O ESPIRITISMO É UMA RELIGIÃO?

  • Paulo Henrique de Figueiredo

Dúvida antiga e muito incompreendida. Mas a resposta é simples, quando buscamos a resposta em sua origem, nas explicações de Kardec.

A doutrina espírita pode ser útil a todas as religiões. Só não pode tornar-se ela uma delas. Senão sai da condição de conhecimento fundamental e se equipara na disputa pela salvação, como promessa aos fiéis de uma seita.

Nem pode associar-se a um corpo dogmático, senão sincretiza-se e deixa de ser basilar e progressivo. Sua essência é como a Física, Biologia, Cosmologia: um entendimento das leis universais, no caso, pelo ponto de vista dos espíritos sábios.

Além disso, considerando o sentido filosófico do termo “religião”, Kardec se referia a um significado bastante presente em seu tempo, o de religião natural. Vem do fato de naquela época as ciências humanas se fundamentarem no espiritualismo racional, independente de credo religioso. Estando Deus presente na natureza como causa e imanente, estamos todos relacionados naturalmente com ele.

Há quem busque o significado etimológico da palavra no latim religare, que significa religação. Mas esse significado é confuso, pois nunca, jamais nos desligamos de Deus. O sentido que a doutrina espírita promove, pela natureza de sua mensagem, é o laço natural que nos une de forma solidária, entre nós, e entre nós e o Criador.

Dessa forma, o importante está no que ele representa para nós, pois compreendendo o Espiritismo como filosofia de vida, não haverá diferença entre compreensão e ato, ou seja, será uma doutrina vivenciada, transformadora. As religiões tradicionais colocam o fiel em postura de submissão, de espera, de pedinte de recompensas e também temeroso de castigos. Nada disso será encontrado no Espiritismo bem compreendido. É dever daquele que bem o compreendeu divulgar essa visão original, para resgatarmos sua essência primeira!

Paulo Henrique de Figueiredo
Fonte: Revolução Espírita

Postado por: G.E. Casa do Caminho de S. Vicente

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DEVORAR O PRÓPRIO CORAÇÃO

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Acredito que você, leitor amigo, nunca ouviu falar de Hipônoo, nome obscuro de um cidadão grego, filho de Eurímede e Glauco, também ilustres desconhecidos.

Mas certamente conhece Belerofante, o herói mitológico.

Ambos são a mesma pessoa.

Tendo matado Beleros, tirano de Corinto, Hipônoo ficou famoso como “o matador de Beleros” ou Belerofante.

Suas aventuras fabulosas apresentam lances dramáticos, ações indômitas, tragédias, mortes e horrores.

Montado no Pégaso, o célebre cavalo alado, realizou proezas memoráveis, como vencer as amazonas, as mulheres guerreiras.

A mais gloriosa foi matar a quimera, fabuloso ser com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão, que aterrorizava populações, expelindo chamas, destruindo rebanhos e matando gente.

Contando com a ligeireza de Pégaso, escapava dos jatos de fogo arremessados pelo monstro, até que, com fulminante golpe de espada, o liquidou.

Não obstante suas vitórias como guerreiro, Belerofante terminaria seus dias melancolicamente, obscuro Hipônoo.

Segundo Homero, em A Ilíada, os deuses voltaram-se contra ele e o condenaram a vagar sem rumo, coxo, cego e solitário, a devorar o próprio coração.

A saga de Belerofante, como sempre ocorre com a mitologia, tem pontos de contato com a realidade: os desafios existenciais, os temores e as dúvidas em torno de situações difíceis que imaginamos ou superestimamos.

Surgem como “monstros” ameaçadores que podemos vencer, desde que trabalhemos intensamente para isso.

O mais interessante está na expressão de Homero – devorar o próprio coração.

Representa, simbolicamente, o comportamento de pessoas que, em face das atribulações da existência, entregam-se a sentimentos negativos, resvalando para a angústia, a revolta, o desespero, a depressão… Nutrem-se das próprias mágoas, como se cometessem um ato de antropofagia moral, atormentados Hipônoos, nos caminhos da Vida, esmagados ao peso da própria desdita.

É preciso resgatar o herói que há em nós; não a fantasiosa e contraditória figura mitológica, mas o filho de Deus, dotado de suas potencialidades criadoras, capaz de enfrentar as atribulações da existência, reduzindo-as às suas dimensões reais.

São quimeras que podemos derrotar com as asas do conhecimento espírita, que nos permite pairar acima das misérias humanas, desvendando os mistérios do destino.

O ente amado que pranteamos não se consumiu nas cinzas da sepultura.

Continua a viver em outros planos do infinito, acompanhando-nos os passos, torcendo por nós, esperando pelo reencontro feliz, quando chegar nossa hora.

A enfermidade que nos aflige não objetiva impor-nos perturbações e angústias.

Tratamento de beleza para a alma, conduz a valiosas disciplinas e convida-nos à oração e a reflexão em torno da jornada humana.

As dificuldades que surgem em nosso caminho não são obstáculos intransponíveis, convites ao desalento.

São estímulos à mobilização de nossas potencialidades criadoras, tornando-nos mais fortes e capazes.

