Então é Natal: ame como Jesus amou!

Maria Lúcia Garbini Gonçalves

Apesar de as famílias não poderem se reunir neste Natal devido a COVID-19; apesar de que muitas vidas foram perdidas; apesar de que não podemos abraçar todos que amamos, não há de se negar que a imorredoura psicosfera de união e bons sentimentos renasceu persistente em nossos corações, como uma phoenix renascida das cinzas. Um sentimento todo especial brotou neste Natal, pois as perdas que temos tido nos amadureceu mais, nos aproximou espiritualmente mais uns dos outros e do Aniversariante. E as árvores de Natal brilham ainda nas janelas.

Jesus continua a renascer em nós a cada Natal. E na medida em que vamos evoluindo, nossos Natais irão se sublimando até que acabaremos vivenciando-o no dia a dia naturalmente, e um dia acabaremos com a conclusão que o apóstolo Paulo chegou: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.”. Foi exatamente por isso que Cristo encarnou, o que não é pouco, aliás, é tudo para nós. Ele mudou o curso da história e está nos salvando a cada instante de nossa vida.

A humanidade está no esforço de agir como Jesus agiu há mais de dois milênios, e ainda temos muito, muito a caminhar.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, ou a Boa Nova nos apresenta 28 capítulos, que são um roteiro para conseguirmos que o Cristo viva em nós. Vejamos nesta síntese das sínteses:

Capítulo 1: Não vim destruir a Lei, aqui Jesus afirma que não encarnou aqui para contradizer o que Deus enviou através de Moisés, mas ao contrário, veio dar cumprimento às Leis de Deus. Leia-se para nós: devemos seguir os dez mandamentos, simples assim.

Capítulo 2: Meu Reino Não é deste Mundo. Aqui nos sugere que a vida futura deve ser a nossa principal preocupação, pois o nosso destino é sermos anjos.

Capítulo 3: Há Muitas Moradas Na Casa de Meu Pai. A nossa parte aqui é lembrar que este mundo material não é o único, que existem outros mundos habitados e que o nosso estado mental nos leva ao céu ou ao inferno, depende de nossas escolhas.

Capítulo 4: Ninguém Pode Ver o Reino De Deus Se Não Nascer de Novo. Nós somos Espíritos vivendo num corpo material denso e reencarnamos muitas vezes para evoluirmos espiritualmente. Esse é o modo como chegaremos ao Reino de Deus e então que honremos a vida que temos, sem perder tempo sagrado.

Capítulo 5: Bem-aventurados os aflitos. Assim como Jesus sofreu na Cruz e não reagiu e resignou-se, nós temos que fazer o mesmo, aceitar a dor, pois ela está nos curando, e somos os únicos responsáveis por ela. Este é o mais longo capítulo, uma receita para a dor, melhor que qualquer remédio feito pelo ser humano.

Capítulo 6: O Cristo Consolador. O Jugo Leve. Se nos esforçarmos para ser mansos e humildes de coração encontraremos repouso para a nossa alma e o sofrimento será menor. O Consolador Prometido, O Espírito da Verdade está codificado por Allan Kardec, à nossa disposição para que tiremos todas as nossas dúvidas, relembrando o que Jesus nos disse.

Capítulo 7: Bem-Aventurados os Pobres de Espírito. Novamente é ressaltada a importância da Humildade. A pessoa que é humilde é alguém muito lógico, pois sabe que nada sabe. Aqui fica a lição da importância de combatermos o nosso orgulho e vaidade.

Capítulo 8: Bem-Aventurados os Puros de Coração. A pureza do Coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Quando somos assim, somos puros como as criancinhas, que não julgam e aceitam os semelhantes.

Capítulo 9: Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos. Esses herdarão a Terra regenerada, a caminho da Luz, tendo o Mestre como o norte.

Capítulo 10: Bem-Aventurados os que São Misericordiosos. Aqui aprendemos o valor do perdão e do não julgar, pois todos nós somos pecadores.

Capítulo 11: Amar o Próximo Como a Si Mesmo. Essa é a Lei do Amor que resume todos os capítulos, se amarmos o próximo de verdade, estaremos fazendo como Jesus fez, deixando Ele viver em nós e as outras virtudes aflorarão naturalmente.

Capítulo 12: Amem os Seus Inimigos. Somos convidados a pagar o mal com o bem, evitando duelos, ódio e vingança.

Capítulo 13: Que sua Mão Esquerda Não Saiba o Que faz a Sua Mão Direita. A caridade, a Beneficência e a Piedade nasce nos corações puros e são silenciosas e eficazes. Sejamos assim.

Capítulo 14: Honrar o Pai e a Mãe. Temos a nossa família espiritual que é fácil de amar, mas temos também a carnal, a qual devemos aprender a respeitar e amar, pois é a melhor possível para o nosso crescimento espiritual, escolhida por Deus.

Capítulo 15: Fora da Caridade Não Há Salvação. Quem é bom faz a caridade e quem não se esforça para isso, não encontrou o caminho do amor. É justo, pois faz para o outro o que deseja para si próprio. Aqui neste capítulo entende-se a abrangência da caridade, que não é somente dar-se esmola a alguém.

Capítulo 16: Não se Pode Servir a Deus e a Mamon. O homem rico é apenas o depositário da fortuna que Deus lhe permite, pois ao desencarnar o que conta são as virtudes que conquistou com ela. O mundo material, do dinheiro, não pode ser mais importante que as pessoas e os sentimentos.

