APARANDO AS PRÓPRIAS REBARBAS

Sidney Fernandes

“Por agora, o meu Reino não é daqui. João, 18:36.”

— Esse país não tem mais jeito! — quem assim desabafava era Everaldo, impulsivo e voluntarioso frequentador do Centro Espírita Luz, Amor e Caridade.

— Calma, meu amigo — ponderou Ricardo, experiente diretor da casa, que já bem conhecia o pavio curto do irmão. Não está vendo — continuou — que está em curso, com muita eficiência, o processo das rebarbas ([1])?

— Do que você está falando, Ricardo?

— Veja bem. Você conhece o antigo recurso para limpeza de pregos? Quando eram produzidos, ficava uma rebarba que impossibilitava seu uso e comercialização. Sabe como se sanava essa imperfeição tecnológica?

— Não faço a menor ideia — respondeu já impaciente Everaldo.

— Os pregos eram colocados num grande recipiente que ficava girando durante algum tempo. Com o atrito entre os pregos, eles mesmos se consertavam.

— E o que isso tem a haver com a nossa nação? — perguntou Everaldo

— Você não está vendo que os irresponsáveis estão se atritando entre eles? Eles estão, entre si, aparando as próprias rebarbas.

— Você está se referindo às delações que estão trazendo à mostra as mazelas dos desequilibrados? Ora, são todos farinha do mesmo saco. E muitos estão ficando incólumes…

— Talvez perante a justiça dos homens. Jamais, porém, diante da justiça de Deus.

***

Lembra Allan Kardec ([2]) como eram frequentes, nos séculos passados, mesmo nas classes mais elevadas e esclarecidas, os atos de barbárie, que hoje tanto nos revoltam. Ontem, como hoje, muitas vidas eram ceifadas e muitos atentados contra as necessidades essenciais dos povos eram cometidos, em que os poderosos esmagavam os fracos e muitos abusos ficavam impunes.

Se pensarmos bem, quantos desses inconsequentes voltaram à Terra e ainda estão entre os homens da sociedade atual? E se refletirmos mais um pouco, chegaremos à conclusão de que muitos desses déspotas da antiguidade éramos nós mesmos, que hoje tanto reclamamos contra as injustiças sociais.

Infelizmente, temos ainda muito do nosso passado para purificar. Daí não podermos nos surpreender com tantas vítimas de acidentes, com tantas catástrofes gerais, simples reflexos do despotismo, do fanatismo, da ignorância e preconceito que semeamos no passado e foram deixados como dívidas a serem quitadas pelas gerações futuras.

Estamos simplesmente diante de contas, que parecem imerecidas, porque vemos apenas o momento atual, mas que devem ser liquidadas.

— A justiça de Deus atinge sempre o culpado, e por ser algumas vezes tardia, ela não deixa de seguir o seu curso ([3])

***

Diz Emmanuel ([4]), referindo-se às crises, dificuldades e desregramentos do mundo, que às vezes nos sentimos como folhas inertes diante das convulsões da torrente. A Terra parece uma casa em reforma, atormentada com a reformulação de seus valores.

Não nos esqueçamos, continua Emmanuel, de que o mundo é o mundo, e de que nós somos nós mesmos. Entre o passageiro e o comboio que o transporta, há singulares e inconfundíveis diferenças. Se o veículo ameaça desastre, é possível que o viajante, dentro dele, se converta em ponto de calma, irradiando equilíbrio.

Assim também em nosso planeta e em nosso país.

Façamos o nosso melhor para auxiliar os que estão à nossa volta, convertendo-nos em preciosos elementos de equilíbrio, contribuindo, com a nossa renovação de comportamento, em escaleres salvadores, diante dos atuais mares tormentosos.

O deserto é, por vezes, imenso; no entanto, bastam algumas fontes isoladas entre si para garantirem a jornada segura através dele. Emmanuel

Tenhamos em conta que todos somos corresponsáveis pela indisciplina e pela desordem atualmente existentes. Lá atrás, muitos de nós fomos os semeadores do caos. Agora chega o momento de calafetarmos as brechas abertas e desbastarmos as próprias rebarbas.

Sidney Fernandes 

Referências:

([1]) – Um jeito de ser feliz, de Richard Simonetti.

([2]) – Capítulo VIII, segunda parte de O Céu e o Inferno, de Allan Kardec.

([3]) – Capítulo VIII, segunda parte de O Céu e o Inferno, de Allan Kardec.

([4]) – Encontro marcado, de Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

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O ÓDIO

– Ai que ódio!

Nilton Moreira

É comum ouvirmos pessoas se expressarem a respeito de algo dizendo “ai que ódio!”, outras, “eu odeio tal pessoa” e tem aquelas que em momentos decisivos dizem “vou te odiar para sempre”. Resumindo: são todas manifestações que ensejam desejo de amaldiçoar.

