O FUTURO (SOMENTE) A DEUS PERTENCE?

Sidney Fernandes

Subitamente, o desconhecido entrou no velatório. A funerária, geralmente lotada, naquela manhã estava calma. Nenhum cliente havia dado entrada naquela noite. Os funcionários de plantão — agente funerário, motorista, tanatopraxista, auxiliar e ornamentador — conversavam calmamente, quando entrou senhor de idade e lhes falou:

— Amanhã estarei aqui com vocês. Cuidem bem de mim.

Surpresos, acharam que se tratava de alguma brincadeira.

— A mim parece que tão já o senhor não aparecerá por aqui. Pelo menos na condição de defunto. O senhor está vendendo saúde… — disse o agente.

— Por acaso está pensando em suicidar-se? — perguntou o tanatopraxista em tom de galhofa. Poupe seu rosto, para não me dar muito trabalho na reconstrução de sua aparência.

— Nada disso, amigos. Apesar de estar bem, nesta noite sonhei com meu velório. E quando sonho, é batata!

A conversa desandou para gracejos sem maiores consequências, pois os funcionários não levaram a sério o insólito e fúnebre aviso.

Qual não foi a surpresa deles, quando, na manhã seguinte, adentrava no recinto o corpo do visitante do dia anterior. Havia sofrido infarto fulminante, por obstrução de suas artérias coronárias, por coágulo de sangue não detectado nos exames que, periodicamente, fazia a pedido de seu cardiologista.

***

Jesus, segundo anotações do evangelista Mateus, previu a própria morte. Nós, meros mortais, podemos fazer o mesmo? Embora o fenômeno não encontre ainda explicação na ciência, o homem pode tomar conhecimento, dentro de determinados limites, do seu passado e do seu futuro.

***

Certa vez Richard Simonetti recebeu a visita de grande amigo da cidade de Ibitinga, Doutor Flávio Pinheiro, pedindo que fizesse a oração do seu velório. Simonetti estranhou a solicitação e exclamou:

— Que é isso, Doutor! O senhor não morrerá tão cedo!

— Vou me submeter, Richard, a complicada cirurgia cardíaca, que ocasionará a minha morte.

Alguns dias depois Simonetti foi convocado ao cumprimento da promessa.

***

Caetano Aiello, lidador espírita, foi procurado por jovem noiva, que fazia questão de sua presença em seu casamento.

— Não será possível — disse constrangido o velho orador.

— O senhor tem outro compromisso? Por favor, cancele, gosto muito do senhor e sua companhia será indispensável.

— Não vai dar, minha filha. Meus mentores vêm me avisando de que em breve partirei.

Tal como pressentira, Aiello, que não tinha nenhum problema de saúde, em poucos dias faleceu.

***

O Espiritismo ensina que, quando o corpo repousa, o homem pode ter acesso a informações a que, habitualmente, não teria conhecimento em estado de vigília. Sonhos extravagantes podem ter correlação com lugares visitados, comunicações com outros espíritos e aquisição de maior potencialidade, inclusive de acesso ao futuro.

Há indivíduos que possuem maior facilidade de análise e maior perspicácia, que analisam as coisas com mais precisão do que outros. Eles têm a chamada precisão de golpe de vista moral, que pode despertar pressentimentos e lhes facultar lembranças do passado e o conhecimento de fatos que estão para acontecer, como foi o caso ocorrido com o visitante da funerária.

***

Nos três casos narrados ocorreu a chamada premonição, faculdade de que são dotadas algumas pessoas, para prever ocorrências futuras. Geralmente essas informações são prestadas por benfeitores espirituais para preparar o desencarnante e evitar surpresas desagradáveis nos familiares, ou ainda, em casos de acidentes, para que fique claro que nada foi por acaso e que tudo aconteceu de acordo com a vontade divina.

Fiquemos alertas aos avisos da espiritualidade, que vêm nos comunicar fatos que poderão ocorrer, não para atender nossa vã curiosidade, e sim, para nos preparar adequadamente para o futuro.

Obras consultadas: “Quem Tem Medo da Morte?”, de Richard Simonetti e “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec

Sidney Fernandes

Fonte: Kardec Rio Preto

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PENSAMENTOS E SENTIMENTOS – ALIMENTAÇÃO E ENERGIAS

Ricardo Di Bernardi

Toda energia cósmica absorvida, seja ela por qual fonte tenha sido veiculada até chegar a nós, se transforma e se, adapta a nossa estrutura, ou seja, passará após essa transformação e adaptação, a fazer parte de nossa energia pessoal, e contribuir para a nossa aura.

A energia que captamos de um ambiente ou de outra pessoa, ao chegar a nosso campo vibratório, passa a assumir as características vibratórias de quem a recebe e absorve. Essa energia- vinda de fora – será com maior ou menor facilidade modificada, conforme o campo mental da pessoa que está a receber as energias externas. Somos muito suscetíveis, é verdade, mas não inteiramente subordinados aos campos energéticos com os quais interagimos.

Não estamos totalmente a mercê das energias externas porque nossos pensamentos e sentimentos são atividades individuais, dinâmicas e constantes, portanto, em cada pessoa as modificações que as energias recebidas sofrem são muito peculiares, dependendo do nível evolutivo de cada um e esse processo é contínuo.

Todo ser humano emite pensamentos e vivencia sentimentos nas vinte e quatro horas do dia, portanto, tal fato sucede não só durante a vigília, mas, durante o sono. Mesmo que o cérebro físico aparente estar em repouso, a atividade elétrica se mantém, além do que, a fonte do pensamento não é cerebral, provém do corpo mental, (= campo mental), uma estrutura extrafísica, descrita por André Luiz, na obra “Evolução em dois mundos”.

Como vivemos num oceano de energias, o dinamismo de nossos sentimentos e pensamentos age sobre objetos, ambientes e indivíduos. As pessoas menos avisadas, em geral, costumam ser facilmente influenciadas pelas energias mentais dos outros, ocasionando sejam suas características psicológicas intensificadas pela sintonia com campos mentais enviados por outras mentes. Energias externas não determinam nem causam modificações, mas exacerbam fragilidades preexistentes em quem as recebe. Da mesma forma, tendências diversas podem ser reduzidas e até bloqueadas na sua expressão mais forte, também por campos de energias mentais enviadas por outras pessoas ou seres de outra dimensão.

O intercâmbio e as influências energéticas, então, se operam de consciência para consciência, entre consciência e meio ambiente, e, sobretudo, da consciência para si mesma, isto é, nós produzimos nossas energias que agem em toda nossa estrutura física e extrafísica. Muito mais importante do que nos preocuparmos com energias externas, seria analisar o que estamos produzindo para nós mesmos.

Na medicina homeopática, aliando-se ao conhecimento espírita, teremos uma percepção muito clara de que a origem das doenças costuma estar numa causa ou fator de origem espiritual. Não nos referimos a influências de espíritos externos a nós, mas a essência espiritual do Ser. Quem adoece inicialmente é a alma do indivíduo. Seus sentimentos e pensamentos fragilizam-no, permitindo que se instale a doença. Adoecemos, quase sempre, pelo desequilíbrio psíquico, o qual provoca uma alteração energética (fluídica) que irá repercutir depois no corpo físico.

