EXTERIORIZAÇÃO DA ALMA

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“A boca fala do que está cheio o coração”. (Lc 6.45)

Essa afirmativa de Jesus encerra grande sabedoria.

Significa que não somente as palavras, mas tudo o que vem do interior do homem é, de certa forma, a exteriorização de sua alma.

As cidades são a expressão de quem as constrói, de quem as habita, de quem as conserva.

Uma canção é a exteriorização da alma do compositor, assim como a escultura, a arquitetura, as artes plásticas, retratam a intimidade do seu criador.

Uma peça literária é a alma do escritor que se mostra em forma de palavras, frases, idéias…

É assim que pelo conteúdo das mais variadas formas de expressão, conhecemos a natureza daquele que as produz.

Almas sábias exteriorizam bondade, beleza, sabedoria…

Almas ignóbeis se revelam pelas produções corrompidas na base, idéias desconexas, infelizes, viciosas…

Suas expressões artísticas denotam baixeza e futilidade. São contraditórias e desprovidas de beleza.

Nas canções, a letra é carregada de palavras torpes. As notas, geralmente de melodia pobre, expressam o desarranjo da alma que através da música se exterioriza.

Os escultores dessa categoria apresentam sua intimidade nas formas retorcidas, grotescas, sem graciosidade. Comumente não causam bem-estar em quem as contempla.

Todavia, muito diversa é a expressão artística das almas nobres…

As composições musicais expressam sua grandeza d’alma. Produzem, em quem as ouve, profunda harmonia íntima, pois tocam as cordas mais sutis do ser, promovendo estesia e bem-estar.

As notas musicais têm sonoridade agradável e penetrante. A alma do artista se exterioriza, e sua sabedoria sensibiliza quem as sente, provocando emoções nobres e salutares.

É assim que a alma se mostra através das palavras, das artes, das ciências, e de todas as formas de expressão.

Às vezes, pessoas iletradas se apresentam com extremada beleza, através de palavras que brotam da alma como de uma fonte cristalina, plenas de sabedoria, de afeto, de ternura.

Trabalhadores simples, devotados, que realizam suas tarefas com dedicação e seriedade, demonstram trazer no íntimo uma fonte de riquezas.

Poetas, escritores, compositores, escultores, engenheiros, médicos, jardineiros, pedreiros, arquitetos, donas de casa, paisagistas e outros tantos cidadãos, mostram a alma através de suas realizações.

* * *

E a sua alma, como tem se exteriorizado?

Nas tarefas singelas que você realiza…

Nas muitas palavras que você pronuncia…

Nos conselhos que dá ao filho ou a um amigo…

Numa carta comercial que você escreve, ou numa declaração de amor, sua alma se exterioriza e se deixa ver…

Com suas ações, o mundo ao seu redor fica mais belo ou mais feio? Mais alegre, ou mais triste, mais nobre, ou mais pobre?

Para se conquistar a excelência nas ações cotidianas, é preciso considerar as quatro dimensões da experiência humana:

A dimensão intelectual, que almeja a verdade; a dimensão estética, que almeja a beleza, a dimensão moral, que almeja a bondade, a dimensão espiritual, que almeja a unidade.

E gravitar para a unidade divina, é o objetivo final da humanidade.

Busque plantar em sua alma a verdade, a bondade e a beleza.

Mas considere que a verdade é o solo mais propício para que germinem a bondade e beleza.

Pense nisso! Vale a pena!

Invista na sua alma!

 

Equipe de Redação do Momento Espírita

G.E.Casa do Caminho S. Vicente

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JUSTIÇA EM NÓS MESMOS – Joanna de Ângelis

123 melhores imagens de Justiça | Deusa themis, Dama da justiça e ...

Transitam à margem da consciência com os centros da lucidez nublados, vivendo trágicos espetáculos íntimos que remontam ao passado.

Passam, na vida física, hibernados espiritualmente.

Auto-flagelam-se, apagados para a liberdade.

Estão hipnotizados.

As experiências vividas na Erraticidade imprimiram-se no perispírito vigorosamente, e renasceram sob o império coercitivo das evocações…

Apegam-se às idéias extravagantes que vibram nos centros mentais.

Em semi-transe, enovelam-se, cada dia, mais fortemente nos liames do próprio desequilíbrio.

Mumificam-se em espírito.

São dignos de compaixão.

Estão no lar, nas oficinas de trabalho, nas ruas, em toda parte.

Creram no poder da posse…

Vilipendiaram a justiça, zombando da verdade.

Viveram para si mesmos, esmagando esperanças alheias, trucidando alheias aspirações.

Dormiram, enquanto na carne, na inconsciência da verdade, empedernindo os sentimentos, enregelando o coração.

Renasceram prisioneiros de si mesmos, depois das aflições punitivas vividas antes do berço…

Há, por isso mesmo, mais hipnoses entre desencarnados e encarnados do que pensam, na Terra, os homens.

* * *

Disciplina o querer para conduzires com equilíbrio o que tens.

Corrige o ambicionar a fim de viveres longanimente o que possuis.

Respeita o direito alheio ante o próprio direito.