A desilusão amorosa que nos angustia não implica em aniquilamento de nossas esperanças.

Apenas revela que estivemos iludidos e a experiência nos ensinará a erguer o edifício de nossas realizações afetivas sobre bases mais sólidas.

Se o leitor amigo, sente-se um Hipônoo, e anda a devorar o próprio coração, nos grotões do desânimo e da tristeza, lembre-se: Há um Belerofante adormecido em você!

Desperte-o!

Tome o seu Pégaso, nas asas abençoadas do conhecimento espírita, paire acima das misérias humanas com a gloriosa visão do infinito e derrote as quimeras com a mais poderosa de todas as certezas: Deus nos reserva o melhor, num glorioso porvir!

Richard Simonetti

Livro: Luzes no Caminho

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TEU OLHAR É UM RUIM PORQUE EU SOU BOM?Resultado de imagem para imagens de mau olhar

Marcelo Teixeira

Eu adoro a pergunta que abre este texto. É uma das minhas passagens preferidas do Novo Testamento. Está contida na Parábola dos Trabalhadores da Vinha (Mateus, 20: 1 a 16). Allan Kardec, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, analisa esta parábola no cap. 20, intitulado “Os trabalhadores da última hora”. Vamos a ela para entender o caminho que chega à frase sobre a qual me debruço.

Diz Jesus que o reino dos céus (estado pleno de consciência limpa e tranquila) se assemelha a um pai de família que saiu de madrugada para contratar trabalhadores com o intuito de atuarem na sua vinha. Curioso notar que o contratante não é nenhum empresário, fazendeiro ou similar. É um pai de família, o que pressupõe zelo, justiça e equanimidade. Afinal, pai que é pai nunca toma partido eternamente de um só filho. Por ser pai de todos, sabe aplicar a justiça com bondade e sabedoria.

Àquela época, não havia trabalho fixo, carteira assinada e similares. Os trabalhadores eram contratados por dia de trabalho. Para consegui-lo, iam para a praça desde as primeiras horas da manhã, a fim de aguardar quem aparecesse para contratá-los. É por isso que, no Pai-Nosso, Jesus diz a frase “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Se alguém não conseguisse trabalho, não teria pagamento e, por conseguinte, não levaria para casa os proventos necessários àquele dia.

Imaginem a praça cheia de homens por volta das 6h. Todos ávidos por garantir o pão do dia. O pai da parábola chega e lhes oferece um denário (moeda que correspondia ao salário diário) pelo dia. Eles aceitam sem pestanejar e vão para a vinha, que aqui simboliza o mundo, campo de atividades cujo aprimoramento compete a nós.

Só que o pai precisava de mais trabalhadores e volta à praça às 9h. Lá encontra outros homens e os chama para a vinha. Eles topam na hora, agradecidos. Às 12h e 15h esse paizão retorna ao local e chama outros homens para a lida. Eles, que já deveriam estar para lá de agoniados, aceitam de bate-pronto. Por fim, esse genitor para ninguém botar defeito (leia-se Deus) retorna à praça às 17h, já quase no final do expediente. Havia homens por lá, decerto desesperados porque o dia já ia embora e eles ainda estavam sem labor (e sem perspectiva de ganho). O pai os chama também, e eles vão, decerto dando graças! Notem que só houve estipulação de pagamento com a turma que foi contratada às 6h. Os demais foram apenas chamados e aceitaram sem se preocuparem em saber quanto ganhariam! Esse é o pulo do gato para que entendamos a moral da história!

Ao final do dia (18h), findas as atividades na vinha, o pai ordenou que os que chegaram por último (17h) e só trabalharam uma hora fossem pagos em primeiro lugar. E recebessem o mesmo denário que foi combinado com a turma que pegou no pesado às 6h. Os recrutados nos demais horários também receberiam a mesma quantia.

A turma que pegou no batente às 6h não gostou, sentiu-se injustiçada. Afinal, eles haviam aguentado o peso e o calor do dia. Eles resolveram, então, nomear um representante para conversar com o dono da vinha. Este, ao ouvir a reclamação, redarguiu:

“Meu amigo, não te causo mal algum. Não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia? Toma o que te pertence e vai-te. Apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti. Não me é lícito fazer o que quero? Tens mau olho porque sou bom? Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos.”

Não está em jogo, neste ensinamento, a quantidade do trabalho, mas a qualidade. Não importa a hora em que a pessoa foi recrutada ou se chegou de livre e espontânea vontade para trabalhar. O que importa é a qualidade do que ela irá produzir.

Mas voltemos à frase que me mobilizou para escrever estas linhas – “Tens mau olho porque sou bom?” Ou, conforme, minha adaptação coloquial, “Teu olhar é ruim porque sou bom?”.

Ao proferir esta frase, Jesus está querendo chamar atenção dos que são movidos pelo despeito, sentimento que é produzido quando nos sentimos desconsiderados; desgosto quando algo é dado a outro e não a nós. E como somos despeitados, não é? Sei de várias histórias a respeito. Entre elas, a de Luísa, uma moça que armou uma baita confusão dentro de casa porque a irmã caçula, Lídia, havia ganhado um vestido de presente de uma amiga da mãe. A confusão foi tanta que a mãe aconselhou à caçula: – Lídia, dê esse vestido para a Luísa e depois eu compro outro para você! Há também o caso de Firmino, que sempre queria o presente que Milton, o irmão mais velho, havia ganhado. Detalhe: Firmino também ganhava algo do gênero. Exemplo: uma camisa, um brinquedo… Mas na visão de Firmino, o de Milton era sempre o mais bonito. Puro despeito!

