PÂNICO

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Divaldo Franco

Na mitologia grega, o deus Pã (Pan) era conhecido como protetor dos bosques e florestas, sendo parte humano e parte caprino. Tomava conta das terras da Arcádia, onde era muito venerado, e toda vez que alguém se adentrava na região sem a sua permissão, ele aparecia inopinadamente e o visitante tombava em pânico… Vivemos dias que nos recordam o deus Pã.

Grande número de pessoas se atribuem o domínio da verdade e, ao invés de revelá-la, são tomadas de paixões de toda ordem e disseminam mentiras, usando artimanhas da sua habilidade intelectual para incutir o pânico. Nem todos estamos em nível intelecto-moral de discernimento do que é certo e deixamo-nos conduzir por aqueles que parecem possuir melhores qualidades e mais valores, permitindo-nos, não raro, ludibriar.

Neste período de graves preocupações, esses aproveitadores, desejosos de brilho, espalham mentiras que produzem muitos danos emocionais.  Surgem estatísticas falsas, ao sabor daqueles que as propalam e muitas vezes, quando são legítimas, em confronto com as fakes da moda, mais confusos permanecem.

Há alguns meses o Facebook apresentou uma mensagem apavorante como se fosse de nossa autoria mediúnica. Muitas pessoas assustadas nos escreveram, temerosas e enfraquecidas moralmente. A todos respondemos que se tratava de farsa de algum psicopata que se permite o prazer de perturbar os outros e tomamos providências junto à entidade que a divulgou. A mensagem foi retirada e, há poucos dias, verifico que ela está novamente correndo o mundo com o seu mister fantasioso e perverso.

Estamos tomando novas providências a respeito do tema e lamentamos profundamente a ocorrência.

Por isso, vale o esforço de quando formos surpreendidos por notícias de tal jaez termos o cuidado de verificar a autenticidade antes de nos deixarmos conduzir pelo pânico ou equivalentes.

No caso do Covid-19, a pandemia que ataca o planeta e que não é tão letal quanto parecia no início, basta que se verifique o número de pacientes curados e dos esforços dos cientistas em encontrar uma vacina ou terapia especializada para detê la. É claro que deveremos ter muito cuidado, mantendo-nos isolados, lavando as mãos com sabão e logo usando o álcool em gel, mas, sobretudo, preservarmos a serenidade mental e emocional para robustecermos o corpo e a alma.

Sempre ocorreram, periodicamente, pandemias. E neste século, lamentavelmente, a China tem oferecido ao mundo diversas e lastimáveis doenças devastadoras.

O nosso querido país apresenta outras enfermidades destruidoras, como a dengue, a tuberculose, a Aids e a pior de todas, que é a indiferença em relação aos deveres éticos e morais, o materialismo e a crueldade.

Divaldo Pereira Franco

Artigo publicado na coluna “Opinião” do Jornal A tarde do dia 2 de abril de 2020.

Grupo Espírita Casa do Caminho

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Vai, e não Peques mais!

Postado por PATRIZIA GARDONA

Sidney Fernandes

Várias condições são necessárias para que o passe espírita favoreça o candidato ao benefício. A câmara de passes, os passistas e a equipe espiritual devem estar preparados e prontos horas antes da aplicação.

Instantes antes do passe, a palestra elevada, a leitura edificante e a oração contrita dão o toque final para que a vibração venha do Alto, em favor dos necessitados.

Tudo certo? Não falta mais nada? Falta o essencial: a concentração e a adesão da fé irradiante do beneficiado, bem como a sua indispensável contribuição com a moeda do mérito.

***

Um dos casos mais expressivos e importantes para o estudo da assistência magnética é o descrito por André Luiz, em seu livro Missionários da Luz, denominado um caso de décima vez.

Um dos cooperadores espirituais do trabalho de passes procurou o mentor Anacleto para falar do caso de um senhor idoso com o fígado e o baço acusando enorme desequilíbrio.

– Após dez vezes de socorro completo, é preciso deixá-lo entregue a si mesmo, até que adote nova resolução.

André Luiz estranhou aquela inusitada resolução. Anacleto percebeu o seu espanto e explicou que estavam diante de uma situação em que o enfermo havia recebido ajuda, para a extirpação de seus males, por dez vezes seguidas.

— Há pessoas que procuram o sofrimento, a perturbação, o desequilíbrio, e é razoável que sejam punidas pelas consequências de seus próprios atos.

Explicou ainda o mentor que, se as dez oportunidades de benemerência espiritual não redundaram em proveito para os interessados; se, por deliberação própria, continuaram insistindo nos mesmos erros, as instruções superiores determinam que sejam entregues à própria obra, a fim de que aprendam com os próprios erros.

***

Estamos diante de um caso, caro leitor, em que o candidato ao passe, não obstante simpático às atividades espiritualizantes, era portador de temperamento irascível e caprichoso, que o envolvia, constantemente, em brigas e discussões comprometedoras. A cólera e a mágoa eram suas companheiras inseparáveis. Recomendações de preparo para o dia do passe resultaram infrutíferas, pelos ódios que adquiria com facilidade temível.

Foi beneficiado por dez operações de socorro magnético integral, com o alívio de cargas malignas, resultado de pensamentos alheios e dos provocados por ele mesmo. O serviço de libertação, através do passe, foi interrompido por algum tempo, a fim de que o enfermo aprendesse e aplicasse lições novas com valores adequados.

***

Fiquemos com Emmanuel:

Se não guardas o favor do Alto, respeitando-o em ti mesmo, se não usas os conhecimentos elevados que recebes para benefício da própria felicidade, se não prezas a contribuição que te vem de cima, não te vale a dedicação dos mensageiros espirituais.

Debalde improvisarão eles milagres de amor e paciência, na solução de teus problemas, porque sem a adesão de tua vontade, ao programa regenerativo, todas as medidas salvadoras resultarão imprestáveis.

— Vai, e não peques mais.

O ensinamento de Jesus é suficiente e expressivo. O Médico Divino proporciona a cura, mas se não a conservamos, dentro de nós, ninguém poderá prever a extensão e as consequências dos novos desequilíbrios que nos sitiarão a invigilância.

