ANTES DA DESENCARNAÇÃO

Joanna de Ângelis

Não esperes os “sinais da morte” em aproximação para que penses nos programas nobilitantes da vida, que não foram executados. Nem constranjas os outros, à hora final, com as confissões de “alívio da consciência” para que consigas uma entrada tranquila no país do além-túmulo…

É muito generalizada a crença de que no instante da despedida se dissipam mágoas e azedumes sob o encantamento mágico da desencarnação, mediante acordos improcedentes…

Muitos moribundos que dispõem de voz, antes do grande coma, arrolam despedidas e acenam adeuses, apresentando as “últimas vontades” com as quais se vinculam, após a partida, aos que se acumpliciaram em atendê-los, alongando a enfermidade nos tecidos sutis do perispírito e gerando delicados processos de obsessão pertinaz nos que ficaram.

Alguns que não puderam expressar os pensamentos atormentantes do leito de agonias, remoem-se nos arrependimentos e tartamudeiam mentalmente o quanto gostariam de ter feito, tardiamente, porém…

Outros mais, ante a mensagem-aviso desencarnatório preparam-se apressadamente, para desanuviarem a mente sombreada de remorsos, expondo os erros em que incidiram e rogando perdão… Todavia, em recuperando a saúde por impositivo de continuação das lutas na forma física, retornam aos velhos sítios onde se compraziam, recomeçando, ávidos, o comércio com a loucura a que se reentregam…

* * *

A máquina funciona com eficiência enquanto a engrenagem se demora em harmonia. Desengonçada, emperra, com prejuízo para a produção.

Vigorosos cabos sustentam pesos colossais ao império da estrutura bem elaborada. Enfraquecidos pelo uso, perdem a finalidade, ameaçando a segurança.

Instrumentos sensíveis colaboram eficazmente para elaborações nobres. Desajustados levemente, tornam-se danosos a qualquer cálculo e realização.

Todas as peças do engenho humano gozam de um período hábil de utilidade, depois do que não merecem confiança. Algumas alongam o prazo da previsão. Outras, reparadas, servem mais demoradamente.

Nunca, porém, com o vigor de que dispunham ao ser produzidas.

Também o corpo, também a oportunidade da reencarnação.

“A nossa vida passa rapidamente”, afirma o Salmista.

Produze, pois, quanto possas durante o tempo em que podes.

Amanhã serão diferentes as circunstâncias de tempo, modo e lugar…

Movimenta a máquina físico-mental sob o beneplácito da saúde fazendo o melhor ao teu alcance. Retornando da enfermidade serão menores as probabilidades de êxito.

Apazigua a consciência reparando, com o bem, os males praticados, enquanto caminhas com os ludibriados pela tua incúria.

Resolve as tuas dificuldades nos dias de vigor da experiência carnal, evitando transferir para os outros os malogros em que demorastes por imprevidência.

Mesmo que te tranquilizes aparentemente por transferência de responsabilidade para outrem, despertarás, após a viagem, como és, com o que tens, como agiste durante o período previsto para a tua finalidade pelo Excelso Concessionário.

* * *

O Evangelista Lucas, no versículo 2 do Capítulo 16, narrando a Parábola do Mordomo Infiel, refere-se ao impositivo de “dar conta da administração”.

A vida física é posse transitória da Fazenda Divina, de que terás de dar conta.

Recorda que Jesus, o Operário Incansável, em chegando a hora do encontro com Deus, não arrolou, na Cruz, queixas ou recriminações, lamentos ou petitórios e, estando tranquilo pela tarefa bem cumprida, “entregou o Espírito às mãos do Pai”, serenamente, inaugurando, logo depois, com a sua Ressurreição gloriosa, após o túmulo, a Era nova do espírito imortal. Vive com reta conduta antes da desencarnação, porque, também tu, ressuscitarás depois da morte.

Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 30

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O que São Espíritos Agêneres?

O que é um agênere?

É uma aparição em que o desencarnado se reveste de forma mais precisa, das aparências de um corpo sólido, a ponto de causar completa ilusão ao observador, que supõe ter diante de si um ser corpóreo.

Esse fato ocorre devido à natureza e propriedades do perispírito que possibilitam ao Espírito, por intermédio de seu pensamento e vontade, provocar modificações nesse corpo espiritual a ponto de torná-lo visível.

Há uma condensação (os Espíritos usam essa palavra a título de comparação apenas) tal, que o perispírito, por meio das moléculas que o constituem, adquire as características de um corpo sólido, capaz de produzir impressão ao tato, deixar vestígios de sua presença, tornar-se tangível, conservando as possibilidades de retomar instantaneamente seu estado etéreo e invisível.

Para que um Espírito condense seu perispírito, tornando-se um agênere, são necessárias, além da sua vontade, uma combinação de fluidos afins peculiares aos encarnados, permissão, além de outras condições cuja mecânica se desconhece. Nesses casos a tangibilidade pode chegar a tal ponto que é possível ao observador tocar, palpar, sentir a resistência da matéria, o que não impede que o agênere desapareça com a rapidez de um relâmpago, através da desagregação das moléculas fluídicas.

Os seres que se apresentam nessas condições não nascem e nem morrem como os homens; daí o nome: agênere – do grego: a privativo, e géine, géinomai, gerado: não gerado, ou seja, que não foi gerado.

