{"id":9639,"date":"2020-07-07T09:53:31","date_gmt":"2020-07-07T12:53:31","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=9639"},"modified":"2020-07-07T09:55:46","modified_gmt":"2020-07-07T12:55:46","slug":"sexo-casual-um-estudo-espirita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/sexo-casual-um-estudo-espirita\/","title":{"rendered":"SEXO CASUAL: UM ESTUDO ESP\u00cdRITA"},"content":{"rendered":"<h2>SEXO CASUAL: UM ESTUDO ESP\u00cdRITA<\/h2>\n<h3 class=\"post-title entry-title\">Ricardo Baesso de Oliveira<\/h3>\n<h3 class=\"post-title entry-title\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-fFtvkw40loo\/Xu4OiDDYTjI\/AAAAAAAARLY\/KcomEsRFxr8gFhAZ6pWYsbLVEq0E94iTwCLcBGAsYHQ\/s1600\/sexo-casual.jpg\" width=\"243\" height=\"137\" \/><\/h3>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 n\u00e3o tem sido complacente com a atividade sexual desvinculada de uma rela\u00e7\u00e3o afetiva est\u00e1vel. Jesus foi rigoroso nesse particular, apresentando o conceito revolucion\u00e1rio de \u201cpecado pelo pensamento\u201d, contraditoriamente \u00e0 \u00e9tica judaica, segundo a qual a infra\u00e7\u00e3o \u00e0 Lei de Deus s\u00f3 se d\u00e1 na concretiza\u00e7\u00e3o material do ato e jamais no desejo n\u00e3o materializado. Segundo Jesus, todo aquele que olhar para uma mulher, cobi\u00e7ando-a, j\u00e1 no seu cora\u00e7\u00e3o adulterou com ela. [1]<\/p>\n<p>Paulo, em suas ep\u00edstolas, valeu-se do voc\u00e1bulo fornica\u00e7\u00e3o, combatendo veementemente tal pr\u00e1tica. [2] Entende-se como tal o ato sexual que n\u00e3o \u00e9 entre c\u00f4njuges, ou seja, o sexo fora de uma rela\u00e7\u00e3o afetiva monog\u00e2mica consentida. Agostinho dedicou a obra Dos bens do matrim\u00f4nio para tratar dos assuntos relacionados ao casamento, pois somente atrav\u00e9s dele seria poss\u00edvel o exerc\u00edcio do \u201csexo virtuoso\u201d.<\/p>\n<p>Kardec estabeleceu que as rela\u00e7\u00f5es monog\u00e2micas representam um progresso na marcha da humanidade e que na poligamia, n\u00e3o h\u00e1 afei\u00e7\u00e3o real &#8211; s\u00f3 existe sensualidade [3].<\/p>\n<p>Isso se explica pela pr\u00f3pria din\u00e2mica do relacionamento monog\u00e2mico. Uma das caracter\u00edsticas dessa rela\u00e7\u00e3o, obviamente, onde est\u00e3o presentes o respeito e fidelidade ao outro, \u00e9 que com a continuidade da vida a dois, os parceiros v\u00e3o, naturalmente, modulando seus impulsos sexuais. As ocorr\u00eancias do dia a dia, as preocupa\u00e7\u00f5es com os filhos e depois com os netos, os processos paulatinos de envelhecimento da organiza\u00e7\u00e3o f\u00edsica levam a redu\u00e7\u00e3o da libido e isso faz com os parceiros aprendam a permutar os valores afetivos atrav\u00e9s do beijo, do abra\u00e7o ou do di\u00e1logo afetuoso.<\/p>\n<p>Tudo isso contribui para o aprimoramento da afetividade, antecipando numa rela\u00e7\u00e3o corp\u00f3rea o que dever\u00e1 se dar com o Esp\u00edrito em sua longa marcha para a angelitude. Observa-se, como regra geral, uma redu\u00e7\u00e3o progressiva da frequ\u00eancia do n\u00famero de intercursos sexuais em uma rela\u00e7\u00e3o monog\u00e2mica, sem que os parceiros se ressintam demasiadamente desse fato.<\/p>\n<p>Assim, a fun\u00e7\u00e3o sexual vai sendo paulatinamente burilada e as motiva\u00e7\u00f5es existenciais ser\u00e3o direcionadas para outras fun\u00e7\u00f5es da personalidade, contribuindo no desenvolvimento intelecto-moral da entidade reencarnada. Tal din\u00e2mica n\u00e3o \u00e9 observada nas rela\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas entre parceiros n\u00e3o comprometidos afetivamente, onde a libido, pela varia\u00e7\u00e3o constante, mant\u00e9m-se pujante. Perdem, portanto, as personalidades envolvidas na rela\u00e7\u00e3o a oportunidade de sublimarem os sentimentos, deixando de caminhar em dire\u00e7\u00e3o a uma vida mais identificada com os valores do Esp\u00edrito. Lembra Kardec que a sobre-excita\u00e7\u00e3o dos instintos materiais abafa o senso moral. [4]<\/p>\n<p>Os autores desencarnados que se valeram da mediunidade de Yvonne Pereira, Chico Xavier, Raul Teixeira e Divaldo Franco assumiram o pressuposto de que a pr\u00e1tica sexual ideal seria aquela que se desse entre pessoas comprometidas por la\u00e7os duradouros de afeto.