Fontes consultadas: Pão Nosso, Emmanuel e Missionários da Luz, André Luiz

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E quando o desequilíbrio da saúde mental destrói o futuro…

por Jane Maiolo

Por que estamos nós também a toda a hora em perigo? ¹

O worldometers é um site de estatísticas mundiais que é atualizado em tempo real, alimentado por dados provenientes de organizações voltadas para estatísticas, dentre elas estão a Unicef, a Unesco e outras.

O ano de 2020 apenas se inicia e já contamos com dados mundiais alarmantes sobre o número de abortos (3.315.995), suicídios (83.694) e mortes em acidente de trânsito (105.357) ² é inegável que, apesar dos avanços científicos e tecnológicos, o homem contemporâneo adoece, morre, se mata. A saúde mental está em jogo. O ressentir, o temer, o pavor, o descompasso, a violência e as inseguranças são indícios que o adoecimento mental é fato consumado, escancarado e escandaloso.

As depressões, a ansiedade, a esquizofrenia, o transtorno bipolar, o transtorno obsessivo-compulsivo precisam ser encarados como agentes detonadores de vida. Há de se levar em consideração os fatores que influenciam o estado de saúde e os fatores que desencadeiam as doenças de ordem mental. A saúde mental ainda é muito negligenciada. Infelizmente, a maioria somente pensa nela quando já estão doentes. Cuidar da saúde mental deve ser uma prioridade da população assim como dos governantes, porque os outros níveis de saúde dependem dela.

Dentre os fatores que influenciam de uma maneira positiva a saúde temos como rede de proteção: as amizades sinceras, o bom papo com os amigos, a estabilidade no emprego, o afeto seguro, o sentimento de pertencimento, o autoamor, a busca pela a espiritualidade, o lazer, as atividades esportivas, dentre outros.

Já dentre os fatores que desencadeiam os transtornos de ordem mental estão a falta de vínculo afetivo, negligência na primeiríssima infância, alterações químicas do cérebro, os relacionamentos “afetivos” tóxicos e abusivos, o luto não superado, instabilidade no emprego, ociosidade mental e preguiça moral, sedentarismo, falta de engajamento proativo na comunidade, o uso exagerado de bebidas e substâncias tóxicas e ou alucinógenas, dentre outros.

Procurar ajuda especializada é ainda a coisa mais acertada a fazer, os amigos podem ouvir seu desabafo. A bebida alcoólica, por exemplo, pode até momentaneamente alterar o seu estado de consciência, entorpecendo-lhes os sentidos, mascarando suas aflições, porém, o tratamento especializado é eficaz e pode alterar a saúde mental de forma significativa.

Não permitas, pois, que ideias malfazejas e ameaçadoras envolvam a sua mente. Não consinta que a solidão e o sentimento de abandono e vazio existencial lhe desfalque a proposta de um futuro pujante.  Mover-se sob as luzes de uma relativa felicidade com lucidez, grandeza e dignidade ainda é a proposta mais contrabalançada a seguir.

Rememoremos a indagação de Paulo, o apóstolo dos gentios: “Por que estamos nós também a toda a hora em perigo?  Em face das ameaças sedutoras dos tempos modernos acrescentaríamos o seguinte ao questionamento do iluminado “Filho de Tarso”: pois, se a vida é uma viagem, é melhor que estejamos juntos!

Referências bibliográficas:

1-1 Coríntios 15:30

2-Disponível em https://www.worldometers.info/br/

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A VIDA NO MUNDO ESPIRITUAL

Epítome descritivo sobre o cenário e a vida no além túmulo (Jorge Hessen)

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília-DF

Conquanto haja kardequeólogos de plantão que andam rejeitando os livros do Espírito André Luiz,  particularmente sigo por outros caminhos, acolhendo as revelações do autor de “Nosso Lar” e de outros Benfeitores com serena confiança. Em face disso, discorreremos se na dimensão dos espíritos realmente existem casas, templos, escolas, hospitais, ruas, árvores, parques.

Com certeza por “lá” não há “vasos sanitários” e mictórios. Lamentavelmente, existem “romances mediúnicos” que não passam de abusos ficcionais criados por “médiuns” obsedados. Há um dilúvio desses “romances” alucinantes narrando que no além os espíritos se casam, copulam e geram filhos, sim! Reproduzem!!! Afiançam que pela fecundação, há a gestação, o nascimento dos “bebês” (pasmem!) Contam até que por “lá” o espírito morre, (morre!? meu Deus!!!) sobrevindo o sepultamento dos seus restos perispirituais em cemitérios d’além-túmulo.(Isso é consequência de médium com distúrbio psicológico, com certeza!)

No Mundo Espiritual, o ambiente difere totalmente do planeta, pois lá, como descrevem os Espíritos comunicantes, não há frio nem calor excessivo, não há terremotos nem tempestades. Nas Colônias Espirituais, os domicílios não se amontoam uns aos outros como nas grandes cidades terrestres; eles oferecem espaços regulares entre si, como a indicar que naquele abençoado reduto de fraternidade e auxílio cristão há lugar para todos. Não há estabelecimentos comerciais, mas, em compensação, há grande número de instituições consagradas ao bem coletivo.¹

O processo utilizado pelos desencarnados em seus engenhos e edificações é pela energia do pensamento e da vontade. O pensamento é força criadora e a vontade é força propulsora. Através destas duas potencialidades, os Espíritos constroem tudo o que desejam. O Universo é seu laboratório.² Podem formar conjuntos com aparência, forma e cor determinadas. Kardec inclui essas possibilidades dos fenômenos peculiares ao mundo espiritual no que chamou laboratório do mundo invisível.

Muitos Espíritos dizem que a luz do sol por “lá” é agradável e reconfortante. Realmente há edificações belíssimas, algumas de séculos, protegidas por muralhas, armas e até animais, onde os habitantes têm o desfrute de deleites e costumes tipicamente físicos, como nutrição, por isso há plantações e fábricas diversas (sucos, roupas etc.).

Os desencarnados muito atrelados à vida material que chegam ao Mundo Espiritual sem compreenderem a transformação por que passaram, e têm ainda sensação de fome e sede, lhes são ministrados alimentos em instalações especiais, até que, adaptados ao meio em que iniciaram a nova vida, entendam que não têm mais necessidade desses alimentos.

Sobre esse quesito alimentação, alguns Espíritos necessitam de substâncias suculentas, tendentes à condição fluídica, e o processo será cada vez mais delicado, à medida que se intensifique a ascensão individual, pois a alma, em essência, apenas se nutre de amor.

