EVOLUÇÃO DOS ANIMAIS EM DOIS MUNDO

Dr Ricardo Di Bernardi

O Estudo do espiritismo nos fornece muitas informações acerca do corpo espiritual do ser humano e, buscando fontes literárias de ilibada estirpe, obtemos, também, conhecimentos relativos aos animais, seres que no dizer de Emmanuel na obra O Consolador, questão 79, chegarão um dia ao reino “hominal”.

A onipresença da inteligência universal faz com que todo ser da natureza evolua, se transforme infinitamente, galgando novos degraus da escala evolutiva. Todo átomo, molécula, célula de um animal também estão mergulhadas no amor universal.

Há, sem dúvida, diferenças expressivas, graus muito diversos de situações na escala zoológica dos princípios espirituais reencarnados e, também após a morte, desencarnados.

O corpo espiritual de um animal como em nós humanos, recebe continuamente o influxo energético do seu corpo mental. Como são seres muito simples, sua parte equivalente ao corpo mental tem um papel menos intenso devido à ausência de um pensamento contínuo. O corpo mental emite apenas expressões fragmentárias e sempre de curta duração. Dir-se-ia que o animal pensa fragmentariamente, o homem pensa continuamente, mas ama fragmentariamente…

Assim, os animais pelo fato de não possuírem pensamento contínuo pouco interferem a curto prazo na moldagem anatômica do corpo espiritual após a morte física. Há nos animais, segundo André Luiz, uma ausência de substância mental consciente, por outro lado, na obra “Evolução em dois mundos” fica muito explícita a ação dos estímulos mentais inconscientes.

São inúmeros os estímulos mentais inconscientes obtidos nas reencarnações e arquivados na estrutura extrafísica dos animais, por exemplo, dificuldade de localizar alimento ocasionando sofrimento e morte, localizar água para dessedentarem-se, dificuldades para reproduzir por fragilidades diversas, fugir de predadores, enfim experiências fortes que se repetiram em muitas vidas.

Todas as experiências importantes produziram forças automáticas (portanto inconscientes), gerando estímulos para necessidade de mudança evolutiva, isto é, de melhor adaptação ao meio. As experiências de fome intensa e outras limitações sofridas nas vidas sucessivas criam, sempre, arquivos fortes registrados em núcleos energéticos que pulsam intensamente e se reforçam a cada nova existência, constituindo parte do patrimônio extrafísico do animal, tornando-se poderosa alavanca de transformação evolutiva. Seres simples, mas fadados à Lei Universal do progresso infinito.

Quando um animal desencarna, o princípio espiritual, ou seja, sua essência sobrevive e antes de retornar para a vida física pode se situar em uma das três condições que genericamente resumimos:

A maioria dos animais passa por uma verdadeira hibernação após a sua morte. Isto porque sua estrutura extrafísica (correspondente ao corpo astral) é energeticamente muito simples, sua vibração é muito lenta, isto é, de energia cinética baixa. A obra Evolução em dois mundos é um magnífico tratado que aprofunda esses aspectos.

A “hibernação” pós-morte faz-se automaticamente pela redução gradativa da vibração dos componentes astrais desses seres simples, levando a uma sonolência progressiva. Antes mesmo de passarem por esse fenômeno, esse grupo de animais permaneceu algum tempo ao redor do habitat físico familiar do mundo terrestre, atraídos magneticamente pela psicosfera do seu grupo. Logo caem em pesada letargia e, pela necessidade de se aproximar dos seus afins reencarnam sendo atraídos ao campo genésico dos seus “parentes” ou semelhantes afins.

Outro grupo de animais em situação diferente podemos encontrar nas obras psicografadas editadas pela FEB e outras conceituadas editoras. Tratam-se de animais mantidos pela espiritualidade no mundo espiritual para fins elevados e produtivos, tanto para os próprios animais como para a comunidade dos Espíritos humanos. Além dos serviços mútuos podem receber estímulos magnéticos no corpo astral favorecendo às mutações genéticas no retorno a vida terrestre. Há equipes especializadas inclusive atendendo espécies extintas na Terra, mas cujo princípio espiritual sobrevive e necessita retornar á vida física.

Um terceiro grupo, bastante peculiar, é o dos animais domésticos. Estes são muitas vezes atraídos pela força mental dos seus “donos” encarnados, podendo permanecer presos à atmosfera psíquica dos lares físicos por algum tempo. Fixam-se, temporariamente, ao “habitat familiar”. Além disso, muitos desses animais poderão permanecer nas colônias astrais humanas mantidos pela vibração amorosa de seus donos desencarnados. O magnetismo de amor daqueles que conviveram muitos anos torna possível a aceleração energética dos componentes astrais dos animais domésticos fazendo-os permanecer mais tempo na dimensão astral antes de renascer.

Amemos nossos irmãos animais!

Dr. Ricardo Di Bernardi

rhdb1@gmail.com

Fonte: Intelítera

Referências:

  1. Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, ed. FEB – Federação Espírita Brasileira.
  2. Emanuel/ médium Chico /Xavier , O Consolador , ed. FEB .
  3. André Luiz/ /Francisco Cândido Xavier, Evolução em dois Mundos ed. FEB cap. XII e toda a obra.
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Crescer em amor

Campanha “Amor ao Próximo” – Blog Crescer

Nos primeiros dias da chegada de uma criança ao nosso planeta, seus olhos estão cerrados ao mundo que a acolhe.

Pouco a pouco, ela os vai abrindo, percebendo o que a cerca.