Quem diz ter ódio diante de circunstâncias se sente momentaneamente realizado, aliviado, e acredita que está assim atingindo outrem, mas engana-se quem pensa assim, pois o ódio é uma energia tão pesada que ao ser mentalizada dissemina no próprio corpo uma energia tão destruidora que normalmente vai ensejar moléstia, que pode ser mínima ou até grave.

O primeiro a ser atingido pelo ódio somos nós mesmos quando o exteriorizamos. Seria menos grave, muito embora não saudável, se investíssemos contra quem temos algo contra e tirássemos satisfação sobre o que aconteceu do que ficarmos com o sentimento de ódio.

Ódio é uma energia tão maléfica que fica impregnada em nossa alma/espírito e nos acompanha depois da morte física. É normal nas reuniões de nosso grupo chegar espíritos cujas pessoas mantiveram ódio quando vivas, e agora fora do corpo continuam com esse ruim sentimento, sentindo a necessidade de continuar a perseguição.

Jesus em momento algum nos ensinou a ter ódio quando esteve por aqui, portanto é um sentimento conservado pelas pessoas que ainda não descobriram o caminho do amor.

Às vezes ficamos buscando motivos pelos quais desenvolvemos doenças graves, principalmente câncer, mas esquecemos de fazer uma avaliação de como andam nossos pensamentos e atos. É comum ficarmos doentes, afinal não somos perfeitos, mas em muitas ocasiões poderíamos ter um pequeno mal estar, no entanto nos deparamos com um diagnóstico de gravidade que vem para nos chamar atenção de como estamos conduzindo nossa vida, possibilitando uma melhoria na nossa maneira de viver e ver as pessoas que estão a nosso redor.

Em nada soma a gente desenvolver ódio no coração, pois é normal a pessoa para qual mantemos um ódio profundo nem saber. Então é o mesmo que tomarmos veneno e querer que o outro morra.

É lógico que não vamos desejar coisas boas a quem nos faz mal, mas pelo menos sejamos fortes e sigamos nosso caminho sem desejar desgraça à pessoa que nos prejudicou, pois certamente se fomos ofendidos ou perseguidos fez parte de uma provação ou expiação.

Busquemos na prece a força para nos livrar desse sentimento mórbido, e seremos mais felizes.

Nilton Moreira

Coluna Semanal – Estrada Iluminada

Fonte: Espirit Book

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A VINGANÇA

Espiritismo na Rede

Algumas pessoas acreditam que a vingança é uma demonstração de grande coragem. Afinal de contas não se pode tolerar uma afronta sem se rebaixar.

Pensam que a tolerância e a indulgência seriam prova de fraqueza ou de covardia.

Todavia, temos de convir que o ato de vingar-se jamais constitui prova de coragem.

Geralmente, quando buscamos revidar uma ofensa o fazemos movidos pelo medo do agressor ou da opinião pública.

Não importa que a nossa consciência nos acuse de covardia ou indignidade, o que nos interessa é que a sociedade não nos julgue assim.

O mesmo não ocorre com relação ao ato de perdoar. O perdão, sim, exige do ofendido muita coragem e dignidade.

Enquanto a vingança é uma ladeira fácil de descer, o perdão é uma ladeira difícil de subir.

Algumas pessoas costumam enfrentar corajosamente os mais graves perigos, mas sentem-se impotentes para tolerar uma pequena ofensa.

Escalam, com ousadia, altas montanhas, saltam de paraquedas desafiando as alturas, enfrentam animais ferozes, aceitam os desafios do trânsito, navegam em mar revolto com bravura, mas não conseguem suportar um mínimo golpe da injustiça.

Dão grande prova de coragem em alguns pontos, mas não relevam a investida da ingratidão, da calúnia, do cinismo, da falsidade, da infidelidade.

Realmente fortes são aqueles que conseguem conter-se diante de uma agressão.

A verdadeira fortaleza está nas almas que não se descontrolam quando são ofendidas.

Que não se impacientam quando são incomodadas.

Que não se perturbam, quando são incompreendidas.

Que não se queixam, quando são prejudicadas.

Verdadeira coragem é aquela de que o Cristo nos deu o exemplo.

Ele sofreu a ingratidão daqueles a quem havia ajudado, enfrentou o cinismo dos agressores, foi ultrajado, caluniado, cuspiram-lhe no rosto e O crucificaram, e Ele tomou uma única atitude: a do perdão.

Por várias vezes, em Sua passagem pela Terra, o homem de Nazaré teve motivos de sobra para revidar ofensas, mas sempre optou pela dignidade de calar-se.

Diante das agressões recebidas, o meigo Rabi da Galileia passava lições grandiosas, como aconteceu com o soldado que O esbofeteou quando estava de mãos amarradas.

Sem perder a serenidade habitual, o Cristo olhou-o nos olhos e lhe perguntou: Se eu errei, aponta meu erro, mas se não errei, por que me bates?

Essa é a atitude de uma alma verdadeiramente grande.

