NUNCA DESISTIR

Joanna de Ângelis

Por que razão sofrer indevidamente, sem esperança de alterar o quadro para melhor?

Por que essa fatalidade de tudo que planejo resultar em insucesso?

Qual a razão dos desaires e dos tormentos que nos devoram por dentro, sem perspectiva de uma mudança para melhor?

São muitos aqueles indivíduos cujas existências são uma bênção longa em sucessivas manifestações. Por que comigo é exatamente o oposto?

Qual o significado de tantos desacertos existenciais?

São inúmeras interrogações pessimistas a afligir as pessoas que se encontram distantes da fé religiosa ou a possuem sem estrutura de reflexão e da planificação divina.

A jornada terrestre é um curso de aprendizagem e de aprimoramento na escola humana.

O Espírito possui em germe as excelentes qualidades da perfeição, que se irão manifestando no processo de conquista dos sentimentos e do conhecimento intelectual.

Normalmente, o mecanismo para a depuração exige aflição e dores compreensíveis e de breve duração, enquanto dura o esforço transformador.

Quando há no indivíduo a predominância das energias materiais e dos impulsos primários, esse inevitável trabalho de evolução é sacrificial e a ausência das forças morais empurra-o para a desistência.

Não se pode nem se deve desistir de si mesmo, nem do amor em todas as suas expressões.

Toda e qualquer tentativa redunda em prejuízo de tempo e harmonia pessoal.

Muito fácil desistir-se de atuar na edificação dos valores éticos e espirituais, detendo-se no sofrimento que se pretende evitar.

Todo e qualquer deságio tem o objetivo de promover o ser humano.

Quem hoje desfruta de facilidades iluminativas adquiriu-as nas experiências passadas. Aplicando-as em favor do auto crescimento e da promoção planetária.

Aqueles que defrontam obstáculos e derreiam com facilidade, sentem-se propelidos à desistência da mensagem educadora.

Indispensável repensar-se na finalidade ideal da reencarnação e aproveitar a divina concessão do bem-querer.

Cada atraso, postergando o dever que se apresenta, contribui para ampliar a carga de aflições que serão vivenciadas porque fazem parte das Soberanas Leis.

É equívoco que induz à desistência e a um estado de presunção e de soberba, graças ao qual o indivíduo despreza os dons da Natureza, negando-se o direito de aprendizagem feliz.

Nem sempre aquilo que hoje resulta favorável, depois apresenta facetas-problemas que não foram percebidos no momento do aparente triunfo e eis a presença de resultados perturbadores.

O êxito a que todos aspiram é um acontecimento fortuito que coroa um empreendimento e dá resultados adversos em outra circunstância.

Se um planejamento não logrou os resultados esperados, repete-o de outra maneira.

Verifica onde se encontra o ponto vulnerável ao resultado negativo e realiza-o com outros cuidados. Possivelmente agora as circunstâncias são favoráveis à tua disposição que agora é de firmeza.

* * *

Nunca desistas das experiências do bem, mesmo que a custo de labores sacrificiais. Nada do que foi conquistado se perde, servindo de passe para sustentar novas conquistas.

Sempre que te ocorra o desânimo, reage com a esperança e alegria do triunfo porvindouro.

Pequenas e repetidas doses de amargura injustificada empurram para a negação da vida, o suicídio.

O autocídio pode manifestar-se por meio de um surto ou vagarosamente, quando se vai cedendo ao pessimismo, à falta de trabalho.

Desse modo, busca a terapia de ajudar aos outros e serás beneficiado quando compartas, repartas, ofereças ao teu próximo.

O triunfo não é conseguido por uma ocorrência da sorte, do destino, mas de operações muito bem elaboradas desde o Mais-Além antes da investidura carnal.

Vê o Sol dourar a Terra após as mais terríveis tempestades e destruições. Graças a ele, porém, a vida existe, foi criada e se mantém.

Torna-te pequena estrela onde estejas: clareia, ajuda, transmite vida.

Vives hoje e sempre viverás, crescendo mediante o próprio esforço e sob a soberana luz do Sol de Primeira Grandeza, que é Jesus. Ninguém se permita consumir pela ociosidade, o não feito, o cansaço do Bem.

Quem se permite desistir de algo que parece fácil de executar-se, está fadado a outros prejuízos mais graves.

O indivíduo se acostumou ao jogo fácil do agir, não agir e enfraquece-se cada vez mais até o momento grave e terrível da via física, cometendo o mais hediondo crime que é o suicídio.

Aprende a enfrentar dificuldades e transforma-as em degraus de evolução.

Observa as aves frágeis nas construções dos ninhos, utilizando um material muitas vezes sem resistência e sobrevive a tempestades e situações penosas. Quando são despedaçados, ressurgem noutro lugar sob cuidados que faltaram ao que foi desfeito.

