Por que nos sentimos mal em determinados ambientes?

Publicado por Wellington Balbo  em Artigos Espíritas

Por que nos sentimos mal em determinados ambientes?

Wellington Balbo – Salvador BA

Você já esteve em ambientes em que se sentiu mal, constrangido, pouco à vontade?

Ao comentar essas coisas com alguém pode ser que tenham dito que é coisa de sua cabeça, ou, então, má vontade de sua parte para com aquela “turma”.

Até pode ser, mas… nem sempre é má vontade de nossa parte.

Ocorre que nossa alma sente, por intermédio da expansão do perispírito, se aquele ambiente ou aquelas pessoas têm fluidos simpáticos aos nossos.

O corpo engana, os gestos podem ser perfeitamente traçados e planejados para agradarmos os outros, mas o mesmo não ocorre com os fluidos que não podem ser manipulados por algo que não seja o pensamento.

Os fluidos não se corrompem com as aparências e os sorrisos falsos, eis porque podemos sentir uma estranha sensação de mal querer mesmo com todos nos tratando de forma simpática.

Nossos fluidos, pois, conforme ensina Kardec, interpenetram-se com os de outros Espíritos e sentimos bem ou mal estar, a depender dos Espíritos encarnados ou desencarnados que estejam ao nosso redor.

Eis a razão pela qual buscamos, até de forma inconsciente, estar ao lado de pessoas que possuem valores semelhantes aos nossos.

É que nossa alma anseia a calmaria e busca ficar longe dos embates, principalmente os embates psíquicos, internos, que ocorrem longe da vista de todos.

Em nossa relação com as pessoas, ou com os Espíritos, há muito mais do que atração dos corpos, há, sobretudo, uma busca da alma, da essência que existe em nós por fluidos que se combinem com os nossos.

Nosso ser almeja a felicidade mesmo que relativa, e impossível é ser feliz num ambiente de constante intriga, mal querer, inveja, portanto, de fluidos que não se combinam.

Não é sem razão que os Espíritos informam ser uma das maiores felicidades da Terra estar ao lado de almas amigas, que têm valores muito próximos aos que temos.

Entretanto, vale salientar que, conforme crescemos, levaremos em nós somente o amor e a simpatia, de tal modo que teremos poucas antipatias e muitas afeições.

Mas isto é fruto de um intenso labor do Espírito por conquistar a capacidade de amor incondicional.

Um dia chegaremos lá e teremos apenas afetos, amores, pessoas pelas quais simpatizamos, pois pouco importará o fluido que emana do outro, porquanto o fundamental será o fluido que nós emanamos, e este será, tão somente, salpicado de amor e bem querer.

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FRUTOS DA DELINQUÊNCIA

O delinquente deve sempre ser considerado um Espírito enfermo, padecendo injunções alienantes que o levam ao delito.

Não obstante, cumpre à sociedade o dever de ensejar-lhe a reeducação e o tratamento, quando colhido nas malhas da Lei.

Afastá-lo do convívio social, trabalhando pela sua reabilitação, a fim de que se transforme em cidadão útil, que contribua para o progresso da Humanidade, tanto quanto para a própria evolução moral, é dever impostergável daqueles que pautam a vida pelos códigos de ética e de dignidade.

Evitar-se aplicar no infrator os mesmos processos violentos de que ele usa para alcançar os seus objetivos malsões, constitui uma atitude de civilidade e cultura superiores.

Impedir-se a usança de técnica da agressividade ou da corrupção, ou os métodos da punição física, da coerção moral, da lavagem cerebral, significa utilização da Justiça que se propõe a soerguer o infeliz, embora implicitamente aplicando-lhe as penalidades que funcionam como terapia retificadora e edificante.

O delinquente nem sempre se origina dos sórdidos guetos e favelas, onde fermenta o caldo de cultura da desagregação da personalidade, locais de fomento ao crime em razão dos fatores sócio morais e econômicos que constringem e alucinam os que ali se encontram, mas de muitas outras comunidades e lares dignamente constituídos.

Crimes repulsivos e hediondos, agressões revoltantes e homicídios dantescos, furtos e roubos acompanhados de estupros e lamentáveis perversidades, lutas físicas e chantagens impiedosas, lenocínios e viciações toxicômanas apresentam altas e alarmantes taxas de delinquência que oram assolam a Terra e dizimam multidões em desespero…

Diante, no entanto, de delinquentes de tal jaez, tenta o amor fraternal, revidando-lhes a impiedade com a onda positiva de que o amor se faz portador. No entanto, se o amor ainda não domina os teus sentimentos, a ponto de facultar-lhe a reação não-agressiva, unge-te de compaixão e a piedade diluirá a violência que te assoma, alcançando o infrator que te fere, apagando as marcas da mágoa que teimará por insculpir no teu íntimo o desejo de desforço.

Não são, porém delinquentes, somente aqueles que se armam de agressividade e, loucos, disseminam o medo, o crime brutal, aparvalham-te.

Delinquem, também, os que exploram a ingenuidade dos jovens, arrojando-os nos antros da perdição; os que usurpam as parcas moedas do povo, no comércio escorchante de mercadorias de primeira necessidade; os profissionais liberais, que anestesiam a dignidade, falseando o juramento que fizeram de prometer servir e honrar o sacerdócio que abraçam, indiferentes, porém, aos problemas dos clientes, protelando suas soluções à custa de largas somas com que constroem sólidas fortunas, apesar de transitórias; os que espalham ondas de inquietação, urdindo tramas que aliciam outros partidários de emoção afetada; os que traem os afetos que lhes dedicam confiança e respeito; os maus administradores, que malversam os valores públicos e deles se utilizam a benefício próprio, dos seus êmulos e pares; os que conspiram, à socapa, contra as obras de benemerência e amor; e muitos, muitos outros que são arrolados como dignos de bom conceito e que, certamente, não cairão incursos nas legislações humanas, porque disfarçados de homens probos, bem aceitos e acatados…

Eles, todavia, sabem das próprias culpas, que dissimulam com habilidade.

A consciência despertará, por mais se demore em conivência com a má aplicação dos recursos da inteligência e da saúde de que se fazem dotados.

Não lograrão fugir de si mesmos, nem se liberarão dos conflitos que se lhes instalaram na alma.

Resguarda-te do contágio da delinquência, preservando os teus valores morais, mesmo que sejam de pequena monta; a tua posição social, embora não tenha realce público; a tua situação econômica, apesar de caracterizada pela pobreza; as tuas aspirações, mesmo que de pequeno porte, ligando-te em pensamento, ao compromisso do bem, que se irradia do Cristo, que programou para o homem e a Terra, em nome do Pai, a felicidade e a harmonia, através de métodos de dignificação, únicos, aliás, que compensam em profundidade e perenemente.