. . .

Redação do Blog Espiritismo Na Rede, com base no cap. 15 do Livro O primado do Espírito, de Rubens Romanelli, ed. Lachâtre.

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A MENTE HUMANA EM TEMPOS DE PANDEMIA

(A importância da prece)

Antonio Moreira Junior

A incerteza do momento gerada por um bombardeio de informações e notícias desconexas, onde não sabemos em quem acreditar, nos deixa à mercê de um jogo político, e de interesses econômicos, próximo ao caos. Parece que enfrentamos um inimigo sempre desconhecido, que, às vezes, imaginamos ser um verdadeiro monstro. Com isso a nossa mente, na ansiedade pela impossibilidade de controle, cria caminhos indesejados com a famosa pergunta de inquietação: “E se acontecer isso ou aquilo?”

Após permitirmos esses devaneios da mente, chegamos facilmente a situações caóticas que nos levam a vivenciar emoções extremamente negativas. Chegamos ao absurdo de sentirmos perdas que jamais existiram ou dores que ainda não tiveram a própria causa. Se não interrompermos esses loops de pensamentos, poderemos chegar a situações de medo, angústia, pânico ou depressão.

O cérebro passa a vida inteira dentro do crânio, fechado, e sem nenhum contato direto com o mundo externo, ou mundo real. Para compreender o que está se passando do lado de fora, o cérebro precisa decifrar o significado de luzes, vibrações e químicas, para, através de pistas de suas experiências do passado, construir simulações usando, para isso, uma vasta rede de conexões neurais.

Visando economizar energia o cérebro busca caminhos mais curtos, ou seja, caminhos conhecidos, e tende assim a repeti-los diversas vezes numa inércia que pode ser muito prejudicial. Imaginemos os efeitos danosos de pensamentos negativos, angustiantes ou que possam levar uma pessoa a perder o controle, o equilíbrio. Esse processo, acrescido da rotina de autopreservação, papel também assumido pelo cérebro, reforça a inércia, numa tentativa de manter uma zona de conforto, mesmo que exista sensações negativas, como o medo, a tristeza, etc. Mas, para o cérebro, assim estaremos vivos e salvos, o que indicaria que deveríamos permanecer no mesmo patamar de pensamentos e sentimentos.

Segundo a ciência, temos mais de setenta mil pensamentos por dia. Nós não conseguimos lembrar de muitos deles porque um mesmo pensamento se repete por diversas vezes. Agora, vamos refletir sobre a possibilidade de estarmos repetindo centenas de vezes ao dia um pensamento desagradável ou de muita aflição, e tentar perceber quais seriam as emoções que estariam presentes em nossas mentes ao final desse dia. Com certeza não estaríamos bem, nem dispostos, e nem esperançosos da vida. Daí poderíamos começar a acreditar que estamos tristes, infelizes ou depressivos, e que tudo pode complicar mais e mais.

Precisamos agir para interromper esse processo que, com o tempo, vai se solidificando, e cristalizando dentro de nós. Necessitamos criar novos caminhos, novas alternativas para o futuro, diferentes das possibilidades geradas nos loops do “E se?”, para mostrar que existe uma luz no final do túnel, e que existem inúmeras possibilidades melhores e mais benéficas. Ao criarmos e alimentarmos novas idéias que nos trazem bem estar, estaremos levando uma série de informações ao cérebro para que ele sintetize e saia da repetição de padrão negativo. Após isso, a nossa mente assumirá um estado de vibração distinto do anterior, permitindo emoções mais agradáveis, ou, pelo menos, a ausência da angústia e da tristeza. A isso chamamos de quebra de padrão de pensamento, ou quebra de padrão vibratório, e, com certeza, é um processo de autocura, de equilíbrio, muito importante em em nossas vidas, como, por exemplo, nesse momento que atravessamos na atualidade e que tanto nos afeta emocionalmente.

As nossas emoções são únicas, e estão relacionadas com as nossas experiências pessoais de vida. Ou seja, têm um significado próprio para cada pessoa. As sensações de alegria, de tristeza, de pânico, de nervosismo, de angústia, de medo, etc., de um ser humano podem ser muito diferentes das sensações de qualquer outra pessoa. O que nos alerta para termos o cuidado de não julgarmos o outro, para não criarmos rótulos, e nem mesmo anteciparmos diagnósticos preestabelecidos. Cada caso é um caso, e cada dor é uma dor única, e imensurável.

A interocepção é a capacidade de reconhecer os estímulos e sensações que o nosso corpo envia ao cérebro. E assim, através dos nossos cinco sentidos, mais batimentos cardíacos, respiração, digestão, circulação, taxas hormonais, etc., o cérebro, baseado em suas memórias de experiências, faz uma predição do que está acontecendo em cada momento de nossas vidas. Criando, assim, as diversas sensações, que são processos pelos quais um estímulo externo ou interno provoca uma reação específica, produzindo uma percepção.

