{"id":8979,"date":"2019-09-26T09:52:31","date_gmt":"2019-09-26T12:52:31","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=8979"},"modified":"2019-09-26T09:52:31","modified_gmt":"2019-09-26T12:52:31","slug":"os-espiritos-inferiores-por-leon-denis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/os-espiritos-inferiores-por-leon-denis\/","title":{"rendered":"OS ESP\u00cdRITOS INFERIORES &#8211; por L\u00e9on Denis"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\">OS ESP\u00cdRITOS INFERIORES &#8211; por L\u00e9on Denis<\/h1>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/scontent.fssz2-1.fna.fbcdn.net\/v\/t1.0-9\/70785730_2392520427497245_7745094256926130176_n.jpg?_nc_cat=104&amp;_nc_eui2=AeGpN9F1MTBP0cu7KBr-piaFkM3OYOg80jmWZ-lz0P9v8s2gDJ4akDgqN6LVe3rRcQZ3laTDkPyOWWdG3XifFqUJEwxXUE1QZJNa3INIrdiVlw&amp;_nc_oc=AQmp72esUcD4VRpvh2uXE_Dp4XQbuTxEx8SGzHL78qMDlrdUDrc5Tu-UxVtUaSdrN38&amp;_nc_pt=1&amp;_nc_ht=scontent.fssz2-1.fna&amp;oh=f50cfbc79c8f9aa7e2162ba71a7d2172&amp;oe=5E355EDA\" alt=\"A imagem pode conter: texto e atividades ao ar livre\" width=\"388\" height=\"288\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><em>Os Esp\u00edritos\nInferiores<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O Esp\u00edrito puro traz em si pr\u00f3prio sua luz e sua felicidade, que o seguem por toda parte e lhe Integram o ser. Assim tamb\u00e9m o Esp\u00edrito culpado consigo arrasta a pr\u00f3pria noite, seu castigo, seu opr\u00f3brio. Pelo fato de n\u00e3o serem materiais, n\u00e3o deixam de ser ardentes os sofrimentos das almas perversas.<br \/> <br \/> O inferno \u00e9 mais Que um lugar quim\u00e9rico um produto de imagina\u00e7\u00e3o, um espantalho talvez necess\u00e1rio para conter os povos na Inf\u00e2ncia, por\u00e9m que, neste sentido, nada tem de real.<br \/> <br \/> \u00c9 completamente outro o ensino dos Esp\u00edritos sobre os tormentos da vida futura; ai n\u00e3o figuram hip\u00f3teses.<br \/> <br \/> Esses sofrimentos, com efeito, s\u00e3o-nos descritos por aqueles mesmos que os suportam, assim como outros v\u00eam patentear-nos a sua ventura. Nada \u00e9 imposto por uma Vontade arbitr\u00e1ria; nenhuma senten\u00e7a \u00e9 pronunciada o Esp\u00edrito sofre as consequ\u00eancias naturais de seus atos, que, recaindo sobre ele pr\u00f3prio, o glorifica ou acabrunham. O ser padece na vida de al\u00e9m-t\u00famulo n\u00e3o s\u00f3 pelo mal que fez, mas tamb\u00e9m por sua ina\u00e7\u00e3o e fraqueza.<br \/> <br \/> Enfim, essa vida \u00e9 obra sua: tal qual ele a produziu. O sofrimento \u00e9 inerente ao estado de imperfei\u00e7\u00e3o, mas atenua-se com o progresso e desaparece quando o Esp\u00edrito vence a mat\u00e9ria.<br \/> <br \/> A puni\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito mau continua n\u00e3o s\u00f3 na vida espiritual, mas, ainda, nas encarna\u00e7\u00f5es sucessivas que o levam a mundos inferiores, onde a exist\u00eancia \u00e9 prec\u00e1ria e a dor reina soberanamente; mundos que podemos qualificar de infernos.<br \/> <br \/> A Terra, em certos pontos de vista, deve entrar nessa categoria.