Capítulo 17: Sejam Perfeitos. O homem de bem, semeia o amor. Jesus disse que bom mesmo era o seu Pai. Aconselha-nos a sermos perfeitos como o Pai Celestial, que cuidemos de nosso corpo e de nossa alma.

Capítulo 18: Muitos são os Chamados e Poucos os Escolhidos. Aqui aprendemos que o Reino de Deus é para os que escolhem a porta estreita, que é a da salvação e que demanda grandes esforços de autoconhecimento para nos tornarmos homens de bem.

Capítulo 19: A Fé que Transporta Montanhas. Precisamos cultivar a fé, que, segundo Jesus, se fosse do tamanho do grão de mostarda teríamos o poder de remover uma montanha.

Capítulo 20: Os Trabalhadores da Última Hora. São chegados os tempos de transformação da Humanidade. Os que acordaram para a caridade e humildade conquistarão um lugar na Nova Era do nosso planeta, são os Trabalhadores do Senhor.

Capítulo 21: Haverá Falsos Cristos e Falsos Profetas. Hora em que os escolhidos deverão vigiar para não acreditar em falsos profetas, distinguindo as árvores de Deus que dão bons frutos.

Capítulo 22: Não separem o que Deus uniu. Os matrimônios por amor entre um casal é o desejável por Deus.

Capítulo 23: Estranha Moral: Seguir Jesus é um compromisso com Deus que poderá nos fazer optar por caminhos que às vezes poderão nos levar a separações dolorosas, mas necessárias, assim como o Mestre foi à Cruz porque não renunciaria a Deus.

Capítulo 24: Não Coloquem a Candeia Debaixo do Alqueire. Jesus falava por parábolas para que o povo o entendesse, a regra de amor ao próximo deve ser clara para iluminar a todos.

Capítulo 25: Busquem e Vocês Encontrarão. Devemos nos esforçar para remover as pedras de nosso caminho, mas Deus nos dará a força necessária vinda dos Céus.

Capítulo 26: Dar de Graça o que de Graça se Recebe. A mediunidade é uma missão sagrada que deve ser praticada com muita dignidade, e, sobretudo, de graça.

Capítulo 27: Pedir e Receber. A nossa prece deve ser feita humildemente e de coração.

Capítulo 28: Coletânea de Preces Espíritas. Tenhamos consciência de como oramos.

Estudar esse Evangelho, o que Jesus nos falou, não é tarefa fácil nem terminará nesta nossa encarnação, pois à medida que lermos novamente, novos entendimentos apreenderemos, por isso temos tantas obras aprofundando cada frase que Jesus falou.

Mas é Natal! Que cada alma, mesmo que sozinha, na noite de aniversário de Nosso Senhor Jesus Cristo, lembre que Ele nos ensinou o caminho, a verdade e a vida. Ele foi a mais bela lição de amor que a humanidade teve e não desiste de nós, está no leme deste barco chamado Terra.

Maria Lúcia Garbini Gonçalves
Fonte: Agenda Espírita Brasil

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OS BENEFÍCIOS DA HUMILDADE

A humildade é uma virtude relacionada ao reconhecimento de nossas limitações.

Embora poucos saibamos, não se trata de virtude estudada apenas nos campos da religiosidade e da filosofia.

Estudos existem a seu respeito, no campo científico.

Pesquisas, no âmbito da educação, demonstram que a humildade promove bem-estar físico, psicológico, social e espiritual para aquele que a desenvolve.

Isso porque ela proporciona alívio nas preocupações e no sentimento de vulnerabilidade.

Também gera uma diminuição da ansiedade, da depressão e das fobias sociais.

Afirmam esses estudos que essa virtude está relacionada à sabedoria que temos de que não possuímos todo o conhecimento.

Esse reconhecimento nos possibilita a compreensão das nossas limitações.

Não se trata, no entanto, de uma virtude passiva. Ao contrário, é ativa, pois ao reconhecermos que não sabemos tudo, nos colocamos em uma postura de querer e buscar novos conhecimentos.

Segundo os pesquisadores, no campo educacional, a humildade, quando estimulada nos alunos, permite que eles queiram sempre aprender mais, posto que são sabedores das limitações de seus conhecimentos.

Ao reconhecer suas debilidades, se posicionam desejando a própria melhoria e desenvolvimento.

Igualmente há reflexo na relação com seus professores, desde que se dispõem a uma maior aceitação dos ensinos que lhes são transmitidos.

Identificando nos professores aqueles que podem repassar novos conhecimentos, gera uma relação de maior respeito e reciprocidade. Por sua vez, pesquisas no campo da psicologia demonstram que a prática da humildade facilita o desenvolvimento da compaixão, do perdão, do respeito e da autoestima.

E, por possibilitar o surgimento desses bons sentimentos, ela inibe o desenvolvimento da arrogância, do narcisismo e do orgulho.

* * *

Façamos um breve intervalo e nos questionemos se já desenvolvemos em nós a humildade. Ou se precisamos investir nisso.

Iniciemos revendo nossos comportamentos e atitudes.

Temos consciência de que não somos os que sabemos tudo a respeito de tudo?

Em síntese: Sabemos reconhecer nossas limitações nas diversas áreas do saber, do conhecimento?

Somos daqueles que nos colocamos como os que criticam os demais pelo uso incorreto da fala, da escrita, do que apresentam como suas conquistas pessoais?

Ou somos os que nos apresentamos dispostos a querer saber mais, a aprofundar nossos estudos, a aprender com o outro?

O nosso exercício para o desenvolvimento da humildade deve iniciar, no campo mais propício e, ao mesmo tempo, promissor: nosso lar.

