{"id":9614,"date":"2020-06-22T08:13:39","date_gmt":"2020-06-22T11:13:39","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=9614"},"modified":"2020-06-22T08:13:39","modified_gmt":"2020-06-22T11:13:39","slug":"sobrevivencia-e-libertacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/sobrevivencia-e-libertacao\/","title":{"rendered":"SOBREVIV\u00caNCIA E LIBERTA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<h1>SOBREVIV\u00caNCIA E LIBERTA\u00c7\u00c3O<\/h1>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-hcIht4WNX1U\/XtuOq1dMFWI\/AAAAAAAARIQ\/cn-70iLTX9E0Owk02sivkaIABcwiMK6mQCLcBGAsYHQ\/s1600\/Coliseu%2B-%2BRoma.jpg\" width=\"275\" height=\"344\" \/><\/p>\n<p>Os crist\u00e3os primitivos, convencidos da sobreviv\u00eancia do Esp\u00edrito aos despojos materiais, enfrentavam a morte cantando hinos de alegria.<\/p>\n<p>No corpo, consideravam-se encarcerados, anelando pela liberdade.<\/p>\n<p>Na limita\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, sentiam-se em \u00e1rea estreita e sombria, desejando a luminosidade do amanhecer eterno.<\/p>\n<p>Sob a constri\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria, experimentavam cativeiro perturbador e, por isso mesmo, esfor\u00e7avam-se para alcan\u00e7ar a liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para esses cometimentos, desenvolviam os sentimentos nobres, refundiam a esperan\u00e7a no futuro, guardavam as reflex\u00f5es em torno do amor eterno, nunca se detendo a considerar o tr\u00e2nsito carnal como realidade plenificadora.<\/p>\n<p>Viviam as experi\u00eancias terrenas com lucidez, preservando a certeza de que, por mais se alongassem, paralisariam na interrup\u00e7\u00e3o do corpo atrav\u00e9s da morte, a fim de as prosseguirem noutra dimens\u00e3o imperec\u00edvel, compensadora.<\/p>\n<p>Em face dessa convic\u00e7\u00e3o, jamais se atemorizavam diante da pr\u00f3pria morte, como da dos seres amados.<\/p>\n<p>Fixando a mente e os ideais na sobreviv\u00eancia, viviam no mundo como alunos numa escola, como h\u00f3spedes e n\u00e3o como residentes fixos, aguardando que o fluxo da vida mudasse de dire\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Martirizados ou perseguidos, recebiam a penalidade como forma de sublima\u00e7\u00e3o e de mais f\u00e1cil ascens\u00e3o \u00e0 gl\u00f3ria imortal.<\/p>\n<p>O infort\u00fanio do ex\u00edlio, a separa\u00e7\u00e3o dos bens e da fam\u00edlia, embora os fizessem sofrer, n\u00e3o os desesperavam, por confiarem no reencontro futuro e na conquista de mais valiosos tesouros de paz e autorrealiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Cristianismo \u00e9 doutrina de imortalidade que exalta a sobreviv\u00eancia do ser, estruturado na Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, o momento glorioso do Seu minist\u00e9rio \u00edmpar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">* * *<\/p>\n<p>A Idade M\u00e9dia, por\u00e9m, com as suas supersti\u00e7\u00f5es e fanatismos, envolveu a morte em terr\u00edveis sombras, vestindo-a de pavor e de ex\u00f3ticas formula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ex\u00e9quias demoradas, tecidos negros e roxos, ritos soturnos, cantoch\u00f5es deprimentes, carpideiras profissionais, cerim\u00f4nias macabras, davam a impress\u00e3o de horror e desalento em refer\u00eancia \u00e0 morte.<\/p>\n<p>Descambando para comportamentos monet\u00e1rios e realiza\u00e7\u00f5es negoci\u00e1veis, o espet\u00e1culo mortu\u00e1rio fez-se aparvalhante pela forma, desvirtuando o conte\u00fado da realidade imortalista&#8230;<\/p>\n<p>O conhecimento da sobreviv\u00eancia brinda a certeza em torno da continua\u00e7\u00e3o da vida depois do decesso carnal, e a morte passa a ser recebida com serenidade, com alegria.