<\/p>\n<p>De acordo com Emmanuel, urge situar o sexo a servi\u00e7o do amor, sem que o amor se lhe subordine. Valendo-se da expressiva met\u00e1fora do rio e do dique, o benfeitor prop\u00f5e que imaginemos o sexo como o rio e o amor como o dique e coloca: O rio fecunda. O dique controla. O rio espalha for\u00e7as. O dique policia-lhes a expans\u00e3o. No rio, encontramos a Natureza. No dique, surpreendemos a disciplina. Se a corrente amea\u00e7a a estabilidade de constru\u00e7\u00f5es dignas, comparece o dique para canaliz\u00e1-la proveitosamente, noutro n\u00edvel. Contudo, se a corrente supera o dique, aparece a destrui\u00e7\u00e3o, toda vez que a massa l\u00edquida se dilate em volume. Tanto quanto o dique precisa erguer-se em defensiva constante, no governo das \u00e1guas, deve guardar-se o amor em permanente vigil\u00e2ncia, na frena\u00e7\u00e3o do impulso emotivo.[5]<\/p>\n<p>Tal natureza de pensamento encontra argumenta\u00e7\u00e3o no entendimento das finalidades da pr\u00e1tica sexual, conforme apresentadas por Emmanuel, em momentos distintos do livro Vida e sexo. O sexo casual n\u00e3o se identifica com essas finalidades, como passamos a examinar.<\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o sexual, segundo Emmanuel, possui tr\u00eas objetivos fundamentais:<\/p>\n<p>1- Reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>2- Permuta de vibra\u00e7\u00f5es amorosas entre aqueles que se amam.<\/p>\n<p>3- Estabelecimento e manuten\u00e7\u00e3o dos elos conjugais.<\/p>\n<p>A mais \u00f3bvia das finalidades do sexo \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, presente em esp\u00e9cies evolutivamente bem mais simples que a nossa. Devemos ao sexo a forma\u00e7\u00e3o do tesouro do lar e as alegrias restauradoras da fam\u00edlia. O sexo casual n\u00e3o atende a essas fun\u00e7\u00f5es, pois est\u00e1 relacionado, exclusivamente, ao usufruto do prazer, que n\u00e3o \u00e9 problem\u00e1tico em si mesmo, mas que n\u00e3o se identifica com o objetivo citado.<\/p>\n<p>A segunda finalidade do sexo est\u00e1 na permuta de vibra\u00e7\u00f5es amorosas entre aqueles que se amam. Segundo Andr\u00e9 Luiz, o amor \u00e9 o alimento da alma e uma das formas de nos alimentarmos do amor da pessoa querida \u00e9 atrav\u00e9s da rela\u00e7\u00e3o sexual.[6]<\/p>\n<p>Isso ocorre porque o instinto sexual n\u00e3o \u00e9 apenas agente de reprodu\u00e7\u00e3o entre as formas superiores, mas, acima de tudo, \u00e9 o reconstituinte das for\u00e7as espirituais, pelo qual as criaturas se alimentam mutuamente, na permuta de raios ps\u00edquicos magn\u00e9ticos que lhes s\u00e3o necess\u00e1rios ao progresso. [7] Tal como dito anteriormente, o sexo casual tamb\u00e9m n\u00e3o atende essa finalidade, pois n\u00e3o est\u00e1 fundamentado numa rela\u00e7\u00e3o amorosa, na medida em que busca apenas a satisfa\u00e7\u00e3o do desejo, sem compromissos com o sentimento e a afetividade alheia.<\/p>\n<p>E, finalmente, a terceira finalidade do sexo, por motivos \u00f3bvios, n\u00e3o identificada com o sexo casual: estabelecer e manter os elos conjugais. O afeto vincula as criaturas, umas \u00e0s outras, permitindo-se tamb\u00e9m o interc\u00e2mbio de horm\u00f4nios ps\u00edquicos, realmente respons\u00e1veis pela harmonia e sa\u00fade integral de todos os seres humanos.