À medida que o tempo passa, conquista certa independência: começa a sentar-se, engatinhar, andar, falar.

Pela curiosidade que lhe é natural, surgem os tantos porquês sobre a realidade da vida.

Na escola, descobre as palavras, os números, a História da cultura à qual pertence.

Com o passar do tempo, crescendo física e intelectualmente, faz-se adulta e é capaz de colaborar com o progresso da sociedade em que está inserida.

Torna-se responsável por outras pessoas, por instituições, pelo trabalho a que se dedica, pela chegada de outras crianças a este planeta.

E novamente se inicia o ciclo da vida.

Da mesma forma, acontece com o Espírito imortal que, em essência, todos somos.

Oriundos do Amor Divino, somos criados simples e ignorantes. Crianças, do ponto de vista espiritual.

Inicialmente, diante das mazelas morais que são próprias de nossa infante condição, os olhos da alma, por vezes, demoram a se abrir frente às próprias responsabilidades enquanto Espíritos em marcha de progresso.

Todavia, decorrente das boas escolhas que fazemos em função do livre-arbítrio, ampliamos a percepção e, consequentemente, se expande nossa consciência, morada verdadeira da Lei de Deus.

Assim, damos os primeiros passos em direção à luz, ao bem, à verdade, à felicidade.

É certo que eles são tortuosos e, por diversas vezes, caímos em erro. No entanto, após cada queda, o andar se torna mais firme e experiente, até que, em certo ponto, descobrimos o norte de nossa jornada.

Tal qual as crianças, após os primeiros passos, o Espírito se enche dos tão necessários porquês: Por que o sofrimento? Por que a dor? Por que a morte?

Conforme o amadurecimento intelecto-moral do Espírito, surgem as respostas, que o tornam mais lúcido diante das Leis Divinas.

Dessa maneira, de forma semelhante à criança que alcança a idade adulta, o Espírito em progresso chega à perfeição para a qual foi destinado.

Então, em nome de Deus, responsabiliza-se pelo progresso daqueles que estão em estágios inferiores ao seu, como Jesus faz conosco.

É por isso que cada oportunidade reencarnatória é dádiva celeste, a fim de que venhamos a conhecer mais profundamente esse Pai e Criador.

Quiçá, um dia, possamos afirmar como Jesus: Eu e o Pai somos um, dada a compreensão total que haveremos de possuir do Altíssimo.

* * *

Na escola do Espírito, a tarefa é uma só: amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Desenvolvermos o amor é a única maneira de, paulatinamente, abandonarmos os sentimentos que nos infantilizam espiritualmente, tal o orgulho, a vaidade, a falta de caridade.

Amadureçamos, pois, em fé, justiça, caridade, amor e paz para que, diante de nosso esforço pessoal, vejamos a face daquele que, por amor, a todos nos criou.

Pensemos nisso! Cresçamos em amor!

Redação Momento Espírita

Em 24.3.2021

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BONS PENSAMENTOS

Nilton Moreira

Procuramos dias melhores. Que tudo aconteça positivamente com um final feliz para todos que nos cercam, principalmente para aqueles que amamos. Para tanto, tem uma gama de pessoas que procuram nos locais religiosos, templos, igrejas, capelas a harmonia almejada, outros procuram ajuda indo consultar-se com pessoas que se propõem trazer soluções rápidas e até num estalar de dedos. Tem aquelas que vão a ambiente de relaxamento para conseguir alívio para as tensões, enquanto que outros vão para retiros espirituais e até isolam-se do mundo por muito tempo em meditação profunda.

Tudo isso são medidas que realmente mexem com o psíquico e de fato podem trazer alguma melhora, pois acima de tudo está nossa mente que tem poder de fazer com que a matéria orgânica que é nosso corpo, produza substâncias que vão proporcionar melhora e bem estar geral.

Nossa mente está mergulhada nas ondas hertzianas e quando emitimos pensamentos bons, salutares, vibramos numa frequência onde encontra-se esse tipo de energia e, é nesse ambiente invisível que também estão envoltos os Benfeitores Espirituais de maior elevação. Os Espíritos amigos que quando permitimos em razão de nossa conduta, entrem em contato conosco nos intuindo e ajudando na solução de melhores dias.

Jesus nas suas exemplificações dizia que “pedi e obtereis, busca e acharás”. Devemos fazer tudo que é possível para nossa melhoria e se empreendermos toda força possível para fazer merecer o que almejamos, realmente haverá mudanças.

Mas devemos também considerar que nem tudo que buscarmos ou pedirmos nos será concedido efetivamente, pois que Deus só permite que algo aconteça da maneira que realmente queremos quando merecemos ou se esse algo possibilitará nosso crescimento moral. Não raro o que pedimos não é bom para nós ali adiante e como somos ainda imperfeitos perante o Criador, sempre desejamos que as coisas se processem da maneira mais cômoda, e geralmente esta não é a visão que Ele tem para conosco.

Certo é que ao emitirmos bons pensamentos e termos uma vida comprometida com o comportamento mais correto possível, vamos canalizar energias necessárias que vão melhorar a saúde do nosso corpo físico e harmonizar nosso corpo astral, ocasionando agrado a Deus.

Quanto mais nos elevarmos nos ensinamentos espirituais, menos nos incomodarão as imperfeições materiais da Terra.

Energia a todos.

