CASAMENTOS PROVACIONAIS

Dr. Ricardo Di Bernardi

Dois espíritos que na romagem terrena se unem visando conviver sexualmente, o fazem, normalmente, buscando uma complementação física, emocional e sentimental… No entanto, a história de cada casal é muito mais antiga.

O planeta que habitamos é definido ou classificado pelos espíritos superiores como um mundo de provas e expiações. O percentual maior de seres humanos que aqui na Terra renascem, estão sob o regime de testes para verificação de aprendizado, isto é, provas. Muitos outros ainda renascem para reequilíbrio de desarmonias em sua estrutura psíquica, necessitando eliminá-las ou expiá-las, são as reencarnações expiatórias.

Importante lembrar que nossas vidas apresentam mais de um conteúdo com relação à programação reencarnatória. Todos nós nos deparamos com aspectos provacionais, expiatórios e, porque não, até missionários com relação à família e ao trabalho. Da mesma forma, os casamentos também apresentam diversos conteúdos, porém de forma didática os classificaremos conforme a característica mais significativa do programa reencarnatório.

Seguindo a concepção clássica, sobejamente conhecida dos estudiosos da vida espiritual, as uniões estáveis ou casamentos podem ser classificados em: provacionais, sacrificiais, acidentais, afins e transcendentais.

Os Casamentos provacionais ainda constituem a maioria dos reencontros programados para os que renascem em nosso planeta. São duas criaturas que trazem em seu inconsciente um registro comum ou histórico de vivências anteriores.

A questão do amor sexual já esteve presente entre ambos. Como somos, todos nós, seres em aprendizado na escola da vida, já erramos muito e fizemos sofrer aos companheiros de jornada, gerando em nós mesmos núcleos energéticos em desarmonia e esses se registraram em nosso “computador de dados” chamado de perispírito, psicossoma ou corpo astral.

Os dados computados e registrados em nosso corpo astral ocasionam um campo de energia que terá uma luminosidade específica, brilho, frequência de onda, coloração e outras peculiaridades que determinam uma irradiação peculiar e toda nossa. O antigo parceiro, com quem convivemos uma ou mais vidas, traz em sua estrutura íntima os mesmos registros, alusivos à vida pretérita em comum conosco.

Uma questão, frequentemente mencionada em seminários que efetuamos sobre Amor Sexo e Vidas Passadas: Como é possível que duas pessoas se sintam atraídas profundamente a ponto de se unirem de forma estável, já que não seriam almas afins, qual a “química” que os atraiu? Já que se trataria de um casamento provacional?

Trata-se da autoprogramação inconsciente que nossas estruturas extrafísicas determinaram. Quando aqueles que conviveram de forma tumultuada no passado se reencontram, se veem, na vida atual, estabelece-se um fluxo de energia entre ambos, motivado pela similaridade de seus registros energéticos. Uma sintonia automática ocorre, motivando um envolvimento ou encantamento no qual ambos imaginam estar diante do Ser mais especial que poderiam encontrar.

De fato, é o Ser que precisam reencontrar e, o automatismo perfeito das leis da natureza assim o programou.

Sem dúvida que a espiritualidade superior acompanha cada caso, no entanto é importante que saibamos ser a “Natureza” o livro divino onde Deus escreve a história de sua sabedoria…

Qual seria a finalidade de um casamento provacional? Sofrer? Estariam ambos destinados a um convívio desagradável? O “pagamento” das dívidas de um ou de ambos dar-se-ia pelo sofrimento?

Não, de forma alguma. A ideia de que sofrer “paga” dívidas é resquício da idade medieval e dos conceitos de penitência. As provas sejam em casamentos ou não, existem para serem vencidas, superadas abrindo-se caminhos para horizontes de felicidade.

Casamentos provacionais com o esforço dos parceiros poderão se tornar casamentos afins, se não nesta vida em uma próxima encarnação se o convívio atual criar estímulos novos e produtivos. Não se reencarna com finalidade de sofrer, mas para crescer, mudar, evoluir e amar. Por outro lado, não se está fazendo apologia da aceitação de convívios agressivos ou francamente nocivos e improdutivos nos quais a separação seria o caminho inexorável.

Temos notícia que, em determinados casos, a superação dos problemas determinará no final da vida presente um convívio fraterno e respeitoso. A superação das dificuldades mútuas ocasionará a liberação de ambos que, ao se sentirem livres na espiritualidade, poderão renascer em outro contexto, isto é, junto de suas almas afins.

Dr. Ricardo Di Bernardi

Médico, escritor, conferencista

Fonte:  Medicina e Espiritualidade

Fonte: G. E. Casa do Caminho de S. Vicente

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Mal de alzheimer numa visão espírita

“ALZHEIMER” – MAL ESPIRITUAL

O mal de “Alzheimer”, assim chamado por ter sido descrito, pela primeira vez, em 1906, pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, é uma doença degenerativa com profundas causas espirituais.

À semelhança de outras patologias psiquiátricas – diria, com maior propriedade, espirituais! –, como, por exemplo, a esquizofrenia, o mal de “Alzheimer”, cujo gene desencadeante, mais cedo ou tarde, a Ciência terminará por descobrir, tem no espírito a sua origem.

Ousaria dizer, nesta rápida análise, que a referida enfermidade, que, sem dúvida, vem, dia a dia, crescendo nas estatísticas médicas, longe de ser causa de prejuízo para o espírito reencarnado, surge justamente em seu auxílio, neste período decisivo para todos os que se encontram vinculados à Evolução do planeta.

Não mais se constitui em novidade para os estudiosos do Espiritismo que muitos, de alguns lustros para cá, estão tendo as suas últimas oportunidades sobre a Terra, aonde vem ocorrendo o mesmo fenômeno que provocou em Capela o êxodo de milhões e milhões de espíritos recalcitrantes.

Em maioria, as vítimas do “Alzheimer” são espíritos vitimados por processos de “auto-obsessão”, necessitados de ajuste com a consciência em níveis que nos escapam a qualquer tentativa de apreciação imediata.

Não fosse assim, não se justificaria que o espírito reencarnado, por vezes, permanecesse no corpo com as suas faculdades intelectuais suspensas por tempo indeterminado – muitos enfrentam tal prova por mais de 10, 15 ou 20 anos! –, quais mortos-vivos cuja existência carnal parece ter perdido o sentido.

Não vamos aqui trazer à baila a questão das provas compartilhadas com os seus demais familiares consanguíneos, mesmo porque, infelizmente, tais familiares (existem exceções) costumam se livrar dos parentes atacados pelo “Alzheimer”, confiando-os aos cuidados de uma clínica ou, simplesmente, trancafiando-os num dos cômodos isolados da casa, insensibilizando-se.

