{"id":747,"date":"2013-04-30T22:07:09","date_gmt":"2013-05-01T01:07:09","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=747"},"modified":"2013-05-07T16:51:32","modified_gmt":"2013-05-07T19:51:32","slug":"a-ingratidao-dos-filhos-e-os-lacos-de-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-ingratidao-dos-filhos-e-os-lacos-de-familia\/","title":{"rendered":"A ingratid\u00e3o dos filhos e os la\u00e7os de fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p><b>INSTRU\u00c7\u00d5ES DOS ESP\u00cdRITOS &#8211; O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap\u00edtulo XIV<\/b><\/p>\n<p><b>A ingratid\u00e3o dos filhos e os la\u00e7os de fam\u00edlia<\/b><b> <\/b><\/p>\n<p>9. A ingratid\u00e3o \u00e9 um dos frutos mais diretos do ego\u00edsmo. Revolta sempre os cora\u00e7\u00f5es honestos. Mas, a dos filhos para com os pais apresenta car\u00e1ter ainda mais odioso. E, em particular, desse ponto de vista que a vamos considerar, para lhe analisar as causas e os efeitos. Tamb\u00e9m nesse caso, como em todos os outros, o Espiritismo projeta luz sobre um dos grandes problemas do cora\u00e7\u00e3o humano.<\/p>\n<p>Quando deixa a Terra, o Esp\u00edrito leva consigo as paix\u00f5es ou as virtudes inerentes \u00e0 sua natureza e se aperfei\u00e7oa no espa\u00e7o, ou permanece estacion\u00e1rio, at\u00e9 que deseje receber a luz. Muitos, portanto, se v\u00e3o cheios de \u00f3dios violentos e de insaciados desejos de vingan\u00e7a; a alguns dentre eles, por\u00e9m, mais adiantados do que os outros, \u00e9 dado entrevejam uma part\u00edcula da verdade; apreciam ent\u00e3o as funestas conseq\u00fc\u00eancias de suas paix\u00f5es e s\u00e3o induzidos a tomar resolu\u00e7\u00f5es boas. Compreendem que, para chegarem a Deus, lima s\u00f3 \u00e9 a senha: <i>caridade. <\/i>Ora, n\u00e3o h\u00e1 caridade sem esquecimento dos ultrajes e das inj\u00farias; n\u00e3o h\u00e1 caridade sem perd\u00e3o, nem com o cora\u00e7\u00e3o tomado de \u00f3dio.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, mediante inaudito esfor\u00e7o, conseguem tais Esp\u00edritos observar os a quem eles odiaram na Terra. Ao v\u00ea-los, por\u00e9m, a animosidade se lhes desperta no \u00edntimo; revoltam-se \u00e0 id\u00e9ia de perdoar, e, ainda mais, \u00e0 de abdicarem de si mesmos, sobretudo \u00e0 de amarem os que lhes destru\u00edram, qui\u00e7\u00e1, os haveres, a honra, a fam\u00edlia. Entretanto, abalado fica o cora\u00e7\u00e3o desses infelizes. Eles hesitam, vacilam, agitados por sentimentos contr\u00e1rios. Se predomina a boa resolu\u00e7\u00e3o, oram a Deus, imploram aos bons Esp\u00edritos que lhes d\u00eaem for\u00e7as, no momento mais decisivo da prova.<\/p>\n<p>Por fim, ap\u00f3s anos de medita\u00e7\u00f5es e preces, o Esp\u00edrito se aproveita de um corpo em preparo na fam\u00edlia daquele a quem detestou, e pede aos Esp\u00edritos incumbidos de transmitir as ordens superiores permiss\u00e3o para ir preencher na Terra os destinos daquele corpo que acaba de formar-se. Qual ser\u00e1 o seu procedimento na fam\u00edlia escolhida? Depender\u00e1 da sua maior ou menor persist\u00eancia nas boas resolu\u00e7\u00f5es que tomou. O incessante contacto com seres a quem odiou constitui prova terr\u00edvel, sob a qual n\u00e3o raro sucumbe, se n\u00e3o tem ainda bastante forte a vontade. Assim, conforme prevale\u00e7a ou n\u00e3o a resolu\u00e7\u00e3o boa, ele ser\u00e1 o amigo ou inimigo daqueles entre os quais foi chamado a Viver. E como se explicam esses \u00f3dios, essas repuls\u00f5es instintivas que se notam da parte de certas crian\u00e7as e que parecem injustific\u00e1veis. Nada, com efeito, naquela exist\u00eancia h\u00e1 podido provocar semelhante antipatia; para se lhe apreender a causa, necess\u00e1rio se torna volver o olhar ao passado.