Despeito é achar que, quando o outro é considerado, nós estamos sendo desconsiderados. Por quê? O outro está sendo promovido ou agraciado pelos méritos que ele possui, e não pelos deméritos que possuímos. Mas o despeitado está sempre ocupado com o que o outro recebe por mérito próprio.

É comum vermos isso em ambiente de trabalho. O funcionário com 20 anos de empresa (será que ainda existe isso nos dias de hoje?) sempre exerceu sua função corretamente, mas nunca ousou. Chega outro para trabalhar na empresa, demonstra ousadia e, em três anos de casa, é promovido. O mais antigo sente-se preterido. Não deveria. Talvez ele seja mais útil na função que exerce. Como líder ou inovador, talvez não daria certo. O recém-chegado possui pendores para tal. Quem sabe até, será o novo chefe que fará brotar no colega acomodado talentos que ele não sabia que possuía? Enquanto isso, ele é produtivo e considerado na função que desempenha.

Na Parábola dos Trabalhadores da Vinha, ninguém saiu prejudicado. No entanto, a turma que chegou primeiro ficou incomodada pelo fato de os últimos terem recebido o mesmo. Jesus mostra que não devemos cuidar do que o próximo está recebendo por mérito próprio, mas sim, executar bem o nosso trabalho. Difícil apreender essa lição, eu sei. Mas necessário!

A frase que me mobiliza, no entanto, leva-me mais além. O Cristo também está se referindo a grandes benfeitores de coletividade que, muitas vezes, são perseguidos por – Pasmem! – serem bons! Vide Chico Mendes (1944 – 1988), seringueiro e ambientalista acreano premiado internacionalmente e que foi assassinado por um grileiro de terras porque lutava pelo meio ambiente e por melhores condições de trabalho para os de sua classe. É também o caso de Irmã Dorothy Stang (1931-2005), missionária americana naturalizada brasileira que, por lutar pela causa ambiental e pelos pequenos agricultores do interior do Pará, foi igualmente assassinada por grileiros. É o caso de perguntar: – Prezado grileiro, teu olhar é ruim porque eu sou bom?

Essa frase se encaixa em vários episódios que envolvem perseguição e/ou morte de gente que só queria fazer o bem. De Sócrates e Martin Luther King, de Joanna D’arc a Gandhi, passando pelo próprio Cristo, há sempre despeitados à espreita, sentindo-se ameaçados em suas intenções escusas e também ressentidos por serem ofuscados pelos que possuem luz própria. Vide as críticas enviesadas das quais o médium Chico Xavier era vítima e também os muitos achaques que o Papa Francisco volta e meia recebe.

Olho para o momento atual e vejo líderes mundiais impondo sanções econômicas a órgãos humanitários. Vejo também, outros tantos governantes batendo de frente com subordinados providos de um mínimo de bom senso por mero despeito. E enxergo, com muita tristeza, classes sociais vociferando contra governos que querem dar melhores condições de vida para os menos favorecidos. Em todas essas ocasiões, a pergunta contida na Parábola dos Trabalhadores da Vinha me vem à mente. – Teu olhar é ruim porque sou bom?

Marcelo Teixeira
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ONDE FICAM OS ESPÍRITOS APÓS A MORTE?Resultado de imagem para nosso lar imagens

Neuza Brienze

 

Esta é a grande preocupação dos que temem a morte. Não há lugar especialmente destinado ao sofrimento ou à paz e à felicidade. Os espíritos se reúnem segundo a afinidade vibratória, consequência do estado moral. Ao desencarnar cada um é o que é, o produto dos seus pensamentos, sentimentos e atos. “A cada um segundo suas obras”.

Surgem daí as esferas, planos ou mundos espirituais. Os espíritos voltados para o mal se reúnem em regiões dimensionais conhecidas como Trevas. Suas formas perispirituais não são nada agradáveis devido às suas vibrações inferiores, consequência das faltas cometidas. Aí estão os criminosos endurecidos, os que cometeram faltas pesadas, que só conheceram gozos vis, que só tiveram sentimento de ódio e maldade para com seus semelhantes.

É o Umbral mais pesado. Aí permanecerão por longo tempo, mas não eternamente, pois a bondade de Deus é infinita e ampara a todos.

Em outro plano, provavelmente correspondente à superfície da Terra (na dimensão espiritual) ou pouco acima, vivem os que ficaram ligados à matéria, que viveram para si mesmos, sem ideal, sem fé, podem ter feito pouco mal mas de bem nada fizeram. É o Umbral mais ameno. Nele há vegetação e moradias. Os espíritos do bem encontram aí mais facilidade para assistência.