De forma geral, é indispensável os concentrados fluídicos nas operações nutritivas. Em face da essencialização das substâncias absorvidas, não existem para o veículo psicossomático³ os exageros e inconveniências dos sólidos [bolo fecal] e líquidos [urina] da excreta comum.⁴ A exsudação se dá pelos poros. À vista disso, e não obstante algumas psicografias famosas de romances “espíritas” que descrevem supostos banheiros no além, constatamos aqui com André Luiz que inexistem “vasos sanitários” e “mictórios” por “lá”.

Pela difusão cutânea, o corpo espiritual, através de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos sutilizados ou sínteses quimioeletromagnéticas, hauridas no reservatório da Natureza.⁵ A água é veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer composição. No além, ela é empregada sobretudo como alimento e remédio.

É de extraordinária importância a respiração no sustento do corpo espiritual. Na Terra, o homem se alimenta muito mais pela respiração [70%], colhendo o alimento de volume [30%] simplesmente como recurso complementar de fornecimento plástico e energético, para o setor das calorias necessárias à massa corpórea. ⁶

Não ignoramos que os espíritos conservam as faculdades que tinham na Terra; eles têm visão, audição, sensação, percepção, mas diferentemente de quando possuíam um corpo físico, ainda que muitos deles em claudicação, julguem que tais coisas se passam, por lá, da mesma forma que no corpo.

Destaque-se que os Espíritos estão por toda parte, nenhum lugar circunscrito ou fechado se destina a uns ou a outros, segundo consta em o Livros dos Espíritos.⁷ O fato de estarem os desencarnados “por toda a parte” deve ser explicado com sensatez, como existindo colônias ou construções fluídicas em toda parte do além.

Jorge Hessen

Referências Bibliográficas:

1 XAVIER, Francisco Cândido. Voltei, ditado pelo Espírito Irmão Jacob, RJ: Ed. FEB, 1958

2 KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, per. 27, RJ: Ed. FEB, 1971

3 A constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda.

4 XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em dois mundos, ditado pelo Espírito André Luz, 20ª. Edição, RJ: Ed. FEB, 1958

5 XAVIER, Francisco Cândido. Missionários da Luz, ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed FEB, 1971

6 Idem

7 KARDEC, Allan. O Livros dos Espíritos, questão 188, RJ: Ed FEB, 1976

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Covid-19: empreguemos a disciplina mental e os recursos da prece

COVID-19

Ante o Covid-19, empreguemos a disciplina mental e os recursos da prece

Postado por os pae

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília-DF

 “A imaginação é a metade da doença;

a tranquilidade é a metade do remédio;

e a paciência é o começo da cura”. (Ibn Sina)1

A morte não é o fim, mas a grande libertadora da escravidão carnal, pronunciou Bezerra de Menezes, alertando para que não nos preocupemos em demasia com a presença pandêmica do [coronavírus], cujo momento será mais tarde entendido nas suas razões, nas suas origens e no porquê chegou-nos agora, provocando pânico e dor. 2

Justamente como está ocorrendo nas dioceses da Itália, pois só no dia 20 de março de 2020, houve a morte de 28 sacerdotes católicos diagnosticados com a Covid-19. A maioria atuava na região norte do país. Diante disso, o Papa Francisco preceituou ao arcebispo Francesco Beschi para dar seu apoio aos padres, aos enfermos, aos que cuidam dos pacientes e a toda comunidade católica, pois que estava muito impressionado com o sofrimento que padecem, pela morte solitária, sem a companhia das famílias, tão dolorosa, segundo Beschi. 3

Na contramão dos trágicos episódios chineses e italianos, a Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional brasileiro emitiu nota pedindo a reabertura dos templos para enfrentar o que chamou de “pandemia maligna”. Daí (pasmem!) as igrejas têm passado imunes às recomendações dos governos estaduais e do Ministério da Saúde para suspender eventos com grande aglomeração de pessoas.

Valendo-se disso, as megaigrejas evangélicas como a Universal do Reino de Deus de Edir Macedo, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo de Silas Malafaia e a Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago — todas com milhares de templos espalhados pelo país e cujas sedes têm capacidade para 10 mil pessoas, 6 mil pessoas e 15 mil pessoas, respectivamente, seguem (quais bombas relógio) abertas e com os cultos lotados.

O MPRJ (Ministério Público do Rio Janeiro) entrou com um pedido para que os cultos fossem suspensos, mas a Justiça negou. E nessa onda o pastor e empresário Silas Malafaia esbraveja que só fechará a Assembleia de Deus Vitória em Cristo por determinação da Justiça.

Essa irresponsável atitude de tais igrejas é inquietante, vejamos o que ocorreu   lá na Coreia do Sul, em que uma igreja é responsável por mais de 60% dos casos. O pastor sul-coreano Lee Man-hee, da Igreja Shincheonji de Jesus, se ajoelhou e pediu desculpas durante uma entrevista coletiva, segundo o Metro UK. Porque mais de 60% dos 4 mil casos confirmados no país asiáticos são de fiéis da igreja, sendo 28 mortes. Agora, o pastor é investigado pelo Ministério Público coreano por negligência.4

Lamentavelmente e andando na contramão das atitudes de outros ajuizados governantes o Presidente do Brasil defende aglomerações (bomba relógio) nas igrejas. Na borla do Presidente vão alguns pastores “ungidos” afirmando que a Igreja é lugar de refúgio para muitos que se acham amedrontados e desesperados. Por isso os templos devem estar de portas abertas para receber os abatidos e acolher os desesperados.

A grande preocupação em relação a pandemia é que o número de casos pode aumentar de maneira aterrorizante, em escala geométrica. Este fato sobrecarregará os serviços de saúde (públicos ou privados), com risco de faltar assistência adequada para toda a população. Esta é a razão pela qual as medidas de contenção são essenciais, para tornar mais lenta a instalação desta pandemia e permitir que os serviços de saúde se organizem para oferecer atendimento adequado.