Quando Jesus disse: “vigiai e orai”, não se trata de um conselho religioso, misterioso ou místico, mas de uma regra básica de bem físico, energético e espiritual, pois quando vigiamos nossos pensamentos, alinhando-os com a ética cósmica, mantemos nossos sentimentos em “oração”, ou seja, voltados para o amor incondicional e irrestrito que, em essência, é o próprio Deus ( ou como queiramos designar e entender o Ser Supremo do Universo), estaremos em sintonia com o bem maior, o bem universal, o bem de tudo e de todos, inclusive o nosso próprio bem.

Energias e alimentação:

Da mesma forma que as pessoas, os alimentos contêm uma energia vital e esta bioenergia nós a absorvemos, juntamente com a bioquímica dos mesmos.

Como todos nós sabemos, há alimentos mais densos, mais leves, mais excitantes ou mais calmantes. Há os de elevado teor de gordura, os de mais fácil digestão, os mais ricos em vitaminas, proteínas, carboidratos, água etc. Enfim, há características próprias de cada alimento o que determinam sua organização morfológica e suas qualidades nutricionais e essas peculiaridades também se expressam na energia vital de cada um, portanto, uma bioenergia diferente, específica, para cada alimento.

Cada característica física ocasiona um correspondente energético, isto é, conforme as características biológicas de um determinado alimento presumem-se possíveis propriedades de sua bioenergia, ou fluido vital, e o que estamos absorvendo. Não devemos, no entanto, radicalizar, somos seres humanos com necessidades ainda típicas de nossa fase evolutiva. Muito mais importante é o que lançamos no meio ambiente – em palavras e pensamentos-, do que aquilo que ingerimos.

Naturalmente, cada pessoa tem necessidades físicas ou espirituais específicas e não se pode exigir de um trabalhador que labora com grande esforço físico, uma alimentação frugal. Da mesma forma, um indivíduo que se dedica ao trabalho mental intenso ao receber nutrientes de alto teor calórico e gorduroso, tenderia a sonolência pós-prandial com redução de sua produtividade mental. Outro aspecto, que embora exista não deve ser supervalorizado, é o conjunto de influências externas da manipulação dos intermediários, ou seja, os que produzem, transportam, armazenam, distribuem e vendem os alimentos. São os agentes intermediários até os alimentos chegarem ao nosso corpo.

Acima de tudo, nossa energia pessoal, em nosso lar ou nosso ambiente é o fator mais importante e não as influências vibratórias externas.

As qualidades morais, espirituais e energéticas de cada consciência são determinadas por seus sentimentos e pensamentos, não pela sua alimentação, muito embora os alimentos possam interferir, influenciar em suas energias com repercussões físicas e psíquicas.

O abuso alimentar, ou gula será sempre prejudicial. É de bom alvitre, também, evitar-se o consumo excessivo de determinados alimentos – como a carne vermelha – que prejudicam as atividades mediúnicas ou mesmo atividades de exercício anímico como passes e irradiação. Tal excesso seria ainda mais prejudicial nos dias em que se participa das sessões.

A carne, em especial dos animais mamíferos que já possuem um grau de evolução maior, pode tornar-se um problema. A digestão desse alimento é mais demorada sobrecarregando o aparelho digestivo. Há um fluxo maior de sangue para todas as vísceras abdominais com redução do fluxo sanguíneo para o cérebro o que dificulta a concentração mental. Isto, apesar de tudo, não é o mais importante. A carne do animal abatido costuma estar impregnada das energias de medo e angústia produzidas pelo animal no momento que antecede o abate. Os mamíferos já têm uma consciência primitiva e o princípio espiritual mais individualizado, ao contrário dos peixes, devido essa consciência eles imprimem em seu corpo físico as energias das emoções mais intensas.

Com relação aos peixes, ou animais de carne branca, eles têm um nível de consciência mais primitivo e mais grupal. Não há uma individualização bem definida do princípio espiritual. Em resumo, não conseguem ter essa percepção de si mesmos e no momento do abate, agem mais por reflexo do que com consciência.

Os amigos espirituais nos falam que seria bom evitar carne vermelha nos dias de sessão mediúnica. Dizem eles que a carne dos mamíferos possui energia vital de densidade muito semelhante à energia vital humana o que leva a uma aderência dessa energia (“fluido vital”) ao nosso campo de energia vital, o denominado corpo etérico.

Vamos emitir uma hipótese como exercício de raciocínio, e não como “verdade doutrinária:”

Lembramos que o mamífero foi morto, pelo homem, de forma precoce, isto é, cheio de vitalidade. Seus tecidos, suas células e moléculas estavam plenos de bioenergia. Sua encarnação duraria ainda muitos anos se não fosse morto precocemente.

Em função disto, sua carne estaria mantendo significativo volume de fluido vital. Parte deste fluido vital costuma permanecer nos matadouros, esvaindo-se do corpo que foi morto de forma precoce.

Esta emanação energética lembra uma evaporação e isto atrai os espíritos desencarnados em desequilíbrio os quais sentindo falta da energia vital, passam a absorver ou vampirizar esta bioenergia dos cadáveres que estão exalando, abundantemente, o fluido vital. A atitude enferma desses espíritos, decorre de um desequilíbrio psíquico dos mesmos que, por possuírem corpo astral denso devido seu embrutecimento psicológico, retém parte do fluido vital que unia seu corpo biológico ao corpo astral.

Devido à afinidade energética do seu psiquismo embrutecido que anseia, desesperadamente, por sentir as sensações físicas, então, seu corpo espiritual retém, por mecanismo inconsciente, parte do fluido vital que o fixava ao corpo. Um “quanta” de fluido vital permanece grudado nesse espírito, embora essa bioenergia tenda a se esvair, o desequilíbrio psicológico desses Espíritos, faz com que sintam falta da energia vital.

Por isto, acabam esses espíritos sendo atraídos para locais onde a energia vital é exuberante, como nos matadouros onde está sendo retirada e desperdiçada de forma antiética pelo sacrifico de seres vivos saudáveis.

Parte da energia vital da carne dos mamíferos é vampirizada nos abatedouros, mas parte segue retida nas células do tecido animal não retornando a massa de energias do universo pela morte precoce do mamífero. Assim, continua impregnando a carne.

Ao ingerirmos a carne deste animal, há uma decomposição ou fragmentação de seus subcomponentes (aminoácidos etc.), os quais serão absorvidos pelo nosso sangue. A energia vital é também absorvida, encaminhando-se para o nosso corpo vital (o mesmo que corpo etérico), que é um campo de energia fixadora do perispírito (corpo astral) ao corpo biológico.

Este campo de energia vital (corpo etérico) ao absorver a energia vital do mamífero, torna-se mais denso, mais “oleoso”, dificultando o trânsito das energias do corpo biológico para o corpo espiritual (perispírito).

Essa dificuldade de trânsito das energias acarretaria:

1- Maior dificuldade de desdobramento mediúnico.

2- Maior dificuldade na captação de energias espirituais.

3- Maior dificuldade na doação de energias, ao trabalhar no passe.

4- Maior dificuldade em receber passes.