O objetivo, porém, destas nossas considerações, que muitos amigos vêm nos solicitando, é dizer que o doente, total ou parcialmente, desmemoriado, está entregue a si mesmo para um ajuste de contas com o cristalizado personalismo de outras eras – às vezes, não tão distante assim –, com o seu despotismo inconsciente, com o seu excessivo moralismo…

Temos, neste Outro Lado da Vida, tido a oportunidade de acompanhar a muitos que se retiram do corpo, pela desencarnação, que, sem que sejam considerados insanos, se mostram completamente alheios a si mesmos, esquecidos do que foram e do que são, à mercê de reencarnações à distância das situações sócio-econômico-culturais, inclusive religiosas, em que se perderam do Cristo! Estes espíritos, por ação da Misericórdia Divina, mergulhados num esquecimento, que não é o provocado pelo choque biológico da reencarnação, antes que, em definitivo, entrem na lista dos desterrados, terão oportunidade de recomeçar alhures, com a mente não mais obsessivamente fixada nas ideias equivocadas que vêm ruminando a muitas existências, vivendo num círculo vicioso difícil de ser rompido.

Portanto, a nosso ver, o “Alzheimer”, é uma doença auxiliar do espírito, que se, aparentemente, o desmorona intelectualmente, o faz ressurgir dos escombros de si mesmo com uma nova perspectiva existencial – bênção diante do qual alguns lustros de alienação do espírito, mergulhado em semelhante processo de “reconstrução íntima”, nada significam!

Inácio Ferreira

Uberaba – MG, 11 de junho de 2012.

Fonte:: http://radioboanova.com.br/artigos/alzheimermalespiritualumpoliticoacimadequalquersuspeita/

UM POLÍTICO ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA

Acredite, existe!

“— Eu não sou pobre! Pobres são aqueles que acreditam que eu sou pobre. Tenho poucas coisas, é certo, as mínimas, mas apenas para ser rico. Quero ter tempo para… dedicá-lo às coisas que me motivam. Se tivesse muitas coisas, teria que me ocupar de resolvê-las e não poderia fazer o que eu realmente gosto. Essa é a verdadeira liberdade, a austeridade, o consumir pouco. Vivo em uma pequena casa, para poder dedicar tempo ao que verdadeiramente aprecio. Senão, teria que ter uma empregada e já teria uma interventora dentro de casa. Se eu tivesse muitas coisas, teria que me dedicar a cuidar delas, para que não fossem levadas… não, com três cômodos é suficiente. Passamos a vassoura, eu e a velha, e já se acabou. Então, temos tempo para o que realmente nos entusiasma. Verdadeiramente, não somos pobres!” José Mujica – Presidente do Uruguai. Presidente do Uruguai José Mujica

QUEM É JOSÉ MUJICA?

(Artigo publicado à época em José Mujica foi presidente do Uruguai)

Conhecido como “Pepe” Mujica, o atual Presidente do Uruguai recebe USD$12.500/mês (doze mil e quinhentos dólares mensais) por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares, cerca de R$2.538,00 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro ele distribui entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.

“— Esse dinheiro me basta e tem que bastar, porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente Mujica.

Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando da companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.

Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen, cor celeste, avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucia Topolansky, também doa a maior parte de seus rendimentos.

A poucos quilômetros de Montevidéu, já saindo do asfalto, avista-se um campo de acelgas. Mais à frente, um carro da polícia e dois guardinhas: o único sinal de que alguém importante vive na região. O morador ilustre é José Alberto Mujica Cordano, conhecido como Pepe Mujica, presidente do Uruguai.

Perguntado sobre quem é esse Pepe Mujica, ele responde: “— Um velho lutador social, da década de 50, com muitas derrotas nas costas, que queria consertar o mundo e que, com o passar dos anos, ficou mais humilde, e agora tenta consertar um pouquinho de alguma coisa”.

Ainda jovem, Mujica se envolveu no MLN — Movimento de Libertação Nacional e ajudou a organizar os tupamaros, grupo guerrilheiro que lutou contra a ditadura. Foi preso pela ditadura militar e torturado. “— Primeiro, eu ficava feliz se me davam um colchão. Depois, vivi muito tempo em uma salinha estreita, e aprendi a caminhar por ela de ponta a ponta”, lembra o presidente uruguaio. Dos 13 anos de cadeia, Mujica passou algum tempo em um prédio, no qual o antigo cárcere virou shopping. A área também abriga um hotel cinco estrelas. Ironia para um homem avesso ao consumo e ao luxo.

No bairro Prado, a paisagem é de casarões antigos, da velha aristocracia uruguaia.

É onde está a residência Suarez y Reyes, destinada aos presidentes da República. Esse deveria ser o endereço de Pepe Mujica, mas ele nunca passou sequer uma noite no local. O palácio de arquitetura francesa, de 1908, só é usado em reuniões de trabalho.

Mujica tem horror ao cerimonial e aos privilégios do cargo. Acha que Presidente não tem que ter mais que os outros. “— A casinha de teto de zinco é suficiente”, diz ele. -“Que tipo de intimidade eu teria em casa, com três ou quatro empregadas que andam por aí o tempo todo? Você acha que isso é vida?”, questiona Mujica.

Gosta de animais, tem vários no sítio. Pepe Mujica conta que a cadela Manoela perdeu uma pata por acompanhá-lo no campo e que ela está com ele há 18 anos.

A vida simples não é mera figuração ou tentativa de construir uma imagem, seguindo orientações de um marqueteiro. Não, ela faz parte da própria formação de Mujica.

No dia 24 de maio de 2012, por ordem de Mujica, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência presidencial, que ele não ocupa porque mora no sítio. Ela só saiu de lá quando surgiu vaga em uma instituição. Neste início de inverno, a casa e o Palácio Suarez y Reyes, onde só acontecem reuniões de governo, foram disponibilizadas por Mujica para servir de abrigo a quem não tem um teto.

Em julho de 2011, decidiu vender a residência de veraneio do governo, em Punta del Este, por 2,7 milhões de dólares. O banco estatal República a comprou e transformará a casa em escritórios e espaço cultural. Quanto ao dinheiro, será inteiramente investido – por ordem de Mujica, claro – na construção de moradias populares, além de financiar uma escola agrária na própria região do balneário.

O Uruguai ocupa a 36ª posição do ranking de EDUCAÇÃO da Unesco (o Brasil ocupa a 88ª posição).

Já no ranking de DESENVOLVIMENTO HUMANO, o Uruguai ocupa o 48º lugar, (o Brasil ocupa o 84º lugar).

