PRECONCEITOS ALIENANTES

Jorge Hessen

A absurda morte do afro-americano George Floyd, de 46 anos, assassinado recentemente durante uma abordagem violenta de um policial branco nos Estados Unidos, desencadeou uma onda de protestos antirracistas e acendeu um debate de proporções internacionais. Do outro lado do mundo o nigeriano Samuel Lawrance, um engenheiro bem-sucedido que vive em Tóquio há mais de 15 anos, carrega uma história de quem enfrentou a escola japonesa, a universidade e o preconceito para conquistar um espaço. Afirma que há um racismo “passivo-agressivo” na sociedade japonesa. [1]

É impressionante que, em pleno século 21, nos encontremos com pessoas “irracionais” que ainda alimentam seus preconceitos nos pastos das discriminações raciais. O ponto de partida costuma ser o estereótipo, segundo a psicologia social, ou seja, uma ideia, conceito ou modelo que se estabelece como padrão. É cultivado quando uma imagem de determinadas pessoas, coisas ou situações são preconcebidas, definindo e limitando pessoas ou grupos de pessoas na sociedade.

A beleza da vida está no fato de todos sermos iguais em essência e desiguais, em virtudes e filhos de um mesmo PAI. Compete-nos, pois, abrir o coração e a mente para harmonizar esse mundo novo de vivências altruístas e alteritárias. Com a Mensagem de Jesus compreendemos que na Terra há uma só raça: a raça humana.

Caucasianos, africanos, indianos, árabes, judeus, asiáticos, não são de diferentes raças, são apenas de diferentes etnias, no esplêndido reino dos seres racionais. Na reencarnação desaparecem os preconceitos de raças e de castas, pois o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da Natureza, o princípio da fraternidade universal também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade. [2]

O Espiritismo é uma doutrina libertária e não compactua, sob quaisquer pretextos, com nenhuma ideologia que vise à discriminação étnica entre os grupos sociais. Nos grandes debates de cunho sociológico, antropológico, filosófico, psicológico etc., o Espiritismo provocará a maior revolução histórica no pensamento humano, conforme está inscrito nas questões 798 e 799 de O Livro dos Espíritos, sobretudo quando a Doutrina dos Espíritos ocupar o lugar que lhe é devido na cultura e conhecimento humanos, pois seus preceitos morais advertirão os homens da urgente solidariedade que os há de unir como irmãos, apontando, por sua vez, que o progresso intelecto-moral na vida de todos os Espíritos é lei universal e tendo por modelo Jesus, que, ante os olhos do homem, é o maior modelo da perfeição que um Espírito pode alcançar. (3)

Jorge Hessen

Referências bibliográficas:

[1] Disponível em https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/07/18/como-e-ser-negro-no-japao-pais-onde-98-da-populacao-e-nativa.ghtml acesso em 24/07/20

[2] Kardec, Allan. A Gênese, Rio de Janeiro: Editora FEB, 2002, pág. 31

[3] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Editora FEB, 2003, parte 3ª, q. 798 e 799, cap. VIII item VI – Influência do Espiritismo no Progresso.

Publicado em por admin | Deixe um comentário

NÃO ESTRAGUE O SEU DIA

Você já experimentou, alguma vez, aquele amanhecer sombrio, em que tudo lhe parece amargo?

Esses dias aparentemente têm os mesmos aspectos para todos nós, mas são vividos de maneira diferente variando de indivíduo para indivíduo.

Alguns ficam tristes e quase calados. Buscam isolar-se para evitar qualquer contato com alguém que lhes faça perguntas sobre o que está acontecendo, porque está assim, etc.

Outros deixam o mau humor dirigir seus passos e, em poucos minutos, azedam todo o ambiente em que se encontram. Distribuem gestos bruscos, falam com irritação, respondem com azedume, culpam os outros por tudo de errado que acontece.

E a resposta para comportamentos desse tipo logo se faz sentir no organismo, em forma de azia, enxaqueca, dores musculares, entre outros males. E o pior de tudo é que nem sabemos o porquê de tanta irritação. Não paramos um pouco para meditar sobre a situação em que nos encontramos, nem para mudar o curso dos acontecimentos.

De maneira irrefletida, estragamos o nosso dia movidos por um estado d´alma que nos toma de assalto e no qual nos deixamos mergulhar, sem refletir.

Passados esses momentos amargos, fica uma desagradável sensação de mal-estar, de indisposição, de sentimentos feridos, de relacionamento comprometido.

Assim, se você sentir que está diante de uma manhã sombria, de um momento amargo, vale a pena tomar medidas urgentes para não se deixar cair nas armadilhas.

Se ainda está em casa, faça uma prece antes de sair.

Se estiver no trabalho, busque um local que lhe permita ficar só por um instante, respire fundo e eleve o pensamento a Deus, rogando forças e discernimento para não se deixar levar por circunstâncias desagradáveis.

Lembre-se, sempre, que todos temos momentos difíceis, e que só depende de nós complicá-los ainda mais, ou sair deles com sabedoria e bom senso.

Lembre-se, ainda que, por mais difícil que esteja a situação, ela será tragada pelas horas e substituída por momentos mais leves e mais felizes.

Por essa razão, nunca valerá a pena estragar o seu dia.

Não estrague o seu dia.

A sua irritação não solucionará problema algum.