A terceira esfera ou plano, também Umbral, é uma região de transição para planos superiores como também abriga espíritos necessitados de reencarnar, isto é, voltar a renascer na Terra novamente. Aí fica a colônia-cidade Nosso Lar, local de trabalho e reeducação. Existem outras centenas de colônias-cidades em torno da Terra. O livro “Nosso Lar”, que recomendamos para leitura, dá notícias sobre estas três esferas.

O suicida provoca um rompimento brusco do funcionamento dos órgãos. Por ficar o perispírito saturado de fluidos vitais (não era chegada a hora) permanece ligado ao corpo físico. Dependendo das circunstâncias, o espírito sente os efeitos da decomposição, revê o ato e sofre intensamente.

Suicida também é quem desencarna antes da hora porque lesou o corpo físico com desgastes desnecessários, alimentação desregrada, prazeres desmedidos, uso de tóxicos, desajustes emocionais (ódio, raiva, inveja, ciúmes, preguiça etc). Por estarem imantados ao nosso mundo material são agrupados por afinidade a determinados locais da espiritualidade. As nossas preces por eles ajudam a se libertarem dos fluidos materiais. Muitas vezes são conduzidos por espíritos amigos às sessões mediúnicas onde são esclarecidos e confortados.

Os espíritos que já alcançaram determinados graus de superioridade se reúnem nas esferas superiores, onde reinam a paz, a harmonia e o trabalho.

“Nos planos imediatos à experiência física, os felizes estão sempre dispostos ao trabalho em favor dos infelizes, os mais fortes em benefício dos mais fracos, os bons em socorro dos desequilibrados e os mais sábios em apoio aos desorientados e ignorantes”, conforme explica-nos André Luiz no livro “Cidade no Além”.

“Para morrer bem é preciso viver bem”, ensinava Confúcio. Para viver bem basta seguir o ensinamento de Jesus: “Amar a Deus e ao próximo como a si mesmo”.

G.E. Casa do Caminho de São Vicente

Bibliografia:

“O Céu e o Inferno”, Allan Kardec

“Espiritismo e Vida Eterna”, Ariovaldo Caversan e Geziel Andrade

“O que nos Espera Depois da Morte”, George Gonzalez

“Cidade no Além”, Francisco Cândido Xavier e Heigorina Cunha, ditado pelos espíritos André Luiz e Lucius

“Evolução para o Terceiro Milênio”, Carlos Toledo Rizzini.

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HITLER – SOMBRAS E LUZES

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Sidney Fernandes

Uma Nova York repleta de símbolos nazistas, a bandeira americana adornada por uma suástica, a Estátua da Liberdade vestida para comparecer a um comício de Adolf Hitler, saudando-o com o braço direito erguido, em autêntico Heil Hitler…

Esse insólito e provocativo cenário compôs a série americana The Man in the High Castle, inspirada na mente imaginativa do escritor Philip K. Dick, e mostrou o que teria ocorrido se as forças aliadas tivessem perdido a segunda grande guerra

***

Um dos sinais mais preocupantes para o mundo livre dessa época foi o comportamento do povo alemão. Diante dos desmandos do exército nazista, as pessoas mantiveram-se em suas atividades normais, completamente alheias às mortes e incinerações. Será que o povo alemão pensou que nada tinha a ver com aquele assunto tão desagradável e mórbido?

Outro sinal preocupante foi a aparente proteção das sombras em torno de Adolf Hitler. Parecia que os céus conspiravam em favor do ditador. Aconteceram seguidamente vários atentados contra o führer, que fracassaram em virtude de acasos atribuídos ao clima, à sorte ou à proteção das forças do mal.

***

O que a Doutrina Espírita nos esclarece sobre esse aparente patrocínio das sombras? Assim como o homem de bem conta sempre com espíritos, mais ou menos elevados, que com ele simpatizam, que dedicam afeto e por ele se interessam, os que se desviam para o mau caminho têm junto de si outros que o assistem no mal[1].

Os Espíritos maus farejam as chagas da alma, como as moscas farejam as chagas do corpo. [2]

Adolf Hitler contava com exímios estrategistas desencarnados, de alta envergadura intelectual, jungidos, todavia, à inferioridade moral. Esses correram para auxiliá-lo no mal, prestando-lhe autêntico apoio logístico na arquitetura de seus planejamentos, estratégias e políticas, incensando-o em suas guerras de conquista e domínio.

Devemos destacar, no entanto, o perene acompanhamento da espiritualidade maior, diante de situação tão grave, que pôs em risco a vida de milhões de espíritos encarnados e a própria estabilidade do Planeta Terra.

Descreve-nos André Luiz, em seu livro Nosso Lar, a grande preocupação que tomou conta dos páramos celestes, diante da perspectiva dos fachos incendiários que iriam cercar as nações europeias.

A par das influências das ignorâncias malignas, milhões de encarnados e desencarnados atenderam aos apelos da espiritualidade maior, em busca da reestruturação do planeta, a fim de minimizar os efeitos da hecatombe mundial, que atingiu mansos, inocentes e pacíficos.

Pudemos perceber, amigo leitor, que, se as forças do mal se movimentaram, com muita intensidade, força, energia e determinação, também agilizaram-se as forças do bem, para que as dores fossem amenizadas e a tragédia não se agravasse.