Medita na transitoriedade do carro carnal que te conduz, aplicando as regras da conduta reta na vida diária, tendo em mente que nada passa ignorado… à consciência individual, que representa a Consciência Divina em nós.

O patrimônio mental registra todos os seus atos, aspirações e cuidados. Enganarás, passando despercebido diante de todos e desnudo ante ti mesmo.

Acomoda o coração, harmoniza o pensamento, aceita a dificuldade, faze o bem que possas, disseminando otimismo e entusiasmo mesmo que chovam sobre a tua cabeça incompreensões e apupos.

Os vivos-mortos não te compreenderão; os hipnotizados não alcançarão teus esforços; os hibernados estarão mentalmente distantes; os atormentados demorarão aquém; os precipitados não darão tempo; muitos quererão esmagar-te na ânsia louca de prosseguir na busca de coisa nenhuma. Prossegue tu, com o espírito alentado, alentando, o coração amante, amando, vivo e atuante para a vida imortal, apesar das sombras e de tudo, banhado e revigorado intimamente pelo Sol do Amor Total.

* * *

Em “A Gênese”, o abençoado Codificador informa que o renascimento na carne não significa “punição para o espírito”, conforme pensam alguns, mas uma condição inerente à inferioridade do Espírito e um meio de ele progredir; no entanto, aqueles que recomeçam desde o berço sob o entorpecimento moral e mergulham no desalinho mais tarde, vitimados por hipnoses espirituais inferiores, estão sendo punidos pela própria consciência ligada aos débitos que seguem a alma como a “sombra acompanha o corpo” aonde vai.

Vive, pois, mentalmente com elevação e sabedoria, entesourando amor e bondade porquanto se o “reino de Deus”, como apregoou Jesus “está dentro de nós” a manifestação da justiça como corretivo aos nossos crimes demora-se, igualmente, conosco e em nós mesmos.

Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo P. Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 20

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A MISSÃO DE MANUEL DA NÓBREGA

Postado por jorge luiz de oliveira barbosa

Conheça o trabalho grandioso deste missionário jesuíta que procurou respeitar a vida e a cultura dos povos indígenas Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500, chegou ao Brasil, tocando seu solo pela primeira vez, do hoje Estado da Bahia. Em 1549 chegam os primeiros jesuítas, sendo chefiado pelo padre Manuel da Nóbrega, que muito trabalhou pela grande unidade fraternal, lutando firmemente contra a escravização dos nativos, fazendo seu trabalho de globalização respeitando a natureza do índio e preparando a vinda do Consolador.

A Companhia de Jesus, de tão nefasta memória, inaugurou um dos períodos mais lamentáveis da história da humanidade, com o surgimento do Tribunal da Santa Inquisição, que fez milhares de vítimas em nome de Jesus. Todo este trabalho foi originado pela mente doentia de seu fundador, Inácio de Loyola. Assim, o papa Clemente XIV tentou extingui-la, em 1773, com o seu “Dominus AC Redemptor”, exclamando com enorme tristeza, “Assino minhas sentença de morte, mas obedeço à minha consciência”.

Em setembro de 1774 ele desencarna vítima de envenenamento, por tal decisão.

Esta Ordem, uma instituição de clérigos, tinha como objetivo, além dos bens materiais, converterem os indígenas ao Cristianismo. Paradoxalmente, como missionários, o principal propósito era a total obediência ao Papa e seus superiores, ficando mesmo para um plano de menor importância a mensagem de Jesus. No entanto, muitos dos subordinados não aceitavam essas diretrizes, trazendo-lhes alguns dissabores. Isso sem qualquer receio, pois tinha como seu grande aliado o meigo Jesus, sempre presente nas suas obras.

Um desses lutadores, de grande iluminação e legítimo missionário de Jesus, foi o padre Manuel da Nóbrega, conhecedor da verdadeira natureza do homem e de Deus.

Nascido em 18 de Outubro de 1517, em Sanfins do Douro, entre Douro e Minho, norte de Portugal. Em Salamanca estudou Humanidades, na Universidade local, e em 1541 bacharelou-se em cânones em Coimbra. Ingressou na Companhia Jesuíta em 1544, onde foi incumbido de chefiar a primeira missão, em Terras de Santa Cruz, juntamente com mais cinco companheiros.

Aportou na Bahia em 29 de Março de 1549 e fundou uma igreja, na qual foi o seu pároco, entregando-se de corpo e alma, levando a palavra amiga e meiga de Jesus aos nativos.

Criou desde logo um método pedagógico e didático, com a instrução elementar e secundária. O seu trabalho foi de tamanha elevação que foi contrário aos pseudo-valores dos colonizadores. Estes, revoltaram-se e desencadearam forte oposição, sendo obrigado a intervir o Rei de Portugal – D. João III – criando um bispado para que a catequese fosse investida de maior autoridade e força. Já o padre Manoel da Nóbrega respeitou sempre os valores, usos e costumes do povo colonizado. Aconselhava, mas, sem impor. Recusando-se a cumprir atos de violência, gerou graves desavenças com o novo bispo, D. Pero Fernandes, sendo também o primeiro bispo do Brasil. Nos finais de 1552, esse notável homem foi obrigado a abandonar Salvador e partiu para a capitania de S. Vicente, onde em 1553 fundou a aldeia de Piratininga e nela, o Colégio de São Paulo, dando origem e sendo o fundador da atual cidade de São Paulo, em homenagem ao Apóstolo. Em 1553 fundou nova igreja, em Maniçoaba, uma pequena aldeia, além de uma confraria, com o nome Menino Jesus, que era constituída por crianças órfãs de portugueses, escravos e indígenas. Isso tudo independentemente de costumes, etnias ou diversidade de populações, pois para esse coração tão grande, todos eram filhinhos do mesmo Pai, habitando o mesmo lar.