Existem várias maneiras de efetuarmos a quebra de padrão de pensamentos ou de sensações, para que possamos então, criar novas possibilidades menos drásticas para um futuro próximo. Na ausência de conhecimentos de técnicas para esse fim, podemos fazer aquilo que já conhecemos e que funciona muito bem, uma prece! E como citou Emmanuel, através de Chico Xavier: “Evita os assuntos infelizes. Fala, auxiliando em favor da tranquilidade e da elevação.”

Uma forma simples de sairmos do estresse da preocupação com o futuro, é imaginar que já estamos no futuro, que está tudo bem, e que toda a tempestade já passou. Pois tudo passa, e a vida retoma seu caminho novamente. Esse exercício de viajarmos para o futuro, sem o caos do presente, faz com que possamos retornar ao agora com melhores expectativas, o que nos traz calma e serenidade.

E para finalizar, vamos nos lembrar que a escolha da energia com a qual nos sintonizaremos na vida é nossa. Existe um universo inteiro de possibilidades conectado a cada um de nós. Então, escolhamos o melhor, pois nós merecemos. Afinal, somos feitos à imagem e semelhança do Criador.

Antonio Moreira Junior

Fonte: Medicina e Espiritualidade

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APRENDER A COOPERAR!

Francisco Rebouças

O dicionário da língua portuguesa nos define a palavra cooperar como sendo: Operar juntamente com alguém; contribuir ajudando, auxiliando outras pessoas.

É muito importante saber que não somos autossuficientes em tudo, e dessa forma, precisamos dos outros tanto quanto os outros precisam de nós, porque verdadeiramente somos todos interdependentes, por isso mesmo, a cooperação é fator essencial para a harmonia e o bem estar de todos nós.

Quando falamos em cooperação, estamos nos referindo ao cuidado e interesse que precisamos desenvolver pela pessoa do outro, por suas dificuldades e necessidades, procurando, ao nível de nossas possibilidades, prestar-lhe auxílio, estendendo mãos amigas, contribuindo de forma positiva na resolução das questões que o afligem, exercitando a cordialidade e a alegria de ser útil.

Urge compreender que fazemos parte de uma só família perante as Soberanas Leis que regem nossos destinos na Terra, com deveres mútuos de assistência, o que nos proporciona angariar amizades e demonstrações de carinho e respeito daqueles a quem ofertamos nossa solidariedade. Porque querendo ou não, o intercâmbio de experiências e conhecimentos são essenciais para o desenvolvimento de nossas potencialidades intelectuais, morais e espirituais.

Dessa forma, tenhamos a certeza de que melhorando o ambiente nos relacionamentos entre aqueles na qual a Providência Divina nos situou, estaremos desenvolvendo à nossa volta um clima de fraternidade, de união e confiança, eliminando os conflitos e divergências que aos poucos diminuirão ou até mesmo deixarão de existir.

Na página abaixo, temos uma linda lição a respeito da colaboração.

“Um crente sincero na Bondade do Céu, desejando aprender como colaborar na construção do Reino de Deus, pediu, certo dia, ao Senhor a graça de compreender os Propósitos Divinos e saiu para o campo.

De início, encontrou-se com o Vento que cantava e o Vento lhe disse:

— Deus mandou que eu ajudasse as sementeiras e varresse os caminhos, mas eu gosto também de cantar, embalando os doentes e as criancinhas.

Em seguida, o devoto surpreendeu uma Flor que inundava o ar de perfume, e a Flor lhe contou:

— Minha missão é preparar o fruto; entretanto, produzo também o aroma que perfuma até mesmo os lugares mais impuros.

Logo após, o homem estacou ao pé de grande Árvore, que protegia um poço d’água, cheio de rãs, e a Árvore lhe falou:

– Confiou-me o Senhor a tarefa de auxiliar o homem; contudo, creio que devo amparar igualmente as fontes, os pássaros e os animais.

O visitante fixou os feios batráquios e fez um gesto de repulsa, mas a Árvore continuou:

— Estas rãs são boas amigas. Hoje posso ajudá-las, mas depois serei ajudada por elas, na defesa de minhas próprias raízes, contra os vermes da destruição e da morte.

O devoto compreendeu o ensinamento e seguiu adiante, atingindo uma grande cerâmica.

Acariciou o barro que estava sobre a mesa e o Barro lhe disse:

– Meu trabalho é o de garantir o solo firme, mas obedeço ao oleiro e procuro ajudar na residência do homem, dando forma a tijolos, telhas e vasos.

Então, o devoto regressou ao lar e compreendeu que para servir na edificação do Reino de Deus é preciso ajudar aos outros, sempre mais, e realizar, cada dia, algo mais do que seja justo fazer.” (1)

É bom pensar nisso!

Francisco Rebouças

Fonte:  Agenda Espírita Brasil

Referências Bibliográficas:

(1) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Meimei, Livro: Pai Nosso – cap. 13.