Deus dotou o Espírito com a inteligência para que ele seja cocriador da vida no Universo.

Não desistas de lutar pelo bem-estar e pela arte sublime de viver.

Quem tropeça é porque está de pé e andando.

Sai de um desastre e avança com beleza e otimismo para a glória do aperfeiçoamento.

* * *

Não te permitas esmorecer ou acumular o desânimo, quando as tuas realizações derem resultados negativos.

A Natureza nunca deixa de ensinar-nos. Toda vez que é vencida por algum fenômeno infausto, refaz-se lentamente e estua em glória na face da Terra.

Joanna de Angelis

Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 23 de novembro de 2020, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia

Fonte: G. E. Casa do Caminho de S. Vicente

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A CADEIRA VAZIA

Richard Simonetti

Era uma singela igreja, frequentada por moradores da região daquele distante bairro de Londres. Os anos se passavam e o pequeno grupo se mantinha constante nas reuniões, ocupando sempre os mesmos lugares.

Foi por isso mesmo muito fácil ao pastor descobrir certo dia, uma cadeira vazia. Estranhou, mas logo esqueceu. Na semana seguinte, a mesma cadeira vazia lá estava e ninguém soube informar o que estava acontecendo. Na terceira ausência, o pastor resolveu visitar o faltoso. No dia frio, foi encontrá-lo sentado, muito confortável, ao lado da lareira de sua casa, a ler.

Você está doente, meu filho? Perguntou. A resposta foi negativa. Ele estava bem.

Talvez estivesse atravessando algum problema, ousou falar o pastor, preocupado.

Mas estava tudo em ordem. E o homem foi explicando que simplesmente deixara de comparecer. Afinal, ele frequentava o culto há mais de vinte anos.

Sentava na mesma cadeira, pronunciava as mesmas orações, cantava os mesmos hinos, ouvia os mesmos sermões. Não precisava mais comparecer. Ele já sabia tudo de cor.

O pastor refletiu por alguns momentos. Depois, se dirigiu até à lareira, atiçou o fogo e de lá retirou uma brasa.

Ante o olhar surpreso do dono da casa, colocou a brasa sobre a soleira de mármore, na janela. Longe do braseiro, ela perdeu o brilho e se apagou. Logo, era somente um carvão coberto de cinza.

Então o homem entendeu. Levantou-se de sua cadeira, caminhou até o pastor e falou: tudo bem, pastor, entendi a mensagem.

E voltou para a igreja.

Todos nós somos brasas no braseiro da fé. Se mantemos regular freqüência ao templo religioso, estudando e trabalhando, nos conservamos acesos e quentes.

Mas, exatamente como fazem as brasas, é preciso estender o calor. Assim, acostumemos a não somente orar, pedir e esperar graças. Iluminados pelo evangelho de Jesus, nos disponhamos a agir em favor dos nossos irmãos.

Como as brasas unidas se transformam em um imenso fogaréu, clareando a escuridão e aquecendo as noites frias, unidos aos nossos irmãos de ideal, poderemos estabelecer o calor da esperança em muitas vidas.

Abrasados pelo amor a Jesus, poderemos transformar horas monótonas em trabalho no bem. A simples presença passiva na assembléia da nossa fé em um dinâmico trabalho de promoção social, beneficiando a comunidade.

Pensemos nisso e coloquemos mãos à obra.

Pensamento: Clarificados pela mensagem do Cristo, espalhemos calor nas planícies geladas da indiferença, da soledade e da necessidade. Procuremos a dor onde ela se esconda e a envolvamos nos panos quentes da nossa dedicação. Estendamos o brilho da esperança nas vidas amarfanhadas dos que nunca conseguiram crer em algo que estivesse além do alcance dos seus sentidos físicos. Tornemo-nos brasas vivas, fazendo luz onde estejamos, atuando e servindo em nome de Jesus.

Richard Simonetti

Fonte: Portal do Espírito

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VELHO ARRIMO

Joanna de Ângelis

Emaranhado nos cordéis das próprias limitações, o candidato à Boa Nova gravita em volta de interesses subalternos, mesmo depois de notificado sobre as legítimas aspirações que devem animar o espírito encarnado. E perde ocasiões de serviço precioso, em que poderá agir com segurança, construindo a alavanca que o impulsionaria a alturas morais expressivas.

A linguagem do Cristo, no entanto, não enseja qualquer equívoco:

“Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça falou, incisivo, o mestre, e tudo o mais vos será acrescentado”.

A busca, todavia, entre os homens por enquanto, com raras exceções, resume-se, invariavelmente, na perseguição a mordomia dos bens transitórios.

“Devo acautelar me e preparar o amanhã” – afirmam, previdentes, muitas vozes.

“Creio e necessito de Jesus, mas a família me impõe deveres de preservar algo para o futuro” – esclarecem, seguros, diversos aprendizes.