<\/p>\n<p>Est\u00e1 bem estabelecido, hoje, que a c\u00f3pula provoca em algumas esp\u00e9cies, inclusiva a humana, comportamentos sociais chamados afiliativos, atrav\u00e9s dos quais o macho e a f\u00eamea formam um par relativamente est\u00e1vel, preparando-se ambos para receber os filhotes. Os comportamentos afiliativos dessa natureza s\u00e3o muito importantes biologicamente, pois protegem a f\u00eamea durante a gravidez, e garantem a sobreviv\u00eancia da prole ap\u00f3s o nascimento, quando os filhotes n\u00e3o t\u00eam ainda maturidade fisiol\u00f3gica necess\u00e1ria para a vida independente. O hipot\u00e1lamo \u00e9 o principal integrador do comportamento sexual, e dois neuropept\u00eddios foram apontados como os principais moduladores neurais dos comportamentos sexuais: a oxitocina (ou ocitocina) e a vasopressina. Esses pept\u00eddeos s\u00e3o produzidos por neur\u00f4nios centrais, participantes essenciais dos circuitos envolvidos nos comportamentos sexuais. A vasopressina est\u00e1 envolvida mais fortemente nos comportamentos sexuais masculinos, enquanto a oxitocina atua predominantemente nas f\u00eameas. Ambos os pept\u00eddeos s\u00e3o fortemente secretados durante a excita\u00e7\u00e3o sexual, atingindo o n\u00edvel mais alto durante o orgasmo. O c\u00e9rebro fica assim preparado para emitir os comportamentos afiliativos e sexuais adequados para as situa\u00e7\u00f5es de acasalamento ou de cuidados com a prole. [8]<\/p>\n<p>Nesse particular, a pr\u00e1tica sexual humana \u00e9 especialmente curiosa. Nossa atividade sexual ocorre em privacidade. Chimpanz\u00e9s e praticamente todas as outras esp\u00e9cies de mam\u00edferos se acasalam em p\u00fablico. Em praticamente todas as culturas humanas, contudo, fazer sexo em p\u00fablico \u00e9 considerado ofensivo, vexat\u00f3rio, sendo usualmente ilegal. Por que isso? Fazer sexo privadamente estabelece um elo especial entre os parceiros. H\u00e1 todos os tipos de emo\u00e7\u00f5es intensas rodeando a sexualidade humana e os parceiros t\u00eam que vivenciar essas emo\u00e7\u00f5es exclusivamente entre eles, isolados de todos os demais membros do grupo. Por esse motivo, o orgasmo \u00e9 acompanhado de uma descarga maci\u00e7a de oxitocina, que promove a vincula\u00e7\u00e3o, gerando um sentimento de ternura, de carinho de um pelo outro e o desejo de continuarem juntos, prezando o relacionamento.[9]<\/p>\n<p>Joanna de \u00c2ngelis, em obra de 2007, se reporta a esses recentes avan\u00e7os da neuroci\u00eancia, quando comenta que o amor, na fun\u00e7\u00e3o sexual, \u00e9 muito importante, mesmo do ponto de vista fisiol\u00f3gico, porque a libera\u00e7\u00e3o da oxitocina proporciona harmonia, j\u00e1 que esse horm\u00f4nio \u00e9 respons\u00e1vel pela sensa\u00e7\u00e3o de paz que os parceiros experimentam no cl\u00edmax da coabita\u00e7\u00e3o. A m\u00e1quina cerebral \u00e9 t\u00e3o extraordin\u00e1ria na sua funcionalidade que, nesse momento, tamb\u00e9m libera opioides que respondem pela satisfa\u00e7\u00e3o e alegria derivadas da comunh\u00e3o org\u00e2nica, impossibilitando os atritos e as disposi\u00e7\u00f5es agressivas. Desse modo, a comunh\u00e3o sexual contribui poderosamente em favor da harmonia entre os parceiros, melhorando os grupos sociais, evitando as costumeiras agress\u00f5es e crueldades. Nos indiv\u00edduos satisfeitos sexualmente e harmonizados, sem os conflitos angustiantes e perturbadores da inseguran\u00e7a, da timidez, da inferioridade, predominam a alegria de viver, o bem-estar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 exist\u00eancia, o desejo natural da procria\u00e7\u00e3o, da prote\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia, da boa luta em favor do progresso pessoal e da comunidade.[10]<\/p>\n<p>Habitualmente, s\u00e3o relacionados ao sexo casual alguns problemas.