Neste período pandêmico o Espírito Bezerra de Menezes realçou que devemos manter o respeito às leis, buscando a precaução recomendada pelas autoridades sanitárias. 5 Os espíritas devemos seguir as recomendações dos órgãos oficiais, Ministério da Saúde do Brasil e Organização Mundial da Saúde. Nas casas espíritas os trabalhos de atendimento espiritual abertos ao público devem ser realizados por atendimento à distância. As reuniões com grande número de pessoas devem ser evitadas até que essa medida seja reavaliada de acordo com a evolução da situação epidemiológica.

Nas reuniões “impreteríveis” de trabalho que envolva pequeno número de pessoas, não deverão participar pessoas com sintomas respiratórios, assim como se deverá evitar contato físico como aperto de mãos, abraços e beijos. Deve haver o fornecimento de álcool gel em locais chaves da casa espírita, como na entrada, na biblioteca e nos banheiros pode auxiliar sobremaneira na contenção do vírus.

É importantíssimo “desfazer ideias de temor ante as moléstias contagiosas ou mutilantes, usando a disciplina mental e os recursos da prece.”6 Pois que “a força poderosa do pensamento tanto elabora quanto extingue muitos distúrbios orgânicos e psíquicos.” 7

É momento de “aceitar o auxílio dos missionários e obreiros da medicina terrena, não exigindo proteção e responsabilidade exclusivas dos médicos desencarnados.” 8 Vamos todos “aproveitar a moléstia como período de lições, sobretudo como tempo de aplicação dos valores alusivos à convicção religiosa. A enfermidade pode ser considerada por termômetro da fé. ” 9

Referências bibliográficas:

1 Ibn Sina (980-1037), com nome latinizado de Avicena, polímata, médico e filósofo persa, e considerado pai da medicina  moderna

2 Mensagem de Bezerra de Menezes, recebida pela psicofonia de Divaldo Franco no encerramento da XXII Conferência Estadual Espírita, em 15.03.2020, no Expotrade – São Jose dos Pinhais (PR)

3 Disponível  em https://veja.abril.com.br/mundo/coronavirus-italia-registra-a-morte…    acesso em 20/03/2020

4 Disponível  em https://bhaz.com.br/2020/03/20/silas-malafaia-coronavirus/ acesso em 20/03/2020

5 Mensagem de Bezerra de Menezes, recebida pela psicofonia de Divaldo Franco no encerramento da XXII Conferência Estadual Espírita, em 15.03.2020, no Expotrade – São Jose dos Pinhais (PR)

6 VIEIRA , Waldo. Conduta Espírita, ditado pelo Espírito André Luiz – cap. 35, RJ: Ed. FEB, 1971

7  Idem

8  Idem

9  Idem

Publicado em A Família, Artigos, Ciência, Espiritismo, Transição | Deixe um comentário

Liberdade e libertinagem

– Marcos Paulo de Oliveira Santos

LIBERDADE E LIBERTINAGEM

Erroneamente, a liberdade tem sido confundida com a libertinagem.

A liberdade, conquista árdua das sociedades democráticas, é categoria axiológica que não se coaduna com o desrespeito.

Isto posto, é imperioso apontar que os tempos atuais têm sido bastante difíceis às manifestações culturais.

Em grande medida, os espetáculos são eivados de traços psicopatológicos; as manifestações musicais apresentam letras chulas; as exposições são de baixíssimo padrão moral. E, a denominada cultura, é utilizada por mentes vis que, em nome de uma liberdade, espalham conteúdos degradantes.

Não faz muito tempo que, em nome da arte e da liberdade, um homem despido se deixou apalpar por uma criança em museu brasileiro.

Noutro cenário, uma escola de samba, evocando a mesma liberdade e a “galhofa” do período carnavalesco, apresentou Jesus num desfile apanhando de Satanás, enquanto caveiras sambavam em torno Dele.

Há alguns anos, caricaturas desrespeitosas do profeta Maomé foram feitas por determinada revista francesa que culminou com um ataque terrorista aos seus editores. (Mais uma vez, em nome da liberdade.)

Recentemente, no Brasil, um vídeo natalino do grupo Porta dos Fundos, apresentou um Jesus gay, além de outras situações constrangedoras na película. Isto gerou bastante revolta, discussão, e culminou em atentado terrorista com bombas (coquetéis molotovs) à produtora do grupo.

Por óbvio, esta ação não é a forma adequada de se repudiar a prática do grupo. E, felizmente, não houve vítimas.

Cumpre considerar ainda que existe a lei n.º 13.260/2016, que disciplina o terrorismo (ato que foi praticado contra o grupo Porta dos Fundos) e que precisa ser cumprida. Lembrando que se trata de crime imprescritível, inafiançável, não suscetível de anistia ou graça, ou seja, os envolvidos podem ser punidos a qualquer tempo. (O que, pelo histórico do nosso país, dificilmente acontecerá.)

Não bastasse toda a confusão, o Judiciário do Estado do Rio de Janeiro impôs censura ao filme. Todavia, o grupo, após recorrer, conseguiu mantê-lo no ar.

E, mais uma vez, a liberdade foi evocada para justificar práticas culturais ofensivas.

Tentam a todo instante macular a imagem do Mestre incomparável, que há dois mil anos é luz e fanal das consciências humanas.

Mas não só dele. A liberdade tem sido utilizada para se justificar violências, seja contra Jesus, seja contra qualquer outra figura ou condição.

Sou contrário à censura. Igualmente contrário a desrespeitos em nome de uma “liberdade”.

E penso que caberia uma reflexão de nós espiritistas sobre a conjuntura atual e como poderíamos contribuir para manifestações culturais mais edificantes. Sem quaisquer laivos de censura, de reproche. Mas, sim, espraiando o belo, o divino, o conteúdo edificante por meio da arte espírita, por exemplo.

Lembremos, por fim, da lição de Paulo que disse: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”. E assim é na vida, na alimentação, na arte, na cultura.

Bom senso, sempre!

Marcos Paulo de Oliveira Santos
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ABORTO ESPONTÂNEO

Morte antes de nascer sob a ótica espírita.