Os frutos da delinquência são a loucura de largo porte, o sofrimento sem conforto, o suicídio, a morte violenta, nefasta.

Vive, desse modo, as diretrizes do Evangelho e nunca te esqueças que, ao defrontares um delinquente, seja em qual circunstância for, será muito melhor ser-lhe a vítima do que seu algoz, conforme o próprio Mestre nos ensinou com o exemplo na Cruz.

Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: SOS Família

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Coronavírus, Flagelos e o Espiritismo

CORONAVÍRUS, FLAGELOS E O ESPIRITISMO

Confira como acompanhar os casos confirmados do coronavírus

Por Wanderson Silva

É sabido que a humanidade está passando por um período difícil atualmente, com a epidemia do Coronavírus, fazendo com que quase todos os países sofram com esses flagelos, e tomem medidas drásticas em relação a pandemia. Mas o que o Espiritismo tem a dizer sobre isso?

É ponto pacífico para os cientistas atualmente, que as revoluções geológicas, meteorológicas e biológicas, são coisas comuns e necessárias para a todo o ecossistema do nosso planeta, apesar dos estragos que causam, diante do ponto de vista humano. Por isso que, numa periodicidade impressionante, a humanidade presencia todo tipo de sinistro como terremotos, maremotos, furacões, nevascas, enchentes e dilúvios, erupções vulcânicas, epidemias, etc… causando um enorme constrangimento para as populações das regiões onde tais fenômenos acontecem, necessários do ponto de vista biológico/geológico, mas aparentemente do ponto de vista humano, só causam devastação, sofrimento e morte, fazendo o homem se perguntar se Deus realmente existe, por que deixa que tais coisas aconteçam a humanidade?

Essa pergunta sempre foi feita, através da História, tanto que esses fenômenos são conhecidos como Flagelos Destruidores. Todos os povos, de uma maneira ou de outra, já presenciaram e passaram por fenômenos assim, deixando seus relatos em livros sagrados e profanos que contaram a sua epopeia de luta e superação do ocorrido para as gerações futuras.

Muitas delas, acreditando na ira de Deus, ou seja, tais coisas acontecem por castigo divino aos homens corrompidos e egoístas, ou não. Como foi o caso, por exemplo, do Grande Terremoto de Lisboa, no século XVIII, onde milhares de pessoas morreram devido a um enorme Tsunami que se formou além mar e avançou contra a costa da capital Portuguesa, dizimando quase toda a sua a população. Ou o fato da grande Peste Negra que igualmente dizimou milhões na Europa, quando no período da Idade Média, ou até mesmo Pompeia, só para citar alguns.

Parece que a ideia da ira de Deus é um conceito bastante difundido e popular hoje em dia e isso foi também a causa da criação de filosofias seculares que não aceitavam essa ideia de um deus cioso, colérico e vingativo com sua criação que, segundo eles, absolutamente não pediu para nascer, demonstrando que ambas vertentes não conseguiram solucionar essa problemática, pois, os flagelos continuam a acontecer, apesar de tudo.

Sabendo disso, Allan Kardec reservou algumas perguntas aos espíritos superiores sobre essas questões, no Livro dos Espíritos; como conciliar a justiça de Deus diante da destruição causada pelos flagelos naturais?

Os bem feitores espirituais então, apresentaram a Kardec a Lei de Destruição, ou seja, a lei da impermanência de tudo que existe, inclusive o homem, pela ótica da imortalidade do espírito humano. Nada no universo é perene; perene somente Deus o É. Tudo no Universo evolui, nada é estático, parado; tudo é dinâmico, está na natureza portanto, a destruição dos seres e das coisas materiais para a evolução do próprio Universo. Nada se cria; tudo se transforma.

Muito dos flagelos que acontecem tem por objetivo somente a manutenção dos sistemas naturais do planeta, outras vezes tem por objetivo a própria humanidade egoísta e recalcitrante no mal, que vez por outra é abalada em seu orgulho e preguiça para que reconheça a necessidade do bem e das reformas. É necessário aqui refletir sobre o ponto de vista da imortalidade; são três os elementos constitutivos do Universo, a saber…Deus, Espírito e a Matéria.

Deus, a Inteligência Suprema, causa primária de tudo que o constitui o Universo.

A Matéria; tudo que ocupa lugar no espaço universal, o fluido formidável que pode tomar formas infinitas, tanto tangíveis quanto invisíveis, extrafísicas e dimensionais, pois inexistência não é sinônimo de invisibilidade. A ferramenta que o Espírito usa para sua evolução e trabalho.

E por fim…

O Espírito, o sinônimo de Vida ou Inteligência como força da Natureza, no sentido geral, Universal, capaz de se apresentar de formas que variam ao infinito. Assim como a matéria, pode tomar formas tanto físicas quanto extradimensionais, capaz de preexistir e sobreviver a tudo, ou seja, a imortalidade é o seu principal atributo.

Assim sendo, Kardec tomou conhecimento sobre a ótica dos espíritos superiores e imortais, a respeito da Destruição.

Encarando por esse prisma, os espíritos superiores esclarecem que os flagelos destruidores acontecem para fazer com que determinada leva de espíritos sejam obrigados a saírem da inércia moral em que se encontram; quanto mais materializados ficarem, mais estacionados estarão. Seria absurdo então conceber que em um Universo onde seu próprio Criador trabalha sempre existiram criaturas onde não fazem absolutamente coisíssima alguma por si mesmos ou pela criação. Logo, não é um castigo de Deus, e sim uma provação que Ele nos impõe para amadurecermos espiritual e moralmente, apesar de todos os recursos que ele nos proporciona para distinguirmos o bem do mal e que nós deliberadamente menosprezamos através de nossas vidas sucessivas.

É assim que de tempos em tempos, as humanidades de um planeta de provas e resgate, cada uma a seu turno, que por ventura estejam estacionadas em determinado ponto da evolução, são constrangidas a marcharem em direção a fraternidade e ao conhecimento, através de determinada epidemia ou desastre natural.

Mas aí, você, amigo leitor, leitora, pode se perguntar; e os mortos? O que eles ganharam com isso?

Como dito antes, devemos encarar a natureza pela ótica da imortalidade do espírito humano. De toda maneira, o homem desencarnará, mais cedo ou mais tarde, a grande diferença é que, nesses acontecimentos, muitos desencarnam juntos, constituindo uma expiação para os que partem dos quais reencarnarão novamente, no futuro, e uma prova para os que sobrevivem.