<\/p>\n<p>As doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis s\u00e3o praticamente inexistentes entre casais que vivenciam uma sexualidade monog\u00e2mica. Aids, s\u00edfilis e outras venereopatias s\u00e3o apan\u00e1gios do sexo casual. Algumas delas, que j\u00e1 se encontravam em decl\u00ednio, voltaram a crescer, como a s\u00edfilis, que nos \u00faltimos anos teve sua preval\u00eancia aumentada em centenas de vezes. Ginecologistas t\u00eam se reportado a casos de s\u00edfilis em adolescentes de 12, 13 e 14 anos.<\/p>\n<p>A gravidez na adolesc\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m problema relacionado ao sexo casual. A gravidez na adolesc\u00eancia \u00e9 atualmente um dos mais significantes problemas sociais em todo o mundo. No Brasil, dados da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (UNESCO) mostram que a maioria das m\u00e3es solteiras \u00e9 do interior do Nordeste e tem entre 10 e 14 anos. Esses mesmos dados indicam que 25% das meninas entre 15 e 17 anos que deixam a escola o fazem por causa da gravidez, que assim vem se tornando a maior causa de evas\u00e3o escolar. A gravidez precoce e suas complica\u00e7\u00f5es s\u00e3o a principal causa de mortalidade entre adolescentes do sexo feminino de 15 a 19 anos, sendo a terceira causa de \u00f3bitos entre as mulheres no Brasil, perdendo apenas para homic\u00eddios e acidentes de transportes.[11]<\/p>\n<p>Examinando o tema, Joanna comenta que na adolesc\u00eancia a realidade e a fantasia confundem-se, proporcionando \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o solu\u00e7\u00f5es de f\u00e1cil ocorr\u00eancia para qualquer desafio, particularmente no que diz respeito aos relacionamentos afetivos.[12]<\/p>\n<p>Lembra tamb\u00e9m que havendo filhos, como resultado da afetividade desgovernada, mais complexo torna-se o quadro da conviv\u00eancia que, infelizmente, termina em separa\u00e7\u00e3o litigiosa, com acusa\u00e7\u00f5es pesadas de parte a parte, assinalando profundamente a psique da prole, quando cada um dos litigantes n\u00e3o se escuda nos filhos para melhor ferir o outro, a quem atribui a culpa do insucesso.<\/p>\n<p>E coloca, ainda, a autora espiritual, que a predomin\u00e2ncia dos impulsos sexuais na fase juvenil do ser humano est\u00e1 a merecer expressiva contribui\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e educacional, a fim de que se possam evitar os desastres que decorrem da insensatez e da precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O uso excessivamente precoce do sexo acompanha-se, como visto, de consequ\u00eancias muitas vezes lament\u00e1veis: gravidez prematura, dist\u00farbios emocionais, vicia\u00e7\u00f5es sexuais, desmotiva\u00e7\u00f5es para as diferentes atividades dessa fase da vida, na medida em que er\u00f3tica precocemente ativada, por sua natureza altamente prazerosa, acaba centralizando todos os interesses do adolescente, que perde not\u00e1veis oportunidades de viver de forma saud\u00e1vel essa etapa da vida org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Necess\u00e1rio acrescentar ainda como dificuldades relacionadas ao sexo casual as frustra\u00e7\u00f5es afetivas, o tormento \u00edntimo pela busca vulgarizada do prazer e a insatisfa\u00e7\u00e3o constante decorrente de uma pr\u00e1tica sexual que pode aliviar a tens\u00e3o, mas que n\u00e3o enriquece a personalidade.<\/p>\n<p>Segundo Emmanuel, conferir pretensa legitimidade \u00e0s rela\u00e7\u00f5es sexuais irrespons\u00e1veis seria tratar &#8220;consci\u00eancias&#8221; qual se fossem &#8220;coisas&#8221;, e se as pr\u00f3prias coisas, na condi\u00e7\u00e3o de objetos, reclamam respeito, que se dir\u00e1 do acatamento devido \u00e0 consci\u00eancia de cada um?