Postado por ANA MARIA TEODORO MASSUCI

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“Estou na cozinha e de repente começo a sangrar. No entanto, hoje ao meio-dia ainda estava tudo bem no ultrassom. Tudo acontece muito rápido: meu marido chama a ambulância e vejo a poça de sangue embaixo de mim; tenho um pressentimento terrível. Acho que meu filho não vive mais. Fico desesperada. Quando os enfermeiros me deitam na maca, fico calma – tudo parece irreal. No hospital, todos que me atendem parecem agitados. A ultrassonografia confirma o que eu já sabia, mas insistia em não acreditar: meu bebê está morto. É preciso fazer logo uma curetagem. O médico diz que eu ainda poderei ter muitos filhos. Mas meu bebê está morto. Ele não pode ser substituído por nada nem por ninguém. Nunca.” (Depoimento de paciente do Hospital da Universidade de Münster que sofreu um aborto-Fonte:UOL/Folha)

A morte do filho antes do nascimento joga a maioria das mães e pais em uma profunda crise. Se os médicos supunham há 30 anos que o melhor para os casais seria esquecer o evento o mais rápido possível, hoje – graças à psicologia e à psicanálise – se sabe que as reações à perda de um filho antes do nascimento só se diferenciam fracamente das que ocorrem em outros casos de luto.

No entanto, sua magnitude raras vezes é percebida por aqueles que rodeiam as pessoas que passam por essa situação.

Dependendo do estudo, entre 10% e 30% das crianças morrem ainda antes de nascer.

Em muitos casos, alterações genéticas são responsáveis pela morte do feto. Nesses casos, o bebê não estaria apto a sobreviver e por isso é expelido pelo corpo da mãe. Às vezes, a falta do hormônio progesterona pode provocar o aborto. Nesse caso, o óvulo não se aninha na membrana mucosa do útero. Infecções e doenças maternas também facilitam a morte da criança durante a gestação. Mulheres grávidas de múltiplos têm um alto risco de perder o bebê.

………………………………….

Os estudos dos pesquisadores confirmam o que os Espíritos revelaram em “O Livro dos Espíritos” no que se refere às questões físicas, orgânicas das mortes.

Os Espíritos acrescentam informações importantes, esclarecendo-nos que o retorno ao corpo na Terra não é um processo fácil, considerando que nosso mundo é por demais material e grosseiro, ficando sujeito, portanto, às vicissitudes e instabilidade das coisas. É isso que os Espíritos Superiores nos ensinaram com essas palavras: “Dão-lhes causa (a morte), as mais das vezes, às imperfeições da matéria.”(2)

Além disso, acrescentam que a morte prematura pode ser o complemento de uma existência anterior que foi interrompida antes da hora determinada. Exemplo: se uma pessoa tinha que viver 70 anos numa existência anterior, mas morreu com 65 anos, poderá renascer para completar os anos que faltavam. Situação comum nos casos de suicídios. Também constitui provação para os pais, porque é notório o sofrimento deles.(1)

O Espírito reencarnante se assemelha a um viajor que nunca tem a certeza que passará pelas vias do nascimento sem que nada aconteça ao seu corpo em formação.

A médium Yvonne Pereira, no livro Cânticos do Coração, afirma que a desencarnação na infância verifica-se, na maioria dos casos, por fatores NÃO previstos espiritualmente. Isto quer dizer que a desencarnação prematura muitas vezes não era um acontecimento previsto anteriormente.

Quando morre um bebê em gestação ou recém-nascido, desligando os laços e voltando o Espírito para a pátria espiritual, isso, certamente, é uma prova muito forte para os pais, de modo a abalar os corações mais sensíveis.

A vida continua e, não raro, esses Espíritos que não conseguiram reencarnar, retornarão mais tarde, seja através da mesma mãe ou outra, preferencialmente da mesma família.

Fernando Rossit

Bibliografia:

O Livro dos Espíritos, questões 199 (1), 346(2) e 347(3)/Cânticos do Coração, Vol II –Yvonne Pereira/Mensagem do Pequeno Morto– Psicografia de Chico Xavier/Escola no Além – Psicografia de Chico Xavier/Crianças no Além – Psicografia de Chico Xavier/Resgate e Amor – Psicografia de Chico Xavier.

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Saúde e Paz – Divaldo P.Franco

SAÚDE E PAZ

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Periodicamente a sociedade é sacudida por sofrimentos coletivos que a fazem estertorar.

Calamidades de vário tipo tomam conta das multidões e se descobre que os grupos sociais não estão preparados para enfrentar as ocorrências inevitáveis, porque fazem parte do processo evolutivo dos seres.

Fenômenos sísmicos, cósmicos, guerras, seca, enchentes, pandemias, economia, perseguições e extermínio se abatem sobre o planeta com frequência, e os seres humanos são surpreendidos por essas tragédias, entrando em pânico e gerando mais dificuldades nos relacionamentos, quando deveriam unir-se para melhor solucionar as dificuldades.

Hoje o mundo padece a contaminação pelo Coronavírus com toda a sua periculosidade, ceifando vidas, enfermando os indivíduos e ameaçando a sociedade terrestre, como ocorreu no passado com outras pandemias de trágica memória.

Havendo chamado a atenção da humanidade, logo que pôde constatar a capacidade mortífera do vírus, a Organização Mundial de Saúde alertou as nações quando à gravidade da epidemia, tornando-se pandêmica, e sugeriu recursos preventivos que não foram levados a sério. Os países despertaram do letargo, embora alguns ainda estejam em cogitações inúteis, produzindo um grande impacto nas criaturas.

A humanidade está em crise e se torna indispensável que todos os cidadãos e cidadãs compreendam a seriedade do momento, superando superstições e descrenças, a fim de deterem o avanço da contaminação que ocorre muito fácil através do contato com pacientes, alguns dos quais parecem não ter sintomas em razão do seu sistema imunológico.

Nenhuma providência recomendada pelas autoridades sanitárias, responsáveis pela preservação da saúde, podem ou devem ser postergadas sob qualquer pretexto.

Essas providências rápidas e a cooperação dos indivíduos sem reclamações nem antagonismos estão facilitando a não contaminação violenta na China, enquanto o descuido da sua aplicação na Itália e Espanha resultou na tragédia que está ocorrendo.

A saúde é fundamental para a existência feliz dos seres humanos e animais. É fator essencial para a paz pessoal e social, facilitando o intercâmbio entre os grupos humanos, comunidades e países.

Vale, no entanto, também considerar que, embora o trágico da pandemia em tela, as criaturas estão retornando ao lar, que haviam abandonado, à convivência familiar, que praticamente havia desaparecido, à conduta ética, totalmente abandonada em face dos desregramentos morais a que verdadeiras multidões se haviam entregues.