Contudo, além dos flagelos naturais, há os causados pelo próprio homem, devido a sua imprevidência, omissão e egoísmo, recebem o efeito do que causaram, mais cedo ou mais tarde. Atualmente, estamos passando por um período semelhante a isso. A epidemia do Coronavírus, é um flagelo causado por nós mesmos, através de ações humanas mal sucedidas, com o objetivo de beligerância. Podemos considerá-lo então como um flagelo antropológico, e por isso mesmo, estamos colhendo o que plantamos. Deus para nos provar deixa que nós colhamos o resultado de nossas ações e que nosso orgulho seja ferido, para que enfim tenhamos responsabilidade por nossos atos coletivos.

Ainda segundo os espíritos superiores, os efeitos bons dos flagelos naturais, geralmente, somente as gerações futuras desfrutarão. Como foi o caso da Peste Negra, falado supra. Ela foi causada pelo uso excessivo dela como arma de guerra, pois os exércitos inimigos costumavam jogar cadáveres com a moléstia, dentro dos lugares onde tentavam dominar, sem perceberem que, mais cedo ou mais tarde, se contaminariam também. Muitos desses soldados voltavam depois de guerras cruéis, a suas cidades de origem, totalmente contaminados com a doença que era extremamente contagiosa, que encontrou caminho fácil devido a ignorância e obscurantismo da Idade Média, conhecida também como a Idade da Trevas.

Depois de milhões de mortos, os sobreviventes de tal sinistro, se voltaram para a ciência e a filosofia, derrubando finalmente a Idade das Trevas e criando o período do Iluminismo, do qual pregava o conhecimento e a ciência como salvadoras da humanidade. O mesmo aconteceu, de certa forma, com a destruição de Pompeia. Depois do ocorrido, um sobrevivente da destruição, chamado Plínio, relatou o que presenciou em um livro, explicando o que tinha acontecido dias antes do ocorrido. Segundo ele, o Vesúvio deu sinais claros de que iria explodir, soltando uma fumaça negra e criando pequenas erupções que o povo da época, orgulhoso e hedonista, se limitou a fazer oferendas a Efestus, um antigo deus romano, para que ele se acalmasse.

O livro de Plínio – o sobrevivente, ficou tão famoso e seminal, que até hoje alguns fenômenos vulcânicos levam o seu nome, como as famosas “Erupções Plinianas”. Graças a ele, populações inteiras ao redor do mundo e através da História foram salvas, devido somente a um homem que, providencialmente, usou de inteligência. Inteligência essa que seus contemporâneos haviam esquecido.

Há então, dois tipos de flagelos; os naturais, dos quais o homem realmente não tem como fugir, somente encarar com coragem, emprenho e fé em Deus. E os flagelos antropológicos, ou seja, causados por nós. Um nós podemos deter ou conjurar somente nos melhorando moral e intelectualmente. O outro somente podemos encarar com coragem e fé, reconhecendo a onipotência de Deus na natureza, pedindo para que Ele tenha piedade de nós, até por que, a própria lei de destruição nos mostra que tudo passa, como bem frisou Emmanuel, pela pena de Francisco Candido Chico Xavier:

Todas as coisas, na Terra, passam… Os dias de dificuldades, passarão… Passarão também os dias de amargura e solidão… As dores e as lágrimas passarão. As frustrações que nos fazem chorar… um dia passarão. A saudade do ser querido que está longe, passará.

Dias de tristeza… Dias de felicidade… São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas.

Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante.

Elevemos o pensamento ao Alto, e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: isso também passará…

E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre.

O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação, às vezes parece que vai soçobrar diante das turbulências de gigantescas ondas.

Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa Nau, e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiro evolutivo da humanidade, e que um dia também passará…

Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro, porque essa é a sua destinação.
Assim, façamos a nossa parte

o melhor que pudermos, sem esmorecimento, e confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo… também passarão…”

” Tudo passa……….exceto DEUS!”
É o suficiente!

G.E.Casa do Caminho de São Vicente

Autor: Wanderson Silva

Fonte: Portal do Espírito

É muito importante que todos cuidemos de nossos corpo físico seguindo as recomendações do Ministério da Saúde

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PRETENSÃO DESCABIDA

Pretensão Descabida – Orson Peter Carrara

Nada como o tempo para colocar à mostra nossa fragilidade humana, a visão limitada das ocorrências e a imaturidade que nos caracteriza o comportamento, iludindo-nos em pretensões, que depois mais tarde com a experiência dos anos, percebemos o quanto necessitamos de amadurecimento no trato com as variadas questões da vida humana.

Isso vale para tudo. Nem é preciso dizer. Na experiência familiar, na vida profissional ou nos demais segmentos de atividades a que nos dedicamos nos relacionamentos humanos, o tempo é sempre o maior aliado, trazendo realidades que nem sempre enxergamos no ardor das paixões e dos apegos que ainda nos permitimos, iludidos de vaidades.

Aquele personagem nasceu em família espírita e, desde pequenino, esteve com os pais, envolvido com as contínuas e crescentes atividades da instituição a que a família se vinculava.

Vivenciado as várias fases do próprio desenvolvimento pessoal, na idade adulta chegou à Presidência da mesma instituição e viveu período muito produtivo e intenso de atividades, exercendo a função por vários mandatos, adquirindo sim vasta experiência e, de certa forma, envolvendo a região em eventos doutrinários memoráveis, com vasto intercâmbio com renomados palestrantes e tarefeiros espíritas da região e do país, tornando a pequena cidade e a própria instituição em foco irradiador de motivação para o estudo e a vivência doutrinária.

Realidade que construiu graças a operosa equipe envolvida no mesmo objetivo.

Porém, nessa época de entusiasmo e alegria pelos frutos colhidos em abundância, um expressivo equívoco foi cometido. Uma afirmação descabida, pronunciada talvez por exagerado entusiasmo e até certa ingenuidade, traria lição de profundo aprendizado. Afirmou nosso personagem que seu desejo era “fazer da instituição um modelo para outras”.

A partir dessa pronúncia iniciaram-se as tempestades, que atingiram a instituição e seus trabalhadores de forma intensa, repetindo-se em situações que abalaram os relacionamentos, criando verdadeiro caos, que trouxe anos de aflições e tensões de vulto, que, de uma forma ou outra, atingiram a toda a equipe, desestruturando quase que por completo os trabalhos em andamento.