As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.

Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.

O seu mau humor não modifica a vida.

A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.

A sua tristeza não iluminará os caminhos.

O seu desânimo não edificará a ninguém.

As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.

As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.

Não estrague o seu dia.

Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o infinito Bem.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 38, do livro Agenda Cristã, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. Disponível no CD Momento Espírita v. 6 e no livro Momento Espírita v. 2, ed. FEP.

G. E. Casa do Caminho de São Vicente

Publicado em por admin | Deixe um comentário

INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS – com os joelhos desconjuntados…

Manoel Philomeno de Miranda

O serviço do Bem não pode cessar, seja qual for a justificativa.

Comprometidos com a Causa do Cristo, nada nos deve constituir motivo de impedimento para prosseguir atendendo ao programa elaborado.

Os benfeitores espirituais organizadores das atividades imortalistas que a todos dizem respeito estabelecem os roteiros de ação com as minudências indispensáveis, incluindo a cooperação da equipe reencarnada.

Certamente surgem imprevistos de vária ordem que têm o objetivo de perturbar ou mesmo impedir a realização dos compromissos firmados. Indispensável que a vigilância do membro do grupo permaneça alerta, a fim de não ser afastado do labor, ou mesmo quando se faça presente, em razão da sua indisciplina, não ser utilizado, em razão de não se encontrar nas condições necessárias ao êxito do cometimento.

As atividades mediúnicas movimentam-se em ambas as faixas da existência, física e espiritual.

Merece acrescentar que entidades perversas, habilitadas nos expedientes do mal, movimentam-se com afinco para interromper ou desestruturar o esforço que tem significado edificante e profundo.

Sempre ativas, provocam situações graves e geram perturbações envolvendo os membros humanos das reuniões mediúnicas, tornando-os indispostos para a sua luminosa execução.

Enfermidades inesperadas, visitas não programadas, confusões domésticas e afetivas entre influências doentias são, invariavelmente, recursos de que se utilizam para indispor aqueles que fazem parte dos magnos trabalhos com os quais estão comprometidos.

Mente clara e sentimentos calmos fazem parte da contribuição indispensável de cada cooperador, assim propiciando campo especial para as comunicações e terapias próprias e socorristas.

Busque-se observar se o fenômeno desafiador se manifesta com frequência nos dias reservados e constatar-se-á como é bem planejada a dificuldade, produzindo indisposição ou insatisfação durante as operações iluminativas.

Sem dúvida, os Espíritos que se comprazem nas lamentáveis obsessões e geram problemas são muito hábeis e agem conscientemente, utilizando-se dos pontos vulneráveis dos servidores, que são atacados e induzidos a pensamentos nefastos.

A reunião mediúnica é a porta de acesso à comunicação com os desencarnados, portanto, de alta importância nas programações do Espiritismo. Ao mesmo tempo é a caridade de iluminação, produzindo terapêuticas preventivas e curadoras naqueles que a constituem.

Admoestamos os voluntários e responsáveis pelos trabalhos mediúnicos para que se não descurem das responsabilidades especiais, respirando o clima psíquico que os precede, de forma que a psicosfera ambiental os facilite.

Em qualquer atividade, sempre se tem a preocupação de a programar, cuidar dos procedimentos que lhe dizem respeito, a fim de que o seu desempenho seja rigorosamente dentro dos parâmetros estabelecidos.

Aos médiuns cabe o dever de cuidar das paisagens mentais, evitando quanto possível intoxicações emocionais com os painéis habituais da insensatez e infantilidade.

O médium não o é apenas durante as reuniões, mas por todo o tempo, pois que é uma faculdade orgânica, funcionando em todos os momentos e sintonizando com as imagens interiores que lhe são habituais.

O resultado que se recolhe, quando há disciplina e harmonia entre os seus membros encarnados, é decorrência dessa perfeita identificação com o esforço dos benfeitores espirituais que elaboram a programação, e dos reencarnados que lhe são coprodutores. Nas ocasiões em que o companheiro se encontre açodado pela interferência inferior, não deve desanimar nem buscar evitar a sua participação. Se isto acontecer e surgir a tentação para omitir-se, por considerar-se não estar em condições de auxiliar, deve-se ter cuidado porque pode ser o início de perigosa responsabilidade, conduzindo a futuro abandono do compromisso e até mesmo a transtorno obsessivo.

Quando tal ocorrer, e isso se dará diversas vezes, deve-se direcionar o pensamento ao Senhor Jesus e orar com sinceridade, solicitando amparo ao guia espiritual, a fim de ser auxiliado para conseguir a mudança mental, assim como o prazer de servir.

A assiduidade é fundamental ao bom êxito das atividades espirituais e ao exercício correto da mediunidade, mantendo-se a cooperação em favor do próximo, de modo a ser responsável pela sessão mediúnica séria.

Evitem-se a crítica negativa, os comentários desnecessários e desairosos, tendo-se em vista que os mentores lamentam as ocorrências censuráveis, mas compreendem que estão trabalhando com pessoas em diferentes estágios de evolução, portanto, ainda imperfeitas.

Será mediante o auxílio recíproco que haverá o progresso, constituindo-se bênção superior da vida, com que os céus socorrem a Terra aflita e necessitada.