Desse modo, como medidas preventivas a oração, o retorno à dignidade, a reconstrução da família, o comportamento digno faculta saúde moral e paz espiritual indispensáveis à plenitude.

 

Divaldo Pereira Franco

Artigo de Divaldo Franco, publicado no jornal “A Tarde”, coluna Opinião, em 19/03/2020.

Divaldo Franco escreve no jornal A Tarde – Coluna Opinião – às quintas-feiras (quinzenalmente).

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COVID19: Os tempos são chegados. Mas, sem alucinações, por favor!

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– Marcelo Henrique Pereira

“Qual pode ser a autoridade do ensinamento dos Espíritos, se eles não são infalíveis e superiores à Humanidade?” (Allan Kardec, “A Gênese”, Capítulo I, Item 1).

O ser humano – que para nós, espíritas, é um Espírito encarnado, isto é, o ser imaterial e eterno que, inúmeras vezes, volta à existência corporal para continuar sua trajetória de aprendizado e progresso – ao se deparar com os conteúdos da Doutrina dos Espíritos, se vê diante de um universo antes desconhecido.

Dá-se o mesmo com as demais áreas do conhecimento humano, entre as quais se destacam as filosofias e as ciências. Deixo de fora as religiões (crenças) porquanto estas se baseiam, fortemente, no conteúdo sobrenatural e na não-razoabilidade das explicações decorrentes dos mistérios e dos dogmas religiosos. São importantes, estas últimas, na trajetória do ser, mas elas vão sendo deixadas de lado à medida que o indivíduo, o ser espiritual, desvencilha-se delas associando suas crenças à interpretação racional dos fatos.

A vida física – e suas inúmeras dificuldades – nos endereça, por vezes, à tentativa de entendimento das distintas situações, sejam as que nos atingem diretamente, seja aquelas que ocupam os noticiários da imprensa e das redes sociais. Não é difícil, assim, imaginar que o estudante (e não o estudioso) da Doutrina dos Espíritos se apresse em tentar buscar “respostas” ou “justificativas” para contextos e ocorrências. Também é muito comum aqueles que são versados nas “letras espíritas”, seja por meio de textos seja pela (agora mais comum) apresentação de temas pela verbalização, gravada em vídeos, apresentarem a chamada “visão espírita” disso ou daquilo. Para não deixar nada de fora, coloco neste segmento, também, os palestrantes e dirigentes de instituições ditas espíritas que também se prestam a interpretar “de modo espírita” os fatos do mundo em que estamos vivendo.

Há uma “necessidade” muito grande de “explicar” as coisas do “modo espírita”, não é mesmo? E, em assim sendo, é justamente neste contexto que se deve ter muita cautela, evitar a pressa e a simplificação perigosa dos fatos e evitar-se os achismos e, pior, as explicações “sobrenaturais” ou “fantásticas”. Kardec, mesmo, alertou seguidamente, estabelecendo a linha demarcatória entre o conteúdo das crenças e religiões e o do Espiritismo, posto que este último não se ocupa, jamais, do fantástico ou do sobrenatural. Do contrário, fornece a Doutrina dos Espíritos a interpretação natural, lógico-racional dos fenômenos e das leis espirituais. Vide, a propósito, a excelente dissertação “O maravilhoso e o sobrenatural”, contida na Revue Spirite, de Setembro de 1860, em que se lê: “o Espiritismo nos dá a chave de uma porção de coisas inexplicadas e inexplicáveis por qualquer outro meio e que em tempos remotos puderam passar por prodígios”.

Em paralelo, nunca se teve tanta polarização política como nos dias de hoje, levando ao estabelecimento de muros quase intransponíveis entre partidários – não necessariamente conhecedores a fundo – de ideologias sócio-políticas. E isto, mesclado com a chamada “crença pessoal” e, também, a “lente” de interpretação de cada um acerca do que leu ou ouviu em termos de conteúdo espírita, amplifica por demais a “ânsia” de interpretação dos fatos que ocorrem em nosso planeta.

Nos últimos dias – mais acentuadamente a partir da confirmação dos primeiros casos de Corona Vírus (COVID19) em terras brasileiras – tem-se estado em contato com inúmeros textos, seja os desenvolvidos pelos próprios espíritas, em artigos ou em manifestações nas redes sociais, sejam os alegadamente provindos de “fontes mediúnicas”, isto é, presentes em textos supostamente “psicografados” em reuniões das instituições espíritas. Grande parte deste conteúdo, já nos primeiros parágrafos, destoa completamente das diretrizes e dos princípios espiritistas, contendo, inclusive, “explicações” que não resistem ao mero cotejo com itens básicos contidos na primeira obra de Allan Kardec, “O livro dos Espíritos”.

O que acontece, via de regra, é que quem lê, embora já tenha alguma “embocadura” ou “constância” dita espírita, seja pela leitura de romances, a frequência a reuniões de exposição doutrinária (palestras) e, até, pasmem, reuniões de estudo ou, até – o que é ainda mais grave – de prática mediúnica, não é submetido aos FILTROS DOUTRINÁRIOS.

Mas, o que seria isso? Acho que nunca ouvi falar de “filtro doutrinário”. Isso existe? – é o que você, leitor, deve estar se perguntando.

Sim, caríssimos! O Espiritismo possui, sim, filtros doutrinários. E foi Kardec quem os estabeleceu ao cunhar e legar para a Humanidade (daquele tempo e a de tempos vindouros, como o nosso) o conjunto de princípios e fundamentos da Doutrina dos Espíritos. Para tal, não retirou da sua própria cabeça os elementos que dão corpo ao Espiritismo. Selecionou, interpretou, complementou, introduziu, referenciou, estabeleceu contornos e correlações entre as milhares de comunicações que recebeu, produzidas pelo intercâmbio mediúnico com as Inteligências Invisíveis e, selecionando-as, descartou aquelas que eram:

1) contrárias à lógica, à racionalidade e ao bom senso;

2) moralmente úteis, mas vinculadas ao pensamento de crenças ou filosofias que reconheciam dogmas ou verdades indiscutíveis, incompatíveis com a base espírita; e,

3) as que pudessem ser contrárias aos próprios elementos constitutivos da doutrina, como os princípios em que ela se fundamenta.