Continuando sua notável missão, tendo como companheiro fundou mais residências com esse propósito, gerando grande confusão para os colonos e os seus superiores. Em 1559 foi demitido do cargo de provincial, devido ao seu heróico comportamento, onde lutava firmemente contra a escravidão dos nativos, propondo a igualdade dos povos e a luta contra a exploração do homem pelo homem. Nada apreciado pelos seus superiores.

Em abril de 1563 foi confrontado com uma situação muito difícil. Surgiu uma revolta contra os portugueses e padre Manoel da Nóbrega pacificou os revoltosos com a sua pureza e doçura, alicerçado no Divino Amigo, transmitido nas suas ações que o ódio se combate com o Amor. Concluída a paz, a Rainha D. Catarina, regente do reino português, ficou surpreendida, assim como os seus superiores, já que estes pensavam que nada fazia prever tal atitude dos revoltosos – os Tamoios. Em 1565, chegada à paz, D. Catarina encarregou Estácio de Sá, administrador e militar que supervisionava as terras brasileiras, de fundar uma nova colônia, com a participação dos jesuítas do qual o padre Manuel da Nóbrega foi o primeiro superior máximo desta nova povoação, que hoje tem o nome da cidade do Rio de Janeiro. Estendeu a sua jurisdição a outras cidades; Santos, Piratininga, Espírito Santo, São Vicente, sendo também o fundador da cidade de Salvador, a primeira capital do Brasil.

Esse notável espírito deu uma gigantesca contribuição para a história brasileira, regressando à pátria espiritual em 18 de outubro de 1570, no dia em que completava cinquenta e três anos, na cidade do Corcovado.

Deve-se a ele a grande preparação mental e espiritual, e mesmo a criação das grandes comunidades, como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. Cidades essas impulsionadoras e geradoras da evolução exponencial do Espiritismo.

No entanto, a sua sublime edificação continuou, sendo um dos responsáveis pela elaboração da magistral obra da codificação proposta por Kardec no Século passado, desta vez como espírito desencarnado.

SURGE EMMANUEL

Em 1927, em conjunto com o seu fiel companheiro de trabalho, o respeitável Chico Xavier, dá continuidade à sua valiosa missão, apresentando-se como o mentor espiritual Emmanuel, que informou o médium de suas intenções, pois desejaria continuar sua obra ao lado dele. Acima de tudo, advertiu-o que deveria procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec, e disse-lhe ainda mais; se algo que aconselhasse não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e de Allan Kardec, o médium deveria permanecer sempre com eles.

Emmanuel abordou várias temáticas com a sua afável sabedoria, consolando, amparando e fortalecendo. Uma fonte inesgotável de esclarecimento e aconchego para milhões de almas desnorteadas e desalentadas. Suas palavras são simples e objetivas, e em cada frase consegue reunir os três pilares da doutrina espírita.

Conhecemos apenas algumas trajetórias deste espírito, ao longo de sua evolução. “Há 2000 Anos”, quando era o impiedoso senador romano, Públio Lentulus; decorridos “50 Anos Depois”, nas vestes do escravo grego de origem judia, Nestório; 1500 anos depois como o padre português Manuel da Nóbrega, e finalmente, Emmanuel, abnegado divulgador do espiritismo.

Numa das conversas com o seu fiel “companheiro de trabalho”, disse-lhe: “(…) conheci de perto as angústias dos simples e as aflições dos degredados (…) quis o senhor, que (…) o serviço do Brasil não me saísse do coração. A tarefa evangelizadora continua. A permuta de nomes não importa”, alicerçando de forma inegável que o Espiritismo veio esbater o ego dos exacerbados nacionalismos. Desta forma, Manuel da Nóbrega adicionou o prefixo “Em” ao seu nome, “Manuel”, dando origem ao nome Emmanuel.

Na época do “descobrimento”, a grande parte dos portugueses que partiu para o Brasil era proveniente da capital do Norte de Portugal – Porto. Não foi por mera casualidade que o infante D. Henrique – conhecido na pátria espiritual, segundo o espírito irmão X, como Helil – reencarnou, cresceu e se transformou num dos grandes emissários lusitanos da providência divina. Diz-nos o espírito Emmanuel: “Nos albores do Século XV, quando a idade medieval estava prestes a extinguir-se, grandes assembléias espirituais se reuniram nas proximidades do planeta, orientando os movimentos renovadores que, em virtude das determinações do Cristo, deveriam encaminhar o mundo para uma nova era. Todo esse esforço de regeneração efetuava-se sob o Seu olhar misericordioso e compassivo, derramando sua luz em todos os corações”.