Nilton Moreira

Artigo da Semana – Estrada Iluminada

Fonte: Espirit Book

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LUTO NA INFÂNCIA – O SOFRIMENTO DA CRIANÇA

Cristiane de Carvalho Neves

Pouco se sabe sobre o luto na infância. Comumente nos perguntamos: A criança fica enlutada? Como se manifesta o luto na criança? A criança sofre pela perda como o adulto? Alguns adultos têm dificuldades em perceber a criança enquanto um ser em desenvolvimento e em um outro formato de pensar e agir no mundo. Na situação de perda por morte ou por abandono/negligência, como a criança é dependente do adulto para sua sobrevivência física e psíquica, ela tende a se sentir ameaçada ou em perigo e se pergunta: “Quem vai cuidar de mim agora?” Essa é a dimensão do luto que a criança vive, um tanto diferente da complexidade do luto adulto.

É muito importante compreendermos que a criança também vivencia o luto, pois ela sente a dor das suas perdas, e atentarmos à suas necessidades, inclusive práticas, como por exemplo, providenciar que ela continue com a sua rotina de escola, cuidados com higiene, alimentação e hora de dormir. Muitas vezes, em função de a criança manifestar sua dor de forma diferente do adulto, este entende que ela não está sofrendo, o que não é verdade! Podemos identificar sofrimento na criança quando ela se isola e evita o brincar, quando fica mais chorosa, tem pesadelos, quando luta contra o sono, quando há expressão de raiva, irritação, medo e culpa mais intensos.

Quando há um luto por morte na família, sempre orientamos a família a tratar o assunto com transparência e verdade. Contar o fato à criança de forma breve, sem detalhes dramáticos da causa da morte. Não utilizar metáforas, como por exemplo, dizer que a pessoa está descansando. Contando a verdade, você diz para a criança que é possível lidar com a morte de um ente querido, sobreviver a esta perda e que ela não está só na sua dor. Após contar para a criança sobre a perda, é muito importante deixá-la falar o que pensa e sente a respeito, assim como também, responder a qualquer outra pergunta que ela fizer. A criança acima de 4 anos, deve ser perguntada se quer ir ou não ao velório para se despedir daquela pessoa da família que morreu, e com a qual, a criança tinha apego. E não deve ser forçada a nada, por exemplo, a chegar perto do caixão.

Seja em situações de separações por morte ou temporárias, a raiva e a agressividade são reações comuns no período de luto da criança. Entretanto, ao contrário do que acreditamos, a raiva funciona no sentido de promover a ligação com a pessoa perdida. Se esta raiva for intensificada, torna-se disfuncional e isto, geralmente, acontece em crianças e adolescentes que sofreram repetidas separações e são expostos a constantes ameaças de abandono. A ameaça de perda de um vínculo afetivo gera sentimentos de ansiedade; e a perda real gera medo, tristeza e angústia. Podemos constatar que as pessoas angustiadas e medrosas, em geral, tiveram experiência familiar marcada por perdas, conflitos e a incerteza do apoio dos pais ou cuidadores.

Das situações mais amedrontadoras que podemos sentir em toda a nossa vida, a experiência de não acesso a nossa figura de apego, ou seja, não poder contar com o nosso cuidador quando criança, é a experiência que mais gera medo intenso e que fica registrada na nossa mente. Quando esta figura de apego – pai, mãe, cuidador – se encontra indisponível afetivamente, mesmo que esteja presente, a criança estará mais sujeita ao medo intenso e crônico. Portanto, essa figura de apego precisa estar disponível para proteger e confortar a criança para que ela se desenvolva saudavelmente e consiga lidar com as suas experiências de perdas.

Cristiane de Carvalho Neves

Psicóloga Especialista em Luto

Fonte: Medicina e Espiritualidade

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PANDEMIA E ENVELHECIMENTO

Divaldo P. Franco

Atingidos os mais altos índices de mortes da segunda onda da pandemia, nestes dias, especialmente resguardados por decretos oportunos das autoridades, a fim de diminuir o contágio nos grupos de pessoas, temos também extraordinárias conquistas da saúde, que nos merecem consideração.

As estatísticas de recuperação no Brasil são auspiciosas, encorajando-nos ao prosseguimento dos cuidados que devemos manter, a fim de diminuirmos o terrível aumento de pacientes, quando o país não mais dispõe de meios para internar todos os contaminados, oferecendo-lhes o tratamento.

A chegada das vacinas que vêm sendo aplicadas também representa uma extraordinária vantagem, considerando-se o pouco tempo de que se dispôs para os testes convenientes e probantes da sua eficiência.

São de estarrecer a quaisquer pessoas de nível médio de equilíbrio mental os embates de interesse da má política ante a ameaça de caos que a enfermidade perversa poderá causar, não apenas no Brasil, mas também em outras nações.

Apesar das intérminas discussões inúteis da aplicação dos recursos oferecidos pelo Governo Federal aos Estados e da maneira imprópria e desonesta como foram alguns aplicados, repetindo-se a tragédia da corrupção, vale manter-se a esperança da diminuição do seu infeliz contágio e preparar-nos psicologicamente, os que sobrevivermos, aplicando as lições que vimos haurindo nestes dias tempestuosos.

Nosso envelhecimento é inevitável e todos amanhã, mais tarde, estaremos com mais idade, e muitos se encontrarão com marcas dolorosas defluentes deste período. Envelhecer é inevitável.

Diversas obras sobre o tema palpitante, já publicadas, objetivam contribuir para esse período existencial com algum conforto e benefícios que podem e devem ser dispensados a todos os anciãos.

O respeitado sacerdote e psicólogo alemão Anselm Grün escreveu um belo livro intitulado A Sublime Arte de Envelhecer, no qual traça diretrizes de aceitação e vivência saudável.