<br \/> <br \/> Ao redor desses orbes, gal\u00e9s rolando na imensidade, flutuam legi\u00f5es sombrias de Esp\u00edritos Imperfeitos, esperando a hora da reencarna\u00e7\u00e3o.<br \/> <br \/> Vimos quanto \u00e9 penosa, prolongada, cheia de perturba\u00e7\u00e3o e ang\u00fastia, a fase do desprendimento corporal para o Esp\u00edrito entregue \u00e0s m\u00e1s paix\u00f5es. A ilus\u00e3o da vida terrena prossegue para ele durante anos. Incapaz de compreender o seu estado e de quebrar os la\u00e7os que o tolhem, nunca elevando sua intelig\u00eancia e seu sentimento al\u00e9m do c\u00edrculo estreito de sua exist\u00eancia, continua a viver, como antes da morte, escravizado aos seus h\u00e1bitos, \u00e0s suas inclina\u00e7\u00f5es, indignando-se porque seus companheiros parecem n\u00e3o mais v\u00ea-lo nem ouvi-lo, errante, triste, sem rumo, sem esperan\u00e7a, nos lugares que lhe foram familiares.<br \/> <br \/> S\u00e3o as almas penadas, cuja presen\u00e7a j\u00e1 de h\u00e1 muito se tem<br \/> suspeitado em certas resid\u00eancias, e cuja realidade \u00e9 demonstrada diariamente por muitas e ruidosas manifesta\u00e7\u00f5es.<br \/> <br \/> A situa\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito depois da morte \u00e9 resultante das aspira\u00e7\u00f5es e gostos que ele desenvolveu em si. Aquele que concentrou todas as suas alegrias, toda a sua ventura nas coisas deste mundo, nos bens terrestres, sofre cruelmente desde que disso se v\u00ea privado. Cada paix\u00e3o tem em si mesmo a sua puni\u00e7\u00e3o.<br \/> <br \/> O Esp\u00edrito que n\u00e3o soube libertar-se dos apetites grosseiros e dos desejos brutais torna-se destes um joguete, um escravo.<br \/> <br \/> Seu supl\u00edcio \u00e9 estar atormentado por eles sem os poder saciar.<br \/> <br \/> Pungente \u00e9 a desola\u00e7\u00e3o do avarento, que v\u00ea dispersar-se o ouro e os bens que amontoou. A estes se apega apesar de tudo, entregue a uma terr\u00edvel ansiedade, a transportes de indescrit\u00edvel furor.<br \/> <br \/> Igualmente digna de piedade \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o dos grandes orgulhosos, dos que abusaram da fortuna e de seus t\u00edtulos, s\u00f3 pensando na gl\u00f3ria e no bem estar, desprezando os pequenos, oprimindo os fracos. Para eles n\u00e3o mais existem os cortes\u00f5es servis, a criadagem desvelada, os pal\u00e1cios, os costumes suntuosos. Privados de tudo o que lhes fazia a grandeza na Terra, a solid\u00e3o e o abandono esperam-no no espa\u00e7o. Se as massas novamente os seguem \u00e9 para lhes confundir o orgulho e acabrunh\u00e1-los de zombarias.<br \/> <br \/> Mais tremenda ainda \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos cru\u00e9is e rapaces, dos criminosos de qualquer esp\u00e9cie que sejam, dos que fizeram correr sangue ou calcaram a justi\u00e7a aos p\u00e9s. Os lamentos de suas v\u00edtimas, as maldi\u00e7\u00f5es das vi\u00favas e dos \u00f3rf\u00e3os soam aos seus ouvidos durante um tempo que se lhes afigura a eternidade. Sombras ir\u00f4nicas e amea\u00e7adoras os rodeiam e os perseguem sem descanso.<br \/> <br \/> N\u00e3o pode haver para eles um retiro assaz profundo e oculto; em v\u00e3o, procuram o repouso e o esquecimento. A entrada numa vida obscura, a mis\u00e9ria, o abatimento, a escravid\u00e3o somente lhes poder\u00e3o atenuar os males.