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que os fatos confirmam a indestrutibilidade da vida, morrer deixa de ser trag\u00e9dia, transformando-se em mecanismo que facilita o renascimento em outra esfera, no mundo espiritual.<\/p>\n<p>A sobreviv\u00eancia \u00e9 o coroamento da exist\u00eancia f\u00edsica, que se transforma atrav\u00e9s do fen\u00f4meno biol\u00f3gico da morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">* * *<\/p>\n<p>Viva cada ser com eleva\u00e7\u00e3o e desprendimento, treinando a liberta\u00e7\u00e3o e, adaptando-se mentalmente, aguarde a hora feliz do retorno \u00e0 p\u00e1tria de onde veio para breve aprendizagem terrestre.<\/p>\n<p>Deve recear a morte quem se encarcera nas paix\u00f5es inferiores, aquele que se escraviza nos apetites insaci\u00e1veis, o ser que se agarra \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es do corpo transit\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">* * *<\/p>\n<p>Passadas as ang\u00fastias da saudade, diminu\u00eddas as amarguras da aparente solid\u00e3o, o reencontro com os seres queridos, sobrevivendo \u00e0 forma org\u00e2nica, constituir\u00e1 o verdadeiro pr\u00eamio \u00e0 confian\u00e7a em Deus e \u00e0 entrega ao Bem.<\/p>\n<p>Guarda-te nessa confian\u00e7a do reencontro com os teus familiares queridos e trabalha por ele, qual agricultor que v\u00ea a semente morrer hoje, a fim de acompanhar a planta exuberante, as flores desabrochando e os frutos saborosos que colher\u00e1 mais tarde.<\/p>\n<p>A sobreviv\u00eancia \u00e9 luz brilhante no fim do t\u00fanel, atraindo-te, fascinante.<\/p>\n<p>Segue na sua dire\u00e7\u00e3o com tranquilidade e nunca temas a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">* * *<\/p>\n<p>A ilus\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por in\u00fameros sofrimentos.<\/p>\n<p>Valorizando, excessivamente, os bens transit\u00f3rios e apegando-se em demasia aos interesses materiais \u2014 paix\u00f5es sensuais, valores amoedados, propriedades, juventude, sa\u00fade org\u00e2nica, entre outros \u2014, o indiv\u00edduo teme v\u00ea-los desaparecer, transformar-se ou gerar conflitos, no entanto deixando-os todos, um dia, mediante o fen\u00f4meno biol\u00f3gico da morte.<\/p>\n<p>Acreditando que esses empr\u00e9stimos da vida \u2014 os valores f\u00edsicos \u2014 s\u00e3o perenes, o que lhe constitui uma ilus\u00e3o, quando defrontado ou dominado pela realidade, desarmoniza-se, padece dores, desespera-se.<\/p>\n<p>A sobreviv\u00eancia da vida \u00e0 morte \u00e9 a \u00fanica e leg\u00edtima express\u00e3o da exist\u00eancia humana.<\/p>\n<p>Preparar-se para essa luminosa experi\u00eancia inevit\u00e1vel, treinando o desapego e a solidariedade fraternal, \u00e9 uma forma eficaz de diluir a ilus\u00e3o, evitando perdas e sofrimentos futuros.<\/p>\n<p>Somente, por\u00e9m, sobrevive livre aquele que aprendeu no corpo a desatar-se das amarras das paix\u00f5es enganadoras, nas quais em algum momento tentaram aprision\u00e1-lo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Joanna de \u00c2ngelis<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Psicografia de Divaldo P. Franco<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Livro: Desperte e seja Feliz &#8211; 29<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SOBREVIV\u00caNCIA E LIBERTA\u00c7\u00c3O Os crist\u00e3os primitivos, convencidos da sobreviv\u00eancia do Esp\u00edrito aos despojos materiais, enfrentavam a morte cantando hinos de alegria. No corpo, consideravam-se encarcerados, anelando pela liberdade. 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