Podendo ser vistos, não se sabe de onde vieram, nem para onde vão. Não podem ser presos, agredidos, visto que não possuem um corpo carnal. Desapareceriam, tão logo percebessem a intenção diferente ou que os quisessem tocar, caso não o queiram permitir.

Os agêneres, embora possam ser confundidos com os encarnados, possuem algo de insólito, diferente. O olhar não possui a nitidez do olhar humano e, mesmo que possam conversar, a linguagem é breve, sentenciosa, sem a flexibilidade da linguagem humana. Não permanecem por muito tempo entre os encarnados, não podendo se tornar comensais de uma casa, nem figurar como membros de uma família.

Transcrevemos a seguir um exemplo extraído da Revista Espírita de 1859 – Fevereiro (EDICEL):

“Uma pobre mulher estava na igreja de Saint-Roque em Paris, e pedia a Deus vir em ajuda de sua aflição. Em sua saída da igreja, na rua Saint-Honoré, ela encontrou um senhor que a abordou dizendo-lhe:

-“Minha brava mulher, estaríeis contente por encontrar trabalho?

– Ah! Meu bom senhor, disse ela, pedia a Deus que me fosse achá-lo, porque sou bem infeliz.

– Pois bem! Ide em tal rua, em tal número; chamareis a senhora T…; ela vo-lo dará.”

Ali continuou seu caminho. A pobre mulher se encontrou, sem tardar, no endereço indicado:

– Tenho, com efeito, trabalho a fazer, disse a dama em questão, mas como ainda não chamei ninguém, como ocorre que vindes me procurar?

A pobre mulher, percebendo um retrato pendurado na parede, disse:

– Senhora, foi esse senhor ali, que me enviou.

– Esse senhor! Repetiu a dama espantada, mas isso não é possível; é o retrato de meu filho, que morreu há três anos.

– Não sei como isso ocorre, mas vos asseguro que foi esse senhor, que acabo de encontrar saindo da igreja onde fui pedir a Deus para me assistir; ele me abordou, e foi muito bem ele quem me enviou aqui.

O Espírito São Luiz consultado a respeito, forneceu instruções muito interessantes:

– Reafirma: – não basta a vontade do Espírito; é também necessário permissão para ocorrer o fenômeno.

– Existem, muitas vezes na Terra, Espíritos revestidos dessa aparência.

– Podem pertencer à categoria de Espíritos elevados ou inferiores.

– Têm as paixões dos Espíritos, conforme sua inferioridade; se inferiores buscam prazeres inferiores; se superiores visam fins elevados.

– Não podem procriar.

– Não temos meios de identificá-los, a não ser pelo seu desaparecimento inesperado.

– Não têm necessidade de alimentação e não poderiam fazê-la; seu corpo não é real.

Encerrando nosso estudo sobre os agêneres, relembramos que, por mais extraordinário que possam parecer, esses fatos se produzem dentro das leis da Natureza, sendo apenas efeito e aplicação dessas mesmas leis. Recomendamos aos leitores continuem a pesquisa sobre o tema nas Obras Básicas e na Revista Espírita, Fevereiro de 1859, 1860 e 1863.

Fonte: http://letraespirita.blogspot.com.br

Bibliografia:

KARDEC, Allan – O Livro dos Médiuns: 2. ed. São Paulo: FEESP, 1989 – Cap VII – 2ª Parte.

KARDEC, Allan – Revista Espírita – 1859 – Fevereiro: 1. ed. São Paulo: EDICEL, 1985.

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TRABALHO EM EQUIPE

– Antônio Carlos Navarro

Por diversas vezes, na experiência da divulgação da Doutrina Espírita, tivemos a oportunidade de verificar a atuação orquestrada dos Benfeitores Espirituais.

Uma palestra montada e estruturada, com seu planejamento de execução, nunca é repetida na sua totalidade nas diversas vezes em que ela é proferida. Permanece a ideia central, mas muitas coisas mudam de um Centro para outro.

Em um determinado Centro, altera-se a abordagem inicial, em outro, detalhes são acrescentados no tema central e alguns são omitidos ou substituídos por outros assuntos relacionados, e, em outro ainda, o fechamento da palestra se modifica, sem esquecer as muitas coincidências entre o tema escolhido e o teor da mensagem distribuída à porta do Centro.

Altera-se o vocabulário, a imposição da voz e a didática também se modifica de acordo com o ambiente do Centro visitado.

Pela nossa percepção, essas variações se dão pelo ambiente espiritual do Centro, que é formado pela atmosfera psíquica resultante dos encarnados e desencarnados presentes.

Os muitos retornos que recebemos de parte do público encarnado nos dizem da coincidência do assunto tratado com as necessidades dos ouvintes, com a particularidade de cada problema ou situação, a ponto de ouvirmos “foi para mim a palestra de hoje”, e é aí que percebemos o planejamento espiritual particular de cada Centro Espírita.

Percebe-se que a equipe espiritual, representando a Providência Divina, sabe muito bem o que o público precisa ouvir, e de que forma, e até mesmo a nível particular.