Somente após isto e, ainda mais, reconhecendo como válidas aquelas que sobrevivessem à comparação com outras, obtidas independentemente, em lugares e momentos diferentes, por médiuns distintos, assinadas por Espíritos ímpares, concordes entre si e em relação aos já citados princípios espiritistas, que podemos resumir em: Deus, Espírito, Reencarnação (Pluralidade das Existências), Comunicabilidade entre os Espíritos (Mediunidade), Pluralidade dos Mundos Habitados, Progresso Espiritual e Livre-Arbítrio. Faço uma ressalva de que a enunciação dos princípios pode não ser de concordância de todos pois há os que colocam o Progresso e o Livre Arbítrio “apenas” como Leis Espirituais (e não princípios). Isto é secundário, cremos. O que se destaca é que não se tem, no conjunto de 32 obras publicadas, em vida, por Kardec, nenhuma mensagem que afronte, seja um, sejam vários dos princípios espiritistas.

Não é o que vemos, infelizmente, em palestras ou textos (artigos ou psicografias) que se intitulam espíritas, sobretudo neste momento tão delicado da existência da Humanidade terrena, diante, por exemplo, além dos demais infortúnios, dificuldades e problemas individuais e coletivos dos seres que estagiam neste orbe, a proliferação do COVID19.

É preciso sensatez e responsabilidade! Por coerência e fidelidade ao Espiritismo!

Assim sendo, diante dos fatos e com a visão que suplanta a mera (e efêmera) impressão que os olhos materiais consagram, escudados no conteúdo basilar do Espiritismo, diante do COVID19, é possível afirmar:

  1. A existência físico-material compõe-se de provas e expiações, sendo, ambas, em conjunto, oportunidades necessárias ao aprimoramento (progresso) espiritual dos indivíduos (“O livro dos Espíritos”, Livro Segundo, Capítulo V, “Escolha das Provas” e Livro Quarto, Capítulo I, “Penas e Gozos Terrenos”; “O evangelho segundo o Espiritismo”, Capítulo III, Mundos de Expiações e Provas”);
  2. As dificuldades da vida física – inclusive as doenças ou enfermidades que existem e as novas que são diagnosticadas – compreendem o conjunto de elementos que permitem a indivíduos e coletividades o exercício da inteligência para a superação daquelas, a partir do enfrentamento biológico-clínico e da adaptação de governos e coletividades às novas situações que ocorrerem (“O livro dos Espíritos”, Parte Terceira, Capítulo V, “Lei de Conservação”; “O evangelho segundo o Espiritismo”, Capítulo V, “Causas Atuais das Aflições” e Capítulo XXVIII, Item V, “Preces pelos doentes e pelos obsidiados”; “A Gênese, Capítulo III, “Origem do bem e do mal”);
  3. Na atuação das pessoas de boa vontade, encarnadas, em diversos setores da vida física, dedicando-se a minorar dores e deficiências e a encontrar alternativas, inclusive econômico-financeiras, percebe-se a aproximação das Inteligências Invisíveis, orientando e influenciando as primeiras para a resolução de problemas e a superação de dificuldades (“O livro dos Espíritos”, Parte Segunda, Capítulo IX, “Influência dos Espíritos em nossos pensamentos e atos”);
  4. Especialmente no segmento da biologia e da medicina, pesquisadores e cientistas dedicados aos seus ofícios e misteres, sem a ganância e a predominância dos interesses meramente materiais, mas imbuídos de princípios de solidariedade e fraternidade, constituem-se em Espíritos mais adiantados que, cumpridos os objetivos, credenciam-se espiritualmente na marcha do progresso espiritual, inclusive para a encarnação futura em planos mais adiantados que os nossos (“O livro dos Espíritos”, Parte Segunda, Capítulo VII, “Influência do organismo”, Capítulo X, “Ocupações e Missões dos Espíritos” e Parte Terceira, Capítulo XII, “Da Perfeição Moral”; “A Gênese”, Capítulo XXVIII, “A Geração Nova”; “Revue Spirite”, Janeiro, 1863, “Barbárie na Civilização”);
  5. Nas mais diversas situações do cotidiano, distinguem-se indivíduos despertos e solidários à dor alheia, buscando minimizá-la e assisti-la, diferentemente daqueles que meramente se comprazem com a necessidade alheia e visam proveitos materiais ou sociais, em cima dos infortúnios individuais ou coletivos (“O livro dos Espíritos”, Parte Terceira, Capítulo XI, “Lei de Justiça, Amor e Caridade”; “O evangelho segundo o Espiritismo”, Capítulo XV, “Fora da Caridade não há Salvação”);
  6. A noção espírita de Deus distancia-se do conceito antropomórfico do Criador, presente em grande parte das religiões e crenças, porquanto se acha, no Espiritismo, distante das ideias de pecado, culpa, pena e castigo, ou, em contraponto, das de benesses, perdões, graça e salvação (“O livro dos Espíritos”, Parte Primeira, Capítulo I, “Deus”, Parte Terceira, Capítulos I e XI, “A Lei Divina ou Natural” e “Lei de Justiça, Amor e Caridade”, Parte Quarta, Capítulos I e II, “Penas e Gozos Terrestres” e “Penas e Gozos Futuros”);
  7. Os problemas da existência física e os contornos da materialidade não são objeto da ação (terapêutica ou resolutiva) dos Espíritos desencarnados, como se a eles incumbisse o papel de solucionar as questões que fazem parte da própria contingência material, em que a manutenção da vida individual e coletiva, a preservação do meio ambiente e as variantes do progresso econômico-social, são decorrentes das ações humanas, dos seres encarnados, onde cada um responde (positiva ou negativamente) e se responsabiliza (espiritualmente) por ações ou omissões (“O livro dos Espíritos”, Parte Terceira, Capítulos V, VI e VIII, “Lei de Conservação”, “Lei de Destruição” e “Lei do Progresso”);
  8. Caso a problemática de saúde que o planeta experiencia neste momento, com o COVID19, seja decorrente da natural mutação genética e das questões sócio-ambientais dos distintos países e aglomerados humanos, as Leis Espirituais serão naturalmente aplicadas a todos, inclusive em termos de futuras existências, onde, para a contingência em questão, pode-se lembrar da assertiva atribuída a Jesus de Nazaré: “a cada um segundo suas obras” (“O evangelho segundo o Espiritismo”, Capítulo XVI, “Parábola dos Talentos”; “O Céu e o Inferno”, Primeira Parte, Capítulo III, “O Céu”; “A Gênese”, Capítulos I e XVII, “Caráter da Revelação Espírita” e “Predições do Evangelho”);
  9. Entretanto, se, como se cogita, as dificuldades, inclusive as sequelas físicas e psicológicas e os óbitos decorrentes da contaminação pelo vírus forem resultado de experimentos genéticos provocados ou proliferação criminosa do material originário, pode-se relembrar a passagem igualmente atribuída a Jesus, e contida em “O evangelho segundo o Espiritismo”, acerca dos “escândalos necessários”, justamente porque, perante a Justiça Divina nada ou ninguém passa imune (“O evangelho segundo o Espiritismo”, Capítulo XII); e, finalmente,
  10. Que o cenário atual nos sirva de inspiração para o exercício não só do raciocínio lógico espírita, na interpretação de tudo o que nele está contido, mas para despertar a necessidade do próprio despertamento interior para as verdades espirituais, concorrendo para a nossa própria melhora de pensamentos, palavras e atitudes, bem como, e mais relevantemente, da minoração das dores porque passam indivíduos e sociedades, em virtude da segregação destes, de meios produtivos, riquezas e benefícios, e das modalidades contemporâneas de escravatura – física, moral e psicológica – que nos aproximam de estágios anteriores, de barbárie e selvageria, em face de que grande parte das coletividades ainda se acha privada do exercício e do desfrute dos mínimos direitos fundamentais da espécie humana, consagrados que foram, a partir de 1948, na “Declaração Universal dos Direitos do Homem” (“O livro dos Espíritos”, Parte Segunda, Capítulo VI, “Escolha de Provas”, Parte Terceira, Capítulos VIII, IX, XI e XII, “Lei do Progresso”, “Lei de Igualdade”, “Lei de Justiça, Amor e Caridade” e “Perfeição Moral”; “O Céu e o Inferno”, Primeira Parte, Capítulo III, “O Céu”; “A Gênese”, Capítulo XI, “Gênese Espiritual”).