Primeiro é necessário que todos aprendamos a viver integralmente os diversos ciclos existenciais, incluindo, sem dúvida, essa etapa que podemos transformar em maravilhosa.

O outro passo é compreender a necessidade de abandonar os apegos e desejos de reviver a infância e a juventude, ficando livres para a fase da perda de forças, de vitalidade, de encantamento, mas não de felicidade.

Mediante a aprendizagem da sobrevivência da pandemia, que saibamos ser mais irmãos uns dos outros e cuidemos dos nossos idosos, porque também, não morrendo antes, chegaremos lá.

O importante é aprender a relatividade de tudo quanto é material, transitório, pertinente à existência física.

Nesse sentido, descobrir-se como Espírito imortal, cuja função é o aprimoramento do ser eterno…

Divaldo Pereira Franco

Artigo publicado no Jornal A Tarde, coluna Opinião, de 04/03/2021

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FEITIÇOS

Joanna de Ângelis

Augusto Comte ensinava que o homem religioso, analogamente aos seus antepassados dos períodos primevos, prende-se múltiplos feitiços, pela necessidade de uma fé materializada, sendo a religião uma crendice que o escraviza e amesquinha.

E, na atualidade, não falta aqueles que afirmam, estribados em grosseiro materialismo, que “a religião é ópio para a massa”.

Examinando a questão, somos de acordo que a ignorância engendrou, desde épocas muito recuadas, pequenos feitiços para reter em suas malhas quantos não dispunham de lucidez espiritual para elucidar os problemas da fé em suas variadas manifestações…

Nessa época primeira da luta, entre o instinto que cede lugar à inteligência que se afirma, as manifestações dos mortos ensejavam falsas concepções sobre a vida Além Túmulo; e os viandantes da imortalidade imanados às formas grosseiras da matéria compraziam-se em exigir banquetes de sangue e gozo, pressionando exorcismos e práticas compatíveis ao próprio estado evolutivo em que se demoravam.

Desde então, as práticas de Goécia se desenvolveram, avançando através das gerações para, na Idade Média, serem reprimidas a ferro e fogo, em hediondas quanto brutais mancomunações.

Concomitantemente a Teurgia, ensejando intercâmbio com os espíritos lúcidos, oferecia lampejos de discernimento sobre a vida extra-física, procurando conduzir o espírito encarnado com elevados princípios morais.

E, como o além-túmulo sempre exerceu grande fascínio sobre as mentes humanas, os primeiros pesquisadores, insipientes e precipitados, legaram à posteridade heranças complexas de consequências, muitas vezes, comprometedoras…

Ainda agora, ligados aos processos da ignorância tradicional, muitos espíritos se deixam dominar por fórmulas e patuás ineficientes, cultivando superstições e carregando amuletos inóculos, mentalizados com a finalidade de conseguir libertação que os defenda de todos os males…

Fixações da mente em desalinho, atormentada por espíritos enfermos além da forma física…

Mentalizações que geram ações lamentáveis, frutos do comércio nefando de encarnados e desencarnados, em vampirismo de longa duração…

Inúteis, no entanto, uns e outros como feitiços a espíritos tranquilos e caracteres retos.

Perturbações que, por natural processo de justiça transcendente, perturbam aos que se comprazem em perturbar…

* * *

Keppler, deslumbrado com as constelações do firmamento em noite serena, exclamou: “Louvai ao Altíssimo celestes harmonias… E tu, minha alma…”.

Lineu, o naturalista egrégio, tocado pelas leis de botânica, bradou: “O universo canta a glória de Deus”.

E Davi, no Salmo 19, cantava há mais de dois milênios: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”.

Epicteto, o filósofo estoico, escravo de Epafrodito, liberto de Nero, concitava: “Pesquisai e achareis, pois tendes a natureza a voz auxiliar na descoberta da Verdade., Se, entretanto, não vos sentirdes capazes de avançar pelos caminhos que levam a descobri-la, atendei aos que já investigaram”.

Ante os excelsos arcanos o homem descobre o amor e vibra de amor.

Se, no entanto, não consegues compreender a grandeza do Amor, indaga aos que se enobreceram amando, e amando se libertaram de toda limitação, conseguindo paz.

* * *

Com o Espiritismo rasgaram-se os véus do ocultismo e uma luz mais clara se projetou sobre mentes e corações para ajudar o espírito humano em sua ascese imortalista.

Tabus, amuletos, feitiços, superstições, ignorância em torno dos magnos problemas da Vida foram superados e a doutrina da Razão esclarecida, oferecendo vasto patrimônio intelectual, elucida as inquietantes indagações de após a morte, representando os conceitos morais do Evangelho de maneira compatível com o bom senso de modo a atender às exigências do pensamento moderno…

Exaltando a doutrina do Cristo e difundindo-a, o Espiritismo conduz o homem sem peias dogmáticas em negociações com encarnados ou desencarnados, a fim de que organize o domicílio mental e, livre de qualquer limitação, estabeleça o primado do Espírito, na materialização dos elevados princípios do amor. Supera receios e aclara dúvidas, liberta-te de qualquer feitiço de crença avoenga e embrionária, arrebenta os amuletos mentais da superstição e faze luz no íntimo, alçando o pensamento e o coração ao amor de nosso pai, trabalhando fêmea de pouso, mesmo que, aflito, não sinta a alegria do serviço; recordando Jesus que, logo após a crucificação retornou à estrada de Emaús para elucidar a Cléofas e o companheiro, testificando a glória imortal acima de todas as misérias humanas…

Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo P. Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 55

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EU SOU ASSIM E NÃO VOU MUDAR

Adriana Machado

Escutamos em um momento ou outro de nossa vida essa frase e, em outros tantos momentos, somos nós que a falamos, mas o que isso significa?