André Luiz, quando em missão de assistência à Europa, demonstrou como a luz da oração, do bem e da verdade puderam superar qualquer ameaça:

A nobre cidade inglesa de Bristol estava sendo sobrevoada por alguns aviões pesados de bombardeio. No seio da noite, porém, destacava-se, à nossa visão espi­ritual, um farol de intensa luz, enquanto as bombas eram arremessadas ao solo. Na descida ao ponto luminoso, verifiquei que estávamos numa igreja. Alguns cristãos corajosos reuniam-se ali e cantavam hinos. Enquanto rebentavam estilhaços lá fora, os discípulos do Evangelho cantavam, unidos, em celestial vibração de fé viva. Conservamo-nos em pé, diante daquelas almas heróicas, que recordavam os primeiros cristãos perseguidos, em sinal de respeito e reconhe­cimento.

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Os políticos construíram abrigos antiaéreos, mas os homens de bem edificaram abrigos antitrevosos.

Sidney Fernandes

G.E.Casa do Caminho S. Vicente

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A RELIGIÃO – Joanna de Ângelis

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A religião bem orientada, pelo conteúdo psicológico de que se reveste, desempenha um papel de alta relevância em favor do equilíbrio de cada pessoa e, por extensão, do conjunto social, no qual se encontra localizada.

A religião que se fundamenta, no entanto, na conduta científica de comprovação dos seus ensinamentos, que documenta a realidade do Espírito imortal e a sua transitoriedade nos acontecimentos do corpo, como é o caso do Espiritismo, melhores condições possui para auxiliá-la na escolha do caminho a trilhar com os próprios pés, propondo-lhe renovação interior e adesão natural aos princípios que promovem a vida, que a dignificam, portanto, que representam o Bem.

Por outro lado, proporciona-lhe uma conduta responsável, esclarecendo-a que cada qual é responsável pelos atos que executa, sendo semeadora e colhedora de resultados, cabendo-lhe sempre enfrentar os desafios de superar-se, porque toda conquista valiosa é resultado do esforço daquele que a consegue. Nada existe que não haja sido resultado de laborioso esforço.

Ainda mais, faculta-lhe o entendimento de como funcionam as Leis da Vida, em cuja vigência todos os seres somos participantes, sem exceção, cada qual respondendo de acordo com o seu nível de consciência, o seu grau de pensamento, as suas intenções intelecto-morais.

Abre, ademais, um elenco de novas informações que a capacitam para a luta em prol da saúde, explicando-lhe que existe um intercâmbio mental e espiritual entre as criaturas que habitam os dois planos do mundo: o espiritual ou da energia pensante e o físico ou da condensação material.

Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo P. Franco

Livro: Amor, imbatível amor – Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

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SOCORRO NÃO ATENDIDO!

Quando as dificuldades se acercam de nós é comum nos lembrarmos de que Deus existe, que Jesus é o governador do nosso planeta e se pedirmos socorro vamos ter nossas ansiedades resolvidas.

De fato tudo emana do Criador e as consequências ruins que acontecem em nossa vida são permitidas por Deus para que na dor possamos crescer principalmente no sentido moral. Não podemos esquecer que somos os causadores do mal que somos acometidos, afinal nada acontece ao acaso e se sofremos é porque praticamos algum erro anteriormente.

Mas o veículo mais utilizado para o pedido de socorro é a prece, e não poderia ser diferente, pois foi o próprio Jesus que se utilizou desse recurso em várias ocasiões quando esteve encarnado entre nós.

No nosso grupo de caridade também não é diferente, pois as pessoas em dificuldade ou desespero nos procuram para que seja procedida irradiação no sentido de minimizarem seus sofrimentos ou o sofrimento de pessoa por elas querida, pois muitas vezes quem passa a dificuldade não está presente na casa de oração.

Mas os espíritos amigos nos dizem que é normal irem até a residência daqueles sofredores pelos quais suplicamos a intercessão e são impedidos de fazer o socorro necessário, isto porque encontram o local em completa desarmonização, às vezes com algazarras, ingestão de bebidas alcoólicas ou drogas, sendo, portanto impossível manter conexão intuitiva com quem necessita da ajuda.

É normal mães pedirem pelos filhos, esposas pelos maridos e vice versa e outras situações, e nestes casos mesmo que a pessoa a ser ajudada esteja inacessível por razões já mencionadas, os benfeitores não deixam de pelo menos aplicar energias com imposição de mãos, restauradoras e/ou dissipadoras, possibilitando livrar a mente daquele que está em desvio moral, de entidades perversas que se acercam ali do sofredor, que muitas vezes nem quer ser ajudado.

É por motivos como estes que muitas vezes não vemos surtir efeito prático nas súplicas que procedemos a Deus no sentido de ajudar determinada pessoa que queremos bem.

Mas quando o sofredor está convicto de que precisa ser ajudado e tem predisposição para receber qualquer amparo, fica bem mais fácil para os benfeitores o visitarem e ali procederem ao trabalho fraterno suplicado a Deus por quem lhes quer bem, e podemos ter a certeza de que algo acontecerá, pois o Pai não deixa ninguém desamparado de socorro.