5- Crescente dificuldade em todos esses aspectos.

6- Processo da desencarnação mais lento.

Conclusão: Os mentores espirituais pedem para não comermos carne vermelha nos dias de sessão mediúnica ou dias de labores espirituais, por uma razão científica, não apenas por um motivo filosófico e ético, que por si só já seriam compreensíveis.

A individualidade do princípio espiritual e a consciência de si mesmo foi uma conquista progressiva. Seres superiores na escala zoológica já demonstram essa percepção de si mesmos, ao contrário dos seres mais simples na escala evolutiva. A alimentação que exclui carne vermelha e opta por peixes, é vantajosa no sentido da menor proximidade dos peixes com o homem, comparando-os com os mamíferos.

O peixe tem expressão de psiquismo muito limitada, por não possuir glândula pineal estruturada. Esta glândula seria um importante ponto de fixação das energias extrafísicas com o sistema nervoso central, o que expressaria a individualidade do Ser.

Os peixes se comportam como se fossem uma “alma-grupo”, isto é um sincício espiritual, não existe uma individualidade bem definida em peixes, como ocorre nos mamíferos.

Portanto, a energia vital (fluido vital) dos peixes não tem a mesma vibração dos animais superiores. Seria quase como a dos vegetais, onde um conjunto de mudas de grama constitui um gramado, formado por centenas de princípios espirituais que se unem em um grupo único como que fundidos no gramado, não há no gramado um conjunto de individualidades, mas uma “alma –grupo” do gramado.

Apesar do termo “alma-grupo” não encontrarmos na literatura genuinamente espírita, – ressalva necessária, esse vocábulo nos facilitaria o raciocínio. A individualidade, conforme Dr. Jorge Andréa e outros pesquisadores encarnados e desencarnados, só se expressa quando o princípio espiritual chega aos lacertídeos. Os peixes, pela pineal quase inexistente, ainda não possuem essa organização.

Outros alimentos e bebidas devem ser ingeridos com moderação nos dias de sessão mediúnica: alimentos excitantes, e reconhecidamente estimulantes, exceto os que já fazem parte da rotina diária e não estão gerando esses efeitos, por exemplo, o habitual café ou chá.

Deve-se, também, reduzir o consumo de alimentos de digestão difícil e lenta como os de alto teor gorduroso.

As bebidas alcoólicas ocasionam expansão de consciência, efetuam abertura de canais anímicos e oportunizam influências de frequência vibratória mais densa e menos elevada. O álcool interfere na circulação sanguínea, no sistema nervoso, reduz a lucidez, diminui os reflexos, atrapalha a memória, bloqueia a sensibilidade e a capacidade de raciocínio.

Sobretudo, as bebidas alcoólicas impregnam o corpo etérico e provocam relaxamento artificial das suas energias em relação ao corpo físico. Nos dias da sessão são sumamente contraindicados.

Ricardo Di Bernardi

Fonte: Medicina e Espiritualidade

Dr. Ricardo Di Bernardi é médico pediatra, homeopata. Fundador e presidente do ICEF em Florianópolis.  Autor de vários livros entre eles – Gestação Sublime intercâmbio.    http://www.estantevirtual.com.br/autor/ricardo-di-bernardi

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Passe Virtual e Passe em Casas Espíritas

Graziele Cruzado

O passe Espírita consiste em transmitir boas energias, e assim corroborar com uma ação fluídica benéfica, além de auxiliar em diversos desequilíbrios, incluindo ansiedade e problemas do sono.

O passe é realizado quando Espíritos auxiliadores se conectam com o médium e, por intermédio deste, conduzem fluidos positivos a quem está buscando recebê-los (VIVEIROS, 2021). Para tirar o maior proveito possível desse momento, é necessário, preferencialmente, que a pessoa que está a receber o passe esteja relaxada e com os sentimentos tranquilos.

Nesse sentido, o ambiente da Casa Espírita para receber o passe é preparado para trazer calma e paz para os seus frequentadores.

No entanto, quando não é possível frequentá-la (durante nossa quarentena, por exemplo), podemos contar com uma ferramenta incrível para nos ajudar: a internet e os passes virtuais.

O ambiente da Casa Espírita, além de ser preparado para acalmar, nos coloca também em contato com pessoas das quais gostamos e com as quais costumamos nos conectar, o que é mais difícil no passe virtual.

Com os passistas à nossa volta auxiliando-nos a manter vibrações altas e de positividade para atrair Espíritos bons, é mais fácil manter o pensamento elevado, pois a energia nos conecta.

Porém, em situações como a que vivemos hoje, é indispensável procurar outras maneiras de se conectar.

Uma das formas que encontramos foi justamente a realização de lives para estudo do evangelho, e também a aplicação de passes virtuais (alguns também em lives, e outros, gravados).

Num primeiro instante, pode parecer estranho receber um passe virtual, e claro que todos nós sentimos saudades do “jeito tradicional”.

No entanto, é plenamente possível que o passe virtual nos traga tanto bem-estar e harmonia quanto o passe presencial, desde que tenhamos consciência de que este depende ainda mais de mantermos centrados nossos pensamentos no bem, e, assim conseguirmos nós mesmos nos conectar aos bons Espíritos e receber suas energias.

Com alguns cuidados podemos tornar o passe virtual parte do nosso dia a dia, obtendo o máximo de proveito. O primeiro passo é “limpar” nossas emoções.

Respirar fundo, contando até dez, sem focar em problemas e preocupações pouco antes do momento de receber o passe, ajuda a acalmar e relaxar o seu corpo.

Caso possível, reservar um dos sete dias da semana para a realização do Evangelho no Lar seria de grande valia, pois ajuda a manter nossa casa cercada de boas energias e vibrações positivas, além de nos manter em contato com os ensinamentos da Doutrina. Também é importante procurar um lugar em sua casa que seja silencioso e onde você fique confortável.

Durante o passe, foque seus pensamentos em energias positivas, na troca fluídica que está acontecendo, e sinta a energia penetrando você, deixe-se preencher por essa luz. Comece a elevar sua frequência vibratória, procurando manter seu pensamento voltado para Deus.

Mentalize a ideia de que está se limpando, passando as pontas dos dedos da cabeça até as extremidades do seu corpo, e procure perceber seu corpo e os efeitos dos seus movimentos.

Isso é muito importante, pois no passe virtual o ambiente vai depender muito mais de nós, e devemos vigiar nossas emoções e pensamentos, pois são nossos bons sentimentos que vão nos ajudar a atrair os bons Espíritos para perto de nós.

Como relatado na Revista Espírita, de maio de 1866:

“Feliz aquele cujos sentimentos partem de um coração puro; espalha em seu redor como uma suave atmosfera, que faz amar a virtude e atrai os Espíritos bons; seu poder de irradiação é tanto maior quanto mais humilde for, isto é, mais desprendido das influências materiais que atraem a alma e a impedem de progredir”. – Luís de França. (P&R, 2021).

Quando esse momento de provação na Terra passar, e podermos novamente nos encontrar nos Centros Espíritas, teremos muitas trocas para fazer, e, para que estejamos bem mental e espiritualmente, o passe virtual bem realizado é uma ferramenta excepcional.