Podemos nos dispor a aprender a cozinhar, arrumar uma mesa, passar a nossa roupa.

Podemos aprender um pouco de jardinagem, desde como plantar de forma adequada a semente, aos cuidados com a rega, com a poda.

Quanto bem-estar podemos promover em nossa família a partir de um comportamento mais humilde.

Depois, podemos ampliar o exercício dessa virtude para nossas relações sociais e de trabalho.

Que tal iniciarmos esses exercícios neste dia?

* * *

Redação do Momento Espírita, com base no artigo A humildade e a esperança: fatores de resiliência na práxis humana?, de Joana Freitas e Maria Helena Martins, da Revista Omnia, abril 2015.

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VIDA PASSADA. NÃO LEMBRO!

Por Nilton Moreira

Quando estamos em uma roda de boas conversas, sempre nos perguntam como podemos ter vivido outras vidas se não lembramos nada? Então as leituras nos dizem assim:

“Havendo Deus entendido de lançar um véu sobre o passado, é que há nisso vantagem. Com efeito, a lembrança traria gravíssimos inconvenientes. Poderia, em certos casos, humilhar-nos singularmente, ou, então, exaltar-nos o orgulho e, assim, entravar o nosso livre-arbítrio. Em todas as circunstâncias, acarretaria inevitável perturbação nas relações sociais.

Frequentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas a fim de reparar o mal que lhes haja feito. Se reconhecesse nelas as a quem odiara quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo. De todo modo, ele se sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido.

Para nos melhorarmos outorgou-nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta, a voz da consciência e as tendências instintivas. Priva-nos do que nos seria prejudicial. Ao nascer, traz o homem consigo o que adquiriu, nasce qual se fez em cada existência, tem um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi antes. Se se vê punido, é que praticou o mal. Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar-se toda a sua atenção, porquanto, daquilo de que se haja corrigido completamente, nenhum traço mais conservará.

As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações. Aliás, o esquecimento ocorre apenas durante a vida corpórea. Volvendo à vida espiritual, readquire o Espírito a lembrança do passado, nada mais há, portanto, do que uma interrupção temporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono, a qual não obsta a que, no dia seguinte, nos recordemos do que tenhamos feito na véspera e nos dias precedentes.

E não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode dizer-se que jamais a perde, pois que, como a experiência o demonstra mesmo encarnado, adormecido o corpo, ocasião em que goza de certa liberdade, o Espírito tem consciência de seus atos anteriores. Sabe por que sofre e que sofre com justiça. A lembrança unicamente se apaga no curso da vida exterior, da vida de relação. Mas, na falta de uma recordação exata, que lhe poderia ser penosa e prejudicá-lo nas suas relações sociais, forças novas haure ele nesses instantes de emancipação da alma, se os sabe aproveitar”.

Portanto, o lembrar de vidas passadas só nos traria dificuldades em concluir objetivos. Preocupemo-nos mais com o que acontece a nossa volta, tentando detectar o que a vida em si quer nos dizer.

Que Deus nos abençoe a todos.

 Nilton Moreira

Coluna Semanal – Estrada Iluminada
Fonte: Espirit Book
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SUTÍS E PERIGOSOS

  • Pensamentos

Joanna de Ângelis

Na ira se encontra a geratriz de muitos males. Agasalha-la significa abrir as comportas do desequilíbrio para que se instalem enfermidades de difícil erradicação.

Comumente o crime se origina no pensamento que se consome pela indisciplina.

A obsessão se instala através das ideias infelizes, que surgem como bagatelas mentais.

Cólera agora, irreflexão mais tarde, e loucura depois.

São inimigos sutis e perigosos que espreitam em forma de insignificantes perturbações.

O pensamento é fonte poderosa. Policiado pelo evangelho verte luz pacificadora; desguarnecido transforma-se em cachoeira destruidora.

Disse o mestre: “Onde estiver o tesouro aí estará o coração”.

O tipo de anseio mental que acalentamos se transforma na clausura que nos aprisiona.

Por esta razão, a mensagem do Excelso Instrutor é toda renúncia e libertação.

Renúncia aos atrativos desconcertantes com libertação dos desejos.

Desapego ao personalismo e independência de ação no bem operante.

Disciplina da mente com discernimento da vontade.

Abnegação no serviço com incorruptível devotamento ao dever.

Num momento de desajustes de toda natureza, qual o que se respira na terra, a preservação da paz é tarefa árdua, considerando-se que as atividades se mercantilizaram, fazendo que até mesmo o cristão decidido sinta o tormento das remunerações e dos soldos, das recompensas e dos pagamentos.

Há, no entanto, na esfera da ação cristã espiritista o nobre soldo do suor e a considerável recompensa do prazer pelo serviço realizado..

Levando-se em conta o impositivo imortalista e a destinação sublime para todos reservada, esqueçamos mágoas e queixas, abandonando as velhas exigências das moedas e, resolutos, os objetivos mais elevados darem encarnação, espalhamos otimismo onde estivermos.

* * *

A árvore frondosa ignora a sua procedência.

A borboleta colorida não sabe que rastejou no solo.

A fonte transparente esquece o lodo que lhe serve de apoio.

Nascidos da Luz, demandamos a Luz Divina.

Fadados a felicidade plena, avançamos pela correnteza da evolução com o pensamento no porto de chegada.

Conservamos a saúde da mente e do corpo, preservando-os das investidas do Mal.