Tanto isto é verdade, que em várias ocasiões tivemos que substituir a palestra a ser proferida, e muitas vezes em cima da hora, por outra já executada em diversos Centros.

Lembramo-nos de uma oportunidade em que chegando a um Centro Espírita, um sentimento de deslocamento íntimo nos invadiu, instalando-se a dúvida quanto à palestra por nós escolhida, e só no instante da abertura dos trabalhos, durante a prece inicial, é que veio à mente a palestra “certa”.

Tudo isso serve para meditarmos sobre algumas coisas, mas o principal, ao nosso ver, é que devemos, enquanto divulgadores da Doutrina Espírita, e parafraseando Saulo de Tarso às portas de Damasco, perguntar “Senhor, o que queres que eu fale?”, para irmos de encontro com as reais necessidades espirituais do Centro visitado.

Outro aspecto a ser observado é a atenção pessoal dada pelos espíritos trabalhadores aos que buscam nos Centros Espíritas o alívio, uma diretriz, ou um impulso novo. É reconfortante experimentarmos essa assistência, e nos tranquiliza fortalecendo nossa confiança no socorro Divino.

Revela-se, nessas situações, o imenso planejamento espiritual que envolve as atividades Espíritas, e a não menos imensa responsabilidade que nos é atribuída na condição de trabalhadores da última hora.

A seara, que é grande, tem como Dirigente Maior o Senhor Jesus, e a oportunidade do trabalho junto aos encarnados, que completa o planejamento espiritual que visa o socorro e o progresso de todos, torna-se bênçãos dos céus para aquele que se encontra na condição de devedor perante as Leis de Deus se redimir.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Fonte: Kardec Rio Preto

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ANOS NOVOS QUE SE REPETEM

Divaldo Pereira Franco

As festas de fim de ano provocam emoções variadas nas criaturas humanas. Iniciam-se no Natal, alongam-se com as celebrações de Ano Novo, de Reis e sucessivamente já noutro período.

Todos aqueles que se estimam, que têm interesses de qualquer natureza se aproveitam da oportunidade para formular votos de felicidades sinceros, aparentes, sociais e até indiferentes, por computador, de maneira informal a toda a rede de amigos, retirando o imenso prazer de que se deveria revestir o ato.

Deseja-se que o futuro seja o ano da realização dos sonhos, da conquista dos ideais, que se apresente diferente daquele que se vai, num automatismo, ora febril, ora convencional e, em alguns casos, até desagradável pelo “trabalho que dão”. Sem dúvida, os anos novos são iguais aos anos velhos, não fosse a convenção estabelecida, que se tornou um compromisso social. Para que o novo ano seja promissor, é necessário que haja no indivíduo reais transformações para melhor, porquanto, passados os dias de sorrisos e libações, de banquetes opíparos ou não, a velha rotina retorna, os antigos hábitos que não foram alterados permanecem e os fenômenos existenciais seguem idêntica marcha.

O indivíduo humano é o autor da sua plenitude ou da sua desdita através do comportamento que se permite. Cultivando a esperança e buscando a sua concretização mediante o esforço do trabalho, conseguirá o almejado sem dificuldade. Ao manter, porém, os costumes doentios e os vícios a que se entrega, defronta desafios cada vez mais complexos em forma de problemas, enfermidades e desaires…

Ideal será que, todo dia, que é sempre uma ocasião nova, refaça os seus planos mentais, repasse mensalmente as construções íntimas e proponha-se ações edificantes que podem ser trabalhadas com naturalidade, passo a passo, sem o almejado milagre impossível da conquista sem esforço nem luta.

A avidez para fruir-se prazeres e gozos contínuos, como se a função da existência fosse apenas a frivolidade das sensações, do jogo das ilusões, leva-o aos desatinos da desonestidade, da conduta perniciosa e até da criminalidade para alcançar as metas cultivadas no íntimo, sem consideração real por si mesmo, pela sociedade, pelo futuro.

Cada momento, ante os acontecimentos estarrecedores que são relatados pela imprensa, cabe-nos o dever de melhor reflexionar a respeito da nossa participação no grupo familiar em que nos encontramos, oferecendo melhores contribuições que facultam o progresso intelectual, assim como também de natureza moral.

Ano Novo é oportunidade de reflexão e análise para a construção da real felicidade, mediante os sentimentos harmônicos, as afeições sinceras e o equilíbrio das emoções.

Divaldo P.Franco

Publicado no jornal A Tarde, de 29 de dezembro de 2016.

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SONO E SONHO

André Luiz no livro “Mecanismos da Mediunidade”, psicografado por Chico Xavier, nos ensina:

“Na maioria das situações, a criatura, ainda extremamente aparentada com a animalidade primitivista, tem a mente como que voltada para si mesma, em qualquer expressão de descanso, tomando o sono para claustro remançoso das impressões que lhe são agradáveis, qual criança que, à solta, procura simplesmente o objeto de seus caprichos.”

“Nesse ensejo, configura na onda mental que lhe é característica as imagens com que se acalenta, sacando da memória a visualização dos próprios desejos, imitando alguém que improvisasse miragens, na antecipação de acontecimentos que aspira a concretizar.”