“Buscar primeiro o Reino dos Céus… Mas não esquecer que se vive na terra”, – informam, sardônicos, os mais acomodados.

Passa o tempo e as oportunidades de realização íntima se transferem, sem que se reatem com a segurança que seria de desejar para uma ação elevada e libertadora.

Arrimados ao velho desculpismo, no qual ocultam a indolência e a própria aceitação da inércia, preocupam-se com o futuro que não passa de um hoje um pouco mais elástico.

* * *

Busca-se amontoar dinheiro, sem que, no entanto, com ele se consiga a paz.

Busca-se alimentar vaidades de variada catalogação, e o tempo se encarrega de despojar dos cendais da ilusão.

Busca-se poder, e nele empedernece-se o sentimento.

Busca-se autoridade, falindo desastradamente nas diretrizes de aplicação.

Busca-se prestígio social e político, para despertar se com o caráter envilecido.

Busca-se admiração, fugindo-se a si mesmo.

As buscas não vão além dos vagos e atormentados limites do imediato.

Todos os bens, em primeira plana, pertencem a nosso Pai, e ele sabe o que mais nos é necessário para o lídimo progresso.

O homem inteligente não se afadiga pelos tesouros que sobrecarregam de preocupações inúteis e não podem ser transportados.

Os valores evangélicos são-lhe meta, as realizações da terra constituem meios de uso que se consomem, e se empenha na conquista do continente a desbravar do próprio Espírito.

Nessa busca – o Reino de Deus dentro de nós – tudo encontra por misericórdia acrescentado.

* * *

Quando Teresa D’Ávila, a abnegada da Mística espanhola, deu início a campanha para angariação de meios, a fim de erguer um mosteiro para ensinar austeridade moral e dignificação cristã às jovens noviças, saiu como esmoleira.

Visitando garboso nobre a quem solicitou auxílio, deste não recebeu a mínima consideração.

“Do que valem Teresa e três coroas?” – Teria inquirido, sarcástico, considerando os arcos bens de que dispunha a lutadora cristã.

Inspirada, no entanto, respondeu a monja: “De nada valem e nada podem fazer Teresa e três coroas, mas Deus, Teresa e três coroas tudo podem” e, buscando o Reino de Deus, seguiu o rumo das suas nobres tarefas, tendo-lhe sido “tudo o mais acrescentado”.

Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 47

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QUAIS SÃO OS TIPOS DE ESPÍRITAS?

Antônio Carlos Navarro

Em Conclusão, em O Livro dos Espíritos, no item VII, Allan Kardec anota:

“O Espiritismo se apresenta sob três aspectos diferentes: o das manifestações, o dos princípios e da filosofia que delas decorrem e o da aplicação desses princípios. Daí, três classes, ou, antes, três graus de adeptos:

1º os que creem nas manifestações e se limitam a comprová-las; para esses, o Espiritismo e uma ciência experimental;

2º os que lhe percebem as consequências morais;

3º os que praticam ou se esforçam por praticar essa moral.

Qualquer que seja o ponto de vista, científico ou moral, sob que considerem esses estranhos fenômenos, todos compreendem constituírem eles uma ordem, inteiramente nova, de ideias, que surge e da qual não pode deixar de resultar uma profunda modificação no estado da Humanidade e compreendem igualmente que essa modificação não pode deixar de operar-se no sentido do bem.”

O interesse pelo maravilhoso, pelo fenômeno e pelo sobrenatural ainda é uma realidade muito viva entre nós, e se sobrepõe à curiosidade para desvendar do que se trata, ou qual seria a razão da fenomenologia espiritual. Como a diversidade humana é muito grande, no que se refere ao desenvolvimento intelecto-moral, há, naturalmente, diversos entendimentos a respeito.

No entanto, devido ao fatalismo imposto por Deus às Suas criaturas, a perfeição, mais cedo ou mais tarde todos se interessarão pelo aspecto moral decorrente da intervenção espiritual no mundo material.

Essa condição está expressa, ainda em O Livro dos Espíritos:

O Espiritismo se tornará crença comum, ou ficará sendo partilhado, como crença, apenas por algumas pessoas?

“Certamente que se tornara crença geral e marcará nova era na história da Humanidade, porque está na natureza e chegou o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos. Terá, no entanto, que sustentar grandes lutas, mais contra o interesse, do que contra a convicção, porquanto não há como dissimular a existência de pessoas interessadas em combatê-lo, umas por amor-próprio, outras por causas inteiramente materiais. Porém, como virão a ficar insulados, seus contraditores se sentirão forçados a pensar como os demais, sob pena de se tornarem ridículos.” (1)

À resposta dada pelos Espíritos Superiores, comenta Allan Kardec:

“As ideias só com o tempo se transformam; nunca de súbito. De geração em geração, elas se enfraquecem e acabam por desaparecer, paulatinamente, com os que as professavam, os quais vem a ser substituídos por outros indivíduos imbuídos de novos princípios, como sucede com as ideias políticas. Vede o paganismo. Não há hoje mais quem professe as ideias religiosas dos tempos pagãos.