É comum acontecer de que o socorro pode não vir nos parâmetros que desejaríamos, pois tudo depende das consequências que nossos pedidos vão ensejar, mas acontecerá uma ajuda extra para que nosso fardo momentâneo se torne menos pesado de carregar.

Certo é que muitas vezes não movemos esforço para nos melhorarmos, e dai o sofrimento acontece. É a lei de causa e efeito.

Procuremos estar sempre receptivos ao socorro que pedimos, ou que pedem para nós.

Nilton Moreira

Coluna Semanal Estrada Iluminada

Fonte: Espirit Book

G.E.Casa do Caminho S. Vicente

 

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Deus Existe?

Postado por os pae

Deus é um imenso “inexistir”? (Jorge Hessen)

jorgehessen@gmail.com

Brasília/DF

Ora, quando refletimos sobre Deus e pensamos nele como “existente”, e ainda quando cremos que ele “existe”, nossa ideia dele não aumenta nem diminui. Científica e filosoficamente, Deus é impossível! Deus é um absurdo! No surto da Reductio ad absurdum, o bispo Anselmo afirmava que “Deus é aquilo maior do que o qual nada pode ser pensado ou o que é tal que não pode ser pensado algo maior.”[1]

Cada filósofo, cada cientista tem uma visão diferente sobre a possibilidade da “existência” de um “Deus”. Albert Einstein afirmava crer na visão de Deus de acordo com o definido pelo filósofo Baruch Spinoza, na qual tudo e todos fazem parte da composição do Criador. O genial cientista refutava a possibilidade de um Deus individual ou antropomórfico e se definia como agnóstico, ou seja, reconhecia a possibilidade da “existência” de um Deus – por mais difícil que fosse descobrir se isso é verdade ou não. [2]

Carl Sagan negava ser ateu, porque para ele um ateu é alguém que tem evidências persuasivas de que não existe um Deus Judaico-Católico-Islâmico. Sagan dizia que não era tão sábio, mas ao mesmo tempo não considerava que havia algo próximo a uma evidência adequada para a “existência” de um Deus. O astrofísico americano Neil Degrasse Tyson, o mais ativo divulgador da ciência depois de Carl Sagan, também afirma que não enxerga evidências que corroborem a existência de Deus.[3]

Stephen Hawking se definia como ateu. Acreditava que o universo era governado pela supremacia das leis da ciência. Para ele, existia uma diferença fundamental entre a religião, que é baseada na autoridade, e a ciência, que é baseada na observação e na razão. A ciência é suprema porque ela funciona, afirmava Hawking.[4]

Deus “É” imaterial, portanto incriado, porém criou a existência ou essência de tudo, logo, Deus não pode ser a própria criação, ou seja,  não pode “existir”. Deus criou não só um Universo, mas infinitos universos. Nos fenômenos materiais, tudo o que pode ser verificado, o cientista procura encontrar os porquês do existente como possibilidade de ser raciocinado e medido, entretanto, Deus “É” não existente como possibilidade de ser verificado e mensurado.

É impossível  provar a “existência” de Deus, isso apenas porque sua inexistência é perfeitamente possível. Vale ressaltar aqui que nossa reflexão não é provar a impossibilidade de Deus “existir”, mas apenas a impossibilidade de se demonstrar Sua possível “existência”, até mesmo porque Ele é o Criador da “existência”. Deus “existente” é coisa limitada; o Deus “existente” é um ente restrito; o Deus “existente” é uma concepção da fé da criatura;  o Deus “existente” é uma finitude; o Deus “existente” é adstrito ao pensamento do crente.  Em verdade, Deus tem que SER, e não pode “existir”, até porque tudo o que “existe” é o que d’Ele procede, pois Deus simplesmente “É”. Se Deus “existisse”, teria criado a si mesmo.

A compreensão de Deus alcançada por uma pessoa é aquela possível em face do seu conhecimento e do conhecimento do seu grupo social. No entendimento do Espiritismo, Deus não se relaciona ao mágico, ao místico, ao divinal, ao sacro, ao infinito, ao absoluto. Deus não é matéria, nem energia: é imaterial. Para Kardec, não é permitido ao homem sondar a natureza íntima de Deus. Se o homem não pode penetrar na essência de Deus, sendo a existência divina dada como premissa, o homem pode chegar pelo raciocínio ao conhecimento dos seus atributos necessários; porque, vendo o que ele não pode ser sem deixar de ser Deus, deduz-se daí o que ele deve ser.

Sem o conhecimento dos predicados de Deus, seria impossível compreendermos a obra da criação. Deus é a inteligência suprema e soberana. Se a imaginássemos limitada num ponto qualquer, poderíamos conceber outro ser mais inteligente, e assim por diante até ao infinito. [5]

Deus é eterno, isto é, não teve começo e não terá fim. Se tivesse tido princípio, teria saído do nada. Ora, não sendo coisa alguma, o nada não pode produzir nada. Deus é imutável. Se ele estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo não teriam nenhuma estabilidade. Deus é imaterial, de outro modo, não seria imutável, pois estaria sujeito às transformações da matéria. Deus é todo-poderoso. Se ele não possuísse o poder supremo, poderíamos imaginar um ser mais poderoso e assim por diante, até encontrarmos o ser que nenhum outro pudesse ultrapassar em potência, e então esse outro é que seria Deus. [6]

Deus é soberanamente justo e bom. Deus não poderia ser ao mesmo tempo bom e mau, porque, não possuindo qualquer dessas duas qualidades no grau supremo, ele não seria Deus. Consequentemente, Ele não poderia deixar de ser ou infinitamente bom ou infinitamente mau; se fosse infinitamente mal, não faria nada de bom; a soberana bondade resulta na soberana justiça.