Atreita ao narcisismo, tão logo demande o sono, quase sempre se detém justaposta ao veículo físico, como acontece ao condutor que repousa ao pé do carro que dirige, entregando-se à volúpia mental com que alimenta os próprios impulsos afetivos, enquanto a máquina se refaz.”

“Ensimesmada, a alma, usando os recursos da visão profunda, localizada nos fulcros do diencéfalo, e, plenamente desacolchetada do corpo carnal, por temporário desnervamento, não apenas se retempera nas telas mentais com que preliba satisfações distantes, mas experimenta de igual modo o resultado dos próprios abusos, suportando o desconforto das vísceras injuriadas por ele mesmo ou a inquietude dos órgãos que desrespeita, quando não padece a presença de remorsos constrangedores, à face dos atos reprováveis que pratica, porquanto ninguém se livra, no próprio pensamento, dos reflexos de si mesmo.”

“SONO E SONHO — Qual ocorre no animal de evolução superior, no homem de evolução positivamente inferior o desdobramento da individualidade, por intermédio do sono, é quase que absoluto estágio de mero refazimento físico.”

“No primeiro, em que a onda mental é simplesmente fraca emissão de forças fragmentárias, o sonho é puro reflexo das atividades fisiológicas. No segundo, em que a onda mental está em fase iniciante de expansão, o sonho, por muito tempo, será invariável ação reflexa de seu próprio mundo consciencial ou afetivo.”

“Evolui, no entanto, o pensamento na criatura que amadurece, espiritualmente, através da repercussão. Como no caso do sensitivo que, fora do envoltório físico, vai até ao local sugerido pelo magnetizador, tomando-se a ordem determinante da hipnose artificial pelo reflexo condicionado que lhe comanda as ideias, a criatura na hipnose natural, fora do veículo somático, possui no próprio desejo o reflexo condicionado que lhe circunscreverá o âmbito da ação além da roupagem fisiológica, alongando-se até ao local em que se lhe vincula o pensamento.”

“O homem do campo, no repouso físico, supera os fenômenos hipnagógicos e volta à gleba que semeou, contemplando aí, em Espírito, a plantação que lhe recolhe o carinho; o artista regressa à obra a que se consagra, mentalizando-lhe o aprimoramento; o espírito maternal se aconchega ao pé dos filhinhos que a vida lhe confia, e o delinquente retorna ao lugar onde se encarcera a dor do seu arrependimento.”

“Atravessada a faixa das chamadas imagens eutópticas, exteriorizam de si mesmos os quadros mentais pertinentes à atividade em que se concentram, com os quais angariam a atenção das Inteligências desencarnadas que com eles se afinam, recolhendo sugestões para o trabalho em que se empenham, muito embora, à distância da veste somática, frequentemente procedam ao modo de crianças conduzidas ao ambiente de pessoas adultas, mantendo-se entre as ideias superiores que rece­bem e as ideias infantis que lhes são próprias, do que resulta, na maioria das vezes, o aspecto caótico das reminiscências que conseguem guardar, ao retornarem à vigília.”

“Nesse estágio evolutivo, permanecem milhões de pessoas — representando a faixa de evolução mediana da Humanidade — rendendo-se, cada dia, ao impositivo do sono ou hipnose natural de refazimento, em que se desdobram, mecanicamente, entrando, fora do indumento carnal, em sintonia com as entidades que se lhes revelam afins, tanto na ação construtiva do bem, quanto na ação deletéria do mal, entretecendo-se-lhes o caminho da experiência que lhes é necessária à sublimação no porvir.”

André Luiz

Da obra “Nos Domínios da Mediunidade”, psicografada por Chico Xavier

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QUE POSSAMOS DIZER EM BREVE: FELIZ 2021!

Edir Salete

Nos meus inquietos pensamentos, ainda lembro com nitidez o pipocar dos multicoloridos rojões da virada de ano, as cascatas de luzes descendo dos grandes edifícios, as pessoas vestidas de branco cumprimentando-se efusivamente, desejando paz, saúde e um auspicioso Ano Novo. A multidão movimentava-se ligeira de lá pra cá e de cá pra lá, em busca de atender os seus anseios pessoais, enquanto o ano de 2020 se apressava em chegar…

Em pouco tempo, a Escola da Vida daria início a mais uma importante lição e como num ‘passe de mágica’, os noticiários locais, internacionais e em todas as mídias sociais vinha o alerta de que no Brasil, uma pessoa encontra-se infectada com o vírus, que a OMS -Organização Mundial de Saúde- denominou de COVID-19, ou seja: CO-rona VI-rus D-ísease 19- ano em que o primeiro caso foi identificado em Wuhan na China, sendo uma doença séria, que causa a Síndrome Respiratória Aguda Grave;

O vírus incontrolável, logo se disseminou por vários Países e por fim atingiu todo o Planeta, deixando milhares de infectados, milhares de mortos e também milhares de pessoas recuperadas. Com a pandemia instalada, em poucos dias o “lockdowm” é declarado. Tudo pára! O caos se instala! A calamidade se apresenta! Fecham escolas, templos religiosos, comércio e a indústria em geral… as primeiras providências começaram ser tomadas: Lavar bem as mãos com água e sabão/ usar álcool em gel, manter o distanciamento social e usar máscara ao sair de casa, são as principais formas de evitar o contágio. O slogam “Fique em casa” se espalhou ligeiro; Apesar de todos os alertas, muitos incrédulos não observaram as determinações da Ciência, e continuam circulando sem os cuidados adequados… Enquanto os profissionais da área da saúde, lutam incansavelmente, para buscar uma vacina a fim de combater o vírus destruidor.