A par de todas as providências que, coerentes e sensatas, devem ser tomadas pelos espíritas, homens de bem, atentando para as recomendações das autoridades sanitárias e políticas, na forma de atitudes responsáveis e seguras, que prossigamos com serenidade, equilíbrio e prudência, para enfrentarmos com dignidade este momento agudo da existência humana neste planeta.

Por fim, que os espíritas conscientes atuem, também, efetivamente, no esclarecimento de seus pares, que compõem instituições ou grupos, presenciais ou virtuais, espíritas, afastando a proliferação de mensagens ambíguas, irracionais, demagógicas, ufanistas, de religiosidade discutível e de espiritualidade confusa, para que não sejamos, nós, os arautos do misticismo, do fantástico e do sobrenatural, diante de uma doutrina logica e racionalmente estruturada por Kardec, que é o Espiritismo.

Lembremos, outrossim, neste diapasão, o que o próprio preclaro professor francês nos ensinou no seu “Manual de Mediunidade – Guia dos Médiuns e Doutrinadores”: “[…] quando dá muita atenção a certas leituras, ou a histórias de sortilégios, que impressionam, a pessoa, lembrando-se mais tarde dessas coisas, julga ver o que não existe” (Kardec, “O livro dos Médiuns”, Segunda Parte, Capítulo VI, Item 113).

Os tempos são chegados, diz a máxima evangélica, referendada pelo Espiritismo. Que nos credenciemos a passar por esses tempos e seguirmos adiante, na fieira de progresso individual e social que nos aguarda!

Marcelo Henrique Pereira

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A VAIDADE E A OSTENTAÇÃO TRANSFORMADA NO HÁBITO DE AUXILIAR

Pelo Espírito Néio Lúcio

 

Na sementeira do amor

Ajuda sempre, filho meu.

Pensa no bem, exalta-lhe a grandeza e intensifica-lhe os dons na Terra.

A glória mais expressiva do perdão não reside tanto na superioridade daquele que o dispensa, mas sim na soma de benefícios gerais que virão depois dele, O mais alto valor do concurso fraterno não está contido no socorro às necessidades materiais de ordem imediata e, sim, no estimulo à confiança e à fraternidade.

Somente os espíritos em desequilíbrio extremo, fundamente cristalizados no mal, menosprezam as manifestações do bem.

Sei que é difícil julgar o destino de uma dádiva e, por vezes, teu pensamento se perde, inutilmente, em complicadas conjeturas.

“Terei dado para o bem? terei dado para o mal? “— interrogas a ti mesmo.

Mas, se não deste quanto possuis, se apenas concedeste migalhas do tesouro que o Senhor te confiou, não poderás ajudar ao próximo, tranquilamente, em nome do mesmo generoso Senhor que tudo te emprestou no mundo, a título precário?

Claro que te não rogo favorecer o crime e a desordem visíveis ao nosso olhar. Entretanto, se te posso pedir alguma coisa, em tempo algum te negues à cooperação fraterna.

Não abandones o enfermo, receando aborrecimentos, e nem fujas ao irmão desditoso que caiu nas malhas da justiça, temendo dissabores.

Se tua bondade não for compreendida, aprende a esperar.

Não é mais cristão aquele que serve por amor de servir, sem qualquer expectativa de remuneração?

Não te esqueças de que o Mestre foi conduzido ao madeiro da angústia, por ajudar e amar sempre…

Erra, auxiliando.

Será melhor assim, porque todos estamos sob o olhar da Vigilância Divina.

O homem que ajuda por vaidade e ostentação, quase sempre, em pouco tempo, cria para si mesmo o hábito de auxiliar, atingindo sublimes virtudes.

Aquele, porém, que muito fiscaliza os beneficiados e raciocina com excesso Quanto ao “dar” e ao “não dar” converte-se, não raro, em calculista da piedade, a endurecer o coração, por séculos numerosos.

Ouve! Estamos à frente do tempo infinito…

É imprescindível semear.

Não adubes o vício e o crime. Todavia, não olvides que é necessário plantar muito amor, para que o amor nos favoreça.

“ALVORADA CRISTÔ

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, ditado pelo Espírito NEIO LÚCIO

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