Mujica é um homem raro, nesses tempos de crise de valores morais e ética, dentre os políticos sul-americanos.

Fonte:: http://radioboanova.com.br/artigos/alzheimermalespiritualumpoliticoacimadequalquersuspeita/

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MÃES ESPECIAIS

Edson Figueiredo de Abreu

Mães que amam além do preconceito social. Solitárias e incompreendidas, mas determinadas e amorosas mães!

Chamo de mães especiais, àquelas mulheres que tiveram a coragem de trazer ao mundo físico crianças diferentes, chamadas de excepcionais, que são vistas pela maioria das pessoas como anormais. Crianças que, de alguma forma, possuem alguma necessidade especial e, por isso mesmo, são difíceis de manter, por demandarem muita atenção, cuidados especiais e dedicação amorosa.

Isso não quer dizer que eu não ache que as mães em geral sejam especiais, porque eu também acredito nisso. Afinal, ser mãe é realmente uma tarefa magnifica e dignificante, que merece toda a atenção e homenagens possíveis. Porém, as mães de crianças excepcionais, principalmente aquelas que cuidam de seus filhos com zelo e dedicação, são realmente diferentes e por isso merecem ser homenageadas também de maneira diferente, com toda atenção, intensidade no carinho e amor que pudermos dedicar-lhes.

Isso porque a vida delas não é fácil, já que renunciam a muitas coisas para se dedicarem a seus filhos, os quais, na maioria das vezes, são rejeitados e não aceitos pela sociedade. Aliás, muitas destas mães também são rejeitadas pela sociedade, que infelizmente as condena com um olhar desdenhoso e preconceituoso, como se elas fossem as culpadas por seus filhos serem diferentes. E, infelizmente, ser diferente neste mundo de mesmices e padrões ditados pelo preconceito, é candidatar-se ao sofrimento sem culpa direta.

No nosso dia a dia, não é raro estas mães e seus filhos serem vistos com olhares malsãos, enviesados e carregados de repulsa e aversão. Na via pública, já vi pessoas se afastarem, atravessarem a rua ou mudarem a direção apenas para não cruzarem com uma mãe que caminhava com seu filho considerado por muitos como problemático. Também já vi algumas destas mães e seus filhos receberem olhares acusadores e cobradores, isso quando não são olhares de pena ou compaixão, como se as pessoas tivessem o direito de se travestirem de juízes, os quais determinam que Deus está punindo essas criaturas por serem pecadoras.

Peço a você que pense comigo: Será que Deus realmente castiga estas mães com seus filhos diferentes porque são pecadoras e merecem punição? Na verdade, as pessoas não percebem que ao pensarem assim, estabelecem para Deus parâmetros de sentimentos humanos e tão falhos quanto os seus próprios. É, então, um Deus que castiga porque seu amor não é suficiente ou porque se sente de alguma forma ofendido por não ser obedecido ou ainda pelas livres escolhas dos seus filhos, aos quais outorgou a capacidade de pensar, decidir e agir por conta própria. Um Deus arrependido da sua criação! Quem pensa assim, na verdade, são aquelas pessoas que abandonariam seus filhos se estes fossem excepcionais, aliás, como muitas mães e pais realmente o fazem. E neste sentido, há que se ressaltar que muitos covardes e fracos pais agem assim, deixando a carga inteiramente para a mãe.

Infelizmente até no meio espírita nós temos pessoas que pensam assim. Pessoas que, por não estudarem adequadamente a Doutrina Espírita, observam a situação destas mães com um olhar raso e estreito de vergonha, castigo, dor, punição, sofrimento, resgate etc. Mães que, no seu entender, devem de sofrer porque foram pecadoras e agora estão pagando por seus erros de vidas passadas. É seu carma, dizem rasteiramente!!

No entanto, eu não vejo desta forma!

E vou explicar o porquê, focando, principalmente, nas necessidades reencarnatórias das mães e não na dos filhos excepcionais, os quais podemos “deduzir”, estão, na sua maioria, em uma espécie de resgate ou expiação terrestre e, até mesmo em aprendizados, em alguns casos. Lembrando que, segundo os Espíritos elevados em O livro dos Espíritos, o espírito de uma criança excepcional, seja esta excepcionalidade de qualquer grau, pode ser na realidade um espírito bem capacitado e as vezes mais inteligente do que nós mesmos. O que o impede de manifestar-se livremente e na plenitude de suas faculdades é o corpo físico que possui alguma anomalia, que, por sua vez, foi pré-determinada antes do reencarne. (vide questões 373 e 374 de O livro dos Espíritos).

Os Espíritos superiores também disseram que os espíritos reencarnam para sua evolução e novos aprendizados, além de provas, expiações, resgates e até missões específicas (questões 258 a 273 de O Livro dos Espíritos). Assim sendo, podemos interpretar, porém, sem efetivamente afirmar, que normalmente as escolhas são feitas no plano espiritual antes do reencarne, com uma possível assessoria de espíritos mais elevados e experientes (os popularmente chamados mentores). E, para que ocorra o reencarne do espírito, é necessário também um acordo prévio com seus futuros pais biológicos ou mesmo aqueles que assumirão a criança na falha ou falta destes. Neste caso, podem ser os avós, um parente próximo ou até mesmo um casal estranho à criança que venha a adotá-la. Então, são “raros” os reencarnes que “não passam” por todo esse processo de concordância e acertos prévios entre todos os envolvidos. Eu, particularmente, não acredito em reencarnes compulsórios.

Neste sentido, ocorrem reencarnes que atendem a necessidades especificas do espírito e outros que “somados” também atendem a necessidades dos pais, principalmente das mães, haja vista que, na vida física, normalmente são elas que assumem a maior carga. Assim sendo, observando alguns comportamentos do dia a dia, podemos “deduzir” e “especular” quais as mães que estão vivenciando cada uma das situações citadas acima de: “provas”, “resgates”, “expiações”, “aprendizados” ou “missões”, a saber:

a) A mãe que dá à luz a uma criança excepcional e depois a “abandona”, pode ter assumido um compromisso com aquele determinado espírito antes do reencarne do mesmo, mas, por diversas razões, sendo a maioria delas oriundas das necessidades e preconceitos da vida física e a não observância das leis de “Sociedade” e “Justiça, Amor e Caridade”, não suporta a carga e declina do seu compromisso. “Aqui não podemos deixar de citar a responsabilidade compartilhada do pai, que normalmente é o primeiro a declinar, comprometendo-se para o futuro – causa e efeito – e aumentando a carga da mãe”;

b) A mãe que dá à luz a uma criança excepcional e a “mantém sob seus cuidados”, mas reclama de tudo e se sente desconfortável com esta circunstância, pode estar em uma possível situação de prova ou expiação, porém não está entendendo, aceitando e talvez não suportando o encargo, como foi planejado anteriormente. A vergonha e o sofrimento com que lida com a situação espelha justamente a sua expiação. É bem provável que, pela falta de compreensão e apoio da sociedade, ela venha também a declinar do seu compromisso;

c) A mãe que dá à luz a uma criança excepcional e a “mantém sob seus cuidados”, com atenção, amor, carinho, dedicação, tratando seu filho como trataria um filho “dito” normal, também pode estar em situação de compromisso, o qual entendeu e aceitou de bom grado conscientemente. Esta mãe tem grandes probabilidades de completar com êxito seu compromisso prévio.

