{"id":951,"date":"2013-05-18T21:51:24","date_gmt":"2013-05-19T00:51:24","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=951"},"modified":"2013-05-18T21:51:24","modified_gmt":"2013-05-19T00:51:24","slug":"falar-ou-nao-falar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/falar-ou-nao-falar\/","title":{"rendered":"Falar ou n\u00e3o falar?"},"content":{"rendered":"<p><b>Falar ou n\u00e3o falar?<\/b><\/p>\n<p>Orson Peter Carrara\u00a0e Am\u00e9rico Sucena<\/p>\n<p>Eis uma quest\u00e3o muito delicada. Como agir diante de circunst\u00e2ncias, fatos, posturas que denotem conduta inadequada? Quando devemos e como fazermos para chamar a aten\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m por comportamentos que comprometem a seguran\u00e7a e paz de outras criaturas, por exemplo? Ou, de algu\u00e9m que se rebela diante dos crit\u00e9rios de funcionamento de uma reuni\u00e3o ou institui\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>H\u00e1 que se considerar que cada caso \u00e9 um caso por si s\u00f3. H\u00e1 agravantes, atenuantes, caracter\u00edsticas pr\u00f3prias e peculiaridades a cada situa\u00e7\u00e3o que nunca permitem estabelecer-se uma receita pronta que resolva todas as ocorr\u00eancias. Por isso recorramos \u00e0 Doutrina Esp\u00edrita.<\/p>\n<p>O cap\u00edtulo X de\u00a0<b>O Evangelho Segundo o Espiritismo<\/b>\u00a0traz importante contribui\u00e7\u00e3o ao estudo do tema. Kardec o intitulou Bem Aventurados Aqueles que s\u00e3o Misericordiosos, inserindo instru\u00e7\u00f5es dos esp\u00edritos\u00a0sobre o perd\u00e3o, a indulg\u00eancia, reconcilia\u00e7\u00e3o com os advers\u00e1rios e suas pr\u00f3prias an\u00e1lises, inclusive tamb\u00e9m sobre o ensino de Jesus do N\u00e3o Julgueis.<\/p>\n<p>Para an\u00e1lise e reflex\u00e3o geral, por\u00e9m, transcrevemos abaixo as instru\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito S\u00e3o Luiz pertinentes \u00e0 delicada quest\u00e3o e constantes do final do referido cap\u00edtulo (os grifos s\u00e3o nossos):<\/p>\n<p><i>\u201c(&#8230;)\u00a0<b>\u00c9 permitido repreender os outros, notar as imperfei\u00e7\u00f5es de outrem, divulgar o mal de outrem?<\/b>\u00a0\u00a0<\/i><\/p>\n<p><i><br \/>\n19. Ningu\u00e9m sendo perfeito, seguir-se-\u00e1 que ningu\u00e9m tem o direito de repreender o seu pr\u00f3ximo? Certamente que\u00a0<b>n\u00e3o \u00e9 essa a conclus\u00e3o a tirar-se<\/b>, porquanto cada um de v\u00f3s deve trabalhar pelo progresso de todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada. Mas, por isso mesmo,<b>\u00a0deveis faz\u00ea-lo com modera\u00e7\u00e3o, para um fim \u00fatil, e n\u00e3o, como as mais das vezes, pelo prazer de denegrir<\/b>. Neste \u00faltimo caso, a repreens\u00e3o \u00e9 uma maldade;\u00a0<b>no primeiro, \u00e9 um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado poss\u00edvel<\/b>. Ao demais, a censura que algu\u00e9m fa\u00e7a a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la a si pr\u00f3prio, procurando saber se n\u00e3o a ter\u00e1 merecido.<\/i>\u00a0\u2014 S. Lu\u00eds. (Paris, 1860.)<\/p>\n<p><i>20. Ser\u00e1 repreens\u00edvel notarem-se as imperfei\u00e7\u00f5es dos outros, quando da\u00ed nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que n\u00e3o sejam divulgadas? Tudo depende da inten\u00e7\u00e3o. Decerto, a ningu\u00e9m \u00e9 defeso ver o mal, quando ele existe.\u00a0<b>Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte s\u00f3 o bem. Semelhante ilus\u00e3o prejudicaria o progresso. O erro est\u00e1 no fazer-se que a observa\u00e7\u00e3o redunde em detrimento do pr\u00f3ximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opini\u00e3o geral<\/b>.\u00a0 Igualmente repreens\u00edvel seria faz\u00ea-lo algu\u00e9m apenas para dar expans\u00e3o a um sentimento de malevol\u00eancia e \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o de apanhar os outros em falta. D\u00e1-se inteiramente o contr\u00e1rio quando, estendendo sobre o mal um v\u00e9u, para que o p\u00fablico n\u00e3o o veja, aquele que note os defeitos do pr\u00f3ximo o fa\u00e7a em seu proveito pessoal, isto \u00e9, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Essa observa\u00e7\u00e3o, em suma, n\u00e3o \u00e9 proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se n\u00e3o estudasse os modelos?