Desse modo, mesmo que se esteja com os joelhos desconjuntados, como afirmava o Apóstolo Paulo, o serviço de amor nas reuniões mediúnicas tem prioridade, invitando o médium a que sirva, insista e invista no dever que lhe diz respeito.

A mediunidade constitui bênção do processo da evolução, facultando a aquisição desse sentido superior, mediante o qual o Mundo Espiritual se comunicará com mais facilidade com a esfera física.

Manoel Philomeno de Miranda

Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 30 de dezembro de 2019, no Centro Espírita Caminho da Redenção, Salvador, Bahia.

Publicado em por admin | Deixe um comentário

TORMENTOS NA MEDIUNIDADE

Manoel Philomeno de Miranda

A faculdade mediúnica, embora seja de natureza orgânica, tem as suas raízes profundas no ser espiritual, como tudo que constitui a criatura humana.

Sendo uma expressão do sexto sentido, os valores ético-morais de cada Espírito respondem pelas ocorrências nessa delicada área que lhe faculta o desenvolvimento intelecto-moral. Não é, pois, de se estranhar, que a sua eclosão em qualquer período da existência humana se caracterize por alguns naturais distúrbios, tanto de natureza física, emocional, como psíquica.

Apresentando-se como oportunidade redentora do ser em dívidas perante os Divinos Códigos, pode expressar-se em caráter múltiplo de expiação, quando portadora de possessão, ou de provação, abençoado campo de experiências iluminativas. Igualmente, quando bem educada à luz do Espiritismo, o que podemos denominar como mediunidade com Jesus a serviço do bem, ergue o ser às culminâncias da alegria, da plenitude, ao mediunato, que o não exime de experimentar sofrimentos e perseguições dos Espíritos inferiores, que transforma em bênçãos de inestimável significado.

Não raro, apresenta-se como distúrbio de natureza variada, desde as manifestações de diversidade de humor, até, quase que simultaneamente, como alteração profunda de comportamento.

Invariavelmente expressa-se como enfermidades complexas, de natureza diversificada e sem facilidade de diagnóstico, em razão das alterações em que se apresenta. Entretanto, o seu vigor é mais angustiante nos fenômenos psicológicos, como consequência dos neuropeptídios acionados pelas suas energias desconexas…

Os comportamentos infelizes de existências passadas mesclam-se com as necessidades evolutivas do presente e dão lugar a conflitos diversos, em razão dos conteúdos morais de que se fazem portadores os Espíritos que são atraídos mediante as aspirações de cada qual.

Instabilidade emocional, personificações múltiplas, anelos frustrados, incertezas acerca das próprias necessidades são o cotidiano dos iniciantes no exercício mediúnico ou naqueles que somente lhes sofrem as imposições e lhes desconhecem a existência.

Sempre a mediunidade esteve cercada de superstições e práticas não compatíveis com o seu significado.

Mesmo na atualidade, em que os fenômenos paranormais têm merecido estudos e considerações de diversas doutrinas científicas, constatando-lhes a possibilidade, em razão dos complementos morais que exige, tem sido vista pelos indivíduos comuns como castigo de Deus ou desequilíbrio psiquiátrico.

À semelhança da inteligência e da memória, assim como de todas outras faculdades humanas, aguarda cuidados especiais, para bem atender a finalidade para a qual é destinada.

Exercício meticuloso e sério, reflexão constante, análise cuidadosa das suas manifestações, estudo pessoal do sistema nervoso e das reações emocionais constituem métodos eficazes para o seu êxito.

Simultaneamente, o ideal de servir que deve caracterizar o médium, conforme as diretrizes estabelecidas por Allan Kardec, é fundamental para o seu mister, quais sejam: a abnegação, a ausência de estrelismo, a gratuidade e a doçura do coração, tornando-se ímãs de atração aos Espíritos bons, que passarão a administrar as suas manifestações.

Se desejas candidatar-te ao exercício da mediunidade com Jesus, não te permitas as vacuidades humanas nem as suas perturbadoras concessões.

Considera o alto grau de responsabilidade que te é concedido e alegra-te, pela oportunidade feliz de servir.

Informações destituídas de significado tornaram a mediunidade algo dependente de superstições, mitos quando não de graves danos para aquele que a pratica.

Grandioso portal para demonstrar a imortalidade do Espírito é veículo de incomparáveis alegrias, dando sentido e significado à existência física.

Graças aos seus valiosos recursos faculta a vivência espiritual de maneira incomum, por favorecer a compreensão de todas as ocorrências que aturdem ou felicitam o ser humano.

Ademais dos benefícios proporcionados aos seus portadores, que devem sempre aceitar para si os conteúdos de que se reveste, enseja a iluminação das consciências obnubiladas que atravessaram os portais da desencarnação em profundo estado de perturbação, tendo prolongadas suas dores mesmo após a decomposição das estruturas orgânicas.

À medida que se expandam as informações corretas a respeito da mediunidade e a sua prática se torne habitual, desaparecerão os tormentos, pois que, afinal, nenhuma responsabilidade tem a percepção encarregada de exteriorizar as captações de que se faz objeto.

Em razão dessa sensibilidade, as obsessões tornam-se comuns naqueles que são iniciantes no exercício da faculdade ou não a praticam pelo fato de gerar sintonia com os Espíritos que transitam em idêntico padrão vibratório.