Atualmente, olhando-se pelo retrovisor, percebe-se a pretensão descabida da afirmação infeliz. Claro que não foi a frase em si, mas o sentimento que a norteou. Talvez uma vaidade, talvez um orgulho, que acionou o gatilho próprio desencadeador das crises comuns que surgem para nos amadurecer.

Pretensão descabida sim. Nenhum de nós (ou a instituição que dirigimos) é modelo para ninguém, considerando nossa condição de aprendizes ainda iniciantes. Somos ainda frágeis, imaturos, para nos auto promovermos à condição de condutores capazes, eficazes, infalíveis, como se nossa suposta capacidade nos autorizasse a tais posturas, cuja autoridade moral ainda não foi adquirida. Em todos os lugares está a fragilidade humana que se reflete de várias formas nos variados segmentos. Daí as crises sociais abundantes.

Vendo a lição e o rumo real dos fatos, o aprendizado foi enorme, expressivo, assimilado, que funciona hoje como autêntica vacina contra pretensões que possam se insinuar. A lição foi dura, mas previne hoje dos perigos e ciladas da ilusão. Ninguém é melhor ou pior do que ninguém. Somos todos iguais na origem e na destinação, ainda que diferentes nas bagagens, experiências ou tendências e gostos. Cada um no seu tempo, na sua experiência, mas todos ainda frágeis e limitados. Iludir-se com nomes ou cargos, situações temporárias – como são todas as que vivemos – ou ocorrências tolas que são tão comuns, criar expectativas ou alimentar tolices bem dispensáveis, é bem caminhar para decepções futuras.

Por isso, aprendamos com as lições vivas da experiência trazida pelo tempo. Pretensões descabidas a nada levam. Só fomentam aflições.

Claro que não foi a frase, há vários fatores envolvidos em toda a ocorrência, com aprendizados para todos. Para o personagem, todavia, olhando no tempo agora, a lição foi expressiva, convidando à prudência e cuidado nas afirmações prematuras que nos permitimos sem reflexão. Intenção foi nobre. Equívoco esteve na pretensão. E talvez nem tenha sido pretensão, mas entusiasmo irrefletido, outro cuidado que se deve ter.

O personagem citado, caro leitor, quem é? Pode ser qualquer um de nós…

Por Orson Peter Carrara

Fonte: Kardec Rio Preto

G.E.Casa do Caminho S.Vicente

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O MOVIMENTO ESPÍRITA E A CULTURA DE CANCELAMENTO

Prefeitura Municipal de Araguapaz

Como estamos vivendo o Cristo nas redes sociais e nas nossas instituições?

Você já foi cancelado? Muito provavelmente sim. Em especial se for um trabalhador atuante no Movimento Espírita, um palestrante ou escritor.

Cancelar é a palavra nova que se usa para dizer que a pessoa não merece atenção, não é digna de voz ou visibilidade e merece ser ignorada por todos. Significa quase uma sentença de morte declarada pelo tribunal das bolhas sociais que tomou uma proporção assustadora por causa da internet. É o homem tentando mais uma vez se passar por Deus e julgar aquilo que lhe desagrada. Em uma palavra: é não ser cristão.

Na internet virou mania cancelar alguém por ter falado alguma coisa ou até mesmo por ter aparecido ao lado de alguém que os julgadores não gostam.

Muito antes da invenção das redes sociais, nós espíritas já cancelávamos alguns dos nossos irmãos. Palestrantes cancelados porque citaram um determinado autor, trabalhadores cancelados porque ousaram sugerir mudanças em processos da Casa Espírita, outros cancelados porque já não conseguiam mais abraçar o trabalho voluntário de todos os dias da semana e também aqueles que escreveram livros e foram cancelados porque “os julgadores” entenderam que ele não podia escrever sobre o que quisesse, mas sim pelo que era exigido pelos canceladores.

Já vimos grandes palestrantes cancelados porque um dirigente ouviu fake news sobre ele e decidiu que deveria conspirar para que não participasse de grandes eventos. Que bom que o tempo se encarregou de mostrar a verdade, mas nem todos tem essa oportunidade.

Fiquei sabendo que o trabalhador de um Centro Espírita foi cancelado porque sugeriu ao presidente que a descarga do banheiro deveria ser consertada.

Recentemente, vimos julgadores das redes sociais tentando cancelar nosso querido Divaldo Franco, por causa de opiniões que emitiu sobre determinados acontecimentos do nosso país. Já teve até gente que aproveitou para falar sobre um comentário que ele fez usando metáforas como anjos e o emprego da palavra temor para tentar desqualificar o conteúdo. Como se ele precisasse de uma aula de princípios básicos do Espiritismo para entender o que Allan Kardec escreveu no livro O Céu e o Inferno. Em tempo, pelo que conhecemos de Divaldo Pereira Franco, se alguém, fosse apontar esses “erros” para ele, a resposta seria de “muito obrigado pela gentileza em me falar” seguida de um sorriso. Diferente do que uns poucos falam, ele sempre rejeitou a posição de estrela de qualquer coisa. Felizmente, os canceladores podem até tentar destruir a reputação de um homem de moral ilibada, mas a sua obra é tão grandiosa que seriam preciso 500 anos de ataque de haters* se manifestando na internet para que algum eco fosse capaz de abalar um tijolinho de sua obra. Cada vez que eu lia algum deles falar mal da opinião do Divaldo, mais eu lembrava de sua obra e do que ele fez, incansavelmente, por todos nós e pelo Espiritismo. Meu agradecimento especial para esses irmãos, que por meio da tentativa de cancelar um ser humano tão especial e necessário ao nosso tempo, nos ajudou a lembrar o que ele significa para todos nós. Deu até saudade. Já tem mais de seis meses que não tenho a alegria de estar com ele.

Esse tipo de situações não acontece só no campo do pensamento e ideias. Nas instituições de caridade também estão cancelando pessoas.

Uma jovem executiva que é voluntária em uma ONG foi cancelada porque sugeriu aos colegas um projeto básico de gestão. Seus pares não acreditavam que os controles eram necessários e falaram que a gestão “profissional” dos recursos seria um risco à essência do sentimento de amor e caridade que uniam as pessoas envolvidas. Ninguém mais a procurou ou respondeu às suas tentativas de contato para o trabalho. Em silêncio, ela continuou servindo, mas ainda sente o gosto amargo que fica em quem está com o coração cheio de amor para servir e é cancelado por um sistema que não permite novas ideias, e não está preparado para acolher pessoas capazes de propor outros caminhos.

