESUMO O autor apresenta o \u201ccorpo mental\u201d como uma hip\u00f3tese alternativa para a abordagem da mente. 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