Infelizmente, denota a nossa escravidão voluntária ao comodismo. Sim! Se estamos confortáveis com as verdades construídas por nós, não moveremos “uma palha” para mudar o que vivenciamos: nossa rotina, nosso comportamento, nossas posturas… Nada!

Poderíamos perguntar: “Não mudaríamos mesmo que essas verdades estejam nos fazendo mal?” E a resposta nos surpreenderá: “Não, não mudaríamos mesmo assim”. Mas, sabem porque escolheríamos continuar nessa escravidão? Em uma resposta genérica, eu diria que ela (escravidão) nos traz a segurança de não termos de lidar com o desconhecido que poderia nos fazer sofrer muito mais.

Acompanhem o meu raciocínio: por que nos recusamos a fazer mudanças drásticas em nossa rotina diária, em nossas posturas? Porque acreditamos que temos o controle da situação em que vivemos. Imaginem que se fizermos qualquer modificação na receita de nosso bolo preferido, a chance dele “solar” ou ficar ruim é bem razoável. Por isso tememos mudar porque os ingredientes estranhos em nossa receita poderão fazer com que a nossa vida tome um direcionamento que não consigamos controlar o seu curso e isso pode significar um sofrimento “desconhecido” pior do que os já vivenciados.

Quando nos resguardamos na frase: “eu sou assim e não vou mudar”, estamos querendo dizer para o mundo (e para nós mesmos) que estamos no controle de nossa vida e que não damos abertura para possíveis desvirtuamentos de nossas metas porque não queremos ser surpreendidos com algo desagradável. E, por isso, não arriscamos vivenciar as surpresas agradabilíssimas que adviriam dessas possíveis mudanças.

Vejam, portanto, que para nos pouparmos de sofrer diante do desconhecido, sofremos com os fatos já conhecidos, ou seja, lutamos para nos manter naquele antigo caminho para não sofrermos e não percebemos que, há muito, estamos sofrendo por nele caminhar.

Outro ponto é que, dessa forma, também nos impedimos de escolher caminhos mais dinâmicos, mais atualizados, que nos darão condições de enxergar a vida ao nosso redor com os olhos de quem quer acompanhar a crescente mudança e desenvolvimento dos seres e do próprio mundo que nos rodeia.

Diante disso, sofremos, porque não nos colocamos maleáveis aos próprios aprendizados que vamos nos proporcionando a cada experiência.

Imaginem-se endurecidos pelas suas convicções, mas sofrendo diante da realidade que é retratada pelo mundo e por todos ao seu redor, forçando-se a reconsiderar as suas verdades por não mais estarem de acordo com o todo. É a vida atuando a nosso favor! Certo é que nós só afirmamos que não vamos mudar, porque algo nos exige mudanças. Esse algo, na maioria das vezes, é a vida nos forçando a analisar os nossos parâmetros do que é certo e errado. Então, ela se utilizará de pessoas ou circunstâncias que nos farão pensar. A partir daí, seremos nós mesmos que, inconscientemente, perceberemos a necessidade de abandonarmos essas verdades para seguirmos em frente.

Apesar do nosso “querer inconsciente”, espernearemos, gritaremos, choraremos, até sentirmos que a nossa ação defensiva não está sendo mais tão benéfica quanto imaginávamos. Com as experiências que a vida nos trará, perceberemos que o sofrimento para sustentar aquelas verdades já não nos parecerá tão aceitável quanto queríamos acreditar. Daí, daremos vários passos em direção inversa aos das nossas crenças anteriores, tornando-nos mais suscetíveis às mudanças pretendidas e mais corajosos para enfrentarmos os possíveis sofrimentos que tanto tememos e que, por vezes, nem acontecerão.

Por isso, a frase “eu sou assim, não vou mudar”, é temporária e não reflete quem somos, mas sim quem estamos: já fomos assim, já deixamos de sê-lo e já nos tornamos outro com capacidade de nos transformarmos novamente a cada novo aprendizado.

Lutarmos contra as nossas transformações diárias só nos provoca dores e sofrimentos desnecessários. Acreditemos em nossa capacidade de lidar com as circunstâncias novas e aceitemos a atuação da Sabedoria do Grande Criador em nossas vidas que nos sentiremos em paz neste processo.

Fica aí nossa dica.

Adriana Machado

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RELACIONAMENTOS E EMOÇÕES

Dr Milton Moura

Somos seres em evolução!

Em constante aprendizado!

Vamos transcendendo estágios evolutivos e incluindo estágios anteriores em nossa constituição.

Moléculas transcenderam os átomos que o incluíram em sua constituição.

Evoluímos do simples para o complexo. E conquistamos um cérebro complexo com mais de 100 bilhões de neurônios.

Avaliando nossas experiências pelo mundo percebemos que vivemos loops (ciclos repetitivos) que insistem em nos acompanhar durante nossa atual existência.

Até quando vamos repetir esses ciclos? E mais, por que esses ciclos se repetem? Por que não há o aprendizado para que seja incorporado em nossa sabedoria?

Analisemos!

Você se sente capaz de interromper esses loops? Você se sente capaz de mudar algum hábito em sua vida? Como adquirimos esses hábitos? Hábitos de pensamentos, hábitos de comportamentos e hábitos emocionais?