<\/i>\u00a0\u2014 S. Lu\u00eds. (Paris, 1860.)<\/p>\n<p><i>21. Haver\u00e1 casos em que convenha se desvende o mal de outrem? \u00c9 muito delicada esta quest\u00e3o e, para resolv\u00ea-la, necess\u00e1rio se torna apelar para a caridade bem compreendida.<br \/>\nSe as imperfei\u00e7\u00f5es de uma pessoa s\u00f3 a ela prejudicam, nenhuma utilidade haver\u00e1 nunca em divulg\u00e1-la. Se, por\u00e9m, podem acarretar preju\u00edzo a terceiros, deve-se atender de prefer\u00eancia ao interesse do maior n\u00famero.\u00a0<b>Segundo as circunst\u00e2ncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas v\u00edtimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes<\/b>.<\/i>\u00a0\u2014 S\u00e3o Lu\u00eds. (Paris, 1860.)\u201d.<br \/>\nEis o grande desafio: perceber realmente essa observa\u00e7\u00e3o final da instru\u00e7\u00e3o superior. Da\u00ed a pr\u00f3pria instru\u00e7\u00e3o acima transcrita destacar:\u00a0<i>\u00c9 muito delicada esta quest\u00e3o e, para resolv\u00ea-la, necess\u00e1rio se torna apelar para a caridade bem compreendida.<\/i>\u00a0\u00a0 \u00a0A caridade bem compreendida engloba, conforme a entendia Jesus\u00a0<i>o perd\u00e3o das ofensas, a benevol\u00eancia para com todos e a indulg\u00eancia para com as faltas alheias<\/i>, conforme ensino da quest\u00e3o 886 de\u00a0<b>O Livro dos Esp\u00edritos<\/b>, onde Kardec acrescenta como coment\u00e1rio pessoal: \u201c(&#8230;) amar ao pr\u00f3ximo \u00e9 fazer-lhe todo o bem que est\u00e1 ao nosso alcance e que gostar\u00edamos nos fosse feito a n\u00f3s mesmos. (&#8230;)\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, o tema tamb\u00e9m \u00e9 abordado na quest\u00e3o 903 de\u00a0<b>O Livro dos Esp\u00edritos<\/b>:<\/p>\n<p><i>\u201c903. Incorre em culpa o homem, por estudar os defeitos alheios? Incorrer\u00e1 em grande culpa, se o fizer para os criticar e divulgar, porque ser\u00e1 faltar com a caridade. Se o fizer, para tirar da\u00ed proveito, para evit\u00e1-los, tal estudo poder\u00e1 ser-lhe de alguma utilidade. Importa, por\u00e9m, n\u00e3o esquecer que a indulg\u00eancia para com os defeitos de outrem \u00e9 uma das virtudes contidas na caridade. Antes de censurardes as imperfei\u00e7\u00f5es dos outros, vede se de v\u00f3s n\u00e3o poder\u00e3o dizer o mesmo. Tratai, pois, de possuir as qualidades opostas aos defeitos que criticais no vosso semelhante. Esse o meio de vos tornardes superiores a ele. Se lhe censurais o ser avaro, sede generosos; se o ser orgulhoso, sede humildes e modestos; se o ser \u00e1spero, sede brandos; se o proceder com pequenez, sede grandes em todas as vossas a\u00e7\u00f5es. Numa palavra, fazei por maneira que se n\u00e3o vos possam aplicar estas palavras de Jesus: V\u00ea o argueiro no olho do seu vizinho e n\u00e3o v\u00ea a trave no seu pr\u00f3prio.\u201d<\/i><br \/>\nPortanto, haver\u00e1 casos e casos, mas sempre a caridade dever\u00e1 pautar nossas a\u00e7\u00f5es, ainda que para advertir, afastar ou orientar algu\u00e9m. Muitas vezes nos depararemos com pessoas e situa\u00e7\u00f5es que trar\u00e3o preju\u00edzos a muitos e o dever da caridade imp\u00f5e nossa a\u00e7\u00e3o de\u00a0<i>Falar<\/i>\u00a0ao inv\u00e9s de\u00a0<i>N\u00e3o falar<\/i>.\u00a0 Por\u00e9m, sem interferir no livre arb\u00edtrio das criaturas. E, ao mesmo tempo, usando da indulg\u00eancia, como ensinam os Bons Esp\u00edritos. Eis o desafio a nos ensinar&#8230;<\/p>\n<p>Nota: A presente mat\u00e9ria \u00e9 resultado de pesquisa e indica\u00e7\u00e3o de Am\u00e9rico Sucena e elabora\u00e7\u00e3o textual de Orson Peter Carrara.<br \/>\n<b><i>Artigo recebido do autor (Orson) com autoriza\u00e7\u00e3o de reprodu\u00e7\u00e3o<\/i><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falar ou n\u00e3o falar? Orson Peter Carrara\u00a0e Am\u00e9rico Sucena Eis uma quest\u00e3o muito delicada. Como agir diante de circunst\u00e2ncias, fatos, posturas que denotem conduta inadequada? 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