Deus é infinitamente perfeito. É impossível concebermos Deus sem o infinito das perfeições. Para que nenhum ser possa ultrapassá-lo, faz-se preciso que ele seja infinito em tudo. Deus é único. Não poderia existir outro Deus, salvo sob a condição de ser igualmente infinito em todas as coisas, visto que, se houvesse entre eles a mais ligeira diferença, um seria inferior ao outro, subordinado ao seu poder, e então não seria Deus.

Em resumo, Deus não pode ser Deus senão sob a condição de não ser ultrapassado em nada por nenhum outro ser, pois o ser que o superasse no que quer que fosse, ainda que apenas na grossura de um cabelo, é que seria o verdadeiro Deus.  Portanto, Deus é a inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, imaterial, todo-poderoso, soberanamente justo e bom, infinito em todas as suas perfeições, e não pode ser de outra forma. Tal é a sustentação sobre a qual repousa o edifício universal. [7]

Em filosofia, em psicologia, em moral, em religião, só há de verdadeiro o que não se afaste — nem que seja um til — das qualidades essenciais da divindade. A religião perfeita será aquela que não contenha entre seus artigos de fé nenhum que esteja em oposição com aquelas qualidades, em que todos os seus dogmas suportem a prova desse controle, sem sofrer nenhum dano. [8].

Referências bibliográficas:

[1] ANSELMO. Proslogion. Universidade da Beira Interior, Covilhã, 2008.

[2] Disponível em https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/01/5-reflexoe…; acesso em 17 de maio de 2020

[3] Disponível  em https://veja.abril.com.br/ciencia/nao-vejo-evidencias-que-corrobore…; acesso 18/05/2020

[4] Disponível em https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/01/5-reflexoe…; acesso em 17 de maio de 2020

[5] KARDEC ,Allan. A Gênese,SP: Ed. Portal Luz Espírita,  2018, item 8 cap. II (versão digital da 1ª edição traduzido por  Louis Neilmoris )

[6]  Idem      [7] Idem     [8] Idem

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GOSTO, DEVER E NECESSIDADE

Os benefícios da natureza para o estresse e para memória - Fazenda ...

A necessidade se impôs primeiro, talvez o gosto veio em seguida e o dever acabou se desenvolvendo por si mesmo, face a imperativos inadiáveis que se apresentam.

Sim, o trabalho. Exigiu-se trabalhos variados por necessidade inclusive de sobrevivência e proteção. Essa necessidade desenvolveu o gosto e este mostrou o dever.

Os sábios desígnios da Providência conduzem a evolução humana com sabedoria, fazendo-nos gradativamente sentir, descobrir e viver, para finalmente encantar-se com a solidariedade que envolve tudo e todos.

Há uma finalidade na arte de viver. Essa arte vai sendo gradativamente assimilada. Para uns antes, para outros depois, mas todos integrados, ainda que de forma parcial ou nos variados estágios de aprendizado e amadurecimento com que se apresentam os comportamentos humanos. Fatalmente seremos levados a assimilar o que é a Vida, seus objetivos, e especialmente a grandeza da obra da Criação.

Não é por acaso os embates em que nos envolvemos nos relacionamentos, nos desafios da profissão e da ciência, ou mesmo no educandário familiar e seus conflitos. Tudo isso visa amadurecer a mentalidade humana, moral e intelectualmente, para então alcançarmos o perfeito entendimento de nossa condição como filhos do Ser Supremo, quando estaremos integrados na solidariedade plena que é Lei da Vida, solicitando-nos estender mutuamente mãos e sentimentos para equilibrar a sociedade.

O que vivemos atualmente é resultante da indiferença, da omissão e especialmente do egoísmo que nos permitimos, distanciados ainda ou imaturos no entendimento do que é viver e trabalhar pelo próprio desenvolvimento e simultaneamente pelo bem do próximo. Almas amadurecidas empenham-se no bem coletivo, disciplinam a si mesmas e se tornam referência onde atuam. Nós, imaturos ainda, aí estamos a provocar toda série de dificuldades, criando obstáculos, adotando tolices dispensáveis, adiando providências para o próprio bem e especialmente nos deixando seduzir por paixões variadas e interesses marcados pelo egoísmo.

O trabalho, pois, remunerado ou não, é por necessidade (de sobrevivência ou de tantas outras classificações e que desenvolvem a inteligência e a moralidade, beneficiando amplamente a convivência social), por gosto (quando aprendemos a amar o que fazemos ou nos dedicamos com desprendimento a atividades que nos deem satisfação, nos variados campos da existência) ou por dever (quando sentimos que há uma lei de solidariedade que nos pede estendermos nosso tempo, nossa experiência, nosso saber, nossas habilidades, nossos recursos em favor de uma vida social equilibrada).