Graziele Cruzado

Fonte: Blog Letra Espírita

REFERÊNCIAS:

P&R: Os bons sentimentos atraem os bons Espíritos? Projeto Conhecer, Sentir, Viver Kardec. Disponível em: http://luzdoespiritismo.com/perguntas-e-respostas/pr-o-bons-sentimentos-atraem-os-bons-espiritos. Acesso em: 13 maio 2021.

VIVEIROS, Juliana. Passe espiritual – Conheça mais sobre o que se trata.  iQuilibrio. Disponível em: https://www.iquilibrio.com/blog/espiritualidade/espiritismo/passe-espiritual/. Acesso em: 10 maio 2021.

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RETORNO DOS ANIMAIS

Nilton Moreira

Os animais têm alma? Os animais possuem um princípio inteligente, diferente daquele que anima o homem. Mas não pensam, nem possuem o livre arbítrio, apenas instinto. Quando desencarnam, o princípio espiritual que o animou é reaproveitado em outro animal que vai nascer quase que imediatamente.

Os estudos nos dizem que somos todos filhos do mesmo Pai e os animais são, portanto, nossos irmãos de jornada planetária. Estão numa escala evolutiva bem inferior e distante de nós numa proporção equivalente a que estamos para o Criador. Temos, portanto uma grande obrigação de proporcionar a eles o meio de evoluírem, ajudando-os, já que eles ainda não possuem a inteligência, mas apenas o instinto.

Eles não têm a necessidade de permanecerem no plano espiritual por ocasião da morte, podendo retornar até de imediato, pois nada tem a resgatar, mesmo porque não possuem mediunidade. Todo mal que fizermos aos animais estaremos gerando uma dívida que deverá ser paga em próximas existências, pois é assim a Lei Divina, temos de reparar nossos erros mesmo que seja esse débito contraído em relação aos animais.

Infelizmente no homem ainda não despertou um sentimento capaz de atender os animais devidamente, até porque ainda não conseguimos nem dar o devido tratamento ao ser humano. Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava por ele, fazendo grande festa ao avistá-lo. Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse. O Chico então dizia: – Ah Boneca, estou com muitas pulgas! Imediatamente ela começava a coçar o peito dele com o focinho. Boneca morreu velha e doente.

Chico sentiu muito a sua partida. Envolveu-a no mais belo xale que ganhara e enterrou-a no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas. Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca. A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor e os presentes a pegavam no colo, sem, contudo, desalinhá-la de sua manta. A cachorrinha recebia afagos de cada um. A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus braços a pequena cachorra. Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a se agitar e a lambê-lo. – Ah Boneca, estou cheio de pulgas! Disse Chico. A filhotinha começou então a coçar-lhe as pulgas e parte dos presentes, que conheceram a Boneca, exclamaram: “Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico! ” Emocionados, perguntamos como isso poderia acontecer. O Chico respondeu: – Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta. É Boneca está aqui, sim e ela está ensinando a esta filhota os hábitos que me eram agradáveis. Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Por isso, quem maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar”.

Nilton Moreira

Artigo Semanal – Estrada Iluminada

Fonte: Espirit Book

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VOCÊ TEM MEDO DO UMBRAL?

Fernanda Oliveira

“O pensamento escolhe. A ação realiza. O homem conduz o barco da vida com os remos do desejo, e a vida conduz o homem ao porto que ele aspira chegar. Eis porque, segundo as Leis que nos regem, ‘a cada um será dado segundo as suas obras”. (XAVIER, 2004).

Segundo a definição do dicionário (UMBRAL, 2021), umbral é a soleira da porta, portal ou entrada. Segundo André Luiz (XAVIER, 2006) no livro “Nosso Lar”, é “estado ou lugar transitório por onde passam as pessoas que não souberam aproveitar a oportunidade de evolução em sua vida na Terra.”

Pode ser entendido como o local que os Espíritos ainda estão ligados às coisas materiais, muito endurecidos e teimosos. O umbral começa na crosta terrestre, é uma dolorosa região densa de sombras, erguida e cultivada pela mente humana, local de dor e sofrimento. No umbral, os Espíritos continuam geralmente apegados às formas do mundo material, local onde não existe a noção de justiça, solidariedade, convivência, fraternidade, beleza, harmonia e equilíbrio; muitas vezes o Espírito desencarna e passa anos ignorando sua condição de desencarnado. Nessa região, habitualmente, as paixões reinam soberanas, a vida moral é quase nula e os seres são fisicamente e moralmente inferiores.

A Justiça Divina se faz pelo tribunal da consciência, dotado de livre arbítrio, ou seja, da liberdade de escolha, é o Espírito o construtor de seu destino. Somos julgados por nosso próprio julgamento. Nossos sofrimentos são resultados de nossas condutas errôneas e indevidas no mundo terreno: “a cada um segundo as suas obras.”

Tudo na criação está conectado, todos os Espíritos possuem livre arbítrio. Nossos pensamentos formam um campo vibratório ao nosso redor, todo Espírito é um núcleo radiante de forças que criam e são capazes de transformar, destruir e modificar.

Nada se perde na criação, Deus não pune ou castiga seus filhos, vivemos experiências para o nosso crescimento. Colhemos na vida espiritual nossas prioridades na vida terrena. Há diferentes divisões no mundo espiritual, de acordo com o estado espiritual, intelectual e moral que o Espírito se encontra.

“O teu trabalho é a oficina em que podes forjar a tua própria luz”. (XAVIER e BACELLI, 1986).

O Universo é a casa de Deus, e ele sabiamente povoou de seres vivos todos os mundos. Os Espíritos passam por inúmeras existências em diferentes mundos conforme o seu grau evolutivo. O Espírito vive onde situa seus pensamentos e suas ações. De tempos em tempos, a humanidade atinge um momento de depuração, que é precedido de um expurgo planetário, os Espíritos que não conseguirem modificar a sua moral e intelecto serão relegados a mundos inferiores. O ser humano deixa os mundos inferiores por mundos mais felizes conforme vai se curando de suas enfermidades morais. É uma recompensa passar de um mundo inferior para um mundo de ordem mais elevada, como é uma consequência das escolhas prolongarem sua permanência em um mundo infeliz ou ser relegado a mundos inferiores onde viverá provas mais duras.

Não existem castigos, punições ou injustiça, temos que ter consciência que somos o que escolhemos ser. Tudo principia na própria pessoa. O que há é a reação a uma causa anterior, os Espíritos se agrupam por afinidade vibratória de acordo com o seu grau evolutivo. Cada Espírito, quando separado do seu corpo material, vai para o meio que para si próprio preparou; juntando aos que lhe assemelham, ficam na região que estão acostumados e se acham a vontade; sua futura morada está na sintonia das suas escolhas, conforme a lei da afinidade representada na expressão: “semelhante atrai semelhante”.

O objetivo maior da reencarnação é a capacidade que o ser possui de discernir e de fazer escolhas válidas para o seu próprio progresso. Kardec (2000) nos diz que só a reparação do que fizemos anula a sua causa, quando praticamos atitudes boas, generosas e caridosas caminhamos no sentido de nosso aperfeiçoamento. Aquele que se elevar de maneira a aprender toda uma série de existências, verá que a cada um é atribuída a parte que lhe compete. Toda e qualquer situação que enfrentamos é opção inteiramente nossa, fruto de nossas escolhas. Ninguém define nossos passos, a não ser nós mesmos.