E o homem se vê, em meio a uma aflição coletiva e precisa lidar com essa dura experiência.

Os dias que seguem são de incertezas, angústias, dores, solidão, medos, perdas, muitas perdas… E a pergunta é: Por que temos que passar por tudo isso?

Jesus já nos disse:

“No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”. (Jo, 16:33)

Portanto, estamos aqui para aprendermos com as aflições, e, com as dores que batem em nossas portas. Não estamos na Terra a passeio, estamos aqui para nos educarmos, provarmos e seguirmos a nossa jornada, rumo à perfeição. A nossa fé vacila em alguns instantes, mas continuemos fortes e com a certeza de que tudo passa, e isso também passará.

Em nosso socorro vem a Doutrina Espírita que através da lucidez de Emmanuel, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, na Revista Reformador de 1954 p.143 nos diz:

“A aflição é um desafio que poucos suportam, lição que raros aprendem e tesouro que não se recebe facilmente. Depois de regulares períodos de paz e ordem, a alma é visitada pela aflição que, em nome da Sabedoria Divina, lhe afere os valores e conquistas. Raros, porém, são aqueles que a recebem dignamente.(…)”

Sabemos que nada acontece por acaso e que há um objetivo maior dentro das Leis Divinas. Precisamos aferir os valores e conquistas que dizemos possuir. A prova é a aferição, a maneira de sabermos se podemos prosseguir . Novamente Emmanuel no Livro da Esperança, psicografia de Francisco Cândido Xavier, diz: “(…) O amor brilha e paira sobre todas as dificuldades, à maneira do sol que paira e brilha sobre todas as nuvens. Ao invés de revolta e desalento, oferece paz e esperança ao companheiro que chora, para que, à frente de todo mal, todo o bem prevaleça. Isso porque onde existem almas sinceras, à procura do bem, o sofrimento é sempre o remédio justo da vida para que, junto delas, não suceda o pior.”

Tenhamos fé, confiança e certeza de que em tudo há um Pai que vela por nós. Procuremos ressignificar a aflição, com coragem e persistência dividindo com caridade um pouco de tudo o que temos recebido, ou, com nosso sorriso, nossas palavras, nosso olhar!

Será que já conseguimos observar o excluído, o invisível, o miserável que permanece nas ruas como um zumbi sem que ninguém o assista ou socorra, como se fosse um de nossos irmãos?

Enfim, sejamos mais fraternos, mais amorosos, mais proativos, conscientes das necessidades que temos em nos melhorarmos, buscando o burilamento, clareando nossas mentes e buscando um norte e uma certeza de que a nau não está a deriva e que Jesus, Governador Espiritual do Planeta, nos auxilia em mais essa experiência que nos é colocada no Laboratório da Vida…

Que possamos dizer em breve: Feliz 2021!

Edir Salete

Fonte:  Portal Casa Espírita Nova Era

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A Bioquímica prova a lei de causa e efeito

Por Rogério Coelho

A estrutura do DNA é a resultante daquilo que nosso Espírito determina para si

“A cada um será dado segundo as suas obras.” – Jesus. (Mt., 16:27.)

Existe um livro – hoje raro – que não consta dos catálogos das distribuidoras de livros espíritas, de autoria de C. Torres Pastorino, intitulado: “Técnica da mediunidade”, editado pela Sabedoria Livraria Editora Ltda. no ano de 1970, constituído por um ensaio do qual muitos tópicos foram publicados pela Revista Sabedoria, contendo farta ilustração.

Apesar de sua linguagem científica e escorreita, vez que o autor era detentor de vasta cultura geral, é um livro de leitura agradável, acessível, apreciável e instrutiva.

Vamos extratar algo de seu conteúdo, para deleite e instrução de todos nós, e em especial para os trabalhadores da área da mediunidade com Jesus. Observemos como o autor consegue mostrar com muita propriedade a ciência moderna, ratificando os postulados legados por Jesus, ora confirmados pela Doutrina Espírita, no que se refere à Lei de Ação e Reação: “após alguns milênios de conhecimento da Lei de Causa e Efeito, quer por meio das revelações espirituais, quer pelas filosofias, sobretudo orientais, chegou a vez da comprovação científico-experimental dessa Lei…

Em estudos e pesquisas laboratoriais de bioquímica, os biólogos descobriram que dentro do núcleo ultramicroscópico da célula, existe o DNA. Trata-se de um ácido de açúcar desoxidado, em cuja composição são encontrados: fósforo sob a forma de ácido fosfórico (H3 PO4); açúcar sob forma de desoxirribose; e quatro bases de nitrogênio: adenina, guanina, citosina e timina. Essas bases de nitrogênio são, precisamente, a quota de ‘prana’ [1] que alimenta cada célula, pois do nitrogênio formam-se os aminoácidos, que são os blocos construtivos das proteínas.

