{"id":954,"date":"2013-05-19T08:12:57","date_gmt":"2013-05-19T11:12:57","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=954"},"modified":"2013-05-19T08:13:37","modified_gmt":"2013-05-19T11:13:37","slug":"uma-visao-da-dor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/uma-visao-da-dor\/","title":{"rendered":"Uma Vis\u00e3o da Dor"},"content":{"rendered":"<p><b>Uma Vis\u00e3o da Dor<\/b><\/p>\n<p>Ad\u00e9sio Alves Machado<\/p>\n<p>O ser humano, esp\u00edrito reencarnado na Terra, enfrenta terr\u00edvel inimigo conhecido como dor, mas por necessidade evolutiva, destaquemos. Para os\u00a0Esp\u00edritos Superiores a dor \u00e9 mecanismo de progresso espiritual, constituindo-se, pois, como instrutora.<\/p>\n<p>A dor pode apresentar-se em tr\u00eas aspectos: f\u00edsica, espiritual e moral. Estas recebem denomina\u00e7\u00f5es v\u00e1rias: ang\u00fastias, amarguras, afli\u00e7\u00f5es, tristezas, solid\u00e3o, despeito, m\u00e1goa, ci\u00fame, inveja, ingratid\u00e3o, inseguran\u00e7a, irrita\u00e7\u00e3o, indiferen\u00e7a, ego\u00edsmo, orgulho e todo um ros\u00e1rio de outras manifesta\u00e7\u00f5es do esp\u00edrito que se expressam na sua estrutura\u00e7\u00e3o interna, com repercuss\u00f5es externas, incomodando-o profundamente.<\/p>\n<p>Muito simples entender o que pretendemos mostrar. N\u00e3o existisse a dor, o que aconteceria com a m\u00e3o esquecida sobre uma chapa incandescente? Como ficariam nossos p\u00e9s se caminh\u00e1ssemos sobre espinhos? Se f\u00f4ssemos insens\u00edveis ao choque el\u00e9trico, que conseq\u00fc\u00eancias adviriam?<\/p>\n<p>Para a medicina da terra a dor f\u00edsica \u00e9 um sintoma de alarme, apresentado pelo organismo, dizendo que algo n\u00e3o vai bem com o seu funcionamento. Vista desta forma, a dor f\u00edsica deixa de ser uma inimiga e passa a ser uma grande aliada do nosso organismo ou do nosso corpo, pois este aut\u00eantico alarme revela que devemos parar e nos cuidar, de forma a atenuar ou aliviar por completo a sua presen\u00e7a desagrad\u00e1vel. A forma mais eficaz para evitar a recidiva de qualquer sofrimento \u00e9 descobrir a sua causa. Quando descoberta, a criatura inicia toda uma vigil\u00e2ncia a fim de n\u00e3o o provocar, agindo de forma a neutralizar a sua fonte geradora.<\/p>\n<p>O mesmo devemos fazer com as nossas dores da alma, isto \u00e9, a dor moral, aquela que atinge diretamente o esp\u00edrito, acima referidas, que se mostram, na maioria, de dif\u00edcil erradica\u00e7\u00e3o, tendo em vista que tamb\u00e9m existe a necessidade de descobrir-se a causa, a sua origem, muitas delas n\u00e3o encontradas nesta vida, mas no passado reencarnat\u00f3rio, dificultando muito a sua descoberta para quem n\u00e3o for um m\u00e9dico ou um psicoterapeuta reencarnacionista.<\/p>\n<p>Depois de encontrar os analg\u00e9sicos para al\u00edvio da dor f\u00edsica, a medicina terrena moderna chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que o sistema que dispara a dor f\u00edsica tem seu fulcro central na alma, no processo emocional que funciona em seu interior. Evidencia-se para a medicina dos homens que a dor f\u00edsica tem a sua origem no desajuste da alma, \u00e9 uma enfermidade espiritual que Jesus, o M\u00e9dico Excelente, veio tratar atrav\u00e9s de um medicamento chamado Amor. Amar, eis o grande ant\u00eddoto contra a dor do esp\u00edrito, o medicamento que deve ser \u201cingerido\u201d para neutralizar o seu surgimento.