O vidro que coa a luz do sol é responsável pela projeção do raio de luz, tanto quanto o espelho que reflete a imagem. Asseio ou sujidade são problemas do instrumento…

Mantenhamos a serenidade e a nossa paz se espalhará entre todos.

* * *

Não poucas vezes, após o vozerio e o entusiasmo da multidão saciada, o Senhor Jesus se refugiava no silêncio da oração, procurando sintonizar com o Pai e reencontrar-se consigo mesmo para, reabastecido de amor, retornar ao rebanho aturdido, em equilíbrio de atitude e serenidade de espírito.

Faze, também, o mesmo, buscando a solidão da prece, no silêncio da alma, quando estes perigos sutis tem angustiarem ou aturdirem, a fim de poderes retornar ao trabalho renovado e calmo.

Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 26

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ESQUIZOFRENIA: REFLEXO DE VIDAS PASSADAS

A esquizofrenia é uma doença cerebral crônica que afeta 1% da população mundial e se manifesta entre os 15 e 35 anos.

Os sintomas de esquizofrenia podem incluir delírios, alucinações, problemas de raciocínio e concentração e falta de motivação. No entanto, quando esses sintomas são tratados, a maioria das pessoas com esquizofrenia melhora muito com o tempo e pode chegar próximo à normalidade.

Entretanto, André Luiz, por meio da psicografia de Chico Xavier, relata que a esquizofrenia se origina de perturbações no perispírito. Então, compreendemos que Esquizofrenia pode ser um distúrbio espiritual. Qual o papel do campo extra físico em transtornos de nossa psique? Quais métodos podemos trazer para nosso cotidiano para atingirmos uma vida mais saudável?

Quem sofre com a esquizofrenia tem consequências que aparecem no corpo físico com sintomas variados e imprevisíveis. A mente começa a remoer remorsos e preocupações, que atingem os lobos frontais, obrigando a pessoa a não conseguir meditar consigo mesmo.

Desta forma, o esquizofrênico acaba se retraindo para si mesmo e se isolando do mundo. O resultado é autismo e isolamento. Algumas lembranças de vidas passadas podem manifestar-se na vida deste encarnado, fenômeno conhecido como ressonância do passado.

Várias entidades podem obsediar o encarnado, fazendo com que o mesmo tenha visões, incluindo a influenciação mental e as obsessões mais complexas como possessão e subjugação.

A esquizofrenia se trata ainda de uma doença inquietante da psiquiatria. Porém, André Luiz diz que o espiritismo científico a qualifica como uma enfermidade de origem espiritual e de expiação. A justiça de Deus é infinita na recuperação de nossos espíritos enfermos. A Lei do Progresso nos faz seguir conhecendo as tendências desta psicose, e estas psicoses são autenticas doenças do Espírito em severas respostas cármicas, quase sempre demarcando toda a jornada carnal… Os sintomas, por não terem o devido esgotamento no campo do exaustor físico (personalidade) perduram e refletem-se em outra reencarnação.

Por isso, o doente mental sob a ótica espírita é seguramente um transgressor dos códigos das Leis Divinas.

É uma enfermidade muito complexa, nos estudos da saúde mental. As pesquisas psiquiátricas, psicanalíticas e neurológicas têm projetado grande luz às terapêuticas de melhores resultados nas vítimas dessa terrível alienação. No entanto, há ainda muito campo a desbravar, em razão de as suas origens profundas se encontrarem inseridas no Espírito que delinque.

A consciência individual, representando, de algum modo, a Cósmica, não se poupa, quando se descobre em delito, após a liberação da forma física, engendrando mecanismos de autorreparação ou que lhe são impostos pelos sofrimentos advindos da estância do além-túmulo.

Afetando o equilíbrio da energia espiritual que constitui o ser eterno, a consciência individual imprime, nas engrenagens do perispírito, os remorsos e turbações, os recalques e conflitos que perturbarão os centros do sistema nervoso e cerebral, bem como os seus equipamentos mais delicados, mediante altas cargas de emoção descontrolada, que lhe danificam o complexo orgânico e emocional.

Noutras vezes, desejando fugir à sanha dos inimigos, o Espírito busca o corpo como um refúgio no qual se esconde bloqueando os centros da lucidez e da afetividade, que respondem como: indiferença e insensibilidade, no paciente de tal natureza.

A Doutrina Espírita vem nos alertar para que as famílias que possuem portadores de esquizofrenia, que tratem o paciente com amor, que procurem conhecer todos os sintomas da doença e, principalmente, que cuidem de si próprias, caso contrário não conseguirão lidar com o estresse comum nessas situações.

Paulo Velasco

(Fonte: “No Mundo Maior”, pelo espírito André Luiz, FEB)

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A ALIMENTAÇÃO DOS ESPÍRITOS DESENCARNADOS

A alimentação dos Espíritos desencarnados é como a nossa?

Abandonado o envoltório físico na desencarnação, se o psicossoma está profundamente arraigado às sensações terrestres, sobrevém ao Espírito a necessidade inquietante de prosseguir atrelado ao mundo biológico que lhe é familiar e, quando não a supera ao preço do próprio esforço, no auto-reajustamento, provoca os fenômenos da simbiose psíquica, que o levam a conviver, temporariamente, no halo vital daqueles encarnados com os quais se afine, quando não promove a obsessão espetacular.