Todavia, muitos séculos após o advento do Cristianismo, delas ainda restavam vestígios, que somente a completa renovação das raças conseguiu apagar. Assim será com o Espiritismo. Ele progride muito; mas, durante duas ou três gerações, ainda haverá um fermento de incredulidade, que unicamente o tempo aniquilara. Sua marcha, porém, será mais célere que a do Cristianismo, porque o próprio Cristianismo e quem lhe abre o caminho e serve de apoio. O Cristianismo tinha que destruir; o Espiritismo só tem que edificar.”

“Bebe água mais limpa quem chega primeiro à fonte”, diz o ditado popular, e que poderíamos adaptar para a condição dos que acessam o conhecimento espírita e se esforçam por compreendê-lo. Adquirem condições de acertar mais, errando menos, tirando com isso melhor proveito da encarnação aqueles que optam pelo estudo e pela prática da moral decorrente dos seus ensinos. É o progresso que se acelera em benefício dos que se esforçam para consegui-lo, não nos esquecendo que a soma do progresso individual trará como resultado o progresso da humanidade, e a consequente alteração do estágio evolutivo do planeta.

É uma reação em cadeia que se acelera na medida em que quanto mais nos desenvolvemos, mais adquirimos a consciência de que, por nossa vez, poderemos ajudar o progresso daqueles que conosco ombreiam a escalada evolutiva, assim como o fazem os Espíritos Superiores, capitaneados por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pensemos nisso.

Antonio Carlos Navarro

Fonte: Kardec Rio Preto

Referência:

(1) O Livro dos Espíritos, item 798.

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O HOMEM ANTE A VIDA

Emmanuel

No crepúsculo da civilização em que rumamos para a alvorada de novos milênios, o homem que amadureceu o raciocínio supera as fronteiras da inteligência comum e acorda, dentro de si mesmo, com interrogativas que lhe incendeiam o coração.

Quem somos?

Donde viemos?

Onde a estação de nossos destinos?

À margem da senda em que jornadeia, surgem os escuros estilhaços dos ídolos mentirosos que adorou e, enquanto sensações de cansaço lhe assomam à alma enfermiça, o anseio da vida superior lhe agita os recessos do seu, qual braseiro vivo do ideal, sob a espessa camada de cinzas do desencanto.

Recorre à sabedoria e examina o microcosmo em que sonha.

Reconhece a estreiteza do círculo em que respira.

Observa as dimensões diminutas do Lar Cósmico em que se desenvolve.

Descobre que o Sol, sustentáculo de sua apagada residência planetária, tem um volume de 1.300.000 vezes maior que o dela.

Aprende que a Lua, insignificante satélite do seu domicílio, dista mais de 380.000 quilômetros do mundo que lhe serve de berço.

Os Planetas vizinhos evolucionam muito longe, no espaço imenso.

Dentre eles, destaca-se Marte, distante de nós cerca de 56.000.000 de quilômetros na época de sua maior aproximação.

Alongando as perquirições, além do nosso Sol, analisa outros centros de vida.

Sírius ofusca-lhe a grandeza.

Pólux, a imponente estrela do Gêmea, eclipsa-o em majestade.

Capela é 5.800 vezes maior.

Antares apresenta volume superior.

Canópus tem um brilho oitenta vezes superior ao do Sol.

Deslumbrado, apercebe-se de que não existe vácuo, de que a vida é patrimônio de gota dágua, tanto quanto é a essência dos incomensuráveis sistemas siderais, e, assombrado ante o esplendor do Universo, o homem que empreende a laboriosa tarefa do descobrimento de si mesmo volta-se para o chão a que se imanta e pede ao amor que responda à soberania cósmica, dentro da mesma nota de grandeza, todavia, o amor no ambiente em que ele vive é ainda qual milagrosa em tenro desabrochar.

Confinado ao reduzido agrupamento consanguínea a que se ajusta ou compondo a equipe de interesses passageiros a que provisoriamente se enquadra, sofre a inquietação do ciúme, da cobiça, do egoísmo, da dor. Não sabe dar sem receber, não consegue ajudar sem reclamar e, criando o choque da exigência pra os outros, recolhe dos outros os choques sempre renovados da incompreensão e da discórdia, com raras possibilidades de auxiliar e auxiliar-se.

Viu a Majestade Divina nos Céus e identifica em si mesmo a pobreza infinita da Terra.

Tem o cérebro inflamado de glória e o coração invadido de sombra.

Orgulha-se, ante os espetáculos magnificentes do Alto e padece a miséria de baixo.