O tempo de cada criatura despertar é único e será o tempo certo; quando o ser estiver pronto para compreender e conhecer, terá o discernimento para realizar tarefas benéficas para o seu crescimento e desenvolvimento.

A morte não dá início a uma nova realidade que nada tem a ver com o que vivemos na Terra, quando a morte do corpo nada mais faz do que dar continuidade à vida, que é sempre a mesma; não existe divisão de vida no corpo e de vida após a morte. Recolhemos da vida, que é sempre única, a semeadura realizada livremente no plano material. A vida não acaba, como muitos pensam, e vamos colher o resultado dessa semeadura.

Quando estamos na Terra, vivemos uma constante escolha entre o bem e o mal. Ao retornarmos para o lado espiritual da existência, iniciamos a colheita do que semeamos. A prioridade do Espírito é a conquista dos valores morais da existência, a evolução necessita desse vai e vem no corpo físico. A vida espiritual é igual à nossa vida terrena: estudo, trabalho, convivências, desafios, relações e conexão com nossos pensamentos e atos, fazendo com que as nossas ligações sejam com nossos semelhantes, com os espíritos que vibram na mesma sintonia. Conforme esclarecimento oportuno de O Evangelho segundo o Espiritismo (KARDEC, 2000): “No espaço, os Espíritos formam grupos unidos pela afeição, simpatia e pela semelhança das inclinações, buscando trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelos pensamentos. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, deram mais um passo no caminho da perfeição. Somente as afeições espirituais são duráveis; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem. Quanto às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas realmente nada são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.”

A lei natural é a lei de Deus e é a única verdadeira para a felicidade e evolução do ser humano. A lei divina é neutra e lhe devolve o que você dá. A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um. Somos donos da nossa mente e temos o livre arbítrio para fazer e manter conversas saudáveis, leituras edificantes, ter cuidado e atenção com o que falamos, escolher com consciência os programas de televisão aos quais daremos atenção, as músicas que escutamos, os locais que frequentamos, a maneira que nos comportamos, a forma como procuramos tratar os nossos semelhantes, vigiar os nossos pensamentos e atitudes. Somos responsáveis pelo nosso padrão mental.

Nas mudanças terrestres a sociedade atual está testando novos modelos e meios de se alcançar a felicidade, liberdade, harmonia, igualdade e amor – questões de respeito e de segurança mental, física e emocional. Conforme nos elucida “A Gênese” (KARDEC, 2020): “O Espiritismo, avançando com o progresso, jamais será ultrapassado, porque, se as novas descobertas lhe demonstrarem que está em erro acerca de um ponto, ele se modificara nesse ponto; se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.”

A existência é um chamado à ação, seja essa de responsabilidade, solidariedade, cuidado, renovação ou transformação do caráter.

“Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele”. (KING, 2021).

As leis divinas se cumprem e o livre arbítrio nos convida a subir degraus no uso da nossa capacidade intelectual. Estudar, pesquisar, questionar e reaprender continua sendo o caminho mais seguro e necessário quando temos vontade de caminhar na verdade e na luz.

Vamos caminhando com muitas energias positivas, com bom senso e equilíbrio e os pensamentos sempre elevados.

“Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más”. (KARDEC, 2000).

Fernanda Oliveira

Fonte:  Blog Letra Espírita

Referências:

KARDEC, Allan. A Gênese. 1ª ed. Capivari: Editora EME, 2020.
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 1ª ed. Capivari: Editora EME, 2000.
KING, Martin Luther. Pensador, 2021. Disponível em: <https://www.pensador.com/busca.php?q=Quem+aceita+o+mal+sem+protestar>. Acesso em: 14 mar. 2021.
XAVIER, Francisco Cândido. Nosso lar. Pelo Espírito André Luiz. 56. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006.  – Ação e reação. Pelo Espírito André Luiz. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004.    BACCELLI, Carlos A. Crer e Agir. Pelos Espíritos Emmanuel e Irmão José. 2. ed. São Paulo: Editora Ideal, 1986.  – UMBRAL. In: DICIO, Dicionário Online de Português. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2021.

 

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A PRESENÇA DE JESUS

Amélia Rodrigues

Aqueles eram dias de intensa e imorredoura saudade.

Desde que morrera e ressuscitara, Ele voltou a enxugar as lágrimas dos companheiros, a reconfortá-los, oferecendo-lhes combustível à fé atormentada, que os reerguia, a pouco e pouco, da situação dolorosa que experimentavam.

Tudo eram recordações inapagáveis.

Haviam retornado à Galileia conforme lhes fora solicitado, mas a região querida não era mais a mesma.

Todos os lugares rescendiam a Sua ausência e apresentava-se triste, sem qualquer encantamento.

Não podiam explicar a razão de tanto vazio existencial, de falta de sentido para viverem.

Não sabiam, conscientemente, o tanto quanto O amavam.

A ausência dEle era insuportável. Não tinham ânimo para os diálogos, como anteriormente, para as discussões e comentários habituais.

Ele fazia falta em tudo.

A vida sem objetivo é como um corpo sem oxigenação.

Ademais, não compreendiam, ainda não haviam absorvido tudo que se passara, naqueles dias turbulentos de festas e de infortúnio.

Desde a entrada triunfal em Jerusalém até o domingo da ressurreição, ultrapassava o seu entendimento, era enigmático.

As noites, antes iluminadas pelas Suas palavras, eram agora sombrias, embora as estrelas fulgurassem no zimbório que os cobrira de brilho no passado.

Foi num amanhecer em névoa junto à praia que Pedro O viu e, aturdido, conversou com Ele.

– Atira as redes para a direita – Ele propusera e quase rompeu-se o tecido da rede forte pelo número de peixes, após uma noite cansativa e infrutífera… (*)

A alegria substituiu todos os anteriores desencantamentos.

A felicidade cantava uma sonata de esperança nos seus corações enquanto O ouviam falar. A mesma doçura e igual beleza em tudo que falava.

Nenhuma queixa nem reclamação, acusação alguma ou qualquer lamento.

Ele falava do Reino nos corações e estimulava ao perdão e ao amor sem limites.

As criaturas, Ele afirmava, estão doentes além da ignorância que as domina e era necessário ter compaixão de todas, mesmo quando sob o açodar de dores e perseguições, que desabariam sobre todos, em memória do Seu nome e Sua mensagem.

As feras espirituais tinham fome de carne e sede de sangue.

A noite do sofrimento seria longa, mas o amanhecer de graças anunciava-se incomparável.

Pedia-lhes para que não resistissem ao mal e jamais abandonassem o bem.

Suas ovelhas seriam sempre unidas, não importando que fossem em pequeno número.

A morte pior para o ser humano é a defecção dos seus deveres, o abandono da Verdade, ao invés de ser a do cansaço nas lutas.

*****

O dia raiara brilhante e eles respiravam na praia, onde comiam assados peixes que lhes nutriam o corpo e a palavra dEle sustentava-lhes o Espírito.