Na maioria das vezes, os desencarnados em crise dessa ordem são conduzidos pelos agentes da Bondade Divina aos centros de reeducação do Plano Espiritual, onde encontram alimentação semelhante à da Terra, porém fluídica, recebendo-a em porções adequadas até que se adaptem aos sistemas de sustentação da Esfera Superior, em cujos círculos a tomada de substância é tanto menor e tanto mais leve quanto maior se evidencie o enobrecimento da alma, porquanto, pela difusão cutânea, o corpo espiritual, através de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos sutilizados ou sínteses quimio-eletromagnéticas, hauridas no reservatório da Natureza e no intercâmbio de raios vitalizantes e reconstituintes do amor com que os seres se sustentam entre si.

Essa alimentação psíquica, por intermédio das projeções magnéticas trocadas entre aqueles que se amam, é muito mais importante que o nutricionista do mundo possa imaginar, de vez que, por ela, se origina a ideal euforia orgânica e mental da personalidade.

Daí porque toda criatura tem necessidade de amar e receber amor para que se lhe mantenha o equilíbrio geral.

De qualquer modo, porém, o corpo espiritual com alguma provisão de substância específica ou simplesmente sem ela, quando já consiga valer-se apenas da difusão cutânea para refazer seus potenciais energéticos, conta com os processos da assimilação e da desassimilação dos recursos que lhe são peculiares, não prescindindo do trabalho de exsudação dos resíduos, pela epiderme ou pelos emunctórios normais, compreendendo-se, no entanto, que pela harmonia de nível, nas operações nutritivas, e pela essencialização dos elementos absorvidos, não existem para o veículo psicossomático determinados excessos e inconveniências dos sólidos e líquidos da excreta comum.

Uberaba, 16/4/58.

Pelo Espírito André Luiz

Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Obra: Evolução em Dois Mundos

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O ÚLTIMO DESPREENDIMENTO

Carlos Imbassahy

Da obra de Chevreuil colhemos o seguinte depoimento de notável facultativo; o fato consta de suas memórias: “Minhas faculdades permitiram-me estudar o fenômeno psíquico e fisiológico da morte à cabeceira de um moribundo

Era uma senhora de uns 60 anos, a quem costumava dar conselhos médicos. Quando chegou a hora da morte, eu me achava em perfeita saúde, o que me tornava possível exercitar minha faculdade de vidência.

Pus-me então a estudar o mistério da morte. Vi que o seu organismo já não podia satisfazer às necessidades do princípio espiritual, mas pareceu-me que vários órgãos opunham resistência à partida da alma. O sistema muscular tentava reter as forças motrizes; o vascular debatia-se para reter o princípio vital; o nervoso lutava contra o aniquilamento aos sentidos físicos e o cerebral procurava reter o princípio intelectual. Corpo e alma, como cônjuges, resistiam à separação. Esses conflitos pareciam produzir sensações penosas, de sorte que me alegrei quando percebi que aquelas manifestações físicas indicavam, não a dor e a enfermidade, senão a separação da alma.

“Nos seres voluntariosos, dominadores, materiais, a agonia é às vezes dolorosa. Há agonizantes que se contraem horrivelmente, que se agarram, arranham a parede, arrancam com as unhas pedaços de pele.

“Pouco depois a cabeça cercou-se de brilhante atmosfera e vi, de repente, o cérebro e o cerebelo estenderem as suas partes inferiores e ficarem paralisadas as funções galvânicas. A cabeça Ficou como que iluminada e notei que as extremidades se tornaram frias e escuras, enquanto o cérebro adquiria especial refulgência.

“Em torno da atmosfera fluídica que lhe rodeava a cabeça, formou-se outra cabeça que cada vez mais se acentuava. Tão brilhante era que mal a podia fixar. À medida porém que essa cabeça fluídica se condensava, desaparecia a atmosfera brilhante. Com surpresa, acompanhei as fases do fenômeno: vi formarem-se sucessivamente o pescoço, as espáduas, o conjunto do corpo fluídico. Tornou-se me evidente que as partes intelectuais do ser humano são dotadas de uma afinidade eletiva quê lhes permite reunirem-se no momento da morte. Os defeitos físicos tinham desaparecido quase por completo do corpo fluídico.

“Para as vistas materiais das pessoas presentes, o corpo da moribunda parecia apresentar sintoma de angústia: eram porém fictícios; provinham das forças que se retiravam do corpo, que se concentram no cérebro e depois no novo corpo.

“O Espírito elevou-se em ângulo reto acima da cabeça do corpo abandonado; antes porém da separação vi uma corrente de eletricidade vital formar-se sobre a cabeça da agonizante e por sob o novo corpo fluídico.

“Convenci-me que a morte não é mais do que um renascimento da alma, elevando-se de um estado inferior, e que o nascimento de uma criança neste mundo ou a formação de um espírito no outro, são fatos idênticos. Nada falta, nem mesmo o cordão umbilical, figurado por um laço de eletricidade vital. Este laço subsistiu por algum tempo entre os organismos. Descobri então que parte do fluido vital volta ao corpo físico, logo que se rompe o cordão. Esse elemento fluídico ou elétrico, espalhando-se pelo organismo, lhe impede a rápida dissolução. “Logo que a alma se soltou dos laços tenazes que a prendiam verifiquei que o órgão fluídico tinha a aparência terrena. Foi-me impossível descobrir o que se passava naquela inteligência que revivia; notei-lhe, entretanto, calma e espanto por ver os outros chorarem. Dir-se-ia ter percebido a ignorância em que estavam do que realmente se havia passado”. (139)

(139) Léon Chevreuil. On ne meurt pas. Paris. Pág. 290. Erny. Le Psychisme expérimental. Ed. Fiam. Págs. 94-97.