REVISTA CRISTÃ DE ESPIRITISMO – Artigo fornecido pelo site da Associação Médico-Espírita da Área metropolitana do Porto – Portugal.

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Palestrando na Penitenciária – uma experiência extraordinária

Há alguns anos temos tido a oportunidade de fazer parte de um grupo de palestrantes, que tem como objetivo levar a evangelização espírita no Centro de Progressão Penitenciária e no Centro de Ressocialização Feminino, ambos de São José do Rio Preto, SP.

O trabalho é regulamentado por Lei.

Desde a entrada pela portaria, até a saída, após o término da tarefa evangélica, somos recebidos e tratados com muito, mas muito mesmo, respeito e reverência, tanto pelos profissionais, quanto pelos reeducandos.

É uma experiência fascinante. Absolutamente extraordinária.

Dizemos isso porque o ambiente espiritual no templo ecumênico onde ocorre a reunião é indescritivelmente agradável. Parece que se está flutuando em círculos espirituais superiores, conforme descrições a respeito.

Pessoalmente, após quase trinta anos de experiência como palestrante, temos como sendo o melhor lugar para se palestrar. Não é preciso nem mesmo preparar um tema, embora seja uma obrigação natural. A intuição é incrivelmente intensa e produtiva, somada ao anseio por conhecimento espiritual por parte deles, que é inesgotável.

Conhecida passagem de Francisco Cândido Xavier ilustra bem o que queremos dizer:

“O assunto girava em torno de uma visita a um presídio na cidade de São Paulo, que um grupo de amigos havia realizado, juntamente com o Chico.

Estávamos, sábado à tarde, no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba (MG), e era lembrado o ocorrido… Dizia-nos o Chico, muito feliz, que recebera calorosos abraços de aproximadamente quatro mil internos daquela casa de correção.

– Imagine – começou a sorrir – que, depois de receber tantos tapinhas, eu tinha as costas doloridas…

Um moço que havia participado daquele trabalho indaga:

– Chico, você viu muitos espíritos obsessores lá no presídio?

– Não! – respondeu ele. Não vi obsessores. Vi, sim, muitos benfeitores amigos, muitas mães. Lá não há obsessores, não! Eles já fizeram o que queriam!…

Nós, que ouvimos aquela resposta, quedamos, surpreendidos pela lógica convincente.”

Pois é, junto aos internos e internas encontram-se legiões de Espíritos Benevolentes, em nome do Senhor Jesus, bem como de familiares desencarnados, que os buscam para consolo e orientações no íntimo de suas almas, trabalhando diuturnamente para conscientizá-los quanto aos novos rumos a serem trilhados.

No Evangelho Jesus anuncia que Ele veio para as ovelhas perdidas da Casa de Israel, e que são os doentes que precisam de médico”, como disse também “que há mais alegria no Céu por um arrependido, do que por noventa e nove que não necessitam de arrependimento”. Ou seja, o “Céu” trabalha pelos que erram, para levá-los de volta ao bom caminho.

Ah, o Senhor disse também, “estive preso e me visitaste”, e que quando o fizéssemos a alguém seria como se fosse à Ele.

Durante as visitas facilmente se percebe o quanto ainda somos frágeis como seres humanos, e o quanto a ausência de uma educação focada na estrutura moral e religiosa da criatura humana provoca desequilíbrios e atitudes impensadas e desprovidas de ética, resultando, para cumprimento da Lei dos Homens, na necessidade de se passar pela internação em instituições prisionais.

Quem de nós pode se dizer livre de tal condição, mais hoje, mais amanhã?

Muitas pessoas, no mundo aqui de fora, mesmo conhecendo a orientação evangélica para não julgar o próximo, opinam favoravelmente à pena de morte, e à prisão perpétua. É natural que pensem assim, pois que não tem elas a experiência de ter um filho, uma filha, um pai ou uma mãe, ou ainda um irmão dentro do Sistema Prisional.

O trabalho na área da educação é de todos nós, e não só do Governo.

Mas sempre haverá algum encarnado questionando se não há riscos na tarefa, como agressões, rebeliões, e até a possibilidade de se perder a vida física.

Isso nos remete a um diálogo que tivemos com um Espírito Benfeitor, no início da tarefa de evangelização carcerária, quando levantamos essa questão, ao que ele nos disse:

“Não se preocupe com isso, porque você não tem méritos para sofrer esse tipo de retaliação ao trabalho do Cristo; por hora é melhor você ir lá, do que ir para lá”.

É para se pensar, não?

Antônio Carlos Navarro

A.E. Allan Kardec

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Líderes Religiosos Contrários à Reencarnação

José Reis Chaves

Líderes Religiosos Contrários à Reencarnação - Portal do Espírito

A reencarnação é um fenômeno natural e divino. E, por isso, até está na Bíblia e outras escrituras sagradas. E por que será, então, que os líderes religiosos cristãos têm tanta ojeriza por ela, a ponto de alterarem textos bíblicos para ocultá-la?

