{"id":9009,"date":"2019-10-13T16:18:03","date_gmt":"2019-10-13T19:18:03","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=9009"},"modified":"2019-10-13T16:21:36","modified_gmt":"2019-10-13T19:21:36","slug":"vaidade-ou-inveja-por-vladimir-alexei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/vaidade-ou-inveja-por-vladimir-alexei\/","title":{"rendered":"VAIDADE OU INVEJA? (por Vladimir Alexei)"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>VAIDADE OU INVEJA? (por Vladimir Alexei)<\/p><p><a>Publicado por <\/a><a href=\"http:\/\/www.redeamigoespirita.com.br\/profile\/JoseAparecidodosSantos\">Amigo Esp\u00edrita<\/a><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright is-resized\"><a href=\"https:\/\/storage.ning.com\/topology\/rest\/1.0\/file\/get\/1074321468?profile=original\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/storage.ning.com\/topology\/rest\/1.0\/file\/get\/1074321468?profile=RESIZE_710x\" alt=\"\" width=\"311\" height=\"175\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Vaidade ou inveja?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vladimir Alexei<\/p>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte das Minas Gerais,<\/p>\n\n\n\n<p>15 de fevereiro de 2019<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento esp\u00edrita brasileiro tamb\u00e9m tem sido sacudido pelas mudan\u00e7as e transforma\u00e7\u00f5es vigentes no mundo. Isso causa dor e alegria. Dor porque o processo de mudan\u00e7a exige adapta\u00e7\u00e3o. Alegria porque vislumbram-se novos horizontes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ulrich Beck (2016), ousou dizer \u2013 e defendeu a sua ousadia \u2013, que n\u00e3o se trata de mudan\u00e7a ou transforma\u00e7\u00e3o e sim \u201cmetamorfose\u201d. Na busca por explicar o processo que se vive na atualidade, o autor alegou \u201cfal\u00eancia\u201d de defini\u00e7\u00f5es. Se ele tivesse conhecido a doutrina esp\u00edrita, talvez compreendesse que se trata de um per\u00edodo de \u201cregenera\u00e7\u00e3o\u201d com profundos ajustes acontecendo em diversos campos da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a no movimento esp\u00edrita vem ocorrendo a partir do enfraquecimento de institui\u00e7\u00f5es seculares, que antes ditavam o ritmo da divulga\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria e consequentemente dos seus profitentes. A rede mundial de computadores (www.), encurtou dist\u00e2ncias e permitiu a prolifera\u00e7\u00e3o de pensamentos e sentimentos que demonstram necessidades diferentes daquela estrutura patriarcal estabelecida no campo f\u00edsico. O exemplo da Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 inequ\u00edvoco: o Papa \u201csaiu\u201d do Vaticano pelas redes sociais e conseguiu arrebanhar mais simpatizantes do que se estivesse apenas em seu trono dourado. Ele apresentou ao mundo um pensamento contempor\u00e2neo, sensibilidade e fraternidade, pautados nas diretrizes do Cristo. Ali\u00e1s, ele foi ousado e demonstrou riqueza de car\u00e1ter quando trocou o trono de ouro, por uma cadeira de espaldar alto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990, palestrante esp\u00edrita conhecido em todo Brasil era o Divaldo Franco. Um ou outro, de forma volunt\u00e1ria e an\u00f4nima, se deslocava pelo pa\u00eds, sem proje\u00e7\u00e3o como ocorreu com Divaldo. Divaldo n\u00e3o chegou a ser o que \u00e9, em termos de divulga\u00e7\u00e3o, de um dia para o outro. Fez o seu trabalho com uma vida de dedica\u00e7\u00e3o. H\u00e1 quem goste e aqueles que n\u00e3o gostam do trabalho de divulga\u00e7\u00e3o realizado por ele. \u00c9 um direito de cada um pensar diferente. \u00c9 oportuno dizer, em tempos obtusos, que pensar diferente n\u00e3o significa desrespeitar. Criticar o trabalho n\u00e3o significa diminuir o trabalhador, apenas apresentar outros entendimentos sobre o assunto. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha de divulga\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria, via rede mundial, muitos nomes surgiram com contribui\u00e7\u00f5es relevantes para que o pensamento esp\u00edrita pudesse alcan\u00e7ar cora\u00e7\u00f5es sofridos e auxili\u00e1-los no processo reeducativo por meio de palestras, semin\u00e1rios e congressos. Os congressos, ditos, \u201cesp\u00edritas\u201d, se perderam em pompas e circunst\u00e2ncias totalmente materialistas, em lugares amplos, para arrebanhar grupos dispostos a pagar e fazer circular moedas entre palestras, atividades e din\u00e2micas.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe, na rede mundial de computadores, trabalhadores esp\u00edritas contabilizando quantas palestras e quantas pessoas participaram de suas atividades ao longo de uma vida, como se esse \u201cquantitativo\u201d significasse \u201cprogresso espiritual\u201d. Pasmem: existem ainda, canais de v\u00eddeo na rede, de esp\u00edritas, que aceitam ofertas financeiras, como uma esp\u00e9cie de \u201cleil\u00e3o\u201d, para que as perguntas dos ouvintes que ofertaram, sejam atendidas pelo expositor. Ser\u00e1 que, \u00e0s custas de um internauta, vale a pena manter uma estrutura \u201cprofissional\u201d para se divulgar opini\u00f5es pessoais? Porque n\u00e3o s\u00e3o estudos doutrin\u00e1rios e sim, \u201cbate-papos\u201d com \u201cfamosos\u201d. S\u00e3o momentos de tietagem, estimulados pela simpatia e educa\u00e7\u00e3o dos expositores que se prestam a esse papel, de receber dinheiro por causa da estrutura que se montou.