Carlos Imbassahy

Fonte: O que é a Morte – Edicel

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O Acidente Providencial

127 ilustrações de stock, clip art, desenhos animados e ícones de Perna  Quebrada - Getty Images

Martinho Sousa era rapaz inteligente, muito culto, mas excessivamente confiado a ideias fixas.

Após firmar esse ou aquele ponto de vista, não cedia a ninguém no campo da opinião.

Renovava os pareceres que lhe eram peculiares somente à força de fatos e, assim mesmo, apenas quando os acontecimentos lhe ferissem os olhos. Declarava-se absoluto nas interpretações e, rebelde, brandia pesada argumentação sobre quantos lhe não aderissem ao modo de ver.

Dentro de semelhantes características, foi colhido na trama sutil de terrível obsessão.

A influenciação deprimente das entidades infelizes envolveu-lhe o campo mental em rede extensa de vibrações perturbadoras. E o desequilíbrio psíquico progrediu singularmente, senhoreando-lhe o sistema nervoso.

O desventurado amigo começou por abandonar o trabalho diuturno, recolhendo-se ao ambiente doméstico, onde se consagrou ao exame particularizado do próprio caso, enquanto se alarmavam a esposa e os filhos pequeninos do casal…

Martinho alimentava conversações estranhas, gesticulava a esmo, esbugalhava os olhos como se fixasse horrendas paisagens, dominado de incoercível pavor.

Não chegava a identificar as sombras que o cercavam, ameaçadoras e inflexíveis na perseguição sem tréguas; no entanto, assinalava-lhes a presença e captava-lhes os pensamentos sinistros, em forma de cruéis sugestões.

Atacado de insônia insistente, não se aquietava senão durante alguns minutos, pela madrugada, para o descanso corporal, gastando as horas em movimentação anormal e excitante, através dos aposentos, ao jardim e do quintal, errando sempre, obcecado por invisíveis malfeitores.

De quando em quando, alguém comentava a situação, convidando-o a estudar a suposta enfermidade, à luz do Espiritismo renovador, mas o teimoso doente se retraía nas interpretações científicas.

Tratava-se, dizia ele convicto, de choques sucessivos no sistema nervoso, agravados por uma avitaminose significativa. Além disso, acrescentava, padecia enorme deficiência no pâncreas. Não se lhe processava a nutrição com a regularidade devida e via-se esgotado em vista da assimilação imperfeita.

Os companheiros de luta, interessados em seu bem-estar, não conseguiam demovê-lo.

O obsidiado tecia longas considerações de natureza técnica e relacionava diagnósticos complicados.

Lia, atencioso, as anotações médicas, referentemente aos sintomas que lhe diziam respeito e, para refutar os amigos, trazia à conversação, exasperado e irritadiço, textos e gravuras de natureza científica para exaltar os próprios males.

Agravava-se-lhe o tormento dia a dia.

Assim, atingira Martinho perigosa posição mental.

Os adversários de sua paz subtraíram-no, quase totalmente, à alimentação e acentuaram-lhe as preocupações na vigília enfermiça.

Horas a fio mantinha-se na estranha contemplação de paisagens horríveis, na tela escura do pensamento atormentado.

Piorando-se-lhe a situação, os benfeitores espirituais, que por ele se interessavam, multiplicaram recursos de salvação, mobilizando novos colaboradores encarnados, de maneira indireta, que passaram a visitar o enfermo por verdadeiros emissários da solução indispensável.

Eram portadores de consolação, remédio, esclarecimento e luz; entretanto, o doente não se abria ao socorro que se lhe dispensava.

Bastaria escutar calmamente a leitura de algumas páginas espiritualizantes e encontraria em si mesmo o recurso à reação; todavia, negava-se ele, impaciente e menos delicado.

– Influências de ordem psíquica? – indagava, exaltado, aos visitantes – é rematada maluquice de vocês. Sou vítima de exaustão geral por falta de suprimento vitaminoso adequado. Estou arrasado. Tenho o fígado apático, os rins intoxicados e os intestinos inertes…

E estendendo o braço magríssimo, na direção dum velhinho prestimoso que o visitava com freqüência, exclamava, estentórico:

– E o senhor, “seu” Luís, ainda me vem falar de atuação do outro mundo?! Não será ironia de sua parte?

Silenciavam os circunstantes, desapontados.

Luís Vilela, o ancião citado nominalmente pelo enfermo, traduzindo o pensamento de

abnegados mentores invisíveis, retrucava sem irritação:

– Deveria você, Martinho, acalmar-se convenientemente para o exame das necessidades próprias. Como julgar, com tanto rigor, princípios edificantes e curativos que você absolutamente não conhece? Não devemos condenar sem base firme.

Não sabe a quantos distúrbios pode ser conduzido um homem, sob perseguições ocultas.

Sei que o seu estado de agora impede a leitura meditada; entretanto, proponho-me a ler para os seus ouvidos e a prestar os esclarecimentos que se fizerem indispensáveis. Creio aprenderá você, desse modo, a consolidar as próprias energias e a refletir com mais clareza, repelindo as sugestões inferiores, mesmo porque, meu amigo, em qualquer processo de remediar a saúde do corpo, é imperioso sanear a mente.

O rebelde obsidiado, porém, não atendia. Não se detinha convenientemente nem mesmo para registrar as considerações de ordem afetiva. Andava, nervosamente, dum lado para outro, torcendo as mãos ou gesticulando sem propósito, gritando blasfêmias e queixas. Não aparecia recurso com que se pudesse sossegá-lo no leito.

Quase desalentados, consultavam-se os amigos entre si.