Ao passar por uma experiência, sempre há uma emoção vinculada a essa experiência. Seja ela boa ou ruim. De certa forma criamos memórias emocionais dessas experiências.

Quais emoções estão mais presentes em sua vida e que se repetem com facilidade?

Raiva? Medo? Culpa? Angústia? Desrespeito? Baixa autoestima? Tristeza? Não Merecimento? Frustração? Agressividade? Aspereza? Vingança? Stress? Ansiedade? Desespero? Pânico?

Ou…

Alegria? Amor? Contentamento? Calma? Determinação? Carinho? Autoestima? Admiração? Contemplação? Merecimento? Afeto? Serenidade? Temos 3 cérebros em apenas um único cérebro que nos permite Pensar, Fazer e Ser.

A linguagem do cérebro é o pensamento.

A linguagem do corpo é o sentimento. Vivemos as emoções em nosso corpo.

Cérebro/Mente e corpo estão em constante troca de informações.

Como se processa essa informação?

Neurotransmissores, Neuropeptídeos e Hormônios.

Eis a “química” que representa nossos pensamentos e sentimentos.

Quando vivemos uma experiência, produzimos uma química específica para representar a emoção daquela experiência. Essa emoção sinaliza o cérebro que produz pensamentos do mesmo teor da emoção que mais uma vez sinaliza centros hormonais específicos para produzir mais da mesma emoção. Eis o ciclo que forma um hábito!

O ciclo entre pensamento/sentimento. O ciclo de comunicação entre mente e corpo. Repetidas vezes durante uma mesma existência é responsável pela formação de Hábitos.

Somos seres habituais. Temos automatismos instalados e conquistados através do funcionamento dinâmico desse ciclo entre pensar e sentir.

Durante vários anos vamos formando a nossa personalidade baseado nesse mecanismo. Personalidade e Estado de Ser. SER porque incorporamos essas informações habituais no cérebro mais antigo chamado de reptiliano (Cerebelo e Tronco Cerebral) onde são armazenadas as memórias daquilo que somos.

Temos 3 cérebros em um único cérebro que nos permite Pensar (Córtex Cerebral), Fazer – Comportamento/Experiência (Cérebro Límbico) e Ser (Cerebelo e Tronco Cerebral).

Dessa forma formamos nossa Personalidade. Nossa “Assinatura Energética”. Nosso Estado de Ser.

Pesquisadores admitem que depois dos 30 anos já estamos com nossa personalidade definida.

Somos “viciados” em nossas emoções! Como assim? Exato. Isso mesmo. É como se de uma forma automática quiséssemos aquela experiência e aquela emoção. A química da emoção.

Lembra? Somos seres habituais. Temos o hábito de sentir raiva, hábito de sentir medo, hábito de sentir culpa.

Vamos sempre criando o mesmo do mesmo. Temos a tendência de criar sempre as mesmas experiências para obtermos as mesmas emoções e pensamentos.

A mente inconsciente é poderosa e ela prepondera quando estamos falando de hábito. E não será um único pensamento positivo que será capaz de modifica-lo.

Nosso corpo, nessa situação, é maior que a nossa mente. E quando isso acontece não há possibilidade de mudanças. Apenas repetimos os loops. Criando o mesmo do mesmo.

E para mudar então? Como é possível mudar um hábito?

Numa resposta simples e complexa ao mesmo tempo diria: Tornando-se consciente dos processos inconscientes. Tornando consciente do programa que foi instalado e reprogramando-o.

Na formação do nosso estado de ser os hábitos foram fundamentais. Precisamos perceber esses hábitos. Precisamos trazer a luz da consciência novamente para termos a oportunidade de ressignificá-los.

Precisamos transmitir novas informações para obter oportunidades de novas experiências e assim ir modificando nossa assinatura energética.

Antes de entrarmos nesse campo, vamos conversar um pouco mais sobre as emoções para dissipar algumas dúvidas. As emoções, sob certo ponto de vista, são ecológicas. Ou seja, não trazem em si própria a característica de serem positivas ou negativas.

Em algumas situações e dentro de um curto período de tempo, a raiva pode ajudar a superar um obstáculo! Nesse caso ela foi positiva.

Em outras situações, o medo pode ser responsável pela sobrevivência. Também um resultado positivo.

Percebam que quando a emoção tem uma curta duração podemos ter um aprendizado importante para incorporar em nossa sabedoria. Compreenderam?

A química da emoção tem uma duração em nosso corpo antes de serem reabsorvidas. Esse tempo é chamado de período refratário. Quanto menor o período refratário, maior será nossa inteligência emocional.

Portanto, podemos utilizar nossas emoções de forma positiva e também de forma negativa.

O que se sabe pelas pesquisas é que experiências negativas produzem emoções de teor negativo. Por exemplo, sentir culpa durante anos e anos de forma repetitiva e sentir raiva por anos e anos também não trazem benefícios evolutivos. Pelo contrário, nos prendem em nossas mesmices. Em algum momento na nossa evolução elas já foram úteis. Porém, agora, precisamos enfatizar outras emoções, para transcender outros estágios.

O cérebro é como “teflon” para emoções de teor positivo e como “velcro” para emoções de teor negativo.

Os automatismos para a química das emoções negativas estão bem estabelecidos. Já os automatismos para a química das emoções positivas necessitam de empenho consciente ainda. Não somos habituais na alegria, no amor, no carinho, na autoestima, no merecimento, na calma etc.

Mas estamos no caminho.

Um grande benefício que o conhecimento da física quântica trouxe para a humanidade é a compreensão de um grande campo unificado chamado de campo quântico onde estão todas as potencialidades do vir-a-ser.