Sugerir melhorias e novas práticas tem sido um caminho certo para o cancelamento. Por essa razão, muitas pessoas vão embora das instituições. Contudo, infelizmente, a dor do desapontamento segue com elas.

Por toda parte, temos ouvido relatos de pessoas que pagaram o preço do cancelamento nas Casas Espíritas pelos mais variados motivos. Surpreendentemente, a maioria deles estão relacionados a intolerância religiosa, resistência ao novo nas instituições e inveja.

Na intolerância religiosa interna, julgamos o diferente como inimigo e passamos a rotular a todos. Espíritas deixam de ser apenas irmãos e recebem adjetivos complementares de “roustainguistas”, “ramatizistas”, ignorantes e outras coisas que agora nem me vem à mente.

A resistência a inovação é o movimento que usa a tradição erroneamente para transformar a Casa Espírita em uma instituição deslocada do nosso tempo, apegada ao passado e incapaz de acompanhar as possibilidades do século XXI. Por causa desse movimento, que é completamente afastado da forma como Kardec se apoiava nos recursos de seu tempo, o uso sério da tecnologia para melhorar a metodologia pedagógica e a difusão da obra Espírita, a melhoria dos ambientes físicos para que os ambientes sejam mais agradáveis e confortáveis, são necessidades básicas que ainda não alcançaram a maioria das instituições. Continuamos sendo uma Doutrina do século XIX, praticadas em casas do século XX e vivida por pessoas do século XXI. Algum outro palpite do motivo pelo qual os jovens não se encaixam?

Claro que a energia da casa é mais importante que tudo. Contudo, se a modernidade já ensinou a cafeterias, universidades, escolas e museus ao redor do mundo, sobre a importância da experiência das pessoas quando estão dentro de um ambiente, por que não podemos fazer o mesmo para proporcionar o bem-estar de quem está no Centro Espírita?

A inveja é mais simples de explicar. Ela acontece quando as pessoas admiram o que você faz e se sentem incomodadas com isso. Por causa desse incomodo, pessoas que brilham podem ser canceladas.

Não precisamos de sermões nem de citações do Evangelho do Cristo para sabermos que nada dito acima condiz com o modelo de comportamento que Jesus nos deixou como legado.

A sociedade que cancela é uma sociedade que julga e está doente.

O Espírita que cancela um irmão deveria lembrar que faz parte de um movimento de resgate da mensagem do Cristo.

Como Emmanuel nos falou, os espíritos vieram em massa para nos apoiar na tarefa de propagação do Evangelho redivivo.

É sério que alguém acha que o pão que doou é mais urgente para o Cristianismo do que a união dos Espíritas e a empatia com quem é diferente de nós?

Particularmente eu não quero saber se você lê um livro que não gosto, se você tem uma opinião política diferente da minha ou se você não leu a codificação de Kardec toda. Existe muita gente capaz de citar de cabeça cada pergunta de O Livro dos Espíritos, mas ataca instituições e pessoas em nome da verdade. Isso me lembra bastante os enganos da Igreja do passado. Talvez sejamos os mesmos inquisidores reencarnados que estamos repetindo nossos erros. A diferença é que naquela época a Igreja cancelava monarquias e pensadores, tentando sumir com eles da história, hoje estamos usando recursos menos poderosos como a fofoca e cancelamento nas redes sociais e nos convites para os eventos.

Espíritas: amai-vos e instrui-vos. Instruir não é ler apenas as obras básicas, é ser capaz de identificar movimentos modernos que nos afastam dos nossos valores e princípios.

Espírita que cancela pode se considerar estudioso, pode ser palestrante, pode ter milhões de seguidores, mas está sucumbindo em executar a missão de amor a qual se propõe.

O Espiritismo não precisa de advogados, ele precisa de agentes de transformação do mundo.

Deus que nos perdoe em continuar causando dor ao nosso próximo.

Se você não concordou comigo, por favor não me cancele. Tem gente que diz que não sente, mas quando chega a noite e eu deito na cama para dormir, eu sinto a dor da intolerância tocar o meu coração.

Jaime Ribeiro

Fonte: Intelitera

G.E. Casa do Caminho S. Vicente

haters* São pessoas que sempre irão criticar e tentar desvalorizar o trabalho ou a vida do indivíduo que ele “odeia”, mesmo que não tenha reais motivos para isso.

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Influência Espiritual na Vida Conjugal

Muitos casamentos fracassam devido a influências nocivas de espíritos de natureza má, que começam de forma sutil, sorrateira, evoluindo para verdadeiros processos obsessivos que comprometem irreversivelmente a união conjugal.

O cônjuge, vítima da obsessão, na maioria das vezes, nada percebe, porquanto os obsessores não criam o mal na vítima; apenas identificam as tendências e as estimulam de forma intensa e persistente, procurando exacerbá-las.

Os espíritos obsessores sondam os pensamentos mais íntimos do indivíduo visado procurando identificar a tendência para a infidelidade. Constatando-a, passam a alimentá-la, através de sugestão mental.

Em seguida, pesquisam alguma pessoa, que por ele sente atração e que igualmente apresente necessidades afetivas ou determinados desejos sensuais. Dando continuidade ao ‘trabalho’, passam a influenciar os dois, facilitando os encontros e procurando despertar a afetividade.

Os obsessores não perdem a oportunidade de sugerir novos pensamentos, verdadeiras ideias fixas, que criam as condições para a união sexual infiel, que se consuma em clima de grande emotividade, pela carga adicional dos obsessores.

Segue-se um período de grandes prazeres que, entretanto, não é longo. Passada a fase de júbilo, de grandes satisfações, os obsessores mudam de tática. O que lhes interessa é o sofrimento das vítimas e não a sua felicidade. Sem a ajuda deles, as grandes emoções se reduzem, restando à vítima apenas a desilusão, a consciência do grande engano cometido.” (Umberto Ferreira, Vida conjugal, p. 113-115).

A infidelidade

“Quando o homem e a mulher decidem casar-se, assumem o compromisso de cultivar a fidelidade por toda a vida, mas muitos não o cumprem. […].

Em muitos casos, a infidelidade provoca situações verdadeiramente dramáticas, não só em relação à mulher, como também ao homem, com repercussões para o resto da vida.

A vítima da infidelidade, seja homem ou mulher, fica seriamente lesada em sua sensibilidade. Algumas se desestruturam totalmente, outras entram em depressão profunda ou se desequilibram completamente, necessitando de tempo mais ou menos longo para readquirir o equilíbrio. E o causador contrai um débito perante a justiça divina.