Deseja comunicar aos outros quanto apreendeu e sentiu na contemplação da vida ilimitada, mas não encontra ouvidos que o entendam.

Repara que o Amor, na Terra, é ainda a alegria dos oásis fechados.

E, partindo os elos que o prendem à estreita família do mundo, o homem que desperta, para a grandeza da Criação, perambula na Terra, à maneira do viajante incompreendido e desajustado, peregrino sem pátria e sem lar, a sentir-se grão infinitesimal de poeira nos Domínios Celestiais.

Nesse homem, porém, alarga-se a acústica da alma e, embora os sofrimentos que o afligem, é sobre ele que as Inteligências Superiores estão edificando os fundamentos espirituais de Nossa Humanidade.

Pelo Espírito Emmanuel

Do livro: Roteiro

Médium: Francisco Cândido Xavier

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DIAS MELHORES

Nilton Moreira

Certa feita o poeta disse que “vivemos esperando por dias melhores”. Certamente o poeta em sua inspiração há 20 anos, previu que atravessaríamos uma turbulência muito grande como a que toma conta do Planeta.

Mas será que é possível dias melhores se temos visto nos noticiários que esta pandemia está ainda em fase de crescimento? Eu respondo que sim, e são várias as máximas que nos dão ânimo nos momentos difíceis, como “depois da tempestade vem a bonança”, “não há mal que dure para sempre”, “nada como um dia após o outro” “há males que vem pro bem” e tantos outros.

O que importa é desenvolvermos em nosso coração a paciência, esta virtude que está muito bem explicada lá no Evangelho e que foi ditada por um Espírito Protetor. A paciência nos proporciona harmonia que reflete no corpo material, e, portanto, nos melhora a saúde e fortifica nosso sistema imunológico.

Realmente a tristeza atinge a todos nós, pois temos sempre um amigo, parente ou conhecido que desencarnou em razão da peste que assola a Terra, mas a tristeza sempre fez parte da nossa vida por outros motivos. A nossa trajetória aqui é de batalhas, de muitas lutas, isto mesmo antes de nascermos quando ainda estava sendo preparada nossa reencarnação, foi escolhido entre tantos espermatozoides um que deveria chegar primeiro ao óvulo, lembram? está lá no livro Missionários da Luz do nosso saudoso Chico! foi aplicado passes magnéticos para ajudá-lo na trajetória.

Depois passamos meses numa barriga, alguns com muita paciência, outros nem tanta, até que nascemos numa explosão de energias, e ao longo da adolescência e depois adulto sempre lutamos para ocupar nosso espaço.

Sempre fomos vencedores e é para ser assim que Deus nos criou. Então não é agora por causa de uma pandemia que vamos esmorecer. Lutemos com todas as forças para sairmos vitoriosos e fazermos parte destes “dias melhores”.

Lembremos que a Terra é um palco de provas e expiações e portanto ninguém vem a lazer e deixar a vida lhe levar como disse um outro poeta! Viemos para embates. É isso que o Criador espera de nós, pois sem garra não venceremos.

É preciso que façamos nossa parte. Não interessa o que os outros deixem de fazer. Fiquemos em casa quem pode ficar, e quem tiver que sair para trabalhar o faça com cuidados, procurando distanciar-se de outrem, usando máscara e praticando higiene principalmente das mãos. Se não tiver álcool as lave com sabão.

Agindo assim certamente chegaremos a “dias melhores”. Paz a todos.

Nilton Moreira

Coluna Semanal – Estrada Iluminada

Fonte: Espirit Book

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SOFRIMENTO E EVOLUÇÃO

O SOFRIMENTO É INSTRUMENTO NECESSÁRIO À NOSSA EVOLUÇÃO?

Adriana Machado

Ouvimos durante séculos de nossos dirigentes religiosos que o sofrimento era um sinal de elevação moral e, portanto, precisávamos dele para estarmos salvos.

Vivemos, durante séculos e séculos seguidos, cultivando o sofrimento como instrumento de depuração. Acreditávamos que tínhamos de sofrer para atingir o arrependimento que nos impediria de repetirmos as nossas ações inconsequentes.

Tanto era assim, que muitos fiéis tinham a autoflagelação como forma de mostrar ao “Senhor” que eles estavam arrependidos de seus atos pecaminosos. (Infelizmente, alguns acreditam nisso até hoje!)

Primeiramente, precisamos entender que o sofrimento já foi para nós um instrumento valoroso de auxílio. Ele nos dava o ensejo de interromper a trilha insana de nossas ações irracionais, porque trazia para os nossos corações endurecidos a chance de pesar as consequências de nossas realizações (assim acreditávamos, assim agíamos).

Explico: antes, como não tínhamos tanto entendimento sobre a Justiça Divina, acreditávamos que as leis do Pai incidiam sobre nós para nos punir de nossos erros e pecados. Então, se errássemos, precisaríamos demonstrar para Ele que estávamos arrependidos. Se mostrássemos remorso por nossos atos em vida, talvez não tivéssemos que viver padecendo eternamente nas zonas infernais.