Uma mudança enorme de compreensão, pois o paradigma newtoniano até então nos forneceu a ideia de causa e efeito. Nesse paradigma estamos fadados ao determinismo da realidade sem nenhum poder de mudança. Somos vítimas de nossos genes e de nossa realidade externa. Somos seres separados. Somos vítimas. Nasci para sofrer e não posso mudar isso. Aff! Não mesmo!

Com o novo paradigma quântico demos um salto de compreensão. O paradigma quântico transcendeu o paradigma newtoniano e o incorporou em sua constituição.

Agora, somos capazes de escolhas! Escolhemos nossa realidade pois somos nós, como consciências em evolução, que produzimos a nossa realidade.

Nossa personalidade/assinatura energética/Estado de Ser produz nossa realidade pessoal.

A matéria fornece as possibilidades. As infinitas possibilidades de escolha. Nesse campo quântico estão todas as realidades em potencialidades como que esperando a nossa consciência acessá-las para escolher e manifestá-las em nossa experiência.

Diante dessa compreensão precisamos assumir a responsabilidade pelas nossas existências. Somos responsáveis por nossas escolhas conscientes e inconscientes.

Há uma necessidade de mudar nossa assinatura energética, mudar nosso estado de ser para interrompermos os loops.

Transmitir uma nova informação para esse campo quântico de infinitas possibilidades.

Como?

Tornando-se consciente dos processos inconscientes.

Utilizando os 3 cérebros para pensar, fazer e ser. Um ser diferente. Um novo pensamento, um novo comportamento e um novo sentimento.

O Lobo pré-frontal nos dá uma capacidade ímpar. Apenas os seres humanos a possui. Capacidade de autoconsciência. Capacidade de pensar sobre aquilo que pensamos. Essa capacidade se chama metacognição.

Como?

Comece a perceber seus hábitos! Como a perceber seus comportamentos! Comece a perceber seus sentimentos!

Não deixe os automatismos das suas memórias emocionais e neurológicas comandarem e determinarem o seu destino.

Crie um novo futuro!

Como?

Aproveite as oportunidades dos relacionamentos. Eles são fundamentais para sinalizar aquilo que precisamos de mais urgente para evoluirmos como seres conscientes.

De cada relacionamento emerge uma experiência e permite nos tornamos conscientes de nossos processos inconscientes.

Relacionamentos e emoções!

Medite!

Dr Milton Moura

Fonte: Medicina e Espiritualidade

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O VALE DOS ARREPENDIDOS

Hugo Lapa

Um espírito estava prestes a nascer no mundo material. Um anjo que o estava instruindo decidiu conduzi-lo a um vale no submundo do plano espiritual onde dezenas de milhares de espíritos se mantinham presos. Muitos não sabem, mas as almas que vivem nos mundos espirituais sempre se ligam uns aos outros pela afinidade de suas vibrações e de sua natureza.

O espírito e o anjo chegaram a um vale desconhecido de muitos, conhecido como o “Vale dos espíritos arrependidos”, para onde vão as almas daqueles que viveram vidas superficiais, cometeram erros e não aproveitaram a sua encarnação. Ambos foram conversando com alguns desses espíritos. Um deles disse:

“Desperdicei minha vida com a bebida, a boemia, bares, futebol, churrascos e com falsos amigos. Todos eram meus “amigos” quando eu estava bem, bebia e contava muitas piadas nos botecos da vida, mas depois que contraí uma doença, todos se afastaram. No leito de morte vi que desperdicei minha vida com frivolidades e depois que cheguei ao plano espiritual tive uma forte sensação de tempo perdido…”

Outro espírito de uma mulher, ainda chorosa, nos disse:

“Sim, desperdicei minha encarnação tentando ajudar meu filho a ser alguém na vida. Eu não percebi que fazia isso porque me sentia carente e sozinha. No fundo queria que ele ficasse comigo e não desejava sua liberdade e independência. Eu era dependente dele e por isso achava que o estava ajudando, mas só o prejudiquei. Eu o mimei muito e depois ele não conseguia ser independente. No meu leito de morte ele nem apareceu. Eu vivia também para outras pessoas e elas nunca me deram nenhum valor. Podia ter feito tantas coisas na vida, estudado, trabalhado, me dedicado a vida espiritual, mas perdi toda uma encarnação vivendo em função de outras pessoas.”

Uma outra alma, que parecia muito triste, disse:

“Sim, eu desperdicei minha vida mergulhando no trabalho e vivendo apenas para conquistar bens materiais. Meu objetivo na vida eram os melhores cargos, os melhores salários, ganhar mais e mais dinheiro, status e uma posição de destaque. Vaidade das vaidades, tudo isso era apenas vaidade, como diz Salomão na Bíblia. Perdi 70 anos da minha vida com bobagens, futilidades e remoendo coisas supérfluas. Como gostaria de ter uma outra chance e cuidar mais de mim mesmo, ajudar outras pessoas, amar mais, dar valor as coisas simples da vida, me ligar no espírito eterno que sou, ter vivido mais a vida espiritual, e não as ilusões do mundo material. Aqui no plano do espírito, nada podemos trazer da matéria.”