Essa ocorrência é observada igualmente em outras funções existenciais, como o comportamento, as aspirações e necessidades.

A cuidadosa observação das ocorrências mediúnicas e da conduta psicológica faculta o discernimento necessário para a educação tanto das emoções como dos fenômenos.

O espiritismo nela encontrou o veículo hábil e fiel para estabelecer os seus alicerces, confirmando a especial fenomenologia apresentada por Jesus, demitizando-a do miraculoso e fantasista, ao mesmo tempo permitindo que todo aquele que se integre ao espírito do bem, logre realizações equivalentes.

Quem se lhe dedique honestamente, não teme os sofrimentos que somente ocorrem por fazerem parte da ficha evolutiva, para superar os testemunhos do conhecimento e o estímulo à caridade a que se pode dedicar.

Convidando sempre à vigilância, eis que rutila como uma estrela na alma devotada ao amor, sendo portal que faculta penetrar na senda que leva a Jesus.

Resguarda, portanto, as tuas forças mediúnicas da vileza dos Espíritos insensatos e perversos, tornando-te instrumento do amor de Deus a todos e a tudo. Mesmo assaltado, uma vez que outra, pelos ardilosos e infelizes adversários da Luz, recupera-te, recobrando a alegria, agradecido pela oportunidade de socorrer e auto iluminar-te.

Abençoa a tua mediunidade com o respeito e a dedicação que merece de todos que anelam pela plenitude da existência.

Manoel Philomeno de Miranda

Psicografia de Divaldo Pereira Franco, em 11 de junho de 2018, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

Publicado em por admin | Deixe um comentário

Fenômenos Mediúnicos, Metapsíquicos e Parapsicológicos

Texto de Marta Antunes de Moura (http://www.febnet.org.br)

Os fenômenos psíquicos (do grego psyché: alma, espírito) são estudados pelo Espiritismo, pela Metapsíquica e pela Parapsicologia, tendo em comum as ações do agente ou Espírito, ser humano sensível e inteligente, autor das manifestações.

A Doutrina Espírita considera que há dois tipos de manifestações psíquicas: a mediunidade e os fenômenos de emancipação da alma (ou anímicos).

Para Allan Kardec, tais fenômenos são considerados naturais. Os primeiros são intermediados pelos médiuns, isto é, “(…) toda pessoa que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos. Essa faculdade é inerente ao homem e, por conseguinte, não constitui um privilégio exclusivo. (…).”1 Mediunidade é a faculdade psíquica que os médiuns possuem, manifestada de forma mais ou menos intensa, e por meio de uma variedade significativa de tipos (videntes, psicógrafos, audientes, musicistas, de intuição, de cura, etc.).

A Metapsíquica ou Metapsiquismo indica, segundo interpretação da Psicologia, “um corpo de doutrinas, sem base no método científico, que se funda na aceitação da realidade dos espíritos, fenômenos espiritistas, criptestesia, etc. (…).”2

A Metapsíquica foi fundada por Charles Robert Richet (1850-1935), médico francês e Prêmio Nobel de Medicina em 1913, como conclusão dos seus estudos com médiuns e, sobretudo, com pacientes gravemente obsidiados, portadores de distúrbios mentais, conforme consta de sua obra Tratado de Metapsíquica. Richet definiu a Metapsíquica como “(…) ciência que tem por objeto a produção de fenômenos mecânicos ou psicológicos devidos a forças que parecem ser inteligentes ou a poderes desconhecidos, latentes na inteligência humana.”3

Parapsicologia, surgida no século vinte, “(…) é uma disciplina científica que investiga os fenômenos que, existindo na Natureza, são inabituais na contingência humana (…).”4 Em razão da complexidade do assunto, há duas escolas que interpretam diferentemente as manifestações parapsicológicas:

A norte Americana de Joseph Banks Rhine, de maior aceitação, que procura explicar os fenômenos como sendo de origem psicológica; e a russa de Vassiliev, que os procura explicar como sendo de origem fisiológica.5

A Parapsicologia é também conhecida como Pesquisa Psi. A Parapsicologia (do grego para = além de + psique = alma, espírito, mente, essência + logos = estudo, ciência), significa, literalmente, o estudo do que está além da psique, viabilizado por indivíduos popularmente conhecidos como “sensitivos” ou “psíquicos”.

Enquanto faculdade psíquica, a mediunidade acompanha a evolução intelectual e moral do Espírito, e se manifesta em qualquer plano de vida, no físico e no espiritual. Allan Kardec classificou a mediunidade de acordo com a natureza dos efeitos produzidos durante a manifestação dos Espíritos: físicos e inteligentes (ou intelectuais). “Dá-se o nome de manifestações físicas às que se traduzem por efeitos sensíveis, tais como ruídos, movimentos e deslocamento de corpos sólidos. (…).”6 A mediunidade de efeitos inteligentes ou intelectuais exige maior elaboração mental por parte do médium, que sempre age como um intérprete das ideias transmitidas pelos Espíritos.

Charles Richet classificou os fenômenos metapsíquicos em duas categorias: Metapsíquica Subjetiva e Metapsíquica Objetiva, tendo como referência, respectivamente, a mediunidade de efeitos físicos e a de efeitos inteligentes, da proposta espírita de Allan Kardec.