As consequências do ato infeliz, muitas vezes, se estendem às existências futuras, porquanto não se rompe impunemente um compromisso afetivo.

O infiel lesa moralmente o cônjuge e a si próprio.

Autor: Umberto Ferreira

www.mensagemespirita.com.br

R A E

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Críticas do Papa e o movimento espírita (reedição)

Postado por Grupo de Est. Esp. Chico Xavier em 18 dezembro 2016

Críticas do Papa e o Movimento Espírita

“O Papa Francisco surpreendeu, nesta segunda-feira (22), ao fazer duras críticas aos líderes da Igreja Católica. Ele falou sobre comportamentos que chamou de doenças.

O encontro de confraternização de Natal do Papa com os cardeais, bispos e monsenhores que formam a estrutura da Igreja tornou-se um discurso muito duro, inesperado. Francisco condenou, sem piedade, os vícios da Cúria Romana, e descreveu 15 doenças que, segundo o Papa, contaminaram parte da Igreja.

Ele denunciou a “síndrome do acúmulo de bens”, em uma possível referência às riquezas de alguns na alta hierarquia vaticana. Falou da “doença do lucro mundano”, da “rivalidade” e da “gloria vã”. Criticou o “terrorismo das fofocas”, que destrói a reputação das pessoas; a “doença dos covardes”, que falam por trás; e a “daqueles que tratam os chefes como seres divinos para subir na carreira”. Citou os que pertencem a grupos fechados mais do que a Cristo ou ao corpo da Igreja.

Para os que sofrem da “síndrome da imortalidade”, o Papa recomendou uma visita ao cemitério, onde estão os nomes de muitos que se consideravam imunes e indispensáveis. Essa doença vem de uma outra, o “mal do poder e do narcisismo”, que olha apenas para a própria imagem.

Para os que sofrem de um declínio das faculdades da fé, Francisco diagnosticou um “mal de Alzheimer espiritual” e chamou de “esquizofrenia existencial” a patologia dos que vivem uma dupla vida.

Depois do longo discurso, Francisco se reuniu com os funcionários do Vaticano e pediu perdão por alguns escândalos que, segundo ele, ainda fazem muito mal.

O exame de consciência que o Papa pediu à Cúria Romana, notável, tem também a finalidade de derrubar os obstáculos para as suas reformas. Francisco leva uma vida simples, mas nem todos o acompanham e continuam com os desvios de antes e resistem fortemente às suas propostas de mudança.” (1)

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Repentinamente a reportagem acima do dia 22/12/2014, feita por Ilze Scamparini, para o “Jornal Nacional” da TV Globo voltou a circular em mensagens de “WhatsApp” e do “Facebook”, no final de 2016. Entre os comentários elogiosos ao Papa, há manifestações de espíritas, como: “Falou para o movimento espírita?”; “Duro é reconhecer algumas destas chagas também se instaurando no espiritismo que é responsável pela divulgação da doutrina espírita, tesouro do Cristo. Parabéns aos irmãos católicos pela coragem de apontar as próprias falhas, saibamos nós, também, fazer o dever de casa.”; “Vamos voltar à simplicidade vivida pelo Cristo, por Allan Kardec e por Chico Xavier!”

Os comentários sintomáticos devem sugerir reflexões, análises e avaliações.

Interessante é que há estudos sobre o cenário espírita, propondo-se o repensar dos Centros Espíritas:

“Em nossos dias, são muito necessárias profundas reflexões e análises sobre os rumos do Movimento Espírita, sendo sugestivas as ilustrações da “esquina de pedra”, o rompimento com o farisaísmo feito por Paulo e a opção pela simplicidade de Chico Xavier. Essas ideias estão presentes no livro nosso sobre o centro espírita, que trata de temas como antecedentes históricos, fundamentos para a ação espírita, cenário de espíritas e de centros espíritas no país, estudo espírita, prática espírita, difusão do Espiritismo e a união dos espíritas. Enfim, além de se meditar sobre o papel do “Consolador prometido” no contexto de nossos dias, enfeixamos com um registro que deve nortear nossas reflexões para repensarmos os centros espíritas:

“Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.” – Paulo.

“A bandeira que desfraldamos bem alto é a do Espiritismo cristão e humanitário, em torno da qual já temos a ventura de ver, em todas as partes do globo, congregados tantos homens, por compreenderem que aí é que está a âncora de salvação, a salvaguarda da ordem pública, o sinal de uma era nova para a humanidade.” – Allan Kardec.” (2)

Referências:

1) http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/12/papa-francisco-…;

2) http://www.oconsolador.com.br/ano10/493/especial.html;

Livros citados no artigo:

– Carvalho, Antonio Cesar Perri. Epístolas de Paulo à luz do Espiritismo. Matão: O Clarim. 2016.

– Carvalho, Antonio Cesar Perri. Centro espírita. Prática espírita e cristã. São Paulo: USE. 2016.

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A PÁSCOA NO ESPIRITISMO

A Páscoa no Espiritismo – Vania Mugnato de Vasconcelos

Importância de Jesus Cristo para Allan Kardec - TV Mundo Maior

No Espiritismo a comemoração da Páscoa não é celebrada. Quais as razões?

Etimologicamente o termo Páscoa deriva do hebreu “pasach”, que significa “passagem” e inicialmente remetia à libertação do povo hebreu da escravidão no Egito. Religiosamente, é nome dado a importante festa na doutrina cristã católica para a comemoração da ressurreição de Jesus, tendo havido nos dias anteriores reflexões sobre sua crucificação e morte.

Embora o Espiritismo seja cristão, respeita mas não compreende de mesmo modo todos os preceitos das religiões cristãs. Um dos pontos divergentes é o entendimento da ressurreição. Nos atendo a fatos e não à fé, a ressurreição do corpo físico contradiz a ciência, que diz ser impossível que um corpo realmente sem vitalidade seja ressuscitado. E como Jesus disse ter vindo “cumprir lei” e não violá-la, não há sentindo acreditar que justamente ele transgrediria a lei natural da transição pela morte que todos experimentaremos.

Aliás, o que é a morte? É exclusivamente a cessação da influência do ser pensante sobre o corpo, ou, de outro modo falando, é o desligamento do espírito do instrumento carnal incapacitado, para o qual não há mais retorno.

O Espiritismo procura manter-se sintonizado com os fundamentos científicos e quanto a isso afirma que qualquer ponto doutrinário rejeitado pela ciência de forma comprovada será modificado.