Deus criou Adão e, figuradamente, soprou nas suas narinas a alma humana. Por essa ação divina, o homem é um ser biológico terreno, em que há uma alma encarnada, vivificando seu corpo, que é o habitat dela aqui na terra. E Deus criou os seres humanos machos e fêmeos com meios apropriados para que eles se tornassem co-criadores com Ele na sua obra da criação da Humanidade. Inclusive, essa co-criação dos novos seres humanos por meio dos seus dois sexos, com prazer, é exatamente a fim de atraí-los para a ação dessa procriação dos novos seres humanos, renovando, assim, constantemente os seres continuadores da Humanidade, os quais deveriam povoar toda a face da terra, como diz a Bíblia, como os grãos de areia das praias dos mares.

E, de acordo com um princípio racional, é normal o interesse de Deus de querer criar essa infinidade de corpos humanos, pois, eles são mortais, vindos do pó e voltando para o pó (Eclesiastes 12: 7). E esse mesmo versículo bíblico citado afirma também que o espírito humano retorna a Deus, demonstrando-nos que ele é imortal. E é por isso que os espíritos estão sempre precisando de novos corpos para continuar a sua evolução aqui em novas vidas terrenas. Sim, pois foi aqui que Deus, figuradamente, colocou Adão e Eva.

Conclui-se, pois, a ideia racional e lógica de que Deus, apesar de ter poder, de fato, de criar sempre novos espíritos humanos para cada um dos novos corpos que nascem, no entanto, Ele não faz isso, justamente porque não é necessário, já que os espíritos são imortais e, por isso, eles próprios podem continuar renovando sua ação de vivificar os novos corpos nascidos, reencarnando neles. Conclui-se também, pois, de modo também racional, que os espíritos, imortais que são, continuam na sua missão de busca de sua evolução moral ou da sua perfeição, até que, um dia, possam passar pela chamada porta estreita da salvação. E isso nos mostra ainda, claramente, a ideia da palingenesia ou reencarnação.

Mas por que os líderes religiosos cristãos são tão contrários a esse fenômeno da palingenesia? Porque o ego humano, que é o maior inimigo de nossa perfeição, quer que eles sejam vistos como sendo os nossos salvadores, e a reencarnação obscurece essa egoística pretensão deles. E, às vezes, eles nem sequer têm consciência dessa sua vaidade!

Autor: José Reis Chaves

Fonte: Portal do Espírito

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Sobre espíritas beatos – José Herculano Pires

REFLEXÕES SOBRE O CENTRO ESPÍRITA. ARTIGO DO PROFESSOR JOSÉ ...

SOBRE ESPÍRITAS BEATOS

Herculano Pires: No Espiritismo não há rebanhos nem pastores!

Um espírita que se sujeita às lições de um mestre pessoal não é espírita, é um beato seguindo Antônio Conselheiro. O despertar da consciência na experiência é o seu caminho único de progresso. Ele não confia em palavras, mas nos fatos. Não busca a ilusão de uma salvação confessional, mas aprofunda-se no conhecimento doutrinário para saber por si mesmo onde pisa e para onde vai…

Os que precisam de mestres não confiam em si mesmos, fazem-se ovelhas de um rebanho. No Espiritismo não há rebanhos nem pastores: há trabalho a fazer, afinidades a estabelecer entre companheiros em pé de igualdade, toda uma batalha a vencer, há os pesados resíduos teológicos, supersticiosos e obscurantistas que esmagam a ingenuidade das massas. O Espiritismo é uma tomada de consciência da responsabilidade do homem na existência, da sua liberdade e da sua transcendência.

Os espíritas que ainda se alimentam de leite — como escreveu Paulo — precisam tratar de crescer e alimentar-se de coisas sólidas, consistentes.

Jose Herculano Pires

Obra:  Curso Dinâmico de Espiritismo, página 27.

Editora Paidéia.

Fonte: Casa Espírita Nova Era

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A verdade relativa e a verdade absoluta

Publicado por Feeak Minas

Você já se perguntou o que é a verdade? Jesus ao ser indagado por P Pilatos, na descrição do Evangelho segundo João, capítulo XVIII, respondeu com o maior silêncio que a humanidade já ouviu. Tenho me perguntado por que Ele adotou tal postura?

Neste período de confusionismo social, o pouco conhecimento em torno das lições do Evangelho, somos chamamos para agir com mais eficiência.

Para isto nada melhor do que refletir antes de agir, buscar inspiração por humildade, e contar ainda com a Revelação do Mundo Espiritual para construir, deixando que as desconstruções sejam resultados da ação da luz.

Divido este singelo post, adentrando nos portais da Revista Espírita, junto com Allan Kardec, para ouvir as VOZES DO CÉU na brilhante palestra sobre a VERDADE, antes da próxima escolha.                                               

A VERDADE

A verdade, meu amigo, é uma dessas abstrações para as quais tende o Espírito humano incessantemente, sem jamais poder atingi-la. É preciso que ele tenda para ela, é uma das condições do progresso, mas, pela simples razão da imperfeição de sua natureza, ele não poderia alcançá-la. Seguindo a direção que segue a verdade em sua marcha ascendente, o Espírito humano está na via providencial, mas não lhe é dado ver o seu termo.

Compreender-me-ás melhor quando souberes que a verdade é, como o tempo, dividida em duas partes, pelo momento inapreciável que se chama o presente, a saber: o passado e o futuro.