Metapsíquica Subjetiva abrange os fenômenos telecinéticos, palavra derivada de telecinesia (do grego, tele e kinese = mover à distância), significa capacidade de mover um objeto com a força psíquica (mental), sem contatos físicos, a longa ou curta distância.7 A Metapsíquica Objetiva refere-se a uma classe de fenômenos denominados criptestesia, termo criado por Richet para especificar o conhecimento que algumas pessoas obtêm de acontecimentos ou fatos, presentes e futuros, por intermédio da percepção paranormal, isto é, sem ação dos órgãos dos sentidos. Para o cientista francês do passado, a telecinesia é possível porque o indivíduo mobiliza, de forma inconsciente, energias fisiológicas (fluido vital) que impregnam um determinado objeto, movendo-o. A telecinese seria, então, uma exteriorização do psiquismo inconsciente.

A Parapsicologia estuda, nos dias atuais, os fenômenos psíquicos de acordo a seguinte classificação proposta por Rhine:

Fenômenos psicocinéticos, PK (psychokinesis) ou TK (telekinesis), assim caracterizados por ações diretas do sensitivo no meio ambiente. São fenômenos psicocinéticos (PK): a) telepatia — transmissão mental de pensamentos e emoções; b) clarividência—visualização mental de coisas, acontecimentos, cenas e pessoas do mundo físico, através de um corpo opaco ou à distância (seria a dupla vista da classificação espírita); c) clariaudiência — percepção de sons, ruídos, frases, músicas, vozes, etc., provenientes do plano físico e do extrafísico, não percebidos pelas demais pessoas; d) precognição— previsão de acontecimentos futuros; e) retrocognição — relatos de acontecimentos ocorridos no passado, desconhecidos do sensitivo; f) psicocinesia— ação mental sobre objetos materiais, localizados no plano físico, movimentando-os ou produzindo os efeitos, inclusive alteração de forma.
Fenômenos extrassensoriais (PES: percepção extrassensorial) divididos, por sua vez, em: Psi-Gama (telepatia, clarividência, clariaudiência, xenoglosia, etc.), Psi-Kapa (levitação e/ou transportes de objetos e pessoas) e Psi-teta, que são os fenômenos mediúnicos, propriamente ditos.
Referências

KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2009.

CABRAL, Álvaro e NICK, Eva. Dicionário Técnico de Psicologia. 11ª. São Paulo: Cultrix, 2001

1 Allan Kardec. O Livro dos Médiuns. Cap. XIV, it. 159, pág. 257.

2 Álvaro Cabral e Eva Nick. Dicionário Técnico de Psicologia, pág.194.

3Metapsíquica, disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Metaps%C3%AD Acesso em 12/07/2013

4 João Teixeira de Paula. Dicionário de Parapsicologia, Metapsíquica, Espiritismo. Vol. III., pág. 8.

5 Ibid., pág. 8/9.

6 Allan Kardec. O Livro dos Médiuns. Pt.2, cap. II, it. 60, pág. 97.

7 João Teixeira de Paula. Dicionário de Parapsicologia, Metapsíquica, Espiritismo. Vol. III, pág. 127.

Publicado em por admin | Deixe um comentário

PERSEVERANÇA

Divaldo Pereira Franco

A perseverança é uma virtude pouco levada em conta.

Na realização de qualquer objetivo existencial, ela é chamada a exercer a sua função ante os inevitáveis desafios que se encontram pela frente.

Todos os empreendedores das diversas realizações tiveram a sua ajuda para que alcançassem a meta a que se propunham.

O homem e a mulher de bem, invariavelmente, apoiam os seus ideais nessa fonte maravilhosa de resistência, que lhes permite continuar o labor nas horas mais difíceis, persistirem quando todos os fatores conduzem ao desânimo e à desistência.

O eminente mestre Pestalozzi, no seu educandário em Yverdon, na Suíça, estabeleceu que o êxito da educação era também resultado de três fatores fundamentais: Trabalho, Solidariedade e Perseverança.

Por seu intermédio, as realizações mais graves e desafiadoras exigem a coragem do prosseguimento com entusiasmo, a fim que seja possível alcançar a vitória. O cansaço, o tédio, assim como outros fatores que fazem parte do dia a dia do trabalho, são inimigos cruéis dos ideais de engrandecimento da criatura humana, levando-a à interrupção do empenho e malogrando na sua continuidade.

A perseverança é a força interna que levanta o valor moral e torna-se essencial para ver-se a plenitude do objetivo buscado.

Conta-se que Thomas Edison, enquanto trabalhava na criação da lâmpada elétrica, tentou o êxito setecentas vezes sem resultado positivo. Insistindo mais uma vez, ouviu do seu auxiliar:

Senhor, eu vou desistir, porque já tentamos inúmeras vezes sem alcançarmos a vitória.

Ao que ele respondeu, jovial: Agora é que vale a pena prosseguir, porque já sabemos setecentas formas que não deram certo.

E prosseguiu, conseguindo iluminar o mundo.

Igualmente, afirma-se que Walt Disney, produtor cinematográfico e empresário, quando estava nas suas grandes realizações, teve a ideia de construir um parque de diversão nos pântanos de Orlando, na Flórida. Era um imenso e caro desafio. Para tanto, recorreu à ajuda de muitos bancos que tentaram dissuadi-lo do empreendimento, que seria uma loucura, negando-se a conceder-lhe empréstimos vultosos. Ele não perdeu a coragem e, com perseverança, continuou e terminou vencendo. Hoje os seus inúmeros parques nos Estados Unidos e em outros países são os mais rendosos do mundo e belos para crianças e adultos.