<\/p>\n<p>\u00d3 esp\u00edritas! compreendei agora o grande papel da Humanidade; compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do espa\u00e7o para progredir; inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a miss\u00e3o que vos est\u00e1 confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a comprirdes. Os vossos cuidados e a educa\u00e7\u00e3o que lhe dareis auxiliar\u00e3o o seu aperfei\u00e7oamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada m\u00e3e perguntar\u00e1 Deus: Que fizestes do filho confiado \u00e0 vossa guarda? Se por culpa Vossa ele se conservou atrasado, tereis como castigo v\u00ea-lo entre os Esp\u00edritos sofredores, quando de v\u00f3s dependia que fosse ditoso. Ent\u00e3o, v\u00f3s mesmos, assediados de remorsos, pedireis vos seja concedido reparar a vossa falta; solicitareis, para v\u00f3s e para ele, outra encarna\u00e7\u00e3o em que o cerqueis de melhores cuidados e em que ele, cheio de reconhecimento, vos retribuir\u00e1 com o seu amor.<\/p>\n<p>N\u00e3o escorraceis, pois, a criancinha que repele sua m\u00e3e, nem a que vos paga com a ingratid\u00e3o; n\u00e3o foi o acaso que a fez assim e que vo-la deu. Imperfeita intui\u00e7\u00e3o do passado se revela, do qual podeis deduzir que um ou outro j\u00e1 odiou muito, ou foi muito ofendido; que um ou outro veio para perdoar ou para expiar. M\u00e3es! abra\u00e7ai o filho que vos d\u00e1 desgostos e dizei convosco mesmas: Um de n\u00f3s dois \u00e9 culpado. Fazei-vos merecedoras dos gozos divinos que Deus conjugou \u00e0 maternidade, ensinando aos vossos filhos que eles est\u00e3o na Terra para se aperfei\u00e7oar, amar e bendizer. Mas oh! muitas dentre v\u00f3s, em vez de eliminar por meio da educa\u00e7\u00e3o os maus princ\u00edpios inatos de exist\u00eancias anteriores, entret\u00eam e desenvolvem esses princ\u00edpios, por uma culposa fraqueza, ou por descuido, e, mais tarde, o vosso cora\u00e7\u00e3o, ulcerado pela ingratid\u00e3o dos vossos filhos, ser\u00e1 para v\u00f3s, j\u00e1 nesta vida, um come\u00e7o de expia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A tarefa n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil quanto vos possa parecer. N\u00e3o exige o saber do mundo. Podem desempenh\u00e1-la assim o ignorante como o s\u00e1bio, e o Espiritismo lhe facilita o desempenho, dando a conhecer a causa das imperfei\u00e7\u00f5es da alma humana.<\/p>\n<p>Desde pequenina, a crian\u00e7a manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua exist\u00eancia anterior. A estud\u00e1-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do ego\u00edsmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores ind\u00edcios reveladores do g\u00e9rmen de tais v\u00edcios e cuidem de combat\u00ea-los, sem esperar que lancem ra\u00edzes profundas. Fa\u00e7am como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos \u00e0 medida que os v\u00ea apontar na \u00e1rvore. Se deixarem se desenvolvam o ego\u00edsmo e o orgulho, n\u00e3o se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratid\u00e3o. Quando os pais h\u00e3o feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se n\u00e3o alcan\u00e7am \u00eaxito, n\u00e3o t\u00eam de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranq\u00fcila a consci\u00eancia. A amargura muito natural que ent\u00e3o lhes adv\u00e9m da improdutividade de seus esfor\u00e7os, Deus reserva grande e imensa consola\u00e7\u00e3o, na <i>certeza <\/i>de que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes ser\u00e1 concluir noutra exist\u00eancia a obra agora come\u00e7ada Deus n\u00e3o d\u00e1 prova superior \u00e0s for\u00e7as daquele que a pede; s\u00f3 permite as que podem ser cumpridas. Se tal n\u00e3o sucede, n\u00e3o \u00e9 que falte possibilidade: falta a vontade. Com efeito, quantos h\u00e1 que, em vez de resistirem aos maus pendores, se comprazem neles. A esses ficam reservados o pranto e os gemidos em exist\u00eancias posteriores. Admirai, no entanto, a bondade de Deus, que nunca fecha a porta ao arrependimento. Vem um dia em que ao culpado, cansado de sofrer, com o orgulho afinal abatido, Deus abre os bra\u00e7os para receber