Um corpo efetivamente morto (com desconexão do espírito), não volta à vida pois nesse instante começa imediatamente sua decomposição. Por tal motivo o Espiritismo não comemora o que não existiu no sentido estrito do conceito, a ressurreição física de Jesus.

Para a Doutrina Espírita a vida imaterial é inexaurível e a morte não existe senão fisicamente. Para os espíritas a ressurreição pode ser entendida como a manifestação de Jesus em corpo espiritual, comprovando que ele sempre estaria presente como prometera, pois permanecia vivo.

O objetivo deste artigo não é adentrar em debates doutrinários, numa competição vazia sobre a forma correta de crer, até porque o Espiritismo respeita toda forma de fé e não pretende impor a sua.

Todavia é relevante deixar claro ao simpatizante espírita, bem como aos iniciantes no estudo da doutrina os motivos pelos quais o espírita não comemora a Páscoa – o respeito pelo Cristo e sua missão grandiosa deve ser parte do cotidiano do espírita, sendo importante refletir a todo tempo sobre o que ele ensinou, praticando tais conceitos.

Concluindo dizemos que para a fé espírita Jesus permanece vivo como sempre esteve, somente fora do corpo físico, pois a morte não existe. Não estamos sós.

By Vania Mugnato de Vasconcelos
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A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Bestialidade familiar também em tempo de quarentena (Jorge Hessen)

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília-DF

Segundo ONGs de proteção à mulher, a violência contra a mulher aumentou durante quarentena da Covid-19 na China. Denúncias das vítimas aumentaram três vezes desde o início da contenção social. A ativista chinesa Guo Jing narrou à BBC, que mais mulheres estão noticiando casos de violência que sofreram. Feng Yuan, da ONG de defesa à mulher Weiping, afirma que sua organização municiou três vezes mais consultas às vítimas do que antes das quarentenas. A hashtag #AntiDomesticViolenceDuringEpidemic (#ContraViolênciaDomésticaDuranteEpidemia) foi usada mais de 3 mil vezes na rede social chinesa Sina Weibo com relatos de vítimas denunciando violência doméstica. 1

Há muito tempo a família vem-se arruinando, acompanhando as mudanças econômicas, socioculturais e religiosas do contexto em que se encontram culturalmente inseridas. Hoje em dia paira grande ameaça sobre a estabilidade familiar, e quando a família é ameaçada, por qualquer razão, a sociedade inteira perde a direção da paz. O materialismo, a ambição econômica, os modernos conceitos e promoções sensualistas, têm investido contra a organização familiar, dilacerando a estrutura da família tradicional. Não será um vírus avassalador que transformará essa realidade de imediato.

Emmanuel esclarece que “de todas as associações existentes na Terra, excetuando, naturalmente, a Humanidade – nenhuma delas, talvez, é mais importante, em sua função educadora e regenerativa, do que a constituição da família.” 2 Para o Mentor de Chico Xavier, “através do casal, estabelecido na família, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual.” 3

Independemente da atual forçosa limitação da mobilidade social (quarentena), a rigor, as relações familiais deveriam ser, acima de tudo, de ordem ética. Mas, observa-se nelas uma deterioração emocional profunda e uma complexa malha de desestabilidades morais. A violência contra a mulher chinesa infelizmente não é caso avulso. Em realidade, a violência tem as suas raízes profundas e vigorosas na selva. O homo brutalis (de qualquer cultura) tem as suas atávicas leis: subjugar, humilhar, torturar e matar a mulher.

O pragmatismo das sociedades contemporâneas robotizou o homem, o que vale dizer que o esvaziou no plano moral. Vejamos: O mesmo indivíduo que se prostra diante das imagens frias dos altares, nos templos suntuosos, volta ao seu posto de autoridade doméstica para ordenar torturas canibalescas. O homem contemporâneo vive atormentado pelo medo, com o tal inóxio coronavírus que o assombra, uma vez submetido às contingências da vida atual, de insegurança e de incertezas, resultando em transtornos graves da mente, pela angústia dissolvente da própria individualidade.

Pior que o CONVID-19 a selvajaria familiar tem eclipsado, assombrosamente, o logradouro para Deus. Há os que condenam a violência alheia, mas, no entanto, no dia-a-dia, ao invés de agirem de forma pacífica e fraterna, são quais fantoches, revidando com a mesma moeda as agressividades sofridas. Existem aqueles casais que dizem viver um amor recíproco e, no entanto, quando há qualquer improviso e ou desentendimento entre eles, são extremamente agressivos um com o outro.

Há os que veem no cônjuge um verdadeiro teste de paciência, pois os seus “santos” não se “cruzam”. Mais ainda, quando o assunto são os filhos, há pais que dizem adorar todos eles, mas os consideram espíritos imaturos, que dão muito trabalho e, não raro, desgostos. A vida em família para muitos, nessas condições de quarentena, transforma-se em verdadeiro tormento.

Na verdade, se não nos tolerarmos hoje em plena quarentena, como será o amanhã? As leis da vida exigem, segundo nos ensinou Jesus, que nos entendamos com os nossos irmãos de penosa convivência enquanto estivermos a caminho com eles. A fuga aos deveres atuais será amortizada mais tarde com os juros devidos.

Há um tipo de violência que muitos não damos atenção: é a que está fincada dentro de cada um de nós. Violência íntima, que alguns alimentam, diariamente, concedendo que ela se torne animal voraz. É o ato de indiferença que um elege para apunhalar o outro no relacionamento doméstico, estabelecendo silêncios macabros às interrogações afetuosas. São os cônjuges que, entre si, pactuam com a mudez, como símbolo do desconforto por viverem, um ao lado do outro, como algemados sem remissão.

A violência de fora pode nos alcançar, ferir-nos e, até mesmo, magoar-nos profundamente, mas, a violência do coração (interna), silenciosa, que certas pessoas aplicam todos os dias, em seus relacionamentos, é muito mais perniciosa e destruidora. A paz do mundo começa sob o teto a que nos albergamos. “Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações?” 4

O Espiritismo explica que “os que encarnam numa família, podem ser Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação.” 5

A família, para determinadas religiões e sociedades, é algo indissolúvel. Tempos atrás, a manutenção dessas famílias era, somente, para manter aparências de respeito e felicidade. Hoje, observam-se famílias se desfazendo por trivialidades. O que é o ideal? A família de “porta-retratos” ou a família que se dissolve na primeira “tempestade moral”?