Somos todos idealistas e sonhadores, mas necessitamos perseverar…

Ante os desafios da atualidade, pandemias virais e morais, descontroles do comportamento social, torna-se-nos indispensável a coragem da perseverança para mantermos os sentimentos éticos de dignidade e disputarmos a conquista da felicidade, que nos pareçam utópicos ante os pessimistas de ocasião.

Divaldo Pereira Franco.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 23.7.2020

Publicado em por admin | Deixe um comentário

INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS

Joanna de Ângelis

Mente a mente processa-se o intercâmbio entre os Espíritos envoltos na indumentária carnal e os dela desvestidos.

Sempre uma está influenciando outra mente. Não há isolamento de natureza mental entre os seres humanos, assim como de vibração entre todos os seres vivos.

O inter-relacionamento mental é intenso, porque emana da divina mente que mantém a vida no Universo.

Tratando-se de uma verdadeira guerra moral, na qual o planeta Terra se encontra, a potência do Bem experimenta a agressão do Mal, em incessante batalha.

Mentes interessadas multimilenarmente na derrocada do Amor não suportam contemplar o progresso da sociedade e a harmonia emocional entre as criaturas humanas.

Desde remotos períodos do processo evolutivo que os inferiores, sem esforçar-se para superar as manifestações brutais, hão resolvido lutar contra aqueles que, passo a passo, galgaram os degraus do progresso.

Os emissários da Verdade sempre apareceram e trouxeram as diretrizes de segurança austeras para as modificações das estruturas grotescas se modificarem e foram, invariavelmente agredidos, por tentarem modificar o status quo vigente.

Massacrados em hediondas perseguições, ofereceram-se como cobaias que deveriam servir de exemplo e de modelo aos pósteros…

Nesse ínterim, veio Jesus!…

Antes dEle as guerras sanguinolentas e devastadoras dizimaram povos e nações, reduzindo-os a pó, não ficando pedra sobre pedra que o ódio não derrubasse, a fim de atemorizarem os que viriam depois, olvidados da sua transitoriedade material.

Logo renasceram em outras civilizações, que também se deixaram consumir pelos vândalos e opressores, os quais igualmente sucumbiram ao peso da morte, antes de serem traídos ou, por sua vez perseguidos…

Os Céus ofereceram a beleza, por meio da Literatura, da Arte, das construções magníficas, de modo a sensibilizar, no entanto, os rebeldes, tornados vencedores inclementes, a tudo destruíram ou buscaram apagar da memória dos tempos.

A tudo sempre submeteram suas paixões asselvajadas e transformaram em escombros e sombras do passado glorioso de um momento.

Depois de Jesus, o Excelso Pacificador, as guerras continuaram mais ferozes e aniquiladoras, usando Seu nome ou não, a nada respeitando, somente deixando desolação e tristeza…

As areias dos desertos e as águas dos mares e oceanos, nas sucessivas mudanças do orbe, cobriram algumas dessas civilizações, que lentamente foram descobertas, e a História hoje se debruça sobre suas lições sem colher aprendizados que modifiquem o comportamento dos tempos a esse respeito.

Com o advento do Consolador, no século XIX, a caridade distendeu o seu manto sobre a Humanidade, convidando ao amor e à solidariedade, únicas maneiras de sobreviverem ao caos e facultarem a plenitude a todos. Entretanto, mais de cento e sessenta anos depois houve pequena e insignificante mudança nos painéis da sociedade.

O ser humano é belicoso, graças ao instinto de conservação da vida. Mas a razão que o ergue ao altar da sublimação tem por objetivo alterar-lhe a conduta combativa para labores criativos e não destrutivos.

Aparentemente, a vitória tem sido da ignorância e da impiedade. Realmente, contudo, hoje brotam já em toda parte do planeta as plântulas da afeição e da solidariedade humana, contrapondo-se à perversidade e ao cinismo cruel dos maus.

* * *

Não te gerem conflitos os tormentos que trazes de experiências malogradas, agora quando te voltas para a edificação da Verdade na Terra.

Não te permitas autopunições diante de alguma falência na execução do programa do Bem.

Insiste, pois, certamente não é fácil. Mas, se quiseres, lograrás.

A libertação dos hábitos arraigados agradáveis, porém, dissipadores, é um desafio para almas sinceras.

Eleva o padrão mental no momento em que te vejas sitiado pelas tristezas, arrependimentos ou íntimas revoltas pelo fracasso de alguma tentativa. Persiste e repete a luta sem temor.

Vencerás!

Tens a mensagem de superação às ideias deprimentes e os valiosos tesouros do teu esforço. Acende a luz da alegria no teu espaço mental em sombras e conta com os teus mentores espirituais que te amam e estão envolvidos com o teu progresso espiritual.

Acende a luz da alegria no teu espaço mental em sombras e conta com os teus mentores espirituais que te amam e estão envolvidos com o teu progresso espiritual.