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso nos remete ao pensamento de Allan Kardec quando proferiu uma \u201calocu\u00e7\u00e3o\u201d (discurso curto, pronunciado em solenidades), para os esp\u00edritas de Bruxelas e Antu\u00e9rpia, narrado na Revista Esp\u00edrita de novembro de 1864. Kardec ao cumprimentar os esp\u00edritas daquelas localidades, demonstrou alegria s\u00f3bria ao informar que ele teria direito de envaidecer-se pela acolhida daqueles Irm\u00e3os, mas ele sabia que aqueles testemunhos \u201cse dirigiam menos ao homem do que \u00e0 Doutrina, da qual&nbsp;<strong>sou humilde representante<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Onde h\u00e1 humildade nesses Congressos ou Semin\u00e1rios ou Palestras virtuais em que os expositores se colocam como \u201cseres mission\u00e1rios\u201d? Que falam que os outros s\u00e3o vaidosos, mas incapazes de reconhecerem a pr\u00f3pria vaidade?<\/p>\n\n\n\n<p>No passado, os Congressos Esp\u00edritas produziam&nbsp;<strong>anais<\/strong>. Os primeiros registros sobre \u201canais\u201d datam da Roma Antiga e hoje seriam registros de&nbsp;<strong>trabalhos cient\u00edficos<\/strong>&nbsp;publicados no contexto do evento. Se o congresso esp\u00edrita n\u00e3o tem o cunho de apresentar trabalhos cient\u00edficos, fruto de estudos mais elaborados, ele serve para o que? Angariar fundos para institui\u00e7\u00f5es privadas ou interesses pessoais? O objetivo de Allan Kardec realizar visitas aos centros esp\u00edritas, ainda no relato de sua viagem de 1864, era para, \u201cal\u00e9m de contribu\u00edrem para&nbsp;<strong>estreitar os la\u00e7os de fraternidade<\/strong>&nbsp;entre os adeptos\u201d, colher&nbsp;<strong>elementos de observa\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<strong>e de estudo.<\/strong>&nbsp;Os elementos que se colhem na atualidade, demonstram total diverg\u00eancia com os princ\u00edpios postulados pela Doutrina Esp\u00edrita. S\u00e3o a\u00e7\u00f5es motivadas por interesses pessoais, ainda que traduzidos ou motivados por causas &#8220;nobres&#8221;. Nobre \u00e9 o que o Cristo disse:&nbsp;<em>&#8220;n\u00e3o saiba vossa m\u00e3o esquerda o que faz a direita&#8221;<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto de Allan Kardec \u00e9 perfeito para a atualidade. Para concluir essa ilustra\u00e7\u00e3o, Kardec diz o seguinte: \u201c<strong>Est\u00e1 provado que o Espiritismo \u00e9 mais entravado pelos que o compreendem mal do que pelos que n\u00e3o o compreendem absolutamente (&#8230;).\u201d<\/strong>&nbsp;Uma divulga\u00e7\u00e3o malfeita, com valoriza\u00e7\u00e3o do \u201camor pr\u00f3prio\u201d, aquele que se traduz por pessoas que \u201cse acham\u201d detentoras do conhecimento esp\u00edrita, causa essa perda de refer\u00eancia doutrin\u00e1ria que se encontra no movimento esp\u00edrita brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O que fazer ent\u00e3o? Essa pergunta paira no ar, a cada reflex\u00e3o, porque remete a outro pensamento: seria inveja? \u00c9 poss\u00edvel, por que n\u00e3o? Cabe an\u00e1lise pela relev\u00e2ncia do tema. Se estiv\u00e9ssemos na mesma condi\u00e7\u00e3o, ter\u00edamos feito diferente? Com esse entendimento, ousaria dizer que far\u00edamos diferente, at\u00e9 por ver tudo isso. Entretanto, n\u00e3o \u00e9 um caminho f\u00e1cil de se modificar. O despreparo do esp\u00edrita \u00e9 t\u00e3o grande que as repercuss\u00f5es ocorrem no campo pessoal: relacionamentos desfeitos, empregos que se modificam, filhos que se rebelam, olhares de desconfian\u00e7a, depress\u00e3o, ansiedade e uma s\u00e9rie de outras sequelas que podem ser observadas. Ser\u00e1 que estamos realmente preparados para uma&nbsp;<strong>profiss\u00e3o de f\u00e9 Esp\u00edrita<\/strong>? &#8220;Abrir m\u00e3o&#8221; do que \u00e9 politicamente ou convenientemente adequado, no plano terreno, para as conquistas do esp\u00edrito?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio e premente que se modifique, para o bem das lideran\u00e7as que ainda conseguem lembrar, em meio aos holofotes, que a Doutrina Esp\u00edrita educa, consolando, transforma, orientando, estimula, fazendo-nos trabalhar nas fragilidades ego\u00edstas que ainda se manifestam gritantes em seus adeptos. Que essas fragilidades pessoais n\u00e3o sejam superiores ao brilho perene e regenerador da Doutrina Esp\u00edrita.&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vladimir Alexei<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VAIDADE OU INVEJA? (por Vladimir Alexei) Publicado por Amigo Esp\u00edrita Vaidade ou inveja? 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