<br \/> <br \/> Nada iguala a vergonha, o terror da alma que, diante de si, v\u00ea elevar-se sem cessar as suas exist\u00eancias culpadas, as cenas de assass\u00ednios e de espolia\u00e7\u00e3o, pois se sente descoberta, penetrada por uma luz que faz reviver as suas mais secretas recorda\u00e7\u00f5es. A lembran\u00e7a, esse aguilh\u00e3o incandescente, a queima e despeda\u00e7a.<br \/> <br \/> Quando se experimenta esse sofrimento, devemos compreender e louvar a Provid\u00eancia Divina, que, no-lo poupando durante a vida terrena, nos d\u00e1 assim, com a calma de esp\u00edrito, uma liberdade maior de a\u00e7\u00e3o, para trabalharmos em nosso aperfei\u00e7oamento.<br \/> <br \/> Os ego\u00edstas, os homens exclusivamente preocupados com seus prazeres e interesses, preparam tamb\u00e9m um penoso futuro. S\u00f3 tendo amado a si pr\u00f3prios, n\u00e3o tendo ajudado, consolado, aliviado pessoa alguma, do mesmo modo n\u00e3o encontram nem simpatias nem aux\u00edlios nem socorro nessa nova vida.<br \/> <br \/> Insulados, abandonados, para eles o tempo corre uniforme, mon\u00f3tono e lento. Experimentam triste enfado, uma Incerteza cheia de ang\u00fastias. O arrependimento de haverem perdido tantas horas, desprezado uma exist\u00eancia, o \u00f3dio dos interesses miser\u00e1veis que os absorveram, tudo isso devora e consome essas almas.<br \/> <br \/> Sofrem na erraticidade at\u00e9 que um pensamento caridoso os toque e luza em sua noite como um ralo de esperan\u00e7a; at\u00e9 que, pelos conselhos de um Esp\u00edrito, rompam, por sua vontade, a rede flu\u00eddica que os envolve e decidam-se a entrar em melhor caminho.<br \/> <br \/> A situa\u00e7\u00e3o dos suicidas tem analogia com a dos criminosos; muitas vezes, \u00e9 ainda pior. O suic\u00eddio \u00e9 uma covardia, um crime cujas consequ\u00eancias s\u00e3o terr\u00edveis. Segundo a express\u00e3o de um Esp\u00edrito, o suicida n\u00e3o foge ao sofrimento sen\u00e3o para encontrar a tortura. Cada um de n\u00f3s tem deveres, uma miss\u00e3o a cumprir na Terra, provas a suportar para nosso pr\u00f3prio bem e eleva\u00e7\u00e3o.<br \/> <br \/> Procurar subtrair-se, libertar-se dos males terrestres antes do tempo marcado \u00e9 violar a lei natural, e cada atentado contra essa lei traz para o culpado uma violenta rea\u00e7\u00e3o.<br \/> <br \/> O suic\u00eddio n\u00e3o p\u00f5e termo aos sofrimentos f\u00edsicos nem morais. O Esp\u00edrito fica ligado a esse corpo carnal que esperava destruir; experimenta, lentamente, todas as fases de sua decomposi\u00e7\u00e3o; as sensa\u00e7\u00f5es dolorosas multiplicam-se, em vez de diminu\u00edrem. Longe de abreviar sua prova, ele a prolonga indefinidamente; seu mal-estar, sua perturba\u00e7\u00e3o persiste por muito tempo depois da destrui\u00e7\u00e3o do inv\u00f3lucro carnal.<br \/> <br \/> Dever\u00e1 enfrentar novamente as provas \u00e0s quais supunha poder escapar com a morte e que foram geradas pelo seu passado. Ter\u00e1 de suport\u00e1-las em piores condi\u00e7\u00f5es, refazer, passo a passo, o caminho semeado de obst\u00e1culos, e para Isso sofrer\u00e1 uma encarna\u00e7\u00e3o mais penosa ainda que aquela \u00e0 qual pretendeu fugir.