Tens o direito de errar, embora não o devas. Considera, porém, que as tuas dificuldades íntimas abrem campo vibratório para que a tua mente seja golpeada por outras mentes que te detestam. E porque são insistentes, sutis, insaciáveis, logram dominar-te, dando-te a impressão de serem tais ocorrências más geradas pela tua própria natureza, de forma que não te sintas ou não queiras a ajuda de outrem, nem encarnado ou desencarnado, porque o ego nesses momentos desvaira.

Reage e recompõe-te, alma querida, certa do triunfo da tua imortalidade.

Até Jesus experimentou a incidência da perseguição dos maus, influenciados pelos Espíritos aliciadores de obsessões inomináveis.

Na aparência, eles triunfaram na tarde da Crucificação.

Sem ela, no entanto, não teria ocorrido a Ressurreição gloriosa e com essa a permanente mensagem de amor do abandonado na Cruz, na sintonia poderosa do Triunfador.

Reconquista o terreno que ficou eivado pelos cardos e pedrouços.

Volta a ele e semeia a luz para que se transforme numa escada ascensional de vitória.

És o que te permitas mentalmente, ainda mais nestes dias calamitosos, em que tudo conspira em favor do pessimismo, da revolta, da insegurança.

Testemunha o teu valor em processo de redenção e segue com júbilo, arrebanhando os receosos que se encontram pela senda.

Considera o teu amanhã da Vida, acionado pela Divina Mente.

Entrega-te, e não te permitas mais titubear.

* * *

A noite, que perturbava, ilumina-se suavemente deste amanhecer de bênçãos.

O dia logo esplenderá!

Segue adiante para desfrutares da claridade libertadora.

– Eu sou a luz do Mundo! – afirmou Jesus.

Sê a claridade que dEle procede e não mais trevas na tua mente nem no teu coração.

Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 8 de abril de 2020, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia

Publicado em por admin | Deixe um comentário

CUIDEMOS DE NOSSO HABITAT PLANETÁRIO

Inobstante não tenha sido esta a primeira vez na história, certamente não será a derradeira, em que a vida da população jaz ameaçada por devastadora pandemia. Há uma estreita analogia entre ação humana no orbe e o advento de patologias pandêmicas, considerando a desrespeitosa indiferença pelo habitat (meio ambiente).

O formato de perseguir riqueza e poder sem se importar com as consequências, levou o planeta “à beira do abismo”. É urgente revigorarmos o orbe no campo da responsabilidade individual, desacelerando o bestial consumismo, onde se tem priorizado mais o ter (transitório) do que o ser (permanente). É mister ajuizarmos que o planeta é compartilhado e cada um tem que fazer a sua parte para mantê-lo em boas condições de habitabilidade.

Cada governante deve adotar políticas para o bem comum. Os empresários podem coadunar a busca natural pelo lucro com a justiça social. Dá para pensar em distribuir esses ganhos entre os que movem a organização, que são as pessoas. É preciso buscar um acordo, uma boa convivência planetária. Um conglomerado de líderes e governantes nacionais que se reúnam pelo bem do planeta, deixando de priorizar somente o lucro e o poder para o reinado do materialismo.

O planeta está seriamente enfermo, jaz em avançado e abatido estágio de imoralidades, por isso é necessária a intervenção da Providência Divina para que a ruína moral não avassale mais intensamente a harmonia do todo reinante perante a beleza natural.

O ecossistema, como um todo, tem trabalhado com hercúleo esforço para se desatrelar do guante deletério daqueles que abusam dos recursos naturais. Os laboratórios donde deveriam nascer os recursos para o bem estar e saúde da população têm sido núcleos calamitosos de manejos técnicos para desenvolvimento de mortíferas substâncias biológicas em nome da guerra.

Allan Kardec, nos trouxe oportunas reflexões, através dos espíritos, sobre as relações entre os seres vivos e o habitat e o quanto um depende do outro. O homem começa a perceber, hoje, em face dos alardes sobre o avanço da degradação do planeta, que não há como haver uma produção ilimitada deles na biosfera, que é finita e limitada.

Em uma sociedade de consumo, como a nossa, nenhum de nós se contenta apenas com o necessário. Cada um de nós é responsável por tudo isso que está aí. O meio ambiente somos nós, o meio que nos cerca e as relações que estabelecemos com ele. A boa convivência planetária transcende ao gueto da fauna, flora e preservação. É muito mais que isso.

Na verdade, quando o planeta adoece, nosso projeto evolutivo fica comprometido. Não é possível esperar a chegada do mundo de regeneração indiferentes à tanta degradação. Pelos mecanismos da reencarnação, se ainda quisermos encontrar aqui estoques razoáveis de água potável, ar puro, terra fértil, menos lixo e um clima estável, sem os flagelos previstos pela queima crescente de petróleo, gás e carvão que agravam o efeito estufa, deveremos agir agora, sem perda de tempo.

Cremos que após a atual pandemia, advirão outros paradigmas comportamentais da humanidade, considerando que as novas gerações que estão chegando têm o firme compromisso de estabilizar o equilíbrio na dinâmica da vida planetária, considerando o momento de regeneração.

Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com
Fonte: A Luz na Mente

 

Publicado em por admin | Deixe um comentário

VAZIO INTERIOR

Há duas frases atribuídas a Pitágoras, filósofo e matemático grego que viveu por volta de 500 AC, que nos chamam a atenção. São elas:

“Aprenda a ficar em silêncio. Deixe sua mente serena ouvir e assimilar”.