A situação desta mãe também pode representar uma missão de aprendizado ou ainda uma missão de uma tarefa específica. Talvez ela nem tenha compromissos com aquele espírito, mas decidiu, em uma ação de benemerência, aceitá-lo como filho para ajudá-lo na sua evolução, assim como também aprender com ele. Lá no seu íntimo, apesar da carga e da incompreensão do mundo à sua volta, ela se sente recompensada e feliz com sua missão de mãe, independentemente das limitações físicas do filho e dos olhares acusadores da sociedade.

Eis a razão por que eu acho que estas mães são realmente especiais! São espíritos fortes, amorosos e equilibrados, invariavelmente espiritualizados e muito conscientes de suas obrigações e deveres. É por isso que eu acredito que elas devem ser encaradas e tratadas pela sociedade de forma diferente das demais mães.

São pessoas que, ao contrário do que se pensa, tem de ser admiradas e valorizadas pela sua coragem, dedicação, desprendimento e amor incondicional. Também porque, neste mundo extremamente materialista e consumista, são muito poucas as pessoas que conseguem isso. É isso que as torna especiais, pois a tarefa à qual se dispuseram realizar é para poucos, e mais, são poucas também as pessoas que a concretizam com sucesso!

Encerro este artigo externando minha profunda admiração e respeito a todas essas mães especiais, principalmente aquelas que cuidam de seus filhos excepcionais com amor, carinho e dedicação. Parabéns para vocês, pois apesar da incompreensão do mundano mundo, seguem firmes no seu amor incondicional aos filhos classificados como especiais, mas, na realidade, creiam, especiais são vocês.

Solitárias e incompreendidas, mas determinadas e amorosas mães!

Mães que amam além do preconceito social.

Por Edson Figueiredo de Abreu, do ECK

Fonte: Portal Casa Espírita Nova Era

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QUANDO UMA PESSOA MORRE, SABE QUE MORREU?

Rogério Miguez

Há pouquíssimas fatalidades nas leis de Deus, uma delas certamente é representada pelo inevitável desfecho da morte. A primeira obra básica da Doutrina em uma de suas abordagens sobre o tema assim se expressa (1):

Algumas pessoas só escapam de um perigo mortal para cair em outro. Parece que não podiam escapar da morte. Não há nisso fatalidade?

“Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte o é. Chegado esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não podeis furtar-vos.”

Fatalismo biológico, ou seja, não há corpo físico – instrumento de trabalho do ser imortal -, que possa existir eternamente, mais cedo ou mais tarde as células desagregam-se provocando o colapso desta estrutura material, casa provisória onde se abriga o Espírito reencarnado.

A ciência, embora tentando há bom tempo sintetizar o elixir da eternidade, nada ainda encontrou, e jamais terá sucesso, pois a lei de Deus não contempla a indestrutibilidade do corpo físico, apenas a do Espírito, sendo assim, é de esperar-se que todos os seres vivos acabem morrendo, fato comum desde o início dos tempos.

Ora, como já tivemos numerosas vidas, consequentemente já morremos inúmeras vezes, já experimentamos este fatalismo em muitas ocasiões, poder-se-ia assim imaginar que já houvéssemos registrado este aprendizado e toda vez que morrêssemos, lembraríamos do que estaria sucedendo naquele singular instante.

Ocorre que tal não se dá, ainda nos encontramos muito inferiores na escala da evolução, dificultando sobremaneira o entendimento do que está acontecendo no momento em que o Espírito inicia o seu desligamento do corpo, por motivos diversos, para retornar a vida verdadeira, a espiritual.

De modo geral, há uma perturbação, confusão esta função do modo de vida escolhido pelo Espírito: se a vida foi mais espiritualizada, atenua o estado de confusão mental a ponto do Espírito alcançar plena consciência de seu desencarne, alguns, raros, podem mesmo providenciar o próprio desligamento do perispírito do corpo físico; quando muito material, a perturbação é intensa.

Sendo este último o caso a se aplicar à grande maioria, podemos concluir de forma geral: quando a pessoa morre, não sabe que morreu. Em muitos há a percepção de uma mudança significativa, pois não conseguem mais conversar com os vivos; seus parentes, por exemplo, não respondem mais às suas indagações; percebem também não ter mais acesso às coisas materiais, e assim por diante. Seria como um sonho ruim, um pesadelo, onde está tudo às avessas. Algum tempo será necessário para conscientizar-se ou mesmo ser conscientizado por outrem, que faleceu. Outros dormem ao desencarnar, passaram a vida inteira alheios aos postulados divinos, nada esperavam após a morte, entrando assim em um estado semelhante à hibernação até serem acordados para a fatalidade da vida.

Podemos apontar um caso, entre tantos, para exemplificar o que pode ocorrer na ocasião da morte. No livro Os Mensageiros (2) de André Luiz, há um capítulo intitulado Pavor da morte, onde é descrita uma situação peculiar em um necrotério. Havia um cadáver de uma jovem e ao seu lado estava uma entidade masculina em atitude de zelo chamando há seis horas a recém desencarnada para abandonar o corpo. O inesperado nesta descrição é que a falecida estava unida aos despojos copiando a posição cadavérica, com medo de deixá-los. Aterrorizada, fechava as pálpebras para não ver algo que a atemorizava. Esta entidade ao seu lado era o seu noivo que a havia antecedido no fenômeno da morte e agora ali estava para recebê-la com alegria, contudo, pelo despreparo espiritual da jovem, esta acreditava ver um fantasma, porquanto recordava-se claramente da morte do noivo.

Aniceto, instrutor de André Luiz nesta obra, ambos vivenciando esta situação sui generis, orientam o noivo para se afastar temporariamente, pois não conseguiria realizar o seu intento de recebê-la e levá-la para uma casa espiritual, considerando estar a noiva muita aturdida, acreditando estar sendo perseguida por um morto, passava por um pesadelo. Experiente neste tipo de situação, Aniceto se faz passar por um doutor anunciando um novo tratamento à jovem, esta aceita a oferta, afastando-se finalmente do corpo. Aniceto, aproveitando o momento, aplicou passes magnéticos adormecendo-a e, em seguida, entregando-a ao seu prestativo noivo: Caso resolvido!