Assim, há duas verdades: a verdade relativa e a verdade absoluta; a verdade relativa é o que é; a verdade absoluta é o que deveria ser.

Ora, como o que deveria ser sobe por graus até a perfeição absoluta, que é Deus, segue-se que, para os seres criados e seguindo a rota ascensional do progresso, não há senão verdades relativas.

Mas, do fato de uma verdade relativa não ser imutável, não se segue que seja menos sagrada para o ser criado.

Vossas leis, vossos costumes, vossas instituições são essencialmente perfectíveis e, por isto mesmo, imperfeitas; mas suas imperfeições não vos liberam do respeito que lhes deveis. Não é permitido adiantar-se ao tempo e fazer leis fora das leis sociais. A Humanidade é um ser coletivo que deve marchar, se não em seu conjunto, ao menos por grupos, para o progresso do futuro.

Aquele que se destaca da sociedade humana para avançar como criança perdida, sofre sempre na vossa Terra a pena devida à sua impaciência. Deixai aos iniciadores inspirados pelo Espírito de Verdade, o cuidado de proclamar as leis do futuro, submetendo-se à do presente. Deixai a Deus, que mede vossos progressos pelos esforços que tendes feito para vos tornardes melhores, o cuidado de escolher o momento que julgar útil para uma nova transição, mas jamais vos esquiveis a uma lei senão quando for derrogada.

Porque o Espiritismo foi revelado entre vós, não creiais num cataclismo das instituições sociais; até agora ele tem realizado uma obra subterrânea e inconsciente para aqueles que foram os seus instrumentos. Hoje que ele vem à tona e surge à luz, nem por isso a marcha do progresso deve ser de lenta regularidade.

Desconfiai dos Espíritos impacientes, que vos impelem para as sendas perigosas do desconhecido. A eternidade que vos é prometida deve levar-vos a ter piedade das ambições tão efêmeras da vida. Sede reservados até em suspeitar, muitas vezes, da voz dos Espíritos que se manifestam.

Lembrais-vos disto: O Espírito humano move-se e se agita sob a influência de três causas, que são: a reflexão, a inspiração e a revelação.

A reflexão é a riqueza de vossas lembranças, que agitais voluntariamente. Nela, o homem encontra o que lhe é rigorosamente útil, para satisfazer às necessidades de uma posição estacionária.

A inspiração é a influência dos Espíritos extraterrestres, que se misturam mais ou menos às vossas próprias reflexões para vos compelir ao progresso; é a intromissão do melhor na insuficiência da passagem, uma força nova que se junta a uma força adquirida, para vos levar mais longe que o presente, a prova irrecusável de uma causa oculta que vos impulsiona para frente, e sem a qual permaneceríeis estacionários. Porque é regra física e moral que o efeito não poderia ser maior que sua causa, e quando isto acontece, como no progresso social, é que uma causa ignorada, não percebida, juntou-se à causa primeira de vosso impulso.

A revelação é a mais elevada das forças que agitam o Espírito do homem, porque vem de Deus e só se manifesta por sua vontade expressa; ela é rara, por vezes mesmo inapreciável, algumas vezes evidente para o que a experimenta a ponto de sentir-se involuntariamente tomado de santo respeito. Repito, ela é rara e dada ordinariamente como recompensa à fé sincera, ao coração devotado; mas não tomeis como revelação tudo quanto vos pode ser dado como tal. O homem se vangloria da amizade dos grandes, os Espíritos exibem uma permissão especial de Deus, que muitas vezes lhes falta.

Algumas vezes fazem promessas que Deus não ratifica, porque só ele sabe o que é e o que não é preciso.

Eis, meu amigo, tudo quanto posso dizer-te sobre a verdade. Humilha-te perante o grande Ser, por quem tudo vive e se move na infinidade dos mundos, que seu poder governa; medita que se nEle se acha toda a sabedoria, toda justiça e todo poder, nEle também se acha toda a verdade.

 Pascal

(Lyon, novembro de 1863 – Médium: Sr. X…) Revista Espírita. Maio 1865

Allan Kardec

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A ARTE DE CULTIVAR VIRTUDES

Bebê Menino Ajudando Vovó Plantar Flores No Jardim Foto de stock ...

Um avô e seu neto, caminhando pelo quintal, ora se agachando aqui, ora ali, em animada conversação, não é cena muito comum nos dias atuais.

O garoto, de 4 anos de idade, aprendia a cultivar e a cuidar das plantas com o exemplo do seu avô, que tinha tempo para o netinho sempre que este o visitava.

Era por isso que o pequeno Nícolas acariciava as mudinhas que havia plantado e dizia: “quem planta colhe, né vovô? Mas o avô não é habilidoso apenas no cultivo de plantas, é hábil também na arte de cultivar virtudes.

Entre uma conversa e outra, entre a carícia numa flor e uma erva daninha que arrancava, ele ia cultivando virtudes naquele coração infantil.

Ia ensinando que para obter frutos saborosos e flores perfumadas é preciso cuidado, dedicação, atenção e conhecimento.

E que, acima de tudo, é preciso semear, pois sem semeadura não há colheita.