Agora, porém, não há mais razão para utilizarmos do sofrimento como instrumento de impulsionamento de nossas mudanças. Jesus nos trouxe Luz; nos trouxe o entendimento sobre as Leis Divinas e estamos levando mais de dois mil anos para compreender o que Ele quis nos ensinar.

Raciocinem comigo: o que pensamos de alguém quando ele erra e não pede desculpas? Ou se erra e não parece, no mínimo, chateado com o resultado de sua ação?

Acredito que todos, ou uma grande maioria, vai responder que ele não se arrependeu de seus atos. E, pior, acredito que pensaríamos, também, nestes casos, que a pessoa reincidirá no “erro”.

Julgamos assim, porque temos em nós esse conceito de que para cada erro flagrado há a necessidade de nos admoestarmos e de demonstrarmos para nós e para o mundo que sabemos que erramos. Todo criminoso é orientado por seu defensor a entrar no grande Tribunal do Júri de cabeça baixa, porque senão a condenação virá, com certeza.

Nós necessitamos ver que o outro está de cabeça baixa, que está arrependido. Se pensamos assim em relação ao outro, também pensamos assim em relação a nós. Não há dúvida que tudo o que exigimos do próximo, já o exigimos setenta vezes sete vezes de nós mesmos!

Mas, passar por um momento de dor, não é o mesmo que ter de vivenciar o sofrimento! Mais vale aquele que, depois de uma escolha ruim, perceber moderadamente o seu equívoco e buscar a mudança, do que aquele que se autoflagela sem tentar entender o que o impulsionou a errar. Possivelmente, este repetirá o seu erro algumas vezes mais.

Se hoje ainda confundimos dor com sofrimento, imagina antes? Não nos parecia ser correto atingirmos o entendimento somente com a visão sóbria de nosso erro. Precisávamos sofrer muito para não esquecermos ou desejarmos passar por tudo aquilo de novo. Era como acreditávamos que nos modificaríamos de alguma forma! Se essa postura foi útil naquele período, hoje, não deveria ser mais. A fase evolutiva de nosso planeta não condiz mais com essa ideia equivocada do sofrimento ante a dor que nos ensina. Para compreendermos sobre o que estamos falando: o sofrimento nos escraviza a culpas e sentimentos menos dignos ao nosso bem-estar, não nos deixando seguir em frente, enquanto o arrependimento (que vem com a dor) nos liberta das amarras do sofrimento porque nos traz o entendimento da experiência.

Ora, se o objetivo celeste é o nosso aprendizado, não há nele o desejo que soframos, mas sim que compreendamos as experiências para vivenciarmos um arrependimento com atitude.

Será somente com atitude que modificaremos a nossa forma de enxergar e viver a vida. Precisamos querer “querendo” as nossas mudanças e isso só acontecerá se entendermos o porquê de cada mudança. Que possamos nos dar a chance de enxergar cada experiência como uma grande oportunidade de crescimento e não continuarmos acreditando, em plena Era de Regeneração, que o nosso Pai Maior nos quer ver punidos por termos sido filhos “malcriados e inconsequentes”.

Se nós, pais imperfeitos que somos, não desejamos o sofrimento para os nossos filhos, porque Ele iria querer isso? O nosso erro é humanizar Aquele que é perfeito! Ele sabe quem somos! Ele sabe de nosso potencial de aprendizado! Ele simplesmente nos aguarda!

Vivenciemos a dor, mas retiremos dela o sofrimento que tortura a alma que ainda está em crescimento.

Adriana Machado

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Fenômeno psicológico da dependência

Ricardo Gandra Di Bernardi

Somos Espíritos encarnados, trazemos em nosso inconsciente grande manancial de energias construídas ao longo dos milênios, isto é, de inúmeras reencarnações. Nossas mentes produzem ondas, geram campos de força e tem facilidade de sintonizar com outras mentes que vibram na mesma faixa que a nossa, mas, quanto maior a fragilidade ou imaturidade espiritual mais buscamos, instintivamente, apoio em outras mentes.

São sobejamente conhecidos os sintomas e comportamentos das pessoas que se acham dependentes de substâncias químicas e podemos fazer uma analogia com a dependência psíquica. Indivíduos, encarnados ou desencarnados, quando apresentam desequilíbrios vibratórios decorrentes de mente enferma ou debilitada, podem se tornar dependentes de outras pessoas ou até mesmo de ambientes, esses Espíritos encontram-se em dependência psíquica.

O dependente químico tem sintomas iniciais de euforia e aparente bem-estar, mas, com o tempo, os malefícios começam a aparecer e cresce a dependência ao produto ou droga. Na fase de viciação, há diversos prejuízos, também para as pessoas de convivência diária, pois a ausência da substância química desenvolve comportamentos de agressividade, agitação e outros, ocasionando sérios problemas no meio familiar e social que convivem.