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CONSIDERANDO O PROBLEMA DA FOME

Joanna de Ângelis

Estatísticas apresentam as calamidades resultantes da fome e os olhos do mundo se voltam para o futuro, receosos, estudando apressadas soluções…

A expectativa em termo da superpopulação do Globo nos próximos decênios gera desequilíbrio, aflição…

Economistas e técnicos outros de várias estruturas do conhecimento examinam os prognósticos sombrios e encolhem os ombros…

Religiosos e pensadores, lamentando o crescimento exagerado da espécie humana, atemorizam-se e falam com pessimismo sobre o amanhã…

Eugenistas chamados a liça e ginecologistas, ouvidos, sugerem, indiferentes, às altas personalidades que administram as nações, o controle da natalidade.

Cabidos e conclaves, congressos e concílios discutem a questão, e lentamente disseminam nas mentes e nos corações a falsa necessidade da limitação dos filhos, em audaciosos decretos de morte do presente para a humanidade que não se deseja permitir venha a nascer…

(…) E pretendem alguns, desse modo, converter o amor mas suas bases sagradas através do matrimônio, em ingresso grosseiro no reino das emoções bastardas… No entanto, casais impossibilitados de procriar, monetariamente abastados, submetem-se aos modernos processos da inseminação…

* * *

Estatísticas revelam, e o mundo se estarrece, com os elevados índices de criminalidade…

Atentados ao pudor, desrespeito aos direitos alheios, agressão à propriedade, assaltos, crimes à mão armada…

A delinquência juvenil cresce a cada minuto.

O desequilíbrio moral, por parte dos adultos, aumenta desgovernado.

Os crimes passionais entre pessoas idosas multiplicam-se, volumosos.

Selvageria, abastardamento do caráter e da inteligência, neuroses e psicoses atestam, em incontrolável desdobramento, a via calamitosa por onde segue o homem…

Educadores, psicólogos, analistas e assistentes sociais chamados a opinar, prescrevem, depois de exames minuciosos, com frieza, a necessidade de liberdade e educação.

O despovoamento dos campos, o superpovoamento das capitais e cidades litorâneas leva os detentores do poder econômico a investimentos de altos lucros, criando problemas de fome…

* * *

Há 2.000 anos, no entanto, Jesus, o educador por excelência, prescreveu afável: “Amai-vos uns aos outros”, e, como os homens olvidaram a fórmula eficaz para se manterem dignos, criando, em consequência, os lamentáveis problemas do presente, o Espiritismo, que hoje revive o Divino Mestre e O traz no coração humano, também concita ao amor como única terapêutica para todos os males da atualidade.

Há fome, sim, na terra. Mas a mais elevada expressão da fome, hoje, como ontem, é a fome de amor.

Há crime, sim, na terra. Mas a causa da criminalidade exagerada, hoje mais do que ontem, provém da fome de amor.

Há guerra e dor, sim, na terra. Mas por fome de amor. É a fome do amor que está levando o homem ao desespero…

O amor, e somente o amor, propicia construções eternais.

O controle da natalidade, pois, é crime diante da Consciência Divina, considerando que, através do amor todos os problemas encontram solução e que, acima do nosso amor, o Amor de Nosso Pai espalhado pelo Universo, que a tudo sustenta e vitaliza; vigilante, à hora própria intervém, equacionando todos os enigmas que o nosso limitado amor não consegue resolver…

Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 48

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PSIQUISMO E HALO ENERGÉTICO

Ricardo Di Bernardi

O verbete “aura” tem origem no latim e significa “sopro de ar”. Aura e psicosfera são utilizados, comumente, como sinônimos se referindo ao halo energético existente em torno de todo ser vivo. Existem muitos sinônimos para designar aura ou psicosfera, no entanto, vamos nos ater aos utilizados em nosso meio, isto é, na literatura e nas entidades espíritas.

O termo “psicosfera” encontramos nas obras espíritas de escol, termo inicialmente mencionado pelo Espírito André Luiz através da fantástica mediunidade de Chico Xavier. Segundo Ele, “Todos os seres vivos, dos mais rudimentares aos mais complexos se revestem de um halo energético que lhes corresponde à natureza.¹ ”

Nos seres vivos primitivos e simples, o halo energético por eles irradiado decorre das atividades físicas que executam, além das emoções rudimentares e manifestações dos seus instintos. Seres unicelulares como as bactérias já manifestam essa irradiação. Em nós, seres humanos, essas irradiações são enriquecidas pela atividade mental, ou seja, pelas irradiações das emoções e pensamentos. Este halo energético reflete o grau evolutivo de cada Espírito.