Segundo James D. Watson e Francis Crick, o DNA (ácido desoxirribonucleico) do inglês (Deoxyribosenucleic Acid), é constituído por dois cordões (duas cadeias de polinucleotídeos) entrelaçados entre si, formando dupla hélice, possuindo dez nucleotídeos em ambas as cadeias em cada volta da espiral. As cadeias são helicoidais para a direita, mas têm direção oposta, isto é, são antiparalelas. Entre os dois cordões, há travessas ligando-os a intervalos regulares, assim como degraus de uma escada de caracol. Tais cordões e travessas que permanecem comprimidos e enroscados dentro do núcleo, só são percebidos por microscópios eletrônicos poderosíssimos com capacidade de aumentar a imagem mais de 300.000 vezes.

Os cordões se complementam mutuamente, e é interessante observar que a sucessão de bases numa cadeia rege a sucessão oposta. Essa disposição pode ter aplicação genética. Pouco se sabe a respeito da sequência dos nucleotídeos, na estrutura primária do DNA, exceto que ela não depende do acaso. Lógico que nada sendo casual, muito menos o seria o princípio determinante da vida de uma criatura, o módulo pelo qual são regidos todos os esquemas físicos de um corpo que vai servir de veículo a um Espírito eterno; toda a programação das atitudes, das qualidades, dos defeitos; todas as determinantes da saúde e das enfermidades genéticas (mesmo que só se manifestem muitos anos depois do nascimento); das perfeições e das deficiências; todas as ocorrências somáticas e sua periodicidade e respectivas consequências.

A estrutura do DNA não depende mesmo do acaso, nem mesmo dos genitores: é a resultante daquilo que nosso Espírito determina para si mesmo, automaticamente, por sintonia vibratória própria, influindo na constituição interna do cérebro de cada célula, para que ela reproduza o melhor modelo e o mais perfeito esquema que sirva para a caminhada evolutiva desse EU que, durante predeterminada temporada, vai empreender uma viagem de instrução, aprendizado e experiências, no plano mais denso da matéria. O DNA traça o roteiro ‘turístico’ dessa viagem evolutiva naquele período, e concomitantemente vai marcando as paradas nos portos das dores e nas festas nas cidadelas das alegrias…

A determinação do módulo é paulatina e gradativamente construída durante uma vida, pela gravação nesse cérebro-relógio celular de nossos atos, palavras e, sobretudo de todos os nossos pensamentos e desejos, desde que tenham força, intensidade, constância e capacidade para moldá-las. Nesse DNA vamos, diariamente, numa vida, gravando o que nos ocorrerá na vida seguinte: é a construção lenta, mas segura, de um carma infalível e inevitável. Não depende do acaso e sim da árvore que nascerá, da plantação que formos realizando ao longo de nossa vida…

O DNA, portanto, tem importância biológica fundamental nas células animais, vegetais e bacterianas, e em alguns vírus, como depositário da informação genética.

Em cada zigoto, os genes constituídos pelo DNA são portadores de um código cifrado, que constitui a programação básica que preside a todas as transformações químicas no interior da célula da qual se origina o corpo humano. É, pois, no zigoto que o Espírito reencarnante vai gravar o programa de sua vida inteira. Aí ele escreve por efeito de sua frequência vibratória e como consequência do que traz em seu perispírito ou corpo astral, o código cifrado, que vai presidir a todas as transformações físicas, químicas, orgânicas, biológicas de todas as células, no transcorrer de sua existência terrena”.

Isso nos leva a concluir o seguinte: quando a moderna Genética Molecular estiver mais desenvolvida, poderá trazer esclarecimentos precisos e informações claras acerca da intimidade do organismo somático com desdobramentos até mesmo para a área metafísica.

Continuemos a seguir o raciocínio de Pastorino: “(…) o modelo de Watson e Crick diz que quando uma célula se divide (mitose) ela transmite suas características, por meio do código genético, às novas células formadas. Os bioquímicos tentam decifrar esse código, e chegam a afirmar que contêm tão numerosas informações num ser humano que, segundo o D. George W. Beadle, se um digitador transcrevesse em palavras o código DNA de apenas uma célula, ocuparia o espaço equivalente a várias enciclopédias!…

As fitas do DNA guardam o arquivo de incomensurável número de informações indispensáveis no decurso de uma vida inteira tal como as fitas magnéticas dos gravadores, ou as memórias dos computadores: são instruções, projetos, previsões, com lugar e tempo demarcados, de tudo o que deve ocorrer ao corpo físico”.

Evidentemente, que “no andar da carruagem” o nosso livre-arbítrio será sempre o artífice dos moldes futuros, competindo ao DNA tão somente o registro e a dinamização do acervo sob sua guarda, que, por sua vez fomenta nossas alegrias ou tristezas em decorrência do bom ou mal aproveitamento das oportunidades a todos oferecidas pela misericórdia de Deus.

Continua Pastorino: “(…) por tudo isso afirmamos sempre que a célula, com sua Centelha Divina, possui MENTE. Logicamente não se trata de um ‘intelecto’ com livre-arbítrio, mas da fita de um cérebro eletrônico, que depois vai ser colocado na máquina seguinte (no corpo da seguinte encarnação) para dar todas as informações no momento preciso de sua execução. Não falha, e tampouco precisa de temperatura especial ou de eletricidade para trabalhar.