o filho pr\u00f3digo que se lhe lan\u00e7a aos p\u00e9s. <i>As provas rudes, <\/i>ouvi-me bem, <i>s\u00e3o quase sempre ind\u00edcio de um fim de sofrimento e de um aperfei\u00e7oamento do Esp\u00edrito, quando aceitas com o pensamento em Deus. <\/i>E um momento supremo, no qual, sobretudo, cumpre ao Esp\u00edrito n\u00e3o falir murmurando, se n\u00e3o quiser perder o fruto de tais provas e ter de recome\u00e7ar. Em vez de vos queixardes, agradecei a Deus o ensejo que vos proporciona de vencerdes, a fim de vos deferir o pr\u00eamio da vit\u00f3ria. Ent\u00e3o, saindo do turbilh\u00e3o do mundo terrestre, quando entrardes no mundo dos Esp\u00edritos, sereis a\u00ed aclamados como o soldado que sai triunfante da refrega.<\/p>\n<p>De todas as provas, as mais duras s\u00e3o as que afetam o cora\u00e7\u00e3o. Um, que suporta com coragem a mis\u00e9ria e as priva\u00e7\u00f5es materiais, sucumbe ao peso das amarguras dom\u00e9sticas, pungido da ingratid\u00e3o dos seus. Oh! que pungente ang\u00fastia essa! Mas, em tais circunst\u00e2ncias, que mais pode, eficazmente, restabelecer a coragem moral, do que o conhecimento das causas do mal e a certeza de que, se bem haja prolongados despeda\u00e7amentos dalma, n\u00e3o h\u00e1 desesperos eternos, porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel seja da vontade de Deus que a sua criatura sofra indefinidamente? Que de mais reconfortante, de mais animador do que a id\u00e9ia que de cada um dos seus esfor\u00e7os \u00e9 que depende abreviar o sofrimento, mediante a destrui\u00e7\u00e3o, em si, das causas do mal? Para isso, por\u00e9m, preciso se faz que o homem n\u00e3o retenha na Terra o olhar e s\u00f3 veja uma exist\u00eancia; que se eleve, a pairar no infinito do passado e do futuro. Ent\u00e3o, a justi\u00e7a infinita de Deus se vos patenteia, e esperais com paci\u00eancia, porque explic\u00e1vel se vos torna o que na Terra vos parecia verdadeiras monstruosidades. As feridas que a\u00ed se vos abrem, passais a consider\u00e1-las simples arranhaduras. Nesse golpe de vista lan\u00e7ado sobre o conjunto, os la\u00e7os de fam\u00edlia se vos apresentam sob seu aspecto real. J\u00e1 n\u00e3o vedes, a ligar-lhes os membros, apenas os fr\u00e1geis la\u00e7os da mat\u00e9ria; vedes, sim, os la\u00e7os duradouros do Esp\u00edrito, que se perpetuam e consolidam com o depurarem-se, em vez de se quebrarem por efeito da reencarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Formam fam\u00edlias os Esp\u00edritos que a analogia dos gostos, a identidade do progresso moral e a afei\u00e7\u00e3o induzem a reunir-se. Esses mesmos Esp\u00edritos, em suas migra\u00e7\u00f5es terrenas, se buscam, para se gruparem, como o fazem no espa\u00e7o, originando-se da\u00ed as fam\u00edlias unidas e homog\u00eaneas. Se, nas suas peregrina\u00e7\u00f5es, acontece ficarem temporariamente separados, mais tarde tornam a encontrar-se, venturosos pelos novos progressos que realizaram. Mas, como n\u00e3o lhes cumpre trabalhar apenas para si, permite Deus que Esp\u00edritos menos adiantados encarnem entre eles, a fim de receberem conselhos e bons exemplos, a bem de seu progresso. Esses Esp\u00edritos se tornam, por vezes, causa de perturba\u00e7\u00e3o no meio daqueles outros, o que constitui para estes a prova e a tarefa a desempenhar.<\/p>\n<p>Acolhei-os, portanto, como irm\u00e3os; auxiliai-os, e depois, no mundo dos Esp\u00edritos, a fam\u00edlia se felicitar\u00e1 por haver salvo alguns n\u00e1ufragos que, a seu turno, poder\u00e3o salvar outros. &#8211;<i>Santo Agostinho. <\/i>(Paris, 1862.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INSTRU\u00c7\u00d5ES DOS ESP\u00cdRITOS &#8211; O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap\u00edtulo XIV A ingratid\u00e3o dos filhos e os la\u00e7os de fam\u00edlia 9. A ingratid\u00e3o \u00e9 um dos frutos mais diretos do ego\u00edsmo. Revolta sempre os cora\u00e7\u00f5es honestos. 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