As irradiações que produzimos além de se exteriorizar, elas interpenetram o corpo físico, demonstrando assim, como somos um conjunto de várias dimensões que interagem sempre e ininterruptamente. Poderíamos dizer que, como cada pessoa possui um vestuário, cada um de nós possui uma psicosfera, mas, além de estarmos vestidos pela nossa psicosfera, nós mesmos a fabricamos. O halo energético, que nos envolve, possui cores que variam muito conforme o estado físico, emocional ou mental de cada pessoa. De um modo didático, poderíamos dizer que as cores mais claras correspondem a pensamentos positivos, construtivos e mais em harmonia com a Lei do Amor Universal, portanto, observadas em Espíritos mais evoluídos. As cores e tonalidades mais escuras são comuns aos espíritos mais densos, tanto encarnados como desencarnados.

A psicosfera humana pode ser percebida e analisada por médiuns videntes ou por espíritos desencarnados que tenham desenvolvido esta capacidade. A observação dessa estrutura energética pode ser muito útil para avaliações de saúde, condições morais e intelectuais de uma pessoa. Com relação especificamente aos médiuns videntes, é fundamental que estes, além da capacidade anímica de ver a aura, tenham o conhecimento e ética espíritas para só se pronunciar de maneira construtiva e respeitosa em locais e momentos muito adequados. Com relação à opiniões e descrições da nossa psicosfera, feita por Espíritos desencarnados, lembremo-nos que eles são pessoas como nós, portanto, os há em todos os níveis de sabedoria e ética.

A nossa psicosfera não é estática, há um dinamismo constante. As energias ou fluidos extrafísicos, estão em contínuo movimento, pois o ser vivo está captando e emitindo a todo instante. Deste modo, quando as energias harmônicas provindas de um pensamento equilibrado de um indivíduo, seja encarnado ou desencarnado, interagem com a nossa psicosfera, pode haver uma absorção, por sintonia. Havendo sintonia, (mesmo momentânea), há uma força centrípeta, ou seja, que puxa para o centro, para a intimidade energética da pessoa.

Quando não ocorre sintonia, por não haver afinidade com determinados pensamentos externos, estes são rejeitados pelo nosso corpo mental ². Há uma força centrífuga que elimina o componente estranho. Este mecanismo, muitas vezes, é automático e inconsciente, pois são conquistas do nosso Espírito, arquivadas em núcleos vibratórios.

Um pensamento de ódio, por exemplo, pode fazer parte por um determinado tempo da nossa aura, enquanto mantemos este sentimento. À medida que efetuamos a reforma íntima, modificamos aquele sentimento negativo, por falta de nutrição energética e falta de sintonia, o arquivo relativo àquele ódio é gradativamente eliminado da nossa atmosfera fluídica.

Todas as energias que produzimos passam a fazer parte de nossos arquivos e, na sequência, se entrelaçam com outras energias semelhantes, tanto de encarnados como de desencarnados. Estes entrelaçamentos ocasionam sensações agradáveis ou desagradáveis em nós e, também, nas pessoas com as quais convivemos.

Sentimentos de empatia ou de repulsa a outrem são, frequentemente, decorrentes de percepções inconscientes de emanações energéticas da psicosfera da pessoa. Devem ser compreendidos e trabalhados com resiliência e amor, além de prudência. A falta de afinidade entre os campos energéticos das pessoas costuma gerar diversas dificuldades ou incômodos, enquanto a similitude de vibrações gera um fluxo agradável de energias.

Espíritos superiores tem psicosfera tão sutil que não permite aos Espíritos inferiores vê-los. Há uma diferença de frequência vibratório significativa que impede a sintonia. As sessões mediúnicas fazem a ponte de contato ou intermedia planos espirituais de densidade diferente.

André Luiz nos exemplifica, em várias obras, que espíritos superiores pelo comando do corpo mental alteram temporariamente sua psicosfera deixando-a mais densa para adentrar em locais trevosos para melhor executarem seus trabalhos nesses ambientes. Ao tornarem mais densa ou menos sutil sua psicosfera, evitam serem reconhecidos como seres superiores gerando sentimentos de animosidade ³.

Somos artífices que esculpem a própria escultura. Criamos nosso próprio destino. A espiritualidade de luz emite ondas de amor e sabedoria constantemente, cabe a nós voltarmos nossos radares mentais na direção correta para captarmos o Amor Universal. Cedo ou tarde nos identificaremos com a centelha divina ou o “Deus em nós”.

 Ricardo Di Bernardi*

Fonte: Medicina e Espiritualidade

*Ricardo Gandra Di Bernardi é médico, escritor e conferencista espírita.