O cuidado do pequeno Nícolas pelas plantas era fruto do ensinamento que recebeu desde pequenino, pois nem sempre foi assim.

Quando começou a engatinhar, suas mãozinhas eram ligeiras em arrancar tudo o que via pela frente, como qualquer bebê que quer conhecer o mundo pela raiz…

E, se não tivesse por perto alguém que lhe ensinasse a respeitar a natureza, talvez até hoje seu comportamento fosse o mesmo, como muitas crianças da sua idade ou até maiores.

Importante observar que as melhores e mais sólidas lições as crianças aprendem no dia-a-dia, com os exemplos que observam nos adultos.

É mais pela observação dos atos, do que pelos conselhos, que os pequenos vão formando seus caracteres.

Se a criança cresce em meio ao desleixo, ao descuido, às mentiras, ao desrespeito, vendo os adultos se agredindo mutuamente, ela aprenderá essas lições.

Assim, se temos a intenção de passar nobres ensinamentos a alguém, se faz necessário que prestemos muita atenção ao nosso modo de vida, às nossas ações diárias.

Como todo bom jardineiro, os educadores devem ser bons cultivadores de virtudes e valores.

Devem observar com cuidado as tendências dos filhos e procurar semear na alma infantil as sementes das quais surgem as virtudes, ao tempo em que as preservam das ervas-daninhas, das pragas, da seca e das enchentes. Sem esquecer o adubo do amor.

A alma da criança que cresce sem esses cuidados básicos por parte dos adultos, geralmente se torna campo tomado pelas ervas más dos vícios de toda ordem.

E, de todas as ervas más, as mais perigosas são o orgulho e o egoísmo, pois são as que dão origem às demais.

Por isso a importância dos cuidados desde cedo. E para se ter êxito nessa missão de jardineiro de almas, é preciso atenção, dedicação, persistência, determinação.

O campo espiritual exige sempre o empenho do amor do jardineiro para que possa produzir bons resultados.

E o empenho do amor muitas vezes exige alta dose de renúncia e de coragem. Coragem de renunciar aos próprios vícios para dar exemplos dignos de serem seguidos.

Os jardins da alma infantil são férteis e receptivos aos ensinamentos que percebem nas ações dos adultos.

Por essa razão vale a pena dedicar tempo no cultivo das virtudes, antes que as sementes de ervas-daninhas sejam ali jogadas, nasçam e abafem a boa semente.

* * *

Para que você seja um bom cultivador de almas, é preciso que tenha em sua sementeira interior as mudinhas das virtudes.

Somente quem possui pode oferecer.
Somente quem planta, pode colher.
Pense nisso, e seja um cultivador de virtudes.

Equipe de Redação do Momento Espírita

G.E.Casa do Caminho S.Vicente

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A DERMATOLOGIA E O ESPÍRITO

Velha mão feminina segurando jovens rapazes mãos, cuidados e apoio ...

Através da Dermatologia, estudamos as manifestações cutâneas. A pele é o maior órgão do nosso organismo físico e, por estar completamente ligada ao Sistema Nervoso Central (SNC), nela se encontram muitos receptores de sensibilidade e sensações, além de terminações nervosas. Aliás, essa ligação existe desde a formação embrionária. Parte da pele, como a epiderme, vem do mesmo folheto embrionário que o SNC.

Nosso organismo funciona num sistema de rede, todo interligado, e a pele é um dos órgãos desse sistema. Ela envolve todo o nosso organismo físico, contendo-o, e, através dela, nos colocamos em contato com o mundo, com as pessoas. Portanto, é um órgão de exteriorização das nossas emoções. É também um caminho de drenagem de muitas emoções, através de substâncias, os neuropeptídeos, e tantas outras, as moléculas das emoções, que vão do cérebro até as nossas células da pele.

Expressamos nossas emoções através da pele. Ou seja, existe uma ligação direta com nossa alma, que se expressa através dela. Estudos de terapias a vivências passadas vêm demonstrando que existem correlações entre algumas doenças de pele, hoje, com situações de traumas emocionais com lesões cutâneas graves e as outras vivências anteriores nesta ou em outras vidas.

A verdade é que, através de pequenas lesões dermatológicas, os pacientes trazem grandes dramas existenciais a serem revelados. Algumas vezes, aquela lesão pequena, aparentemente sem importância, traz uma grande oportunidade de conhecermos mais sobre aquela alma necessitada de esclarecimentos e cura verdadeira.

O que eu tenho vivenciado com diversos pacientes é que em algumas doenças, como vitiligo e psoríase, por exemplo, existe uma vivência de “perdas importantes”, como de entes queridos, separações dos pais, medo muito grande de perda da própria vida (acidentes graves) e perda emocional do cônjuge (por exemplo, uma traição). Elas podem desencadear as doenças.

Se o médico estiver atento e procurar prestar atenção, lembrar que ali está um ser espiritual cheio de vivências, poderá aproveitar para sentir melhor a verdadeira “queixa principal” e esclarecê-lo sobre a imortalidade da alma.