Vemos desta forma uma possível consequência de não nos prepararmos para a morte do corpo material, este, sempre chega a seu termo na hora adequada, enxergando naquela apenas um desdobramento natural da continuidade da vida.

Rogério Miguez

Fonte: Espiritismo na Rede

 Referências:

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 69. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1987. q. 853; e XAVIER, Francisco C. Os mensageiros. Pelo Espírito André Luiz. 16. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1983. cap. 48 – Pavor da morte, p. 250 e 251.

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NAMORO

Emmanuel

«Pergunta – Além da simpatia geral, oriunda da semelhança que entre eles exista, votam-se os Espíritos recíprocas afeições particulares?»

«Resposta – Do mesmo modo que os homens, sendo, porém, que mais forte é o laço que prende os Espíritos uns aos outros, quando carentes de corpo material, porque então esse laço não se acha exposto às vicissitudes das paixões.» Questão nº 291, de O LIVRO DOS ESPIRITOS».

A integração de duas criaturas para a comunhão sexual começa habitualmente pelo período de namoro que se traduz por suave encantamento.

Dois seres descobrem um no outro, de maneira imprevista, motivos e apelos para a entrega recíproca e daí se desenvolve o processo de atração.

O assunto consubstanciaria o que seria lícito nomear como sendo um “doce mistério” se não faceássemos nele as realidades da reencarnação e da afinidade.

Inteligências que traçaram entre si a realização de empresas afetivas ainda no Mundo Espiritual, criaturas que já partilharam experiências no campo sexual em estâncias passadas, corações que se acumpliciaram em delinquência passional, noutras eras, ou almas inesperadamente harmonizadas na complementação magnética, diariamente compartilham as emoções de semelhantes encontros, em todos os lugares da Terra.

Positivada a simpatia mútua, é chegado o momento do raciocínio.

Acontece, porém, que diminuta é, ainda, no Planeta, a percentagem de pessoas, em qualquer idade física, habilitadas a pensar em termos de autoanálise, quando o instinto sexual se lhes derrama do ser.

Estudiosos do mundo, perquirindo a questão apenas no “lado físico”, dirão talvez tão somente que a libido entrou em atividade com o seu poderoso domínio e, obviamente, ninguém discordará, em tese, da afirmativa, atentos que devemos estar à importância do impulso criativo do sexo, no mundo psíquico, para a garantia e perpetuação da vida no Planeta.

E’ imperioso anotar, entretanto, em muitos lances da caminhada evolutiva do Espírito, a influência exercida pelas inteligências desencarnadas no jogo afetivo. Referimo-nos aos parceiros das existências passadas, ou, mais claramente, aos Espíritos que se corporificarão no futuro lar, cuja atuação, em muitos casos, pesa no ânimo dos namorados, inclinando afeições pacificamente raciocinadas para casamentos súbitos ou compromissos na paternidade e na maternidade, namorados esses que então se matriculam na escola de laboriosas responsabilidades. Isso porque a doação de si mesmos à comunhão sexual, em regime de prazer sem ponderação, não os exonera dos vínculos cármicos para com os seres que trazem à luz do mundo, em cuja floração, aliás, se é verdade que recolherão trabalho e sacrifício, obterão também valiosa colheita de experiência e ensinamento para o futuro, se compreenderem que a vida paga em amor todos aqueles que lhe recebem com amor as justas exigências para a execução dos seus objetivos essenciais.

Emmanuel

Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Livro: Vida e Sexo – 3

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PERISPÍRITO – Joanna de Ângelis

CONCEITO

Parte essencial do complexo humano o perispírito ou psicossoma se constitui de variados fluidos que se agregam, decorrentes da energia universal primitiva de que se compõe cada Orbe, gerando uma matéria hiperfísica, que se transforma em mediador plástico entre o Espírito e o corpo físico.

Graças à sua existência, a dualidade ancestral, Espírito e Matéria, se transformou em organização trina, em considerando a essencialidade de que se faz objeto, na sustentação da vida vegetativa e orgânica, de que depende o soma, como veículo da Alma, e, simultaneamente, pelas impressões que envia à centelha encarnada, que as transforma em aquisição valiosa, decorrente da marcha evolutiva.

Revestimento temporário, imprescindível à encarnação e à reencarnação, é tanto mais denso ou sutil, quanto evoluído seja o Espírito que dele se utiliza. Também considerado corpo astral, exterioriza-se através e além do envoltório carnal, irradiando-se como energia específica ou aura.

Por mais complexos cálculos se processem as técnicas para o estudo da irradiação perispiritual ou da sua própria constituição, faltam, no momento, elementos capazes de traduzir aquelas realidades, por serem, por enquanto, de natureza desconhecida, embora existente e atuante. Não é uma condensação de caos elétrico ou de forças magnéticas, antes possui estrutura própria, maleável, em algumas circunstâncias tangível – como nas materializações de desencarnados, nas aparições dos vivos e dos mortos; atuante – nos transportes, nas levitações; ora ponderável, podendo aumentar ou diminuir o volume e o peso do corpo; ora imponderável, como ocorre nas desmaterializações e transfigurações.

Informe na sua natureza íntima, adquire a aparência que o Espírito lhe queira imprimir, podendo, desse modo, tornar-se visível em estado de sono ou de vigília, graças às potencialidades de que disponha o Ser que o manipula.

Conhecido pelos estudiosos, desde a mais remota antiguidade, há sido identificado numa gama de rica nomenclatura, conforme as funções que lhe foram atribuídas, nos diversos períodos que duravam as investigações.

Desde as apreciáveis lições do Vedanta quando apareceu como Manu, maya e Kosha, era conhecido no Budismo esotérico por Kama-rupa, enquanto no Hermetismo egípcio surgiu na qualidade de Kha, para avançar, na Cabala hebraica, como manifestação de Rouach. Chineses, gregos e latinos tinham conhecimento da sua realidade, identificando-o seguramente. Pitágoras, mais afeiçoado aos estudos metafísicos, nominava-o carne sutil da alma e Aristóteles, na sua exegese do complexo humano, considerava-o corpo sutil e etéreo. Os neoplatônicos, de Alexandria, dentre os quais Orígenes, o pai da doutrina dos Princípios, identificava-o como aura; Tertuliano, o gigante inspirado da Apologética, nele via o corpo vital da alma, enquanto Proclo o caracterizava como veículo da alma, definindo cada expressão os atributos de que o consideravam investido.