Cremos que está bastante claro: realmente a ciência médica, ou melhor, a Bioquímica, descobriu a Lei do Carma e a sua dinâmica.

Isso faz-nos compreender que tudo o que temos que passar na vida, já está perfeitamente determinado, não por uma divindade externa, boa para uns e vingativa para outros, mas por nós mesmos. Somos nós que, numa vida, plasmamos a gravação em nosso DNA, e depois somos obrigados a ouvir-lhe a voz severa e inacessível a rogos e choradeiras”.

Evidentemente o nosso perispírito atua como absorvente dessas informações e, em parceria com o DNA, Espírito e corpo somático colherão compulsoriamente os frutos da sementeira que livremente tivermos feito.

Rogério Coelho

[1] – Prana é o nome dado pelos hindus à energia radiante do Sol, que vitaliza tudo o que vive através da fotossíntese e da respiração.

Postado há 31st July por 

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PRODUZE TU…

Joanna de Ângelis

Mãos vazias de feitos e coração cheio de mágoas…

Mãos que ficaram paralisadas por falta de ação no pórtico dos deveres e coração que se converteu em taça de desgosto.

Visão acostumada a paisagens tristes e pensamentos vencidos pelo vozerio das lamúrias.

Província da existência transformada em furna de sombras onde se agasalham adversários sutis, mas vigorosos, prontos a agressões indébitas.

Obscurecido por dúvidas atrozes não te atreves a avançar, detendo os passos na aduana das tentativas que não se concretizam…

(…) E esperavas muito, dizes, da Doutrina Espírita, em cujo seio procuraste agasalho.

Depois dos primeiros contatos, apagaram-se as fulgurações festivas que estimulaste, revigorando os antigos painéis mentais.

Constataste quase alegre, embora inconsciente, que os comensais do banquete espiritista eram homens comuns, espíritos doentes quanto tu próprio: tem problemas, sofrem, erram…

Desejavas revelação enganosa apoiada aos postulados do mínimo esforço. E crias que os espíritos, envergando os tecidos da angelitude cultivavam a negligência aos títulos de merecimento e esforço, e te candidataste a triunfos e íntimos sem a contribuição do sacrifício e o cômputo das provações.

Dizes-te então, amargurado como se a linfa da confiança se tivesse tornado minadouro de fel a escorrer continuamente… Contemplas os obstáculos, estacionas, esfaimado e com asco, qual se enfrentasses acepipes em decomposição sobre mesa dominada por humores pestilentos… E recusas prosseguir, ficando com as mãos vazias, porém…

* * *

Examina antigo sítio feliz, hoje em abandono.

Mananciais cantantes jazem dominados por lama pútrida.

Árvores vetustas vencidas por parasitas vorazes.

Solo gentil e fértil coberto por escalrachos e espinheiros.

Flores coloridas sombreadas por arbustos perniciosos.

Umidade agasalhando répteis peçonhentos e ofídios venenosos que se multiplicam celeremente.

Pastos desolados e odor de morte onde margens frescas bordavam lagos tranquilos.

Não esperes pela renovação alheia para que esposes a renovação própria.

Não solicites a descida incessante dos espíritos puros as várzeas sombrias onde te acolhes.

Opera a tua tarefa como servidor que não dispõe de tempo para a inoperância.

Desatrela o carro das facilidades e aciona o dínamo dos nobres propósitos para que produzas com acerto.

Os que se lamentam apenas queixam.

Os que censuram somente verberam.

Os que se demoram no pessimismo vitalizam deserção.

Mas os que estão construindo a vida mais perfeita agem no culto do bem com acerto e devotamento.

* * *

Diante do donativo da viúva pobre, Jesus reverenciou, humilde, a renúncia, exaltando a dádiva maior; considerando as “virgens prudentes” consignou o impositivo da vigilância ante o imperativo da confiança; expondo sobre o feixe de varas, conclamou à união para o resultado da força positiva; e em toda a Boa Nova escreveu o otimismo, cultivando a luta, o trabalho, a obediência, o respeito e a fraternidade a todo instante e incessantemente, no mais perfeito e nobre culto de amor ao Pai. E desejando fixar nas mentes o roteiro seguro para todos os espíritos, respondeu ao sacerdote que o inquiria quanto aquele que seria o seu próximo, conforme se verifica na Parábola do bom samaritano: “Vai tu e faze o mesmo…”

Da mesma forma, produze tu, e não reclames.

Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 29

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Tornar-se Espírita

Emmanuel

Tornar-se espírita não é santificar-se automaticamente, não significa privilégio e nem expressa cárcere interior.

É oportunidade de libertação da alma com responsabilidades maiores ante as Leis da Criação.

É reencarnar-se moralmente, de novo, dentro da própria vida humana.

Convicção espírita é galardão abençoado no aprendizado multimilenar da evolução.

Desse modo, nem prevenção, nem invigilância constituem caminhos para semelhante conquista.

Urge sustentar perseverança e paciência na execução justa de todos os deveres.

Evite arrancar abruptamente as raízes defeituosas, mas profundas, de suas atividades; empreenda qualquer renovação pouco a pouco.

Contenha os ímpetos de defesa intempestiva das suas idéias novas; sedimente primeiro os próprios conhecimentos.