Cremos que o Centro Espírita pode dimensionar os serviços de suporte à família atual, mas não de forma isolada. Precisa a Casa Espírita integrar suas ações com outras instituições, tanto de caráter religioso como social, na busca da melhor qualidade do atendimento individual e coletivo, naturalmente, sem perder sua identidade doutrinária, mas, objetivando o resgate da ordem moral, que deve alicerçar a família como espaço de convivência.

Notemos que “o estudo do Evangelho no lar” é uma forma de reunir a família em torno de um objetivo comum. “A comunhão familiar, onde todos conversam, trocam ideias, falam de seus problemas, comentam suas atividades à luz dos ensinamentos de Jesus, representa o mais eficiente estímulo para o estreitamento das ligações afetivas, transformando o lar em porto de segurança e paz, com garantia de equilíbrio e alegria para todos”. 6

É imprescindível praticarmos os Ensinos de Jesus no lar, contribuindo com a parcela de mansidão para pacificá-lo. O homem moderno ainda não percebeu que somente a experiência do Evangelho pode estabelecer as bases da concórdia, da fraternidade e constituir os antídotos eficazes para minimizar a violência que, ainda, avassala o ninho doméstico e deságua na sociedade.

Portanto, mesmo num ambiente familiar momentaneamente conturbado pelo confinamento, onde existe a evidente reunião de Espíritos não afinados, se for instituído o estudo de Evangelho nesse lar, esse “(…) produzá sinais evidentes de paz, e aqueles que antes experimentavam repulsa pelo ajuntamento doméstico descobrem sintomas de identificação, necessidade de auxílio mútuo.” 7

Pensemos nisso.

Referencias bibliográficas:

1 – Disponível em https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2020/03/violencia-contra-mulher-aumentou-durante-quarentena-da-covid-19-na-china.html  acesso 05 de abril de 2020

2 – XAVIER, Francisco Cândido. Vida e Sexo, ditado pelo espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1972

3 – XAVIER, Francisco Cândido. Vida e Sexo, ditado pelo espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1972

4 – XAVIER, Francisco Cândido. Jesus No Lar ditado pelo Espírito Néio Lucio, Rio de Janeiro: FEB, 2001

5 – KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, cap. XIV

6 – SIMONETTI ,Richard. Temas de Hoje, Problemas de Sempre, SP: ed. Correio Fraterno 1990

7 – FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas, ditado pelo Espírito Joanna de Angelis, Salvador: Ed. LEAL, 1987, cap.3

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O MUNDO ESTARÁ PERDIDO?

O MUNDO ESTARÁ PERDIDO?

– Sidney Fernandes

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O MUNDO ESTÁ PERDIDO! (SERÁ?)

Assisti a um vídeo mostrando as cenas de câmeras da Secretaria da Defesa Social de Recife. Elas foram instaladas para flagrar más ações. O resultado, no entanto, foi surpreendente: imagens de gestos que impressionam pela gentileza e pelo cuidado com o próximo.

Um pedestre foi atropelado. Um grupo de voluntários protegem-no da chuva, enquanto o socorro não chega; o homem cego recebe ajuda para atravessar a calçada que foi interditada e está cercada de cavaletes; o homem embriagado apagou na escadaria de uma igreja. Uma mulher tenta acordá-lo, mas não consegue. Esconde a sua carteira, que estava à vista, embaixo do dorminhoco, para evitar que seja roubada; a solidariedade une até os adversários. Um ciclista, torcedor do Sport Clube do Recife cai. Quem aparece para levantá-lo é um torcedor do Santa Cruz Futebol Clube; um carro enguiça, várias pessoas aparecem logo para empurrá-lo; um cadeirante não consegue subir pelo meio-fio, não demora e surge alguém para dar uma força; vários grupos de voluntários circulam bem tarde da noite pelas ruas, levando pão e café para muitos desamparados.

As câmeras, espalhadas por toda a cidade de Recife, registraram esses gestos de gentileza, solidariedade e honestidade. A missão delas era captar furtos, roubos e acidentes, para facilitar a atuação da polícia. Mas, as boas ações, praticadas por gente anônima, de forma espontânea, sem receber nada em troca, foram se multiplicando de maneira surpreendente.

Assim se pronunciou o Coronel Ricardo Fendes, gerente-geral do CIODS – Centro Integrado de Operações de Defesa Social:

— Trouxe aquela sensação de que o bem não está morto, não, e de que ajudar as pessoas não é um sentimento do passado.

Em dois meses as equipes de monitoramento conseguiram captar cerca de 600 flagrantes do bem, que servem de exemplos e inspiração para os demais cidadãos que ainda não têm coragem de ajudar o semelhante.

***

Se alguém disser que é difícil fazer o bem, simplesmente cumprindo a sua função de bom cidadão, basta verificar os exemplos abaixo, que, geralmente, fazem parte do nosso dia-a-dia e passam batidos, por falta de disposição ou receio de sair da zona de conforto.

•Respeitar filas

•Jogar o lixo no lixo

•Colocar o carrinho do supermercado no lugar certo

•Ser cortês no trânsito

•Doar roupas usadas

•Telefonar para um amigo cumprimentando-o pelo aniversário

•Levar um café fresco ao vigilante noturno

•Ser um bom ouvinte para quem precisa falar

•Doar livros para uma escola ou biblioteca

•Telefonar para um idoso que mora sozinho Segurar a porta, para quem vem atrás

•Visitar, telefonar ou mandar mensagem para alguém doente.

Além da prática da caridade, vamos dizer assim, tradicional, em que nos preocupamos com a dor material e a dor moral do próximo, Richard Simonetti destacava sempre, em suas palestras, a necessidade de praticarmos a cidadania.

No seu modo de ver, a humanidade tem se aproximado do caminho ideal do evangelho, desenvolvendo ideias que lembram a prática da caridade.

Os deveres do cidadão, perante a sociedade, aproximam-se muito das regras morais cristãs. Pequenas atitudes podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas, principalmente nas nossas próprias vidas.

***

Tanto quanto possível, devemos aderir aos programas de exercício de cidadania, a fim de enfatizar o comprometimento moral dos que, por timidez ou comodismo, não exercitam atos de gentileza e de educação social.

O exercício da cidadania consciente, responsável e caridosa, representa o início da instalação de uma sociedade verdadeiramente cristã.

Grupo Espírita Casa do Caminho São Vicente

Sidney Fernandes
1948@uol.com.br
Fonte: Kardec Rio Preto

Fontes consultadas:

Reportagem da Globo Nordeste, de Beatriz Castro;

Texto sobre cidadania: Por Uma Vida Melhor, livro de Richard Simonetti;

Palestra: Perdoados, mas não limpos, de Sidney Fernandes.

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