<\/p>\n<p>Fugir da dor, portanto, libertar-se do sofrimento s\u00e3o anseios buscados pelo esp\u00edrito reencarnado, ou na erraticidade, ligados \u00e0 Terra e ainda estigmatizados pela necessidade de incorporar ao seu conviver com o pr\u00f3ximo, consigo mesmo e consequentemente com Deus os verdadeiros valores da Vida. Com o advento da Doutrina Esp\u00edrita, sabemos que tais valores se acham em estado embrion\u00e1rio em nosso \u00edntimo mais profundo, carecendo de serem encontrados e trabalhados, porque temos, os esp\u00edritas, a melhor no\u00e7\u00e3o de que somos esp\u00edritos imortais, com um destino fatal &#8211; a perfei\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 um determinismo divino.<\/p>\n<p>Vejamos, inicialmente, que a dor, seja f\u00edsica ou espiritual, \u00e9 sofrida por quem a provoca e que nunca bate em porta errada. N\u00e3o h\u00e1 por que, em hip\u00f3tese alguma, atribuir a terceiros a culpa de nossas dores, pois que elas resultam das atitudes, dos procedimentos, das a\u00e7\u00f5es praticadas contra a Vida, ou, como queiram, contra Deus. Estivesse a dor fora de nossa realidade, estar\u00edamos reencarnados em outro mundo.<\/p>\n<p>Importa termos a consci\u00eancia de que n\u00e3o \u00e9 com o pr\u00f3ximo que o ofensor contrai uma d\u00edvida, compromete-se, porque caso seja perdoado pelo ofendido, como ficaria a d\u00edvida contra\u00edda pelo ofensor? Sem resgate, sem pagamento? Assim sendo, saindo o ofendido com o seu perd\u00e3o do ciclo energ\u00e9tico negativo criado pelo ofensor, este ser\u00e1 trazido \u00e0s inst\u00e2ncias da Lei, de onde estiver, para aprender, atrav\u00e9s do mecanismo da dor, a n\u00e3o reincidir no mesmo erro. Desta forma, aqui na Terra, estamos aprendendo, em ess\u00eancia, a n\u00e3o errar mais.<\/p>\n<p>Deus a ningu\u00e9m liberta gratuitamente de suas faltas, por mais possam apregoar certas doutrinas crist\u00e3s, as quais preceituam que a aceita\u00e7\u00e3o simplista de Jesus, como o Salvador, seja o suficiente para que o crente se livre da dor. Transferir para outrem, para Jesus mesmo, as suas faltas a fim de que seja perdoado e liberto da dor \u00e9 um ledo engano que n\u00e3o encontra respaldo na l\u00f3gica da Justi\u00e7a Divina.<\/p>\n<p>Entorpecer o corpo de prazeres, segundo correntes materialistas cient\u00edficas ou filos\u00f3ficas, a ningu\u00e9m isenta da dor. Existe, sim, a necessidade de assumir a responsabilidade de uma mudan\u00e7a comportamental, mudan\u00e7a que sempre pode libertar o indiv\u00edduo da dor, quando bem realizada segundo padr\u00f5es \u00e9ticos\/morais crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Ignora quem aconselha a busca dos prazeres como forma de liberta\u00e7\u00e3o da dor, que eles n\u00e3o costumam atender a sede total de quem os busca de forma desordenada. Muito pelo contr\u00e1rio, leva aos desvarios provocados pelas drogas alucin\u00f3genas, estupefacientes, quando usadas para se chegar a essas alegrias superlativas, diferentes, aquelas que projetam a criatura para fora de sua realidade. A consci\u00eancia enferma que busca estes elementos nocivos para alegrar-se n\u00e3o pode ser conduzida \u00e0 felicidade que n\u00e3o merece, nem \u00e0 paz a que n\u00e3o faz jus.<\/p>\n<p>A dor espiritual, principalmente, tem uma tarefa na sua postura existencial de servidora do ser humano: provocar-lhe o despertar consciencial, mostrando-lhe a necessidade de reequil\u00edbrio emocional diante da Lei, o que redunda em fortalecer o seu sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A linguagem da dor e o seu objetivo educativo repontam apenas em poucas pessoas, aquelas com certo amadurecimento espiritual, capacitadas a escutar e entender o seu funcionamento na Vida, no seu contexto dual, isto \u00e9, material e espiritual.