E não só no círculo dos encarnados sobravam as preocupações. Os enfermeiros espirituais partilhavam aflições e receios. Martinho não oferecia campo adequado ao entendimento e, por essa razão, os algozes intangíveis ganhavam terreno franco.

Prosseguia o perigoso impasse, quando, certa noite, um dos verdugos sugeriu ao doente a idéia de galgar a velha mangueira do quintal, no sentido de respirar atmosfera mais pura.

O doente assimilou a idéia, encantado, sem perceber que o inimigo intentava precipitá-la ao solo, em queda espetacular.

Recebeu o alvitre capcioso e gostou.

Aguardaria as primeiras horas da madrugada, quando a pequena família descansasse nos domínios do sono. Procuraria o ar rarefeito na copa da árvore antiga. Possivelmente conquistaria forças novas ao contacto das mais altas correntes atmosféricas.

Reconhecendo-lhe a disposição firme na execução do projeto, alguns colaboradores espirituais buscaram o diretor de suas atividades, a fim de traçarem normas para socorro urgente.

O chefe, contudo, ponderou, muito calmo:

– Não podemos violentar o nosso Martinho no que se reporta à preferência individual. Se ele estima a orientação dos que lhe tramam a perda, como evitar que sofra as conseqüências justas?

Deixemo-la confiar-se à dolorosa prova. Talvez esteja dentro dela a chave da solução que ambicionamos.

Efetivamente, ao raiar do dia, o enfermo sofreu desastrosa queda de grande altura, após escalar, facilmente, a velha mangueira escorregadia e muito alta.

Aos gritos de dor, foi socorrido pelos familiares e companheiros inquietos. Em seguida, veio o médico que o amarrou no leito para a restauração de ambas as pernas quebradas.

Foi então que Martinho Sousa, imobilizado no gesso, pôde ouvir a leitura reconfortante de Luís Vilela, partilhar os serviços de oração e receber passes curativos, libertando-se da obsessão terrível e insidiosa.

Transcorridas algumas semanas, quando conseguiu locomover-se, era outro homem. Sua queda da mangueira fora o remédio providencial.

Pontos e Contos – Irmão X/Chico Xavier

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VIDA ÍNTIMA

Divaldo P. Franco

O enunciado socrático a respeito da autoiluminação, exarado no conceito Conhece-te a ti mesmo, permanece de grande atualidade, em nossa sociedade aturdida.

A criatura moderna, intelectualizada e instrumentalizada para a felicidade mediante as conquistas exteriores e os padrões extravagantes de cada época, vem perdendo a própria identidade e muda de comportamento conforme os ventos das fantasias do prazer, qual embarcação sacudida por ventos vários.

As ambições externas para a conquista do prazer e das glórias momentâneas atira a cultura em diferentes direções, e as metas tradicionalmente consagradas como roteiros de segurança para uma existência ditosa vêm sendo substituídas por comportamentos estranhos, alterados com vícios sociais e morais que a exaurem.

Acompanhamos o surgimento de filosofias de ocasião, debates verbais e escritos, estimulando a revolta e a indiferença pelos valores éticos, dando lugar a uma sociedade de atormentados e infelizes, mesmo quando sentados nas montanhas de ouro do poder e da fama.

Periodicamente, no auge de uma overdose de substâncias químicas ou sem nexo pelo alcoolismo, muitos sucumbem em suicídios extravagantes, falando a respeito do vazio existencial, embora tudo quanto possuem e desfrutam.

Sucede que nas filosofias do prazer imediato e da igualdade absoluta, num devaneio que encontra participantes ultrajados por si mesmos, todo estímulo é para fora, para o exterior da realidade humana e se considera o sofrimento uma desgraça que deve ser combatida sem cessar.

O notável psiquiatra austríaco Viktor Frankl concluiu que existem três fatores que todos os seres humanos enfrentam e têm que resolver a sua problemática, numa questão de objetivo existencial, que são: a culpa, o sofrimento e a morte.

Esses elementos, que se encontram em todas as vidas, devem ser enfrentados interiormente, num esforço de autoconhecimento, de iluminação das sombras do ego, trabalhando-os com naturalidade e vencendo-os, ou aceitando-os com naturalidade, porquanto são inevitáveis.

Jesus, o Terapeuta por excelência, chamava-os de Reino dos Céus, que se encontra no âmago do ser, e demonstrou-nos como vencer esses adversários, enfrentando-os sem disfarce. Para tanto, estabeleceu regras de conduta que contribuem para a harmonia íntima e o preenchimento dos vazios íntimos mediante o amor e a solidariedade.

Dar sentido à vida é significar-se útil sob qualquer aspecto, lúcido em relação àquilo que lhe faz bem e o dignifica, superando lembranças culposas e enfrentando o fenômeno da morte como inevitável por fazer parte do processo da vida.

A oração honesta, a meditação e o serviço em favor do próximo são os efeitos de uma vida íntima saudável e feliz.

Divaldo Pereira Franco

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 26 de novembro de 2020.

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VIDA E IMORTALIDADE

Joanna de Ângelis

O Universo é um ser vivo que se expande e se contrai ao impacto de forças inimagináveis num continuum infinito.

Tudo quanto se movimenta traduz ação, portanto, vida imanente em desenvolvimento.

Eis porque a vida se encontra em toda parte demonstrando ser incoercível.

Desde as expressões vibratórias mais primárias até as colossais, ei-la em crescimento e qualificação que transcendem a qualquer observação, por mais profunda que seja.