Bibliografia:

  1. XAVIER, Francisco Cândido/Espírito André Luiz, Evolução em dois mundos, Ed. FEB, pág. 163.
  2. XAVIER, Francisco Cândido/Espírito André Luiz, Evolução em dois mundos, Ed. FEB, cap. II, pág. 25.
  3. XAVIER, Francisco Cândido/Espírito André Luiz, Libertação, Ed. FEB, pág. 67.
  4. CENTRO ESPÍRITA LUZ DA CARIDADE, Curitiba. A Dança das energias – Uma abordagem da energia mental, cap. 5, Psicosferas e Energia Mental.
  5. ICEF- Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis- Reuniões de Estudo  www.icefaovivo.com.br
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CAUSA E EFEITO – NINGUÉM ESCAPA

Nilton Moreira

Cada um leva e conduz a vida como bem entende, mas tem aqueles que deixam a vida lhe levar como diz o poeta. Tem alguns que se preocupam com o modo de viver e tem outros que nem vê a vida passar, pois nada de bom produzem.

Nestes dias estranhos onde enfrentamos doenças, competições para galgar cargos, poder, desafios para melhorar o padrão de vida não basta pensarmos que tudo depende de nós. De fato, nós é que temos que dar o primeiro impulso para atingir objetivos, mas acima de nós está a Lei Divina e o Criador sabe o que é melhor para nós.

Os materialistas nos momentos difíceis ficam sem chão, pois acreditando apenas em suas capacidades ficam frustrados quando impotentes perante certas angústias vivenciadas o que não acontece com o espiritualista, pois este recorre imediatamente à oração para se religar com o Pai, buscando na fé a ajuda e esclarecimento para enfrentar o momento difícil.

É evidente que não estamos abandonados aqui no Planeta, pois cada um de nós tem diferentes situações na vida tanto boas como ruins e é através da fé que vamos encontrar explicações para os diversos matizes que a vida impõe a cada um.

Certamente o que de ruim nos acontece é causado por nós mesmos através da lei de causa e efeito, pois toda vez que praticamos o mal ou tomamos atitude que possa prejudicar outrem estamos transgredindo a Lei Divina, da qual não escapamos de maneira alguma, pois que diferentemente da lei do homem, ela é perfeita. Portanto vamos ter de nos deparar com situação de dificuldade para que na dor sintamos a necessidade de mudar nossa conduta, já que pelo amor não conseguimos.

Todos nós de uma maneira geral temos sob nossa responsabilidade os desígnios de algum vegetal, animal ou pessoa, e certamente somos os responsáveis pelo que possa acontecer a estes. Se falharmos na missão que concordamos em cumprir antes de nascermos, responsabilizados seremos. É um pai ou mãe que não cuida bem do filho o deixando transviar-se; é um patrão que se torna incompetente sob seus empregados; é um comandante que determina ordem equivocada a seus soldados, é um governante, seja ele na qualidade de rei, presidente, governador ou prefeito que lidera um povo e age como tirano por negligência, imprudência, desonestidade ou ambição. A todos é imposto um preço. Isto é da Lei de Deus. Ninguém escapa.

Então, não pensemos que as dores que sentimos são fruto do acaso ou injustas. Temos sim de nos modificarmos para que através de uma conduta honesta possamos receber as benesses do que Jesus nos falou.

Paz a todos.

Nilton Moreira

Coluna Semanal – Estrada Semanal

Fonte: Espirit Book

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DESEJAS

EmmanuelResultado de imagem para imagens natureza

Toda melhora parece distante…

Toda superação surge como sendo quase impossível. Pediste, porém, o berço terrestre, no exato lugar em que te cabe aprender e reaprender.

Não olvides, por isso, que o domínio da lição não dispensa a vontade.

Recebeste no lar muitos daqueles que te não alimentam a simpatia.

No entanto, se desejas, podes transformar toda aversão em amor, desde que te decidas a ajudá-los com paciência.

Sofres o chefe insano, a crivar-te de inúmeros dissabores.

Contudo, se desejas, podes convertê-lo em amigo, desde que te disponhas a auxiliá-lo sem pretensão.

Padeces dura condição social, renteando o infortúnio.

Todavia, se desejas, podes transfigurar a subalternidade em elevação, desde que te eduques, para que a vida te use em plano mais alto.

Trazes o órgão enfermo, a cercar-te de inibições. Entretanto, se desejas, podes aproveitá-lo, na própria sublimação, em nível superior.

Ainda hoje, é possível encontres sombras enormes…

O obstáculo dos que te não compreendem, a palavra dos que te insultam, o apontamento insensato ou as lágrimas que a prova redentora talvez te venha pedir.

Mas podes usar o silêncio e a oração, clareando o caminho…

Declaras-te sem trabalho, amargando posição desprezível, mas, se desejas, podes ainda agora começar humilde tarefa, conquistando respeito e cooperação.

Acusam-te de erros graves, criando-te impedimentos, mas, se desejas, podes tomar, em bases de humildade e serviço, a atitude necessária à justa renovação.

Sentes-te dominado por esse ou aquele hábito vicioso, que te exila no desapreço, mas, se desejas, podes reaver o próprio equilíbrio, empenhando energia e tempo no suor do trabalho digno.