A dependência mental, como fragilidade espiritual, segue o mesmo raciocínio da dependência química. Conversas picantes, anedotas chulas e atitudes depreciativas tidas como divertidas, quando relacionadas a determinados grupos, etnias, lugares ou tipos de pessoas, são exemplos que poderão trazer sensações de prazer mórbido, e a repetição dessa conduta, determina uma dependência mental e viciação à padrões de pensamento de baixo teor vibratório.

Há uma sintonia do indivíduo com Espíritos desencarnados que se comprazem com futilidades, além do indivíduo sintonizar com ondas mentais de pessoas encarnadas que irradiam pensamentos do mesmo padrão.  À medida que o Espírito (encarnado ou desencarnado) sintoniza com mentes desse jaez, passa a se alimentar de energia vital ou outras formas de energia provindas de mentes enfermas e, tal qual um dependente químico, passa a sentir falta da “alimentação” que o “nutre”. Sente-se carente da presença ou convívio de outras mentes enfermas com características semelhantes; já está, agora, na fase de dependência psíquica e se for afastado ou impedido do convívio com seus semelhantes – por orientação terapêutica ou espiritual -, pode apresentar agitação e agressividade exigindo cuidados especiais. Assim, observa-se que os sinais e sintomas do dependente psíquico, ao se ver privado de sua fonte de energias enfermas, se assemelham muito aos do dependente químico.

Existe, também, a dependência mental a uma pessoa, um líder por exemplo. O indivíduo sente um desejo incontido de estar próximo daquela pessoa, ser tocado, ouvir sem analisar, enfim, torna-se emocional e irracionalmente preso. Há inúmeras modalidades de dependência psíquica, por exemplo, necessidade exacerbada de fazer compras, prender-se a seriados na TV, internet, telefone celular, estádios de futebol, bares e outras, desde que essas atividades impeçam a pessoa de tornar-se mais produtiva, ampliando seus conhecimentos e valores da alma.

Quando esse tipo de distúrbio não é diagnosticado e tratado corretamente, o Espírito ao desencarnar leva consigo essa dependência e permanece atraído aos locais, atividades e pessoas às quais se encontra preso psiquicamente.

A leitura de bons livros, música elevada, filmes e documentários que tragam conhecimentos e estímulos aos bons princípios da ética são atividades que nos afastam das dependências psíquicas prejudiciais ao nosso Espírito. Buscarmos ambientes de harmonia e conversas saudáveis criam uma psicosfera favorável ao equilíbrio e refletem em nós a vontade do crescimento espiritual.

São preferências, desejos e vontades que determinam o tipo de energia que geramos e, principalmente, absorveremos e sentiremos falta quando estivermos privados dela. Vibremos no amor, alegria, tranquilidade, paz, estudo e trabalho que a atmosfera mental de nossos Espírito se enriquecerá com convivências construtivas, sem dependências psíquicas.    

Todo costume, mesmo sendo elevado e construtivo deve libertar com responsabilidade e nunca prender.

Ricardo Gandra Di Bernardi

Fonte: Medicina e Espiritualidade

Bibliografia PALMEIRA, José A. M./ BORTOLETTO, Ivaneide./ PESCHEBÉA, Marisa. A Dança das Energias, Cap. 3, 3ª Edição, Curitiba, Ed. Centro Espírita Luz e Caridade, 2016.

KARDEC, Allan. O Livro dos médiuns. Tradução de Herculano Pires São Paulo, Ed. LAKE, 1973.

XAVIER, Francisco Cândido/Espírito André Luiz.  Mecanismos da mediunidade. 8. Ed. Rio de Janeiro, FEB, 1959.  Evolução em dois mundos. 9. Ed. Rio de Janeiro, FEB, 1959.

Dr. Ricardo di Bernardi é fundador de ex-presidente da AME Santa Catarina, médico e conferencista espírita internacional.

 

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SOMOS TODOS SUGESTIONÁVEIS: PELOS HOMENS E PELOS ESPÍRITOS

Richard Simonetti

Eu retornara de um ciclo de palestras. Chegara tarde. Dormira pouco. Não obstante, levantara bem disposto. Fizera a habitual caminhada e desenvolvera minhas atividades diárias, com excelente disposição. À tarde um amigo comentou: -Você está com fisionomia abatida. Parece cansado. Algum problema?

Resposta negativa.

-É apenas impressão. Estou ótimo.

Estava.

A partir dali meu ânimo murchou. Em casa, diante do espelho, vi-me com olheiras, fadiga tomando conta.

À noite o corpo pedia cama. Foi com muito esforço que compareci às tarefas habituais no Centro, lutando contra renitente indisposição.