Depois, sem recordar-se que era Ele, sim, porém em corpo espiritual, diluiu-se, fundiu-se na claridade das horas.

O júbilo voltou-lhes com o entusiasmo necessário para falarem sem medo sobre a Sua ressurreição.

Ainda, no entanto, não sabiam o que fazer.

Continuaram juntos sempre que possível, aguardando.

Nesse comeno, numa tarde em que a brisa macia soprava perfumada pelas flores silvestres, naquele monte próximo ao mar, numa paisagem de magia pela sua beleza, estavam reunidas quase quinhentas pessoas e João, inspirado, levantou-se e começou a narrar os últimos acontecimentos.

A Natureza respirava suave canção na brisa…

A palavra escorria dos lábios do jovem expositor emocionado, como uma cascata de luz.

Havia algo estranho em tudo…

Subitamente, Ele apareceu ao lado do discípulo amado, flutuando e incomparavelmente belo.

Todos foram dominados por estranho êxtase e o silêncio esplêndido foi quebrado:

Venho ter convosco pela última vez.

Agora cumpre-me ascender ao meu Pai, que me espera.

Eu vos deixo como ovelhas mansas no meio de lobos rapaces, quando beberão no mesmo regato em paz.

Nunca temais! Pisareis em serpentes, aplacareis as dores dos enfermos, limpareis a lepra dos corpos, os Espíritos maus vos respeitarão e sereis a minha voz e mensagem ao mundo.

Não receeis a morte, porque sois imortais como Eu.

Demonstrai aos poderosos como são fracos e sem valor os seus recursos e poderes de mentira no momento da morte.

Visitai as terras diferentes do mundo com a mesma sinfonia do amor, apesar dos castigos que vos aplicarão.

Tende coragem e fé!

Eu vos aliviarei do pesado fardo e vos receberei em júbilos após o testemunho.

Recordai sempre que Eu venci o mundo!

Sempre estarei convosco e nada mais nos separará.

Vencei a vida e a morte.

Ide e pregai sem cansaço.

Uma leve aragem acompanhava a Sua ascensão, enquanto o poente fechava o leque de douradas plumas do Sol e Ele desapareceu.

Agora era ouvida a canção dos astros no firmamento.

Emocionados, todos deixaram a montanha e avançaram mundo afora, falando e vivendo Jesus.

Em todos os séculos e lugares, depois dessa tarde encantadora, eles têm renascido para manterem e divulgarem a Palavra.

Mártires, heróis, artistas, sábios, nobres e plebeus, sempre perseguidos, têm reencarnado e o Evangelho tem salvado milhões de vidas de todos quantos são fiéis a Jesus.

Na atualidade de sombras e horrores, eles estão nas linhas de frente do trabalho, salvando vidas com solidariedade, em júbilo peculiar porque Jesus está presente no mundo amparando e cuidando das Suas ovelhas.

Cuida de seguir o teu rumo e não duvides nunca do milagre do amor dAquele que nos deu a existência, a fim de que também, por nossa vez, possamos fazer o mesmo.

Amélia Rodrigues

(*) João 21:11 e seguintes.

Nota da Autora espiritual.

Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 7.4.2021, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

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TOMAR VERGONHA

Richard Simonetti

1 – A Doutrina Espírita nos ajuda a identificar nossas falhas. Mesmo assim, não mudamos nossa forma de agir. Por que isso acontece?

Ocorre que essa postura é superficial, jogo de cena conosco mesmos. Falta aquele cair em si, de que trata Jesus, na Parábola do Filho Pródigo (Lucas, 15:11-24), em que o indivíduo reconhece a extensão de sua miséria moral, o quão distanciado está de Deus, e dispõe-se a caminhar ao Seu encontro. Minha avó traduzia isso dizendo que é preciso tomar vergonha.

2 – Sabemos que a Vida vem sendo comprometida no planeta em face da poluição produzida pelo Homem, que não respeita a Natureza. Por que agimos assim?

Falta tomar vergonha em relação ao assunto, assumindo uma consciência ecológica que nos leve a vigiar nosso comportamento nos contatos com a Natureza, tanto quanto devemos vigiar nossas iniciativas no relacionamento com o próximo.

3 – Considerando o clima de violência na atualidade, podemos dizer que muitos Espíritos estão fracassando em sua última oportunidade de renovação, despedindo-se da Terra, que já estaria deixando a condição de Mundo de Provas e Expiações e sendo promovida a Mundo de Regeneração?

Corremos sérios riscos se isso estiver acontecendo, porquanto, como ensinava Jesus no Sermão da Montanha (Mateus, 5:5), ficarão na Terra os que houverem conquistado a mansuetude. Para uma Humanidade sem vergonha, o vocábulo manso tem uma conotação pejorativa. Usá-lo ao nos dirigirmos a alguém soa ofensivo.

4 – Como você definiria a expressão manso, sob o ponto de vista evangélico?

É alguém que venceu a agressividade, guardando as raízes de sua estabilidade emocional em si mesmo, não nos outros. Não reage aos estímulos externos. Age, conforme o ajuste interno efetuado à luz dos ensinamentos de Jesus, a partir do momento em que tomou vergonha.

5 – A condição de Mundo de Regeneração, de que falam os Espíritos, estaria, então, distante?

Tão distante quanto nos encontramos da agressividade para a mansuetude. Creio que muita água vai rolar no rio do tempo até que tomemos vergonha, superando estágios primários de evolução que nos situam perto da taba.

6 – Poderíamos dizer que a Misericórdia Divina exercita a paciência nesse sentido?

Deus não tem pressa. Obviamente haverá o momento em que os recalcitrantes deixarão nosso planeta e serão confinados em mundos inferiores, onde a mestra Dor atuará com mais rigor. Chega o momento em que um pai, até por amor ao filho, será compelido a dar-lhe umas boas palmadas, a fim de que tome vergonha.

7 – Qual a importância da religião em favor desse objetivo?

A religião é o estímulo para que cultivemos o aspecto sagrado da existência, buscando cumprir os compromissos que assumimos ao reencarnar. Ajuda-nos nessa empreitada, mas pouco valerá se não estivermos dispostos a tomar vergonha.

8 – Considerando os esclarecimentos que nos oferece a respeito da vida espiritual, onde colheremos as consequências das ações humanas, podemos dizer que o Espiritismo nos ajuda a lidar melhor com os desafios da existência?

Sem dúvida! Quem sabe de onde veio, por que vive na Terra e para onde vai, certamente estará mais bem orientado nesse sentido. Não obstante, ainda aqui, a mudança de rumo, em favor do melhor, o tomar vergonha na cara é muito mais uma questão de acordar do que de aprender. Usando uma expressão popular, seria ligar o desconfiômetro, muito mais cumprir a sinalização da Vida, do que simplesmente conhecer seus regulamentos.

Richard Simonetti

Fonte: Kardec Rio Preto

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DOENÇA, ALIVIO OU CURA?

Itair Rodrigues Ferreira

A maioria de nós responderá que quer a cura. Por pior que seja a vida na Terra, há sempre a esperança de que ela melhore. Diz a mitologia grega que a semideusa Pandora abriu a tampa de sua caixa indevidamente, e todos os males se espalharam pelo mundo, só restando a esperança, a única forma de o homem não sucumbir às dores e aos sofrimentos. Embevecido pela vida, o indivíduo não quer a morte. Pode sofrer, mas se pudesse, perpetuaria seu corpo, como provam os adeptos da criogenia.