Afirmas-te na impossibilidade de socorrer os necessitados, mas, se desejas, podes efetuar pequeninos sacrifícios domésticos em favor dos outros, de modo a que tua vida seja uma bênção na vida de teus irmãos. Para isso, porém, é preciso não esquecer os recursos singelos que tanta gente deixa ao olvido…

O minuto de tolerância.

O esquecimento de toda injúria.

O concurso anônimo.

A bondade que ninguém pede.

O contacto do livro nobre.

A enxada obediente.

A panela esquecida.

O tanque de lavar.

A agulha simples.

A flor da amizade.

O resto de pão.

Queixas-te de necessidade e desencanto, fadiga e discórdia, abandono e solidão, mas, se realmente desejas, tudo pode mudar…

Emmanuel (Espírito)

Francisco C. Xavier (psicografia)

Do livro “Religião dos Espíritos”, cap. 83

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Gorduras trans: A mortal inimiga do ser humano

EDUCAÇÃO EM SAÚDE

Recomendações importantes

1) É rotineiro observar, no supermercado, as pessoas colocarem nos carrinhos de compra algumas caixinhas de margarina e de outros alimentos, contendo gordura vegetal hidrogenada. Infelizmente desconhecem o erro em que incorrem, prejudicando gravemente o organismo físico, antecipando o momento da morte e, o que é o pior, falecem através do suicídio indireto ou involuntário, com repercussão negativa na dimensão espiritual.

2) Quando os óleos vegetais passam por um processo de hidrogenação, isto é, são adicionadas em suas moléculas o hidrogênio, a substância final apresenta-se como gordura sólida, em temperatura ambiente, com ótimo aspecto e durabilidade aumentada. É denominada de gordura vegetal hidrogenada, propiciando o aumento do LDL (colesterol ruim), o qual aumenta as chances de doenças do coração, além de diminuir o HDL (colesterol bom), o qual evita problemas cardíacos. O LDL elevado pode ocasionar muitos problemas no organismo físico, que faculta o desencadeamento das afecções cardiovasculares, inclusive o temível infarto do miocárdio, como igualmente atua no aumento da obesidade abdominal e no processo inflamatório no organismo.

3) Deve-se evitar o consumo dessa prejudicial gordura, o que se torna muito difícil, porquanto os produtos industrializados, em sua grande maioria, a contêm. Deve-se, além disso, sempre observar no rótulo do alimento, se há a presença da gordura vegetal hidrogenada, principalmente em bolos, tortas, massas instantâneas, bolachas, pães, biscoitos, batatas fritas, sorvetes, maionese, pasteis, cremes vegetais, salgadinhos, frituras, margarinas, pipocas de micro-ondas e nos lanches de “fast-food”. Nunca E nunca comprar qualquer alimento sem a colocação no rótulo da lista dos ingredientes nele contidos. Se o alimento contiver no rótulo a gordura de coco, oliva ou palma, pode consumi-lo. Os alimentos de origem animal, como carne e leite, possuem quantidades insignificantes de gordura trans.

4) Como a gordura trans não é digerida, há acúmulo da substância nos vasos arteriais e no abdômen. A obesidade abdominal, excesso de peso que se desenvolve ao longo do tempo em torno do centro do corpo, também chamado de gordura visceral, associado à resistência à insulina (diabetes tipo 2), é denominada de Síndrome Metabólica, com sérios riscos para o sistema cardiovascular.

5) Portanto, quanto risco corre um indivíduo que se alimenta mal, principalmente consumindo comidas ricas em gorduras trans! Importante, além de se evitar o consumo das gorduras prejudiciais à saúde, o indivíduo tem que de fugir do sedentarismo, praticando atividade física regular. Assim fazendo, há haverá a diminuição do risco cardiovascular e muitos outros benefícios.

6) Certamente, os eventos festivos (aniversários, casamentos, etc.) são inundados de alimentos contendo alto teor de gordura trans. De início, são servidos os grandes vilões, os salgadinhos feitos de uma massa farinácea cheia de gordura vegetal hidrogenada, frita juntamente com a carne de vaca e frango moída. Depois, vem a distribuição de bolos, sorvetes e doces. Para terminar, o consumo prejudicial de refrescos artificiais e refrigerantes. Que desgraça!

7) Algumas pessoas, com muita frequência, comparecem a eventos sociais e, constantemente, estão ingerindo substâncias que estão lhe roubando significativo tempo de vida física. O conselho que a medicina dá para os que vão participar de festas com muita comida prejudicial é, exatamente, se alimentarem bem em casa e não ingerirem os “quitutes” imergidos na gordura trans, constantemente oferecidos nas festanças.

8) A Doutrina codificada pelo magnânimo Kardec ensina a importância dos cuidados a serem dispensados com o nosso veículo físico, imprescindível à evolução do espírito. Gozar uma vida saudável favorece o ser encarnado a completar o seu tempo de aprendizagem de forma natural e com muita produtividade.

Américo Domingos Nunes Filho

Fonte: Correio Espírita
Jornal Agosto 2019

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