Incrível!

Simples observação inspirada na amizade, sem nenhuma intenção maldosa, evidenciando até preocupação com minha saúde, gerou a indesejável situação.

O episódio demonstra como a natureza humana é sugestionável. Raros possuem raízes de estabilidade emocional dentro de si mesmos. Nossos estados de ânimo flutuam ao sabor das influências que recebemos.

Há até um princípio, em Psicologia, segundo o qual as pessoas tendem a se comportar da maneira como as vemos. Imaginemos a sutilização dessa influência.

Não mais visível.

Algo que parece nascer dentro de nós mesmos.

Voz interior, insistente, insidiosa, que se mistura aos nossos pensamentos, a alimentar temores e dúvidas relacionados com nosso bem estar. Temos aí uma das opções preferidas dos perseguidores espirituais, quando se dispõem a explorar, na obsessão simples, personalidades hipocondríacas.

O paciente reclama: – Doutor, meu problema é complicado. Nem sei por onde começar. Sinto-me um compêndio de patologia, tantos são os males que me afligem!

Pior é a facilidade para assimilar sintomas. Horroriza-me o contato com doentes. Logo começo a sentir algo de seus padecimentos.

Jamais vou a velório. Saio com a sensação de que tenho a enfermidade que vitimou o defunto.

Há duas semanas um amigo foi acometido por fulminante enfarte. Desde então experimento doloroso peso no peito, vendo-me na iminência de um colapso cardíaco!

Esse é o tipo hipocondríaco, alguém excessivamente preocupado com a própria saúde, vítima fácil das sugestões das sombras.

Assim como o fazem com os indivíduos empolgados pela usura e a ambição, os obsessores exacerbam suas inquietações.

Se o vêem conversando com um tuberculoso, atacam: Cuidado! Os bacilos da tuberculose propagam-se facilmente. Você lhe deu a mão ao cumprimentá-lo. Vá lavá-la imediatamente. Desinfete-a.”

Se após alguns dias a vítima sente ligeira fadiga, fruto de indisposição passageira ou leve pontada nas costas, nascida de um golpe de ar voltam à carga:

“Cuidado! Sua saúde está debilitada. É preciso procurar um médico! Submeter-se à radiografia dos pulmões!

Eis o obsidiado inteiramente apavorado.

Equivale dizer: inteiramente dominado pelos obsessores. Uma das consequências desse tipo de influência é o aparecimento de males físicos variados, resultantes de suas tensões e temores.

“Namorando” a doença, o obsidiado acaba “casando-se” com ela.

O obsessor é o “oficiante”.

Richard Simonetti

Obra: Quem tem medo da Obsessão?

Fonte: Kardec Rio Preto

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O PROBLEMA DA MORTE

Joanna de Ângelis

O homem consciente das realidades da vida considera a desencarnação como irrecusável convite à antecipada preparação da viagem que, inevitavelmente, realizará.

Cuidadosas estatísticas esclarecem que, em cada minuto, na Terra, desencarnam 75 pessoas, num total aproximado de 40 milhões anualmente….

A barreira que oculta o Mundo Espiritual é muito frágil e se rompe incessantemente, soando para cada consciência o instante azado de despertar além-do-corpo.

No entanto, todos quantos seguem envoltos na névoa das ilusões, fugindo deliberadamente ao pensamento em torno da morte, são surpreendidos enquanto nos engodos da fantasia, atravessando o portal do túmulo como sonâmbulos de difícil despertamento, gastando tempo valioso em hibernação, visitados mentalmente pelos fantasmas que criaram para tormento próprio.

Outros, avisados sobre o Além, desperdiçam excelentes ocasiões de crescimento íntimo, agasalhando a dúvida e a insegurança em que se comprazem, dementados e inquietos…

…. E acordam, mais tarde, embaraçados aos fios do pavor, em indescritível estado de perturbação.

* * *

Não te acomodes indiferente à vida, nos rumos por onde gravitam as tuas ambições, levando-te inexoravelmente.

Nunca é tarde para renovar as diretrizes morais que a ti mesmo te impuseste.

Nem é tão cedo, como pensas, para permaneceres morno diante de questão fundamental, que de todos merece o exame e estudo.

Fatores diversos de ontem e de hoje possivelmente perturbaram tua paz, destruíram teus anseios, fizeram-te azedo.

No entanto há Sol, brilhando sem cessar.

Quem se deixa abater já perdeu parte do combate decisivo da vida.

Quem se rende à dor ou à queda está impossibilitado de receber auxílio.

Quem se enche de pessimismo, não permite ocasião para que as gotas da alegria real lhe minorem a mágoa.

As fantasias da infância, as excentricidades da juventude em forma de ambições desmedidas não devem demorar-se pelos dias da maturidade, quando o homem se deve envolver nos tecidos sutis da sensatez.

Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 57

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