Essa ilusão o embala na viagem a caminho da morte, a etapa final da evolução biológica, porque a morte e a escolha são as duas ocorrências das quais nunca podemos nos evadir. A morte, esta famigerada personagem que amedronta e aniquila com o rastro de dor por onde passa, deixando o manto da saudade naqueles que ficam, é uma realidade necessária à renovação da vida; e a escolha, que nos possibilita a liberdade de ação, como afirmou o Dr. Viktor Frankl, psiquiatra judeu, sobrevivente do campo de concentração nazista de Auschwitz e criador da Logoterapia, uma terapia para dar sentido à vida: Entre o estímulo e a reação, há sempre a escolha.

E a doença? É a manifestação, no nosso corpo, das mazelas que trazemos insculpidas na alma, decorrentes de nossa conduta. A dor não é filha da Lei Divina, é criação nossa. O corpo é o filtro que permite eliminar essas impurezas, por isso devemos amar nossa vida de lutas e sofrimentos, sem reclamar, porque constitui o meio para atingirmos a suprema felicidade para a qual todos fomos criados. Porém, não soubemos ainda entrar na posse desse esplendor divino, porque temos trocado, ao longo de nossas existências, pela escolha dos vícios que corroem a alma: o orgulho, o egoísmo, a prepotência, a inveja, a cólera, a preguiça, etc., pagando o preço pelas nossas decisões, no uso do livre-arbítrio dado por Deus. Seremos o que fizermos de nossas vidas. Felizes ou desditosos.

No momento determinado por Deus, surgiram os meios para eliminar a dor: em 1845, o dentista norte-americano, Horace Wells, utilizou o óxido nitroso em operações dentárias e, no ano de 1846, outro dentista norte-americano, William Thomas Green Morton, numa experiência usando o éter para a extração de dentes, e a retirada de um tumor, no Hospital de Massachussetts, aboliu a dor nas cirurgias, criando os anestésicos. No ano de 1928, Alexander Fleming descobriu a penicilina e utilizou-a com sucesso, no dia 6 de agosto de 1942, em Harry Lambert, injetando-lhe o medicamento no fluido espinhal, para curar uma meningite, dando início à era dos antibióticos no combate às doenças. E, para o grande alívio da criatura humana, surgiram os analgésicos em imensa variedade de sais, contribuindo para uma vida mais saudável.

A cura é sempre a nossa rogativa principal, entretanto, perde sua importância quando tomamos conhecimento da necessidade da doença no estágio em que existimos. Todos somos doentes. Em alguns, a doença ainda não atingiu os nervos sensoriais, mas ela está ali, esperando o momento oportuno para instalar-se.

Jesus curou muitos enfermos pela Sua misericórdia. Os que estavam preparados, com o seu carma extinto, ficaram isentos da doença. Os que não estavam, posteriormente, tiveram-na de volta, já que traziam em si, seu germe psíquico. Há uma passagem no Evangelho que relata essa situação, intitulada a cura de dez leprosos. Jesus, no caminho para Jerusalém, passou por uma aldeia e saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e gritaram, dizendo: “Jesus, Mestre, compadece-te de nós!” Jesus curou-os.

Quando se viram sem a lepra, correram em louca disparada para retomar as cidadanias e seus haveres. Apenas um, dos dez, voltou para agradecer. Então Jesus lhe perguntou: “Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?” E disse-lhe: “Levanta-te e vai; a tua fé te salvou”. Nós também somos assim. Quando estamos doentes ou com algum outro problema, gritamos desesperados: “Jesus, Mestre, compadece-te de nós!” Prometemos ser bons, ajudar o próximo, modificar nosso comportamento, entretanto, tão logo recebemos a bênção, voltamos à mesma vida de outrora, esquecendo nossas promessas e nossas boas intenções.

Como a morte e a doença fazem parte do cenário terrestre, o alívio passa a ter um valor preponderante em nossa jornada de Espírito falido na busca da Casa Paterna, como nos ensinou o Pedagogo Incomparável, na parábola do filho pródigo. Como é bom o alívio de nossas dores! Sejam essas dores físicas, sejam psíquicas. No momento da aflição, no auge do desespero, nada pode ser melhor do que o bálsamo divino que vem serenar nosso sofrimento. Jesus, o doce Rabi da Galileia, nos prometeu esse alívio, e todas as suas promessas são cumpridas: Vinde a mim todos os cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Quanto à cura definitiva, esta pertence ao Espírito na mudança de trajetória no retorno ao seu Eu transcendental. Como afirmou William Shakespeare: “a transformação é uma porta que só abre de dentro para fora”.

Muita paz!

Itair Rodrigues Ferreira

Fonte: Correio Espirita

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FILHOS DIFICULTOSOS

Por Thereza de Brito – Momento Espírita

Diziam ser uma adolescente sem futuro. Desde cedo seus dias eram gastos em drogas e promiscuidade.

Tinha apenas dezesseis anos. Como poderia a mãe desistir de uma vida diferente para sua filha?

Ela desejava que Kátia estudasse, adentrasse os bancos universitários, abraçasse uma profissão, se tornasse uma pessoa útil para a sociedade.

No entanto, as reclamações na escola se sucediam. A jovem não comparecia às aulas, não apresentava as tarefas, muito menos se dedicava aos livros.

Era um caso perdido.

Contudo, um dia, durante uma agressão, ela feriu outro jovem e foi presa.

No julgamento, de uma forma inesperada, várias pessoas falaram a seu favor. Sua melhor amiga, aquela a quem ela confidenciava suas dores e suas loucuras.

Os pais dessa amiga que a haviam acolhido em seu lar, mais de uma vez, em dias muito ruins.

Considerando, além disso, algumas atenuantes, entre elas ter sido considerado o ato como legítima defesa, Kátia recebeu a penalidade de prestar um ano de serviço comunitário em um lar de idosos.

O julgamento, a perspectiva de uma pena muito dura, tudo a apavorara.

Pareceu despertar e no lar no qual passou a cumprir a sua pena, várias vezes na semana, encontrou um dos idosos a quem, em especial, se dedicou.

Para ele, ficava horas a ler. Era um senhor muito culto e, igualmente afeiçoando-se àquela jovem, foi sugerindo a pouco e pouco, novas ideias.

Tudo de uma forma quase lúdica em que discutiam a respeito das ações felizes ou infelizes dos personagens dos livros que ela lia para ele.

Kátia sentiu-se estimulada a estudar e suas notas, de forma incrível, no semestre seguinte, foram as melhores da turma.

Incentivada por Léo, ainda, ela se preparou para as provas que lhe dariam direito a adentrar a Universidade, definindo-se pelo Curso de Sociologia.

A transformação, a princípio, pareceu para a mãe e os amigos, ser fingimento. Mas, ao final, constataram que ela realmente se modificara.

A vida é assim. Tudo são oportunidades. Até mesmo algum revés, parecendo uma infelicidade, pode render bons frutos.