Espiritismo é Claridade Eterna.

Gradue a intensidade da luz que você vislumbrar, para que seus olhos não sejam acometidos pela cegueira do fanatismo.

Muitos irmãos nossos ainda se debatem nas lutas de subnível, porque não se dispuseram a aceitar a realidade que você está aceitando, mas, também, outros muitos palmilharam o lance da experiência que hoje você palmilha e nem por isso alcançaram êxitos maiores, na batalha íntima e intransferível que travamos conosco, em vista da negligência a que ainda se afazem.

Crença não nos exime da consciência.

Acertar ou cair são problemas pessoais.

Tudo depende de você.

Quem persiste na ilusão, abraça a teimosia.

Quanto mais se edifica a inteligência, mais se lhe acentua o prazer de servir.

Obedeça, pois, o chamamento do Senhor, emprestando boa-vontade ao engrandecimento da redenção humana, através do trabalho ativo e incessante nos diversos setores em que se lhe possa desenvolver a colaboração.

Conserve-se encorajado e confiante.

Alegria serena, em marcha uniforme, é a norma ideal para atingir-se a meta colimada.

Eleve anseios e esperanças, tentando sublimar emoções e cometimentos.

Acima de tudo, consolide no coração a certeza de que revelação maior é aquela que nos preceitua o dever de procurar com Jesus a nossa libertação do mal e, em nosso próprio benefício, compreendamos a real posição do Mestre como Excelso Condutor de nosso mundo, em cujo infinito amor estamos construindo o Reino de Deus em nós.”

Pelo Espírito: EMMANUEL
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Do livro: O ESPÍRITO DA VERDADE
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MALEDICÊNCIA

Oceander Veschi

Este ato de “falar mal” de alguém é bem descrito no Evangelho Segundo O Espiritismo como sendo um dos motivos de nos macularmos, ou seja, nos mancharmos com vibrações más (Cap. 8, item 8).

É o que sai de impuro da boca do homem que o torna distante de Deus, pois o que sai da boca primeiro preencheu a mente, e uma mente doente traz amarguras para o corpo e a alma do indivíduo.

O benfeitor Emmanuel nos recorda no livro “Fonte Viva” de que falar mal dos outros é render homenagem aos instintos inferiores, e renunciar ao título de cooperadores de Deus, por ser crítico de suas obras (Cap. 151 – Maledicência).

Reparem bem nisso: falar (mal) dos outros nos distancia de Deus!

E é bem comum justificarmos nossas insatisfações com as falhas alheias: “Só digo a verdade”, ou “não consigo ver coisa errada e ficar quieto”.

Aparentemente isso nos coloca em posição quase que de defensores da justiça, do que é correto e bom. Ledo engano…

A doutrina espírita é clara em nos orientar sempre a buscarmos soluções, e não apontamentos estéreis. Quando estamos falando mal de alguém, não estamos em busca de soluções, mas sim, de denegrir o outro, e isso nos torna cruéis, por que não damos a chance de que o outro se justifique ou se defenda da acusação que fazemos e, tampouco, estamos verdadeiramente interessados em ajudar-lhe a resolver o imbróglio.

E peço licença pra ir além: pode-se considerar até covardia falar de alguém pelas costas, já que se o outro estivesse pessoalmente, não teríamos a mesma audácia nos comentários.

Quando ingerimos este tóxico chamado maledicência vamos programando pra nós um envenenamento que nos leva à ruína.

Ficamos permeados com estas energias de péssima qualidade, e nos habilitamos (mesmo a contragosto) a experimentarmos dissabores dos mais diversos:

Enfermidades no corpo físico, insatisfações, inquietações, desamor e distanciamento dos que nos observam nesta prática infeliz.

“Quando Pedro fala de João, sei mais de Pedro do que de João”, é uma grande realidade. Os amigos se afastam, pois percebem nossa língua afiada e não desejam serem os próximos “alvos” de nossas flechadas verbais.

Sejamos prudentes e próximos das energias saudáveis que os bons espíritos querem nos inspirar. Lembremo-nos do apontamento feito pelo Mestre Jesus, quando orientou que “quem não tiver pecado, atire a primeira pedra”.

É sempre mais feliz aquele que pelo menos tenta se livrar deste mal que nos toma grande parte de um bem muito preciso: o tempo.

Utilizemos ele para nosso crescimento, auxiliando nossos irmãos, compreendendo as suas limitações e procurando pelo menos não atrapalhá-los com nossas infelizes observações, que muitas vezes estão equivocadas quando à verdade dos fatos. Não sabemos o que levou o outro a agir daquela maneira que nos induz a recriminá-lo.

O antídoto para a maledicência, para quem ainda está saindo dela: o silêncio, ser o ponto final de toda e qualquer inoportuna avaliação.

E para quem já tem boa capacidade observadora das falhas alheias, e já não mais cai na armadilha da maledicência, o caminho a ser seguido é do auxílio, procurando encontrar soluções que ajudem o outro a não mais cometer tais falhas.

Abençoemos a todos, para o bem deles e da organização em que estamos todos inseridos e para que a nossa paz de espírito se faça presente.

Oceander Veschi

Fonte: Kardec Rio Preto

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