“Não é livre quem não obteve domínio sobre si”.

Relacionado ao assunto, no dia vinte e dois de julho de dois mil e catorze a Folha de São Paulo¹ divulgou em seu site matéria com o título “Maioria das pessoas tem dificuldades de ficar a sós com seus pensamentos, diz estudo” divulgando o resultado de um estudo do psicólogo Tymothy Wilson, da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, de onde transcrevemos o seguinte trecho:

“Antes do estudo pensei que fossemos capazes de usar nossos cérebros para gerar pensamentos agradáveis, recuperar pensamentos felizes. Mas não foi assim”, disse ele à Folha.

“Quando desafiadas a ficar de seis a quinze minutos sem companhia (nem mesmo o celular), 57% das pessoas afirmaram ter dificuldades para se concentrar, 89% disseram que a mente vagou e 49% não gostaram da experiência. Em outro teste, 67% dos homens e 25% das mulheres preferiram levar choques a ficar sós.”

“Parece que há uma dificuldade para se distrair com a própria mente. Suspeito que a popularização da tecnologia e dos smartphones é ao mesmo tempo um sintoma e uma causa dessa dificuldade. Hoje temos menos oportunidades para refletir e desfrutar dos nossos pensamentos”, complementa Wilson.

Parece-nos fácil deduzir que temos dentro de nós um vazio que nos deixa inseguros e que esperamos seja preenchido com o que vem de fora, mantendo-nos em um círculo vicioso, onde a tecnologia seria suficiente para fazê-lo, mas nos esquecemos que a tecnologia rapidamente apresenta novos produtos, sempre mais modernos, o que nos mantém em uma corrida sem fim. Não admitimos a possibilidade de nós mesmos preenchê-lo sadiamente.

Isso se dá por não nos conhecermos, ou por preguiça mental, e por isso mesmo desenvolvemos dependências exteriores, inclusive materiais, para pacificar o interior. É uma sede que não sacia.

Nosso Senhor Jesus Cristo nos disse que quem bebesse da água que Ele trazia já não mais teria sede, e que Nele encontraríamos a paz interior, o que significa que longe dos Seus ensinos permaneceríamos sedentos e intranquilos, deslocados da vida por nos afastarmos dos valores do espírito, correndo atrás do que é passageiro.

A Doutrina Espírita nos esclarece que somos espíritos imortais em evolução, tendo partido da simplicidade para alcançar a perfeição. Consequentemente há um trabalho a ser feito, que é justamente desenvolver o espírito em todas as suas potencialidades, corrigindo-se o que é negativo em relação às leis naturais, que são as leis de Deus, e que o Senhor Jesus sintetizou na lei de amor.

Santo Agostinho, na questão novecentos e dezenove de O Livro dos Espíritos nos recomenda o autoconhecimento, indicando-nos o exercício diário da reflexão e da meditação, para identificarmos nossas tendências, hábitos, forma de pensar e de agir, enfim, como solução para agir corretamente diante da vida, e isso se dará através de um planejamento consciente e honesto no sentido de mudarmos o que é inadequado, e fortalecermos o que já é bom em nós.

Ao nos identificarmos como espíritos imortais em evolução, entenderemos as orientações de o Evangelho Segundo o Espiritismo que nos recomenda a prática do amor e da instrução como exercício constante em nossas vidas, e também a orar para que entremos em sintonia com as vibrações superiores, que nos fortalecerão para o que realmente interessa, resultando uma segurança íntima que nos trará tranquilidade até mesmo na mais profunda solidão.

Pensemos nisso.

Antonio Carlos Navarro
Fonte: Kardec Rio Preto

Fonte: 

G. E. Casa do Caminho de São Vicente

Publicado em por admin | Deixe um comentário

IMUNIZAÇÃO ESPIRITUAL

Bezerra de Menezes

Meus filhos,

Enquanto aguardam ansiosos pela descoberta de uma vacina que os imunize contra o vírus que atordoa a humanidade, não vos esqueceis da imunização espiritual que se alcança com a vivência dos princípios do Evangelho de Jesus.

A imunização do espírito precede a imunização do corpo físico, que nada mais é do que um espelho da nossa alma.

Quanto mais o homem se inferioriza, mais ele se se fragiliza. Quanto mais ele se espiritualiza, mais ele se imuniza. Embora distantes da imunologia perfeita, dada a condição evolutiva da humanidade, ainda caracterizada pelas paixões decorrentes do orgulho e do egoísmo, as quais criam o campo mórbido favorável para a instalação da maioria das patologias médicas, psicológicas e espirituais, o homem precisará ainda de muitas vacinas até alcançar a saúde integral do espírito. Enquanto isso, continuamos orientados quanto à necessidade de cuidarmos do corpo e da alma, atendendo às orientações da medicina da Terra, mas, sobretudo, não olvidando os apelos da medicina do Céu, através do uso diário dos remédios da oração, do amor, da humildade, do perdão e da caridade. Vacinem o corpo, sim. Não esqueçam, porém, de vacinarem a alma!

São as singelas recomendações do nosso coração, em nome do Cristo Consolador.

Bezerra de Menezes

Mensagem recebida por José Carlos De Lucca, em 01 de agosto de 2.020

Fonte: Intelitera

Publicado em por admin | Deixe um comentário