Uma alma que parecia um pouco agitada e até irada dizia:

“Aquele líder religioso me enganou! Ele me prometeu um paraíso no céu se eu desse o dízimo, se seguisse os dogmas da religião, se eu fosse casto e reto, e estou aqui, nesse vale sombrio, amargando todas as consequências de um vazio interior pela total perda de tempo. Gostaria de voltar a vida e mudar de postura, não acreditar cegamente em líderes religiosos, ter fé apenas em Deus, amar e não cultivar dogmas ou verdades prontas e acabadas. Poderia ter exercido a verdadeira espiritualidade, mas perdi tempo, muito tempo e fui um hipócrita. Não praticava o que eu mesmo pregava. Mas pensando bem, no fundo ninguém me enganou, eu mesmo que me deixei enganar, pois acreditar em dogmas e no fundamentalismo era algo muito mais cômodo do que me desenvolver espiritualmente e me tornar uma pessoa melhor, mais humilde e mais amorosa.”

Outros espíritos diziam:

“Eu desperdicei minha vida com sexualidade descontrolada”; “Já eu desperdicei minha vida com intelecto agudo e muito conhecimento teórico, mas sem prática e sem experiência direta”; “Eu fiz algo muito comum: desperdicei minha vida me julgando sempre superior a outras pessoas, e não compreendi que esse sentimento de superioridade nada mais era do que uma forma de abafar a imensa insegurança e inferioridade que eu sentia.”

E assim, muitos relatos nos foram passados pelos espíritos presos ao “Vale dos Arrependidos”, almas que desperdiçaram a oportunidade que Deus lhes deu de evoluir espiritualmente se detendo em questões banais, transitórias e sem nenhuma importância para a verdadeira vida, que é a vida do espírito imortal que somos.

Você, que ainda está encarnado e vivendo a sua vida, não faça como esses espíritos, que jogaram suas vidas fora levando existências superficiais, sem alma, sem profundidade, sem se perguntarem quem são e o que estão fazendo aqui. Almas que vivem apenas pelo corpo e pelas aparências do mundo, e não pelo espírito e pela verdade. Você tem tempo de mudar, não desperdice essa sagrada oportunidade de desenvolvimento espiritual que Deus te deu… que é a vida.

 Hugo Lapa

Fonte: Mensagem Espirita

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AS CONSEQUÊNCIAS ESPIRITUAIS DO ADULTÉRIO

Morel Felipe Wilkon

O Espiritismo, tomando por base a questão 701 do Livro dos Espíritos, afirma que o casamento deve se fundar na afeição dos seres que se unem.

Mas não podemos ignorar que o adultério é prática comum, tolerada pela sociedade.

Você já parou pra pensar a respeito do poder que há no sexo? O sexo sempre esteve por trás das grandes conquistas e das grandes tragédias da História. Talvez um dos desequilíbrios mais comuns na trajetória do espírito imortal.

Se você se alimenta pouco, enfraquece;

Se come demais, adquire doenças.

Se você dorme pouco, não recupera totalmente as energias; se dorme muito, perde o dinamismo.

Com o sexo ocorre o mesmo. É preciso equilíbrio.

O desejo sexual represado representa um grande perigo, pois poucas pessoas são elevadas a ponto de canalizar a energia sexual para o processo criativo. O represamento do desejo sexual pode levar ao descontrole e é causa de muitos crimes. Pessoas sexualmente equilibradas convivem melhor em sociedade e são mais felizes.

Nosso senso moral e nossa cultura cristã nos legaram a monogamia como relação ideal mais propensa a incentivar o amor. Mas não podemos ignorar que o adultério é prática comum, tolerada pela sociedade.

Você tem ideia das consequências espirituais do adultério?

A relação sexual é o momento de maior intimidade e troca de energias que se pode experimentar na Terra. Isso não fica restrito ao plano físico, mas também ao plano astral.

Ao nos unirmos sexualmente com alguém, formamos ligações com as companhias espirituais da outra pessoa. Você sabe que nunca estamos sozinhos, estamos sempre acompanhados de espíritos que se afinizam conosco, com os nossos gostos, com nossas atividades, pensamentos, atitudes, emoções.

Numa relação adúltera é inevitável que sejam atraídos por nós espíritos que se afinizam com este tipo de ato clandestino, furtivo. Em situações assim reatamos antigas ligações espirituais conflituosas ou encetamos novos comprometimentos.

O mesmo ocorre com o sexo pago. Você acha que quem recorre à prostituição pratica o ato sozinho? Na verdade, quem costuma comandar a situação são os espíritos desencarnados viciados em sexo. Os lugares ligados à prostituição são habitados por inúmeros espíritos nessas condições, que vivem da energia dos encarnados que os frequentam. São verdadeiras parcerias que se formam entre os dois planos. Os dois lados em busca do prazer desenfreado oferecido pelo sexo.

Durante o período de sono físico, o espírito encarnado pode ser atraído pelo desejo sexual. Muitos são habituados a se relacionar com desencarnados ou com outros encarnados desdobrados pelo sono. Às vezes são pessoas de conduta exemplar, que racionalmente não procurariam essa situação. Mas, parcialmente livres do corpo físico durante o sono, se deixam dominar pelo subconsciente. No subconsciente está armazenada a bagagem de todas as vidas anteriores do espírito imortal; é a soma de tudo o que ele é.

O sexo é energia sagrada, é criação de Deus que nos concedeu o poder de criar, pois somos Sua imagem e semelhança. O sexo equilibrado é manifestação de amor, e eleva o espírito a Deus.

Mas o sexo em desequilíbrio pode ser motivo de queda e destruição. Deus não nos castiga, não há crime ou pecado. Há desgaste espiritual, há desperdício de forças criadoras, há desrespeito com o amor.

E tudo isso tem um preço.

Morel Felipe Wilkon

Fonte: Kardec Rio Preto

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