Na cultura moderna, Paracelso, no século XVI, detectou-o sob a designação de corpo astral, refletindo as pesquisas realizadas no campo da Química e no estudo paralelo da Medicina com a Filosofia, em que se notabilizou. Leibniz, logo depois, substituindo os conceitos panteístas de Spinoza pela teoria dos “átomos espirituais ou mônadas”, surpreendeu-o, dando-lhe a denominação de Corpo Fluídico.

Outros perquiridores, penetrando a sonda da investigação no passado e no presente, localizam-no na tecedura da vida humana como elemento básico da organização do ser.

Perfeitamente consentâneo aos últimos descobrimentos, nas experiências de detecção por efluvioscopia e efluviografia, denominado corpo bioplásmico, o Apóstolo Paulo já o chamava corpo espiritual, conforme escreveu aos coríntios (I Epístola, 15:44), corpo corruptível, logo depois, na mesma Epístola, verso 53, ou alma, na exortação aos companheiros da Tessalônica (I Epístola, 5:23), sobrevivente à morte.

FUNÇÕES

Organizado por energias próprias e electromagnéticas e dirigido pela mente, que o aciona conforme o estágio evolutivo do Espírito, no corpo espiritual ou perispírito estão as matrizes reais das funções que se manifestam na organização somática.

Catalisador das energias divinas, que assimila, é encarregado de transmitir e plasmar no corpo as ordens emanadas da mente e que procedem do Espírito.

Arquivo das experiências multifárias das reencarnações, impõe, na aparelhagem física, desde a concepção, mediante metabolismo psíquico muito complexo e sutil, as limitações, coerções, punições, ou faculta amplitude de recursos físicos e mentais, conforme as ações do estágio anterior, na carne, em que o Espírito se acumpliciou com o erro ou se levantou pela dignificação.

Interferindo decisivamente no comportamento hereditário, não apenas modela a forma de que se revestirá o Espírito, desde o embrião que se lhe amolda completamente, como reproduzindo as expressões fisionómicas e anatómicas, quando da desencarnação.

Graças às moléculas de que se forma, responde pelas alterações da aparelhagem fisiopsíquica, no campo das necessidades reparadoras que a Lei impõe aos Espíritos calcetas.

É o responsável pela irradiação da energia dos trilhões de corpúsculos celulares – essas pequenas usinas que se aglutinam ao império das radiações que lhes impõem a gravitação harmônica, na aparelhagem que constitui os diversos órgãos cuja forma e anatomia lhe pertencem, cabendo às células apenas o seu revestimento -, exteriorizando a aura e podendo, em condições especiais, modelar a distância o duplo etéreo, tornando-o tangível.

Graças à sua complexidade, conserva intacta a individualidade, através da esteira das reencarnações, e se faz responsável pela transmissão ao Espírito das sensações que o corpo experimenta, como ao corpo informa das emoções procedentes das sedes do Espírito, em perfeito entrosamento de energias entre os centros vitais ou de força, que controlam a aparelhagem fisiológica e psicológica e as reações somáticas, que lhes exteriorizam os efeitos do intercâmbio.

Nele estão sediadas as gêneses patológicas de distúrbios dolorosos quais a esquizofrenia, a epilepsia, o câncer de variada etiologia, o pênfigo… que em momento próprio favorece a sintonia com microrganismos que se multiplicam desordenadamente e tomam de assalto o campo físico ou através de sintonias próprias, ensejando a aceleração das perturbações psíquicas de largo porte.

Em todo processo teratológico os fatores causais lhe pertencem. E, num vasto campo de problemas emocionais como fisiológicos, as síndromes procedem das tecelagens muito delicadas da sua ação dinâmica, poderosa.

Desde épocas imemoriais, a filosofia hindu, estudando as suas manifestações no ser reencarnado, relacionou-o com os chakras (1) ou centros vitais que se encontram em perfeito comando dos órgãos fundamentais da vida, espalhados na fisiologia somática, a saber: coronário, também identificado como a “flor de mil pétalas”, que assimila as energias divinas e comanda todos os demais, instalado na parte central do cérebro, qual santuário da vida superior – sede da mente -, responsável pelos processos da razão, da morfologia, do metabolismo geral, da estabilidade emocional e funcional da alma no caminho evolutivo; cerebral ou frontal, que se encarrega do sistema endocrínico, do sistema nervoso e do córtice cerebral, respondendo pela transformação dos neuroblastos em neurônios e comandando desde os neurônios às células efetoras; laríngeo, que controla os fenômenos da respiração e da fonação; cardíaco, que responde pela aparelhagem circulatória e pelo sistema emocional, sediado entre o esterno e o coração; esplénico, que se responsabiliza pelo labor da aparelhagem hemática, controlando o surgimento e morte das hemácias, volume e atividade, na manutenção da vida; gástrico, que conduz a digestão, assimilação e eliminação dos alimentos encarregados da manutenção do corpo; genésico, que dirige o santuário da reprodução e engendra recursos para o perfeito entrosamento dos seres na construção dos ideais de engrandecimento e beleza em que se movimenta a Humanidade.

Incorporando experiências novas e eliminando expressões primitivas, é o fator essencial para o intercâmbio medianímico entre encarnados e desencarnados.

(1) Chakra – Palavra sánserita que significa roda. Igualmente conhecida, em páli, como Chakka. – Nota da Autora espiritual.

MORAL x PERISPÍRITO

Refletindo o pretérito do homem, na forma de tendências no presente, liberta-se das fixações negativas ou as avoluma, consoante a direção, que ao Espírito aprouver aplicar, dos recursos natos.

 

Toda experiência venal brutaliza-o, desequilibrando-Ihe os centros vitais que, posteriormente, responderão com distonias e desordens variadas, em forma de enfermidades insolúveis.

As ações de enobrecimento e os pensamentos superiores, quando cultivados, oferecem-lhe potencialidades elevadas, que libertam das paixões, com consequente sublimação dos sentimentos que exornam o Espírito.

Não foi por outra razão que o Mestre recomendou cuidado em relação aos escândalos, às agressões mentais, morais e físicas, considerando melhor o homem entrar na Vida sem o membro escandaloso, do que com ele, como a afirmar que melhor é ser vítima do que fator de qualquer desgraça.

Possui todo Espírito os inestimáveis recursos para a felicidade como para a desdita, competindo-lhe moralizar-se, disciplinar-se, elevar-se, a fim de ascender à pureza, após a libertação das mazelas de que se impregnou.

ESTUDO E MEDITAÇÃO

“O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qualquer?” “Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.” Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito.

Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Livro: Estudos Espíritas – 4

(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 93).