<\/p>\n<p>S\u00f3crates, Francisco de Assis, Martin Luther King J\u00fanior, Joanna d\u2019Arc, Gandhi, John Fitzgerald Kennedy, Madre Tereza, Chico Xavier e tantos outros sentiram o aguilh\u00e3o da dor na carne, sem permitir que ela lhes atingisse a alma, eles que sofreram a dor da humilha\u00e7\u00e3o, do c\u00e1rcere injusto, de arbitr\u00e1rios julgamentos, mantendo, n\u00e3o obstante, a for\u00e7a do amor nos cora\u00e7\u00f5es, oferecendo, assim, para os p\u00f3steros, o testemunho de suas condi\u00e7\u00f5es internas de leais servidores do Bem e da Humanidade.<\/p>\n<p>Como moeda de resgate e alta concess\u00e3o divina, a dor ajuda a fixar o bem em quem a sofre. \u201c&#8230;Com a sua aus\u00eancia ignorar\u00edamos a paz, desconsiderar\u00edamos a alegria, maldir\u00edamos a sa\u00fade\u201d, na palavra de Joanna de \u00c2ngelis.<\/p>\n<p>Nosso dever \u00e9 a fixa\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica do bem em nossas telas mentais, em nosso inconsciente, ou psiquismo de profundidade, a fim de que este responda sempre aos nossos apelos nobres, \u00e0s nossas justas iniciativas, preparado que se acha para responder de conformidade com o que nele introjetamos. Nosso inconsciente \u00e9 terra f\u00e9rtil, nem boa nem m\u00e1, apenas armazena o que lhe enviamos pela zona consciente, devolvendo, como recebeu, as nossas emo\u00e7\u00f5es e os nossos sentimentos, as nossas alegrias e as nossas m\u00e1goas, as nossas venturas e as nossas afli\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Acalmar-se, tranquilizar o emocional, eis a palavra de ordem do consciente ao inconsciente, embora a tormenta externa nos atinja e nos fa\u00e7a sofrer.<\/p>\n<p>Requisitado, o inconsciente responder\u00e1 de conformidade com o que lhe enviou o consciente, repitamos.<\/p>\n<p>Para Jesus a dor sofrida \u00e9 felicidade, Ele que soube encarar o seu sofrimento como um amigo de todas as horas. Em todos os instantes de seu sofrimento elegeu a dor para exaltar o amor e a bondade como rota de luz, visando \u00e0 pacifica\u00e7\u00e3o geral. Assim mesmo prosseguiu imperturb\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mesmo que estejamos amesquinhados por dores e preocupa\u00e7\u00f5es, dilacerados por afli\u00e7\u00f5es ultrizes, levantemo-nos est\u00f3icos e crist\u00e3os, com a cabe\u00e7a aureolada de esperan\u00e7as. Tomemos as asas do amor para com elas louvarmos a Jesus, o Senhor do Bem e da Paz, e sigamos rumo \u00e0s regi\u00f5es de Liberta\u00e7\u00e3o onde nos aguardam todos quantos se amam, ap\u00f3s haverem perlustrado os caminhos tortuosos dos enganos.<\/p>\n<p>Temos, \u00e0s nossas medita\u00e7\u00f5es, em \u201cO Evangelho Segundo o Espiritismo\u201d, cap. V, item 10, que as prova\u00e7\u00f5es da vida fazem adiantar quem as sofre, quando bem suportadas; elas apagam as faltas e purificam o esp\u00edrito faltoso. \u201cQuanto mais grave \u00e9 o mal, tanto mais en\u00e9rgico deve ser o rem\u00e9dio\u201d, salientam os Esp\u00edritos Superiores. Continuam: \u201c( &#8230; ) Dele, depende, pela resigna\u00e7\u00e3o, tornar proveitoso o seu sofrimento e n\u00e3o lhe estragar o fruto com as suas impaci\u00eancias, visto que, do contr\u00e1rio, ter\u00e1 que recome\u00e7ar\u201d. E, no mesmo livro, cap\u00edtulo XIV, item 9: \u201cAs provas rudes, ouvi-me bem, s\u00e3o quase sempre ind\u00edcio de um fim de sofrimento e de um aperfei\u00e7oamento do Esp\u00edrito, quando aceitas com o pensamento em Deus\u201d.<\/p>\n<p><b><i>(Artigo reproduzido com autoriza\u00e7\u00e3o do autor)<\/i><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma Vis\u00e3o da Dor Ad\u00e9sio Alves Machado O ser humano, esp\u00edrito reencarnado na Terra, enfrenta terr\u00edvel inimigo conhecido como dor, mas por necessidade evolutiva, destaquemos. Para os\u00a0Esp\u00edritos Superiores a dor \u00e9 mecanismo de progresso espiritual, constituindo-se, pois, como instrutora. 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