E também nos fala que nunca devemos desistir da renovação de nossos filhos.

Poderemos ter filhos irresponsáveis, marcados por desequilíbrios de comportamento, até cruéis.

São esses, em verdade, os que mais necessitam da assistência e compreensão materna e paterna.

Acreditemos que um dia tudo se resolverá. Nem sempre como idealizamos, mas, com certeza, chegará para eles o momento de reformulação.

Qualquer um de nós que viva essa agonia de ter um filho de comportamento antissocial ou atormentado por ações infelizes, continuemos amando-o.

Mais do que nossas palavras, necessita do nosso exemplo de honradez, honestidade, esforço no bem.

Entreguemo-nos nas mãos de Deus, e continuemos a abençoá-lo com nossa presença, com nossa mensagem de reeducação, de orientação, que jamais se perderá.

Nosso filho problema grave, lembremos, é antes de tudo filho de Deus.

Um dia, ele abrirá os olhos, contemplará nossos esforços e mudará o rumo da própria vida.

Prossigamos confiando!

Thereza de Brito

Por: Momento Espírita, Redação do Momento Espírita, com base no cap. 17, do livro Vereda familiar, pelo Espírito Thereza de Brito, ed. FRÁTER.

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MEDIUM REVELA OS BASTIDORES ESPIRITUAIS DA PANDEMIA

Uma mancha nas costas foi o pretexto usado pela espiritualidade para fazer com que Halu Gamashi, 58, procurasse atendimento em um hospital de Lisboa, em Portugal, onde vive. Chegando lá, ela ficou surpresa com o que viu. “Parecia que eu estava em um hospital do plano espiritual, porque havia mentores auxiliando inúmeros espíritos que estavam deixando o corpo físico, alguns sentindo dor, outros dormindo e alguns desesperados, sem entender o que estava acontecendo, em meio à pandemia do coronavírus”, comenta Halu, baiana de nascimento, terapeuta, escritora, filósofa, palestrante internacional e médium desde os 3 anos.

Mesmo habituada com as vivências espirituais daqui e do lado de lá, Halu disse que ficou espantada. “Não havia vivido uma experiência tão impactante. Fiquei paralisada e buscando entender onde eu estava. A realidade física se misturava à espiritual, até que meu mentor se aproximou de mim e disse que seria bom eu ver aquela situação para falar sobre ela”, relembra Halu.

Por meio de sua mediunidade, ela viu espíritos clamando por ajuda médica e os mentores tentando mostrar que eles já não estavam mais no corpo físico, outros relutantes em deixar o hospital com medo de não ver mais sua família, mas o que mais chamou sua atenção foi o grande número de desencarnados.

“Os que estão desencarnando pelo coronavírus não estão tendo um ritual de passagem, e os parentes nem podem se despedir. Presenciei um misto de desespero, surpresa, medo e desamparo, sentimentos que impactam os espíritos dos que estão desencarnando. Muitos se sentiam culpados”, relembra a médium.

Halu aconselha as famílias que perderam um ente querido a fazer um ritual de passagem, uma prece, que orem por todos que estão passando por essa situação.

Aqueles que não acreditam em Deus se reúnam, escutem uma música em honra e memória do desencarnado.

Quando retornou do hospital, Halu foi dormir, e seu espírito foi visitar os hospitais das colônias espirituais. “Muitos já estavam dormindo, alguns não queriam ficar ali, estavam desnorteados, acreditando que tinham sido transferidos de hospital sem o conhecimento da família e que não seriam mais encontrados. E a espiritualidade estava ali fazendo seu trabalho, como sempre, esclarecendo, ministrando medicações etéricas para acalmá-los”, observa.

Halu ressalta que essas vivências são muitos fortes, mas fazem parte de sua missão encarnatória. “Vim para dar meu testemunho de que a espiritualidade existe”. Todas essas vivências estão em seus livros e no seu canal no YouTube. Para escrever o livro “Caminhos de um Aprendiz”, a médium diz ter acompanhado 900 nascimentos e 900 desencarnes. “Não há duas histórias iguais de nascimento nem de morte. A única semelhança é o trabalho de socorro realizado pelos mentores espirituais. O que determina o desencarne é o esclarecimento mental da pessoa”, diz.

Halu relata que o socorro aos que estão desencarnando não é realizado apenas pelos mentores espirituais, mas por pessoas que se encontram encarnadas. “Muitos indivíduos de todo o planeta, por meio do desdobramento, estão auxiliando os mentores nos hospitais do plano espiritual, acalmando quem chega, preparando água fluidificada, dando passes”, diz.

O carma do planeta não pode aumentar

Em suas andanças no plano espiritual, a médium Halu Gamashi teve contato com uma equipe criada especialmente para vibrar pelos governantes mundiais, para que eles sejam mais humanos e zelem por todas as classes sociais. “O carma do planeta não pode aumentar. Eles estão pedindo que a consciência divina interceda pelos líderes planetários”, diz.

Halu sustenta que o coronavírus é a corporificação de forças negativas. “Vivemos num planeta em que tudo é vivo, mas finito, e que vem sendo muito atacado por nós, humanos. Essa situação começou a ficar pesada, e o planeta, como um organismo vivo, está criando anticorpos para se defender de nós. Neste momento há a catalisação de uma energia muito negativa. É como se o coronavírus nos dissesse: ‘Pessoal, vocês vão ficar dentro de casa e ver o que vocês criaram’”, comenta Halu.

Para ela, a Terra está vivendo um dos momentos mais tristes de sua história, devido ao materialismo e ao egoísmo. “As pessoas estão muito centradas em seu próprio ego. Filhos, cada um no seu quarto, família jantando sem conversar, cada um focado no seu celular. O coronavírus já estava aqui, a gente é que não viu. Já estávamos isolados, ele é apenas a materialização desse isolamento e de todo tipo de comportamento inadequado, como o racismo, a intolerância, a violência, a desigualdade social”.

E o planeta está se recuperando. “Enquanto estamos dentro de casa, as baleias, os golfinhos, as gaivotas e outros animais estão retomando seus espaços. A camada de ozônio se recompõe. Quando voltarmos para as ruas, vamos receber um planeta mais limpo, com menos poluição”, acredita Halu.

O momento é apocalíptico, de transformação, diz a médium. “Temos livre-arbítrio para fazer o bem, ficar na indiferença ou fazer o mal. Se 30% das pessoas fizessem o bem, sem esperar ações dos governos, o mundo seria bem melhor. Quando fizermos o bem, o governo vai ver que o povo pode viver sem ele, que tem o poder de decisão e está cuidando um do outro”, finaliza.

“Assim na terra como no céu” deve ser o novo lema

Momentos extremos exigem atos de bondade extremados. “Não vejo uma saída para vencermos o coronavírus que não passe pela solidariedade entre todos os povos. Precisamos refletir sobre isso. Como encarnados, o momento é de nos cuidarmos, usando máscara, fazendo o isolamento social, ajudando a quem precisa com uma cesta básica. Assim na terra como no céu. Vamos também orar pelos que partiram de forma tão difícil, abrupta, sem direito a uma despedida”, propõe a médium Halu Gamashi.

Fonte: Vinhas de Luz

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