“(.-.) Somente faremos notar que no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis”..

(O Livro dos Médiuns, Allan Kardec, item 54).

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DESAMPARADOS NÃO!

Nilton Moreira

O Evangelho que consta a trajetória de Jesus na Terra é um compêndio que vamos nos deparar por várias e várias vidas. Impossível assimilá-lo em uma existência apenas. Contém a fórmula para que nos modifiquemos indo ao encontro do Pai. Uns conseguirão compreender mais rapidamente e galgarão degraus na escala dos mundos mais evoluídos em menos tempo, outros demorarão mais, encontrarão no sofrimento e lágrimas o ingrediente que os fará modificar-se.

A Terra é insignificante do ponto de vista de tamanho em relação aos demais mundos, porém muito importante do ponto de vista da Criação, e nunca nos foi negado ajuda, amparo e aporte de conhecimentos. Ao longo dos milênios, muitos foram os Espíritos esclarecidos que aqui encarnaram trazendo rumo para nossa caminhada, como Moises, Sócrates, Buda e Jesus. O Mestre foi o mais elevado Espírito que passou pelo Planeta e deve ser adotado como nosso modelo e guia, não importando que não consigamos vivenciar tudo que ele nos ensinou, pois temos todo o tempo possível para aprender e exteriorizar todo amor por Ele pregado.

No livro A Caminho da Luz, de Chico Xavier, tem a seguinte explicação: “Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos do nosso sistema existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias. Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros Divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos. A primeira verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção”.

Jesus além de ter presidido a criação da Terra há bilhões e bilhões de anos, retornou para nos trazer o Evangelho de Luz. Portanto é muito grande a importância nossa para o Criador, não nos desamparando. Apenas sofremos quando nos distanciamos do bem. Muitas pessoas perdem o endereço de Deus como se diz normalmente. Por várias ocasiões encontramos pessoas que dizem não acreditar em Deus. Tentamos convencê-las ao contrário, mas se mostram irredutível. Na realidade mesmo que essas pessoas não vão ao encontro de Deus, um dia Deus as encontrarão, pois que tudo está dentro de um planejamento perfeito e falta sim ao homem a capacidade para entender os objetivos da Criação o que será conseguindo à medida que evoluirmos e assimilarmos o Evangelho.

Paz a todos.

Nilton Moreira

Artigo da Semana – Estrada Iluminada

Fonte: Espirit Book

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DOENÇAS REAIS OU IMAGINÁRIAS?

Sidney Fernandes

O vertiginoso avanço da medicina, do início do século XX até o presente momento, vem permitindo a descoberta inédita de causas específicas de doenças outrora incuráveis, surgimento de novos medicamentos, exames, terapias, aparelhos e técnicas cirúrgicas.

Estudos profundos vão permitir que cientistas, a partir do Prêmio Nobel de Química de 2020, passem a desenvolver um método para a edição do genoma humano, com uma das ferramentas mais afiadas da tecnologia genética: a tesoura genética CRISPR-Cas9.

A par desses progressos, no entanto, remanesce o mistério que envolve as chamadas doenças sem lesão, também denominadas idiopáticas, que se caracterizam por queixas persistentes e sintomas, sem que o médico encontre qualquer agente que as justifique. Se a ciência oficial não consegue explicações convincentes, a filosofia espírita procura trazer novas luzes para esses enigmas, por intermédio de seus fundamentos básicos, que tratam, dentre outros temas, dos compromissos morais assumidos em vidas pregressas e os consequentes efeitos deles decorrentes.

A culpa de erros passados não torna a pessoa vulnerável somente a doenças de etiologia obscura. Sua fragilidade valerá também, infelizmente, em relação a indivíduos que prejudicou, não perdoaram e que resolveram fazer justiça com as próprias mãos.

Estamos falando de vítimas que se tornaram obsessoras assim que tomaram consciência de que morreram e foram prejudicadas e partiram como ferozes perseguidores em busca de sua presa.

Evidentemente, além dos distúrbios do passado, temos que cogitar de descuidos do presente. Somente deveremos falar em causas do pretérito, quando não encontrarmos causas do presente como vícios, excessos alimentares, ausência de cuidados com o corpo, negligências e imprudências, que poderão causar sérios estragos à saúde e à incolumidade física.

Bem, amigo leitor, até aqui cogitamos de causas físicas e causas espirituais para o surgimento de doenças, ou de ambas, concomitantes, com os mesmos sintomas, embora sejam distintas.

Indagamos agora: e se nenhuma dessas causas existiu? Poderá ainda acontecer a enfermidade?

***

Carlos de Brito Imbassahy registrou, em seu livro Quando os fantasmas se divertem, um curioso caso narrado pelo Doutor Aloysio de Sá.

Apareceu, em seu consultório, uma senhorinha com todos os sintomas de gravidez. Feitos todos os exames, constatou-se a negatividade do diagnóstico. Acrescia-se, ainda, o fato de que a moça era casta, isto é, jamais havia mantido relação sexual com quer que fosse.

Os sinais da gestação, no entanto, continuaram, com o registro da presença de um corpo em desenvolvimento uterino, com prognóstico negativo para características de tumor.

No sexto mês de gravidez, o suposto feto começou a dissolver-se, acabando por ser absorvido totalmente pelo organismo da jovem. O médico psiquiatra esclareceu o mistério. O noivo da moça havia partido em missão militar. No dia da viagem, lamentaram o casamento adiado e se despediram, sem terem praticado a conjunção carnal. Mal informada, a pobre moça atribuiu às carícias do momento da separação causas para uma gravidez psicológica. O trauma do afastamento fez o resto e ela julgou-se prenhe.

***

Temos aí, caro leitor, mais um elemento a ser considerado na análise das causas das doenças. A indução do pensamento desequilibrado, alimentado por equivocada ação mental, pode provocar doenças ao espírito do homem.

É preciso considerar mais um aspecto. Quando adoecemos mentalmente, exalamos uma espécie de odor que atrai espíritos da mesma faixa negativa de vibrações em que permanecemos. Em outras palavras, nossas idiossincrasias podem provocar a aproximação de almas doentes, não necessariamente más, mas que se comprazem com a nossa companhia.

***

Finalmente, precisamos ouvir a orientação de André Luiz, contida em seu livro Evolução em dois mundos, sobre o relato que acabamos de descrever.

Em todos os casos em que há formação fetal, sem que haja a presença de entidade reencarnante, o fenômeno obedece aos moldes mentais maternos. Em contrário, há, por exemplo, os casos em que a mulher, por recusa deliberada à gravidez de que já se acha possuída, expulsa a entidade reencarnante nas primeiras semanas de gestação, desarticulando os processos celulares da constituição fetal e adquirindo, por semelhante atitude, constrangedora dívida ante o destino.