O ser humano encontra-se no pináculo da vida desde o momento que pode pensar e entender os desígnios que dizem respeito ao existir.

A partir dos primeiros ensaios moleculares até o estabelecimento equilibrado de todas as que dão forma e compreensão ao ser humano, a vida alcançou um dos mais harmônicos e belos estágios do processo de evolução.

A energia que reuniu os inumeráveis segmentos que se transformaram em órgãos até alcançar a arte de pensar, entender e cocriar, é, como definiram os Espíritos do Senhor, o princípio inteligente do Universo, conforme a resposta de número 23 de O livro dos Espíritos.

Esse princípio, portanto, representa a fase inicial da experiência criadora que jamais cessará de desenvolver os inconcebíveis conteúdos que lhe jazem em potência gigantesca.

A vida humana, pois, é bênção que o ser alcança no seu processo de evolução, por meio de mutações, de atividades incessantes para alcançar a plenitude, nessa viagem descomunal da imortalidade.

Nada perece, pois que tudo se encontra em movimento, mesmo que não perceptível, rumando em direção do finalismo que lhe está destinado, e deve ser alcançado a esforço pessoal, o que representa, no conceito do Evangelho de Jesus, a conquista do Reino dos Céus.

Assim sendo, não existe a morte, a destruição, no que diz respeito ao aniquilamento, mas sim, contínuas transformações dentro de um esquema adrede traçado, no qual a presença do que se denomina caos faz parte do processo.

Os sentidos físicos são muito pobres para perceberem a grandeza e majestade do fenômeno a que se chama vida, especialmente a de natureza humana, que desafia os seus mais cuidadosos investigadores, em razão da sua complexidade infinitamente sutil – o Espírito; semimaterial – o perispírito, e o corpo material, em uma interpenetração energética de grande intensidade.

Quando a organização física deixa de receber a força mantenedora que vem do Espírito, dá-se o afrouxamento dos liames perispirituais e a separação do princípio inteligente. Esse fenômeno, a morte, é uma fase para a restruturação dos valores do Espírito durante a vilegiatura material.

Retorna às origens, envolto no invólucro perispiritual, no qual estão impressas as ondas vibratórias do comportamento moral que o capacitam ao acesso de patamar superior ou repetição da experiência por intermédio de nova investidura carnal.

A libertação da roupagem celular dá lugar a consequências compatíveis com as qualidades morais de que se fez utilitário o Espírito imortal.

Morrer constitui a separação dos invólucros materiais e a desencarnação quando há a separação dos despojos em processo de transformação na química inorgânica da Natureza ou dos fatores que produziram o fenômeno, libertando o Espírito.

Assim sendo, morte é transferência de vibração ou de onda nas quais se movimentam os seres.

Cada qual vive no campo energético a que faz jus, o que a felicidade ou desdita.

Essa a razão pela qual a vida exige uma ética para ser experienciada por todos os indivíduos.

*

O desenvolvimento intelecto-moral do Espírito ocorre por meio de etapas terrenas e espirituais, quando aprende a compreender a realidade da vida.

Por essa razão, as Leis que regem o Universo estabelecem códigos e programas que facultam a aprendizagem e desenvolvem os potenciais divinos que se encontram adormecidos no cerne da energia vital.

Quando esses códigos são vivenciados dentro dos padrões estabelecidos, novos desafios surgem e abrem horizontes mais amplos que proporcionam bem-estar e estímulo para a continuação do processo.

No sentido oposto, quando não se valorizam as lições existenciais, permanece-se nas faixas primevas entre os instintos agressivos e as possibilidades emocionais não utilizadas.

A reencarnação é o recurso precioso que a Vida oferece a todos que rumam na busca da plenitude.

Primordial, a Lei de Amor é a base de todas as demais, por ensejar a ampliação do conhecimento e controle das manifestações ambientais e sociais que servem de escola para a conquista de si mesmo, já que é do interior que partem os impulsos e as emoções.

Essas Leis sustentam a do Progresso, que favorece com a de Justiça, do Trabalho, de Solidariedade, de Perdão, de Destruição…

Periodicamente, o aprendiz deste educandário, que é a Terra, é chamado a prestar contas dos recursos que lhe foram confiados e de como foram ou não aplicados devidamente.

Trata-se da morte, transferência de onda existencial, a fim de serem conferidas as atividades a que cada qual esteve submetido.

Todos os seres vivos periodicamente experimentam essa inevitável transformação, que é uma etapa da Imortalidade.

É natural que, durante a sua ocorrência, aqueles que se encontram no convívio carnal experimentem a ausência das afeições que se fizeram estabelecer mediante a estrutura da afetividade, na família, na convivência social e espiritual…

Essa saudade, que fere os sentimentos, pode e deve ser superada ante a certeza do reencontro que se dará oportunamente, quando da partida de quem ficou e agora segue ao Mais Além.

Não te deixes abater ou retirar o teu sentido existencial quando alguém amado for convidado a retornar antes.

Prossegue amando e recordando os momentos felizes que viveste ao seu lado e faze o bem em sua memória, maneira eficaz de demonstrar-lhe a gratidão pelas dádivas que foram fruídas ao seu lado.

A morte é inevitável experiência para a conquista da perenidade.

Não a lamentes nem a louves.

Respeita-a e prepara-te para o teu momento.

Mesmo Jesus, o Divino Construtor do planeta, utilizou-se de um corpo tangível para depois experimentar o fenômeno da morte e ressurgir em gloriosa forma de luz.

…Enquanto isso, ama e opera no bem crescendo para Deus.

Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 27 de agosto de 2020

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