[13]<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de sentimento superior no ato sexual, segundo Joanna, d\u00e1 surgimento a contatos apressados, destitu\u00eddos de significado emocional, que n\u00e3o chegam a produzir a harmonia interior esperada, nem a saciedade, antes induzindo a novas e variadas experi\u00eancias, na busca m\u00e1gica de int\u00e9rmino prazer que mais cansa do que produz bem-estar.[14]<\/p>\n<p>Referindo-se \u00e0s rela\u00e7\u00f5es sexuais fortuitas, oriundas de buscas virtuais, Joanna de \u00c2ngelis comenta que os relacionamentos virtuais atrav\u00e9s da INTERNET, quando, cada qual oculta os conflitos e transfere-os para a responsabilidade de outrem, ensejam encantamentos paradis\u00edacos, despertam paix\u00f5es vulc\u00e2nicas, resultantes todos das insatisfa\u00e7\u00f5es acumuladas, instalando perigosos transtornos neur\u00f3ticos de consequ\u00eancias lament\u00e1veis.[15]<\/p>\n<p>Ressalta, ainda, Joanna que o sexo deve ser exercido com a valiosa contribui\u00e7\u00e3o do amor, que estimula a produ\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios propiciat\u00f3rios ao prazer e ao equil\u00edbrio, sem a pressa dos indiv\u00edduos psicologicamente irrealizados, tanto quanto daqueles que, saturados de experi\u00eancias bizarras, esperam satisfa\u00e7\u00e3o apenas org\u00e2nica, sem a contribui\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o plenificadora. [16]<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Luiz, por sua vez, comenta que o instinto sexual a desvairar-se na poligamia, tra\u00e7a para si mesmo largo roteiro de aprendizagem a que n\u00e3o escapar\u00e1 pela matem\u00e1tica do destino que n\u00f3s mesmos criamos. Lembra Andr\u00e9 que a monogamia \u00e9 o clima espont\u00e2neo do ser humano, de vez que dentro dela realiza, naturalmente, com a alma eleita de suas aspira\u00e7\u00f5es a uni\u00e3o ideal do racioc\u00ednio e do sentimento, com a perfeita associa\u00e7\u00e3o dos recursos ativos e passivos, na constitui\u00e7\u00e3o do bin\u00e1rio de for\u00e7as, capaz de criar n\u00e3o apenas formas f\u00edsicas, para a encarna\u00e7\u00e3o de outras almas na Terra, mas tamb\u00e9m as grandes obras do cora\u00e7\u00e3o e da intelig\u00eancia, suscitando a extens\u00e3o da beleza e do amor, da sabedoria e da gl\u00f3ria espiritual que vertem, constantes, da Cria\u00e7\u00e3o Divina. [17]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Ricardo Baesso de Oliveira<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fonte: Espiritismo na Rede<\/p>\n<p>Reproduzido de: <a href=\"https:\/\/gecasadocaminhosv.blogspot.com\/2020\/07\/sexo-casual-um-estudo-espirita-ricardo.html\">G.E. Casa do Caminho de S\u00e3o Vicente<\/a><\/p>\n<p>Refer\u00eancia:<\/p>\n<p>[1] Mateus, V: 27-28<\/p>\n<p>[2] Ef\u00e9sios, 5,5 e G\u00e1latas 5,19<\/p>\n<p>[3] LE, itens 695 e 701<\/p>\n<p>[4] LE, item 754<\/p>\n<p>[5] Religi\u00e3o dos Esp\u00edritos, cap. 53<\/p>\n<p>[6] Nosso lar, cap. 18<\/p>\n<p>[7] Evolu\u00e7\u00e3o em dois mundos, cap. VI, parte I.<\/p>\n<p>[8] Roberto Lent, Cem bilh\u00f5es de neur\u00f4nios?<\/p>\n<p>[9] Por que odiamos, Rush W. Dozier Jr.<\/p>\n<p>[10] Encontros com a paz e a sa\u00fade, cap. 9<\/p>\n<p>[11] IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica. Indicadores Sociais Brasileiros. 2000.<\/p>\n<p>[12] Encontros com a paz e a sa\u00fade, cap. 5<\/p>\n<p>[13] Vida e sexo, cap. 19<\/p>\n<p>[14] Encontros com a paz e a sa\u00fade, cap. 9<\/p>\n<p>[15] Encontros com a paz e a sa\u00fade, cap. 5<\/p>\n<p>16] Encontros com a paz e a sa\u00fade, cap. 9<\/p>\n<p>[17] Evolu\u00e7\u00e3o em dois mundos, cap. 18, parte I<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SEXO CASUAL: UM ESTUDO ESP\u00cdRITA Ricardo Baesso de Oliveira A tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 n\u00e3o tem sido complacente com a atividade sexual desvinculada de uma rela\u00e7\u00e3o afetiva est\u00e1vel. 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