Pensemos, pois, leitor (a) na importância de nosso trabalho, de nosso conhecimento, de nossa habilidade, de nossa experiência. Quantos benefícios já distribuídos, quantos méritos que no tempo trarão inúmeras alegrias (se é que já não trouxeram). Todos as temos. Basta pensar de que forma fazer isso frutificar em favor uns dos outros. É a consciência da solidariedade.

Por necessidade, por gosto, por dever, trabalhemos! O trabalho é lei da vida. Tudo trabalha e isso mantém a ordem e o equilíbrio. Fruto da Lei do Progresso e da Lei de Conservação, o trabalho convoca cada um de nós onde estamos.

A presente abordagem foi inspirada no subtítulo O Ponto de Vista, constante do Capítulo II – Meu Reino não é deste mundo – de Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Autor: Orson Peter Carrara

G.E.Casa do Caminho S. Vicente

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Na Escola Terrestre

Postado por Amigo Espírita

(Mensagem psicografada por Wagner Paixão, em 18 abril de 2020)

NA ESCOLA TERRESTRE

“Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo: aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissensões, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades. Deus promulgou leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem; em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las; a consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o homem se conformasse rigorosamente com as lei divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim não procede, é por virtude do seu livre arbítrio: sofre então as consequências do seu proceder.”
(Allan Kardec, A Gênese, Cap. III, item 6)

Considerando que o planeta Terra é a obra do Criador elaborada através de Jesus Cristo para acolhimento de quantos Espíritos nela se depurariam para sua incursão nos planos divinos da Imensidade, todos os fenômenos que infelicitam e atormentam a família humana encarnada no globo, além de todas as almas que permanecem escravizadas à Crosta em situações desequilibradas e desequilibrantes são de sua responsabilidade, tendo em vista o livre arbítrio já conquistado por cada um.

Existem dois meios efetivos de influenciação do habitat terrestre: a ação direta do homem em a Natureza, dizimando-a ou viciando-a por efeito de suas ambições e desconhecimento das leis que a regem, e através das emissões mentais de seus pensamentos diários, constantemente repetidos. O efeito da ação humana sem estudo e por mero interesse comercial intoxica as fontes naturais e perverte a ordem harmônica da cadeia hoje denominada ecossistema. Esse, em termos objetivos, visível e previsível é o motivo material das catástrofes que se abatem sobre todos os países e todos os povos, com variantes segundo a natureza do meio em que sobrevivem. O outro motivo é a densidade e o teor venenoso dessa densidade laborada pelo conjunto de pensamentos liberados pela maioria ainda viciada ou pervertida pela manipulação inescrupulosa de governos, mídias e religiões sem alma, que apenas visam o interesse pessoal e de grupos elitistas, completamente entregues ao desrespeito pela obra do Criador.

No elenco das calamidades físicas, vemos o desequilíbrio das águas das chuvas, dos mares, das secas, do ar pela poluição, das terras intoxicadas e empobrecidas, da extinção de espécies vegetais e animais e a proliferação de pragas que respondem pelo excesso, já que a cadeia harmoniosa e controladora dessas ocorrências foi quebrada pelo homem, e daí por diante. Na outra órbita de ação nefasta, encontramos a psicosfera favorável à proliferação de obsessores desencarnados que estimulam a violência e o desnível moral entre os encarnados, autorizando enfermidades e mesmo a loucura, pois há vibriões e larvas psíquicas em atuação sobre as mentes humanas por efeito desse conluio tóxico e imoral entre desencarnados e encarnados. O poder variante e mutável de vírus diversos, de bactérias e congêneres – já bastantes estudados pela ciência do mundo – é efeito da proliferação desses elementos astrais que a psicosfera doentia e pesada do mundo, geralmente alimentada por ódios, ciúmes, invejas, sensualismo irresponsável, leviandade moral, indiferença, cupidez e todas as aberrações nascidas o egoísmo e do orgulho.

Os surtos psíquicos, quando coletivos, são expressões dessas intoxicações deletérias que, como ondas poderosas e avassaladoras, carregam consigo as almas empedernidas e folgadamente entregues à frouxidão moral, como forma de intensificar a sua enfermidade e obriga-la a providências saneadoras pelos sofrimentos impostos. Aí funcionam as obsessões e essas obsessões, se criteriosamente estudadas, revelarão a natureza moral em decadência e todas as consequências disso, envolvendo as forças orgânicas do indivíduo e as forças fisiopsíquicas do meio terreno, onde se poderá identificar os vibriões psíquicos e as larvas por matrizes dos vírus letais que assombram a História Humana de tempos a tempos.

A eugenia e todos os estudos científicos do mundo são importantes e válidos para coibir as proliferações danosas e inesperadas, mas o moral dos homens e mulheres da Terra será responsável efetivo por sanear a psicosfera tão doentia e permitir o verdadeiro progresso e bem-estar de todos, em todas as nações, porque então a justiça e a humanidade real serão implantados, como plataforma ideal para o florescimento do Evangelho vivo!

YVONNE A. PEREIRA

(Mensagem psicografada por Wagner Paixão, em Mário Campos, MG, em 18/04/2020).

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