{"id":8383,"date":"2019-05-04T08:28:29","date_gmt":"2019-05-04T11:28:29","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=8383"},"modified":"2019-05-04T08:28:29","modified_gmt":"2019-05-04T11:28:29","slug":"uma-carta-para-o-sr-allan-kardec","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/uma-carta-para-o-sr-allan-kardec\/","title":{"rendered":"Uma carta para o Sr Allan Kardec"},"content":{"rendered":"<div class=\"xg_theme\" data-layout-pack=\"benedick\">\n<div id=\"xg_themebody\">\n<div id=\"xg\" class=\"xg_widget_profiles xg_widget_profiles_blog xg_widget_profiles_blog_show\">\n<div id=\"xg_body\">\n<div id=\"column1\" class=\"xg_column xg_span-16\">\n<div id=\"xg_canvas\" class=\"xj_canvas\">\n<div class=\"xg_module xg_blog xg_blog_detail xg_blog_mypage xg_module_with_dialog\">\n<div class=\"xg_headline xg_headline-img xg_headline-2l\">\n<div class=\"tb\">\n<h1>Uma carta para o Sr Allan Kardec<\/h1>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"xg_module_body\">\n<div class=\"postbody\">\n<div class=\"xg_user_generated\">\n<p><a href=\"https:\/\/storage.ning.com\/topology\/rest\/1.0\/file\/get\/2227788303?profile=original\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align-full alignright\" src=\"https:\/\/storage.ning.com\/topology\/rest\/1.0\/file\/get\/2227788303?profile=RESIZE_710x\" width=\"212\" height=\"144\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Esp\u00edrita, naquela triste manh\u00e3 de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.<\/em><\/p>\n<p><em>Fazia frio.<\/em><\/p>\n<p><em>Muito embora a consolida\u00e7\u00e3o da Sociedade Esp\u00edrita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Esp\u00edritos Superiores lhe haviam colocado nas m\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em>A press\u00e3o aumentava&#8230;Missivas sarc\u00e1sticas avolumavam-se \u00e0 mesa.<\/em><\/p>\n<p><em>Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail &#8211; a doce Gabi -, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.<\/em><\/p>\n<p><em>O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;Sr. Allan Kardec:<\/em><\/p>\n<p><em>Respeitoso abra\u00e7o.<\/em><\/p>\n<p><em>Com a minha gratid\u00e3o, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua hist\u00f3ria, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes raz\u00f5es para isso.<\/em><\/p>\n<p><em>Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.<\/em><\/p>\n<p><em>H\u00e1 cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal. Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperan\u00e7a, quando, no in\u00edcio deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira mol\u00e9stia.<\/em><\/p>\n<p><em>Meu desespero foi indescrit\u00edvel e julguei-me condenado ao desamparo extremo.<\/em><\/p>\n<p><em>Sem confian\u00e7a em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as d\u00favidas aflitivas de nosso s\u00e9culo, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade&#8230;A prova da separa\u00e7\u00e3o vencera-me, e eu n\u00e3o passava, agora, de trapo humano.<\/em><\/p>\n<p><em>Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e r\u00edspido, amea\u00e7ava-me com a dispensa.<\/em><\/p>\n<p><em>Minhas for\u00e7as fugiam.<\/em><\/p>\n<p><em>Namorara diversas vezes o Sena e acabei planeando o suic\u00eddio. &#8220;Seria f\u00e1cil, n\u00e3o sei nadar&#8221;- pensava.<\/em><\/p>\n<p><em>Sucediam-se noites de ins\u00f4nia e dias de ang\u00fastia. Em madrugada fria, quando as preocupa\u00e7\u00f5es e o des\u00e2nimo me dominaram mais fortemente, busquei a ponte Marie.<\/em><\/p>\n<p><em>Olhei em torno, contemplando a corrente&#8230; E, ao fixar a m\u00e3o direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos p\u00e9s.<\/em><\/p>\n<p><em>Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.<\/em><\/p>\n<p><em>Tomei o volume nas m\u00e3os e, procurando a luz morti\u00e7a do poste vizinho, pude ler, logo no frontisp\u00edcio, entre irritado e curioso:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com aten\u00e7\u00e3o e tenha bom proveito. &#8211; A. Laurent.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>Estupefato, li a obra &#8211; &#8220;O Livro dos Esp\u00edritos&#8221; &#8211; ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo \u00e0s suas m\u00e3os abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>Ainda constava da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endere\u00e7o do remetente.<\/em><\/p>\n<p><em>O Codificador desempacotou, ent\u00e3o, um exemplar de &#8220;O Livro dos Esp\u00edritos&#8221; ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseud\u00f4nimo e na p\u00e1gina do frontisp\u00edcio, levemente manchada, leu com emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a observa\u00e7\u00e3o a que o missivista se referira, mas tamb\u00e9m outra, em letra firme:&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>Salvou-me tamb\u00e9m. Deus aben\u00e7oe as almas que cooperaram em sua publica\u00e7\u00e3o. &#8211; Joseph Perrier.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>Ap\u00f3s a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banh\u00e1-lo por dentro&#8230;Aconchegando o livro ao peito, raciocinava, n\u00e3o mais em termos de des\u00e2nimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperan\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><em>Era preciso continuar, desculpar as inj\u00farias, abra\u00e7ar o sacrif\u00edcio e desconhecer as pedradas&#8230;Diante de seu esp\u00edrito turbilhonava o mundo necessitado de renova\u00e7\u00e3o e consolo.<\/em><\/p>\n<p><em>Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela \u00e0 sua frente, contemplando a via p\u00fablica, onde passavam oper\u00e1rios e mulheres do povo, crian\u00e7as e velhinhos&#8230;O not\u00e1vel obreiro da Grande Revela\u00e7\u00e3o respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o servi\u00e7o costumeiro, levou o len\u00e7o aos olhos e limpou uma l\u00e1grima&#8230;&#8221;\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>(Hil\u00e1rio Silva &#8211; O Esp\u00edrito da Verdade, 52, FEB)<\/em><a href=\"https:\/\/storage.ning.com\/topology\/rest\/1.0\/file\/get\/2227788303?profile=original\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma carta para o Sr Allan Kardec Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Esp\u00edrita, naquela triste manh\u00e3 de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado. 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