<br \/> <br \/> S\u00e3o espantosas as torturas dos que acabam de ser supliciados, e as descri\u00e7\u00f5es que delas nos fazem certos assassinos c\u00e9lebres podem comover os cora\u00e7\u00f5es mais duros, mostrando \u00e0 justi\u00e7a humana os tristes efeitos da pena de morte. A maioria desses infelizes acha-se entregue a uma excita\u00e7\u00e3o aguda, a sensa\u00e7\u00f5es atrozes que os tornam furiosos.<br \/> <br \/> O horror de seus crimes, a vis\u00e3o de suas v\u00edtimas, que parecem persegui-los e trespass\u00e1-los como uma espada, alucina\u00e7\u00f5es e sonhos horrendos, tal \u00e9 a sorte que os aguarda. Muitos, buscando um derivativo a seus males, lan\u00e7am-se aos encarnados de tend\u00eancias semelhantes e os impelem ao crime.<br \/> <br \/> Outros, devorados pelo fogo inextingu\u00edvel dos remorsos, procuram, sem tr\u00e9guas, um ref\u00fagio que n\u00e3o podem encontrar. Sob seus passos, ao seu redor, por toda parte, eles julgam ver cad\u00e1veres, figuras amea\u00e7adoras e lagos de sangue.<br \/> <br \/> Os Esp\u00edritos maus sobre os quais recai o peso acabrunhador de suas faltas n\u00e3o podem prever o futuro; nada sabem das leis superiores. Os flu\u00eddos que os envolvem privam-nos de toda rela\u00e7\u00e3o com os Esp\u00edritos elevados que queiram arranc\u00e1-los \u00e0 sua in\u00e9rcia, \u00e0s suas inclina\u00e7\u00f5es, pois isso lhes \u00e9 dif\u00edcil por causa de sua natureza grosseira, quase material, e do limitado campo de suas percep\u00e7\u00f5es; resulta da\u00ed uma ignor\u00e2ncia completa da pr\u00f3pria sorte e uma tend\u00eancia para acreditarem que s\u00e3o eternos os seus sofrimentos.<br \/> <br \/> Alguns, imbu\u00eddos ainda de preju\u00edzos cat\u00f3licos, sup\u00f5em e dizem viver no inferno. Devorados pela inveja e pelo \u00f3dio, muitos, a fim de se distra\u00edrem de suas afli\u00e7\u00f5es, procuram os homens fracos e inclinados ao mal. Apegam-se a eles e lhes insuflam funestas aspira\u00e7\u00f5es. Destes excessos, por\u00e9m, adv\u00eam-lhes, pouco a pouco, novos sofrimentos. A rea\u00e7\u00e3o do mal causado prende-os numa rede de flu\u00eddos mais sombrios. As trevas se fazem mais completas; um c\u00edrculo estreito forma-se e \u00e0 sua frente levanta-se o dilema da reencarna\u00e7\u00e3o penosa, dolorosa.<br \/> <br \/> Mais calmos s\u00e3o aqueles a quem o arrependimento tocou e que, resignados, v\u00eaem chegar o tempo das provas ou est\u00e3o resolvidos a satisfazer a eterna justi\u00e7a. O remorso, como uma p\u00e1lida claridade, esclarece vagamente sua alma, permite que os bons Esp\u00edritos falem ao seu entendimento, animando-os e aconselhando-os.<br \/> <br \/> Do livro &#8211; Depois da Morte (L\u00e9on Denis) Cap.36 &#8220;Os Esp\u00edritos Inferiores\u201d<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OS ESP\u00cdRITOS INFERIORES &#8211; por L\u00e9on Denis Os Esp\u00edritos Inferiores O Esp\u00edrito puro traz em si pr\u00f3prio sua luz e sua felicidade, que o seguem por toda parte e lhe Integram o ser. 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