Da minha vivência em consultório, levei à edição deste ano do Mednesp dois casos de mães que perderam seus filhos e estavam vendo aparições deles próprios. Uma delas, uma senhora de mais ou menos 50 anos, me procurou porque queria tratar de “manchas nas mãos”, mas acabou me contando que havia perdido seus dois únicos filhos, vinha sofrendo imensamente e estava bastante aflita, a ponto de duvidar da sua sanidade mental – ela os via com frequência e achava que estavam precisando de algo. Ao esclarecê-la sobre nossa imortalidade e explicar a reencarnação, ela ficou muito aliviada e me deu um abraço inesquecível. Muito agradecida, pediu-me que continuasse a esclarecer os pacientes daquela maneira.

A outra, jovem mãe, tinha uma lesão pequena nas mãos, uma disidrose simples. Ao perguntar se estava passando por algum estresse que justificasse a lesão, contou-me que havia perdido um filho de dois anos, em um acidente, mas tinha outra criança, precisava estar bem e cuidar dela, enquanto, muitas vezes, queria chorar de saudade e tristeza. Ela estava ainda “chorando pelas mãos”. Mas tinha certeza que seu filho vivia: já o havia visto entrar em seu quarto, brincando alegre, e escutado ele dizer que onde estava não tinha mais perigo, respondendo a um pedido seu para que tomasse cuidado.

Acredito que ora ajudamos, ora somos ajudados. Nessas vivências, agradeço a Deus por encaminhar esses pacientes até mim. A necessidade de esclarecimentos é grande e a verdade é libertadora. Dessa forma, contribuímos com a Medicina da alma. Tenho visto que alguns pacientes, ao tomarem consciência do trauma, ao perceberem o que desencadeou a doença, resolvem curar-se, tomam uma decisão importante e com conteúdo de resolução firme e determinado: autocura, ou a cura quântica, como nos ensina o físico Amit Goswami em seu livro O Médico Quântico. Esse é o melhor. Fico feliz também em ver que pesquisadores vêm chegando a essa verdade que a Doutrina Espírita nos ensina e que Jesus tanto nos demonstrou através da Medicina da alma, curando os doentes e dizendo: A tua fé te curou.

Dra. Jane Maria Modena Bassi*

*é dermatologista pela Unesp de Botucatu (SP), com especialização em Psicologia Regressiva Transpessoal, e presidente da Associação Médico-Espírita de Sorocaba (SP)

Fonte: Kardec Rio Preto

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UM SILÊNCIO ELOQUENTE

Reaprendendo o natural, o silêncio e a unidade

O hábito de reclamar e altercar é bastante difundido.

Ante a mínima contrariedade ou decepção, reclamações e discussões costumam surgir.

Tem-se a impressão de que todos esperam uma vida perfeita.

Como a perfeição não é deste mundo, explodem os destemperos e os atritos.

A esposa se agasta com a pouca atenção que sustenta receber do esposo.

O empregado reclama das exigências do patrão.

O chefe se irrita com as falhas dos subordinados.

Irmãos se atacam, sob o menor pretexto.

Estudantes blasfemam contra o professor exigente.

Mestres discursam a respeito da pouca dedicação de seus discípulos.

Quem tem alguma enfermidade se acha uma vítima da vida.

Aquele que cuida de parente enfermo também bufa contra o destino.

De um modo ou de outro, as criaturas em geral parecem contrariadas.

À míngua de um mundo cor-de-rosa no qual possam viver, fazem com que todos saibam que estão descontentes.

Não têm o cuidado de processar no próprio íntimo os seus dissabores.

Não se indagam da razão pela qual passam por dificuldades.

Especialmente, olvidam o silêncio como forma de preservar a paz do próximo.

Mas há um exemplo sobre o qual convém refletir.

Trata-se do comportamento de Jesus logo após Sua prisão.

O Mestre Divino jamais poderia ser acusado de omisso.

Sempre Se posicionou com firmeza, em defesa do bem e da verdade.

Levantou com desassombro Sua voz contra as hipocrisias dos fariseus.

Esclareceu de modo vigoroso os que faziam do Templo um local de comércio.

Contudo, na hora de Seu testemunho maior, calou a própria voz.

A caminho do calvário, passou em espetáculo para o povo, com a alma mergulhada em um maravilhoso e profundo silêncio.

Sem proferir a mais leve acusação, caminhou humilde, coroado de espinhos.

Não Se agastou com a ignorância que Lhe colocou nas mãos uma cana imunda, à guisa de cetro.

Não Se incomodou com as cusparadas dos populares exaltados.

No momento do calvário, Jesus atravessou as ruas de Jerusalém em um silêncio pleno de significados.

Como se desfilasse diante da Humanidade inteira, ensinou a virtude da tranquila submissão à vontade de Deus.

* * *

Antes de reclamar da vida, reflita sobre esse exemplo.

Jesus era puro e não desdenhou o sacrifício.

Entretanto, você certamente ainda carece de muitas experiências para completar seu processo evolutivo.

Se a vida lhe faz exigências, aquiesça.

Não espere a todo momento ser auxiliado e compreendido.

Habitue-se a ser quem entende e ampara.

Tendo em mente o maravilhoso silêncio de Jesus, aprenda a também silenciar suas queixas.

Bibliografia:

– Livro Boa Nova – cap. 3 – pelo Espírito Irmão X, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

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