***

A medicina do futuro será preventiva em relação às causas das doenças, sejam elas de ordem material, espiritual ou emocional.

Nosso comportamento plasma a saúde ou a doença. Uma ou outra surgirá, dependendo de nossas atitudes positivas ou negativas.

Talvez ninguém mais do que os médicos, se surpreenda com os inúmeros casos de doenças de origem aparentemente inexplicável, com as diferenças físicas e intelectuais das crianças que nascem por suas mãos, ou, ainda, com o comportamento e a evolução dos vários tipos de pacientes por eles tratados.

A verdadeira cura, a que cuida das reais causas das enfermidades, reside nas chagas das nossas almas. Quando médicos e pacientes tiverem essa consciência, o bem-estar será a condição permanente da vida do homem.

Sidney Fernandes

Fonte: Kardec Rio Preto

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AGRESSÕES ANÔNIMAS

Momento Espírita

Expressar nossos pensamentos e sentimentos é um direito. No entanto, se ao expor o que pensamos podemos ofender, prejudicar ou humilhar alguém, é preciso ponderar se isso se constitui nosso direito.

Nossas palavras, sejam escritas ou faladas, podem causar danos muitas vezes irreversíveis em quem as ouve ou em quem as lê.

A tecnologia tem presenteado a Humanidade com ferramentas e instrumentos que possibilitam uma comunicação cada vez mais rápida e eficaz.

As redes sociais surgiram como uma forma de diminuir a distância entre pessoas, promover o contato, a formação de novas amizades.

Mas, ao mesmo tempo em que propiciaram essa aproximação virtual também promoveram um falso sentimento de proteção pelo anonimato, que acabou fortalecendo o lado perverso de algumas criaturas.

Pessoas começaram a ser gratuitamente atacadas por sua aparência. Outras foram ameaçadas e hostilizadas por sua orientação sexual, posicionamento político, crença religiosa ou ideologia.

Acreditando que escapariam de ser identificados, os agressores não pouparam ofensas e ameaças. Desconheciam que seriam localizados e teriam de responder por seus atos e palavras, da mesma forma que responderiam se tivessem agido assim nas ruas.

O sentimento de ser melhor, superior ao outro e possuidor da verdade ainda move pessoas orgulhosas e egoístas, incitando-as a agredirem outras, utilizando as redes sociais.

Uma mãe postou um desabafo, compartilhando sentimentos e angústias com aqueles que ela acreditava serem amigos.

Sua postagem foi multiplicada e ela passou a receber críticas ferrenhas, com palavras duras e cruéis, de pessoas que não a conheciam e a julgaram por aquele desabafo.

Discussões acaloradas a respeito de posicionamentos políticos estão pondo fim a amizades, abalando relacionamentos, incitando o ódio, ameaçando vidas.

Os que usam as redes para acusar e ofender, muitas vezes nunca o fizeram na presença das pessoas, temendo sua reação.

No entanto, a sensação de proteção que sentem, por estarem distantes fisicamente dos que acusam, os encoraja.

Sem se darem conta, acabam atraindo para seu lado Espíritos de padrão vibratório inferior, que alimentam o ódio, a raiva, os sentimentos destrutivos.

E assim, verdadeiras guerras são travadas com palavras.

Algumas têm provocado mortes. Morte do respeito, do amor, do carinho que antes nutria relações.

Morte da alegria, da vontade de viver e de ser o que se é.

Entretanto, as palavras, quando utilizadas para o bem, podem edificar, dar ânimo, espalhar paz, luz e amor.

Cabe a cada um de nós escolher que sentido dará às palavras: de vida ou de morte.

Quando estivermos prestes a proferir palavras contra nosso próximo, lembremo-nos da orientação de Emmanuel:

Palavras são agentes na construção de todos os edifícios da vida. Lancemo-las na direção dos outros, com o equilíbrio e a tolerância com que desejamos que elas venham até nós.

Redação do Momento Espírita, com citação do cap. 24, do Livro da esperança, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. CEC. Em 8.6.2016.

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Nossos Deveres

Rosângela C.Lima

A partir da ciência que tenhamos das Supremas Leis de Deus e da consciência que guardemos da importância em vivenciá-las, será menos difícil identificar quais são os nossos deveres no seio da vida terrena.

Se pensarmos na sociedade à qual estamos ajustados, serão deveres nossos o trato da boa convivência, o respeito às leis constituídas, a participação consciente nos labores dedicados ao progresso comum, e assim por diante.

Se frenteamos a questão da liberdade, cabe-nos admitir a chance de aplicar as benesses dessa liberdade em favor da alforria da alma, liberando-nos dos condicionamentos retrógrados como preconceitos e animosidades, além de reconhecer que os outros também devem experimentar essa mesma oportunidade, estabelecendo, então, que o limite da nossa é a liberdade do semelhante.

Se considerarmos o progresso, serão deveres nossos a identificação da importância de desenvolver não somente as coisas relativas ao homem corporal, mas, primordialmente, aquelas condizentes com o ser imortal, caminhante consciente da evolução. Cabe-nos ativar o progresso de tudo o que constitua valor para a alma perene, independentemente de onde haja surgido, uma vez que Jesus tem servidores grandiosos em todos os escaninhos da Humanidade.

Se tratarmos da adoração a Deus, cumpre-nos realizar o esforço de amadurecer concepções, rever como estão as nossas relações com o Criador, afastando-nos tanto do fanatismo, gerado pela ignorância presunçosa, quanto do pieguismo, que representa a ignorância acomodada.

Nossos deveres no mundo, diante da Divina Consciência, refletirão sempre a nossa maior disposição de aprender e servir, deverão demonstrar sempre a nossa capacidade de pensar e espalhar o bem, indicando a nossa maior integração com a harmonia das proposições do Senhor.

Procuremos pensar no dever não como uma cruz, que espezinha e pesa, mas, sim, como uma vestimenta confortável e bela, à qual vamos acrescentando rendas e luzes, na medida em que desenvolvamos maior condição de cumpri-lo sem dor, sem amargura, sem frustrações, mas com os júbilos de quem se supera e não aguarda a imposição dos sofrimentos, das pressões provacionais para executá-lo.

Nossos deveres bem atendidos representarão a nossa maioridade espiritual, que nos abre as portas ao Grande Reino pelo qual anelamos há milênios.

Rosângela C. Lima

Psicografia de Raul Teixeira, em 25.02.2001, na Fazenda Recreio, em Pedreira – SP

Publicada no Jornal Mundo Espírita em julho de 2001

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